Posts Tagged 'Final Fantasy V'

Final Symphony II: detalhes do programa

finalsymphony21Por Alexei Barros

Anunciado em março, o concerto Final Symphony II, que terá músicas de Final Fantasy V, VIII, IX e XIII, já estava com cinco apresentações marcadas para os meses de agosto e setembro, passando por Alemanha, Inglaterra e Japão. Até então não havia nenhuma informação sobre o programa, mas chegou o momento que aguardava com mais expectativa.

Cada episódio teve quatro faixas reveladas. Evidentemente, haverá outras músicas nas suítes que devem ter de 15 a 20 minutos de duração cada. Como de costume, uma fanfarra original assinada por Jonne Valtonen abrirá o espetáculo. Minhas considerações a respeito de cada uma após o set list:

01. “In a Roundabout Way – Fanfare”
Composição, arranjo e orquestração: Jonne Valtonen

02. Final Fantasy XIII – “Utopia in the Sky”
(“Prelude to Final Fantasy XIII” | “Vanille’s Theme” | “Nautilus” | “Blinded by Light” etc.)
Composição: Masashi Hamauzu
Arranjo: Masashi Hamauzu e Jonne Valtonen

03. Final Fantasy IX – “For the People of Gaia”
(“Vivi’s Theme” | “Hunter Chance” | “Mourning the Sky” | “Assault of the Silver Dragons” etc.)
Composição: Nobuo Uematsu
Arranjo: Roger Wanamo

04. Final Fantasy VIII – “Mono no aware”
(“Don’t be Afraid” | “The Landing” | “Waltz for the Moon” | “The Oath” etc.)
Composição: Nobuo Uematsu
Arranjo: Roger Wanamo

05. Final Fantasy V – “Library of Ancients”
(“Main Theme of Final Fantasy V” | “Lenna’s Theme” | “The Dragon Spreads Its Wings” | “The Evil Lord Exdeath” etc.)
Composição: Nobuo Uematsu
Arranjo: Jonne Valtonen

– Final Fantasy XIII: ainda não houve uma performance de FFXIII que não fosse uma reprodução literal ou então muito similar às músicas do jogo. Ouvir as majestosas composições de Masashi Hamauzu em uma única suíte promete ser um segmento e tanto. Como as faixas já são naturalmente orquestradas, fico curioso para ver como elas serão reinventadas. Por exemplo, a “Vanille’s Theme”, uma das escolhidas, é um solo de piano na trilha original. Será que ela vai continuar assim? O tema de combate “Blinded by Light” era obrigatório. Evidentemente, também gostei da confirmação da belíssima “Prelude to Final Fantasy XIII” e da pomposa “Nautilus”. A mistura de estilos de Masashi Hamauzu e Jonne Valtonen, que arranjaram a suíte, deverá ser bastante interessante.

–  Final Fantasy IX: a trilha do último Final Fantasy para PlayStation é a mais extensa da série, com mais de uma centena de músicas. Logo de cara me chamou a atenção a “Hunter Chance”. A versão do Distant Worlds já era boa, mas com um arranjador mais talentoso como o Roger Wanamo promete ficar melhor ainda. “Mourning the Sky” não era uma música que estava nos meus radares, e sua melodia emocionante merecia ser arranjada para cordas reais. A militar “Assault of the Silver Dragons” e a irreverente “Vivi’s Theme” mostram que esse segmento deve ser bastante eclético.

– Final Fantasy VIII: o tema de combate “Don’t be Afraid” já foi arranjado pelo Shiro Hamaguchi no 20020220, mas sempre é uma boa pedida. “The Oath” também já teve um arranjo orquestral, dessa vez no Tour de Japon. As outras duas, em compensação, jamais foram tocadas em concertos oficiais da série. Não me lembrava da “The Landing”, uma música cuja sintetização não permitia transmitir toda a imponência da composição. “Waltz for the Moon”, a famosa música da CG do baile, promete ser um dos pontos altos da suíte. Embora não tenha sido confirmada, a “Liberi Fatali” deve fazer alguma aparição – em algum arranjo sem coral, já que o concerto terá apenas orquestra.

– Final Fantasy V: já cansei de dizer o quanto aprecio a era SNES na carreira de Nobuo Uematsu e, como não poderia deixar de ser, esse é o segmento que estou com mais expectativa. A “Main Theme” já foi arranjada duas vezes (OGC2 e Tour de Japon), porém não podia ser ignorada dada a sua importância. Acredito ser um dos temas de abertura mais empolgantes da série. Agora… “The Dragon Spreads Its Wings”? Dado o meu histórico com músicas favoritas não arranjadas, não imaginei que essa faixa pudesse ser escolhida. Fantástico! A emotiva “Lenna’s Theme” é um tema que talvez já teria sido arranjado antes se FFV fosse um jogo mais popular. Para fechar, ainda tem a poderosa “The Evil Lord Exdeath”.

