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Quase game music: seleção de cinco músicas orquestradas com guitarra

Por Alexei Barros

Orquestra e guitarra. Unir os dois elementos é um desafio e tanto em espetáculos, sobretudo em salas de concerto, onde o som dos instrumentos da orquestra é reproduzido sem auxílio de microfones, enquanto que da guitarra é amplificado evidentemente. Quando bem executada, a mistura tem um resultado esplendoroso, pois abundam músicas de games com a junção.

Exemplos não faltam. Nem sonhando dá para dizer que no Video Games Live a mescla é um sucesso, já que, pelo menos nos shows que vi no Brasil, a pequenez da orquestra é eclipsada pelo guitarra – veremos se no Video Games Live: Level 2 a coisa toda funcionou pelo menos. Nos demais concertos, foram convocadas bandas de rock, como a -123min no Third Symphonic Game Music Concert, Machinae Supremacy no PLAY! em Estocolmo em 2007, After Forever no Games in Concert 3, além de todas as vezes que o The Black Mages tocou a “Advent One-Winged Angel”. No Press Start, desde a primeira edição, o guitarrista Haruo Kubota participou de diversos segmentos. Para completar as exemplificações, no próprio Games in Concert a Metropole Orchestra possui um guitarrista que talvez seja o responsável pelos melhores resultados da mistura em concertos de games, a exemplo da versão suprema da “Moon Over the Castle” (Gran Turismo 4). Todas têm em comum o fato de as gravações oficiais inexistirem ou serem amadoras. Mesmo no Games in Concert, em que há registro profissional, mal se consegue ver onde está o guitarrista.

Mas você sabe como é. Aquela coluna lateral de vídeos relacionados do YouTube é uma bênção, e por meio dela em deparei com performances orquestradas sensacionais com guitarra, só que não de game music. Antes que alguém diga “esse de games virou blog de musica”, todos os vídeos tem relação indireta com compositores que eventualmente fizeram músicas para jogos ou pela orquestra que tocou em determinada trilha. Por certo, quem acompanha o blog há algum tempo não se surpreenderá ao constatar que quatro são de compositores nipônicos, e o que não é foi tocado no Japão.

A ideia do post é justamente mostrar como a guitarra poderia ser aproveitada de várias formas diferentes na companhia da orquestra, e de como os espetáculos de games, em especial os japoneses, estão atrás do que se faz em outros nichos, tanto em performance, como em disponibilidade de gravação. Claro que isso depende do estilo. Não estou dizendo que a guitarra é obrigatória. Por fim, você sabe que quase não gosto de comparar e dar indiretas. Então, em todos os casos não vi o guitarrista saltitar ou fazer estripulias exibicionistas.

Os bons achados depois do Hadouken que provavelmente você discordará da ordem.
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