Arquivo de julho \16\UTC 2014

Press Start 2014: Castlevania: Symphony of the Night e Suikoden

Por Alexei Barros

Dando continuidade às atualizações do set list do Press Start 2014, há mais duas novidades, ambas da Konami, ambas de clássicos da era PlayStation. Antes de conferi-las, vale destacar que o site acrescentou uma informação valiosa no número de Smash Bros., a qual eu comentei no post anterior (se não quiser se dar ao trabalho de ver, só para dizer que aparentemente o medley vai se enfocar nas séries cujos personagens vão entrar em combate no jogo, não nas músicas originais).

– Castlevania: Symphony of the Night: “Wood Carving Partita” ~ “Dance of Pales” ~ “Death’s Ballad” ~ “Lost Painting” ~ “Dracula’s Castle”

ps2014_draculaOpa! Parece uma escolha batida, mas não considero. O Press Start 2007 já havia apresentado o supremo “Castlevania Medley”, o que melhor sintetizou o espírito musical da série em sua fase clássica. Esse número conseguiu isso sem incluir nenhuma música do SOTN, portanto natural que o jogo mais famoso da série Castlevania recebesse uma homenagem exclusiva.

A miscelânea vai incluir quatro faixas da obra-prima auditiva da Michiru Yamane, incluindo a obrigatória “Wood Carving Partita”, que foi executada pela primeira vez no concerto alemão Fourth Symphonic Game Music Concert (2006) com a compositora ao címbalo. Isso se repetiu no concerto sueco Castlevania The Concert, que, dessas quatro, também tocou (sem a participação da Yamane) a “Dance of Pales” e a “Lost Painting” – se não me equivoco, a “Death’s Ballad” seria a única inédita das escolhidas. Como já esperava, a “Dracula’s Castle”, uma das minhas favoritas, foi ignorada. Pelo menos o Castlevania The Concert não cometeu o mesmo erro.

[ATUALIZAÇÃO] Retiro o que disse sobre a “Dracula’s Castle”. Em uma surpreendente atualização do dia 28 de agosto, o site informou que essa música obrigatória também será incorporada ao medley. Fantástico!

– Suikoden: “Into a World of Illusions”

ps2014_gensouAtualização bem menos empolgante, essa música do RPG do PlayStation já tinha sido tocada no Press Start 2009 e, além disso, também apareceu no álbum Press Start The 5th Anniversary, acabando com toda curiosidade que haveria com o arranjo, por sinal, o mesmo do CD Genso Suikoden Music Collection Produced by Kentaro Haneda. Com tamanha riqueza musical da série, é de se lamentar essa reprise, quando podiam seguir para o Suikoden II, por exemplo.

[via PRESS START]

O alpha de Destiny e o futuro da E3

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Claudio Prandoni

Nada mais oportuno do que um blockbuster de ficção científica para indicar os rumos do maior show de videogames do planeta.

De uns três anos pra cá, a E3 deixou de vez de ser uma fanfarra única para os visitantes in loco para se tornar uma experiência compartilhada pelo mundo todo, começando pelas hypadas conferências pré-evento e culminando em um sem número de transmissões ao vivo de veículos diversos e, principalmente, das próprias produtoras de games.

A Nintendo, por exemplo, na minha opinião, deu show com sua programação Treehouse Live @ E3, em que um dos departamentos internos mais conceituados do braço norteamericano da empresa mostrou à exaustão e contento os principais títulos da Big N na feira – contando, frequentemente, com a presença de figurinhas consagradas, como Eiji Aonuma e o próprio Shigeru Miyamoto.

Destiny, porém, foi diferente. E não digo pela sua proposta, que para mim soa como um amontoado bem pensado de fórmulas de sucesso como Diablo, Halo e Star War.

O lance diferente foi o alpha, exclusivo para PlayStation 4. Anunciado na conferência pré-E3 da Sony, o teste alpha era aberto para todos os jogadores de PS4: era só cadastrar seu login na PSN em um site lá e você recebia bonitinho o código para jogar o alpha, que durou míseros quatro dias e uns quebrados.

Isso que foi legal: poder jogar algo que, a princípio, estaria só lá na feira, em Los Angeles, em algum cubículo apertado (ou não) super disputado por jornalistas e varejistas do mundo inteiro. Eu não, pude conferir tudo com calma, do conforto do lar, explorando tranquilo, no meu próprio ritmo.

Devo dizer até, jogar o alpha foi crucial para eu definir pela compra do jogo. No PS4, inclusive, onde eu já estava jogando e vendo que funcionava legal. Até então, confesso que estava em cima do muro, não sendo lá muito fã de FPS e menos ainda de mundos persistentes online – mas bem interessado pelo universo sci-fi e disposto a dar uma chance à Bungie.

