Archive for the 'Retrô' Category

A boa surpresa da biografia em HQ de Tetris

Por Claudio Prandoni

Nas últimas semanas estou relendo aos poucos o fantástico Console Wars, de Blake Harris, que narra e explica a incrível rivalidade entre Nintendo e Sega nos anos 90 – saiu aqui no Brasil como A Guerra dos Consoles, pela editora Intrínseca.

Porém, fiz uma pausa em alguns dias para encaixar outra leitura sobre games, o excelente Tetris: The Games People Play, de Box Brown (ainda sem lançamento oficial no Brasil, infelizmente).

Em formato de HQ o livro conta a história de criação do clássico puzzle Tetris, um dos meus games favoritos de todos os tempos.

A narrativa dá bastante atenção também para o complicado processo de licenciamento do jogo, culminando com a super popular versão portátil para Game Boy.

O traço caricato dá certa leveza para o conteúdo, que aborda de formas pontuais também o próprio conceito de jogo e a criação da Nintendo.

Mas pra mim a grande estrela mesmo é todo o drama para licenciar o Tetris, um jogo que não era exatamente de uma empresa, mas sim do próprio governo da União Soviética.

Um registro inusitado, mas bem representativo de um período importante da História recente e que ajuda a dar a dimensão da importância do Tetris, renovado até hoje, como nos hipnotizantes Tetris Effect e Tetris 99.

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CRPG Book Project: 528 páginas com 40 anos da história dos RPGs de computador


Por Alexei Barros

Em 2015, eu havia feito um post sobre o CRPG Book Project, um livro em inglês editado pelo brasileiro Felipe Pepe a respeito dos RPGs de computador. Após uma jornada de quatro anos, neste último dia 5 de fevereiro de 2018 a obra foi finalizada e já está disponível gratuitamente para download.

Com 528 páginas, o livro tem reviews de mais de 400 RPGs lançados de 1975 a 2015 escritos por 112 voluntários, entre fãs, jornalistas e desenvolvedores. É um material tão denso e rico que deve ser apreciado aos poucos, não só para relembrar a importância de títulos mais conhecidos ao longo da história, mas também para conhecer algumas pérolas obscuras até para os mais inveterados jogadores de computador.

Entre as análises, há contextualizações históricas de diferentes eras, com os principais lançamentos de jogos e sistemas que marcaram cada período. O final do livro também possui uma breve relação de RPGs cancelados e esse tipo de assunto sempre desperta o meu interesse.

O Felipe Pepe ainda estuda a possibilidade de lançar uma versão física, mas não está nada definido. Além disso, é provável que o livro ganhe alguns artigos extras e reviews adicionais no futuro.

Não perca mais tempo e baixe aqui.

[via CRPG Book Project]

Inside Xbox Brasil #17 (ou falando sobre Mortal Kombat e Sub-Zero na internê)

Por Claudio Prandoni

Não é segredo pra ninguém que sou mega blaster fã de Mortal Kombat.

Com o iminentíssimo Mortal Kombat X o hype não poderia ser diferente e já estou contando nos dedos os dias para o lançamento – e procurando em todos os cantos secretos da carteira por dinheiros para tentar comprar uma das edições especiais do game.

Todo esse meu lado ‘kombateiro’ acabou chamando atenção do Nelson Alves Jr. e a equipe de produção do Inside Xbox Brasil que me deram a imensa oportunidade de contar no programa uma das minhas histórias favoritas: minha biografia juvenil do Sub-Zero!

Leitores mais antigos do Hadouken devem se lembrar dessa parada e ainda tem um update bacana: consegui mostrar a parada para o Ed Boon, com autógrafo e tudo do cara, assim como um tuíte que até hoje não assimilei bem se é realmente de verdade uma realidade verdadeira (is this real life?).

O programa tem ainda trechos de uma entrevista bem bacana com o próprio Ed Boon, quando o cara passou pelo Brasil Game Show, em 2014, assim como um depoimento igualmente único e divertido do bróder Renato ‘RAL’ Almeida e a história do Rafael Carvalho – colega ‘kombateiro’ que montou dois fliperamas em casa.

Clica na janelosa aí acima pra assistir a essa edição especial do Inside Xbox Brasil!

Em tempo, a tal biografia aí do Sub-Zero que cito na entrevista está disponível em versão digital meio capenga na íntegra pra ler/admirar/rir/contemplar AQUI.

Em tempo 2 – a missão: por lá na BGS também tive a oportunidade de entrevistar o Ed Boon junto com a querida Fê Pineda e o resultado tá AQUI Ó.

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CRPG Book Project: um livro colaborativo sobre a história dos RPGs de computador

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Por Alexei Barros

O universo de games é tão gigantesco que é realmente impossível dar conta de jogar a fundo tudo que possui alguma relevância histórica. E uma das áreas que sou uma completa negação são os RPGs de computador. Eu me acostumei a jogar RPGs nos consoles, ao passo que no computador sempre me aventurei nos FPSs (na época em que não se usava mouse especialmente). Apesar disso, não é nenhuma novidade que tenho grande interesse em jogos antigos e como a evolução dos videogames se desenvolveu ao longo desses anos.

Por isso, logo despertou meu interesse quando soube do CRPG Book Project. Trata-se de um livro digital que tem o objetivo de contar a história dos RPGs de computador, com análises, artigos, trivias e até mesmo recomendação de mods, reunindo o conteúdo encontrado em sites, revistas e fóruns. Toda a obra é escrita em inglês por voluntários de diversas partes do mundo.