[via Spielemusikkonzerte]

Final Symphony II ganha miniturnê no Japão com a London Symphony Orchestra

Final Symphony II_JapanPor Alexei Barros

Não é a novidade que as produções da Merregnon Studios vêm invadindo o Japão, como as apresentações do Symphonic Fantasies (2012) e Final Symphony (2014) em Tóquio. Com o anúncio do Final Symphony II, concerto com músicas dos episódios V, VIII, IX e XIII de Final Fantasy, seria de esperar que esse espetáculo também aparecesse no Japão. Mas não da forma como vai acontecer.

No total, serão três apresentações do Final Symphony II na Terra do Sol Nascente: uma no Festival Hall em Osaka no dia 27 de setembro e duas no Minato Mirai Hall em Yokohama em 4 de outubro. A novidade é que, em vez de usar orquestras locais, esse trio de concertos terá a performance da renomada London Symphony Orchestra, que também vai executar essa récita em Londres, dia 12 de setembro. Nunca um concerto de games japonês teve a performance de uma orquestra ocidental, e os espetáculos no Japão serão promovidos pela KAJIMOTO, uma das maiores empresas nipônicas na área de gerência de música erudita.

Faltou comentar por aqui também que a première do Final Symphony II acontecerá no dia 29 de agosto no Beethovenhalle em Bonn, Alemanha, com a atuação da Beethoven Orchestra. Todas as apresentações terão a regência do maestro Eckehard Stier; o pianista Slava Sidorenko tocará em Londres e nas demais Mischa Cheung, do grupo instrumental Spark, será o pianista. Nobuo Uematsu e Masashi Hamauzu também estarão presentes em todas essas ocasiões, com exceção da première mundial, que só contará com Hamauzu.

Com tantas apresentações assim, fico na expectativa se alguma delas vai originar algum CD ou se o álbum do concerto será gravado em estúdio como o primeiro Final Symphony. Mesmo após o anúncio do sucessor, esse concerto não foi esquecido e ganhará uma nova apresentação no Concertgebouw em Amsterdã, com a Netherlands Philharmonic Orchestra no dia 7 de maio de 2016.

[via Spielemusikkonzerte]

Final Symphony II anunciado com músicas de Final Fantasy V, VIII, IX e XIII

finalsymphony21Por Alexei Barros

Por esta eu realmente não esperava: Final Symphony II. Enquanto ainda estamos absorvendo o banquete musical do álbum do Final Symphony, já foi anunciado seu sucessor para o dia 12 de setembro de 2015, com a produção de Thomas Boecker e arranjos de Jonne Valtonen, Roger Wanamo e Masashi Hamauzu. O encarte do Symphonic Legends em Londres havia sugerido uma nova apresentação de game music e ontem foi prometido que aconteceria o anúncio. Mas, de novo, essa revelação me pegou de surpresa.

Enquanto o predecessor homenageava as músicas de Final Fantasy VI, VII e X, desta vez os capítulos escolhidos para terem as faixas arranjadas são quatro: FFV, VIII, IX e XIII. Há um imenso terreno a ser explorado por Valtonen e Wanamo, já que, com exceção do FFV, os demais jogos ainda não tinham aparecido no Symphonic Fantasies ou Symphonic Odysseys.

Embora tenha ficado triste com o esquecimento do FFIV, a trilha do FFV me empolga sobremaneira por ter sido feita em um período de grande inspiração do Nobuo Uematsu e que foi lembrada raras vezes nos concertos da série. Também estou na expectativa por FFXIII, já que a trilha original do Masashi Hamauzu está, a meu ver, entre as melhores da série. Inclusive o próprio compositor será o responsável pelo arranjo. Como o primeiro Final Symphony em Londres, o concerto terá performance da London Symphony Orchestra e regência do maestro Eckehard Stier. É interessante notar que, como antes, não haverá coral. A novidade será o ucraniano Slava Sidorenko no piano, substituindo a Katharina Treutler.

Aos interessados, os ingressos estarão à venda a partir do dia 20 de março. Antes do concerto, Nobuo Uematsu vai responder questões do público em um bate-papo que exige ingressos à parte do espetáculo e que também estarão à venda na mesma data.

[via Spielemusikkonzerte]

Distant Worlds: music from Final Fantasy The Celebration: uma celebração aquém das tradições da série

Por Alexei Barros

O que faço comentando um Blu-ray que saiu há mais de um ano? Eu não deveria me importar tanto com a data de lançamento dos álbuns de game music, até porque as trilhas são atemporais. Mas o principal motivo é que a turnê Distant Worlds recentemente adicionou novos números no programa e quando fui ver os posts antigos percebi que passei batido por algumas novidades do ano passado. Então senti que devia reparar essa lacuna.

