Posts Tagged 'Koji Kondo'

Aniversário de 30 anos de Super Mario Bros. será comemorado em espetáculo

sp_01_top_01
Por Alexei Barros

Como vem sendo frequente no aniversário de suas séries mais importantes, a Nintendo tem aproveitado datas especiais para fazer apresentações musicais. Depois de Zelda e Fire Emblem, agora é a vez de Mario ter um espetáculo dedicado.

Super Mario Bros., um dos jogos mais icônicos, revolucionários e influentes da história completa 30 anos em 2015. Para celebrar essa efeméride, serão feitas duas apresentações do Super Mario Bros. 30th Live no Japão: dia 20 de setembro em Osaka, e 21 do mesmo mês em Tóquio. No entanto, diferentemente de Zelda e Fire Emblem, cujos espetáculos são concertos com orquestra, o evento do Mario será com uma banda que ficou conhecida por Super Mario Special Band. Seus integrantes:

Super Mario Special Band
Direção musical e teclado: Masanori Sasaji
Baixo: Shingo Tanaka
Bateria: Senri Kawaguchi
Guitarra: Kenji Kitajima
Percussão: Asa-Chang
Trompete: Koji Nishimura e Luis Valle
Trombone: Eijiro Nakagawa
Trombone baixo: Katsuhisa Asari
Saxofone: Osamu Yoshida, Takuo Yamamoto e Ryoji Ihara
Violino: Toshihiro Nakanishi

Muitos dos nomes são desconhecidos para mim, mas dois deles me chamaram a atenção. Shingo Tanaka é o baixista de suporte que vem tocando com o T-Square desde o álbum Blood Music (2006). Embora ele não seja um integrante fixo da banda, Tanaka chegou até a fazer parte da T-Square Super Band formada para o disco Smile (2013), lançado em comemoração dos 35 anos da banda.

O outro nome que se destaca é a Senri Kawaguchi. Com apenas 18 anos de idade, essa baterista já toca em apresentações de J-Fusion com os maiores nomes do gênero, como o baixista Tetsuo Sakurai (ex-Casiopea). Ela inclusive forma a dupla Kiyo*Sen com a Kiyomi Otaka, atual tecladista do Casiopea. Outros instrumentistas são velhos de guerra em gravações de trilha como o próprio tecladista Masanori Sasaji, além do trompetista Koji Nishimura e do trombonista Eijiro Kakagawa.

Com tanta gente boa, é certeza que a performance será fantástica. Só espero que liberem vídeos, como a Nintendo de fato tem feito em shows similares realizados recentemente.

Grato ao MajoraMan28 por me repassar essa novidade.

[via Nintendo Everything, Super Mario Bros. 30th Live]

Press Start 2015: o começo do fim

menu_logoPor Alexei Barros

Mais ou menos nesta época do ano começo a ficar na expectativa por novidades da edição anual do Press Start. Mas preciso me acostumar com a ideia de que isso acontecerá pela última vez. Sim, o Press Start vai acabar. De maneira impressionante, o espetáculo se manteve na ativa durante nove anos, mas a récita de 2015 será a décima e derradeira.

O Press Start 2015 acontecerá em duas apresentações no dia 8 de agosto, com a orquestra e o anfiteatros mais recorrentes durante todo esse tempo: a Kanagawa Philharmonic Orchestra, que tocou em 2008, 2010, 2011 e 2014 no Tokyo Metropolitan Art Space, que sediou o espetáculo em 2009, 2010, 2013 e 2014.

Com esse clima de despedida, os organizadores não parecem ter se esforçado muito para introduzir novidades bombásticas. O set list é baseado em grandes hits dos anos passados e, sem esconder o jogo, todos os segmentos aparentemente foram revelados.

– Super Mario Bros.

ps2015_marioCusto a acreditar que aquele mesmo segmento do Orchestral Game Concert já executado em 2009 e 2013 no próprio Press Start vai aparecer de novo. Apesar dessa repetição, devo ressaltar que a série de concertos foi a que se manteve mais atualizada em relação a novos jogos do Mario, com segmentos de New Super Mario Bros. Wii e Super Mario Galaxy 2, embora tenha faltado o Super Mario 3D Land.

– Oreshika: Tainted Bloodlines

ps2015_oreshikaEssa é a única novidade de fato do programa de 2015, para deixar como lembrança a rapidez com que jogos japoneses apareciam no repertório. Trata-se de um J-RPG lançado para PS Vita que inclusive saiu no Ocidente em março de 2015. Ele é uma sequência do Ore no Shikabane wo Koete Yuke, RPG do PlayStation que já teve seu segmento no Press Start 2009, com a participação da cantora Lioko Kihara.

