O novo ‘mascote’ da Kojima Productions já virou bonequinho(s)

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Por Claudio Prandoni

Ainda resta alguma dúvida de que a Konami errou feio, errou rude ao deixar Hideo Kojima partir de forma tão conturbada e mal explicada?

Em dezembro do ano passado ele revelou a versão redux do estúdio Kojima Productions, agora como uma parada ~meio indie~ e com certo apoio da Sony, assim como o novo logo da equipe: um astronauta caveirão.

Em maio ficamos sabendo que o tal puro-osso é Ludens – e nada mais.

Será ele personagem de Death Stranding, jogo que o Kojimão revelou na E3? Não sabemos. Ninguém negou ou confirmou. Resta só a especulação que, na boa, geralmente compõe boa parte da diversão em acompanhar a produção de um novo game de Kojima-san.

Enfim: o jogo nem saiu, nem sabemos o que(m) raios é Ludens e já temos bonequinho dele. Digo mais, bonequinhos, no plural mesmo.

A excelente fabricante Good Smile Company revelou uma action figure da linha Figma (proporção 1/12 e ampla variedade de articulações). Ainda em estágio de protótipo, o bonequinho traz luzes no capacete pra acender e revelar o caveira lá dentro.

Além do Figma, rola lançamento também na linha Nendoroid, um pouco menor e de proporções Super Deformed (o tal SD), com cabeção e trejeitos caricatos.

Pelas fotos, aliás, parece um enxame de Ludens: cinco modelos com cores diferentes e um maiorzinho, com capacete transparente estilizado mostrando o crânio de cálcio.

Por ora, nada de preços ou datas de lançamento, mas já rolam várias fotos maneiras. Seguem abaixo na galeria junto com algumas do Kojimão nerdeando na San Diego Comic-Con e mostrando que é geek como a gente.

Uma hora e meia jogando Pokémon Go no Brasil

Por Claudio Prandoni

Certamente você faz parte daquele 99% que já ouviu falar/está louco por Pokémon Go.

Por dois golpes de sorte, consegui jogar o game aqui no Brasil em duas oportunidades no meu celular, um Moto X Play.

A primeira foi bem no dia do lançamento: por aqueles esquemas de baixar o APK e instalar direto no celular, sem passar pela Google Play Store, algo que o próprio sistema permite.

Fiz o tutorial sem problemas, capturei um Charmander sem querer (queria o Bulbassauro) e ainda um Doduo e um Zubat (esses por querer mesmo). Fiquei meio perdido com o fato de o lance da realidade aumentada não ter funcionado no meu celular.

Achei que o problema fosse justamente por conta de o game não ter saído oficialmente por aqui, mas vi casos de pessoas aqui no Brasil jogando e conseguindo usar a câmera e também de pessoas nos EUA, onde o jogo já saiu, não conseguindo utilizar a realidade aumentada.

De fato, Pokémon Go é um jogo ainda de muitas dúvidas, dentro e fora do jogo em si.

Como, por exemplo, no último domingo, quando na virada para segunda-feira o jogo funcionou por mais uma horinha na qual consegui jogar.

Teste de servidor? Vacilo da Niantic e da Nintendo? Outra coisa? Minha aposta vai pra primeira opção.

Nessa segunda ocasião consegui testar melhor o lance de andar pelo mapa e interagir com os PokéStops, pontos especiais do mapa em que você pode ganhar itens e afins.

Ah, capturei mais um Zubat também e pude conferir, por exemplo, que o prédio da FIESP, na Avenida Paulista, é um dos ginásios do game – já imagino a turba de treinadores fazendo procissão por ali e acampando pra treinar seus monstrinhos de bolso.

Por ora, Pokémon Go segue sem lançamento definido no Brasil. No lançamento, ele saiu nos EUA, Austrália e Nova Zelândia. De lá pra cá, Europa parece ter virado prioridade: já pipocou na Alemanha, Reino Unido, Itália, Espanha e Portugal.

