Archive for the 'Final Fantasy' Category

Uma fantasia baseada no calendário da realidade

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Por Claudio Prandoni

Há algumas semanas rolou o evento Uncovered: Final Fantasy XV, que revelou uma porrada de novidades do RPG road trip da Square Enix, e, olha só que coisa: este que vos escreve estava lá.

Além de trabalhar e conhecer pessoalmente o fantasioso bigodudo traidor, Hironobu Sakaguchi, acompanhei o evento e recebi como brinde um bonito calendário de parede temático de FFXV.

Verdadeiro tributo aos fãs do game que nem saiu, mas já carrega uma década de desenvolvimento nas costas e angariou um bocado de fãs pelo planeta, o calendário traz artes feitas justamente pelos fãs.

Item exclusivo do Uncovered – cheguei a ver gente no eBay vendendo por até R$ 180! -, tomei a liberdade de digitalizar o item, para quem quiser apreciar melhor as ilustrações, usar mesmo como calendário ou, sei lá, ambos!

Veja abaixo na galeria ou lá no Issuu, em um formato bem bonito e simpático, ou clica aqui para salvar/baixar/ver/coisa e tal o PDF do calendário.

Bra★Bra 2: uma nova rodada de arranjos para orquestra de sopro

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Por Alexei Barros

Outro álbum digno de nota que sai hoje, dia 23 de março, no Japão, é o Bra★Bra Final Fantasy Brass de Bravo 2. Há pouco mais de um ano comentei com entusiasmo a respeito do lançamento do álbum anterior, que se provou ser realmente fantástico. O grande atrativo dos discos é a performance da orquestra de sopro Siena Wind Orchestra.

Se o o primeiro CD possuía gratas surpresas que fugiam do senso comum, como “The Airship Medley”, “FF Dungeon Medley” e outras, o segundo já entra na mesmice de hits do Distant Worlds e do Piano Opera. Faixas como “Festival of the Hunt” e “The Man with the Machine Gun” foram arranjadas à exaustão, embora eu goste sobremaneira de ambas. Mesmo assim, “Main Theme FFI/II/III” e especialmente a “Mambo de Chocobo” (FFV) me surpreenderam. Veja o set list abaixo.

01 “Battle at the Big Bridge” (FFV)
02 “Main Theme Of Final Fantasy IV” (FFIV)
03 “Cosmo Canyon” (FFVIII)
04 “Festival of the Hunt” (FFIX)
05 “Main Theme FFI/II/III”: “Main Theme” (FFI) ~ “Main Theme” (FFII) ~ “Eternal Wind” (FFIII)
06 “Something to Protect” (FFIX)
07 “Kefka” (FFVI)
08 “Gold Saucer” (FFVII)
09 “The Man with the Machine Gun” (FFVIII)
10 “Fight With Seymour” (FFX)
11 “Fragments of Memories” (FFVIII)
12 “Mambo de Chocobo” (FFV)

O time de arranjadores é o mesmo de antes, com o quinteto Yasumasa Sato, Tsutomu Narita, Rika Ishige, Youhei Kobayashi e Nobuhiko Kashiwara. O experiente Shiro Hamaguchi, que foi o principal arranjador de Final Fantasy no passado, também está creditado na “Fragments of Memories”, mas acho que isso se deve apenas pelo fato de Yasumasa Sato provavelmente ter se baseado na partitura feita para o álbum FITHOS LUSEC WECOS VINOSEC.

Samples de todas as faixas podem ser conferidos no site da Square Enix.

No ano passado foi realizada uma turnê de apresentações no Japão e algumas músicas presentes no Bra★Bra Final Fantasy Brass de Bravo 2 já foram tocadas ao vivo, como mostra este vídeo promocional.

[via Square Enix]

Piano Opera music from Final Fantasy 2016: Bravo! A incrível passagem de Nobuo Uematsu pelo Brasil

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Um piano, um telão e muitas lembranças

Por Alexei Barros

Apesar do imenso potencial para receber espetáculos oficiais de game music, o Brasil ainda tem uma tradição bastante limitada nesse cenário. Um dos mais importantes capítulos dessa humilde trajetória aconteceu no dia 2 de março, com a realização do Piano Opera music from Final Fantasy no Teatro Gamaro em São Paulo.

