Archive for the 'Game Music' Category

The Game Awards 2017: o despertar para a game music do Japão

Por Alexei Barros

Performances musicais costumam ser comuns no The Game Awards, mas nesta edição de 2017 o evento foi permeado por três números orquestrais, além de uma música da banda francesa Phoenix. Se não estiver me esquecendo de nada, apenas no Spike Video Awards 2012, como a premiação era chamada na época, uma orquestra apresentou um medley com os candidatos a jogo do ano na ocasião.

Antes de comentar a parte sinfônica, preciso fazer uma confissão: eu tenho uma bronca com essas participações de orquestras em eventos ocidentais. Enquanto no Japão isso acontece com a maior trivialidade há tempos, no Ocidente o negócio costuma ser feito nas coxas ou então apresentar músicas pouco interessantes ou até mesmo tediosas. Falo isso quando me lembro da E3 2011 num tempo em que a Nintendo ainda fazia conferências ao vivo com uma orquestra de estudantes meio desencontrada tocando Zelda. A conferência da Sony na E3 2016 com abertura de God of War me pareceu mais caprichada, mas não achei a música executada tão fora de série.

Por isso, não tinha muita expectativa para o The Game Awards 2017 nesse aspecto musical, porém fui bastante surpreendido pelo resultado, ainda que nem tudo seja perfeito como veremos. Os três números foram tocados pela não tão numerosa The Game Awards Orchestra, que foi reforçada por talentosos instrumentistas adicionais posicionados à frente do palco.

– Abertura

O formato de medley, mesmo que seja basicamente uma sucessão de músicas simples, é um dos meus favoritos, desde que exista alguma relação entre as escolhas, o que não parece ser o caso na abertura do evento – a menos que eu tenha perdido alguma coisa. Por mais que fosse aleatório, ao menos o medley poderia se destacar em alguns pontos… O problema é que as músicas foram tocadas tão rapidamente, em tão poucos segundos, que ficou difícil reconhecer as faixas ou mesmo ter tempo o suficiente para apreciar as melodias, especialmente considerando que o telão não avisava de qual jogo era a música que estava sendo executada. Não acho o telão fundamental, mas já que estava lá… Aproveito inclusive para agradecer o comentário do Júlio César no YouTube detalhando todas as músicas, o que me poupou horas de pesquisa e tentativas de identificar cada pedaço (muitas eu provavelmente nunca descobriria).

A “Life Will Change” do Persona 5 é impactante logo de início, mas não entendo muito bem a ideia de interromper o solo de guitarra do nada – ainda mais sendo esta tocada por ninguém menos do que Synyster Gates, da banda Avenged Sevenfold. Outro momento curioso é o solo do bizarro otamatone da Michaela Nachtigall (violinista da fantástica banda Tetrimino, que eu ainda preciso falar a respeito) durante a música de Super Mario World.

Pesquisando aqui e ali consegui descobrir todos os instrumentistas extras e, entre eles, destaco a Tina Guo, violoncelista chinesa que já tocou em várias trilhas de filmes (Mulher-Maravilha), games (Journey, Assassin’s Creed Syndicate, Call of Duty: Black Ops III) e até lançou no início deste ano um álbum solo com arranjos de músicas de jogos chamado Game On!.

Otamatone: Michaela Nachtigall
Guitarra: Synyster Gates
Violoncelo: Tina Guo
Flauta: Pedro Eustache
Baixo: Jerry Watts Jr.
Violino: Molly Rogers e Leah Zeger
Bateria: Satnam Ramgotra

“Life Will Change” (Persona 5) ~ “Main Theme” (Dragon Age Inquisition) ~ “Main Theme” (The Witcher 3: Wild Hunt) ~ “Main Theme” (The Last of Us) ~ “Opening Theme” (The Secret of Monkey Island) ~ “Botanic Panic” (Cup Head) ~ “Overworld” (Super Mario World) ~ “At Doom’s Gate” (Doom) ~ “Dragonborn” (The Elder Scrolls V: Skyrim) ~ “Journey” (Destiny 2) ~ “Techno Syndrome” (Mortal Kombat) ~ “Main Theme” (The Legend of Zelda)

