Textos categorizados 'Wataru Hokoyama'

Soul Sacrifice: para ouvir sem nenhum sacrifício

Por Alexei Barros

Há uns 10 anos, ter uma trilha orquestrada em um jogo para consoles de mesa não era comum. Em 2006, eu me lembro do quão surpreendente foi o ouvir o tema de abertura orquestrado do remake do Final Fantasy III para Nintendo DS. Hoje já é algo tão convencional que jogos portáteis apresentam não só uma música, mas a trilha inteira gravada por instrumentistas de verdade.

Um bom exemplo desses novos tempos é o RPG de ação Soul Sacrifice, uma nova empreitada de Keiji Inafune fora dos domínios da Capcom para o PS Vita. Já saiu no Japão, aqui chega dia 30 de abril. O álbum com as músicas Soul Sacrifice Original Soundtrack aterrissa dia 13 de março, vulgo amanhã, e é justamente esse o motivo do post.

Assinada por uma inusitada dobradinha de Wataru Hokoyama (Afrika, Resident Evil 5) e Yasunori Mitsuda (Chrono, Xenogears etc.), a trilha foi gravada no Skywalker Sound nos EUA e, ao que tudo indica, a Skywalker Symphony Orchestra, formada por músicos freelancers de São Francisco, realizou a performance. Não dou certeza porque foram feitos três vídeos para promover só essa parte de áudio do jogo, mas nenhum deles confirma mesmo que foi essa a orquestra utilizada – não é só a Skywalker Symphony que grava no Skywalker Sound. Ambos os compositores já lidaram com orquestras desse naipe (Hollywood Studio Symphony no caso do Afrika e RE5 e London Philharmonic Orchestra no XenoSaga) e dessas proporções – segundo a Famitsu, foram mais de 100 instrumentistas.

Enquanto o primeiro vídeo dá um panorama geral, o segundo mostra uma impactante composição do Hokoyama e o terceiro uma música do Mitsuda – com guitarra e coral, mas só em áudio, em uma faixa fora dos padrões dele. O quarto, caso você não tenha visto, mostra os compositores comentando o trabalho no evento de revelação do jogo realizado em maio de 2012.

Enfim, estamos de olhos e ouvidos atentos.

The Music of Soul Sacrifice

“Beginning of the End” – Wataru Hokoyama

“Melody of the Souls – main theme” – Yasunori Mitsuda

Soul Sacrifice Presentation Summary

“The Legend of Zelda 25th Anniversary Medley” – série The Legend of Zelda (VGL 2011 no Rio de Janeiro)

Por Alexei Barros

Há muitos anos achava que o segmento de Zelda do Video Games Live – baseado no arranjo do Orchestral Game Concert 1 referente ao A Link to the Past –, deveria dar lugar a um número que fizesse por merecer toda a série e não reduzisse tudo a uma única faixa, mesmo que a mais famosa. Coube ao Rio de Janeiro, cidade que iniciou a excursão brasileira de 2011, receber a estreia mundial do novo arranjo da série elaborado pela Laura Intravia, que já havia apresentado um número cômico tocando flauta em 2009. A indumentária de Link e o instrumento se mantêm, mas se trata de uma iniciativa mais séria, por assim dizer. Honestíssima, devo adiantar.

O problema é o debute acontecer só agora, em 2011, quando já foram feitos os medleys orquestrados “The Legend of Zelda Medley 2006″ no Press Start 2006 (e reprisado em 2007), dois no Play! A Video Game Symphony (o primeiro do Jonne Valtonen baseado no The Legend of Zelda: Ocarina of Time Hyrule Symphony e o outro do Chad Seiter), um Poema Sinfônico no Symphonic Legends/LEGENDS e, para completar, uma turnê só de Zelda. Não tem muito o que se surpreender a essa altura do campeonato.