O principal motivo para isso foi a presença de Nobuo Uematsu em território nacional – algo que eu julgava quase impossível uns anos atrás – nessa performance de piano do Hiroyuki Nakayama das músicas de Final Fantasy de I a IX. Em 2014, o pianista já havia se apresentado no Grande Auditório do MASP em São Paulo e prometeu na ocasião que traria o compositor para o País.

A demanda para esse tipo de espetáculo por aqui é notória, considerando a rapidez com que os mais de 750 ingressos foram esgotados, dos quais 150 eram VIP e garantiam o chamado “Meet & Greet” com Uematsu e Nakayama após o recital – uma foto com os dois japoneses e o direito de ter itens de coleção autografados, além de uma cópia do CD promocional Final Fantasy Music Sampler CD -Limited Edition-. Um desses itens inclusive podia ser adquirido no próprio local: o Piano Opera Final Fantasy I-IX Piano Arrangement Album, que foi vendido por R$ 220. Não é um valor absurdo se considerarmos que se trata de um álbum triplo, que abrange todas as músicas executadas no dia e tantas outras da série.

Se a localização do Teatro Gamaro não é das melhores para quem mora perto do centro de São Paulo, havia estações de metrô próximas que garantiam a facilidade de acesso. Do interior da casa de espetáculo eu tenho muitos elogios: é um lugar perfeito para uma apresentação mais intimista. A acústica do ambiente também garantia que a performance no piano, que teve o som amplificado com microfones, fosse plenamente apreciada. A arquitetura do Teatro Gamaro permitia uma visualização perfeita do palco e, mesmo sentado no segundo mezanino, pude ver o teclado do piano sem esforçar a vista. Minha única queixa do local é a ausência de luzes nas escadas. As pessoas que entraram depois, já no escuro, ficavam perdidas, com dificuldade de encontrar os assentos certos.

Marcada para as 20 horas, a apresentação atrasou alguns minutos e, com as luzes meio apagadas, um certo senhor bigodudo de rabo de cabalo vestido de branco entrou rapidamente no palco, acompanhado da tradutora. Era, enfim, Nobuo Uematsu, saudando o público em português.

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Com muita simpatia, a tradutora transmitiu todo o bom humor de Nobuo Uematsu

Foi com surpresa e certa ponta de decepção que ouvi da boca dele o estímulo para a plateia se manifestar a qualquer momento que desse vontade, sem precisar esperar a música acabar. Os gritos até eram de certo modo “organizados”: Uematsu distribuiu botons para algumas pessoas aleatórias, que deveriam bradar “Bravo!” no meio do espetáculo. Com seu tradicional bom humor, ele falou que mesmo quem não tivesse recebido também podia berrar.

O público brasileiro, claro, toma esse tipo de incentivo como uma ordem. Na maioria das vezes, as pessoas não esperavam nem a música começar para gritar “Bravo!”. O maior paradoxo de tudo isso é que os gritos nitidamente desconcertavam Nakayama.

Por várias vezes, ele aproximava as mãos do piano, mas hesitava em começar a tocar a cada grito de “Bravo!” que tirava sua concentração. Em certos momentos, o próprio Nakayama pediu que a plateia se acalmasse, dando a impressão que a fala de Uematsu no início parecia mais uma trollada com o instrumentista. Felizmente, durante as músicas, com a performance já em andamento, os gritos em passagens virtuosísticas ou em cenas que eram projetadas no telão (falarei mais adiante sobre isso) não atrapalharam o talentoso pianista.

Além disso, conforme os jogos se repetiam no programa, as pessoas já ficavam mais anestesiadas de ver os logos de seus episódios favoritos e pareciam se dar conta de que não valia a pena ficar gritando tanto. É bom que se diga que, quando aconteciam, os gritos não eram tão prolongados e não interferiam tanto na apreciação da performance. Em nenhum momento eu me perguntei: “O que eu estou fazendo aqui se não dá para ouvir nada?”.