Aproveito pra vender o peixe rapidinho: pelo meu trabalho, lá no UOL Jogos, produzi algum conteúdo sobre Pokémon Go, incluindo esse vídeo aí abaixo, explicando mais ou menos como funciona o jogo.

Misto de clássico e moderno, Exvius é o melhor Final Fantasy pra celular

Por Claudio Prandoni

Não é um Final Fantasy ~à moda antiga~, mas é de longe o que mais tenho jogado nos últimos tempos – ao menos, claro, até a chegada do boy bandístico Final Fantasy XV.

Exvius já tinha me chamado a atenção durante a E3 2015, quando brilhou de forma tímida, mas cheia de personalidade, dentre a enxurrada de FFs divulgados pela Square Enix na feira.

Em meio a tantos RPGs tridimensionais ainda um tanto quanto desengonçados, Exvius exibia vistosos gráficos 2D, como uma versão turbinada da geração 16-bits, e uma história sem firulas, cheia de cristais protetores, caras malvados de armadura e tal.

No final do ano passado, em um rolê MUITO legal pelo Japão, consegui baixar a versão nipônica do game pro meu celular Android e já fui conhecendo melhor.

Pouco depois, na primeira metade deste ano, ele saiu em teste em alguns países, tipo a Suécia, e pude provar um pouco mais, já agora na versão ocidental.

Por baixo da historinha, rola um ‘gacha’ japonês de raiz, gratuito com itens pra comprar com dinheiro de verdade e vários bonequinhos pra colecionar sendo, claro, os heróis clássicos de Final Fantasy os mais bacanas e cobiçados.

Durante a E3 o jogo foi disponibilizado de vez pelo globo terrestre, incluindo nosso Brasil -sil-sil, e apesar de não contar com legendas em português – shame on you, Squenix – dá pra jogar numa boa.

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Equipe unida e entrosada, sempre em busca dos três pontos (de XP)

Além da trama rolam vários eventos e atividades diferentes pra interagir, evoluir bonequinhos e coletar itens e equipamentos. Digo mais: rolam até algumas summons, com breves CGzinhas impressionantes de ver na telinha do smartphone/tablet.

 

De fato, o fluxo de atividades é tão variado e amigável que dá pra se divertir muito e montar uma equipe de respeito sem gastar dinheiro de verdade.

No momento, por exemplo, tenho um time titular com a dupla Rain e Lasswell (protagonistas de Exvius) acompanhados de Sabin e Terra (FFVI) e Kain (FFIV). No ‘banco’ tenho Cecil versão paladino na minha frente em Edron (FFIV), Fran, Vaan e Penelo (FFXII), Vivi (FFIX), Rydia S2 (FFIV) e um punhadão de ilustres desconhecidos que debutaram no próprio Exvius.

Por ora, aqui no ocidente não há bonequinios de FFVII, VIII e XIII. Meu palpite é que antes de Cloud, Squall e Lightning darem as caras veremos o príncipe Noctis e outros ferinhas do XV aparecendo.

ffexvius

“Streets of Rage Medley” – Streets of Rage e Streets of Rage 2 (NJBP Live! #4 “The Sun of Ancient”)

Por Alexei Barros

“Streets of Rage orquestrado” estava na minha wishlist há tantos anos que nunca imaginei que esse dia chegaria. Afinal de contas, as músicas de Yuzo Koshiro em estilo techno e house não pareciam combinar com instrumentos sinfônicos. Além disso, os japoneses, que sempre estão na vanguarda, não pareciam nutrir o mesmo apreço pelas músicas da série do que os ocidentais.

Mesmo querendo que as faixas fossem orquestradas, eu imaginei que poucos conseguiriam fazer a adaptação com sucesso. O resultado poderia ficar totalmente irreconhecível ou então meia-boca. Pensei até que poderiam enfiar uma guitarra para facilitar as coisas… Mas então entra em cena os japoneses pró-amadores, que não se cansam de surpreender. No caso, a New Japan BGM Philharmonic Orchestra.

Sem nenhum auxílio de instrumentos elétricos, apenas com cordas, algumas madeiras e metais, duas músicas e mais uma vinheta da série Streets of Rage são adaptadas de maneira magistral. O detalhe é que não são faixas fáceis de imaginar orquestradas, como o tema introspectivo “The Streets of Rage”. São duas músicas que tocam no meio da pancadaria.

Com a multiplicidade de instrumentos, a orquestra consegue reproduzir todas as camadas de sons das composições em um resultado simplesmente fabuloso. Além do arranjo, também é impressionante observar a performance incansável dos violinos, violas e violoncelos, com reminiscências dignas de Michael Nyman e Symphonic suite from ActRaiser.

Assisti ao vídeo boquiaberto do começo ao fim. Uma das performances mais incríveis que já vi.

– “Streets of Rage Medley”
“Fighting in the Street” (Streets of Rage) ~ “Dreamer” (Streets of Rage 2) ~ “Round Clear” (Streets of Rage)

Eternamente agradecido à Jejé Pinheiro pela incrível descoberta.

Hadouken ao vivo? Hitz e Prandas se aventuram em Resident Evil VII

Por Claudio Prandoni

De repente, não mais do que repentinamente, eis que decidimos abrir um canal no YouTube e mostrar o Hitz & Prandas jogando AO VIVO e A CORES a demo Beginning Hour de Resident Evil VII, lançada outro dia aí, durante a E3 2016.

Devo dizer que orgulhosamente destrinchamos a tal demo: fizemos os três finais já conhecidos, exploramos cada cantinho DAQUELA NOVA mansão e até vimos a garota-fantasma-do-capeta-ai-meldels.

O vídeo completo você confere acima, em nosso canal no YouTube (já se inscreveu?) ou em nossa página no Facebook (já curtiu?).

Aliás: teremos novos vídeos? Novos streamings ao vivo? Coisa e tal?

Talvez. Provável que sim, mas ainda não sei dizer. Depende do Hitz. E mais ainda do Alexei, claro.

Sugestões? Mais do que benvindas, pode mandar, pls, pfvr!

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Enfim revelado o compositor de The Last Guardian – não é o Kow Otani

Por Alexei Barros

Um dos elementos mais enigmáticos a respeito de The Last Guardian e que mais me vinha intrigando era a trilha sonora. Tamanha curiosidade se justificava especialmente pelo fato de que as músicas do predecessor espiritual Shadow of the Colossus foram magistrais e definitivamente estão entre as melhores da história dos videogames. Minha expectativa era de que o autor delas, Kow Otani, pudesse repetir a dose em The Last Guardian, mas infelizmente não é o que vai acontecer.

Como já disse várias vezes, no trailer de revelação do jogo tocava a música “Opening Titles”, composição de Carter Burwell para o filme Miller’s Crossing. Nos vídeos posteriores, como naquele do retorno na E3 2015, ficava difícil ter alguma noção do que esperar da trilha sonora. Só agora, em 2016, no que deve ser (assim espero) o ano de lançamento do título, foram reveladas mais informações sobre esse aspecto do jogo.

Em entrevista exclusiva para o IGN, o próprio diretor Fumito Ueda revelou quem é o responsável pelas músicas: o japonês Takeshi Furukawa, residente em Los Angeles, EUA. Seguindo a tendência de compositores ocidentais da atualidade, ele inclui em seu currículo participações em filmes e seriados. Seu trabalho de maior projeção é na orquestração do filme de animação Star Wars: A Guerra dos Clones e na composição da série homônima. Nos videogames, ele também coleciona duas pequenas participações com músicas adicionais em Star Wars: The Clone Wars e em GoldenEye 007 (aquele remake de 2010 que, devo confessar, achei medianíssimo). Em seu site oficial, há diversos samples de suas composições, que me deixaram uma ótima impressão pela habilidade em fazer músicas orquestradas sentimentais, com muita ênfase nas cordas.

Por sinal, a trilha de The Last Guardian foi gravada nada mais nada menos do que pela London Symphony Orchestra, a mesma do concerto Final Symphony, no London Air Studios na Inglaterra. Pelo vídeo dá para ver que também foi usado um coral (ora garotos, ora mulheres). Alguns trechos da trilha podem ser apreciados, além de considerações de Fumito Ueda sobre esse aspecto em suas produções.

Algo me diz que as músicas de The Last Guardian serão belíssimas, porém não vão chegar no nível de Shadow of the Colossus.

Como venho comentando todas as aparições de The Last Guardian através dos anos, também não posso deixar de recomendar este outro vídeo do IGN no qual Ueda fala mais a respeito das idas e vindas desse aguardado projeto.

“Bloodborne Suite” – Bloodborne (Score: Orchestral Game Music 2015 em Estocolmo)

Por Alexei Barros

Qual é a melhor coisa que pode acontecer com um concerto de games? Eu responderia: ter a orquestra de uma rádio. Isso garante que as apresentações sejam transmitidas com qualidade de captação profissional. Bons exemplos não faltam: a tetralogia com a WDR Radio Orchestra na Alemanha e o Games in Concert com a Metropole Orchestra na Holanda, que surgiu originalmente em uma parceria com a NCRV Radio.

As apresentações Score na Suécia produzidas por Orvar Säfström já chamavam a atenção pela competência e profissionalismo das performances e, então, em 2015 a Swedish Radio Symphony Orchestra entrou na jogada, garantindo que o concerto fosse transmitido em janeiro de 2016 na TV. Eu honestamente custo a acreditar que eles liberaram um vídeo desse nível de graça, no YouTube.

Foram publicadas gravações interessantes que ainda pretendo postar e comentar com a tradicional dose de atraso, mas, para começar, fico com esta suíte de Bloodborne, que terminei apenas recentemente (e ainda estou impactado por mais uma obra-prima de Hidetaka Miyazaki). Esse é um jogo tão atípico para um concerto ocidental que eu esperaria encontrar apenas no Press Start se ainda existisse a série japonesa de concertos.

Quando publiquei aquele vídeo da gravação da “Cleric Beast” ano passado ainda não se sabia exatamente quem faria as músicas. No fim das contas, é um time de seis compositores – metade ocidental (Ryan Amon, Cris Velasco e Michael Wandmacher), metade nipônico (Tsukasa Saitoh, Yuka Kitamura e Nobuyoshi Suzuki). Os três japoneses inclusive integram a equipe interna de som da From Software e fizeram a trilha de Dark Souls III com Motoi Sakuraba.

A suíte do Score traz apenas composições do americano Ryan Amon, que foi o principal autor da trilha, assinando 12 das 30 faixas (já contabilizo as cinco adicionadas no DLC). Se isso garante o senso de unidade na peça, ao mesmo tempo me faz lamentar pelas ausências da supracitada “Cleric Beast” e da “Laurence, the First Vicar”, ambas composições de Tsukasa Saitoh, ou então da estonteante “Ludwig, the Holy Blade”, de Nobuyoshi Suzuki – sempre acho que vou ter uma parada cardíaca ao ouvir o trecho a partir de 2:38. Por sinal, as duas últimas são do DLC The Old Hunters, que traz algumas das faixas mais bombásticas do jogo.

Mas vamos enfim à suíte, que tem arranjo de Andreas Hedlund e o solo vocal da soprano Sabina Zweiacker. Invertendo a ordem das duas primeiras músicas da track list, a performance começa com as cordas servindo de fundo para a voz de Zweiacker em “The Night Unfurls”, em um andamento levemente mais lento que a original. Pouco depois surge a “Omen” (a partir de 0:27 na faixa do jogo), em um cadavérico solo de violoncelo, pouco depois acompanhado pelas demais cordas e, mais tarde, por uma nova intervenção da cantora. A suíte emenda de uma maneira bastante natural no tema dos créditos “Bloodborne” (no trecho que começa em 0:56 do original), com trombones, cordas nervosas e um solo agudo de Zweiacker – tanto que eu demorei um bom tempo para decifrar as músicas. Gravação e performance irretocáveis como esta não surgem todos os dias. Coloque em 1080p e aprecie.

– “Bloodborne Suite”
“The Night Unfurls” ~ “Omen” ~ “Bloodborne”


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