Arquivo de agosto \07\UTC 2013

“Turrican II – Anthology Suite” – Turrican II: The Final Fight (Soundtrack Cologne – East meets West)


Por Alexei Barros

Nas cinco edições da série Symphonic Game Music Concert, em cada uma delas houve pelo menos um segmento com músicas de Chris Huelsbeck, e a série que mais lembranças recebeu foi Turrican, em especial o segundo jogo. Para completar, quando foi a vez do compositor alemão ser homenageado no espetáculo Symphonic Shades, o Turrican II ganhou um concerto para piano que é uma das grandes obras-primas do arranjador Jonne Valtonen.

Para quem não conhece o jogo, é natural pensar que já estava de bom tamanho tantas performances, mas não foi nenhuma surpresa saber que o Turrican II ganhou uma inédita e bem-vinda releitura para o Soundtrack Cologne – East meets West. O mais bacana é que esse novo arranjo ficou sob os auspícios do Roger Wanamo, que ainda não fazia parte da equipe do Merregnon Studios na época do Symphonic Shades (sua estreia seria no Symphonic Fantasies, na suíte do Chrono). Com isso, o finlandês construiu uma suíte de 11 minutos com vários temas do Turrican II como veremos mais detalhadamente a seguir.

Para um início pomposo, foi perfeita a escolha da “Concerto for Lasers and Enemies” (tema da primeira das três fases de navinha do jogo, a 3-1). O brilho dos metais dão todo o clima John Williams que o tema tem direito. Logo aos 1:10, há uma competente transição para o “The Final Fight” (da tela-título), o tema que Valtonen usou em todo o concerto para piano. Esse trecho explora as cordas e, diferentemente do Symphonic Shades, também faz uso do coral, dando uma sensação bem diferente de outros arranjos do Turrican já feitos. Em meio ao pizzicato dos violinos, há um solo de clarinete bem inesperado, enquanto o coro cria um clima sombrio e imponente. Depois de explorar muito bem esse tema, a viagem vai para a introspectiva “The Great Bath” (ela toca apenas nas áreas aquáticas da fase 2-1). Depois de uma pausa para pensar, o coral entoa a melodia a capella em um momento de pura inspiração, e pouco depois a orquestra se junta em plena harmonia. Aos 8:00, a “Concerto for Lasers and Enemies” retorna brevemente para fazer a ponte até surgir, aos 8:20, a “Freedom” (tema dos créditos), orquestrada pela primeira vez. Em uma bela participação do coral, a melodia genial da música é tocada de maneira magnífica, terminando com o regresso da “The Final Fight” aos 9:47.

Pode parecer brincadeira, mas ainda não acho que o segmento tenha encerrado a cota de músicas do Turrican II que deviam ser orquestradas no meu entendimento. Um dia ainda queria ouvir a surpreendente “Traps” (da fase 1-2) e a envolvente “The Hero” (tela de hi-score), para citar apenas as composições do Turrican II. Se abrirmos para a série toda, a “Wormland”, do Super Turrican 2 é outra indispensável.

“Turrican II – Anthology Suite”
Originais: “Concerto for Lasers and Enemies” ~ “The Final Fight” ~ “The Great Bath” ~ “Concerto for Lasers and Enemies” ~ “Freedom” ~ “The Final Fight”

“Konami Medley Fourth Movement” – (FCB 10th Anniversary Live)

Por Alexei Barros

Depois da leva de jogos pouco conhecidos por aqui no terceiro movimento do medley de jogos da Konami para NES da Famicom Band, a quarta parte caminha para uma relação de jogos mais populares do público ocidental.

Como tantas outras produtoras da época, a Konami não perdia a oportunidade de lançar adaptações de filmes famosos, e Top Gun é outro que engrossa a lista, assim como Goonies e King Kong 2 que já apareceram nos movimentos anteriores. A performance inclui até uma rendição do lendário tema de Harold Faltermeyer criado originalmente para a obra cinematográfica de 1986. Épico.

Pouco depois, nada menos do que Metal Gear é representado. Mesmo que a versão principal seja a de MSX2, é incrível como essa adaptação para Famicom/NES, sem o envolvimento do Hideo Kojima, ganhou notoriedade. Não vou entregar mais spoilers, mas quem jogou de cara vai se sentir em casa, ou melhor, em Outer Heaven. Para ficar ainda melhor, a “Jungle” de Contra é tocada sem demora, incluindo uma lapidar representação do run and gun com dois integrantes da Famicom Band. Se você não aguenta mais, calma, já está acabando: faltam duas partes para terminar essa homenagem aos jogos 8-bit da Konami.