Devo confessar que considero o telão dispensável, mas já que a apresentação se propõe a ter as cenas de jogos, eu me sinto à vontade para comentar. Alguns vídeos, especialmente nos jogos 8-bit, estavam com uma taxa de quadros muito baixa, quase parando. Em uma época em que há vídeos 1080p de jogos antigos aos montes no YouTube, esperava que eles estivessem em melhor qualidade. Também seria interessante se os vídeos identificassem os nomes das músicas, pois algumas faixas tocadas não são tão conhecidas. Ao menos, os trechos de gameplay eram intercalados com a câmera que focava o teclado do piano, algo muito mais válido, apesar do pequeno delay entre a performance e a imagem projetada. Sei que estou soando muito chato reclamando desses detalhes, mas nessas horas eu digo: quem mandou ter telão?

Falando enfim do que realmente interessa, que são as músicas, o programa foi em sua maior parte baseado no Piano Opera Final Fantasy VII/VIII/IX, terceiro álbum da coleção que não havia sido lançado na apresentação de 2014. Do total de 12 faixas do disco, apenas três ficaram de fora: “Fight On” (FFVII), “Liberi Fatali” (FFVIII) e “Roses of May” (FFIX). A omissão das duas primeiras é curiosa, já que estão entre as mais famosas composições de Nobuo Uematsu. Eu que sou intolerante com a repetição de algumas músicas, não seria louco reclamar de ouvi-las ao vivo, considerando o ineditismo da ocasião.

O set list foi complementado com a “Prelude ~ Opening” (FF) e “Town Medley” (FF I, II e III) do Piano Opera Final Fantasy I/II/III, além de “Kefka” e “Dancing Mad” (FFVI), “Troian Beauty” (FFIV) e “Clash on the Big Bridge” (FFV) do Piano Opera Final Fantasy IV/V/VI. Curiosamente, todos esses segmentos dos dois primeiros álbuns são reprises da apresentação de 2014. Por que não tocar músicas diferentes, como “Battle Medley” e “Red Wings ~ Kingdom Baron”?

De qualquer forma, eu reclamo de boca cheia, porque “Festival of the Hunt” (FFIX), “The Man with the Machine Gun” (FFVIII), “Clash on the Big Bridge” (FFV) e especialmente a magnânima “Dancing Mad” (FFVI) estão entre as minhas músicas favoritas do Uematsu e me provocaram arrepios de nostalgia – reforçando o que falei acima, esse sentimento foi proporcionado pelas melodias, não pelas imagens do telão. Na parte do bis, deu para ouvir na plateia pedidos de “One-Winged Angel” (FFVII) e “At Zanarkand” (FFX), mas vale lembrar que todo o repertório é baseado nos arranjos que o próprio Nakayama fez para os três álbuns Piano Opera e ambas as músicas não aparecem na coleção – FFX então nem sequer está representado nesses CDs.

Em um dos intervalos das músicas, foram ditas algumas informações bacanas sobre composições da série, enquanto Nakayama tocava de fundo a “Theme of Love” (FFIV). Por exemplo, o fato de a equipe de produção de FFVII achar a “One-Winged Angel” uma música tensa demais para entrar no jogo, embora isso não tenha sido muito bem explicado na hora. Outro acontecimento curioso é que a “Prelude” foi feita às pressas. Uematsu disse ironicamente que se soubesse que Final Fantasy ia durar tanto tempo teria feito algo melhor. Talvez a curiosidade mais interessante é que a letra da “The Dream Oath ‘Maria and Draco'” de FFVI foi escrita por Yoshinori Kitase como uma declaração para a sua namorada, que depois se tornou sua esposa. Nesse bloco também foi citada a premiada canção “Eyes on Me” (FFVIII), que Uematsu chegou a cantarolar brevemente. Só o final do espetáculo foi meio estranho, já que não tinha ficado claro se haveria mais alguma música a ser executada, deixando o público indeciso e com gosto de quero mais. Quem comprou o ingresso normal demorou um pouco para ir embora.

A noite do dia 2 de março vai ficar para sempre na memória dos presentes e, o melhor de tudo, o sentimento muito promissor no ar da realização de novas apresentações no futuro, tomara que contemplando outras cidades do País. E digo mais: depois do que presenciei naquela quarta-feira, sonhar com o Distant Worlds no Brasil já não me parece uma loucura.

A passagem de Nobuo Uematsu por São Paulo foi rápida como um cometa e sem espaço para entrevistas, mas mesmo assim, o comparsa Claudio Prandoni conseguiu arrancar dele a informação de que ele se motivou a fazer a “Samba de Chocobo!” (FFIV) pela paixão pelo samba brasileiro, tema que ainda merece ser aprofundado.

Set list:

Ato I

01. “Prelude ~ Opening” (Final Fantasy)
02. “Ami” (Final Fantasy VIII)
03. “Festival of the Hunt” (Final Fantasy IX)
04. “Words Drowned by Fireworks” (Final Fantasy VII)
05. “Town Medley” (Final Fantasy I, II e III)
06. “Not Alone” (Final Fantasy IX)
07. “Cosmo Canyon” (Final Fantasy VII)
08. “The Man with the Machine Gun” (Final Fantasy VIII)

Ato II

09. “Opening ~ Bombing Mission” (Final Fantasy VII)
10. “Kefka” (Final Fantasy VI)
11. “Troian Beauty” (Final Fantasy IV)
12. “Melodies of Life” (Final Fantasy IX)
13. “Dancing Mad” (Final Fantasy VI)

Bis

14. “Force Your Way” (Final Fantasy VIII)
15. “Clash on the Big Bridge” (Final Fantasy V)

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Uma cena que dificilmente se imaginaria acontecer no Brasil

Grato ao Fabão, que tirou uma foto com o Hiroyuki Nakayama e o Nobuo Uematsu, e ao report do Final Fantasy Brasil: ambos me ajudaram a lembrar das ordens das músicas do set list (por que eu não levei uma caneta?).

Fotos: Claudio Prandoni

Com Nobuo Uematsu, Piano Opera music from Final Fantasy chega a São Paulo em 2016

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Por Alexei Barros

Segura a bomba: no  dia 2 de março de 2016, a turnê mundial Piano Opera music from Final Fantasy aterrissará em São Paulo, com a vinda do compositor Nobuo Uematsu. Essa notícia não é exatamente uma novidade, mas como era boa demais para ser verdade e já tivemos alarmes falsos antes, eu aguardei por mais informações. Em 2014, o pianista Hiroyuki Nakayama havia passado pelo Brasil e na ocasião prometeu que da próxima vez Uematsu viria com ele. E eu fiquei duvidando…

20150617_FFPO PhotosDiferentemente do concerto anterior, que foi gratuito, a apresentação de 2016 será paga. De acordo com o site oficial do evento, os ingressos estariam à venda no final de outubro, mas já estamos em novembro e até agora nada. De qualquer forma, para tirar fotos e pegar autógrafos de Nobuo Uematsu e Hiroyuki Nakayama, será preciso comprar um dos 150 ingressos VIPs. O espetáculo histórico para o contexto brasileiro acontecerá no Teatro Gamaro, no bairro da Mooca.

Enquanto o set list de 2014 passeava por Final Fantasy I a VI, o recital de 2016 será enfocado nos episódios VII, VIII e IX, com os arranjos do álbum Piano Opera Final Fantasy VII/VIII/IX. Dessa vez, haverá um telão mostrando cenas dos jogos – espero que isso não provoque no público um comportamento inapropriado para um concerto de solo de piano.

A visita à cidade de São Paulo faz parte de uma turnê mundial que começa em novembro deste ano e passará por 12 países. As apresentações acontecerão em Paris (França), Bruxelas (Bélgica), Estocolmo (Suécia), Londres (Inglaterra), Taipei (Taiwan), Seul (Coreia do Sul), Hong Kong, Singapura, Nova York e Los Angeles (EUA) e acabará na Cidade do México (México) – São Paulo vai ser a penúltima cidade a receber o evento.

[ATUALIZAÇÃO] O site do Ingresso Rápido já iniciou a venda de ingressos.

[via Wildfaery]

Press Start 2015: o fim de uma era

press2015Por Alexei Barros

Pelo excesso de reprises, eu esperava uma despedida um tanto melancólica do Press Start. Mesmo assim, estava no aguardo do tradicional report do concerto no site da Famitsu, que produziu a série japonesa de espetáculos orquestrais. E eu fiquei esperando… esperando… esperando… E nada. Nada de fotos da apresentação também.

O jeito foi me basear nas análises dos blogues japoneses, que sempre se preocupam em detalhar o set list o máximo possível. O concerto foi realizado em duas apresentações no dia 8 de agosto (e eu extrapolando todos os limites da demora para fazer post), com performance da Kanagawa Philharmonic Orchestra no Tokyo Metropolitan Art Space. Pelo menos foi feita uma surpresa bacana no final. Set list e minhas considerações a seguir.