– Xenoblade Chronicles

ps2015_xenobladeExecutado em 2011 e 2013, o segmento do RPG para Wii até teve uma excelente apresentação própria. Ainda fico me perguntando como vou jogar esse jogo dada a dificuldade para conseguir uma cópia. E lamento que nenhum concerto tocará tão cedo alguma música do sucessor Xenoblade Chronicles X para Wii U, com a trilha de Hiroyuki Sawano – inclusive ainda devo um post sobre isso.

– Mother

ps2015_motherO RPG para Famicom criado por Shigesato Itoi já apareceu no Press Start 2010 e 2013 em um medley com as belas músicas compostas por Keiichi Suzuki e Hirokazu Tanaka. Os japoneses realmente parecem gostar muito do jogo e da trilha, o que não parece ser motivação suficiente para Itoi cogitar fazer um novo título da série.

– The Legend of Zelda

ps2015_zeldaNão está muito claro exatamente qual segmento de Zelda será tocado neste ano, já que a série apareceu em diferentes números ao longo dos anos. A julgar pela imagem do jogo para NES no site, deve ser um arranjo dos mais mastigados com o icônico tema principal assinado por Koji Kondo. Uma pena que com o fim do Press Start, diminuem as chances de aparecer tão cedo um segmento do próximo e aguardadíssimo jogo para Wii U.

– Rhythm Heaven

ps2015_rhythmO público realmente parece gostar desse segmento interativo do jogo de ritmo para Nintendo DS à la Video Games Live já tocado em 2009, 2010 e 2013. Tanto que o jogo seguinte da série, Rhythm Heaven Fever (Wii, 2012) passou batido e o vindouro Rhythm Tengoku: The Best Plus (3DS, 2015) provavelmente teria o mesmo caminho.

– Classical Music Medley

ps2015_classicTrata-se de uma miscelânea com músicas eruditas utilizadas em jogos. Apareceu no Press Start 2011 e sua gravação em áudio chegou a ser disponibilizada para apreciação no site oficial. Mas negligentemente eu não ripei na ocasião e a tiraram do ar. Não era algo fora de série, levando em conta que essas músicas são executadas pelas melhores orquestras do mundo e as transições não eram elaboradas, mas é um registro que se perdeu.

– Final Fantasy VIII

ps2015_ff8Outra novidade… Ou perto disso. Desde a primeira edição, o Press Start sempre teve um segmento da série, mas sempre eram reprises, até que em 2011 o concerto tocou um medley inédito de FFIV. Em 2012, o segmento do FFXI também foi novo. FFVIII nunca tinha aparecido antes no Press Start, e o texto cita as músicas “Eyes On Me” e a “The Man With the Machine Gun”. Apesar de as duas faixas já terem sido arranjadas – a primeira inclusive ganhou uma versão orquestrada no Final Fantasy Orchestral Album -, não existe um único número que inclua as duas, o que me leva a acreditar que se trata de um arranjo novo.

– Legend of Mana

ps2015_seikenA aparição do RPG do PlayStation no Press Start 2012 me surpreendeu na ocasião porque é de uma série deixada de lado pela Square Enix. Resta saber se o medley terá a fantástica “Song of Mana” cantada como na estreia ou instrumental, como na reprise em 2013.

– Chrono Trigger e Cross

ps2015_chronoFalando em Square Enix e em séries escanteadas… Provavelmente, o concerto tocará o mesmo medley executado no Press Start 2010 e 2013. A série também apareceu no Press Start 2008, mas em uma seleção de faixas diferente. Bacana, mas depois do que foi feito no Symphonic Fantasies é difícil que outro arranjo consiga chamar a atenção. Precisa ser muito inusitado, como este medley da Brass Exceed Tokyo.

– Shadow of the Colossus

ps2015_wandaPor incrível que pareça, a trilha magnânima de Kow Otani teve uma aparição única na série, sendo lembrada apenas no Press Start 2007 em um medley bem simples com a  “Revived Power ~ Battle With the Colossus” e a “Grotesque Figures ~ Battle With the Colossus~”. Aproveito a ocasião para soltar um desabafo: ando cansado de ler e ouvi dizer que “jogo X foi inspirado por Shadow of the Colossus” ou “jogo Y tem influências de ICO”. Queria algo direto da fonte, do Fumito Ueda. Puxa vida, Shadow of the Colossus vai comemorar dez anos em 2015. Será que é muito sonhar com The Last Guardian para esta E3 2015 ou é mais fácil eu acreditar no anúncio de um novo console da Sega?