Lançado em junho de 2013, o Distant Worlds: music from Final Fantasy The Celebration registra o espetáculo comemorativo de 25 anos da série da Square Enix realizado no Japão com a Kanagawa Philharmonic Orchestra e o Real Singers of Tokyo sob a regência de Arnie Roth. Algumas partituras novas que estrearam no Final Fantasy Orchestral Album foram gravadas oficialmente em vídeo pela primeira vez, como “The Dreadful Fight” (FFIV), “The Mystic Forest” (FFVI) e “The Dalmasca Estersand” (FFXII) – segmentos que, se me dissessem que foram tocados uns anos atrás, eu acharia uma mentira. Fora isso, o concerto é carente de novidades mais relevantes, mas, ainda assim, há dois medleys mais ou menos inéditos. Mesmo que eles não sejam tão bons quanto deveriam, eles reservam algumas curiosidades interessantes.

10. “Chocobo Medley 2012”
Originais: “Choc-a-bye Baby” (Final Fantasy XI) ~ “Mambo de Chocobo!” (Final Fantasy V) ~ “Chocobos of Pulse” (Final Fantasy XIII)
Composição: Naoshi Mizuta, Nobuo Uematsu e Masashi Hamauzu
Arranjo: Arnie Roth e Eric Roth

A versão anterior do medley dos chocobos, “Chocobo Medley 2010”, combinava a “Bo-down” (FFXIV) e a “Brass de Chocobo” (FFX), que, por sua vez, era um segmento próprio de nome “Swing de Chobo” tocado desde o More Friends. A nova edição foi totalmente reformulada, agora com três faixas relacionadas às aves da série. A primeira delas, do FFXI, não traz a icônica melodia dos chocobos e, na realidade, é uma música cortada do jogo, embora tenha sido lançada no Final Fantasy XI Original Soundtrack Premium Box (ela está no sexto disco, que contém 18 faixas não aproveitadas). É a segunda vez que uma composição excluída foi orquestrada, já que a “Battle Scene 3” (FFII) foi arranjada no Symphonic Odysseys. Se isso virar uma tendência, espero que não se esqueçam das faixas excluídas do FFIV e FFV.

Mas voltando aos chocobos… A  “Choc-a-bye Baby” é tocada em toda a sua singeleza, imitando com fidelidade os timbres da composição do Naoshi Mizuta. Essa delicadeza vai embora com a animação da “Mambo de Chocobo!” (FFV), em uma performance lúdica do coral que imita os urros da sintetizada. Com os coristas soletrando “chocobo”, é feita a transição para a fantástica “Chocobos of Pulse” (Final Fantasy XIII), que considero a melhor versão do tema dos chocobos e enfim encontrou seu lugar no Distant Worlds.

18. “Battle & Victory Theme Medley”
Originais: “Clash on the Big Bridge” (Final Fantasy V) ~ “Seymour Battle” (Final Fantasy X) ~ “Those Who Fight” (Final Fantasy VII) ~ “Fanfare” (Final Fantasy)
Arranjo: Arnie Roth e Eric Roth

Por mais que seja atraente a ideia de juntar três temas de batalha e mais a fanfarra da vitória, esse segmento parece feito no improviso, meio amador, meio aleatório. As transições não ficaram nada boas, e não tenho dúvidas que um arranjador do nível de um Shiro Hamaguchi faria algo muito melhor, isso se a ideia fosse apresentar um arranjo similar às originais. A “Clash on the Big Bridge” já aparecia em um segmento próprio e a “Those Who Fight” foi arranjada em releituras superiores (no Symphonic Fantasies e Symphonic Odysseys). A única novidade é a “Seymour Battle” (FFX), que havia participado uns anos atrás de uma enquete feita com o público para decidir qual música devesse ser arranjada. O trecho desse tema ficou decente, com boa participação da bateria e dos metais. Não sei se ela merecia um número só para ela, mas talvez o potencial da faixa não foi completamente explorado no meio das outras duas.

Ah, a apresentação está inteirinha no YouTube. Ou pelo menos enquanto a Square Enix não solicitar a retirada do vídeo.

Piano Opera Final Fantasy: o raro dia em que Hiroyuki Nakayama aterrissou em São Paulo


Por Alexei Barros

Como amplamente divulgado, ontem, dia 19 de fevereiro, aconteceu um desses espetáculos de game music que é difícil de acreditar que ocorreu no Brasil: Piano Opera Final Fantasy. Às 20 horas, o Grande Auditório do MASP recebeu o japonês Hiroyuki Nakayama para interpretar músicas da série Final Fantasy no piano, em um evento organizado pela Fundação Japão em São Paulo.