Ato I

01. Final Fantasy VIII: “Liberi Fatali”
02. “Classic Medley 2015 Ver.”
03. Super Mario Bros.: “Overworld” ~ “Underwater” ~ “Underworld” ~ “Overworld”
04. The Legend of Zelda: “Main Theme”
05. Shadow of the Colossus: “Revived Power ~ Battle With the Colossus” ~ “Grotesque Figures ~ Battle With the Colossus~”
06. Ace Combat Zero: The Belkan War: “Zero”
07. Legend of Mana: “Legend of Mana ~Title Theme~” ~ “Colored Earth” ~ “Hometown Domina” ~ “Ruined Sparkling City” ~ “Song of Mana ~Opening Theme~”

Ato II

08. Ore no Shikabane o Koete Yuke: “Flower”
09. Rhythm Heaven: “Ninja”
10. El Shaddai: Ascension of the Metatron: “Theme of El Shaddai” ~ “The Faraway Creation ~ Enoch’s Theme” ~ “Tragic Scream”
11. Xenoblade Chronicles: “Xenoblade” ~ “Gaur Plains” ~ “Mechanical Rhythm” ~ “Riki the Legendary Hero” ~ “Sator, Phosphorescent Land / Night” ~ “Those Who Bear Their Name” ~ “Confrontation with the Enemy”
12. Mother: “Pollyanna (I Believe In You)” ~ “Bein’ Friends” ~ “Eight Melodies”
13. Chrono Trigger/Cross: “A Premonition” ~ “Chrono Trigger” ~ “Wind Scene” ~ “Frog’s Theme” ~ “Decisive Battle with Magus” ~ “Epilogue ~ To Beloved Friends” (Chrono Trigger) ~ “Frozen Flame” ~ “Marbule: Home” ~ “Scars of Time” (Chrono Cross)
14. “Goodbye Medley”:
Press Start 2006
– ICO
– PopoloCrois Story
– Ys I & II
Press Start 2007
– Kingdom Hearts
– Space Invaders
– Super Smash Bros. Brawl
– Sakura Wars
Press Start 2008
– Wild Arms 2
– Spelunker
– Final Fantasy IX
Press Start 2009
– Persona 4
– Okami
– Final Fantasy X
– Kirby’s Dream Land
Press Start 2010
– New Super Mario Bros. Wii
– Muramasa: The Demon Blade
– Famicom Disk System Start-up
Press Start 2011
– 428 ~Fuusasareta Shibuya de~
– Pokémon Red & Blue
– NieR
– Xenogears
Press Start 2012
– Kid Icarus: Uprising
– Final Fantasy XI
– Ihatovo Monogatari
Press Start 2014
– Toukiden
– Final Fantasy XIII
– Super Smash Bros. for Wii U e 3DS

“Liberi Fatali” é uma das reprises mais batidas em concertos da série Final Fantasy, mas nunca tinha sido tocada no Press Start. Aliás, a escolha dessa música do FFVIII foi uma surpresa para mim, porque o Press Start não vinha usando corais em suas apresentações. Acredito que foi usado um coro não muito grande.

– Em relação aos convidados, a soprano Oriko Takahashi mais uma vez cantou a “Zero” de Ace Combat Zero. Mesmo sem ter participado da gravação da trilha original, ela foi a intérprete mais recorrente dessa música fabulosa com toques de flamenco no Press Start.

– A “Song of Mana” teve a voz da australiana Louise Bylund, que morou por diversos anos de sua vida na Suécia e atualmente reside no Japão. Essa mistura garantiu que ela fosse a escolhida para a performance dessa maravilhosa canção, que tem versos em sueco.

– A Lioko Kihara foi outra convidada do espetáculo e, diferentemente das outras duas cantoras, ela também tocou piano ao melhor estilo Angela Aki no segmento de Ore no Shikabane o Koete Yuke.

– Como de praxe, o duo ACE formado por Tomori Kudo (guitarra) e CHiCO (vocal) participou da performance de Xenoblade Chronicles, além da cantora Manami Kiyota.

– O segmento de Mother é o mesmo tocado no Press Start 2010, inclusive com os versos do álbum vocal Mother (1989) escritos pela letrista Linda Henrick (provavelmente um pseudônimo). Na ocasião, a performance contou com a voz da cantora Melody Chubak, que na época tinha 13 anos. Agora com 18, a moça voltou as palcos para cantar no mesmo segmento.