– Overwatch

Não havia me atentado para a trilha sonora do popular FPS multiplayer da Blizzard, mas fui surpreendido por uma bela peça orquestral neste espaço dado ao GOTY 2016, ainda que bem diminuta. Ouvi mais melodias do que costumo encontrar nos outros jogos da casa. Como este número não é exatamente o que me motivou a fazer o post, confesso que não me dei ao trabalho de identificar as faixas executadas. Mas fica o registro.

– GOTY 2017

Diferentemente da abertura, que foi meio aleatória, este medley tinha um razão de existir e, para completar, as músicas de cada jogo foram tocadas por mais tempo e com imagens ilustrativas. Repetindo o que foi feito no Spike VGA 2012, foi apresentado um medley dos candidatos a GOTY. A diferença é que, dessa vez, a parte musical dos jogos é infinitamente mais interessante. Ver jogos tão recentes, com muitos representantes japoneses… Acho que não cometo nenhuma heresia se falar que eu senti um gostinho do extinto Press Start nessa miscelânea.

Logo de início, Tina Guo mostra a que veio no violoncelo, sendo acompanhada pouco depois pela flauta do venezuelano Pedro Eustache que confere uma sonoridade latina ao tema emotivo de Horizon Zero Dawn (de certa forma presente bem de leve no início da faixa original). Muito brevemente Eustache também brilha em Zelda, mas são os violinos é quem mais se destacam.

O que vem depois é o momento “para tudo”: Persona 5? Com orquestra? Com baixo elétrico? Uns anos atrás se me falassem que um jogo japonês como Persona 5 iria aparecer em uma apresentação ocidental dessas (ainda mais em um evento não focado especificamente em game music) eu não ia acreditar. Além dos violinos afiadíssimos da Molly Rogers e da Leah Zeger, eu mais uma vez preciso elogiar a participação de Eustache nesse momento. Na faixa original não tem nada parecido com flauta e é realmente surpreendente que uma composição moderna, ainda que japonesa, combinasse tanto com suas assopradas no ritmo da música. No próprio YouTube, Eustache comentou que ele mesmo desenhou e produziu em uma impressora 3D um bocal de uma Bulul (flauta oblíqua da Armênia) e o adicionou à sua flauta tranversal.

Em uma boa transição, o medley segue para o sucesso Playerunknown’s Battlegrounds com a música menos melódica da performance. Li muitos comentários irônicos de que o jogo nem sequer tem trilha sonora e, para completar, não consegui identificar a faixa (aparentemente, o tema do menu da atualização de novembro de 2017 é a que chega mais perto entre as faixas que escutei).

Eu já estava morto desde o Persona 5 quando observo incrédulo a Kate Higgins entrando para o palco para cantar a “Jump Up, Super Star!” que elogiei tanto no post passado. Seria perfeito se não fosse um detalhe. De maneira bastante suspeita, o sincronismo labial da cantora com a música não bate, e a performance vocal soa parecida demais com a original. Muito provavelmente, Higgins não se sentiu confiante o bastante para cantar ao vivo, embora parecesse estar com a letra na ponta da língua. Pelo menos, os metais e o baixo de Jerry Watts Jr. deram o tom na envolvente canção jazzística.

Violoncelo: Tina Guo
Flauta: Pedro Eustache
Baixo: Jerry Watts Jr.
Violino: Molly Rogers e Leah Zeger
Bateria: Satnam Ramgotra
Vocal: Kate Higgins

“Aloy’s Theme” (Horizon Zero Dawn) ~ “Main Theme” (The Legend of Zelda: Breath of the Wild) ~ “Rivers in the Desert” (Persona 5) ~ (Playerunknown’s Battlegrounds) ~ “Jump Up, Super Star!” (Super Mario Odyssey)