Esse é o tipo de iniciativa ambiciosa que parece ser muito promissora, mas quando chega a hora de colocar na prática logo as dificuldades parecem superar a motivação. Mas não é o caso aqui: já é possível conferir uma prévia com 100 páginas do livro, uma marca que acho impressionante. O plano é que a obra tenha por volta de 480 páginas, com cerca de 300 jogos. A lista é bastante abrangente e inclui até mesmo RPGs híbridos, como System Shock 2 e Deus Ex.

Mais impressionante: o livro não tem fins lucrativos e será disponibilizado gratuitamente quando for concluído. Para mais informações, visite o site do CRPG Book Project e não deixe de contatar no e-mail crpgbook@gmail.com o mentor do projeto, o brasileiro Felipe Pepe, se tiver o interesse de colaborar com o livro, sugerir jogos ou até mesmo fazer críticas e sugestões.

[via CRPG Book Project]

Out There Somewhere e Oniken: o Brasil tem excelentes jogos indies

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Por Claudio Prandoni

Já que o escolástico Hitz tem desfilado por aqui algumas pérolas indígenas indies, faço questão aqui de deixar dois pitacos, ambos para PC.

O primeiro deles é o Out There Somewhere, primeiro jogo completo lançado pela galera do estúdio Miniboss e que apresenta um delicioso jeito retrô de ser.

A premissa remete a antigas aventuras 8-bit, partindo direto para a ação, sem enrolar demais – e com direito até a uma homenagem ao inebriante meme All Your Base Are Belong To Us.

A mecânica, porém, tem tempero de Portal, com uma arma muito doida de teletransporte aprontando mil e uma confusões do barulho. Confira com seus próprios olhos no empolgante trailer abaixo.

Mais informações e métodos de compra você encontra no site oficial.

O outro petardo é bem recente e absurdamente empolgante também. No forno há alguns anos, Oniken resgata também um estilo 8-bits, trazendo de “brinde” a dificuldade lazarenta daquela época.

Como a própria galera do estúdio Joymasher, a produtora do game, diz: é uma dificuldade ao estilo NES. Ou coisa do tipo.

Para entender, vale também assistir ao trailer ou ir logo baixar a demo, que traz duas fases completas. Novamente, mais detalhes sobre a parada e como comprar estão no site oficial.

Vale notar, os dois jogos estão também no Desura, que é tipo um Steam, ou seja, um serviço de download de jogos, mas focado em produções independentes.

Do baú da sala de save: Resident Evil do Game Boy Color pode sair na interwebz

Por Claudio Prandoni

Antigamente, na era quase mesozóica das revistas, a parte de prévias delas eram minha principal fonte de informações com relação a novidades.

Lembro com nostalgia de títulos com espaços mínimos nas publicações que acabaram virando megatons, a exemplo o primeiro Smash Bros., mas principalmente dos games que acabaram cancelados. O Castlevania de Dreamcast é um dos primeiros que saltam à mente, mas há os da franquia Resident Evil que recordo com carinho.

Em primeiro lugar, há o sempre mítico Resident Evil 1.5, versão descartada de RE2 que já tinha o Leon como policial, mas no lugar da Claire trazia uma motoqueira loira chamada Elza Walker.

Outro é o port do primeiro Resident Evil para – pasmem! – o Game Boy Color. Claro, de maneira geral a apresentação era pra lá de precária, mas parecia que o lance daria conta do recado, em plena época em que gráficos 3D era mais magia do que tecnologia nos videogames portáteis.

Pois bem, parece que em breve finalmente teremos de chance de testar essa traquitana da Capcom: um cara do fórum Assembler Games diz ter descolado uma ROM jogável do game, que ele pretende disponibilizar publicamente se arrecadar 2 mil dólares em doações.

O ótimo site Resident Evil SAC (dica do bróder Kadu) tem os detalhes do que aparece ou não – ou mais ou menos – na tal ROM. Confere lá!

De minha parte, já fico extremamente empolgado. Adoro virar e revirar os baús da memória e esses jogos que poderiam um dia quem sabe talvez vai saber ter virado algo sensacional.

No vídeo abaixo dá pra ver um pouco da bruxaria feita parcialmente. Claro, para os padrões de hoje é absurdamente tosco, mas eu teria desembolsado algumas dezenas de réis nessa brincadeira fácil se tivesse mesmo saído.

Marketing, tretas e um ouriço alucinante: veja o documentário Birth of Sonic completo aqui

Por Claudio Prandoni

Lembra outro dia quando falei de um tal documentário sobre o Sonic, que vem na edição especial do Sonic Generations?

Almas digitais tiveram a bondade de capturar esse Pokémon vídeo, chamado Birth of Sonic, e colocar a íntegra no YouTube.

São quase 40 minutos de uma história fascinante com alguns highlights:
– a estratégia de marketing ousada, com comerciais tirando sarro da Nintendo e que foram direto para a TV – e só passaram uma noite, já que depois a Nintendo mandou tirar essas paradas
– as tretas entre Sega Japan e Sega of America, sobre como adaptar o ouriço pro mercado gringo
– a revelação bombástica na CES 91
– as dificuldades de Masato Nakamura de criar músicas para um jogo do qual ele só tinha visto fotos

E por aí vai. Todas as figuras importantes estão lá: o farsante Yuji Naka, Naoto Oshima, Masato Nakamura, mó galera da equipe de marketing da Sega e até o Peter Morre, que capitaneou a Sega of America na época do lançamento do Dreamcast e Sonic Adventure.

Caso você seja fã do herói ou da história do videogame de maneira geral, é um programa imperdível. Prepare a pipoca, deixe para carregar na melhor resolução e curta esse passeio pelas origens do Sonic.


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