Mario & Sonic at the Rio 2016 Olympic Games: trilha sonora já é o maior legado da Olimpíada

Mario & Sonic at the Rio 2016 Olympic Games
Por Alexei Barros

Antes mesmo de Super Smash Bros. Brawl, Mario & Sonic at the Olympic Games foi o primeiro jogo estrelado pelos mascotes da Nintendo e da Sega lá em 2008. Apesar desse encontro histórico, eu jamais imaginaria que a série continuaria até hoje, aparecendo a cada dois anos, ora na Olimpíada de Verão, ora na Olimpíada de Inverno.

Mesmo que pareça uma série caça-níqueis, é impressionante o empenho dedicado à trilha sonora, ainda que as músicas nunca sejam lançadas em CD. Em especial, os temas de abertura orquestrados são estupendos – a “Opening Theme” de Vancouver evoca 2001 – Uma Odisseia no Espaço e a estonteante “Opening Theme” de Londres é acompanhada por uma guitarra fabulosa.

Aproveitando o ensejo de a Olimpíada de 2016 ser no Rio de Janeiro, a trilha incorpora a sonoridade associada à música brasileira, com ênfase em bateria, bossa nova e até samba. O resultado disso ficou fantástico, como veremos nos comentários das faixas que mais me chamaram a atenção.

Antes, é importante ressaltar que parte da trilha musical foi gravada no estúdio CIATEC – Companhia dos Técnicos no Rio de Janeiro e em diferentes estúdios em Tóquio. Nos créditos aparecem instrumentistas proeminentes da música brasileira, como Mestre Paulinho Botelho (mestre de bateria), Marcelo Mariano (baixo), Lula Galvão (guitarra), Alessandro Valente Vieira (cavaquinho) e Chico Chagas (acordeão). Embora eles não sejam nomes conhecidos do grande público, os músicos se destacaram por acompanhar artistas famosos – Lula Galvão, por exemplo, já tocou com Caetano Veloso e Ivan Lins.

Em relação à autoria das músicas, as composições ficaram a cargo de uma talentosa equipe de compositores da Sega habituada a trabalhar nos jogos mais recentes do Sonic, como Kenichi Tokoi, Teruhiko Nakagawa, Tomoya Ohtani, Naofumi Hataya, Jun Senoue e outros. Vale lembrar que as trilhas das versões de 3DS e Wii U são diferentes em termos de qualidade e, em algumas faixas, até mesmo em instrumentação.

– “Main Theme”

Os instrumentos de percussão da bateria já nos deixam plenamente ambientados no Brasil. Depois de uma breve participação do coral, os metais entram com tudo e o saxofone simplesmente arrebatador nos conduz por todos os pontos turísticos do Rio de Janeiro. Que tema é esse?

– “Deodoro”

Bossa nova encantadora com sons de marimba e violão. Talvez seja a proximidade com a Nintendo, mas dá para sentir um quê de Kazumi Totaka em Wii Sports.

– “Barra”

Flauta, acordeão e violão se destacam em uma música agradabilíssima, mais uma vez com lembranças de trilhas de jogos da Nintendo.

– “Maracanã”

Com muita percussão, os metais é o que mais brilham nesta faixa jazzística, com belos solos alternados.

– “Copacabana” (3DS)

Facilmente a minha favorita da trilha e é fácil saber o porquê disso: especialmente a parte com violão me lembrou muito o T-Square – por sinal, a banda também tem uma música chamada “Copacabana”. Até mesmo o acordeão me deixou com uma sensação parecida. Apesar de o instrumento não ser usado com frequência pelo T-Square, a “Islet Beauty” conta com o acordeão.

– “Copacabana” (Wii U)

Embora os metais sejam muito mais presentes, esta versão do Wii U para mim perdeu o charme de parecer o T-Square por descartar o violão e o acordeão, colocando no lugar um saxofone e um coral que não me agradou.

