Artworks da Nintendo mobile

Por Claudio Prandoni

Tempos doidos em que, já faz quase um ano, a Nintendo se lançou a experimentos no mundos dos tablets e smartphones.

Tanto Miitomo quanto Super Mario Run e o mais recente Fire Emblem Heroes (na minha opinião, o melhor da trinca) são produções caprichadas, que refletem tanto o esmero da Nintendo quanto o potencial que outros estúdios ainda podem explorar nas plataformas.

Ah, o empreendimento também abre espaço para iniciativas pouco convencionais de divulgação: Shigeru Miyamoto no palco de uma conferência da Apple para anunciar um jogo do Mario… e um vídeo mostrando ele desenhando o herói em um tablet (o trambolhudo iPad Pro) para divulgar o lançamento!

Acho sempre encantadoras as oportunidades de ver Miyamoto-san dando traços a um de seus filhos mais famosos. É daquelas raras ocasiões de ver o mestre encarando a própria obra e se aproximando da essência e ingenuidade que nortearam sua criação – ou algo do tipo, não só propaganda de algum investimento multi milionário nível 2.

Aproveito a deixa para colocar a seguir também um vídeo de Yusuke Kozaki desenhando a animada Sharena, de Fire Emblem Heroes. O cara é character design de FE desde o recente e excelente Awakening e também trabalhou em outra série que me é MUITO querida: No More Heroes.

Video Game Music in Concert: uma nova transmissão em vídeo direto da Alemanha

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Por Alexei Barros

Há tempos que não acontecia um concerto de games na Alemanha com transmissão em vídeo – a verdade é que o Symphonic Fantasies, lá em 2009, nos deixou mal acostumados. Depois do Symphonic Odysseys (2011), se não me engano, o último havia sido o Symphonic Selections (2013).

Esse hiato vai acabar com a transmissão em vídeo do Video Game Music in Concert, concerto com a Munich Radio Orchestra no Prince Regent Theatre em Munique, Alemanha. O espetáculo será conduzido pelo maestro Eckehard Stier, com moderação de Nino Kerl.

O programa será um mix de números já executados em outros concertos, mas com alguns segmentos curiosos, como  Angry Birds e Clash of Clans. Do pouco que vi no YouTube de transmissões de apresentações com outras temáticas, a captação de imagens é suprema.

Jonne Valtonen: Fanfare for the Common 8-bit Hero
Chris Huelsbeck: Turrican II: Concerto for Laser and Enemies
Nobuo Uematsu: Blue Dragon: Waterside
Ari Pulkkinen: Angry Birds – Medley
Nobuo Uematsu: Final Fantasy VI – Symphonic Poem
Jonne Valtonen: Albion Online – Medley
Ari Pulkkinen: Super Stardust – Medley
Martin Schiøler: Clash of Clans
Chris Huelsbeck: Great Giana Sisters- Suite

A récita está marcada o dia 1 de fevereiro, e o concerto vai começar às 16h30 no horário de Brasília. O link para a transmissão é este – inclusive há até uma contagem regressiva para o início do espetáculo.

[ATUALIZAÇÃO] No mesmo link da transmissão é possível ver a gravação do concerto na íntegra.

[via BR-Klassik Concert, Münchner Rundfunkorchester]

“Shadow of the Colossus Suite” – Shadow of the Colossus (Sagas – Orchestral Fantasy Music)

Por Alexei Barros

Passados mais de dez anos do lançamento de Shadow of the Colossus e apenas a algumas semanas da chegada do sucessor The Last Guardian, é impressionante o efeito que a trilha do jogo de 2005 ainda é capaz de provocar em nossos sentimentos. Essa sensação foi reforçada ao ver esta surpreendente e estonteante performance no concerto Sagas – Orchestral Fantasy Music, realizado em novembro, na Noruega, com músicas de filmes, seriados e games no programa.

Não que o jogo seja inédito em apresentações de game music. Acontece que, via de regra, os espetáculos costumam revisitar a “The Opened Way ~Battle With the Colossus~”, um dos mais populares temas de combate do jogo, ou então o tema do desfecho “Epilogue ~Those Who Remain~”. Em termos de escolhas de faixas, uma das poucas que fugiram do senso comum foi o concerto Score, com uma fantástica suíte apresentada em 2010.

A suíte do Sagas vai além emendando três faixas curiosamente incomuns nas performances que representam uma fração (no caso, 1/16) da experiência de Shadow of the Colossus, com a música misteriosa que dá o tom de suspense na busca pelo colosso, um tema de confronto com um dos gigantes, e a melodia melancólica que se escuta a cada triunfo no jogo. Como a peça segue essa ordem, não há uma necessidade tão urgente por transições mais elaboradas.

