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“Albion Online (Suite)” – Albion Online (Music in Motion)

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Por Alexei Barros

Além de Final Fantasy XII e Legend of Mana, a seção de games do concerto Music in Motion contou com a presença de um jogo muito menos conhecido, Albion Online. Trata-se de um MMO produzido na Alemanha para PC, Mac, Android e iOS cuja presença no concerto se deu por um motivo especial: a trilha desse jogo é assinada pelo finlandês Jonne Valtonen, mais conhecido pelos mais variados e fabulosos arranjos e eventuais composições (como as fanfarras de abertura) na série de apresentações Symphonic na Alemanha.

Na verdade, Valtonen é um compositor de game music das antigas, colecionando diversos trabalhos desde a década de 90 – acontece que muitos desses jogos não são dos mais populares, como Alien Incident (PC, 1996) e Project S-11 (Game Boy, 2000). De fato, ultimamente o finlandês tem voltado a compor para jogos, desta vez colecionando todo o conhecimento e experiência na produção de músicas orquestradas.

Como não conheço a trilha original do Albion Oline, fica difícil saber quais faixas a suíte do Music in Motion compreende, mas a miscelânea é variada, começando com uma clima pomposo, que dá sequência para uma atmosfera opressiva. Mais adiante, surge a harpa e a flauta, no momento que dá para se sentir no meio de uma vila medieval. No final, a peça de sete minutos recupera a pompa do início.

O trailer do Albion Online e o vídeo do making of também permite apreciar outras músicas compostas por Jonne Valtonen que inclusive apresentam coral (a performance do Music in Motion foi instrumental).

Albion Online (Suite)

Trailer

Making of

“Song of Mana ~Ending Theme~” – Legend of Mana (Music in Motion)

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Por Alexei Barros

A parte de games do concerto Music in Motion realizado em 2014 pela WDR Radio Orchestra Cologne não teve apenas a surpreendente e magnífica “Final Fantasy XII Suite”. O espetáculo também contou com uma performance da maravilhosa “Song of Mana ~Ending Theme~”, tema de encerramento do Legend of Mana cantado em sueco.

O RPG do PlayStation não foi lançado na Europa, o que parecia diminuir a probabilidade de as músicas da Yoko Shimomura serem executadas por lá. Ainda assim, quatro faixas do jogo já tinham sido tocadas no concerto Sinfonia Drammatica, realizado na Suécia em 2009, com os arranjos da Shimomura e orquestração da Natsuki Kameoka usados no álbum drammatica. O mesmo quarteto de músicas selecionado para o espetáculo e mais a “Song of Mana ~Opening Theme~” deram origem a um medley tocado no Press Start 2012 que teve a performance da cantora sueca Sofi Persson.

Além disso tudo, a canção ganhou um arranjo orquestral da Natsumi Kameoka para o álbum memória, que comemorou 25 anos de carreira da Yoko Shimomura e vergonhosamente não citei por aqui. A “Song of Mana – Orchestral Version -“, como a faixa foi rebatizada, é belíssima e conta com a performance da mesma cantora do jogo, a sueca Annika Ljungberg. No lugar dos instrumentos de banda (bateria, guitarra e baixo) e da flauta de pã, as cordas e especialmente o piano apresentam maior proeminência do que na canção original.

A versão do Music in Motion, por sua vez, foi arranjada pelo sempre competente Jonne Valtonen, que já havia explorado as músicas da Shimomura na suíte de Kingdom Hearts no Symphonic Fantasies. Porém, esse arranjo segue uma linha mais tradicional do que a costumeira abordagem artística do finlândes, mantendo inclusive o vocal da música. No Music in Motion, o solo foi novamente da cantora alemã Viviane Essig, como no segmento de Final Fantasy XII.

Embora tenha uma leve preferência pelo arranjo do memória por conta do timbre mais suave da Annika e das intervenções no piano, essa performance ao vivo tem o seu valor pela forma com que a orquestra dialoga com Essig e como as cordas reproduzem os trechos da flauta de pã. Clicando no link abaixo é possível ouvir a gravação deste segmento.

“Song of Mana ~Ending Theme~”

Interview with Thomas Boecker, game concert producer in Germany (part 2 of 2)

e03afec4b50d36e9e2d69091107993cfBy Alexei Barros

Finally the day has come! Today happens the worldwide digital release of Final Symphony on iTunes. The album contains 94 minutes of music from Final Fantasy VI, VII and X recorded at Abbey Road Studios with performance by London Symphony Orchestra with arrangements by Jonne Valtonen, Roger Wanamo and Masashi Hamauzu.