A maior ironia do evento, como muitos já comentaram no YouTube e no Twitter, é que NieR:Automata venceu o prêmio de melhor trilha sonora de 2017 e não teve nenhuma música tocada durante a apresentação (diferentemente de Doom em 2016). De qualquer forma, um jogo japonês ganhar esse prêmio ocidental também me parecia algo impossível uns anos atrás. Basta relembrar que na época do Spike VGA, trilhas como Shadow of the Colossus e Super Mario Galaxy nem sequer foram nomeadas. Ou nem precisa ir tão longe e ver que Bloodborne também não foi aventado nessa categoria. Tirando isso, fica na memória a boa impressão deixada pela The Game Awards Orchestra, que, a julgar pela descrição no site oficial, estreou neste ano para tocar em futuras edições do evento.

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Super Mario Odyssey e a magia jazzística de “Jump Up, Super Star!”


Por Alexei Barros

Neste 27 de outubro, mesmo dia em que saem outros dois pesos-pesados (Assassin’s Creed Origins e Wolfenstein II: The New Colossus), Super Mario Odyssey é lançado mundialmente para Switch em um 2017 que já vem sendo bastante atípico para a Nintendo (Mario e Zelda canônicos no mesmo ano, em menos de oito meses?).

Assim como meio mundo, desde o trailer da E3 2017 fiquei encantado com a “Jump Up, Super Star!”, música jazzística que difere dos padrões da série por ser cantada. Na época, porém, faltavam mais informações a respeito da canção, que felizmente vieram à tona.

No dia 20 de outubro, em mais uma medida fora de seus costumes, a Nintendo lançou a música digitalmente no iTunes em uma versão estendida e de melhor qualidade com direito a back vocals. O site da Nintendo permite baixar a versão convencional, que toca nos trailers.

A “Jump Up, Super Star!” não é composta pelo Mahito Yokota como imaginei de início, mas pelo novato Naoto Kubo. Veja você, um dos primeiros trabalhos dele foi como arranjador da “Final Fantasy VII Suite” com o Shota Nakama da Video Game Orchestra. Na Nintendo, ele já havia participado das trilhas de Super Mario Maker, Captain Toad: Treasure Tracker e The Legend of Zelda: Majora’s Mask 3D.

A cantora, por sua vez, é a americana Kate Davis, que também assina como Kate Higgins. Além de álbuns solo de jazz, ela já participou de alguns álbuns de animes como o VGMdb não me deixa mentir. Aparentemente, Kate Davis nunca fez um trabalho de destaque bombástico e é muito bom que sua voz agradabilíssima seja agora mundialmente conhecida em um jogo da Nintendo tão importante como Super Mario Odyssey.

Também chamo a atenção para uma curiosidade bizarra: a letra da “Jump Up, Super Star!” foi escrita em japonês por Nobuyoshi Suzuki, que atuou em Super Mario Odyssey como designer de som dos personagens. Os versos foram traduzidos para o inglês por integrantes da Nintendo of America. Antes de trabalhar na Nintendo, Suzuki teve uma passagem na From Software, onde compôs simplesmente a obra-prima “Ludwig, the Holy Blade” de BloodBorne e também participou da trilha de Dark Souls III. Fico me perguntando que jogo da Nintendo poderia se beneficiar do talento de Suzuki como compositor dada a genialidade da música avassaladora.

A “Jump Up, Super Star!” realmente caiu nas graças do público e no YouTube é possível ver covers das mais variadas formas. Mas, assim como fiz com o Arms, destaco uma excelente arranjo 8-bit que foi publicado com uma rapidez impressionante, em 23 de junho (ou seja, menos de uma semana depois da E3 2017, que acabou dia 15 de junho). Também coloco aí embaixo o já conhecido comercial com atores que mostram Mario de uma forma mais dançante do que estamos mais acostumados (a não ser por jogos como Dance Dance Revolution Mario Mix). A música da versão nipônica do mesmo comercial é interpretada em japonês por outra cantora, que não consegui descobrir quem é.

