Arquivo para junho \24\UTC 2017

Arms: um envolvente tema principal e sua deliciosa rendição 8-bit


Por Alexei Barros

O que eu ultimamente mais estou gostando de ver na Nintendo é o ímpeto para apostar em novas franquias, ainda mais numa época em que o mercado se mostra muito mais receptivo para novas IPs do que há 15 anos. E a parte mais interessante disso é ver compositores novatos da casa criando temas icônicos, o que antes parecia ser privilégio de nomes da velha guarda, como Koji Kondo e Hirokazu Tanaka (obviamente estou me limitando aos principais nessa rápida menção).

O caso mais recente dessa ousadia nintendista é Arms, jogo de luta cujo tema principal já me fisgou desde o vídeo de revelação do Switch em janeiro deste ano. Antes mesmo do lançamento do jogo, essa música já podia ser ouvida na íntegra.

Os atabaques, os apitos e o canto de torcida me trouxeram lembranças da já saudosa trilha do Mario & Sonic at the Rio 2016 Olympic Game, embora não tenham nenhum compositor em comum. Infelizmente, ainda não existe um álbum da trilha sonora de Arms para revelar os instrumentistas das músicas, já que o jogo é bem lacônico nos créditos, citando apenas a performance da Arms Band, além dos nomes dos compositores Atsuko Asahi e Yasuaki Iwata (os mesmos que trabalharam na magnífica trilha de Mario Kart 8).

De toda forma, a maioria da trilha de Arms passeia por variações desse tema, mas as faixas dos estágios reservam algumas surpresas, como o tema “Ninja College (Ninjara’s Stage)”, com solos de shamisen que me lembraram a “Daddy Mulk” do Ninja Warriors.

Além do tema principal que muitos já devem ter ouvido, deixo como recomendação esta excelente versão chiptune de autoria do Loeder, o que nos faz confundir a cabeça e imaginar que essa franquia poderia existir desde a geração 8-bit.

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Orchestral Memories: fragmentos de Dark Souls em um concerto enigmático da Bandai Namco


Por Alexei Barros

No dia 4 de fevereiro – eu sei, quatro meses atrás -, aconteceu no Salle Pleyel em Paris, França, a estreia da série Dark Souls em um concerto oficial, o Orchestral Memories, uma apresentação dedicada às diversas franquias da Bandai Namco.

Eu queria poder falar mais detalhadamente do set list de um espetáculo surpreendente como esse, ainda mais no Ocidente e numa era pós-Press Start, mas as reportagens do evento falharam miseravelmente nesse aspecto, pincelando por cima os jogos (nem sequer as músicas) que apareceram no programa – é isso que acontece quando a apresentação não é realizada no Japão, onde detalham tudo. Por alto, deu para saber que também foram tocados números das séries Tales (que já teve dois concertos próprios recentemente), Soulcalibur, Tekken, God Eater, Pac-Man e Ace Combat (estava louco para ouvir!). Nomes da orquestra, do coral e do maestro são enigmas que eu não consegui desvendar.

Ao menos, um release de imprensa teve a dignidade de detalhar especificamente as faixas executadas da série Dark Souls. O maior destaque e a única, na realidade, orquestrada, é o tema principal “Dark Souls III” assinado pela Yuka Kitamura que toca na tela-título e no menu principal. Mesmo aparecendo tão brevemente no vídeo do fim do post, dá para arrepiar ao ouvir o solo vocal da soprano, reproduzindo com perfeição a performance da cantora Kokia na faixa original.

Embora tenha gostado do pouquíssimo que vi também por escolherem o jogo mais recente da série numa agilidade que lembrou o Press Start, eu me pergunto se a “Firelink Shrine” do primeiro Dark Souls não seria a composição mais apropriada para a estreia orquestrada da série. Mas pode ser uma sensação exclusivamente minha.

De qualquer forma, em uma rara participação em um concerto, Motoi Sakuraba, o principal compositor da série, esteve presente para tocar no piano dois outros temas: “Gwyn, Lord of Cinder” (tema do chefe final de Dark Souls… Isso é um spoiler?) e “Sir Alonne” (tema do chefe que aparece no DLC Memory of the Old Iron King de Dark Souls II).

A primeira, além de ser icônica e belíssima, já é originalmente um solo de piano e obviamente se justifica ser executada dessa forma – ainda mais pelo próprio Sakuraba! Agora a outra… Eu não consegui entender o motivo da escolha para um solo de piano. A música é pomposa e pede orquestra e coral, que de fato estavam disponíveis na ocasião. Fora que chama a atenção terem selecionado uma faixa tão específica de um combate opcional que aparece em um DLC no que é considerado por muitos (eu incluso) o pior jogo da série (o que não é um demérito tão grande, só não está no mesmo nível dos demais).

Dito isso, deixo dois vídeos sobre o concerto. O primeiro, da própria Bandai Namco, mostra declarações de fãs ao som da vinheta de introdução de Pac-Man, seguido pela performance do supracitado tema arrepiante de Dark Souls III. Depois, há rápidos flashes de Motoi Sakuraba ao piano e um pouco de God Eater, Tales, além de Sakuraba e Go Shiina no palco.

Já o segundo, do programa Nyûsu Show, mostra mais cenas do concerto, porém com músicas nas versões originais, não nas que foram tocadas na ocasião. Sakuraba e Shiina foram entrevistados, mas o único senão é o vídeo estar em francês.

Music Concert Summary

Nyûsu Show

[via Gamasutra, FragStorm e Gamergen]


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