Hadouken ao vivo? Hitz e Prandas se aventuram em Resident Evil VII

Por Claudio Prandoni

De repente, não mais do que repentinamente, eis que decidimos abrir um canal no YouTube e mostrar o Hitz & Prandas jogando AO VIVO e A CORES a demo Beginning Hour de Resident Evil VII, lançada outro dia aí, durante a E3 2016.

Devo dizer que orgulhosamente destrinchamos a tal demo: fizemos os três finais já conhecidos, exploramos cada cantinho DAQUELA NOVA mansão e até vimos a garota-fantasma-do-capeta-ai-meldels.

O vídeo completo você confere acima, em nosso canal no YouTube (já se inscreveu?) ou em nossa página no Facebook (já curtiu?).

Aliás: teremos novos vídeos? Novos streamings ao vivo? Coisa e tal?

Talvez. Provável que sim, mas ainda não sei dizer. Depende do Hitz. E mais ainda do Alexei, claro.

Sugestões? Mais do que benvindas, pode mandar, pls, pfvr!

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Enfim revelado o compositor de The Last Guardian – não é o Kow Otani

Por Alexei Barros

Um dos elementos mais enigmáticos a respeito de The Last Guardian e que mais me vinha intrigando era a trilha sonora. Tamanha curiosidade se justificava especialmente pelo fato de que as músicas do predecessor espiritual Shadow of the Colossus foram magistrais e definitivamente estão entre as melhores da história dos videogames. Minha expectativa era de que o autor delas, Kow Otani, pudesse repetir a dose em The Last Guardian, mas infelizmente não é o que vai acontecer.

Como já disse várias vezes, no trailer de revelação do jogo tocava a música “Opening Titles”, composição de Carter Burwell para o filme Miller’s Crossing. Nos vídeos posteriores, como naquele do retorno na E3 2015, ficava difícil ter alguma noção do que esperar da trilha sonora. Só agora, em 2016, no que deve ser (assim espero) o ano de lançamento do título, foram reveladas mais informações sobre esse aspecto do jogo.

Em entrevista exclusiva para o IGN, o próprio diretor Fumito Ueda revelou quem é o responsável pelas músicas: o japonês Takeshi Furukawa, residente em Los Angeles, EUA. Seguindo a tendência de compositores ocidentais da atualidade, ele inclui em seu currículo participações em filmes e seriados. Seu trabalho de maior projeção é na orquestração do filme de animação Star Wars: A Guerra dos Clones e na composição da série homônima. Nos videogames, ele também coleciona duas pequenas participações com músicas adicionais em Star Wars: The Clone Wars e em GoldenEye 007 (aquele remake de 2010 que, devo confessar, achei medianíssimo). Em seu site oficial, há diversos samples de suas composições, que me deixaram uma ótima impressão pela habilidade em fazer músicas orquestradas sentimentais, com muita ênfase nas cordas.

Por sinal, a trilha de The Last Guardian foi gravada nada mais nada menos do que pela London Symphony Orchestra, a mesma do concerto Final Symphony, no London Air Studios na Inglaterra. Pelo vídeo dá para ver que também foi usado um coral (ora garotos, ora mulheres). Alguns trechos da trilha podem ser apreciados, além de considerações de Fumito Ueda sobre esse aspecto em suas produções.

Algo me diz que as músicas de The Last Guardian serão belíssimas, porém não vão chegar no nível de Shadow of the Colossus.

Como venho comentando todas as aparições de The Last Guardian através dos anos, também não posso deixar de recomendar este outro vídeo do IGN no qual Ueda fala mais a respeito das idas e vindas desse aguardado projeto.

“Bloodborne Suite” – Bloodborne (Score: Orchestral Game Music 2015 em Estocolmo)

Por Alexei Barros

Qual é a melhor coisa que pode acontecer com um concerto de games? Eu responderia: ter a orquestra de uma rádio. Isso garante que as apresentações sejam transmitidas com qualidade de captação profissional. Bons exemplos não faltam: a tetralogia com a WDR Radio Orchestra na Alemanha e o Games in Concert com a Metropole Orchestra na Holanda, que surgiu originalmente em uma parceria com a NCRV Radio.

