Archive for the 'News' Category

Project Octopath Traveler: um tema de combate imbatível


Por Alexei Barros

Uma das grandes promessas para o Switch em 2018, Project Octopath Traveler inicialmente me chamou mais a atenção pelo visual retrô. Por mais que todo J-RPG da Square Enix seja candidato a ter uma grande trilha sonora pelas tradições do estúdio, eu não estava tão interessado nesse aspecto sonoro do jogo até ouvir o tema de batalha exibido no vídeo abaixo.

A música bastante empolgante, com reminiscências de Bravely Default e jdk Band, é ilustrada por cenas dos instrumentistas gravando a trilha em estúdio. Em casos assim, a primeira coisa que busco saber é o compositor e, para minha surpresa, surgiu o nome de Yasunori Nishiki, que não conhecia. Porém, bastou ver o currículo dele para ver que esse não é um trabalho tão fora da curva assim. Antes de ser freelancer, ele trabalhou na Konami, onde foi o autor de trilhas da série Quiz Magic Academy, que tem músicas orquestradas fantásticas. Fico no aguardo do anúncio do álbum da trilha original, que ainda não foi confirmada.

[via VGMO]

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Novo álbum Streets of Rage Perfect Soundtrack traz três músicas inéditas

Por Alexei Barros

Quando parecia que a coletânea Bare Knuckle Original Soundtrack da Wave Master seria o lançamento definitivo da série, eis que surge o álbum Streets of Rage Perfect Soundtrack publicado pela Wayô Records no dia 15 de dezembro. O CD traz, além da trilha sonora do primeiro Streets of Rage, três músicas inéditas que não foram aproveitadas na ocasião.

De acordo com o depoimento do Yuzo Koshiro no encarte, as composições eram muito similares às fontes de inspiração e nem chegaram a ser finalizadas. Ele também sugere que os fãs tentem imaginar quais fontes de inspiração eram essas.

Eu aprecio esse tipo de material que parece ter sido guardado em uma cápsula do tempo, porque foi algo feito naquele contexto e que não veio a público, não uma composição nova e influenciada que tenta replicar as características da época – seja do próprio compositor ou de um discípulo. O Yuzo Koshiro particularmente é pródigo em fornecer esse conteúdo, haja vista o álbum Misty Blue (1991) que traz faixas não aproveitadas de ActRaiser.

Por algum motivo desconhecido, o canal Spiele Soundtracks já havia publicado a trinca de músicas inéditas antes mesmo do lançamento do álbum. É o caso de aproveitar. Vai que sai do ar…

“Rave Dance in the City”

“Skyscraper Night”

“Quiet Insanity”

Aniversário de 30 anos de Super Mario Bros. será comemorado em espetáculo

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Por Alexei Barros

Como vem sendo frequente no aniversário de suas séries mais importantes, a Nintendo tem aproveitado datas especiais para fazer apresentações musicais. Depois de Zelda e Fire Emblem, agora é a vez de Mario ter um espetáculo dedicado.

Super Mario Bros., um dos jogos mais icônicos, revolucionários e influentes da história completa 30 anos em 2015. Para celebrar essa efeméride, serão feitas duas apresentações do Super Mario Bros. 30th Anniversary Live no Japão: dia 20 de setembro em Osaka, e 21 do mesmo mês em Tóquio. No entanto, diferentemente de Zelda e Fire Emblem, cujos espetáculos são concertos com orquestra, o evento do Mario será com uma banda que ficou conhecida por Super Mario Special Band. Seus integrantes:

Super Mario Special Band
Direção musical e teclado: Masanori Sasaji
Baixo: Shingo Tanaka
Bateria: Senri Kawaguchi
Guitarra: Kenji Kitajima
Percussão: Asa-Chang
Trompete: Koji Nishimura e Luis Valle
Trombone: Eijiro Nakagawa
Trombone baixo: Katsuhisa Asari
Saxofone: Osamu Yoshida, Takuo Yamamoto e Ryoji Ihara
Violino: Toshihiro Nakanishi

Muitos dos nomes são desconhecidos para mim, mas dois deles me chamaram a atenção. Shingo Tanaka é o baixista de suporte que vem tocando com o T-Square desde o álbum Blood Music (2006). Embora ele não seja um integrante fixo da banda, Tanaka chegou até a fazer parte da T-Square Super Band formada para o disco Smile (2013), lançado em comemoração dos 35 anos da banda.