– Além do quinteto que produz o concerto (Taizo Takemoto, Kazushige Nojima, Shogo Sakai, Nobuo Uematsu e Masahiro Sakurai), também estiveram presentes os compositores Keiki Kobayashi e Masato Kouda. A Yoko Shimomura deixou uma mensagem em vídeo.

– Não foi feita nenhuma homenagem musical a Satoru Iwata, mas o desfecho do concerto foi bastante especial. Embora muito provavelmente não seja um segmento com transições elaboradas, o medley final resgata seleções icônicas de todas as edições anteriores do Press Start, com exceção de 2013, ano que foi tomado por reprises. Fantástica a ideia!

– Foi uma satisfação ter acompanhado e feito os posts sobre o Press Start durante esses nove anos, mesmo com tão raros registros oficiais das performances. Mal custo a acreditar que o primeiro post que fiz no Hadouken, lá em 2006, era justamente sobre a primeira edição do concerto a qual fiquei extasiado com uma mera gravação da plateia.

Não existiu outra série de apresentações com um repertório tão diversificado, cheio de seleções únicas e surpreendentes. Claro que tamanha variedade me fez querer mais e é uma pena saber que o Press Start acabou sem tocar músicas de jogos que dificilmente veremos nos demais concertos, como Bayonetta, Eternal Sonata, Panzer Dragoon, Valkyria Chronicles, Front Mission, Dark Souls e tantos outros.

Eu torço fortemente para que se não o próprio Press Start, outra série de concertos japonesa apareça algum dia sem demorar muito – houve um hiato de nove anos entre o Orchestral Game Concert 5 de 1995 e o Press Start 2006, considerando apresentações sinfônicas no Japão que abrangem diversas franquias.

Press Start: vou sentir saudades.

Grato ao Fabão pelos links e também pelas diversas informações e traduções nos posts do Press Start.

Foto tirada no Press Start 2008, com alguns dos maiores nomes japoneses de game music (além de outros desenvolvedores): Noriyuki Iwadare, Nobuo Uematsu, Motoi Sakuraba, Yasunori Mitsuda, Yasunori Mitsuda, Mahito Yokota, Kazushige Nojima, Michiko Naruke, Shogo Sakai, Koichi Sugiyama, Masahiro Sakurai e Koji Kondo

[via sarian198919, mugendai, comdoc5964nijiiroleina 1, 2 e 3]

Versão ocidental do Final Symphony entra em pré-venda; veja trecho da suíte de FFVII

Por Alexei Barros

Com músicas de Final Fantasy VI, VII e X, o Blu-ray de áudio do espetáculo Final Symphony estará à venda no Japão no dia 16 de setembro. Ainda não há uma data de lançamento para a versão ocidental, mas o álbum entrou em pré-venda no site americano da Square Enix.

Para celebrar a ocasião, foi publicado um vídeo que mostra um excerto da “Words Drowned by Fireworks”, o segundo movimento da extensa suíte de Final Fantasy VII arranjada por Jonne Valtonen. Como o Final Symphony não foi transmitido ao vivo, o vídeo gravado com a London Symphony Orchestra no Abbey Road Studios dá um gostinho de como seria ver a apresentação.

O trecho corresponde à bela faixa romântica também conhecida por “Interrupted by Fireworks”, que não costumava ser uma música lembrada em concertos. Com todo o hype provocado pelo anúncio do remake de Final Fantasy VII, não poderia haver momento mais apropriado para resgatar memórias do RPG do PlayStation.

Link para a pré-venda americana aqui.

Final Symphony II: detalhes do programa

finalsymphony21Por Alexei Barros

Anunciado em março, o concerto Final Symphony II, que terá músicas de Final Fantasy V, VIII, IX e XIII, já estava com cinco apresentações marcadas para os meses de agosto e setembro, passando por Alemanha, Inglaterra e Japão. Até então não havia nenhuma informação sobre o programa, mas chegou o momento que aguardava com mais expectativa.

Cada episódio teve quatro faixas reveladas. Evidentemente, haverá outras músicas nas suítes que devem ter de 15 a 20 minutos de duração cada. Como de costume, uma fanfarra original assinada por Jonne Valtonen abrirá o espetáculo. Minhas considerações a respeito de cada uma após o set list:

01. “In a Roundabout Way – Fanfare”
Composição, arranjo e orquestração: Jonne Valtonen

02. Final Fantasy XIII – “Utopia in the Sky”
(“Prelude to Final Fantasy XIII” | “Vanille’s Theme” | “Nautilus” | “Blinded by Light” etc.)
Composição: Masashi Hamauzu
Arranjo: Masashi Hamauzu e Jonne Valtonen

03. Final Fantasy IX – “For the People of Gaia”
(“Vivi’s Theme” | “Hunter Chance” | “Mourning the Sky” | “Assault of the Silver Dragons” etc.)
Composição: Nobuo Uematsu
Arranjo: Roger Wanamo

04. Final Fantasy VIII – “Mono no aware”
(“Don’t be Afraid” | “The Landing” | “Waltz for the Moon” | “The Oath” etc.)
Composição: Nobuo Uematsu
Arranjo: Roger Wanamo

05. Final Fantasy V – “Library of Ancients”
(“Main Theme of Final Fantasy V” | “Lenna’s Theme” | “The Dragon Spreads Its Wings” | “The Evil Lord Exdeath” etc.)
Composição: Nobuo Uematsu
Arranjo: Jonne Valtonen

– Final Fantasy XIII: ainda não houve uma performance de FFXIII que não fosse uma reprodução literal ou então muito similar às músicas do jogo. Ouvir as majestosas composições de Masashi Hamauzu em uma única suíte promete ser um segmento e tanto. Como as faixas já são naturalmente orquestradas, fico curioso para ver como elas serão reinventadas. Por exemplo, a “Vanille’s Theme”, uma das escolhidas, é um solo de piano na trilha original. Será que ela vai continuar assim? O tema de combate “Blinded by Light” era obrigatório. Evidentemente, também gostei da confirmação da belíssima “Prelude to Final Fantasy XIII” e da pomposa “Nautilus”. A mistura de estilos de Masashi Hamauzu e Jonne Valtonen, que arranjaram a suíte, deverá ser bastante interessante.

–  Final Fantasy IX: a trilha do último Final Fantasy para PlayStation é a mais extensa da série, com mais de uma centena de músicas. Logo de cara me chamou a atenção a “Hunter Chance”. A versão do Distant Worlds já era boa, mas com um arranjador mais talentoso como o Roger Wanamo promete ficar melhor ainda. “Mourning the Sky” não era uma música que estava nos meus radares, e sua melodia emocionante merecia ser arranjada para cordas reais. A militar “Assault of the Silver Dragons” e a irreverente “Vivi’s Theme” mostram que esse segmento deve ser bastante eclético.

– Final Fantasy VIII: o tema de combate “Don’t be Afraid” já foi arranjado pelo Shiro Hamaguchi no 20020220, mas sempre é uma boa pedida. “The Oath” também já teve um arranjo orquestral, dessa vez no Tour de Japon. As outras duas, em compensação, jamais foram tocadas em concertos oficiais da série. Não me lembrava da “The Landing”, uma música cuja sintetização não permitia transmitir toda a imponência da composição. “Waltz for the Moon”, a famosa música da CG do baile, promete ser um dos pontos altos da suíte. Embora não tenha sido confirmada, a “Liberi Fatali” deve fazer alguma aparição – em algum arranjo sem coral, já que o concerto terá apenas orquestra.

– Final Fantasy V: já cansei de dizer o quanto aprecio a era SNES na carreira de Nobuo Uematsu e, como não poderia deixar de ser, esse é o segmento que estou com mais expectativa. A “Main Theme” já foi arranjada duas vezes (OGC2 e Tour de Japon), porém não podia ser ignorada dada a sua importância. Acredito ser um dos temas de abertura mais empolgantes da série. Agora… “The Dragon Spreads Its Wings”? Dado o meu histórico com músicas favoritas não arranjadas, não imaginei que essa faixa pudesse ser escolhida. Fantástico! A emotiva “Lenna’s Theme” é um tema que talvez já teria sido arranjado antes se FFV fosse um jogo mais popular. Para fechar, ainda tem a poderosa “The Evil Lord Exdeath”.

[via Spielemusikkonzerte]


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