Arquivo de agosto \31\UTC 2012

“Okami” – Okami (Press Start 2009 ~Symphony of Games~)

Por Alexei Barros

A série de concertos Press Start, que desde a sua concepção em 2006 é uma das minhas preferidas, sempre sofreu com a falta de lançamentos oficiais das performances. Essa queixa em parte foi resolvida com a coletânea Press Start The 5th Anniversary, publicada em 2010. Por mais que fosse um álbum curto e com mixagem cheia de reverberação, era um registro, sem contar os CDs promocionais com uma faixa ou outra (do Professor Layton, Mario e Muramasa). Em vídeo? Absolutamente nada. Zero. O máximo que deu para ver eram vídeos amadores da edição chinesa em 2008, mas, apesar de contar com os mesmos arranjos do original japonês, a performance foi muito pobre, parecendo até que era uma orquestra amadora a contratada.

Até que, enfim, seis anos depois, surge o vídeo do medley de Okami no Press Start 2009; vídeo oficial, com várias câmeras e tudo mais. Verdade que, na parte musical, não há muita novidade, como o segmento arranjado por Shuhei Kamimura esteve no Press Start The 5th Anniversary. Porém, a gravação permite ter uma ideia melhor de toda a magnitude da Tokyo City Philharmonic Orchestra. Com a regência do maestro Taizo Takemoto, o número conta ainda com as intervenções tocantes do duo Hide-Hide, com Hideki Ishigaki no shamisen e Hideki Onoue no hakuhachi. Tais artistas no palco do Tokyo Metropolitan Art Space nos conduzem aos tempos do Japão feudal, uma sensação que também aconteceu com o arranjo do Muramasa. Com uma performance soberana do naipe de cordas (gigantesco!), o ponto alto é mesmo a rendição da “Reset” ~”Thank You” Version~, em versão instrumental da canção “Reset”. Como disse milhares de vezes, orquestrar temas J-pop nunca dão errado.

Aproveitando o ensejo (e o futuro relançamento em HD de Okami na PSN), também foi anunciado o álbum Okami Goju no Onchou para o dia 31 de outubro, embora não esteja claro do que se trata exatamente.

- “Okami”
“The Beginning” ~ “Ryoshima Plains II” ~ “Reset” ~”Thank You” Version~

Press Start 2012: os artistas do concerto

Por Alexei Barros

Neste ano, o Press Start acontecerá em duas datas: 23 de setembro (com duas apresentações) e 10 de novembro. A menos de um mês da primeira exibição do espetáculo em Tóquio, o site oficial liberou a lista de cantoras e instrumentistas que vão solar nos espetáculos. A relação é mais breve, com quatro nomes apenas, três deles já conhecidos de edições anteriores. Antes, só gostaria de recapitular os 14 números do set list, que ficou muito equilibrado entre jogos velhos, novos, famosos e obscuros, apesar do dissabor causado por duas reprises (Muramasa e Phoenix Wright).

01 – “Save the Princess Famicom Medley”
02 – Kid Icarus: Uprising
03 – Gravity Rush
04 – God Eater
05 – The Legend of Zelda: Skyward Sword
06 – Nora to Toki no Koubou: Kiri no Mori no Majo
07 – Muramasa: The Demon Blade
08 – Phoenix Wright: Ace Attorney
09 – Ihatovo Monogatari
10 – Darius
11 – Legend of Mana
12 – Final Fantasy XI
13 – Heracles no Eikou IV: Kamigami kara no Okurimono
14 – The Elder Scrolls V: Skyrim

Acompanhe o que consegui filtrar do texto em japonês:

Donna Burke

A polivalente cantora e dubladora australiana subiu ao palco do Press Start em 2010 para interpretar a excelente “Heavens Divide” do Metal Gear Solid: Peace Walker, ela que gravou a versão original na trilha. Em 2012, está na cara de que vai ser a “God and Man Vocal Ver.” do God Eater, música a qual também é cantada por ela na trilha sonora original. É provável que ainda a ouviremos em outras ocasiões, dada a versatilidade da voz encantadora que cai bem com jazz, pop, rock e celta.

Sofi Persson

Originária da Suécia, desde a infância participou de corais, sempre fazendo solos. Estudou técnicas vocais na Suécia e Dinamarca e sobressaiu em diversos concursos musicais. Atualmente, reside em Tóquio, atuando como compositora e cantora (acompanhada pelo violão, pelo que vi nos vídeos do YouTube). O site não deu nenhuma dica de qual número ela participará. Fui excluindo um por um dentro das possibilidades até que… me lembrei de um fato curioso sobre a trilha do Legend of Mana. As ótimas canções “Song of Mana ~Opening Theme~” e “Song of Mana ~Ending Theme~” assinadas pela Yoko Shimomura são cantadas em sueco pela cantora Annika Ljungberg, que também é da Suécia. Há forte indício que a Sofi Persson a substitua no Press Start 2012. Se não for isso… eu não sei o que poderá ser.

