“Final Fantasy VIII (Mono no aware)” (Final Symphony II 2016 em Estocolmo, Suécia)

Por Alexei Barros

O concerto Final Symphony II estreou em setembro do ano passado com músicas de Final Fantasy V, VIII, IX e XIII e, desde então, já passou por diversos lugares do mundo, incluindo até o Japão. Porém, diferentemente do predecessor Final Symphony, ainda não foi lançado um álbum correspondente desse concerto – o que imagino que vá acontecer algum dia.

Para compensar a vontade de ouvir as peças orquestrais desses jogos, a própria Royal Stockholm Philharmonic Orchestra publicou a suíte de Final Fantasy VIII, “Mono no aware”, que foi executada no início deste ano em Estocolmo, Suécia. O arranjo é do talentoso e competente Roger Wanamo, que já conhecemos desde o Symphonic Fantasies. Para quem não se lembra, a própria RSPO já tinha publicado uma gravação da suíte de Final Fantasy VI em 2014.

Não é novidade que o FFVIII em si não está entre os meus preferidos da série, mas este jogo tem uma grande importância na história musical de Final Fantasy, por hits como “Liberi Fatali” e “Eyes on Me”. Naturalmente, ambas estão presentes em diferentes momentos da suíte. Curioso que mesmo em versão instrumental, sem coral, a “Liberi Fatali” não perdeu impacto.

Como o próprio texto do site oficial do concerto explica, o arranjo explora a semelhança da melodia de algumas faixas da trilha, como “Eyes on Me” com a “Waltz for the Moon”. A “Balamb Garden” é outra música que vem fácil à mente de quem jogou pelo menos o início do jogo, sendo evocada de uma maneira bem singela. Porém, eu sou presa fácil para temas de combate, e a “Don’t Be Afraid” é outra faixa que me cativou.

Sob a regência da maestrina Giedré Slekyté, é uma performance para ver e apreciar mais de uma vez.

rspo

[via Gameconcerts.com]

Final Fantasy XV Live at Abbey Road Studios: quase uma hora da genialidade musical de Yoko Shimomura

Por Alexei Barros

Neste movimentado feriado de 7 setembro, com os anúncios do PlayStation 4 Pro e de Super Mario Run para iPhone e iOS, a Square Enix organizou um concerto de Final Fantasy XV no Abbey Road Studios. Alguns afortunados puderam presenciar a performance da London Philharmonic Orchestra e do London Philharmonic Choir, mas o espetáculo foi transmitido ao vivo no YouTube e no Twitch. O mais bacana de tudo é que a própria compositora Yoko Shimomura esteve presente com toda a sua simpatia e ainda tocou piano na última música.

A Shimomura havia sido escalada para o jogo quando Final Fantasy XV ainda era Final Fantasy Versus XIII. Aliás, o projeto vem de tão longe que a primeira faixa que ela compôs para o jogo, a “Somnus”, estreou no álbum drammatica lá de 2008. Tanto essa música, como a “Omnis Lacrima”, presente no disco memória!, foram executadas.

O concerto comprova mais uma vez a capacidade da Shimomura de criar melodias memoráveis, seja em músicas mais introspectivas ou mais pomposas, com direito a coral em latim e ênfase em passagens no piano. Entre as faixas, surpreendeu a aparição, ainda que breve, da bateria e das guitarras na “Veiled Agression”, em um recinto adjacente ao da orquestra e do coral. No mais, a trilha do Final Fantasy XV promete estar entre as melhores da série apenas por essa breve amostragem.

Para assistir o espetáculo na íntegra, vá direto ao play ali embaixo. Se preferir ouvir as faixas individualmente, clique no nome da música correspondente.

01. “Song of the Stars / Dawn”
02. “Fight Fantastica”
03. “Nox Aeterna”
04. “Luna”
05. “End of the Road”
06. “Wonferful View”
07. “Starlit Waltz”
08. “Noctis”
09. “Omnis Lacrima”
10. “Veiled Agression”
11. “Somnus”
12. “Appocalypsis Noctis”

Como a febre do Pokémon GO fez eu escrever meu primeiro livro

14021640_10154761267615348_1823160176121334569_n

Por Claudio Prandoni

Não sou muito chegado em autopromoções e ~jabás~ aqui no blog, foram poucos nestes quase 10 anos de estrada, mas é com MUITA alegria, carinho e realização que conto aqui sobre este livro – aliás, mais ou menos como a própria criação do Hadouken, láááááá atrás, foi um desdobramento da revista Continue – e também porque este blog e todo mundo que o acompanha ou o acompanhou também faz parte desta história.