As apresentações Score na Suécia produzidas por Orvar Säfström já chamavam a atenção pela competência e profissionalismo das performances e, então, em 2015 a Swedish Radio Symphony Orchestra entrou na jogada, garantindo que o concerto fosse transmitido em janeiro de 2016 na TV. Eu honestamente custo a acreditar que eles liberaram um vídeo desse nível de graça, no YouTube.

Foram publicadas gravações interessantes que ainda pretendo postar e comentar com a tradicional dose de atraso, mas, para começar, fico com esta suíte de Bloodborne, que terminei apenas recentemente (e ainda estou impactado por mais uma obra-prima de Hidetaka Miyazaki). Esse é um jogo tão atípico para um concerto ocidental que eu esperaria encontrar apenas no Press Start se ainda existisse a série japonesa de concertos.

Quando publiquei aquele vídeo da gravação da “Cleric Beast” ano passado ainda não se sabia exatamente quem faria as músicas. No fim das contas, é um time de seis compositores – metade ocidental (Ryan Amon, Cris Velasco e Michael Wandmacher), metade nipônico (Tsukasa Saitoh, Yuka Kitamura e Nobuyoshi Suzuki). Os três japoneses inclusive integram a equipe interna de som da From Software e fizeram a trilha de Dark Souls III com Motoi Sakuraba.

A suíte do Score traz apenas composições do americano Ryan Amon, que foi o principal autor da trilha, assinando 12 das 30 faixas (já contabilizo as cinco adicionadas no DLC). Se isso garante o senso de unidade na peça, ao mesmo tempo me faz lamentar pelas ausências da supracitada “Cleric Beast” e da “Laurence, the First Vicar”, ambas composições de Tsukasa Saitoh, ou então da estonteante “Ludwig, the Holy Blade”, de Nobuyoshi Suzuki – sempre acho que vou ter uma parada cardíaca ao ouvir o trecho a partir de 2:38. Por sinal, as duas últimas são do DLC The Old Hunters, que traz algumas das faixas mais bombásticas do jogo.

Mas vamos enfim à suíte, que tem arranjo de Andreas Hedlund e o solo vocal da soprano Sabina Zweiacker. Invertendo a ordem das duas primeiras músicas da track list, a performance começa com as cordas servindo de fundo para a voz de Zweiacker em “The Night Unfurls”, em um andamento levemente mais lento que a original. Pouco depois surge a “Omen” (a partir de 0:27 na faixa do jogo), em um cadavérico solo de violoncelo, pouco depois acompanhado pelas demais cordas e, mais tarde, por uma nova intervenção da cantora. A suíte emenda de uma maneira bastante natural no tema dos créditos “Bloodborne” (no trecho que começa em 0:56 do original), com trombones, cordas nervosas e um solo agudo de Zweiacker – tanto que eu demorei um bom tempo para decifrar as músicas. Gravação e performance irretocáveis como esta não surgem todos os dias. Coloque em 1080p e aprecie.

– “Bloodborne Suite”
“The Night Unfurls” ~ “Omen” ~ “Bloodborne”

Chikage Games: review de Dark Souls III

Por Alexei Barros

Provavelmente seria apedrejado se falasse isto em público, mas não sou daqueles que acham que séries anuais são o câncer da indústria. Claro, dentro de um bom senso e, acima de tudo, mantendo a qualidade, realmente não consigo encarar como um problema sério. Digo isso porque com os lançamentos de Dark Souls II (2014), Bloodborne (2015) e agora Dark Souls III (2016), a série Souls, contabilizando o spin-off do ano passado, virou praticamente anual.