Sendo assim, a “Sign of the Colossus” é reproduzida com toda aura de mistério, mesmo que sem aproveitar a bela passagem pianística presente na faixa original. A impactante “Revived Power ~Battle With the Colossus~”, que só havia aparecido no Press Start 2007 e no A Night in Fantasia 2007 (não há registro dessa performance), surge de maneira majestosa e absoluta. Depois dos intensos arrepios, o batalhão de coristas ao fundo do palco entra em cena, entoando, suavemente, o coro angelical de “The End of the Battle”, que termina com toda a singeleza das cordas da Trondheim Symphony Orchestra, sob a regência do maestro Torodd Wigum. Simplesmente transcendental.

– “Shadow of the Colossus Suite”
“Sign of the Colossus” ~ “Revived Power ~Battle With the Colossus~” ~ “The End of the Battle”

Symphonic Fantasies Tokyo e Final Symphony ganham versões em vinil

Os vinis do Symphonic Fantasies Tokyo e do Final Symphony são itens de colecionador até para quem não tem uma vitrola

Por Alexei Barros

Apesar de a tendência atual ser de lançamentos digitais, é alentador surgir uma notícia como esta: Symphonic Fantasies Tokyo e Final Symphony, dois dos mais aclamados concertos de games, vão ser lançados em vinil. Ambos já haviam sido publicados em CD, mas, como os puristas bem sabem, o vinil garante uma reprodução de áudio muito mais orgânica.

O Symphonic Fantasies Tokyo foi gravado ao vivo no Japão em 2012, com performance da Tokyo Philharmonic Orchestra e do Tokyo Philharmonic Chorus e repertório com músicas de Kingdom Hearts, Secret of Mana, Chrono Trigger/Cross e Final Fantasy. Já o Final Symphony foi gravado no Abbey Road Studios com músicas de Final Fantasy VI, VII e X executadas pela London Symphony Orchestra.

Ambos os concertos estão disponíveis em um pacote de luxo com três vinis cada e possuem belas capas ilustradas. Cada um custa US$ 45 (fora impostos e outros gastos), mas podem ser adquiridos em conjunto por US$ 80.

Os dois espetáculos também foram relançados com esse acabamento de luxo em CD. Cada álbum duplo sai por US$ 15, ao passo que juntos custam US$ 25.

Os vinis e os CDs vão ser lançados em dezembro e já estão disponíveis para pré-venda no site da publicadora Laced Records.

Os dois álbuns em CD também ganharam novas ilustrações

[via release de imprensa]

“Sogno di Volare” – Sid Meier’s Civilization VI

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Por Alexei Barros

Sid Meier’s Civilization VI foi recentemente lançado para PC, e a trilha sonora do jogo de estratégia tem como grande atrativo o retorno de Christopher Tin à composição do tema principal. O americano, que não participou de Civilization V, é o autor da consagrada “Baba Yetu”, tema do menu de Civilization IV. Cantada no idioma suaíli, a música exótica ganhou o Grammy quando foi lançada no álbum Calling All Dawns, que inclui outras faixas de Tin, mas sem relação com games.

A julgar pela inspiração do novo tema de Cilivization VI, potencial é o que não falta para Christopher Tin ganhar o Grammy e outros prêmios. Mesmo que não tenha o frescor e o ineditismo para uma música de videogame como a “Baba Yetu”, a “Sogno di Volare” (em português, “Sonho de Voar”) é uma composição transcendental, de arrepiar. O tema é cantado em italiano, e a letra é uma adaptação de Chiara Cortez de um texto de… Leonardo da Vinci. A gravação do tema foi feita com a Macedonian Symphonic Orchestra, e os corais Angel City Chorale e Cappella SF.

Eu já iria fazer um post para comentar a música, mas tive um incentivo extra quando soube da performance ao vivo da faixa. No dia 19 de julho, a “Sogno di Volare” teve a sua estreia mundial no Cadogan Hall em Londres, Inglaterra, com performance da Royal Philharmonic Orchestra e do Angel City Chorale e do Prima Vocal Ensemble. Além de exibir um coral simplesmente gigantesco – a ponto de a orquestra, que já aparentava estar em uma formação diminuta, parecer desproporcional –, o vídeo também mostra Christopher Tin na regência em toda a sua empolgação.

A título de curiosidade, a música foi lançada em um single digital, juntamente com a “A New Course (Opening Movie)”, que é uma variação desse tema.

Recomendo assistir aos três vídeos abaixo. O primeiro mostra a música original, com os versos em italiano e a tradução em inglês, o segundo revela a performance supracitada na Inglaterra e o último um making of com trechos da gravação no Abbey Road Studios.

“Sogno di Volare” – original, com a letra em italiano e tradução em inglês

“Sogno di Volare” – primeira performance da música no Cadogan Hall

Making of “Sogno di Volare”

Agradecido ao Thales Nunes Moreira pela recomendação.

“Chrono Cross Another Story” – Chrono Cross (Cosmosky Orchestra in Olympus Hall Hachioji)

Por Alexei Barros

Primeiro foi a Cosmosky Orchestra. Depois a Brass Exceed Tokyo. Agora volto a trazer uma nova performance da Cosmosky de Chrono Cross porque eles reformularam aquele medley de 2012 que já era fabuloso.

Para começo de conversa, a Cosmosky Orchestra me parece ter dado uma encorpada, com um número ainda maior de cordas. Além disso, o Chor Crystal Mana agora é reforçado pelo Tokyo Takinogawa Junior Choir – a quantidade de coristas não é gigantesca, mas parece ser mais do que o suficiente para o arranjo de Tomomi Hakamata (o mesmo de quatro anos atrás).

A sequência inicial de três músicas é a mesma, com “Garden of God”, “Scars of Time” e “Arni Village ~ Home”, mas muda a partir daí com a inserção da “Arni Village: Another”. Essa música, que estava presente na versão da Brass Exceed Tokyo, ficou agradabilíssima com as castanholas e o duo de oboé e clarinete, seguido pelas flautas.

Numa transição que chega meio sem avisar nem nada, como em um encontro aleatório, há a novidade do tema de combate “Gale”, que até então só havia sido orquestrado na suíte de Chrono do Symphonic Fantasies. É bem interessante a forma como a música vai crescendo, especialmente com a participação do tímpano.

Quando a vitória é sagrada na harpa, surge o momento que me deu arrepios de nostalgia: a dobradinha “Victory ~Summer’s Cry~” (nos metais) e “Victory ~Spring’s Gift~” (nas flautas), cuja melodia é, como todo mundo sabe, o tema da Lucca de Chrono Trigger. Depois, com o solos de piano e flauta, eis que aparece a emocionante “The Girl Who Stole the Stars”. É para derrubar qualquer um esse trecho que ainda tem toda a sua delicadeza reproduzida no coral.

Daí em diante, a sequência de músicas é bastante similar à versão de 2012, com o tema de chefe “The Brink of Death”, a breve “Grief” e o tema de batalha contra o Miguel “Prisoners of Fate”. Depois, deixando a melancolia de lado, vem “Beginning of a Dream”, “Magical Dreamers ~The Wind, the Stars, and the Sea~”, “The Dream that Time Dreams”, “Radical Dreamers” (em uma brevíssima alusão) e fechando com a “Scars of Time”.

Ouvindo de ponta a ponta, é fácil perceber que algumas transições não são muito adequadas e também dá para imaginar uma ordem melhor na sequência das faixas, mas as novidades dos temas de combate e da vitória, além da “The Girl Who Stole the Stars” valem a apreciação e o reconhecimento.

– “Chrono Cross Another Story”

“Garden of God” ~ “Scars of Time” ~ “Arni Village ~ Home” ~ “Arni Village: Another” ~ “Gale” ~ “Victory ~Summer’s Cry~” ~ “Victory ~Spring’s Gift~” ~ “The Girl Who Stole the Stars” ~ “The Brink of Death” ~ “Grief” ~ “Prisoners of Fate” ~ “Beginning of a Dream” ~ “Magical Dreamers ~The Wind, the Stars, and the Sea~” ~ “The Dream that Time Dreams” ~ “Radical Dreamers” ~ “Scars of Time”

“Final Fantasy VIII (Mono no aware)” (Final Symphony II 2016 em Estocolmo, Suécia)

Por Alexei Barros

O concerto Final Symphony II estreou em setembro do ano passado com músicas de Final Fantasy V, VIII, IX e XIII e, desde então, já passou por diversos lugares do mundo, incluindo até o Japão. Porém, diferentemente do predecessor Final Symphony, ainda não foi lançado um álbum correspondente desse concerto – o que imagino que vá acontecer algum dia.

Para compensar a vontade de ouvir as peças orquestrais desses jogos, a própria Royal Stockholm Philharmonic Orchestra publicou a suíte de Final Fantasy VIII, “Mono no aware”, que foi executada no início deste ano em Estocolmo, Suécia. O arranjo é do talentoso e competente Roger Wanamo, que já conhecemos desde o Symphonic Fantasies. Para quem não se lembra, a própria RSPO já tinha publicado uma gravação da suíte de Final Fantasy VI em 2014.

Não é novidade que o FFVIII em si não está entre os meus preferidos da série, mas este jogo tem uma grande importância na história musical de Final Fantasy, por hits como “Liberi Fatali” e “Eyes on Me”. Naturalmente, ambas estão presentes em diferentes momentos da suíte. Curioso que mesmo em versão instrumental, sem coral, a “Liberi Fatali” não perdeu impacto.

Como o próprio texto do site oficial do concerto explica, o arranjo explora a semelhança da melodia de algumas faixas da trilha, como “Eyes on Me” com a “Waltz for the Moon”. A “Balamb Garden” é outra música que vem fácil à mente de quem jogou pelo menos o início do jogo, sendo evocada de uma maneira bem singela. Porém, eu sou presa fácil para temas de combate, e a “Don’t Be Afraid” é outra faixa que me cativou.

Sob a regência da maestrina Giedré Slekyté, é uma performance para ver e apreciar mais de uma vez.

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[via Gameconcerts.com]


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