[via PRESS START]

Interview with Thomas Boecker, game concert producer in Germany (part 1 of 2)

By Alexei Barros

At the end of last year, the London Symphony Orchestra recorded Final Fantasy Symphony, an album with arrangements from Final Fantasy VI, VII and X. The album release, which for now will happen only in digital format with X5 Music Group distribution, was promised for the beginning of 2015. But the release date was already revealed: February 23rd, a week from today.

Taking advantage of the occasion, I bring an interview with the producer of this concert and responsible for Merregnon Studios, Thomas Boecker, that produces game concerts since 2003. He is known for various pioneering events in that area, like First Symphonic Game Music Concert (2003), the first game concert released outside Japan; Symphonic Shades (2008), the first game concert with live radio broadcasting; and, more notoriously, Symphonic Fantasies (2009), the first game concert with live video transmission. Just to name a few.

Besides the production of Symphonic Game Music Concert series in Leipzig (2003-2007) and the tetralogy Symphonic Shades, Fantasies, Legends and Odysseys in Cologne (2008-2011), Boecker was the coordinator of the albums Vielen Dank (2007) and drammatica (2008) and consultant of the world tours Play! A Video Game Symphony (2006 to 2007) and Distant Worlds: music from Final Fantasy (2007 to 2011).

Since 2008 I have exchanged e-mails with Boecker. And it surprised me that, back then, he told me he reads Hadouken – after all, the blog posts are written in Portuguese. I feel that I should have done this interview previously, but the moment has come.

In the interview, I preferred to focus on specific curiosities about the concerts, which helps to show how it is laborious to create concerts with new arrangements, but it is very rewarding. This is just the first part of the interview – the second part will be published next week. To help possible foreign readers, this interview will also be published in English.
Continue lendo ‘Interview with Thomas Boecker, game concert producer in Germany (part 1 of 2)’

Entrevista com Thomas Boecker, produtor de concertos de games na Alemanha (parte 1 de 2)

Por Alexei Barros

No final do ano passado, a London Symphony Orchestra gravou no Abbey Road Studios o Final Fantasy Symphony, álbum com arranjos de Final Fantasy VI, VII e X. O lançamento do álbum, que, a princípio será feito no formato digital com distribuição da X5 Music Group, estava prometido para o começo de 2015. Mas já foi revelada a data: 23 de fevereiro, daqui a uma semana.

Aproveitando a ocasião, trago uma entrevista com o produtor desse espetáculo e responsável pela Merregnon Studios, Thomas Boecker, que produz concertos de games desde 2003. Ele é conhecido por diversos pioneirismos nessa área, como o First Symphonic Game Music Concert (2003), primeiro concerto de games realizado fora do Japão; Symphonic Shades (2008), primeiro concerto de games transmitido ao vivo pelo rádio; e, mais notoriamente, o Symphonic Fantasies (2009), primeiro concerto de games com transmissão ao vivo em vídeo. Apenas para citar alguns.

Além de produzir a série Symphonic Game Music Concert em Leipzig (2003-2007) e da tetralogia Symphonic Shades, Fantasies, Legends e Odysseys em Colônia (2008-2011), Boecker foi o coordenador dos álbuns Vielen Dank (2007) e drammatica (2008) e consultor das turnês mundiais Play! A Video Game Symphony (2006 a 2007) e Distant Worlds: music from Final Fantasy (2007 a 2011).

Desde 2008 tenho trocado e-mails com Boecker, que me surpreendeu na ocasião quando ele me disse que acompanhava o Hadouken – afinal, os posts do blog são escritos em português. Sinto que deveria ter feito essa entrevista anteriormente, mas enfim chegou o momento.

Na entrevista, preferi me focar em curiosidades específicas sobre os concertos, o que ajuda a mostrar o quanto é trabalhoso criar espetáculos com arranjos novos, mas é muito recompensador. Esta é apenas a primeira parte da entrevista – a outra será publicada daqui a uma semana. Para facilitar a vida de possíveis leitores estrangeiros, a entrevista também está sendo publicada em inglês.

Continue lendo ‘Entrevista com Thomas Boecker, produtor de concertos de games na Alemanha (parte 1 de 2)’

“Super Mario Suite” – Super Mario Bros., Super Mario Bros. 3, Super Mario World, Super Mario 64, Super Mario Galaxy e Super Mario Galaxy 2 (Score 2013)

Por Alexei Barros

Algumas das mais obscuras performances orquestrais de game music acontecem nos concertos produzidos pelo jornalista de games Orvar Säfström na Suécia. Sem perfumarias e grandes invenções, são espetáculos com muitos arranjos próprios, como é o caso desta “Super Mario Suite”, executada na apresentação Score de 2013.