Para mim, todas as transições ficaram decentes – para você ver que eu não reclamo por reclamar. A icônica “Title Theme” do Ocarina of Time é uma escolha excelente para o solo de flauta, afinal a composição original procurava simular a impressão de que uma ocarina estava sendo tocada no meio da floresta. Utilizando a melodia do despertar do dia do Ocarina é feita a emenda para o tema principal, trecho em que Intravia não toca, mas o público sempre faz questão de cantarolar. Numa variação o clima fica mais carregado, viajando para a tristeza de “Midna’s Theme”, seguida pela popular “Princess Zelda’s Rescue”, ambas com a decisiva participação da flauta. The Wind Waker é lembrado com a “Dragon Island” e Twilight Princess com a “Hyrule Field Main Theme”, que enfim recebeu a orquestração que merece, não aquela versão em MIDI. De maneira muito apropriada, parte do “Staff Credits” do Twilight Princess é utilizado para o encerramento do segmento. Atrasado, mas com substância.

Grato ao Thales Nunes Moreira pela consultoria Zeldística no reconhecimento das faixas.

“The Legend of Zelda 25th Anniversary Medley”

“Title Theme” (The Legend of Zelda: Ocarina of Time) ~ “Overworld” (The Legend of Zelda) ~ “Midna’s Theme” (The Legend of Zelda: Twilight Princess) ~ “Princess Zelda’s Rescue” (The Legend of Zelda: A Link to the Past) ~ “Dragon Island” (The Legend of Zelda: The Wind Waker) ~ “Hyrule Field Main Theme” ~ “Staff Credits” (The Legend of Zelda: Twilight Princess)

“Pokémon Medley” – Pokémon Red Version & Blue Version (VGL 2011 no Rio de Janeiro)

Por Alexei Barros

Pelo que disse o apresentador Tommy Tallarico antes da performance, Pokémon foi um dos jogos mais requisitados nos seis anos de visitas do Video Games Live ao Brasil. Em contrapartida, é curioso constatar que, antes de 2011, mesmo com tamanha popularidade da franquia, existia somente um arranjo orquestrado oficial: “Pokémon Medley” do Dairantou Smash Brothers DX Orchestra Concert, ainda por cima por ocasião do Super Smash Bros. Melee.

E, então, em setembro enfim teve Pokémon no Press Start 2011, coincidentemente na sexta edição do evento. E em outubro o VGL reservou para a excursão brasileira a estreia mundial da turnê do segmento de Pokémon.

Como sou uma completa negação de Pokémon não me sinto apto a avaliar a escolha de faixas. Quanto ao arranjo, o trabalho, se não é fenomenal, é minimamente decente, com começo, meio e fim. A “~Opening~”, música de introdução do Pokémon Red e Blue do Junichi Masuda confere todo o impacto necessário para fazer com que os fãs reconheçam de cara a sequência de notas inicial e fiquem mais interessados em gritar, bater palmas e cantar junto a melodia – de uma música instrumental – em vez de simplesmente ouvir.

Ovazio após a introdução poderia ser considerado um bom exemplo de como não se fazer uma transição – ainda bem que a original é assim. Não que tenha sido feita uma passagem para a “Battle (VS Trainer)”. Nesse caso, porém, eu abro uma exceção: como o combate é aleatório, uma mudança ríspida de música no arranjo passa a mesma sensação de surpresa do jogo.

A segunda metade provém totalmente do anime – não vi tanto problema nisso, dada a proximidade do jogo com o desenho animado. Depois de um buraco, a mensagem do telão pede, ao som da “Prepare for Trouble”, que o público recite o lema do Team Rocket. No Rio de Janeiro a dublagem era em inglês, mas depois das reclamações pelas vozes em português, a produção do VGL conseguiu colocar a tempo nas apresentações em Porto Alegre e em São Paulo, só que mantendo o “Say it with us!” em inglês. Depois dessa parte interativa o medley finaliza com a magnífica “I Got a Victory Badge!”, cuja original exprime por que eu gosto tanto de música orquestrada japonesa, seja qual for a origem das composições.