[ATUALIZAÇÃO] A Game Informer publicou uma entrevista com a Kate Davis, na qual ela conta detalhes interessantes sobre a sua trajetória como dubladora (Sakura em Naruto está entre os trabalhos mais conhecidos). O convite da Nintendo foi feito por uma recomendação de amigos e, depois que foi escolhida, Kate Davis ouviu uma versão de demonstração em japonês e fez a gravação baseando-se na partitura. A cantora nem sabia que a música seria usada em um comercial live action.

“Jump Up, Super Star!” (versão completa)

“Jump Up, Super Star!” (versão 8-bit por Bulby)

Comercial americano de Super Mario Odyssey

Comercial japonês de Super Mario Odyssey

[via VGMdb e 4Gamer.net]

Arms: um envolvente tema principal e sua deliciosa rendição 8-bit


Por Alexei Barros

O que eu ultimamente mais estou gostando de ver na Nintendo é o ímpeto para apostar em novas franquias, ainda mais numa época em que o mercado se mostra muito mais receptivo para novas IPs do que há 15 anos. E a parte mais interessante disso é ver compositores novatos da casa criando temas icônicos, o que antes parecia ser privilégio de nomes da velha guarda, como Koji Kondo e Hirokazu Tanaka (obviamente estou me limitando aos principais nessa rápida menção).

O caso mais recente dessa ousadia nintendista é Arms, jogo de luta cujo tema principal já me fisgou desde o vídeo de revelação do Switch em janeiro deste ano. Antes mesmo do lançamento do jogo, essa música já podia ser ouvida na íntegra.

Os atabaques, os apitos e o canto de torcida me trouxeram lembranças da já saudosa trilha do Mario & Sonic at the Rio 2016 Olympic Game, embora não tenham nenhum compositor em comum. Infelizmente, ainda não existe um álbum da trilha sonora de Arms para revelar os instrumentistas das músicas, já que o jogo é bem lacônico nos créditos, citando apenas a performance da Arms Band, além dos nomes dos compositores Atsuko Asahi e Yasuaki Iwata (os mesmos que trabalharam na magnífica trilha de Mario Kart 8).

De toda forma, a maioria da trilha de Arms passeia por variações desse tema, mas as faixas dos estágios reservam algumas surpresas, como o tema “Ninja College (Ninjara’s Stage)”, com solos de shamisen que me lembraram a “Daddy Mulk” do Ninja Warriors.

Além do tema principal que muitos já devem ter ouvido, deixo como recomendação esta excelente versão chiptune de autoria do Loeder, o que nos faz confundir a cabeça e imaginar que essa franquia poderia existir desde a geração 8-bit.

Orchestral Memories: fragmentos de Dark Souls em um concerto enigmático da Bandai Namco


Por Alexei Barros

No dia 4 de fevereiro – eu sei, quatro meses atrás -, aconteceu no Salle Pleyel em Paris, França, a estreia da série Dark Souls em um concerto oficial, o Orchestral Memories, uma apresentação dedicada às diversas franquias da Bandai Namco.

Eu queria poder falar mais detalhadamente do set list de um espetáculo surpreendente como esse, ainda mais no Ocidente e numa era pós-Press Start, mas as reportagens do evento falharam miseravelmente nesse aspecto, pincelando por cima os jogos (nem sequer as músicas) que apareceram no programa – é isso que acontece quando a apresentação não é realizada no Japão, onde detalham tudo. Por alto, deu para saber que também foram tocados números das séries Tales (que já teve dois concertos próprios recentemente), Soulcalibur, Tekken, God Eater, Pac-Man e Ace Combat (estava louco para ouvir!). Nomes da orquestra, do coral e do maestro são enigmas que eu não consegui desvendar.

Ao menos, um release de imprensa teve a dignidade de detalhar especificamente as faixas executadas da série Dark Souls. O maior destaque e a única, na realidade, orquestrada, é o tema principal “Dark Souls III” assinado pela Yuka Kitamura que toca na tela-título e no menu principal. Mesmo aparecendo tão brevemente no vídeo do fim do post, dá para arrepiar ao ouvir o solo vocal da soprano, reproduzindo com perfeição a performance da cantora Kokia na faixa original.