– “Vento Brasileiro”

Mais uma música excelente, com forte participação dos metais e um solo de trombone.

– “Vento Brasileiro” (segunda versão)

Flauta e violão deixam a mesma música com uma pegada mais bossa nova.

– “Golf Event”

Mais uma música que me faz imaginar que Kazumi Totaka trabalhou em segredo neste jogo. Além das belas passagens pianísticas, há timbres de flauta e clarinete.

– “Carnaval do Rio!”

Não que eu tenha gostado deste samba enredo, mas vale pela curiosidade. Quando eu poderia imaginar que existiria uma música de jogo, nesse estilo, cantada em português, com versos como “Alô, Alô, Carnaval do Rio! Vai Sonic!”, “Do azul do Sonic, desse mar que se espalha”, “Mario ama a Terra e nos ilumina”? Inacreditável! Histórico!

Em vídeo, uma inesperada performance musical de Gravity Rush 2

Por Alexei Barros

Enquanto os eventos ocidentais ainda engatinham com performances musicais em eventos de games (vide a conferência da Sony na E3 2016), no Japão isso é a coisa mais trivial do mundo. Porém, na maioria das vezes, vejo apenas os instrumentistas por fotos, tentando imaginar o que eles tocaram. Não neste evento de Gravity Rush 2.

Gravity Rush (Gravity Daze no Japão), lançado originalmente para PS Vita em 2012, já tinha uma trilha sonora memorável, tanto que o Press Start 2012 teve um medley do jogo. Apesar de pouco citado pela internet afora, o compositor Kouhei Tanaka tem um currículo bastante variado, incluindo o saudoso tokusatsu Flashman, diversos animes e jogos como Alundra, Resonance of Fate e Sakura Taisen.

Para promover a continuação do PlayStation 4, ele tocou teclado acompanhado por uma banda em três faixas com arranjos preparados especialmente para a ocasião. Geralmente não gosto de simplesmente jogar o vídeo sem detalhar as músicas tocadas, mas como a continuação ainda nem saiu, abro uma exceção – fui informado apenas que a terceira é um arranjo da “Pleasure Quarter” do antecessor. A primeira, a que mais me agradou, parece um tema de abertura (fico curioso para ouvir a versão original), e a segunda é mais calma, com solos de violão e contrabaixo.

Entre os instrumentistas, destaco a participação na bateria do lendário Tappy Iwase, ex-Konami e ex-Kukeiha Club que em tese foi o compositor do tema principal de Metal Gear Solid.

Violão: Naoto Suzuki
Teclado: Kouhei Tanaka
Bateria: Tappy Iwase
Clarinete e saxofone soprano: Ryoji Ihara
Contrabaixo: Ryu Kawamura

Grato ao Fabão pela dica do vídeo e pelas informações.

[via PlayStation Blog e 4Gamer.net]

“Streets of Rage Medley” – Streets of Rage e Streets of Rage 2 (NJBP Live! #4 “The Sun of Ancient”)

Por Alexei Barros

“Streets of Rage orquestrado” estava na minha wishlist há tantos anos que nunca imaginei que esse dia chegaria. Afinal de contas, as músicas de Yuzo Koshiro em estilo techno e house não pareciam combinar com instrumentos sinfônicos. Além disso, os japoneses, que sempre estão na vanguarda, não pareciam nutrir o mesmo apreço pelas músicas da série do que os ocidentais.

Mesmo querendo que as faixas fossem orquestradas, eu imaginei que poucos conseguiriam fazer a adaptação com sucesso. O resultado poderia ficar totalmente irreconhecível ou então meia-boca. Pensei até que poderiam enfiar uma guitarra para facilitar as coisas… Mas então entra em cena os japoneses pró-amadores, que não se cansam de surpreender. No caso, a New Japan BGM Philharmonic Orchestra.