É incrível como a From Software, com um cronograma apertado, conseguiu se organizar de modo a lançar três jogos desse escopo em tão pouco tempo, enquanto projetos como Final Fantasy XV e The Last Guadian se arrastam no desenvolvimento há pelo menos dez anos. Mais importante: com um nível de excelência ímpar. Mesmo Dark Souls II, que está abaixo dos demais por diversos fatores (chefes genéricos, alguns cenários medianos), é um jogo gigantesco.

Verdade que assim fica difícil estar 100% atualizado com a série – eu ainda estou jogando a DLC The Old Hunters do Bloodborne. Como todo mundo sabe, Dark Souls III foi recentemente lançado e muitos já concluíram ou estão usufruindo de mais uma rodada de ambientes fantásticos e combates épicos do jeito que só a From Software é capaz de fazer. Um desses afortunados é o Edu Baggio, do Chikage Games, canal a qual fui apresentado há poucos dias pelo próprio. O vídeo que destaquei é um review do Dark Souls III, mas ele gravou outros vídeos relacionados do universo Souls/Bloodborne – outro que recomendo é o “9 motivos para jogar a série Souls”, que também aborda a trilha sonora. Como jogador experiente da franquia, o Edu falou sobre as novidades de gameplay e diferenças que o Dark Souls III traz em relação aos predecessores, além de comentários a respeito da parte técnica.

Uma fantasia baseada no calendário da realidade

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Por Claudio Prandoni

Há algumas semanas rolou o evento Uncovered: Final Fantasy XV, que revelou uma porrada de novidades do RPG road trip da Square Enix, e, olha só que coisa: este que vos escreve estava lá.

Além de trabalhar e conhecer pessoalmente o fantasioso bigodudo traidor, Hironobu Sakaguchi, acompanhei o evento e recebi como brinde um bonito calendário de parede temático de FFXV.

Verdadeiro tributo aos fãs do game que nem saiu, mas já carrega uma década de desenvolvimento nas costas e angariou um bocado de fãs pelo planeta, o calendário traz artes feitas justamente pelos fãs.

Item exclusivo do Uncovered – cheguei a ver gente no eBay vendendo por até R$ 180! -, tomei a liberdade de digitalizar o item, para quem quiser apreciar melhor as ilustrações, usar mesmo como calendário ou, sei lá, ambos!

Veja abaixo na galeria ou lá no Issuu, em um formato bem bonito e simpático, ou clica aqui para salvar/baixar/ver/coisa e tal o PDF do calendário.

Bra★Bra 2: uma nova rodada de arranjos para orquestra de sopro

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Por Alexei Barros

Outro álbum digno de nota que sai hoje, dia 23 de março, no Japão, é o Bra★Bra Final Fantasy Brass de Bravo 2. Há pouco mais de um ano comentei com entusiasmo a respeito do lançamento do álbum anterior, que se provou ser realmente fantástico. O grande atrativo dos discos é a performance da orquestra de sopro Siena Wind Orchestra.

Se o o primeiro CD possuía gratas surpresas que fugiam do senso comum, como “The Airship Medley”, “FF Dungeon Medley” e outras, o segundo já entra na mesmice de hits do Distant Worlds e do Piano Opera. Faixas como “Festival of the Hunt” e “The Man with the Machine Gun” foram arranjadas à exaustão, embora eu goste sobremaneira de ambas. Mesmo assim, “Main Theme FFI/II/III” e especialmente a “Mambo de Chocobo” (FFV) me surpreenderam. Veja o set list abaixo.

01 “Battle at the Big Bridge” (FFV)
02 “Main Theme Of Final Fantasy IV” (FFIV)
03 “Cosmo Canyon” (FFVIII)
04 “Festival of the Hunt” (FFIX)
05 “Main Theme FFI/II/III”: “Main Theme” (FFI) ~ “Main Theme” (FFII) ~ “Eternal Wind” (FFIII)
06 “Something to Protect” (FFIX)
07 “Kefka” (FFVI)
08 “Gold Saucer” (FFVII)
09 “The Man with the Machine Gun” (FFVIII)
10 “Fight With Seymour” (FFX)
11 “Fragments of Memories” (FFVIII)
12 “Mambo de Chocobo” (FFV)

O time de arranjadores é o mesmo de antes, com o quinteto Yasumasa Sato, Tsutomu Narita, Rika Ishige, Youhei Kobayashi e Nobuhiko Kashiwara. O experiente Shiro Hamaguchi, que foi o principal arranjador de Final Fantasy no passado, também está creditado na “Fragments of Memories”, mas acho que isso se deve apenas pelo fato de Yasumasa Sato provavelmente ter se baseado na partitura feita para o álbum FITHOS LUSEC WECOS VINOSEC.

Samples de todas as faixas podem ser conferidos no site da Square Enix.

No ano passado foi realizada uma turnê de apresentações no Japão e algumas músicas presentes no Bra★Bra Final Fantasy Brass de Bravo 2 já foram tocadas ao vivo, como mostra este vídeo promocional.

[via Square Enix]

The Orchestral SaGa -Legend of Music-: à espera de um álbum lendário

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A FILMharmonic Orchestra Prague é conhecida por um longo histórico de performances em concertos e trilhas de games


Por Alexei Barros

Apesar da qualidade e da excelência musical da série SaGa, a franquia tem uma representatividade muito pequena em arranjos orquestrais, seja em concertos ou álbuns. Mais isso vai mudar um pouco com o lançamento do CD duplo The Orchestral SaGa -Legend of Music-, que acontece hoje, dia 23 de março no Japão.

Gravado no Rudolfinum’s Dvořák Hall com a FILMharmonic Orchestra Prague na cidade de Praga na República Tcheca, o primeiro disco contém dez faixas em formatos de medleys. As seleções percorrem músicas de todos os compositores da série, desde o início com Nobuo Uematsu e Kenji Ito, até a era impressionista de Masashi Hamauzu, passando pelas faixas de Ryuji Sasai e Chihiro Fujioka em Jikuu no Hasha: SaGa 3.

A melhor decisão que podiam tomar é deixar os arranjos sob os auspícios de Kousuke Yamashita. Já pude ouvir diferentes trilhas de games, animes, J-dramas e tokusatsus e é impressionante o talento do japonês com músicas orquestrais. Entre tantos arranjos para os concertos de Monster Hunter, ele também arranjou e regeu o Nobunaga no Yabou 30th Anniversary Concert. Curiosamente, é a primeira colaboração de Yamashita com a Square Enix.

Na página oficial do The Orchestral SaGa -Legend of Music-, é possível ouvir diversos samples. Destaco a surpreendente aparição da “Battle Theme I” do Unlimited Saga na faixa 1, a “Decisive Battle! Saruin” do Romancing SaGa na faixa 5 e a “Feldschlacht I” do Saga Frontier II na faixa 9.

O segundo CD, por sua vez, traz apenas quatro faixas e foi gravado no Japão. Pelo que entendi nesta entrevista que Kenji Ito concedeu ao 4Gamer.net, na verdade são arranjos originalmente preparados para o Imperial SaGa, jogo da série para browser, mas acabaram ficando de fora. As releituras desse disco foram feitas pela Natsumi Kameoka e se diferem por terem bateria, baixo elétrico e guitarra. Chamo a atenção para a “Seven Heroes Battle” do Romancing Saga 2 e a “Four Demon Nobles Battle 1” do Romancing SaGa 3 na faixa 4 desse disco.

Claro que nem tudo é perfeito: ainda vou ficar sonhando com a “Searching for the Secret Treasure” do SaGa 2 Hihou Densetsu, a “Battle #1” do SaGa Frontier e a “Battle 1” do Romancing SaGa orquestradas. Já posso imaginar outro álbum nesse formato?

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O compositor Kenji Ito e o arranjador Kousuke Yamashita foram até Praga para supervisionar a gravação das partituras

[via 4Gamer.net e Square Enix]


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