Embora tenha gostado do pouquíssimo que vi também por escolherem o jogo mais recente da série numa agilidade que lembrou o Press Start, eu me pergunto se a “Firelink Shrine” do primeiro Dark Souls não seria a composição mais apropriada para a estreia orquestrada da série. Mas pode ser uma sensação exclusivamente minha.

De qualquer forma, em uma rara participação em um concerto, Motoi Sakuraba, o principal compositor da série, esteve presente para tocar no piano dois outros temas: “Gwyn, Lord of Cinder” (tema do chefe final de Dark Souls… Isso é um spoiler?) e “Sir Alonne” (tema do chefe que aparece no DLC Memory of the Old Iron King de Dark Souls II).

A primeira, além de ser icônica e belíssima, já é originalmente um solo de piano e obviamente se justifica ser executada dessa forma – ainda mais pelo próprio Sakuraba! Agora a outra… Eu não consegui entender o motivo da escolha para um solo de piano. A música é pomposa e pede orquestra e coral, que de fato estavam disponíveis na ocasião. Fora que chama a atenção terem selecionado uma faixa tão específica de um combate opcional que aparece em um DLC no que é considerado por muitos (eu incluso) o pior jogo da série (o que não é um demérito tão grande, só não está no mesmo nível dos demais).

Dito isso, deixo dois vídeos sobre o concerto. O primeiro, da própria Bandai Namco, mostra declarações de fãs ao som da vinheta de introdução de Pac-Man, seguido pela performance do supracitado tema arrepiante de Dark Souls III. Depois, há rápidos flashes de Motoi Sakuraba ao piano e um pouco de God Eater, Tales, além de Sakuraba e Go Shiina no palco.

Já o segundo, do programa Nyûsu Show, mostra mais cenas do concerto, porém com músicas nas versões originais, não nas que foram tocadas na ocasião. Sakuraba e Shiina foram entrevistados, mas o único senão é o vídeo estar em francês.

Music Concert Summary

Nyûsu Show

[via Gamasutra, FragStorm e Gamergen]

Video Game Music in Concert: uma nova transmissão em vídeo direto da Alemanha

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Por Alexei Barros

Há tempos que não acontecia um concerto de games na Alemanha com transmissão em vídeo – a verdade é que o Symphonic Fantasies, lá em 2009, nos deixou mal acostumados. Depois do Symphonic Odysseys (2011), se não me engano, o último havia sido o Symphonic Selections (2013).

Esse hiato vai acabar com a transmissão em vídeo do Video Game Music in Concert, concerto com a Munich Radio Orchestra no Prince Regent Theatre em Munique, Alemanha. O espetáculo será conduzido pelo maestro Eckehard Stier, com moderação de Nino Kerl.

O programa será um mix de números já executados em outros concertos, mas com alguns segmentos curiosos, como  Angry Birds e Clash of Clans. Do pouco que vi no YouTube de transmissões de apresentações com outras temáticas, a captação de imagens é suprema.

Jonne Valtonen: Fanfare for the Common 8-bit Hero
Chris Huelsbeck: Turrican II: Concerto for Laser and Enemies
Nobuo Uematsu: Blue Dragon: Waterside
Ari Pulkkinen: Angry Birds – Medley
Nobuo Uematsu: Final Fantasy VI – Symphonic Poem
Jonne Valtonen: Albion Online – Medley
Ari Pulkkinen: Super Stardust – Medley
Martin Schiøler: Clash of Clans
Chris Huelsbeck: Great Giana Sisters- Suite

A récita está marcada o dia 1 de fevereiro, e o concerto vai começar às 16h30 no horário de Brasília. O link para a transmissão é este – inclusive há até uma contagem regressiva para o início do espetáculo.

[ATUALIZAÇÃO] No mesmo link da transmissão é possível ver a gravação do concerto na íntegra.