Sem nenhum auxílio de instrumentos elétricos, apenas com cordas, algumas madeiras e metais, duas músicas e mais uma vinheta da série Streets of Rage são adaptadas de maneira magistral. O detalhe é que não são faixas fáceis de imaginar orquestradas, como o tema introspectivo “The Streets of Rage”. São duas músicas que tocam no meio da pancadaria.

Com a multiplicidade de instrumentos, a orquestra consegue reproduzir todas as camadas de sons das composições em um resultado simplesmente fabuloso. Além do arranjo, também é impressionante observar a performance incansável dos violinos, violas e violoncelos, com reminiscências dignas de Michael Nyman e Symphonic suite from ActRaiser.

Assisti ao vídeo boquiaberto do começo ao fim. Uma das performances mais incríveis que já vi.

– “Streets of Rage Medley”
“Fighting in the Street” (Streets of Rage) ~ “Dreamer” (Streets of Rage 2) ~ “Round Clear” (Streets of Rage)

Eternamente agradecido à Jejé Pinheiro pela incrível descoberta.

Enfim revelado o compositor de The Last Guardian – não é o Kow Otani

Por Alexei Barros

Um dos elementos mais enigmáticos a respeito de The Last Guardian e que mais me vinha intrigando era a trilha sonora. Tamanha curiosidade se justificava especialmente pelo fato de que as músicas do predecessor espiritual Shadow of the Colossus foram magistrais e definitivamente estão entre as melhores da história dos videogames. Minha expectativa era de que o autor delas, Kow Otani, pudesse repetir a dose em The Last Guardian, mas infelizmente não é o que vai acontecer.

Como já disse várias vezes, no trailer de revelação do jogo tocava a música “Opening Titles”, composição de Carter Burwell para o filme Miller’s Crossing. Nos vídeos posteriores, como naquele do retorno na E3 2015, ficava difícil ter alguma noção do que esperar da trilha sonora. Só agora, em 2016, no que deve ser (assim espero) o ano de lançamento do título, foram reveladas mais informações sobre esse aspecto do jogo.

Em entrevista exclusiva para o IGN, o próprio diretor Fumito Ueda revelou quem é o responsável pelas músicas: o japonês Takeshi Furukawa, residente em Los Angeles, EUA. Seguindo a tendência de compositores ocidentais da atualidade, ele inclui em seu currículo participações em filmes e seriados. Seu trabalho de maior projeção é na orquestração do filme de animação Star Wars: A Guerra dos Clones e na composição da série homônima. Nos videogames, ele também coleciona duas pequenas participações com músicas adicionais em Star Wars: The Clone Wars e em GoldenEye 007 (aquele remake de 2010 que, devo confessar, achei medianíssimo). Em seu site oficial, há diversos samples de suas composições, que me deixaram uma ótima impressão pela habilidade em fazer músicas orquestradas sentimentais, com muita ênfase nas cordas.

Por sinal, a trilha de The Last Guardian foi gravada nada mais nada menos do que pela London Symphony Orchestra, a mesma do concerto Final Symphony, no London Air Studios na Inglaterra. Pelo vídeo dá para ver que também foi usado um coral (ora garotos, ora mulheres). Alguns trechos da trilha podem ser apreciados, além de considerações de Fumito Ueda sobre esse aspecto em suas produções.

Algo me diz que as músicas de The Last Guardian serão belíssimas, porém não vão chegar no nível de Shadow of the Colossus.

Como venho comentando todas as aparições de The Last Guardian através dos anos, também não posso deixar de recomendar este outro vídeo do IGN no qual Ueda fala mais a respeito das idas e vindas desse aguardado projeto.

“Bloodborne Suite” – Bloodborne (Score: Orchestral Game Music 2015 em Estocolmo)

Por Alexei Barros

Qual é a melhor coisa que pode acontecer com um concerto de games? Eu responderia: ter a orquestra de uma rádio. Isso garante que as apresentações sejam transmitidas com qualidade de captação profissional. Bons exemplos não faltam: a tetralogia com a WDR Radio Orchestra na Alemanha e o Games in Concert com a Metropole Orchestra na Holanda, que surgiu originalmente em uma parceria com a NCRV Radio.