Surprisingly, the track list brings some new features compared to the set list of the first concert in Germany back in 2013. In the second part of the interview, producer Thomas Boecker answered these and other questions for Hadouken, which brings also more curiosities and discusses the viability of other concerts (including a concert with Yuzo Koshiro’s music!).

Track list:
01 Fantasy Overture (Circle within a Circle within a Circle)
02 Final Fantasy VI (Symphonic Poem: Born with the Gift of Magic)
03 Final Fantasy X (Piano Concerto)
04 Encore: Final Fantasy X (Suteki Da Ne)
05 Final Fantasy VII (Symphony in Three Movements)
06 Encore: Final Fantasy VII (Continue?)
07 Encore: Final Fantasy Series (Fight, Fight, Fight!)
Continue lendo ‘Interview with Thomas Boecker, game concert producer in Germany (part 2 of 2)’

Entrevista com Thomas Boecker, produtor de concertos de games na Alemanha (parte 2 de 2)

e03afec4b50d36e9e2d69091107993cfPor Alexei Barros

Enfim chegou o dia! Hoje acontece o lançamento digital mundial do Final Symphony no iTunes. O álbum contém 94 minutos de música de Final Fantasy VI, VII e X gravadas no Abbey Road Studios com performance da London Symphony Orchestra e arranjos de Jonne Valtonen, Roger Wanamo e Masashi Hamauzu.

Surpreendentemente, a track list possui algumas novidades em relação ao set list da primeira apresentação feita na Alemanha em 2013. Essas e outras questões foram esclarecidas pelo produtor Thomas Boecker na segunda parte da entrevista para o Hadouken, que também traz mais curiosidades e discute a viabilidade de outros concertos (incluindo até um espetáculo com músicas do Yuzo Koshiro!).

Track list:

01 Fantasy Overture (Circle within a Circle within a Circle)
02 Final Fantasy VI (Symphonic Poem: Born with the Gift of Magic)
03 Final Fantasy X (Piano Concerto)
04 Encore: Final Fantasy X (Suteki Da Ne)
05 Final Fantasy VII (Symphony in Three Movements)
06 Encore: Final Fantasy VII (Continue?)
07 Encore: Final Fantasy Series (Fight, Fight, Fight!)
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“Final Fantasy XII Suite” – Final Fantasy XII (Music in Motion)


Por Alexei Barros

Desde o concerto PROMS: That’s Sound, That’s Rhythm realizado em 2008, as músicas de games entraram de vez nos programas da WDR Radio Orchestra Cologne. Após a conclusão da quadrilogia de espetáculos tributo Symphonic Shades, Fantasies, Legends e Odysseys, essa tradição perdurou com o Soundtrack Cologne – East meets West (2012) e o Symphonic Selections (2013). E em 2014? Neste ano aconteceu o Music in Motion, no qual os games dividiram o espaço com músicas de filmes e animes (aliás, todos os números desse bloco, que inclui algumas composições do Joe Hisaishi, tiveram a orquestração de Roger Wanamo).

Apesar de a apresentação não ter o nível de esmero desses concertos passados, houve algumas surpresas interessantes na parte de games, e uma delas é uma nova interpretação da “Kiss Me Good-bye” do Final Fantasy XII. Ao menos é assim que está creditado no programa – achei mais apropriado chamar o número de “Final Fantasy XII Suite”, já que não se trata de qualquer performance da “Kiss Me Good-bye”. Até porque o segmento não inclui apenas essa canção…

Dá para dizer que a extensa trilha do FFXII foi criada por três frentes, com o trio Hitoshi Sakimoto, Masaharu Iwata e Hayato Matsuo na ponta de lança, sonorizando a maior parte do jogo (especialmente o primeiro), o Nobuo Uematsu com a citada música-tema “Kiss Me Good-bye” e a inesperada participação da dupla Taro Hakase e Yuji Toriyama com a Symphonic Poem “Hope”.