Takemi Hirohara

Comandando o tsugaru shamisen, Hirohara participou do Press Start 2008 no segmento do Samurai Shodown e do Muramasa: The Demon Blade no Press Start 2010. Como o segundo será reprisado, é patente que ele tocará neste ano. Já que falei dele outras vezes, vai ficar meio repetitivo voltar a discorrerr sobre a carreira de Hirohara, que reúne gravações de álbuns, apresentações ao vivo e ainda aulas sobre o instrumento.

Kohei Matsumoto

Tocando o shakuhachi, o instrumento de sopro feito de bambu, Matsumoto fez dupla com Takemi Hirohara no Muramasa: The Demon Blade em 2010, portanto mais uma vez ele tocará nesse número. Mas fica a dúvida se de repente ele também vai participar do segmento de Nora to Toki no Koubou: Kiri no Mori no Majo, aquele jogo para DS com trilha da Michiko Naruke que prima pelas músicas celtas. Quem sabe.

[via PRESS START]

Artwork do dia: Nada vai parar esse moleque! (ou um desenho do Alex Kidd feito pelo Orioto)

Por Claudio Prandoni

Claro que não deixaria passar uma homenagem de alto nível ao zorebudo Alex Kidd.

O artista francês Mikaël “Orioto” Aguirre apronta mais uma das suas, retratando o antigo mascote da Sega no famigerado Peticopter detonando bolotas vermelhas ou coisa parecida.

A princípio achei que poderia haver mais elementos na tela, como inimigos e saquinhos de dinheiro, mas, na real, de certa forma a solidão do guri evoca parte da sensação que eu tinha quando moleque e tinha uma dificuldade danada pra passar das fases com o helicóptero.

Fique esperto: além da conta dno deviantART, Orioto possui um Tumblr no qual publica os desenhos e versões em 3D deles para ver no Nintendo 3DS.

Em tempo: continuo na busca e expectativa pela aparição do Alex Kidd no Sonic & All-Stars Racing Transformed. Alguém viu?

“Keep the groovin’ (Round 4)” – Streets of Rage (Happy Fun Time Game Band)

Por Alexei Barros

Encontrar performances decentes de Streets of Rage pode ser uma tarefa extremamente difícil – mais difícil até do que a Sega lançar um novo jogo da série. Por algum motivo que estou para descobrir, a trilogia de pancadaria urbana da Sega não está entre os preferidos dos japoneses nos arranjos amadores, diminuindo a chance de vir à tona uma versão verdadeiramente apreciável. Mas, do ocidente mesmo, da Grã-Bretanha, eis que surge para surpreender a Happy Fun Time Game Band.

Vendo a banda tocar a “Keep the groovin’ (Round 4)”, aumenta ainda mais a dúvida a respeito da escassez de arranjos de Streets of Rage; os timbres que o Yuzo Koshiro utilizou de fato buscam imitar instrumentos reais de uma banda. Para quem sabe e manja, é muito fácil: bastava tirar de ouvido e separar os instrumentos. E é isso que a Happy Fun Time Game Band deve ter feito, porque ela se limitou a executar a música ao vivo, com a adição de solos ocasionais.

Além da bateria e baixo elétrico muito bons, a versão do grupo conta também com bongôs, teclado e saxofone (esses dois últimos tocados pela mesma pessoa; que maravilhas que a edição não faz). Meu único senão é o sax; não sei se pela mixagem ou sabe se lá por qual motivo, as intervenções desse instrumento ficaram, para mim, meio fake – se eu não visse o musicista, talvez nem acreditasse que era de verdade –, a ponto de preferir que o próprio teclado reproduzisse os trechos correspondentes. Tirando isso, é uma performance acima da média e ganha pontos extras pela escolha do jogo.

Se você gostou, é possível baixar no formato WAV essa performance no SoundCloud.

Agradecimentos ao Cledson pela valiosa dica.

Blanka para mascote das Olimpíadas de Rio 2016

Por Claudio Prandoni

E já se foi o disco voador a Olimpíada de Londres. Considerando apenas o lado joguinho videogame da coisa, a grande festa mundial do esporte teve a participação proeminente de um Nintendo 3DS na abertura (você viu?) e um jogo oficial pra lá de sofrível, como já manda a tradição.

O calendário mundial do esporte abre alas agora para as Olimpíadas do Rio de Janeiro, em 2016. A piada não é nem um pouco nova, mas vale relembrar pela originalidade e fofura da execução: a interwebz já elegeu o bom e velho – e chocante – Blanka como mascote extra-oficial da competição.

Quem sabe até lá não dê pra montar uma torcida organizada com camisetas estampadas com o monstrengo, um bandeirão tomando as arquibancadas do Maracanã e quem sabe até o fanfarrão Yoshinori Ono usando de novo sua fantasia de Blanka para celebrar a ocasião.

Infelizmente, não tenho a menor idéia de quem foi o gênio que criou esta arte, mas a medalha de ouro é mais do que merecida para esse campeão.

Artwork do dia: capas latinas de Tekken Tag Tournament 2

Por Claudio Prandoni

É bacana ver o Brasil entrando de vez e com importância no mapa de negócios das principais produtoras de jogos do mundo.

Uma das que têm dado bons sinais neste ano é a Namco Bandai, que lançou o Cavaleiros do Zodíaco: Batalha do Santuário com legendas em português por aqui e, muito provavelmente, deve repetir o esquema com Saint Seiya Omega – que sai neste ano para PS3 e… não se sabe mais nada.

Agora a produtora anunciou capinhas de Tekken Tag Tournament 2 específicas para América Latina, dando destaque para Brasil e México.

Por estas bandas, o game de PS3 e X360 terá o capoeirista Eddy Gordo e o clássico luchador King na capa, sendo que ela é reversível e o outro lado mostram a linda Christie Monteiro e a luchadorita Jaycee.

Pessoalmente, não vejo muita graça em Tekken, sou mais fã de jogos de luta 2D com mecânicas mais fantasiosas, tipo os Street Fighter e Mortal Kombat da vida, com seus Hadoukens e Fatalities.

Ainda assim, acho os Tekkens jogos muito bonitos e a popularidade da série é inquestionável o que tornam a ação da Namco Bandai ainda mais bacana.

E saiu o jogo de surfe do cara do Final Fantasy

ImagemPor Claudio Prandoni

Desde que o bigodón Hironobu Sakaguchi saiu da Square Enix para fundar a Mistwalker tenho grandes expectativas pelos projetos do cara.

Tá certo que faz tempo que ele não lida diretamente com Final Fantasy, mas sendo o criador da série e tudo mais, é difícil dissociar ele da marca.

Os Blue Dragon foram ok, mas pareceram mais do mesmo naquela vibe Dragon Quest. Lost Odyssey foi na linha Final Fantasy X e desperdiçou grande potencial dos flashbacks de Kain colocando tudo em (ótimos) textos, em vez de CGs ou trechos jogáveis.

The Last Story é outro esquema, é um jogo que realmente repensa o JRPG e não fossem os fatos de sair apenas para o Wii e em um estágio tão terminal da vida do bichinho ganharia muito mais atenção.

Por isso mesmo fiquei com as anteninhas de vinil afinadas para checar o Party Wave, primeiro jogo de Sakaguchi-san para o iOS e ainda por cima de uma de suas grandes paixões: o surfe! Não à toa, há anos que ele vive no Havaí, pegando altas ondas e pá.

Party Wave saiu nesta semana para iPod, iPhone e iPad. E ainda não me decidi se curti tanto. Por um lado, é um jogo de carisma grande e contagiante, com figuras coloridos, trilha sonora relaxante e até um simpático alien invadindo as ondas. Nada de enredos mirabolantes, apenas sol e curtição ou coisa do tipo.

Por outro, é um jogo que parece mostrar que os produtores japoneses mais das antigas ainda não sacaram muito bem qualé dos jogos mobile. A mecânica simples e repetitiva de guiar surfistas para a onda e depois realizar manobras encontra fim nela mesma e na busca por pontuações mais altas.

Numa época em que títulos como Jetpack Joyride, Temple Run e dezenas de dezenas de outros mostram como revigorar mecânicas repetitivas com power ups e evoluções de nível e habilidades, fica a impressão de que Party Wave chega incompleto, simplório demais pela ingenuidade.

Ainda assim, é um título bonito e perfeito para partidas rápidas que não pesa muito no bolso – sai por 2 dólares. Quem sabe até, tio Sakaguchi não lança aí uns updates com novos modos de partida e outras coisas do tipo para renovar a brincadeira.

A seguir, a Mistwalker já está trabalhando em Blade Guardian e, pelo que entendi, mais quatro jogos para iOS. Quem sabe já não vejamos avanços nestes próximos.


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