O outro nome que se destaca é a Senri Kawaguchi. Com apenas 18 anos de idade, essa baterista já toca em apresentações de J-Fusion com os maiores nomes do gênero, como o baixista Tetsuo Sakurai (ex-Casiopea). Ela inclusive forma a dupla Kiyo*Sen com a Kiyomi Otaka, atual tecladista do Casiopea. Outros instrumentistas são velhos de guerra em gravações de trilha como o próprio tecladista Masanori Sasaji, além do trompetista Koji Nishimura e do trombonista Eijiro Kakagawa.

Com tanta gente boa, é certeza que a performance será fantástica. Só espero que liberem vídeos, como a Nintendo de fato tem feito em shows similares realizados recentemente.

Grato ao MajoraMan28 por me repassar essa novidade.

[via Nintendo Everything, Super Mario Bros. Anniversary 30th Live]

Game Music Tribute Live: mais um novo Game Music Festival?


Por Alexei Barros

Repito a dizer: lá para, 2005, 2006, quando soube da existência da série de shows Game Music Festival, além de me lamentar eternamente pela falta de gravações lançadas das apresentações, também havia uma espécie de conformismo de que os compositores de game music jamais voltariam a formar bandas e subir no palco para tocar suas músicas… Ainda mais porque o pessoal daquela época saiu de cena, ou melhor, das produtoras onde trabalhavam e, quando muito, viraram freelancers. Mas não é que, depois do Japan Game Music Festival realizado em julho, vamos ter OUTRO show com bandas japonesas de game music em 2013? Com vocês, o Game Music Tribute Live, que vai acontecer dias 2 e 3 de agosto.

Ao mesmo tempo em que fiquei satisfeito de ler nomes como jdk Band, Zuntata, Crush 40 e [H.] no programa do JGMF 2013, também senti a ausência de algumas bandas. É não é que justamente as que faltaram no JGMF 2013 vão estar no Game Music Tribute Live? Só me pergunto por que eles não juntam tudo e fazem um show ainda maior, mas cada um deve ter os seus motivos…

A maior surpresa, definitivamente, é o retorno da Gamadelic, a banda da falecida Data East. Apenas peço que ouça a “SHOOOT!!” (do Windjammers) ou então a “Operations Thunder Zone” (do Thunder Zone) para ver como era o som dos caras – um hard rock de primeira qualidade. Só imagino essa competência com uma sonoridade mais moderna. Por favor, lancem álbuns. Eles voltaram para valer mesmo, com direito a site oficial, Facebook e Twitter. E até publicaram no YouTube um vídeo promocional com clipes antigos que eu nunca imaginei que veria na vida:

O JGMF 2013 não tinha a Blind Spot? Aqui está ela, a antiga S.S.T. Band. Aliás, é incrível pensar que a Sega consegue ter TRÊS bandas diferentes tamanha é a sua fartura musical. Impressionante. O JGMF 2013 não tinha o Motoaki Furukawa? Aqui está ele, com a Voyager, fazendo a vez da extinta Kukeiha Club da Konami. Seria muito pedir que ele voltasse a usar o timbre de 1992 (de músicas como a “Fantastic Offroader” do Sound Locomotive), que incrivelmente soa mais atual do que ele vinha usando nos álbuns mais recentes? (Ainda bem que é a primeira vez que falo isso). Eu confesso que nunca entendi muito a razão de existir o Koji Hayama com suas músicas excêntricas para a série Cho-Aniki, mas ele também chegou a tocar no Game Music Festival 94 e vai estar aqui. Meh…

O detalhe é que o site ainda tem um espaço vago com a mensagem “Here comes a new artist!”… Não me diga que é a Alph Lyla da Capcom? Ou então a… Shinsekai Gakkyoku Zatsugidan Special Band da SNK? Melhor não sonhar muito alto porque sei de pessoas que enfartariam caso isso acontecesse.

Para completar, o Game Music Tribute Live também vai ter a participação de quatro cantoras J-pop: Chisa Yokoyama, Mami Kingetsu, Junko Noda e Haruka Shimotsuki. Com exceção da última, que cantou, sei lá, milhões de músicas para jogos diferentes, as outras três são nomes relativamente conhecidos da colossal discografia da série Tokimeki Memorial e tiveram vários álbuns lançados pela Konami (vários deles com músicas originais, sem relação com jogos).

Só vai ser chato acontecer tudo isso e não ser lançada nenhuma gravação…

[via Game Music Tribute Live]

A revelação de Donkey Kong Country: Tropical Freeze e o retorno de David Wise à composição

Por Alexei Barros

Eu me lembro do choque que foi o anúncio do regresso de Donkey Kong Country na E3 2010… Por mais que houvesse outros jogos do gorila de gravata vermelha nos anos 2000, eu era órfão da trilogia DKC que abrilhantou o SNES de 1994 a 1996. DKC Returns veio para Wii em 2010 e pude constatar (mesmo com algum tempo de atraso) o talento da Retro Studios em manter a essência da trinca de jogos criados pela Rare.

Três anos depois, sem aquela tradicional apresentação gigante realizada pelas fabricantes de consoles, a Nintendo revelou a nova sequência em sua conferência online Nintendo Direct comandada pelo presidente da empresa, Satoru Iwata. Eu disse nova? Não sei se era porque estava meio por fora ou se a edição do vídeo não fez por merecer as novidades, quando o jogo foi apresentado, eu imaginei que, por qualquer motivo, eles ainda estavam falando do Donkey Kong Country Returns 3D, versão do supracitado jogo para 3DS lançada em maio de 2013.

Só fui me ligar que era um jogo novo quando o Donkey Kong entrou na água, uma vez que não havia seções subaquáticas no DKC Returns, diferentemente da trilogia original 16-bit. Sei que é toperice minha, mas eu achei os dois jogos, o DKC Returns e o recém-anunciado Donkey Kong Country: Tropical Freeze, também desenvolvido pela Retro Studios, muito parecidos visualmente. A mim, à primeira vista, não pareceu haver aquele frescor de continuações como Super Mario Galaxy 2 e o próprio Donkey Kong Country 2. Isso que eu não tenho nada contra continuações (desde que elas respeitem o bom senso). Outra novidade foi a inclusão de Dixie Kong como personagem auxiliar de Donkey Kong, além do Diddy. Tudo leva a crer que o jogo manterá a ideia de deixar um símio ajudante nas costas, da mesma maneira que no primeiro DKC Returns.

Mas a melhor novidade foi revelada depois da Nintendo Direct, no estande da produtora na E3, com a confirmação de David Wise como compositor do jogo. Na época de sua revelação, o DKC Returns teve o nome de Kenji Yamamoto anunciado para esse cargo, mas os créditos também deram os nomes de Minako Hamano, Masaru Tajima, Shinji Ushiroda e Daisuke Matsuoka, sem especificações de funções. Nem mesmo o encarte do álbum da trilha sonora Donkey Kong Returns Original Sound Track permite saber quem são os compositores e os arranjadores. Seja como for, nem de longe, nem mesmo utilizando músicas antigas arranjadas, a trilha do Returns causou o impacto das trilhas do DKC 16-bit. Eles já deveriam tê-lo chamado na ocasião, já que Wise saiu da Rare e nada impediria que ele voltasse de onde nunca deveria ter saído. DKC sem David Wise é Mario sem Koji Kondo ou Chrono sem Yasunori Mitsuda. Agora, com o regresso de Wise a um jogo que lembra os seus bons tempos da Rare, a história é totalmente diferente e já sonho com composições novas do nível de “Aquatic Ambiance” e “Stickerbush Symphony”.

[ATUALIZAÇÃO] A Nintendo também liberou um vídeo com declarações do produtor Kensuke Tanabe, falando mais sobre as novidades do jogo. Além da Dixie e do Diddy, haverá um terceiro personagem secundário ainda não revelado.

[via GoNintendo, WiiClube]

Soul Sacrifice: para ouvir sem nenhum sacrifício

Por Alexei Barros

Há uns 10 anos, ter uma trilha orquestrada em um jogo para consoles de mesa não era comum. Em 2006, eu me lembro do quão surpreendente foi o ouvir o tema de abertura orquestrado do remake do Final Fantasy III para Nintendo DS. Hoje já é algo tão convencional que jogos portáteis apresentam não só uma música, mas a trilha inteira gravada por instrumentistas de verdade.

Um bom exemplo desses novos tempos é o RPG de ação Soul Sacrifice, uma nova empreitada de Keiji Inafune fora dos domínios da Capcom para o PS Vita. Já saiu no Japão, aqui chega dia 30 de abril. O álbum com as músicas Soul Sacrifice Original Soundtrack aterrissa dia 13 de março, vulgo amanhã, e é justamente esse o motivo do post.

Assinada por uma inusitada dobradinha de Wataru Hokoyama (Afrika, Resident Evil 5) e Yasunori Mitsuda (Chrono, Xenogears etc.), a trilha foi gravada no Skywalker Sound nos EUA e, ao que tudo indica, a Skywalker Symphony Orchestra, formada por músicos freelancers de São Francisco, realizou a performance. Não dou certeza porque foram feitos três vídeos para promover só essa parte de áudio do jogo, mas nenhum deles confirma mesmo que foi essa a orquestra utilizada – não é só a Skywalker Symphony que grava no Skywalker Sound. Ambos os compositores já lidaram com orquestras desse naipe (Hollywood Studio Symphony no caso do Afrika e RE5 e London Philharmonic Orchestra no XenoSaga) e dessas proporções – segundo a Famitsu, foram mais de 100 instrumentistas.

Enquanto o primeiro vídeo dá um panorama geral, o segundo mostra uma impactante composição do Hokoyama e o terceiro uma música do Mitsuda – com guitarra e coral, mas só em áudio, em uma faixa fora dos padrões dele. O quarto, caso você não tenha visto, mostra os compositores comentando o trabalho no evento de revelação do jogo realizado em maio de 2012.

Enfim, estamos de olhos e ouvidos atentos.

The Music of Soul Sacrifice

“Beginning of the End” – Wataru Hokoyama

“Melody of the Souls – main theme” – Yasunori Mitsuda

Soul Sacrifice Presentation Summary

Segata Sanshiro ressurge em show da [H.]

Por Alexei Barros

Quem acompanhou os passos finais da Sega como fabricante de consoles na era Saturn, deve se lembrar do saudoso Segata Sanshiro, o herói-propaganda interpretado por Hiroshi Fujioka que estrelou diversos comerciais promovendo o videogame 32-bit. A Sega levou o negócio tão a sério que Segata veio a falecer em um dos comerciais, encerrando uma carreira, o mito, a lenda até que…

Em 2013, a [H.], a atual banda da Sega – não confunda com a recém-retomada Blind Spot -, vai fazer um show com o Segata Sanshiro que será transmitido via Nico Live… Mas não se anime muito, porque a transmissão é paga. Nem sequer há pistas sobre o set list, mas tudo leva a crer que será tocado o eterno hino “Sega Saturn, Shiro!”, desta vez na companhia da banda formada por Takenobu Mitsuyoshi, Hiro e outros comparsas. Com sorte, alguém poderá compartilhar depois algum trecho do show, o que, se acontecer, evidentemente avisarei neste espaço tão pouco atualizado.

Espero também que o show sirva para dar uma animada na [H.], que depois do lançamento do álbum Sega Sound Unit [H.] 1st Album, está meio parada, chegando ao cúmulo de não ter feito nenhum arranjo nas coletâneas da Sega em 2012.

[via Game Watch]


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