Durante a semana da E3 ainda, conversando com meu amigo Pablo Raphael, que estava lá em LA cobrindo a feira, foi muito bacana poder conversar sobre a mesma missão que ambos tínhamos jogado: eu na minha casa e ele no glamour da feira. Experiências e visões diferentes sobre um mesmo conteúdo, resultando, na minha opinião, em conhecimento formado mais completo e diverso sobre um jogo tão esperado.

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Enfim, acho que esse breve alpha aponta uma tendência que deve se tornar mais forte nos próximos anos. Já está consolidada a produção própria de conteúdo por parte das próprias desenvolvedoras. Não foi só a Nintendo: Sony, Microsoft, Square Enix, Konami e outras tantas produziram horas e horas de conteúdo sobre seus próprios jogos.

Claro que todo mundo vai tentar puxar sardinha para os seus jogos e tal, mas não deixa de ser uma oferta de acesso direto às empresas e as mentes responsáveis pelos games em exibição.

Nas próximas E3, chuto (e espero) que aumente bastante também a quantidade de demos, alphas e betas disponíveis para a galera em casa testar e tirar suas próprias opiniões. Afinal, se deu tempo de preparar demos para mostrar lá na feira, em teoria a cada ano é mais fácil de pegar esses arquivos e disponibilizar nas redes online dos consoles e afins. Por que não? Dá até pra fazer algum esquema de a demo parar de funcionar após certa data, tal qual o alpha do Destiny.

Press Start 2014 anunciado com boas novidades na primeira meia dúzia de segmentos

Por Alexei Barros

Estava demorando, mas enfim: pelo nono ano consecutivo será realizado o concerto Press Start no Japão. Em 2014, o espetáculo está agendado para o dia 13 de setembro no Tokyo Metropolitan Art Space, que já recebeu a apresentação em 2009, 2010 e 2013. Com regência de Taizo Takemoto, a performance será da Kanagawa Philharmonic Orchestra, que tocou nas edições de 2008, 2010 e 2011 do Press Start.

Diferente de 2013, que foi um ano repleto de reprises e me forçou a exagerar na embromação dos posts, o Press Start 2014 promete resgatar a maior virtude do concerto: as seleções bastante incomuns de jogos japoneses que, por algum motivo ou outro, jamais apareceriam em apresentações ocidentais. Ao menos a primeira meia dúzia de jogos me deixou uma boa impressão. Vamos a elas.

– Super Smash Bros. (com músicas das séries Super Mario, Donkey Kong, The Legend of Zelda, Metroid, Kirby, Star Fox, Pokémon, Fire Emblem, Kid Icarus, Animal Crossing e Mega Man)

Veja que coisa: exatamente no dia da realização do Press Start 2014, 13 de setembro, a versão de Super Smash Bros. para 3DS vai ser lançada no Japão. Então é provável que a maioria do público esteja travando altos embates com Mario, Sonic, Mega Man e Pac-Man enquanto aguardam pelo início do concerto.

Quanto ao segmento, o Press Start já tem um longo histórico com Super Smash Bros., até porque o criador da série Masahiro Sakurai é um dos responsáveis pela produção. Não dá para se esquecer do impacto do tema de abertura do Super Smash Bros. Brawl tocado em uma versão explosiva no Press Start 2007 (em 2006, a faixa foi executada em uma performance instrumental).

A diferença é que, pelo que entendi, em 2014 será um medley com músicas de toda a série. Além de contar com o vastíssimo repertório musical da Nintendo, a série se caracteriza por ótimas composições originais, como comprovado em um medley fantástico em um show da Nintendo com uma big band que vergonhosamente não publiquei aqui ainda. Mas o “Smash Bros. Great Medley” do Dairantou Smash Brothers DX Orchestra Concert (com faixas do Melee) já deixou uma boa esperança de que o arranjo será bem interessante.

[ATUALIZAÇÃO] Quando escrevi o texto, imaginei que o segmento seria formado por músicas originais da série, mas essa impressão foi por água abaixo com a atualização posterior do site. Pelo que entendi, na verdade o medley vai abranger faixas das séries cujos personagens aparecem no jogo. Em resumo: é mais um pretexto para tocar uma miscelânea com músicas de jogos da Nintendo, o que, no meu entendimento, está se tornando cansativo. Ao menos, o Mega Man dá uma quebrada nessa seleção nintendista.

– Etrian Odyssey: “Labyrinth I – Emerald Woodlands [Dungeon 1F~5F]” ~ Battle – Initial Strike [Normal Battle – First Part] ~ “Battle – Destruction Begets Decay [Normal Battle – Last Part]” ~ “Labyrinth V – The Fallen Capital of Shinjuku [Dungeon 21F~25F]”

Finalmente! Do que joguei de Etrian Odyssey, confesso que não consegui gostar das dungeons impiedosas do jogo, mas as trilhas musicais me conquistaram. E não é difícil entender o motivo: Yuzo Koshiro. O texto do site pergunta como as músicas criadas em som FM vão soar com orquestra. Creio que, pela riqueza das melodias, devem ficar majestosas, sublimes. E dois trabalhos permitem ter uma ideia: Live Music by Piano and Strings: Sekaiju no MeiQ I & II Super Arrange Version, álbum arranjado com arranjos para piano e quarteto de cordas, e Shin Sekaiju no Meikyuu Millennium no Shoujo Original Sound Track, trilha do Etrian Odyssey Untold: The Millennium Girl, remake do jogo original que tem performance de instrumentos reais.

Foram selecionadas duas faixas de labirintos e dois temas de batalha do primeiro jogo da série, e fico feliz que entre eles esteja a vigorosa “Battle – Destruction Begets Decay [Normal Battle – Last Part]”. Etrian Odyssey tem tudo para ser um dos melhores segmentos do concerto.

– Toukiden: “The Time of Oni” ~ “Ephemeral” ~ “March of Heroes” (Toukiden: The Age of Demons) ~ “ウタカタ・秋艶” ~ “千年ヲ駆ケシモノ” (Toukiden Kiwami)

Confissão: esse jogo de ação da Tecmo Koei para PSP e PS Vita passou longe dos meus radares. É uma novidade completa para mim. O segmento vai incluir duas faixas do Toukiden: The Age of Demons e mais duas do Toukiden Kiwami, versão aprimorada do jogo original com conteúdo adicional programada para sair em 28 de agosto de 2014 no Japão. Por isso, ainda não dá para conhecer as composições do Toukiden Kiwami (e tampouco a tradução dos nomes das faixas, como dá para reparar ali em cima). As músicas do primeiro são magníficas e peço que escute o belo trabalho de Hideki Sakamoto. Como já deu para perceber pelas inclusões do Okami e Muramasa: The Demon Blade em outras edições, nota-se um esforço dos organizadores para incluir segmentos ligados às raízes da música tradicional japonesa, e o Toukiden é mais um dessa linhagem.

[ATUALIZAÇÃO] A seleção de faixas do segmento foi alterada, conforme avisou uma atualização do site no dia 13 de agosto. Da parte do Toukiden, saiu “Oni Utsu Mono”, entraram duas músicas já atualizadas acima. As duas do Toukiden Kiwami foram alteradas, mas só poderemos conhecê-las depois, porque a trilha sonora ainda não foi lançada. A título de curiosidade, a escolha de músicas anterior continha: “Oni Utsu Mono” ~ “March of Heroes” (Toukiden: The Age of Demons) ~ “百鬼隊” ~ “ウタカタ・秋艶” (Toukiden Kiwami)

– Final Fantasy XIII: “Vanille’s Theme” ~ “Blinded By Light” ~ “Final Fantasy XIII – The Promise”

Vamos relembrar: em todas as suas edições, o Press Start teve um segmento de Final Fantasy, mas, tirando o FFXI no Press Start 2012 sempre foram baseados composições de autoria de Nobuo Uematsu. Por isso, me causa extrema satisfação ver que o concerto também vai render homenagem a uma das grandes obras-primas de Masashi Hamauzu, repetindo os passos da turnê da Distant Worlds, que também integrou FFXIII no repertório. Se não me falhe a memória, trata-se de um medley inédito, embora me pareça um pouco conservador, preocupado em apresentar as faixas mais icônicas da trilha, o que para um primeiro momento não é nada mal.

– Persona 4: “Poem for the Souls of Everybody” ~ “Reach Out To The Truth” ~ “A Corner of Memory”

Incrível como o RPG lançado em 2008 para PlayStation 2 não sai da boca do povo, não só por conta dos relançamentos (para PS Vita e PlayStation 3), como também pelos spin-offs que o jogo originou.

Por todo esse sucesso, o segmento, originalmente apresentado no Press Start 2009, vai ser reprisado em 2014. Esse arranjo do “Persona 4” inclusive foi eternizado no álbum Press Start The 5th Anniversary. O medley se destaca por incluir a  “Reach Out To The Truth” em uma versão instrumental (e sem guitarra), com o naipe de metais reproduzindo a melodia do empolgante tema de batalha.

– Pokémon X e Y: Title Screen ~ “Kalos Region Theme” ~ “Lumiose City” ~ Snowbelle City ~ “The Sun Shines Down”

O Press Start já havia apresentado um medley do Pokémon em 2011, mas, no caso, era reservado a jogos mais clássicos da série. Como o concerto tem mostrado a tendência de tocar segmentos atualizados de jogos da Nintendo (e ignorar sumariamente Metroid e Donkey Kong), agora o espetáculo contará com um medley de cinco músicas do Pokémon X e Y, os bem-sucedidos jogos lançados para Nintendo 3DS. Nesse caso, acredito que a orquestração deve enfim fazer jus aos timbres das belas composições, que no jogo são meramente sintetizadas.

[via PRESS START]


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