“Chopin” Nakayama, como é apelidado, é figura recorrente em gravações de trilhas sonoras originais de games, a exemplo de Blue Dragon, Lost Odyssey, Xenoblade Chronicles, entre outras. No piano, ele já mostrou talento na coletânea Piano Collections Kingdom Hearts e, também como arranjador, nos álbuns Piano Collections Kingdom Hearts Field & Battle e PiA-COM II na companhia de outras pessoas. Mas coube a ele a honra de arranjar e tocar sozinho todas as músicas dos discos Piano Opera Final Fantasy I/II/III e Piano Opera Final Fantasy IV/V/VI, ambos lançados em 2012. O repertório de ontem foi justamente um mix desses dois álbuns, com quatro faixas do primeiro e oito do segundo.

Para testemunhar a performance de Nakayama, os fãs da série foram obrigados a fazer um plantão no MASP. Como o evento era gratuito, os ingressos para os 374 lugares foram distribuídos uma hora antes do espetáculo, mas o problema é que quase o dobro de pessoas compareceu no local e, com isso, muita gente ficou de fora, sem poder ver o pianista. Eu iria ao evento, mas infelizmente fui acometido por um mal-estar desgraçado (enjoo temperado com um embrulho no estômago), porém irei repassar o que os reports citados no fim do post informam e o que o Fabio Santana me contou sobre o evento.

O Nakayama sofreu com o sono por causa do fuso-horário da viagem, mas superou as dificuldades para tocar as 11 músicas previstas no programa e mais uma no bis, a “Theme of Love” (Final Fantasy IV), que não estava originalmente anunciada. Simplesmente incrível uma apresentação dessas ter acontecido apenas com músicas dos seis primeiros jogos, considerando que a quantidade de fãs da série explodiu mesmo com o FFVII. Com isso, o eterno FFVI, que inclusive completa 20 anos em 2014, tomou conta do set list com quatro faixas.

Levando em conta as músicas que já foram arranjadas nos dois álbuns, a seleção foi ótima, embora, devo confessar, se ali estivesse, sentiria a falta do “Battle Medley”, pela nostalgia dos temas de batalha mais antigos, e a “Red Wings ~ Kingdom Baron”, por conta da minha fascinação pelo FFIV. Mas como reclamar de alguma coisa diante da sequência imbatível “Dancing Mad” e “Clash on the Big Bridge”?

Uma das melhores notícias que pude saber é que o público brasileiro se comportou como deveria ser em qualquer apresentação erudita e como não é no VGL: silenciosamente durante as músicas e aplaudindo efusivamente após a performance. Aí sim!

Em maio, vai ser publicado o terceiro álbum dessa série Piano Opera, desta vez com os episódios FFVII, VIII e IX da era PlayStation, com direito a uma apresentação no Japão para comemorar o lançamento. O melhor é que o Nakayama prometeu voltar ao Brasil, quem sabe para apresentar músicas desse novo CD. Ele disse que ia tentar trazer o Nobuo Uematsu na próxima oportunidade. Será?

Set list:

01. “Prelude ~ Opening” (Final Fantasy)
02. “Troian Beauty” (Final Fantasy IV)
03. “Town Medley” (Final Fantasy I, II e III)
04. “Rebel Army Theme” (Final Fantasy II)
05. “Searching for Friends” (Final Fantasy VI)
06. “Gurgu Volcano” (Final Fantasy)
07. “Kefka” (Final Fantasy VI)
08. “Save Them” (Final Fantasy VI)
09. “Home, Sweet Home” (Final Fantasy V)
10. “Dancing Mad” (Final Fantasy VI)
11. “Clash on the Big Bridge” (Final Fantasy V)
12. “Theme of Love” (Final Fantasy IV)


Crédito das imagens:
©Rafael Salvador / Nikko Fotografia

[via Pop e Game World]

Final Fantasy Orchestral Album: tudo por um medley

Por Alexei Barros

Ouvir as 23 faixas do Final Fantasy Orchestra Album me deixa um sentimento duvidoso: ao mesmo tempo em que o álbum traz coisas que vinha pedindo desde o início da turnê Distant Worlds (mais faixas da era 16-bit, uma faixinha do FXII que fosse), essas novidades se diluem em arranjos já tocados, repetidos e exaustivamente gravados (alguns há uma década).

Essa sensação já estava presente no Distant Worlds: music from Final Fantasy (2007) e depois Distant Worlds II: more music from Final Fantasy (2010). A desculpa era: “agora os arranjos vão receber gravações definitivas em estúdio, sem qualquer interferência da plateia”. Daí veio o Distant Worlds: music from Final Fantasy Returning Home. A desculpa foi: “gravação de concerto no Japão, desde 2006 não acontecia nada lá”.  E agora com o Final Fantasy Orchestral Album (mesmo que o álbum não seja da turnê, é dos mesmos produtores) passou a ser: “todas as músicas vão estar em uma qualidade superior, em Blu-ray de áudio”. Eu me pergunto se em 2013 haverá outro lançamento requentado – porque as desculpas, com todo o respeito, já acabaram. Se for levada adiante a tradição de publicações anuais de álbuns, não deve fugir muito disso.