O aspecto mais curioso do segmento é o que me parece ser uma completa aleatoriedade da seleção de faixas, misturando músicas da era clássica (nada de Super Mario Bros. 2, como de costume), com a era orquestrada da vertente Galaxy. A parte boa disso é que assim surgem arranjos de composições pouco homenageadas, como a “Underwater” do Super Mario World e a “Fortress” do Super Mario Bros. 3 – não foi desta vez que a “Enemy Battle” e a “Fortress Boss” foram lembradas, contudo. Mas o negócio chega a ser tão bizarro que o arranjo começa pelos temas de encerramento…

Ao menos o início da “Super Mario Galaxy” serve muito bem como peça de abertura, até porque ela começa com a vinheta da tela-título. Só não faz muito sentido a “Ending” do Mario original aparecer logo depois em uma bela participação dos metais e sem nenhuma transição… Com a flauta e depois as cordas, a citada “Underwater” do SMW é reproduzida com toda a beleza que tem direito. Subitamente, surge a lúdica “Title” do mesmo jogo, seguida pela “Opening” do Super Mario 64. Apesar de ser muito icônica, sem a “Main Theme” ela parece não fazer muito sentido aí no meio.

Agora sim com uma boa transição, surge a simpática “Starship Mario” e a “Super Mario Galaxy 2″, que é simplesmente fabulosa. Depois disso, há um trecho sombrio aparentemente de transição (e não arranjo de alguma faixa), com a batida “Underworld”, logo sucedida pela “Castle” do primeiro jogo nas cordas nervosas que dá lugar à “Fortress” do Mario 3 com o peso dos metais e da percussão. Esse trecho é espetacular, o que me faz aumentar a vontade de um dia ouvir uma suíte só com músicas do Super Mario Bros. 3. Meio que do nada, logo chega a “Kinopio’s House” e mais aleatoriamente ainda a “Wind Garden”. Quando parecia acabar por aí, a  Gotheburg Symphony Orchestra toca as rendições de “Underwater” e “Overworld”, que ao menos foi arranjada em uma releitura mais diferente do usual, de maneira bem criativa, algo que pode ser notado na empolgação do maestro Charles Hazlewood. Concluindo esse medley sem muito pé nem cabeça, a “Course Clear” é tocada em um crescendo.

Valeu a iniciativa, mas o arranjo poderia ser muito melhor se focasse em mais músicas ingame além das óbvias do primeiro Mario, já que muitas músicas escolhidas são de tela-título e encerramento.

-“Super Mario Suite”
Originais: “Super Mario Galaxy” (Super Mario Galaxy) ~ “Ending” (Super Mario Bros.) ~ “Underwater” ~ “Title” (Super Mario World) ~ “Opening” (Super Mario 64) ~ “Starship Mario” ~ “Super Mario Galaxy 2″ ~ (Super Mario Galaxy 2) ~ “Underworld” ~ “Castle” (Super Mario Bros.) ~ “Fortress” ~ “Kinopio’s House” (Super Mario Bros. 3) ~ “Wind Garden” (Super Mario Galaxy) ~ “Underwater” ~ “Overworld” ~ “Course Clear” (Super Mario Bros.)

“The Legend of Zelda 25th Anniversary Medley” – Zelda, Zelda: A Link to the Past, Zelda: Ocarina of Time, Zelda: The Wind Waker, Zelda: Spirit Tracks (Play! 2011 em Virginia)

Por Alexei Barros

Demorei tanto tempo para postar este vídeo que o Play! A Video Game Symphony nem existe mais: a turnê foi reformulada e rebatizada para rePLAY Symphony of Heroes, que algum dia comento melhor. É mais para tapar uma lacuna.

Não consegui encontrar uma informação precisa, mas, a julgar pelo site do maestro Andy Brick, o concerto em Virginia realizado em julho de 2011 foi o último do Play!. Naquela época, o arranjador Chad Seiter ficou encarregado das novas releituras de Mario, Zelda, Castlevania e Metroid. Falei de todos esses, menos do Zelda.

Como o nome diz, o medley foi feito por ocasião dos 25 anos de Zelda e depois herdado pela turnê The Legend of Zelda: Symphony of the Goddesses, a qual eu mal comentei por aqui. É sempre um desafio pegar algumas músicas dentro de um universo de composições geniais e fazer um medley de 8 minutos capaz de representar essa série em um programa com diversos outros jogos. Mesmo sabendo disso, o segmento tem uma seleção de faixas meio aleatória, deixando um gosto amargo pela falta de inspiração com que as músicas foram arranjadas.