Nada muito elaborado, mas respeitável. Agora… essa guitarra pré-gravada é o fim da picada.

“Pokémon Medley”

“~Opening~” ~ “Battle (VS Trainer)” (Pokémon Red Version & Blue Version) ~ “Prepare for Trouble” ~ “I Got a Victory Badge!” (anime)

Video Games Live: a turnê no Brasil em 2011


Por Alexei Barros

Não é a maior de todas e nem com a maior quantidade de convidados, mas certamente é a excursão no Brasil mais comentada e divulgada: a do Video Games Live no Brasil deste ano que começa hoje (09/10) às 18h no Centro de Convenções no Rio de Janeiro, visita pela primeira vez Porto Alegre (Teatro do SESI) às 19h na quarta-feira (12/10) e sábado (15/10) às 21h fecha em São Paulo (HSBC Brasil; argh), as três com performance da Simphonica Villa Lobos.

Comparado com o que fazem as produções locais em outros países, sempre achei a nacional muito tímida. Na França, por exemplo, em 2009 foi realizado um concurso de performances amadoras publicadas no Daily Motion, e o vencedor ganhava o direito de se apresentar no palco no dia do show-concerto.

Em 2011, contudo, o pessoal da Conexão Cultural mostrou uma empolgação muito grande na divulgação nas mídias sociais, com constantes promoções e respondendo as dúvidas do público no Facebook e Twitter, incluindo os chatos que só pegam no pé do evento. O site oficial brasileiro do VGL foi reformulado e ficou muito mais caprichado.

A única ressalva que faço foi a frustrada tentativa de trazer o Nobuo Uematsu ao Brasil. Na minha humilde opinião, isso não deveria ser público se não fosse 100% confirmado. Mas, mesmo que os convidados já tenham sido nomes mais de peso nos anos anteriores (considero 2010 o ápice nesse quesito por serem dois compositores, Akira Yamaoka e Gerard Marino), é elogiável que, pelo terceiro ano consecutivo, tenhamos a vinda de pelo menos um músico: Russell Brower, com participações nas trilhas das expansões de World of Warcraft, StarCraft II e Diablo III. Não considero tão bombástico como o Norihiko Hibino em 2009, mas é um cara importante. Antes que você pergunte: “e o Wataru Hokoyama?”. Apesar de ser a primeira vez que vem ao Brasil, ele já é o maestro titular do VGL, portanto não há nada de extraordinário. Seria o mesmo que dizer que o Jack Wall era convidado anos atrás. De volta está a flautista Laura Intravia, que participou do VGL 2009 por aqui com aquele segmento cômico de Zelda. Mas não há motivo para colocá-la no patamar dos compositores supramencionados.

Incrível que mesmo São Paulo recebendo VGL desde 2006, com exceção de 2008, os ingressos foram esgotados. No Rio de Janeiro, única cidade presente que recebeu o show-concerto em todas as visitas, e Porto Alegre, que contará com a turnê pela primeira vez ainda há alguns ingressos disponíveis.

No Twitter brasileiro foram prometidas muitas novidades no repertório. Embora nenhuma tenha sido citada nominalmente, ressalto que a última apresentação do VGL em 2011 foi a da E3, dia 8 de junho. Quatro meses é um tempo mais do que suficiente para preparar uma boa quantidade de arranjos novos. Que sejam minimamente decentes. Faço a ressalva, porém, que mesmo se o repertório for 100% inédito não vai ser desta vez que vou me empolgar se a reação do público for a de sempre, exacerbada e exagerada, acobertando o som da orquestra. Também não tenho muito o que criticar se não irei neste ano.

[via release]

“Wind of Madness” – Resident Evil 5 (VGL 2011 em Los Angeles)

Por Alexei Barros

Até que enfim! Resident Evil 5 prometia ser a mais chamativa novidade reservada para o show do Video Games Live na E3 em 8 de junho, mas só há poucos dias alguém compartilhou um vídeo decente. Não era expectativa, apenas curiosidade. Depois de ver? Desinteresse.

Em vez de um medley interligando duas ou mais faixas, como aconteceu nos números com músicas nativamente orquestradas de Uncharted 2, o segmento é baseado, a exemplo de Afrika, em apenas uma, a “Wind of Madness”, assinada por Kota Suzuki e arranjada por Wataru Hokoyama, o atual maestro titular do VGL. A exemplo do medley de Metal Gear Solid, a intenção de reproduzir fielmente a original transcende a limitação do que pode ser realizado ao vivo, resultando no infame uso do playback para a percussão eletrônica. É como ver um trailer qualquer do jogo no telão com som surround. E com uma orquestra na frente.

Video Games Live: World of Warcraft: Cataclysm, Resident Evil 5 e Red Dead Redemption


Por Alexei Barros

Desde o começo do ano há um bombardeio de notícias dos concertos de game music de diversas partes do mundo. Estranhava que o mais famoso deles, Video Games Live, estivesse em silêncio, com raras atualizações no site e menos adições ainda no set list. Quase metade de 2011, e apenas “The Battle Begins” (Halo: Reach) e “Tetris Opera”. E eis que jogaram uma bomba semana passada, com a quantidade absurda de novidades e convidados para a apresentação especial de número 200 que acontecerá durante a E3, dia 8 de junho, no Nokia Theatre, com performance da Golden State Pops Orchestra e Southern California Master Chorale (cerca de 50 integrantes).

Diversas atrações não são exatamente inéditas, então primeiro devo reforçar o que é mesmo nunca visto:
- “Invincible” (World of Warcraft: Cataclysm): estreia mundial da canção com regência do compositor Russell Brower. Como de praxe, muita pompa, coral, mas sem uma melodia marcante tendo a não ser impactado.
- Resident Evil 5: considerando a fama da série é um bom reforço, é um nome de peso. Musicalmente nem tanto pela tradicional ênfase na ambiência. Porém, levando em conta que o chamariz do VGL é mais o que se vê do que o que se ouve… Assim como Afrika, a trilha foi gravada com a Hollywood Studio Symphony Orchestra, que possui em torno de 100 indivíduos. Em entrevista publicada no extinto site Music 4 Games foi levantada a pergunta se as músicas do jogo seriam tocadas em um concerto, sugerindo o VGL. O compositor Tetsuya Shibata respondeu: “Sim, seria algo para ficar ansioso. Mas muitas das faixas são muito difíceis de tocar, então muito treino pode ser necessário”. Aquilo de sempre: sabendo que a agenda do VGL é abarrotada e mesmo para as ocasiões especiais são escassos os ensaios, temo pelas outras apresentações. Wataru Hokoyama, que fez a orquestração da trilha original e conduziu a gravação, evidentemente regerá a orquestra, como integra a equipe da turnê desde o ano passado.
- Red Dead Redemption: escolha interessante, com a performance da guitarra do compositor Bill Elm,  uma vez que jogos da Rockstar costumam passar longe por costumeiramente utilizarem faixas licenciadas. Paro por aqui os comentários, como não estou familiarizado com a trilha.
- Solos de piano: foram prometidos novos de Final Fantasy e Mario e a estreia de Zelda – ou será o mesmo medley mostrado em San Diego? Estranho não ter feito isso antes, como há vídeos não-VGLísticos do Martin Leung tocando Zelda.

De resto, o espetáculo vai agrupar várias atrações de apresentações anteriores que compartilhei:
- Civilization IV: com um dos vocalistas do especial da PBS e do CD, DVD e Blu-ray, Kendrew Heriveaux. Pela primeira vez, o compositor Christopher Tin, recém-ganhador do Grammy, regerá a canção premiada;
- Street Fighter II: estreou no Brasil em 2010 com direito a torcida de futebol, novamente com Tommy Tallarico na guitarra e no show performático;
- Castlevania: com a compositora Kinuyo Yamashita no órgão. Desde que se mudou para Nova Jersey, tornaram-se comuns as participações dela no evento;
- Heroes of Might & Magic: debutou em Paris em 2010, e foi um dos poucos segmentos que gostei verdadeiramente, coisa que não acontecia desde o Sonic (2005);
- “The Battle Begins” (Halo: Reach): a supracitada adição estreando em Los Angeles;
- Lair: aquele malfadado jogo da Factor-5, com condução do compositor John Debney;
- “Snake Eater” (Metal Gear Solid 3: Snake Eater): com o vocal da Laura Intravia em vez do saxofone do Norihiko Hibino;
- End of Nations: conhecido desde o show em San Diego em 2010, com Frank Klepacki na guitarra;
- “Tetris Opera”: agora pela primeira vez em Los Angeles;
- “Still Alive” (Portal): também havia estreado no Brasil;

Impressiona a lista de convidados: desde os japoneses Akira Yamaoka, Hirokazu Tanaka e Yasunori Mitsuda até ocidentais de grande envergadura como Richard Jacques e Christopher Lennertz. Veja a relação completa no site oficial.

Dica do Fabão, que, aliás, embarcará em nova empreitada.

[via Video Games Live]

Wataru Hokoyama assume a batuta do Video Games Live

Por Alexei Barros

Como comentado por aqui em outras ocasiões, o maestro Jack Wall anunciou em junho de 2010 a sua saída do time do VGL para se dedicar à composição de trilhas sonoras. Pouco antes do egresso, quem vinha regendo as orquestras era Emmanuel Fratianni, a exemplo das últimas duas visitas ao Brasil.

Mas Fratianni é agora o regente-assistente, uma vez que Wataru Hokoyama passou a ser o principal condutor das apresentações. O compositor japonês radicado nos EUA já havia regido uma música de sua autoria, a “Afrika”, do jogo de mesmo nome para PlayStation 3, no VGL em Los Angeles em junho de 2010. Mas desde o show em Detroit, realizado dia 4 de novembro, Hokoyama tem sido o maestro. Vale lembrar que ele também participou da criação da trilha de Resident Evil 5, portanto não me surpreenderia se algum segmento do jogo fosse incluído no repertório.

Ano passado Hokoyama teve extensiva participação no A Night in Fantasia 2009, concerto o qual arranjou diversos segmentos, a saber, “Afrika Symphonic Suite” (aqui também na regência), “Gears of War 2 Symphonic Suite” e “Ace Combat 5: The Unsung War” na parte de games. Na seleção de trilhas de animes, arranjou uma trinca de composições do Joe Hisaishi: “Laputa, the Castle in the Sky Symphonic Suite”, “Princess Mononoke Symphonic Suite” e “My Neighbour Totoro Symphonic Suite”.

Eu queria acreditar que com isso melhoraria alguma coisa a pequenez das orquestras na maioria dos shows (lembre-se daquele vídeo em que ele conduziu os  cerca de 100 membros da Hollywood Studio Symphony) ou a pobreza de certos arranjos, mas seria otimismo exacerbado. Na verdade, fico surpreso que um músico promissor como Hokoyama tenha se unido ao VGL, mesmo a turnê apresentando deficiências tão elementares na maioria das vezes.

[via SEMO]

Making of Afrika BGM

Por Alexei Barros

Não é novidade que gosto de vídeos de making of de jogos, e mais ainda quando mostram o processo de gravação das trilhas sonoras. Por isso, mesmo não tendo encontrado nenhum gancho para falar do Afrika, jogo de safári para PlayStation 3, publico este vídeo que encontrei dia desses.

Gravada em Los Angeles, a trilha foi uma das maiores surpresas dos últimos anos. Isso se deve em muito pela vivacidade das músicas de Wataru Hokoyama, e pela performance da Hollywood Studio Symphony, que possui cerca de 100 integrantes, quantidade que nenhum concerto conseguiu alcançar nas vezes em que alguma faixa do jogo foi tocada. Tal grandeza pode ser percebida no vídeo abaixo que mostra a “Afrika” em regência do próprio Hokoyama. Não há depoimentos, e as informações adicionais só podem ser lidas em japonês nas legendas.

“Afrika” – Afrika (VGL 2010 em Los Angeles)

Por Alexei Barros

A trilha sonora de Afrika foi uma das maiores surpresas de game music dos últimos anos porque o jogo de safari sempre foi encarado com enfado na lista dos primeiros lançamentos do PlayStation 3. Se o título é bom ou não nem faço ideia, mas as músicas impressionam pela grandiosidade aliada às melodias marcantes.

Por isso mesmo, Afrika tem sido uma constante nos concertos mundo afora, desde os menos badalados, como o Video Game Soundtracks Golden State Pops Orchestra (“Savanna”) e o Video Game Orchestra ~Awakening~, até o popular A Night in Fantasia 2009 (“Afrika Symphonic Suite”). Ora suítes, ora peças únicas, todas as performances foram marcadas por uma coincidência (ou seria exigência?): a regência do compositor Wataru Hokoyama. E mais uma vez ele assumiu a batuta, desta vez no Video Games Live durante a E3 2010.

Ao menos o segmento é arroz com feijão: o tema-título “Afrika” e nada mais. Parece básico, mas em se tratando de VGL é muito, porque mesmo com números que tinham tudo para dar certo por serem já orquestrados (Shadow of the Colossus), acabaram deteriorados por decisões equivocadas e passagens pouco trabalhadas. Insinuarei novamente: difícil julgar por um vídeo de baixa qualidade do YouTube e em um ambiente tão escuro, porque está difícil de acreditar que esta diminuta orquestra tocou quase que com a mesma pompa dos 100 integrantes da Hollywood Studio Symphony da trilha original…

Video Games Live: Uncharted 2: Among Thieves e Afrika


Por Alexei Barros

Por tradição o Video Games Live realiza um show durante a E3, que acontecerá nos dias 15, 16 e 17 de junho em 2010. E, como no ano passado, a apresentação reserva algumas novidades do programa. Se em 2009 foi Mega Man, agora será Uncharted 2: Among Thieves e Afrika, dois jogos que não constavam naquela dezena de promessas furadas e que, a exemplo do Assassin’s Creed II, me remetem ao período inicial do VGL, em que predominavam músicas de títulos ocidentais mais recentes, nem sempre melódicas ou memoráveis.  O que não é o caso das duas escolhas. Não há o que reclamar de uma “Afrika” ou de uma “Reunion”. As estreias estão marcadas para dia 17 de junho no Nokia Theatre.

Afrika, na minha opinião, será uma performance bastante prejudicada se manter a proporção de orquestras que se costuma ver no VGL. Isso porque na trilha original foi usada a Hollywood Studio Symphony, que possui cerca de 100 integrantes. Se no A Night in Fantasia 2009, a Eminence Symphony Orchestra, com os seus 60 instrumentistas, já não conseguiu reproduzir a pompa à la John Williams, imagina se for uma orquestrinha de 25 pessoas. O mesmo vale um pouco para Uncharted 2 que, aliás, se torna uma exclusividade do VGL. Aquelas atrações de sempre estarão lá, como Martin Leung, Laura Intravia, além dos dois ex-Konami Norihiko Hibino e Akira Yamaoka.

O próximo show do VGL aconteceria 23 de julho na Comic Con, mas foi alterado para 24 porque dia 22 acontece o Distant Worlds: music from Final Fantasy também em San Diego. Ainda bem que conseguiram se ajeitar, porque o conflito do VGL com outros concertos não trouxe consequências muito felizes no passado.

Para fechar, se você é um daqueles que se empolga e só comenta por ler as palavras “Video Games Live” e “Brasil” no mesmo post, saiba que a turnê 2010 aqui no país foi agendada para o mês de outubro, como informa o dúbio  site brasileiro, sendo que a página americana já confirma Rio de Janeiro como uma das cidades.

[via SEMO]


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