0:02Top Gun

1:48 – Metal Gear (メタルギア)

3:25 – Contra (魂斗羅)

– “Konami Medley Fourth Movement”

“The Moon” – DuckTales (Level Uppsala)

Por Alexei Barros

Em breve, pelas mãos da WayForward Technologies, o remake do saudoso jogo dos DuckTales originalmente lançado para NES chegará às redes digitais. Aproveitando o ensejo, trago esta performance da melhor lembrança musical do jogo: a genial composição “The Moon”, que é ouvida no estágio homônimo.

Volto para 2010, quando a apresentação Castlevania The Concert chamou muita atenção por realizar um sonho que os fãs queriam há muito tempo. O responsável pelo concerto, David Westerlund, não parou de trabalhar nesse meio tempo e organizou outros espetáculos – só não publiquei aqui porque algumas músicas já tiveram performances melhores e outras tantas as gravações são terríveis.

Um desses espetáculos foi o Level Uppsala, organizado em 2011 na Suécia, o segundo país mais indicado para os fãs de game music viverem (preciso falar qual é o primeiro?). Nesse concerto, Westerlund realizou o sonho de muita gente ao apresentar a versão orquestrada da “The Moon”. Eu acredito que, sem exagero, se não fosse por ele, jamais ouviríamos uma versão orquestrada “de verdade” (quero dizer, com pessoas tocando instrumentos mesmo). Os japoneses não parecem compartilhar da mesma admiração pelo jogo dos DuckTales (posso estar redondamente enganado), diminuindo bastante a chance de isso acontecer por vias oficiais (leia-se Press Start). E quanto aos outros concertos ocidentais… Bom, além de a maior parte dos programas obrigatoriamente precisar ser formada por jogos ultrafamosos (claro que há exceções) para agradar o público mainstream, parece existir alguma barreira que impeça de tocar músicas de jogos licenciados. Ou seja, ninguém parecia ser ousado o bastante para arranjar a “The Moon”. Mas Westerlund teve sim essa audácia. O rapaz não se deu por feliz e ainda tocou piano, acompanhando a performance da The Royal Academic Orchestra.

Felizmente, a oportunidade não foi perdida: o arranjo é simplesmente fantástico, e a partitura explora toda a genialidade da melodia. Primeiro no xilofone, com as cordas e os metais pedindo licença. Quando entra a bateria e a guitarra (como gosto da guitarra irrompendo no meio da música), a música fica ainda mais  estupenda – eu simplesmente morri com o excesso de nostalgia… Performance excepcional (e bastante enxuta) de uma das composições mais incríveis da era 8-bit.

Press Start 2013: os artistas do espetáculo (quase os mesmos de sempre)

Por Alexei Barros

O que pode ser mais tedioso do que duas rodadas inteiras de segmentos repetidos do Press Start? É a atualização do site oficial revelando os artistas do concerto, o que significa que o set list só vai ficar naquilo mesmo, salvo uma possível surpresa ou outra para o bis. Apesar de as atrações serem conhecidas, alguns nomes são novos. Veja a seguir:

Tokyo Philharmonic Orchestra

Os organizadores do Press Start costumam promover um rodízio de orquestras nas apresentações, e a escolhida da vez é a mesma de 2012, a Tokyo Philharmonic Orchestra (não confunda com a Tokyo City Philharmonic Orchestra, que tocou no Press Start 2006 e 2009). Fundada em 1911, coleciona diversas participações em trilhas sonoras e concertos de game music, entre os quais o Symphonic Fantasies Tokyo, os três espetáculos de Monster Hunter e ainda a sonhada récita de Phantasy Star realizada em 2013.

Emi Evans

Embora tenha sutis olhos puxados, a cantora Emi Evans, que tem mãe japonesa e pai britânico, nasceu na Inglaterra e também participou de diversas trilhas, como Dark Souls, Ace Combat: Assault Horizon, Wangan Midnight Maximum Tune 4 (trilha eletrônica do Koshirão) e até o Fantasy Life (músicas do Nobuo Uematsu). Como no Press Start 2011, a moça participará do medley do RPG NieR, que, vergonhosamente, repito, exclui a “Grandma”. Além de cantar, Emi Evans também toca violoncelo, como já fez na trilha do Time Hollow: Ubawareta kako wo motomete (DS) e na música “The Forest of Thousand Years” do disco Octave Theory da banda Earthbound Papas do Nobuo Uematsu. Bem que algum dia o Press Start poderia aproveitar a polivalência dela.

Manami Kiyota

Compositora, letrista e cantora, Kiyota já trabalhou diversas vezes com Nobuo Uematsu, por exemplo, cantando vocal solo no álbum com versões arranjadas Final Fantasy Song Book: mahoroba e no coral de The Black Mages III Darkness and Starlight. Repetindo a dose do Press Start 2011, ela vai emprestar a voz para o número do Xenoblade Chronicles, RPG de Wii que ela também assinou diversas músicas, entre as quais a “Sator, Phosphorescent Land / Night”, que faz parte do medley.

Sofi Persson

Nascida na Suécia e radicada no Japão, a cantora não tem nenhuma participação em trilhas originais de games, mas foi convidada no Press Start 2012 para cantar a maravilhosa “Song of Mana ~Opening Theme~”, tema de abertura do Legend of Mana. A música assinada pela Yoko Shimomura tem na trilha original a performance da também sueca Annika Ljungberg. Ao que tudo indica, a Sofi Persson a substituiu à altura. Até quando vamos ficar sem ouvir esse medley?

ACE

Como no segmento do Xenoblade Chronicles no Press Start 2011, a dupla CHiCO (cantora) e Tomori Kudo (guitarra) se juntará à Manami Kiyota e à orquestra. O duo também tem participações em jogos como: Emil Chronicle Online (PC), Code of Princess (3DS) e Fantasy Life (3DS), todos jogos não muito populares nos Estados Unidos.

HIDE-HIDE

Dupla consagrada que já tocou o segmento de “Okami” no Press Start 2009 e 2011, além de participarem do Monster Hunter Hunting Music Festival 2011 e do Monster Hunter Orchestra Concert ~Shuryou Ongakusai 2012~. Eles já têm cinco álbuns na discografia, o que mostra que o povo japonês gosta de ouvir os sons folclóricos do shamisen e do shakuhachi em diferentes estilos.

Akihiro Hayakawa

Wild Arms 2 foi tocado no Press Start 2008 e 2010, mas só na segunda vez o RPG ganhou o verdadeiro som do velho oeste, com a participação de Akihiro Hayakawa, assobiador profissional (o Japão tem de tudo mesmo) na “Into the Wilderness”, obra-prima da compositora Michiko Naruke. O rapaz está de volta para provar que assobiar afinadadamente não é para qualquer um (até porque algumas pessoas nem sequer sabem assobiar).

Haruo Kubota

Se minhas anotações estiverem corretas, o violonista e guitarrista Haruo Kubota esteve em todos os Press Start anteriores, com exceção dos dois últimos anos, 2011 e 2012. Também compositor e orquestrador, Kubota já trabalhou com vários artistas japoneses, incluindo nomes como Ryuichi Sakamoto (da YMO) e o extinto grupo Pizzicato Five. Considerando os diversos segmentos que ele já participou, Kubota deverá tocar violão no Chrono Trigger & Cross e Wild Arms.

Vagabond Suzuki

Enfim um nome novo. Masayuki “Vagabond” Suzuki integra o trio Pearl Kyoudai com o Haruo Kubota, ligação que deve explicar a sua participação neste ano. Seu instrumento é o baixo – não dá para saber se acústico ou elétrico, pois ele já tocou ambos em dezenas de trilhas de games e animes. Fica a dúvida. Eu acho que se fosse baixo acústico, mesmo para uma música mais jazzística que dispensasse o arco (nenhuma das seleções se encaixa nesse estilo), o baixista da própria orquestra geralmente consegue se virar muito bem. Por isso, eu acredito que ele vai tocar baixo elétrico, instrumento que só teve, como disse tantas vezes, no Press Start 2007 e trouxe alguns problemas na equalização pelos relatos que li. Embora aparentemente em nenhum dos segmentos o baixo elétrico seja indispensável, o instrumento pode dar um bom peso para medleys como o do Chrono Trigger e Cross.

Big-A

Do pouquíssimo que entendi (sem fotos e links fica difícil), será um coral de proporções reduzidas (aparentemente uma voz para cada naipe) para complementar as performances. O texto parece citar inclusive os integrantes do coro, os quais acredito ser bastante obscuros, pois a maioria não consegui confirmar a romanização dos nomes. O que faz menos sentido ainda é o texto citar Nobunaga’s Ambition, Crisis Core: Final Fantasy VII e Super Smash Bros. Brawl (não encontrei nada com esse nome nos créditos) e supostamente falar que esse coral vai participar do Press Start pela terceira vez… Quando foram as outras duas que eu não fiquei sabendo?

[via PRESS START]


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