Arquivo de abril \05\UTC 2013

Meu jogo social preferido é da Nintendo

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Por Claudio Prandoni

Quero aqui falar de jogos sociais, mas não aqueles que a grande mídia por assim já convenciona chamar.

Os games presentes em redes online como o Facebook e outros que seguem os modelos vistos no serviço ainda seguem firmes e fortes, mas já passaram pelo inchaço e estouro de uma bolha de valores tão inflados quanto a rapidez com que encheu e murchou.

Porém, sinceramente, acho que o padrão estabelecido por jogos à la Farmville e demais, que incentivam – isso quando não exigem – chamar amigos para prolongar sua jogatina, se apropria de forma muito rasa do termo “jogo social”.

Prefiro aqui me ater a uma definição mais bruta do termo: games sociais são aqueles em que o combustível da brincadeira é a interação social. Veja bem, um combustível, algo que faz a roda girar e mantém o game rolando, mas não exatamente uma barreira na qual você bate.

Acho que não faço muito preciso, mas creio que o fluxo de jogo pode ajudar a entender melhor o que quero dizer: a interação social deve acontecer de forma natural, sem gerar ruído no espaço onde acontece e, assim, incentivando o jogo. Forçar você a atazanar amigos, inclusive gerando um ruído muitas vezes indesejado no mural do Facebook, por exemplo, é algo muito mais chato e invasivo.

Talvez eu pudesse me estender mais aqui, mas acho que já enrolei demais: nos últimos dois anos, meu jogo social preferido é a Praça Mii, aquele risonho software que já vem embutido em cada Nintendo 3DS.

Desde que comprei o videogame, peguei o hábito de levá-lo comigo para o trabalho, viagens, coberturas de eventos e afins, justamente pra ver ‘qualé’ a do Streetpass, a função que faz um 3DS interagir com o outro só de chegarem perto.

Claro, conto com os benefícios de morar em uma grande cidade e também trabalhar com games, o que ajuda a encontrar outros donos de 3DS e manter fila de Miis andando na praça virtual.

Ainda assim, em meio à simplicidade e ingenuidade dos joguinhos Troca-Puzzle e Mii Resgate, me peguei aficionado por eles, mesmo dois anos depois de vida do pequeno console.

Diligente, todo dia dou uma olhada para ver se a luzinha verde do 3DS brilha ao chegar no trabalho ou voltar para casa no fim do dia. Pego minhas pecinhas de quebra-cabeça, enfrento uns monstros e é isso aí, dois minutos depois está tudo feito e pronto para uma nova rodada.

Claro, não vou chegar aqui e dizer que “po, esse é o modelo perfeito de jogo social, galere”! É um jogo já na memória do aparelho, que parece mais interessado em fazer o usuário ter motivos para usar seu 3DS – e aí, quem sabe, comprar um jogo e gastar seu rico dinheirinho – do que ele mesmo ser monetizado e dar lucro.

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A Nintendo não vende chapéus e peças de puzzle por dinheiro de verdade. No máximo, você pode usar moedas de jogo para acelerar essas paradas, mas mesmo essa moeda de certa maneira incentiva você a encontrar outras pessoas, já que é obtida ao andar com o 3DS fechado.

Acho bem curioso que nenhuma outra empresa tenha feito algo parecido em seus jogos. Um game de RPG com elementos de Harvest Moon (ih, ó eu aí falando de fazendinha e jogo social!) ou construção de cidade e tal parecem perfeitos para o tipo de atenção constante que a Praça Mii consegue gerar.

Não tenho também a menor ideia de como funciona a tecnologia de Streetpass, mas acho que seria incrível ver algo do tipo sendo usado também em games para plataformas mobile, como iOS e Android – afinal, aqui no Brasil é muito mais provável encontrar pessoas com telefones celulares e tablets com esses sistemas operacionais do que com um 3DS, não é?

Espero que a própria Nintendo esteja trabalhando em alguma novidade nesse sentido. O fluxo constante de novos quadros de quebra-cabeça mostram que a produtora não esqueceu de seus joguinhos sociais, mas um título um pouquinho mais robusto – como tão bem foi o Mii Resgate II quando saiu – não fariam mal para ninguém.

Diário visual de minha viagem por Columbia

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Por Claudio Prandoni

Não venho aqui fazer uma análise do BioShock Infinite. Ainda assim, devo dizer que achei o jogo genial em várias camadas.

Seja como game de tiro, crítica social ou filosofia metafísica, o jogo se comporta com desenvoltura ímpar. Ah, e vale o mesmo para os gráficos, tópico principal deste post.

Há mais de um ano investi em um computador turbinado, que me possibilita ainda hoje rodar os principais lançamentos em suas configurações máximas – rolou com o recente Tomb Raider e, craro, com Infinite.

Jogando no Steam, com o modo Big Picture ativado, pra deixar a interface mais ~amigável~, acabei pegando gosto por tirar screenshots do jogo.

Tanto que acabei registrando vários momentos de meu passeio por Columbia – dezenas e dezenas, na real. Perceba que quase não há nada de batalhas, pois não sou lá muito expert em FPS e aí o foco era total nos embates.

Detalhe também que de início meu olhar é atraído principalmente para construções notáveis e monumentos de Columbia, mas logo que a encantadora Elizabeth e seu belo par de… olhos azuis entra em cena o monópolio foi quase que exclusivo da guria.

ATENÇÃO: como é de se esperar, a galeria possui gazilhões de SPOILERS para quem ainda não jogou BioShock Infinite, então prossiga com consciência e sabedoria.

Modéstia à parte, algumas fotinhos ficaram bonitas o bastante para usar de wallpaper por aí.

Clique no pulo interdimensional e fique à vontade para apreciar e comentar.

Continue lendo ‘Diário visual de minha viagem por Columbia’


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