As apresentações Score na Suécia produzidas por Orvar Säfström já chamavam a atenção pela competência e profissionalismo das performances e, então, em 2015 a Swedish Radio Symphony Orchestra entrou na jogada, garantindo que o concerto fosse transmitido em janeiro de 2016 na TV. Eu honestamente custo a acreditar que eles liberaram um vídeo desse nível de graça, no YouTube.

Foram publicadas gravações interessantes que ainda pretendo postar e comentar com a tradicional dose de atraso, mas, para começar, fico com esta suíte de Bloodborne, que terminei apenas recentemente (e ainda estou impactado por mais uma obra-prima de Hidetaka Miyazaki). Esse é um jogo tão atípico para um concerto ocidental que eu esperaria encontrar apenas no Press Start se ainda existisse a série japonesa de concertos.

Quando publiquei aquele vídeo da gravação da “Cleric Beast” ano passado ainda não se sabia exatamente quem faria as músicas. No fim das contas, é um time de seis compositores – metade ocidental (Ryan Amon, Cris Velasco e Michael Wandmacher), metade nipônico (Tsukasa Saitoh, Yuka Kitamura e Nobuyoshi Suzuki). Os três japoneses inclusive integram a equipe interna de som da From Software e fizeram a trilha de Dark Souls III com Motoi Sakuraba.

A suíte do Score traz apenas composições do americano Ryan Amon, que foi o principal autor da trilha, assinando 12 das 30 faixas (já contabilizo as cinco adicionadas no DLC). Se isso garante o senso de unidade na peça, ao mesmo tempo me faz lamentar pelas ausências da supracitada “Cleric Beast” e da “Laurence, the First Vicar”, ambas composições de Tsukasa Saitoh, ou então da estonteante “Ludwig, the Holy Blade”, de Nobuyoshi Suzuki – sempre acho que vou ter uma parada cardíaca ao ouvir o trecho a partir de 2:38. Por sinal, as duas últimas são do DLC The Old Hunters, que traz algumas das faixas mais bombásticas do jogo.

Mas vamos enfim à suíte, que tem arranjo de Andreas Hedlund e o solo vocal da soprano Sabina Zweiacker. Invertendo a ordem das duas primeiras músicas da track list, a performance começa com as cordas servindo de fundo para a voz de Zweiacker em “The Night Unfurls”, em um andamento levemente mais lento que a original. Pouco depois surge a “Omen” (a partir de 0:27 na faixa do jogo), em um cadavérico solo de violoncelo, pouco depois acompanhado pelas demais cordas e, mais tarde, por uma nova intervenção da cantora. A suíte emenda de uma maneira bastante natural no tema dos créditos “Bloodborne” (no trecho que começa em 0:56 do original), com trombones, cordas nervosas e um solo agudo de Zweiacker – tanto que eu demorei um bom tempo para decifrar as músicas. Gravação e performance irretocáveis como esta não surgem todos os dias. Coloque em 1080p e aprecie.

– “Bloodborne Suite”
“The Night Unfurls” ~ “Omen” ~ “Bloodborne”

Chikage Games: review de Dark Souls III

Por Alexei Barros

Provavelmente seria apedrejado se falasse isto em público, mas não sou daqueles que acham que séries anuais são o câncer da indústria. Claro, dentro de um bom senso e, acima de tudo, mantendo a qualidade, realmente não consigo encarar como um problema sério. Digo isso porque com os lançamentos de Dark Souls II (2014), Bloodborne (2015) e agora Dark Souls III (2016), a série Souls, contabilizando o spin-off do ano passado, virou praticamente anual.

É incrível como a From Software, com um cronograma apertado, conseguiu se organizar de modo a lançar três jogos desse escopo em tão pouco tempo, enquanto projetos como Final Fantasy XV e The Last Guadian se arrastam no desenvolvimento há pelo menos dez anos. Mais importante: com um nível de excelência ímpar. Mesmo Dark Souls II, que está abaixo dos demais por diversos fatores (chefes genéricos, alguns cenários medianos), é um jogo gigantesco.

Verdade que assim fica difícil estar 100% atualizado com a série – eu ainda estou jogando a DLC The Old Hunters do Bloodborne. Como todo mundo sabe, Dark Souls III foi recentemente lançado e muitos já concluíram ou estão usufruindo de mais uma rodada de ambientes fantásticos e combates épicos do jeito que só a From Software é capaz de fazer. Um desses afortunados é o Edu Baggio, do Chikage Games, canal a qual fui apresentado há poucos dias pelo próprio. O vídeo que destaquei é um review do Dark Souls III, mas ele gravou outros vídeos relacionados do universo Souls/Bloodborne – outro que recomendo é o “9 motivos para jogar a série Souls”, que também aborda a trilha sonora. Como jogador experiente da franquia, o Edu falou sobre as novidades de gameplay e diferenças que o Dark Souls III traz em relação aos predecessores, além de comentários a respeito da parte técnica.

Bra★Bra 2: uma nova rodada de arranjos para orquestra de sopro

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Por Alexei Barros

Outro álbum digno de nota que sai hoje, dia 23 de março, no Japão, é o Bra★Bra Final Fantasy Brass de Bravo 2. Há pouco mais de um ano comentei com entusiasmo a respeito do lançamento do álbum anterior, que se provou ser realmente fantástico. O grande atrativo dos discos é a performance da orquestra de sopro Siena Wind Orchestra.

Se o o primeiro CD possuía gratas surpresas que fugiam do senso comum, como “The Airship Medley”, “FF Dungeon Medley” e outras, o segundo já entra na mesmice de hits do Distant Worlds e do Piano Opera. Faixas como “Festival of the Hunt” e “The Man with the Machine Gun” foram arranjadas à exaustão, embora eu goste sobremaneira de ambas. Mesmo assim, “Main Theme FFI/II/III” e especialmente a “Mambo de Chocobo” (FFV) me surpreenderam. Veja o set list abaixo.

01 “Battle at the Big Bridge” (FFV)
02 “Main Theme Of Final Fantasy IV” (FFIV)
03 “Cosmo Canyon” (FFVIII)
04 “Festival of the Hunt” (FFIX)
05 “Main Theme FFI/II/III”: “Main Theme” (FFI) ~ “Main Theme” (FFII) ~ “Eternal Wind” (FFIII)
06 “Something to Protect” (FFIX)
07 “Kefka” (FFVI)
08 “Gold Saucer” (FFVII)
09 “The Man with the Machine Gun” (FFVIII)
10 “Fight With Seymour” (FFX)
11 “Fragments of Memories” (FFVIII)
12 “Mambo de Chocobo” (FFV)

O time de arranjadores é o mesmo de antes, com o quinteto Yasumasa Sato, Tsutomu Narita, Rika Ishige, Youhei Kobayashi e Nobuhiko Kashiwara. O experiente Shiro Hamaguchi, que foi o principal arranjador de Final Fantasy no passado, também está creditado na “Fragments of Memories”, mas acho que isso se deve apenas pelo fato de Yasumasa Sato provavelmente ter se baseado na partitura feita para o álbum FITHOS LUSEC WECOS VINOSEC.

Samples de todas as faixas podem ser conferidos no site da Square Enix.

No ano passado foi realizada uma turnê de apresentações no Japão e algumas músicas presentes no Bra★Bra Final Fantasy Brass de Bravo 2 já foram tocadas ao vivo, como mostra este vídeo promocional.

[via Square Enix]


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