[via BR-Klassik Concert, Münchner Rundfunkorchester]

“Shadow of the Colossus Suite” – Shadow of the Colossus (Sagas – Orchestral Fantasy Music)

Por Alexei Barros

Passados mais de dez anos do lançamento de Shadow of the Colossus e apenas a algumas semanas da chegada do sucessor The Last Guardian, é impressionante o efeito que a trilha do jogo de 2005 ainda é capaz de provocar em nossos sentimentos. Essa sensação foi reforçada ao ver esta surpreendente e estonteante performance no concerto Sagas – Orchestral Fantasy Music, realizado em novembro, na Noruega, com músicas de filmes, seriados e games no programa.

Não que o jogo seja inédito em apresentações de game music. Acontece que, via de regra, os espetáculos costumam revisitar a “The Opened Way ~Battle With the Colossus~”, um dos mais populares temas de combate do jogo, ou então o tema do desfecho “Epilogue ~Those Who Remain~”. Em termos de escolhas de faixas, uma das poucas que fugiram do senso comum foi o concerto Score, com uma fantástica suíte apresentada em 2010.

A suíte do Sagas vai além emendando três faixas curiosamente incomuns nas performances que representam uma fração (no caso, 1/16) da experiência de Shadow of the Colossus, com a música misteriosa que dá o tom de suspense na busca pelo colosso, um tema de confronto com um dos gigantes, e a melodia melancólica que se escuta a cada triunfo no jogo. Como a peça segue essa ordem, não há uma necessidade tão urgente por transições mais elaboradas.

Sendo assim, a “Sign of the Colossus” é reproduzida com toda aura de mistério, mesmo que sem aproveitar a bela passagem pianística presente na faixa original. A impactante “Revived Power ~Battle With the Colossus~”, que só havia aparecido no Press Start 2007 e no A Night in Fantasia 2007 (não há registro dessa performance), surge de maneira majestosa e absoluta. Depois dos intensos arrepios, o batalhão de coristas ao fundo do palco entra em cena, entoando, suavemente, o coro angelical de “The End of the Battle”, que termina com toda a singeleza das cordas da Trondheim Symphony Orchestra, sob a regência do maestro Torodd Wigum. Simplesmente transcendental.

– “Shadow of the Colossus Suite”
“Sign of the Colossus” ~ “Revived Power ~Battle With the Colossus~” ~ “The End of the Battle”

Symphonic Fantasies Tokyo e Final Symphony ganham versões em vinil

Os vinis do Symphonic Fantasies Tokyo e do Final Symphony são itens de colecionador até para quem não tem uma vitrola

Por Alexei Barros

Apesar de a tendência atual ser de lançamentos digitais, é alentador surgir uma notícia como esta: Symphonic Fantasies Tokyo e Final Symphony, dois dos mais aclamados concertos de games, vão ser lançados em vinil. Ambos já haviam sido publicados em CD, mas, como os puristas bem sabem, o vinil garante uma reprodução de áudio muito mais orgânica.

O Symphonic Fantasies Tokyo foi gravado ao vivo no Japão em 2012, com performance da Tokyo Philharmonic Orchestra e do Tokyo Philharmonic Chorus e repertório com músicas de Kingdom Hearts, Secret of Mana, Chrono Trigger/Cross e Final Fantasy. Já o Final Symphony foi gravado no Abbey Road Studios com músicas de Final Fantasy VI, VII e X executadas pela London Symphony Orchestra.

Ambos os concertos estão disponíveis em um pacote de luxo com três vinis cada e possuem belas capas ilustradas. Cada um custa US$ 45 (fora impostos e outros gastos), mas podem ser adquiridos em conjunto por US$ 80.

Os dois espetáculos também foram relançados com esse acabamento de luxo em CD. Cada álbum duplo sai por US$ 15, ao passo que juntos custam US$ 25.

Os vinis e os CDs vão ser lançados em dezembro e já estão disponíveis para pré-venda no site da publicadora Laced Records.

Os dois álbuns em CD também ganharam novas ilustrações

[via release de imprensa]


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