“Triforce Chamber” é uma escolha inusitada para o medley, mas funcionou bem como faixa introdutória em seus poucos segundos. Mais curiosa é a seleção seguinte: a “Steam Train Field 2″ do Spirit Tracks, que, apesar de toda a sua simpatia, nem de longe considero uma das músicas mais representativas da série e, aparece, claro, com o realce da flauta.

Após uma transição terrível, surge a “Dragon Root Island” do The Wind Waker, no momento em que as trompas se destacam. O medley parece acabar, mas o tema da série é evocado em um tocante solo de violino. A orquestra regressa e mais uma vez a peça quer chegar ao fim, como se quisesse realizar o desejo do ouvinte – sinceramente, não entendi a razão de existir desse trecho. Meio que do nada, a icônica “Dark World” chega crescendo e é lembrada com certa pompa, mas a mim foi incapaz de transmitir a empolgação da original. Temos mais uma vez o tema principal seguido por uma boa e breve rendição da “Zelda’s Theme”, em uma imponência inesperada para uma música tão singela. Para não ser totalmente injusto, o final grandioso com a alternância entre o trompete e a flauta ficou bom.

A miscelânea foi gravada em estúdio no disco promocional The Legend of Zelda 25th Anniversary Special Orchestra CD, o qual disponibilizo o link abaixo, e só confirma como o medley é insosso e não honra as tradições musicais de Zelda.

“The Legend of Zelda 25th Anniversary Medley”

Originais: “Triforce Chamber” (The Legend of Zelda: A Link to the Past) ~ “Steam Train Field 2″ (The Legend of Zelda: Spirit Tracks) ~ “Dragon Root Island” (The Legend of Zelda: The Wind Waker) ~ “Overworld” (The Legend of Zelda) ~ “Dark World” (The Legend of Zelda: A Link to the Past) ~ “Overworld” (The Legend of Zelda) ~ “Zelda’s Theme” (The Legend of Zelda: Ocarina of Time) ~ “Overworld” (The Legend of Zelda)

“Mario Through The Years” – Super Mario Bros., Super Mario Bros. 2, Super Mario Bros. 3, Super Mario 64 e Super Mario Galaxy (Video Games in Concert 2012)

Por Alexei Barros

Tenho falado à exaustão nos últimos anos a respeito do quanto as músicas entre o primeiro Super Mario Bros. e o Super Mario Galaxy costumam ser ignoradas nos arranjos orquestrais. Ultimamente isso tem diminuído, é verdade. Mas um jogo ainda continua sendo deixado de lado: Super Mario Bros. 2. Em uma das muitas entrevistas que o Koji Kondo concedeu recentemente por ocasião de sua participação no Game Awards 2014, ele chegou a dizer até que faria a trilha diferente se soubesse que o jogo seria do Mario – o título que deu origem ao Super Mario Bros. 2 foi o Doki Doki Panic. Mesmo assim, ainda acho que as músicas desse jogo soam muito ao estilo Mario.

Esta performance da Young Classic Sound Orchestra comprova isso. Formada em 2004 pelo maestro Lahnor Adjei, a orquestra mescla jovens instrumentistas com músicos profissionais de diferentes regiões da Alemanha, em um total de cerca de 80 pessoas. Para atrair novos públicos, a YCSO inclui no repertório músicas de filmes e, claro, videogames.

O arranjo assinado por Cody Chavez está longe de ser dos meus sonhos, mas é muito honesto e coerente, com transições relativamente competentes, excluindo a passagem da “Slider” para a “Wind Garden”, na qual há um vazio. Além da bem-vinda presença da “Overworld” do Mario 2, o que me agradou nesse medley foi a participação da bateria, especialmente na “Wind Garden”, já que não há esse instrumento na música original, que é naturalmente orquestrada no Super Mario Galaxy.

Fora isso, vale o post pela gravação profissional do vídeo e áudio (só não entendi muito bem por que as imagens aleatórias do Super Mario 3D Land, que nem sequer foi representado no medley).

– “Mario Through The Years”
Originais: “Overworld” (Super Mario Bros.) ~ “Overworld” (Super Mario Bros. 2) ~ “Athletic” (Super Mario Bros. 3) ~ “Slider” (Super Mario 64) ~ “Wind Garden” (Super Mario Galaxy) ~ “Course Clear” (Super Mario Bros.)


RSS

Twitter

Procura-se

Categorias

Arquivos

Parceiros

bannerlateral_sfwebsite bannerlateral_gamehall bannerlateral_cej bannerlateral_girlsofwar bannerlateral_gamerbr brawlalliance_banner_copy

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.

Junte-se a 1.598 outros seguidores

%d blogueiros gostam disto: