Posts Tagged 'Takemi Hirohara'

Press Start 2012: os artistas do concerto

Por Alexei Barros

Neste ano, o Press Start acontecerá em duas datas: 23 de setembro (com duas apresentações) e 10 de novembro. A menos de um mês da primeira exibição do espetáculo em Tóquio, o site oficial liberou a lista de cantoras e instrumentistas que vão solar nos espetáculos. A relação é mais breve, com quatro nomes apenas, três deles já conhecidos de edições anteriores. Antes, só gostaria de recapitular os 14 números do set list, que ficou muito equilibrado entre jogos velhos, novos, famosos e obscuros, apesar do dissabor causado por duas reprises (Muramasa e Phoenix Wright).

01 – “Save the Princess Famicom Medley”
02 – Kid Icarus: Uprising
03 – Gravity Rush
04 – God Eater
05 – The Legend of Zelda: Skyward Sword
06 – Nora to Toki no Koubou: Kiri no Mori no Majo
07 – Muramasa: The Demon Blade
08 – Phoenix Wright: Ace Attorney
09 – Ihatovo Monogatari
10 – Darius
11 – Legend of Mana
12 – Final Fantasy XI
13 – Heracles no Eikou IV: Kamigami kara no Okurimono
14 – The Elder Scrolls V: Skyrim

Acompanhe o que consegui filtrar do texto em japonês:

Donna Burke

A polivalente cantora e dubladora australiana subiu ao palco do Press Start em 2010 para interpretar a excelente “Heavens Divide” do Metal Gear Solid: Peace Walker, ela que gravou a versão original na trilha. Em 2012, está na cara de que vai ser a “God and Man Vocal Ver.” do God Eater, música a qual também é cantada por ela na trilha sonora original. É provável que ainda a ouviremos em outras ocasiões, dada a versatilidade da voz encantadora que cai bem com jazz, pop, rock e celta.

Sofi Persson

Originária da Suécia, desde a infância participou de corais, sempre fazendo solos. Estudou técnicas vocais na Suécia e Dinamarca e sobressaiu em diversos concursos musicais. Atualmente, reside em Tóquio, atuando como compositora e cantora (acompanhada pelo violão, pelo que vi nos vídeos do YouTube). O site não deu nenhuma dica de qual número ela participará. Fui excluindo um por um dentro das possibilidades até que… me lembrei de um fato curioso sobre a trilha do Legend of Mana. As ótimas canções “Song of Mana ~Opening Theme~” e “Song of Mana ~Ending Theme~” assinadas pela Yoko Shimomura são cantadas em sueco pela cantora Annika Ljungberg, que também é da Suécia. Há forte indício que a Sofi Persson a substitua no Press Start 2012. Se não for isso… eu não sei o que poderá ser.

Takemi Hirohara

Comandando o tsugaru shamisen, Hirohara participou do Press Start 2008 no segmento do Samurai Shodown e do Muramasa: The Demon Blade no Press Start 2010. Como o segundo será reprisado, é patente que ele tocará neste ano. Já que falei dele outras vezes, vai ficar meio repetitivo voltar a discorrerr sobre a carreira de Hirohara, que reúne gravações de álbuns, apresentações ao vivo e ainda aulas sobre o instrumento.

Kohei Matsumoto

Tocando o shakuhachi, o instrumento de sopro feito de bambu, Matsumoto fez dupla com Takemi Hirohara no Muramasa: The Demon Blade em 2010, portanto mais uma vez ele tocará nesse número. Mas fica a dúvida se de repente ele também vai participar do segmento de Nora to Toki no Koubou: Kiri no Mori no Majo, aquele jogo para DS com trilha da Michiko Naruke que prima pelas músicas celtas. Quem sabe.

[via PRESS START]

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Álbum com arranjos de Muramasa traz faixa executada no Press Start 2010


Por Alexei Barros

Se há um compositor consagrado que é negligenciado nos concertos de games este é Hitoshi Sakimoto. Uma das raras ocasiões em que ele teve uma música executada foi no Press Start 2010, apresentação que contou com uma inusitada performance de Muramasa: The Demon Blade, aquele RPG de ação da Vanillaware para Wii. A trilha não é só dele; também participaram outros compositores da Basiscape, como Masaharu Iwata e Azusa Chiba. O medley, porém, compreende somente duas faixas assinadas pelo Sakimoto.

Um acontecimento raro desses não podia se perder no tempo e, felizmente, a gravação foi incluída no álbum Oboromuramasa Ongakushuu Hensou no Maku, lançado dia 1º de outubro de 2011. Isso que o jogo saiu em 2009. Dane-se o hype! O CD conta com versões arranjadas dessa mesma galera da Basiscape enfatizando as raízes do Japão Feudal com o uso de instrumentos típicos como erhu e shakuhachi, a exemplo das fabulosas trilhas de Okami e da série Samurai Shodown já homenageadas em edições anteriores do espetáculo nipônico. Todavia, eu me limitarei a comentar o segmento do Press Start 2010 que é arranjado por Shuhei Kamimura, do time interno da Company AZA, o qual também fez o arranjo da “Professor Layton and the Curious Village”.

“Muramasa: The Demon Blade” (Press Start 2010)
Originais: “Introduction” ~ “Impermanence”

Composição: Hitoshi Sakimoto
Arranjo: Shuhei Kamimura
Tsugaru Shamisen: Takemi Hirohara
Shakuhachi: Kohei Matsumoto
Guitarra: Haruo Kubota

Não é fácil conciliar orquestra e guitarra em uma performance ao vivo. Também não é fácil conciliar orquestra e instrumentos folclóricos japoneses ao vivo. E o que dizer de uma execução ao vivo com orquestra, guitarra, tsugaru shamisen e shakuhachi? Somente o arrojo por conciliar elementos tão díspares é digno de aplausos, ainda que o resultado não seja exatamente memorável.

A primeira diferença para ambas as originais são as intervenções da guitarra durante a peça, instrumento que inexistia anteriormente. Sem coral na apresentação, não há algum elemento que remeta aos timbres de coro da composição do jogo.

Na “Introduction”, o tsugaru shamisen não toca desde o início, entrando apenas em um trecho mais incisivo. Apesar do vazio no momento em que surge a “Impermanence” (em 2:19), a colagem entre uma e outra foi feita sutilmente, sem pressa. O shakuhachi faz o solo, imitando a original (a partir de 1:39), com a mesma participação recorrente da harpa. Depois de alternâncias do shakuhachi e orquestra, todos os instrumentos se juntam no desfecho, e a mistura incrivelmente funciona. Gostaria de ouvir uma segunda opinião, mas minha impressão é que a reverberação, ainda que não seja a ideal, não ficou tão alta como no Press Start The 5th Anniversary.

Press Start The 5th Anniversary: desfalcado, reverberado e abrupto


Por Alexei Barros

Arranjos exclusivos, fartura de jogos nipônicos, seleções obscuras… são alguns motivos para mostrar tanta admiração pela série de concertos Press Start, que conta com apresentações desde 2006 no Japão. A cada ano lamentava pela inexistência de CDs e DVDs, o que significava que as performances se perderiam no tempo e no espaço, exceto pelas gravações da plateia que surgiram em 2006 e 2007, sendo que de 2008 em diante não passou do terreno da imaginação.

Então o impossível aconteceu: em agosto foi anunciada a compilação comemorativa de aniversário Press Start The 5th Anniversary, à venda em 11 de setembro, dia da realização do Press Start 2010. Apesar de celebrar o quinto aniversário, o álbum mescla seleções de somente duas apresentações: do Press Start 2008, com a Kanagawa Philharmonic Orchestra no Bunkamura Orchard Hall, e do Press Start 2009, com a Tokyo City Philharmonic Orchestra no Tokyo Metropolitan Art Space. Sempre que um produto muito aguardado finalmente é lançado, vem a inevitável pergunta: a espera valeu a pena? Respondo de cara: não. O que leva a outro questionamento: “você ficava elogiando toda hora e agora vem dizer que não é tão bom assim?”. Calma.

À primeira vista chateia a pouca quantidade de faixas para uma coletânea: nove, em um total de 50 minutos – para efeitos de comparação, o Video Games Live: Level 2 e o Play! A Video Game Symphony Live estão entupidos até a boca, com 74 minutos. Ou seja, sobraram 24 minutos de CD. Se fossem segmentos de seis minutos, caberiam mais quatro faixas. Imagino a substância que trariam Out Run, Castlevania, Mega Man 2 e Wild Arms. Isso até daria para relevar.

O principal problema do álbum é a equalização equivocada, que conta com muita reverberação (valeu, 00Agent!), prejudicando a nitidez dos instrumentos, a ponto de parecer que a orquestra está muito mais longe do que verdadeiramente está. Fora isso, não existe a profundidade sonora que torna as performances orquestradas tão especiais. Ainda que gravado ao vivo, é inaceitável para um CD como ambas as apresentações aconteceram em salas de concerto, onde a arquitetura privilegia a acústica. Seria covardia comparar com o Symphonic Fantasies, um exemplo de perfeição entre os concertos de games. Para pegar um caso mais próximo, japonês, cotejo com o Monster Hunter 5th Anniversary Orchestra Concert ~Hunting Music Festival~, que, inclusive, aconteceu no Tokyo Metropolitan Art Space, o mesmo local do Press Start 2009, e viceja uma qualidade invejável de produção. Mais desanimador é que a reverberação exagerada persiste no Super Mario Bros. 25th Anniversary Special Sound Track Press Start Edition, que ainda farei um post específico.

Segundo, os arranjos não são tão bons quanto deveriam. As transições que reclamo tanto são irregulares em vários números do álbum. Não que sejam ruins, é que o Kazuhiko Toyama e o Nobuyuki Nakamura definitivamente não estão entre os melhores arranjadores do mundo. Falta polimento em muitas passagens e percepção de como encadear as músicas em um medley. Às vezes parece que as faixas e a sequência são pré-definidas por alguém e eles têm que se virar com isso, no momento em que mudanças e cortes poderiam ser feitos para o bem dos arranjos.

Mesmo assim, a track list foge do padrão do que se costuma ouvir nos concertos ocidentais. Importante ressaltar que o disco não representa a totalidade da experiência, como não há nada da Square Enix e da Nintendo. Depois do Hadouken minhas pútridas impressões do álbum que, mesmo com os já mencionados contratempos, tem os seus momentos.

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