Para completar, a produção fez um expediente que eu considero ainda pior que é incluir as músicas orquestradas já presentes nas trilhas originais ou álbuns arranjos antigos, tendo como subterfúgio a qualidade 24bit/96kHz. É o que acontece com oito faixas do álbum, como a “Memory of the Wind ~Legend of the Eternal Wind~” do Final Fantasy III Original Soundtrack ou a a “Fang’s Theme” do Final Fantasy XIII Original Soundtrack. Os créditos não deixam enganar que são as mesmas gravações dos álbuns citados, mas em qualidade superior. Misturar essas faixas com as novas não é algo que considero digno de um álbum de aniversário de 25 anos da série.

Com isso passado a limpo, finalmente me sinto mais confortável para falar dos novos segmentos gravados pela FILMharmonic Orchestra Prague no Rudolfinum, Dvorak Hall, na República Tcheca. Não todos, porque outra leva se resume a novas gravações de arranjos já conhecidos, como o “Medley 2002”. Espremendo a laranja, temos isto de arranjos seminovos ou inéditos (alguns eu já comentei em posts passados nas apresentações do Distant Worlds):

04 – “The Dreadful Fight” (Final Fantasy IV)
Original: “The Dreadful Fight”

Composição: Nobuo Uematsu
Arranjo: Rika Ishige

Final Fantasy IV? Tô dentro. Todo o impacto, a emoção e o sentimento de perigo deste tema de batalha contra chefes do primeiro episódio da série para SNES está aqui, traduzido para as nuances da orquestra. Como já havia afirmado, a faixa original é bastante curta e isso permite variações um pouco mais ousadas na interpretação. A novata Rika Ishige fez isso, explorando a percussão, o naipe de cordas e as alternâncias de metais. Um estouro. Não achei que viveria para ouvir mais FFIV orquestrado em pleno 2013 – não preciso contar de novo o quanto o jogo foi negligenciado através desses anos, preciso?

08 – “Opera “Maria and Draco” Full Version” (Final Fantasy VI)
Originais: “Overture” ~ “Aria Di Mezzo Carattere” ~ “The Wedding Waltz ~ Duel” ~ “Aria Di Mezzo Carattere”

Composição: Nobuo Uematsu
Arranjo: Shiro Hamaguchi e Tsutomu Narita
Solistas: Etsuya Ota (mezzo soprano), Tomoaki Watanabe (tenor), Tetsuya Odagawa (baixo)
Coral: Taeko Saito, Eri Ichikawa, Saeco Suzuki, Maiko Tachibana
Narração: Masao Koori

Este número está intitulado “Full Version” porque à versão arranjada por Shiro Hamaguchi que estreou no Tour de Japon, foram acrescentadas as novidades implementadas no arranjo “Darkness and Starlight”, presente no último álbum da finada banda The Black Mages: narração (cadê o balde para eu vomitar?) e um novo excerto que não existia no jogo e inclui a participação do coral. Basicamente, essa parte que só conhecíamos por meio das guitarras e pelo coro formado pelos integrantes do Black Mages foi orquestrada pelo Tsutomu Narita – é um tema de batalha bastante empolgante. Talvez pelo fato de agora serem coristas profissionais e não os próprios músicos dos Black Mages e, justiça seja feita, a narração, na companhia da orquestra, não soar tão deslocada quanto com a banda, o resultado foi melhor. Porém, ainda fico com a épica, avassaladora e paradigmática versão “The Dream Oath ‘Maria and Draco'” de 23 minutos do Orchestral Game Concert 4, única de todas a incluir a “Grand Finale?” (da batalha contra o Ultros), mesmo que não exista um consenso de que essa música faz parte da ópera.

09 – “The Mystic Forest” (Final Fantasy VI)
Original: “The Mystic Forest”

Composição: Nobuo Uematsu
Arranjo: Hiroyuki Nakayama

Posso fazer uma confissão: por mais que o FFVI seja o meu favorito e não exista, na minha opinião, uma faixa ruim desse jogo, eu não morro de amores pela “The Mystic Forest” a ponto de querer que ela fosse orquestradas antes de tantas outras. Mas, tudo bem, não há o que reclamar se este é um arranjo novo da era 16-bit. Mesmo que a versão do Symphonic Fantasies soe mais misteriosa pelo coral, esta tem o seu valor. O trecho na flauta é uma pintura e as cordas nos levam de volta às florestas labirínticas do FFVI.

13 – “Eyes On Me” (Final Fantasy VIII)
Original: “Eyes On Me”

Composição: Nobuo Uematsu
Arranjo: Shiro Hamaguchi e Tsutomu Narita
Vocal: Crystal Kay

Chega a ser inacreditável que uma das mais famosas composições do Nobuo Uematsu não vinha sendo tocada nos concertos da série. A única vez em que isso aconteceu, acredite, foi no Voices (2006), em uma interpretação voz e piano da Angela Aki. Versão orquestrada? Jamais executada ao vivo, incrivelmente. A canção original já tinha cordas e banda, e agora o Tsutomu Narita deu uma leve enriquecida na orquestração (agora tem umas trompas bem inseridas) e, como sempre acontece nos concertos de Final Fantasy, limando a bateria, o baixo e a guitarra. A graciosa voz da Crystal Kay combinou bem com a música, talvez deixando menos melosa do que com a Faye Wong.

17 – “Unfulfilled Feelings” (Final Fantasy IX)
Original: “Unfulfilled Feelings”

Composição: Nobuo Uematsu
Arranjo: Hiroyuki Nakayama

Tamanha a minha satisfação com os novos arranjos da era 16-bit, eu quase passei despercebido por este segmento. A música introspectiva e sintetizada com timbres que remetem ao cravo ganhou novas dimensões no arranjo do Nakayama, soando até bombástica e grandiosa em alguns momentos. Boa releitura, mas não me comoveu tanto.

21 – “The Dalmasca Estersand” (Final Fantasy XII)
Original: “The Dalmasca Estersand”

Composição: Hitoshi Sakimoto
Arranjo: Arnie Roth e Eric Roth

Neste momento ímpar, enfim temos o registro oficial da música orquestrada que foi originalmente assinada pelo Hitoshi Sakimoto. Ainda que não seja pelas mãos de um arranjador de excelência como o Hayato Matsuo, que tanto sabe lidar com o estilo do Sakimoto, a dupla de pai e filho Roth fez um bom trabalho arroz e feijão, isto é, um arranjo literal da faixa sintetizada (uma ótima escolha, aliás). Que a turnê Distant Worlds explore mais o mundo de Ivallice.

23 – “Battle Medley 2012” (Final Fantasy I~XIV)
Originais: “Prelude” ~ “Battle Scene” (Final Fantasy) ~ “Battle 1” (Final Fantasy II) ~ “Battle 2” (Final Fantasy III) ~ “Fight 2” (Final Fantasy IV) ~ “The Last Battle” (Final Fantasy V) ~ “The Decisive Battle” (Final Fantasy VI) ~ “Those Who Fight” (Final Fantasy VII) ~ “Force Your Way” (Final Fantasy VIII) ~ “Battle 1” (Final Fantasy IX) ~ “Otherworld” (Final Fantasy X) ~ “Awakening” (Final Fantasy XI) ~ “Boss Battle” (Final Fantasy XII) ~ “Blinded by Light” (Final Fantasy XIII) ~ “Prelude” (Final Fantasy)

Composição: Nobuo Uematsu, Kumi Tanioka, Hitoshi Sakimoto e Masashi Hamauzu
Arranjo: Hiroyuki Nakayama

Todo e qualquer aborrecimento se dissipou com a magnitude deste medley de temas de combate. Isso é algo que sempre me perguntei. As músicas de batalha são as que o jogador vai ouvir por mais vezes durante o jogo. Por que então a maioria delas nunca sequer foi arranjada oficialmente?

Por mais que a “Prelude” seja um início clichê para qualquer medley de diferentes jogos da série, o negócio vai esquentando até culminar em explosões de nostalgia. A “Battle Scene”, tema convencional das batalhas do primeiro FF, ficou estrondosa, e logo passa o bastão para a “Battle 1” do FFII, outro tema de batalha normal, que, com as mesmas alternâncias entre flautas e metais, cativa principalmente quem tem na memória os temas em versão 8-bit. No crescendo, a faixa alterna para a “Battle 2” do FFIII, desta vez um tema de chefe que me faz repensar em todos os milagres que o Uematsu concebia no NES. A música dá uma acalmada, mas só para enganar, indo para a geração 16-bit, com a caótica “Fight 2” (FFIV), mais um tema de chefe… Nessa, devo confessar que quase vim a falecer. O que é aquela tuba, penetrando as memórias, atravessando as emoções?

Mas pode ficar melhor na passagem para a “The Last Battle” (FFV), que toca na segunda metade da última batalha. Os metais se destacam no trecho mais fantástico da melodia, enquanto as cordas começam a tocar a… “The Decisive Battle” do FFVI! Há até um solo de piano, posteriormente acompanhado pela flauta, quando os metais voltam a tomar conta. Eis que surge…

A “Those Who Fight”, tema de combate normal do FFVII, já foi arranjada várias vezes, inclusive em versões melhores do que esta (como nas rendições com coral no Symphonic Fantasies e Symphonic Odysseys), mas o que importa? É arrepio atrás de arrepio. Depois de tanta empolgação, o medley dá uma esfriada com uma versão anticlimática da “Force Your Way”, tema de batalha de chefe do FFVIII, que começa no solo de piano e ganha o acompanhamento da orquestra e ficou… calmo demais. Em vez de entrar a 200 km/h e aproveitar o piano para tocar a introdução, essa parte começa a 20 km/h e termina a uns 50 km/h. Soa tão fora da rota que a seguinte já recupera a empolgação: a “Battle 1”, dos combates normais do FFIX. Daí a seguinte, meu amigo, foi um choque equiparável ao ouvir os temas 16-bit: a “Otherworld” do FFX! As guitarras e o vocal da canção heavy metal adaptadas para os metais da orquestra. Verdadeiramente chocante.