Replico aqui em parte texto que já escrevi no Facebook sobre o assunto: nunca tinha pensado, de fato, planejado e tal, escrever um livro.

Já tinha pensado na situação, mais em tom de “E se…”, mas daí a realmente escrever são outros tantos, né.

De repente, não mais que repentinamente, a oportunidade surgiu a convite do Marcelo Duarte, um cara que acompanho e admiro desde a época de estudante – do Guia dos Curiosos, Loucos por Futebol e afins -, embarquei nessa aventura, mergulhando de cabeça, e olha no que deu.

Em Pokémon GO de A a Z, falo de uma de minhas séries preferidas e mais queridas desde a infância.

Trata-se de um livro de 96 páginas com diversas curiosidades e dicas sobre o game fenômeno da temporada, obra de mais ou menos duas semanas e meia extremamente intensas, de apuração, redação, testes e afins.

O livro já está pronto (clique aqui pra ver mais detalhes e se pá até comprar)! Olha essas fotos bonitas aí.

Fiz também uma apresentação ao vivo no Facebook, onde mostro e falo um pouco mais do livro (que é o meu primeiro, mas definitivamente não espero que seja o último!).

Agradecimentos imensos ao Marcelo Duarte, por essa incrível oportunidade, e também para toda a equipe da Editora Panda Books, que cuidou de tudo com muito carinho!

Mario & Sonic at the Rio 2016 Olympic Games: trilha sonora já é o maior legado da Olimpíada

Mario & Sonic at the Rio 2016 Olympic Games
Por Alexei Barros

Antes mesmo de Super Smash Bros. Brawl, Mario & Sonic at the Olympic Games foi o primeiro jogo estrelado pelos mascotes da Nintendo e da Sega lá em 2008. Apesar desse encontro histórico, eu jamais imaginaria que a série continuaria até hoje, aparecendo a cada dois anos, ora na Olimpíada de Verão, ora na Olimpíada de Inverno.

Mesmo que pareça uma série caça-níqueis, é impressionante o empenho dedicado à trilha sonora, ainda que as músicas nunca sejam lançadas em CD. Em especial, os temas de abertura orquestrados são estupendos – a “Opening Theme” de Vancouver evoca 2001 – Uma Odisseia no Espaço e a estonteante “Opening Theme” de Londres é acompanhada por uma guitarra fabulosa.

Aproveitando o ensejo de a Olimpíada de 2016 ser no Rio de Janeiro, a trilha incorpora a sonoridade associada à música brasileira, com ênfase em bateria, bossa nova e até samba. O resultado disso ficou fantástico, como veremos nos comentários das faixas que mais me chamaram a atenção.

Antes, é importante ressaltar que parte da trilha musical foi gravada no estúdio CIATEC – Companhia dos Técnicos no Rio de Janeiro e em diferentes estúdios em Tóquio. Nos créditos aparecem instrumentistas proeminentes da música brasileira, como Mestre Paulinho Botelho (mestre de bateria), Marcelo Mariano (baixo), Lula Galvão (guitarra), Alessandro Valente Vieira (cavaquinho) e Chico Chagas (acordeão). Embora eles não sejam nomes conhecidos do grande público, os músicos se destacaram por acompanhar artistas famosos – Lula Galvão, por exemplo, já tocou com Caetano Veloso e Ivan Lins.

Em relação à autoria das músicas, as composições ficaram a cargo de uma talentosa equipe de compositores da Sega habituada a trabalhar nos jogos mais recentes do Sonic, como Kenichi Tokoi, Teruhiko Nakagawa, Tomoya Ohtani, Naofumi Hataya, Jun Senoue e outros. Vale lembrar que as trilhas das versões de 3DS e Wii U são diferentes em termos de qualidade e, em algumas faixas, até mesmo em instrumentação.

– “Main Theme”

Os instrumentos de percussão da bateria já nos deixam plenamente ambientados no Brasil. Depois de uma breve participação do coral, os metais entram com tudo e o saxofone simplesmente arrebatador nos conduz por todos os pontos turísticos do Rio de Janeiro. Que tema é esse?