Não é raro ver comentários de que a “Kiss Me Good-bye” destoa do clima sombrio do restante da trilha. E, apesar de a Symphonic Poem “Hope” ter sido inspirada pelo tema principal do Hitoshi Sakimoto como diz os créditos do encarte, é difícil imaginar uma performance dela com outras músicas do jogo. Reunir essas três frentes em um único segmento parece impossível dada a disparidade de estilos… Mas não para o Roger Wanamo, o responsável pelo arranjo. Embora o site da WDR não faça a menor questão de dizer, o número inclui sim fragmentos de músicas do Hitoshi Sakimoto e do Taro Hakase/Yuji Toriyama.

Surgem os segundos iniciais das cordas magistrais da “Overture”, primeiro movimento da Symphonic Poem “Hope” para logo confluir na “Ending Movie” do Sakimoto (na faixa original, corresponde ao trecho a partir de 3:57). A forma com que as músicas foram emendadas chega a ser inacreditável, a ponto de parecer que ela foi originalmente criada assim. Quando o clima dá uma acalmada, é possível ouvir as trompas e o oboé evocando ressonâncias da “Road of Hope”, o terceiro e mais fantástico movimento da Symphonic Poem “Hope”.

Entra em cena a cantora Viviane Essig com sua poderosa voz em um tipo de solo mais pop que não se costuma ver nos concertos de games da WDR. De fundo, não há o piano em destaque como na original (até porque o instrumento foi tocado pela própria Angela Aki, intérprete na versão do jogo), mas as cordas – em especial o contrabaixo. No interlúdio instrumental, inacreditavelmente surge uma nova lembrança da “Road of Hope” em um solo de violoncelo. O estrondo do tímpano interrompe essa música, e volta a melodia da “Kiss Me Good-bye” no trompete. A Viviane Essig torna a participar, desta vez acompanhada pela flauta e depois por toda a orquestra. Depois, surge uma nova e arrebatadora lembrança instrumental da “Kiss Me Good-bye” e a cantora regressa mais uma vez para colocar o fim nessa peça inesperada e surpreendente.

No geral, é interessante notar como a “Kiss Me Good-bye”, uma canção J-pop, ganhou no arranjo uma dose de erudição, até porque a performance não teve baixo elétrico e bateria como acontece originalmente (na versão do Voices, arranjada pela Sachiko Miyano, já não tinha banda mesmo). Realmente não poderia acreditar que as inserções da Symphonic Poem “Hope” e “Ending Movie” pudessem originar um arranjo com esse senso de unidade – tarefa que só um arranjador talentosíssimo como o Roger Wanamo é capaz de fazer.

O Music in Motion chegou a ser transmitido em vídeo quando aconteceu em novembro de 2014, mas soube do streaming somente na hora pelo Twitter e não consegui gravar. Aparentemente, ninguém registrou o vídeo e o site da WDR, ao menos por enquanto, não disponibilizou a gravação como aconteceu com outros concertos. Felizmente, o espetáculo foi reprisado em dezembro – somente o áudio, no entanto –, o qual consegui gravar e compartilho abaixo. Aproveite, porque arranjos novos de Final Fantasy não surgem todos os dias – quanto mais do Final Fantasy XII.

“Final Fantasy XII Suite”
Originais: “Overture” ~ “Ending Movie” ~ “Road of Hope” ~ “Kiss Me Good-bye” ~ “Road of Hope” ~ “Kiss Me Good-bye”

“Ruby’s Theme” – Unlimited Saga (Soundtrack Cologne – East meets West)


Por Alexei Barros

Apesar do vasto legado musical, a série SaGa costuma ser deixada de lado nos concertos como sua popularidade é mais restrita ao Japão. O problema é que até as apresentações nipônicas oficiais não se esforçam muito para melhorar essa panorama, com exceção de Romancing SaGa no Press Start 2006. Ironicamente, mesmo a série não sendo das mais conhecidas na Europa, são os espetáculos alemães que compensam isso, com SaGa Frontier II no Fifth Symphonic Game Music Concert (2007),  Makai Toushi SaGa e SaGa 2: Hihou Densetsu (ou The Final Fantasy Legend e Final Fantasy Legend II) no Symphonic Odysseys (2011) e essa performance de Unlimited Saga no Soundtrack Cologne – East meets West (2012).

Nunca tive a oportunidade de jogar, mas, a julgar pelas análises, Unlimited Saga não é um RPG dos mais memoráveis. Lamento que o Masashi Hamauzu tenha criado uma trilha magnífica para um jogo tão criticado, o que diminuiria sensivelmente as chances de ouvir as músicas em uma apresentação. Por tudo isso, é um acontecimento incomum a lembrança de Unlimited Saga em um concerto ocidental.

Como o título jamais havia sido tocado, imaginei que, para começar, a escolha natural seria a faixa mais representativa, a “Unlimited Saga: Overture”, que já é originalmente orquestrada no jogo (por sinal, pelo Shiro Hamaguchi, que inclusive estudou com o Hamauzu na Tokyo University of the Arts). Em vez disso, a seleção vai além do senso comum com um tema de personagem, a encantadora “Ruby’s Theme”, que, embora não tenha performance de instrumentos reais na trilha, apresenta timbres convincentes.

De maneira geral, o arranjo do Roger Wanamo preserva a instrumentação e delicadeza da composição, mas com uma orquestração mais rica e refinada, que explora com maestria as cordas. Como a releitura tem o dobro de duração da faixa original, há espaço para as variações e diferentes participações dos instrumentos (como os breves solos de clarinete e flauta), além de um desfecho adequado para a peça executada pela WDR Radio Orchestra Cologne. O concerto foi transmitido via rádio, portanto a qualidade da gravação está plenamente apreciável.

“Ruby’s Theme”
Original: “Ruby’s Theme”

“Turrican II – Anthology Suite” – Turrican II: The Final Fight (Soundtrack Cologne – East meets West)


Por Alexei Barros

Nas cinco edições da série Symphonic Game Music Concert, em cada uma delas houve pelo menos um segmento com músicas de Chris Huelsbeck, e a série que mais lembranças recebeu foi Turrican, em especial o segundo jogo. Para completar, quando foi a vez do compositor alemão ser homenageado no espetáculo Symphonic Shades, o Turrican II ganhou um concerto para piano que é uma das grandes obras-primas do arranjador Jonne Valtonen.

Para quem não conhece o jogo, é natural pensar que já estava de bom tamanho tantas performances, mas não foi nenhuma surpresa saber que o Turrican II ganhou uma inédita e bem-vinda releitura para o Soundtrack Cologne – East meets West. O mais bacana é que esse novo arranjo ficou sob os auspícios do Roger Wanamo, que ainda não fazia parte da equipe do Merregnon Studios na época do Symphonic Shades (sua estreia seria no Symphonic Fantasies, na suíte do Chrono). Com isso, o finlandês construiu uma suíte de 11 minutos com vários temas do Turrican II como veremos mais detalhadamente a seguir.

Para um início pomposo, foi perfeita a escolha da “Concerto for Lasers and Enemies” (tema da primeira das três fases de navinha do jogo, a 3-1). O brilho dos metais dão todo o clima John Williams que o tema tem direito. Logo aos 1:10, há uma competente transição para o “The Final Fight” (da tela-título), o tema que Valtonen usou em todo o concerto para piano. Esse trecho explora as cordas e, diferentemente do Symphonic Shades, também faz uso do coral, dando uma sensação bem diferente de outros arranjos do Turrican já feitos. Em meio ao pizzicato dos violinos, há um solo de clarinete bem inesperado, enquanto o coro cria um clima sombrio e imponente. Depois de explorar muito bem esse tema, a viagem vai para a introspectiva “The Great Bath” (ela toca apenas nas áreas aquáticas da fase 2-1). Depois de uma pausa para pensar, o coral entoa a melodia a capella em um momento de pura inspiração, e pouco depois a orquestra se junta em plena harmonia. Aos 8:00, a “Concerto for Lasers and Enemies” retorna brevemente para fazer a ponte até surgir, aos 8:20, a “Freedom” (tema dos créditos), orquestrada pela primeira vez. Em uma bela participação do coral, a melodia genial da música é tocada de maneira magnífica, terminando com o regresso da “The Final Fight” aos 9:47.

Pode parecer brincadeira, mas ainda não acho que o segmento tenha encerrado a cota de músicas do Turrican II que deviam ser orquestradas no meu entendimento. Um dia ainda queria ouvir a surpreendente “Traps” (da fase 1-2) e a envolvente “The Hero” (tela de hi-score), para citar apenas as composições do Turrican II. Se abrirmos para a série toda, a “Wormland”, do Super Turrican 2 é outra indispensável.

“Turrican II – Anthology Suite”
Originais: “Concerto for Lasers and Enemies” ~ “The Final Fight” ~ “The Great Bath” ~ “Concerto for Lasers and Enemies” ~ “Freedom” ~ “The Final Fight”


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