Mais uma nova desaceleração acontece com a “Awakening” do FFXI, que adquire mais empolgação com a entrada da percussão e as cordas afiadas. Na sequência, temos a redenção de Hitoshi Sakimoto com a “Boss Battle” do FFXII, mas, infelizmente, esse trecho não pega o tema por inteiro, deixando a parte que considero a melhor, de fora, para privilegiar a transição para a “Blinded by Light” do FFXIII, que não impacta como as demais por já ser orquestrada na trilha original, embora tenha uma ênfase maior nos metais.

O que deveria vir agora é um tema do FFXIV, certo? Só que de maneira picareta, pelo que li no fórum do VGMdb, essa repetição da “Prelude” é considerada a homenagem ao FFXIV. Aparece o logo de cada jogo em cada tema quando o Blu-ray é reproduzido, e nessa hora aparece o logo do MMORPG. Esses grandes momentos compensam os pontos baixos do medley e, por que não do álbum todo, deixando a impressão geral positiva.

Symphonic Fantasies Tokyo: as já conhecidas fantasias sinfônicas em interpretações mais que perfeitas na Terra do Sol Nascente


Por Alexei Barros

Por mais tempo que um indivíduo se dedique a uma determinada obra, sempre há espaço para melhorias. Quem é perfeccionista e vê o que foi feito anos depois, fica com vontade de mexer aqui, retocar ali e até, por que não, começar do zero. Isso em qualquer atividade. Nos videogames, esse aperfeiçoamento vem na forma das atualizações online. Na música e, especialmente, nas músicas orquestrais, o trabalho de aprimoramento é muito maior. Já imaginou ter que imprimir todas as partituras dos instrumentistas de novo? Pelo tempo e dinheiro que se gasta com isso, os polimentos são raros nos concertos de games.

Mas, quando o Symphonic Fantasies, originalmente executado em 2009 na Colônia, Alemanha, é frequentemente exaltado – “absoluto” e “impoluto” foram adjetivos frequentes quando me referi ao concerto e depois ao álbum publicado em 2010 –, logo você vai imaginar que a produção do espetáculo se acostumará com os elogios, repousando na confortável zona de conforto das reprises idênticas à primeira apresentação. Porém, nada disso aconteceu quando o Symphonic Fantasies foi mostrado em Tóquio em janeiro de 2012, récita esta registrada no álbum Symphonic Fantasies Tokyo, lançado em 11 de junho deste ano.

O impacto causado pelo Symphonic Fantasies foi muito grande há três anos. De uma só vez, o concerto revolucionou nas suítes gigantes (de cerca de 18 minutos), na transmissão em vídeo ao vivo para todo o mundo e na qualidade impecável da performance. Dessa forma, foram feitos convites para apresentações em outros países, e o próprio Nobuo Uematsu sugeriu levar o Symphonic Fantasies ao Japão. Mas, para chegar nesse nível, foram necessários 14 dias cheios de ensaios. Ter todo esse tempo livre nas agendas de orquestras pelo mundo não é comum.

Enquanto isso, graças ao êxito do Symphonic Fantasies, aconteceram mais dois concertos-tributo em Colônia: o Symphonic Legends, em homenagem à Nintendo, em 2010, e o Symphonic Odysseys, em reverência ao Nobuo Uematsu, em 2011. Ainda no ano passado aconteceu o LEGENDS, uma revisão do Symphonic Legends na Suécia que serviu para o produtor Thomas Boecker tirar a conclusão de que seria possível ter a mesma qualidade apresentada na Alemanha com apenas dois dias de ensaio. “A experiência em Estocolmo com LEGENDS me mostrou que, se as partituras forem bem-feitas e os músicos estiverem motivados e forem bons, vai funcionar”, disse antes da realização do Symphonic Fantasies em Tóquio. Além disso, os arranjos foram ajustados para otimizar a performance. “Quanto mais conhecimento o arranjador tiver, ele pode encontrar soluções para fazer soar bem sem ser MUITO difícil de tocar. Então é isso que vamos fazer. O tempo que vamos ganhar dessa forma será gasto para fazer soar ainda mais emocionante, mais bonito.”

Com isso, Boecker decidiu investir em 2012 no Symphonic Fantasies em Tóquio, no décimo ano consecutivo em que ele produz concertos de games, chegando ao país onde tudo começou. O primeiro dessa dezena, o First Symphonic Game Music Concert, em 2003, foi também primeiro espetáculo de game music fora do Japão. Para tanto, ele contratou a Tokyo Philharmonic Orchestra, a mais antiga orquestra de música erudita nipônica (formada em 1901), e o Tokyo Philharmonic Chorus, ambos recorrentes em álbuns e récitas de jogos eletrônicos. Benyamin Nuss no piano e Rony Barrak na darbuka voltaram ao palco e, no lugar do norte-americano Arnie Roth, o alemão Eckehard Stier assumiu a regência. Foram realizadas apresentações nos dias 7 e 8 de janeiro no Tokyo Bunka Kaikan, o mesmo local do Dairantou Smash Brothers DX Orchestra Concert. No primeiro dia, estiveram presentes Hiroki Kikuta (Secret of Mana) e Yasunori Mitsuda (Chrono Trigger e Cross) e, no outro, além dos dois, a mestra Yoko Shimomura (Kingdom Hearts). Para completar o quarteto de compositores da Square que haviam comparecido ao espetáculo em Colônia, só ficou faltando mesmo o Nobuo Uematsu.

Como o Symphonic Fantasies original já tinha sido lançado em CD na Europa e no Japão, não seria de esperar que a versão mostrada em Tóquio também fosse. Eis que inesperadamente em maio de 2012 o álbum Symphonic Fantasies Tokyo foi anunciado e em junho foi lançado – por enquanto, somente com publicação no continente europeu.

A principal diferença é que, enquanto o álbum do Symphonic Fantasies original condensava todo o concerto em um CD e deixava o segmento do bis para lançamento digital, o álbum do Symphonic Fantasies Tokyo cobre o espetáculo na íntegra, forçando a divisão do programa em dois discos. O primeiro, com a abertura e as suítes de Kingdom Hearts e Secret of Mana; o outro com as suítes de Chrono e Final Fantasy e o novo bis.

O encarte, com 20 páginas repletas de fotos das apresentações e perfis dos envolvidos, possui agora um prefácio assinado pelo Masashi Hamauzu, que não teve músicas executadas no concerto, mas vem se tornando cada vez mais frequente nas produções do Thomas Boecker. Aliás, só de ver o nome dele, já me deu vontade de que fosse feita uma suíte da série SaGa – obscura no ocidente, mas popular no Japão –, com os seus trabalhos no SaGa Frontier II e especialmente no Unlimited Saga. Mas essa vontade fica para uma próxima. Outra decisão que achei acertada foi a adoção do inglês no texto, dada a universalidade do idioma, visto que, no álbum gravado na Alemanha, a edição japonesa estava escrita na língua local e, na europeia, em alemão. O único ponto um pouco chato disso é a dificuldade de retirar o encarte da caixa do álbum, porque ficou bastante justo, no limite. Se você conseguiu tirar uma vez, é provável que não vai querer fazer isso de novo com medo de estragar o papel.

Uma grande vantagem do Symphonic Fantasies Tokyo em relação ao Symphonic Fantasies é justamente o fato de o concerto ter sido gravado no Japão. Como dito aqui tantas vezes, o público nipônico é extremamente acanhado e, verdade seja dita, educado. Uma plateia inteligente, que respeita a performance e quer apreciá-la, quer fazer valer o ingresso. Durante os dois CDs não há um pio sequer da plateia e nem mesmo aplausos ao final da execução de cada número, o que dá ao Symphonic Fantasies Tokyo a impressão de ter sido gravado em estúdio tamanho o silêncio. No CD do Symphonic Fantasies dá para ouvir, durante a execução do tema dos Chocobos, um “woow” proferido por um fã tresloucado. Hoje, esse cara deve estar muito por feliz por ter o grito eternizado e arranhado a perfeição da performance. Aqui não há nada disso, muito felizmente. Por isso… viva os japoneses!

Já adianto que, excetuando o Encore, todo o resto da seleção de músicas arranjadas é similar ao primeiro Symphonic Fantasies. Mesmo que continue achando que algumas faixas poderiam entrar (nada vai me tirar da cabeça que fez muita falta a “Danger” no Secret of Mana e talvez mais alguma música animada do jogo), não vou repetir tudo o que já falei. É tudo uma questão de comparações. Se na ocasião do concerto eu confrontei os arranjos orquestrais com as originais e no review do álbum coloquei frente a frente os arranjos da mixagem do CD com a versão transmitida, o cotejo agora será entre os dois álbuns. As novidades do Symphonic Fantasies Tokyo estão nas entrelinhas, nas interpretações, nas sutilezas, portanto vamos revisitar aos poucos, com calma, as histórias contadas pelas suítes no palco do concerto realizado na Terra do Sol Nascente.

Continue lendo ‘Symphonic Fantasies Tokyo: as já conhecidas fantasias sinfônicas em interpretações mais que perfeitas na Terra do Sol Nascente’


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