– “Deodoro”

Bossa nova encantadora com sons de marimba e violão. Talvez seja a proximidade com a Nintendo, mas dá para sentir um quê de Kazumi Totaka em Wii Sports.

– “Barra”

Flauta, acordeão e violão se destacam em uma música agradabilíssima, mais uma vez com lembranças de trilhas de jogos da Nintendo.

– “Maracanã”

Com muita percussão, os metais é o que mais brilham nesta faixa jazzística, com belos solos alternados.

– “Copacabana” (3DS)

Facilmente a minha favorita da trilha e é fácil saber o porquê disso: especialmente a parte com violão me lembrou muito o T-Square – por sinal, a banda também tem uma música chamada “Copacabana”. Até mesmo o acordeão me deixou com uma sensação parecida. Apesar de o instrumento não ser usado com frequência pelo T-Square, a “Islet Beauty” conta com o acordeão.

– “Copacabana” (Wii U)

Embora os metais sejam muito mais presentes, esta versão do Wii U para mim perdeu o charme de parecer o T-Square por descartar o violão e o acordeão, colocando no lugar um saxofone e um coral que não me agradou.

– “Vento Brasileiro”

Mais uma música excelente, com forte participação dos metais e um solo de trombone.

– “Vento Brasileiro” (segunda versão)

Flauta e violão deixam a mesma música com uma pegada mais bossa nova.

– “Golf Event”

Mais uma música que me faz imaginar que Kazumi Totaka trabalhou em segredo neste jogo. Além das belas passagens pianísticas, há timbres de flauta e clarinete.

– “Carnaval do Rio!”

Não que eu tenha gostado deste samba enredo, mas vale pela curiosidade. Quando eu poderia imaginar que existiria uma música de jogo, nesse estilo, cantada em português, com versos como “Alô, Alô, Carnaval do Rio! Vai Sonic!”, “Do azul do Sonic, desse mar que se espalha”, “Mario ama a Terra e nos ilumina”? Inacreditável! Histórico!

Em vídeo, uma inesperada performance musical de Gravity Rush 2

Por Alexei Barros

Enquanto os eventos ocidentais ainda engatinham com performances musicais em eventos de games (vide a conferência da Sony na E3 2016), no Japão isso é a coisa mais trivial do mundo. Porém, na maioria das vezes, vejo apenas os instrumentistas por fotos, tentando imaginar o que eles tocaram. Não neste evento de Gravity Rush 2.

Gravity Rush (Gravity Daze no Japão), lançado originalmente para PS Vita em 2012, já tinha uma trilha sonora memorável, tanto que o Press Start 2012 teve um medley do jogo. Apesar de pouco citado pela internet afora, o compositor Kouhei Tanaka tem um currículo bastante variado, incluindo o saudoso tokusatsu Flashman, diversos animes e jogos como Alundra, Resonance of Fate e Sakura Taisen.

Para promover a continuação do PlayStation 4, ele tocou teclado acompanhado por uma banda em três faixas com arranjos preparados especialmente para a ocasião. Geralmente não gosto de simplesmente jogar o vídeo sem detalhar as músicas tocadas, mas como a continuação ainda nem saiu, abro uma exceção – fui informado apenas que a terceira é um arranjo da “Pleasure Quarter” do antecessor. A primeira, a que mais me agradou, parece um tema de abertura (fico curioso para ouvir a versão original), e a segunda é mais calma, com solos de violão e contrabaixo.

Entre os instrumentistas, destaco a participação na bateria do lendário Tappy Iwase, ex-Konami e ex-Kukeiha Club que em tese foi o compositor do tema principal de Metal Gear Solid.

Violão: Naoto Suzuki
Teclado: Kouhei Tanaka
Bateria: Tappy Iwase
Clarinete e saxofone soprano: Ryoji Ihara
Contrabaixo: Ryu Kawamura

Grato ao Fabão pela dica do vídeo e pelas informações.

[via PlayStation Blog e 4Gamer.net]

O novo ‘mascote’ da Kojima Productions já virou bonequinho(s)

kp

Por Claudio Prandoni

Ainda resta alguma dúvida de que a Konami errou feio, errou rude ao deixar Hideo Kojima partir de forma tão conturbada e mal explicada?

Em dezembro do ano passado ele revelou a versão redux do estúdio Kojima Productions, agora como uma parada ~meio indie~ e com certo apoio da Sony, assim como o novo logo da equipe: um astronauta caveirão.

Em maio ficamos sabendo que o tal puro-osso é Ludens – e nada mais.

Será ele personagem de Death Stranding, jogo que o Kojimão revelou na E3? Não sabemos. Ninguém negou ou confirmou. Resta só a especulação que, na boa, geralmente compõe boa parte da diversão em acompanhar a produção de um novo game de Kojima-san.

Enfim: o jogo nem saiu, nem sabemos o que(m) raios é Ludens e já temos bonequinho dele. Digo mais, bonequinhos, no plural mesmo.

A excelente fabricante Good Smile Company revelou uma action figure da linha Figma (proporção 1/12 e ampla variedade de articulações). Ainda em estágio de protótipo, o bonequinho traz luzes no capacete pra acender e revelar o caveira lá dentro.

Além do Figma, rola lançamento também na linha Nendoroid, um pouco menor e de proporções Super Deformed (o tal SD), com cabeção e trejeitos caricatos.

Pelas fotos, aliás, parece um enxame de Ludens: cinco modelos com cores diferentes e um maiorzinho, com capacete transparente estilizado mostrando o crânio de cálcio.

Por ora, nada de preços ou datas de lançamento, mas já rolam várias fotos maneiras. Seguem abaixo na galeria junto com algumas do Kojimão nerdeando na San Diego Comic-Con e mostrando que é geek como a gente.

Uma hora e meia jogando Pokémon Go no Brasil

Por Claudio Prandoni

Certamente você faz parte daquele 99% que já ouviu falar/está louco por Pokémon Go.

Por dois golpes de sorte, consegui jogar o game aqui no Brasil em duas oportunidades no meu celular, um Moto X Play.

A primeira foi bem no dia do lançamento: por aqueles esquemas de baixar o APK e instalar direto no celular, sem passar pela Google Play Store, algo que o próprio sistema permite.

Fiz o tutorial sem problemas, capturei um Charmander sem querer (queria o Bulbassauro) e ainda um Doduo e um Zubat (esses por querer mesmo). Fiquei meio perdido com o fato de o lance da realidade aumentada não ter funcionado no meu celular.

Achei que o problema fosse justamente por conta de o game não ter saído oficialmente por aqui, mas vi casos de pessoas aqui no Brasil jogando e conseguindo usar a câmera e também de pessoas nos EUA, onde o jogo já saiu, não conseguindo utilizar a realidade aumentada.

De fato, Pokémon Go é um jogo ainda de muitas dúvidas, dentro e fora do jogo em si.

Como, por exemplo, no último domingo, quando na virada para segunda-feira o jogo funcionou por mais uma horinha na qual consegui jogar.

Teste de servidor? Vacilo da Niantic e da Nintendo? Outra coisa? Minha aposta vai pra primeira opção.

Nessa segunda ocasião consegui testar melhor o lance de andar pelo mapa e interagir com os PokéStops, pontos especiais do mapa em que você pode ganhar itens e afins.

Ah, capturei mais um Zubat também e pude conferir, por exemplo, que o prédio da FIESP, na Avenida Paulista, é um dos ginásios do game – já imagino a turba de treinadores fazendo procissão por ali e acampando pra treinar seus monstrinhos de bolso.

Por ora, Pokémon Go segue sem lançamento definido no Brasil. No lançamento, ele saiu nos EUA, Austrália e Nova Zelândia. De lá pra cá, Europa parece ter virado prioridade: já pipocou na Alemanha, Reino Unido, Itália, Espanha e Portugal.

Aproveito pra vender o peixe rapidinho: pelo meu trabalho, lá no UOL Jogos, produzi algum conteúdo sobre Pokémon Go, incluindo esse vídeo aí abaixo, explicando mais ou menos como funciona o jogo.


RSS

Twitter

Procura-se

Categorias

Arquivos

Parceiros

bannerlateral_sfwebsite bannerlateral_gamehall bannerlateral_cej bannerlateral_girlsofwar bannerlateral_gamerbr

%d blogueiros gostam disto: