Posts Tagged 'Tokyo Philharmonic Orchestra'

Symphonic Fantasies Tokyo e Final Symphony ganham versões em vinil

Os vinis do Symphonic Fantasies Tokyo e do Final Symphony são itens de colecionador até para quem não tem uma vitrola

Por Alexei Barros

Apesar de a tendência atual ser de lançamentos digitais, é alentador surgir uma notícia como esta: Symphonic Fantasies Tokyo e Final Symphony, dois dos mais aclamados concertos de games, vão ser lançados em vinil. Ambos já haviam sido publicados em CD, mas, como os puristas bem sabem, o vinil garante uma reprodução de áudio muito mais orgânica.

O Symphonic Fantasies Tokyo foi gravado ao vivo no Japão em 2012, com performance da Tokyo Philharmonic Orchestra e do Tokyo Philharmonic Chorus e repertório com músicas de Kingdom Hearts, Secret of Mana, Chrono Trigger/Cross e Final Fantasy. Já o Final Symphony foi gravado no Abbey Road Studios com músicas de Final Fantasy VI, VII e X executadas pela London Symphony Orchestra.

Ambos os concertos estão disponíveis em um pacote de luxo com três vinis cada e possuem belas capas ilustradas. Cada um custa US$ 45 (fora impostos e outros gastos), mas podem ser adquiridos em conjunto por US$ 80.

Os dois espetáculos também foram relançados com esse acabamento de luxo em CD. Cada álbum duplo sai por US$ 15, ao passo que juntos custam US$ 25.

Os vinis e os CDs vão ser lançados em dezembro e já estão disponíveis para pré-venda no site da publicadora Laced Records.

Os dois álbuns em CD também ganharam novas ilustrações

[via release de imprensa]

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Fire Emblem 25th Anniversary: a série tática da Nintendo em um concerto emblemático

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A cantora Renka, que dubla a personagem Azura, durante a performance de “if ~Hitori Omou~” (Fire Emblem Fates)

Por Alexei Barros

Neste ano marcado por muitas comemorações musicais no Japão, faltou eu falar do Fire Emblem 25th Anniversary, concerto que comemorou os 25 anos da série de RPG tático da Nintendo. Estranhamente, o espetáculo não foi reportado nos grandes sites japoneses, o que dificultou a garimpagem pela busca de informações.

No total, foram três apresentações: uma no dia 24 de julho e duas no dia 25 do mesmo mês, todas com a Tokyo Philharmonic Orchestra sob a batuta de Ikuro Fujiwara no Tokyo Dome City Hall. Masahiro Sakurai, criador de Kirby e Super Smash Bros., foi o anfitrião do evento que contou com a presença de diversos seiyuus (dubladores japoneses), dependendo da ocasião. Chegou a ser feita até uma performance ao vivo de um minidrama da série (uma espécie de radionovela). Eu estava na expectativa que a Yuka Tsujiyoko, compositora principal de Fire Emblem, tivesse comparecido, mas não foi dessa vez que ela deu as caras.

De acordo com o Fire Emblem Wiki, todos os jogos da série foram representados no programa, exceção feita a Fire Emblem: Thracia 776, um dos últimos jogos do Super Famicom (o título foi lançado em 1999). O site diz que o set list consiste de cinco suítes extensas à la Symphonic Fantasies, mas eu não estou certo disso, já que alguns dos números são medleys, e não faz muito sentido ter medleys dentro de suítes…

Ainda que não conste no site oficial, a canção “if ~Hitori Omou~” do Fire Emblem Fates para Nintendo 3DS foi apresentada, com a performance vocal da cantora Renka. Outra música ausente no site é o número do bis “Fire Emblem Theme (Opera Version)”, arranjo do tema principal originalmente feito para um comercial de TV e recriado para o Super Smash Bros. Brawl. Uma releitura dessa versão havia sido tocada no Press Start 2007.

Para completar, há uma bagunça de nomes das faixas e dos jogos. Fire Emblem do GBA, o primeiro jogo da série lançado no Ocidente, era o sétimo considerando todos que saíram no Japão. Embora os seis anteriores (dois do Famicom, três do Super Famicom e ainda um do GBA), não tenham aterrissado neste lado do mundo, a Nintendo criou os títulos oficiais em inglês de alguns desses jogos por conta da extensa participação dos personagens em Super Smash Bros. Esses nomes, por sua vez, se confundem com a tradução literal dos títulos em japonês. Para citar um exemplo: o supracitado Fire Emblem de 2003 é conhecido no Japão por Fire Emblem Rekka no Ken, que literalmente em inglês seria Fire Emblem: The Sword of Flame. Porém, o site do concerto se refere a esse jogo como  Fire Emblem: Blazing Sword. Para evitar a confusão, eu também coloquei links de referência para os jogos no programa.

Segundo o relato do site Serenes Forest, o concerto foi oficialmente gravado, mas por ora não há nenhuma informação a respeito do álbum em CD ou, sonhando muito, o DVD. A foto que abre o post é a única que eu encontrei do espetáculo. Em compensação, há diversas fotos da memorabilia disponível no evento aqui, aqui, aqui e aqui.

[ATUALIZAÇÃO 1] Foi só eu falar do concerto que anunciaram o DVD da apresentação! O lançamento foi agendado para 26 de fevereiro de 2016.

[ATUALIZAÇÃO 2] Um vídeo de procedência misteriosa mostra trechos da apresentação. Valeu MajoraMan28 pela descoberta.

Set list

Main Theme
01. “Fire Emblem Main Theme” (Fire Emblem: Ankoku Ryuu to Hikari no Tsurugi)

He Who Succeeds the Light

02. “Strife of Agustria” (Fire Emblem: Seisen no Keifu)
03. “Eldigan the Lionheart” (Fire Emblem: Seisen no Keifu)
04. “The Final Holy War” (Fire Emblem: Seisen no Keifu)
05. “Ending Ballad” (Fire Emblem: Seisen no Keifu)

Hero-King
06. “Shadow Dragon and Blade of Light Story Medley” (Fire Emblem: Ankoku Ryuu to Hikari no Tsurugi)
07. “Gaiden Story Medley” (Fire Emblem Gaiden)
08. “Legend of the Divine Dragon” (Fire Emblem: Monshou no Nazo)
09. “He Who Carves a New History” (Fire Emblem: Monshou no Nazo)

10. “if ~Hitori Omou~” (Fire Emblem Fates)

Manaketes and Sacred Stone
11. “The Binding Blade, Blazing Sword, Sacred Stones Battle Medley” (Fire Emblem: Fuuin no Tsurugi, Fire Emblem Rekka no Ken e Fire Emblem: The Sacred Stones)
12. “Suspicious -The Theme of the Three Dragon Generals-“ (Fire Emblem: Fuuin no Tsurugi)
13. “Winds Across the Plains” (Fire Emblem Rekka no Ken)
14. “Treasured Memories” (Fire Emblem: The Sacred Stones)

Radiance and Awakening
15. “Life Returns” (Fire Emblem: Path of Radiance)
16. “Bonds, Eternal” (Fire Emblem: Radiant Dawn)
17. “…somehow, it feels a bit itchy.” ~ “My name is MARTH.” (Fire Emblem: Awakening)
18. “Id” Medley (Fire Emblem: Awakening)

Bis
19. “Fire Emblem Theme (Opera Version)” (Super Smash  Bros. Brawl)

[via Fire Emblem 25th Anniversary, Fire Emblem Wiki, Barks, nijiiroleina.blog49, Reddit e Serenes Forest]

Tales of Orchestra Concert: 20th Anniversary: duas décadas de contos musicais

Originalmente lançado para Super Famicom em 1995, Tales of Phantasia demorou 20 anos para ganhar segmentos orquestrados

Por Alexei Barros

Sei que vou soar bastante repetitivo, mas não me canso de ressaltar como ultimamente tem aumentado a quantidade de concertos focados em séries específicas que não sejam Dragon Quest e Final Fantasy. Uma dessas franquias pouquíssimo exploradas em apresentações orquestrais teve o seu dia de glória em 9 de dezembro: a série Tales of, da Namco, em comemoração dos seus 20 anos.

E o melhor é que o álbum desse espetáculo, o Tales of Orchestra Concert: 20th Anniversary, já foi confirmado para o dia 9 de março de 2016. Apresentada no Tokyo International Forum Hall A, a récita foi tocada pela Tokyo Philharmonic Orchestra, com a regência do maestro Hirofumi Kurita, o mesmo do Gyakuten Saiban Special Courtroom 2008 (concerto de Ace Attorney). Os compositores Motoi Sakuraba e Go Shiina Também compareceram no espetáculo.

Tales of Orchestra Concert_03

A cantora e compositora Bonnie Pink fez uma participação surpresa com a performance da canção de Tales of Vesperia

Devo confessar que sou uma completa negação de Tales of. Minha única experiência se limita ao Tales of Legendia, jogo que procurei avançar motivado justamente pela magnífica trilha musical orquestrada do compositor Go Shiina. Mas minha empolgação esfriou ao perceber que no jogo as músicas não soavam tão maravilhosas como no álbum Tales of Legendia Original Soundtrack. A explicação disso é que as faixas na verdade foram melhoradas para o lançamento em CD.

Por ter músicas orquestradas, Tales of Legendia marcou uma das poucas aparições da série em concertos, figurando em apresentações como o A Night in Fantasia 2007 e o Press Start 2009. No Tales of Orchestra Concert, o Legendia foi representado com apenas uma música, que pelo menos é diferente das que vinham sendo tocadas: a “A Firefly’s Light”, canção que teve a voz da mesma cantora da trilha original, a Mayumi Sudo. Mesmo assim, eu estava sonhando com “Chasing Shirley” com seu incrível violino ou então a “TAO -melfes version-“, arranjo sinfônico do tema cantado pelo grupo Do As Infinity.

Ainda sobre isso, me surpreendeu a quantidade de músicas originalmente interpretadas por artistas J-pop que ganharam arranjos, como a “progress” (Tales of Xiilia) da cantora Ayumi Hamasaki ou a “White Light” (Tales of Zestiria) da banda superfly. Até onde eu entendi, todas essas músicas foram orquestradas em versões instrumentais. Curiosamente, outra música executada com participação de uma cantora, a Bonnie Pink em “The Full Moon and the Morning Star ~ from “Ring a Bell”, é de uma faixa originalmente instrumental, simulando uma caixinha de música. De resto, o programa passeou por diferentes jogos com músicas de Motoi Sakuraba, incluindo o primeiro jogo, Tales of Phantasia, do Super Famicom. Lembro que é muito raro aparecerem composições dele nos concertos, portanto foi sem dúvidas uma ocasião bastante inesperada e especial. Felizmente, daqui a alguns meses tudo isso será apreciável no CD do espetáculo.

Tales of Orchestra Concert_02

Antes desse concerto, apenas Baiten Kaitos havia aparecido no Press Start entre as grandes trilhas de Motoi Sakuraba. Por ora, nada de Star Ocean, Valkyrie Profile ou Dark Souls orquestrados

Abaixo, o programa completo do concerto, com links para as músicas originais dos 18 números tocados. Não deixe de clicar nos links dos reports no fim do post para ver outras fotos da apresentação.

Ato I

01. “Sorey’s Theme ~Purity~” (Tales of Zestiria)
02. “The Dream Will Not Die ~The Spilling Drops of Time~” (Tales of Phantasia)
03. “For the sake of mutual proof” (Tales of Xillia 2) ~ “Lion-Irony of fate” (Tales of Destiny) ~ “Decisive” (Tales of Phantasia) ~ “Scutum – decisive battle” (Tales of Rebirth) ~ “Coup de Grbce” (Tales of Destiny 2)
04. “Raising a Curtain” ~ “The Second Act” ~ “Final Act” (Tales of Phantasia)
05. “Eternal Mind” (Tales of Eternia)
06. “Captivated by the Journey” (Tales of Xillia)
07. “Starry Heavens” (Tales of Symphonia)
08. “progress” (Tales of Xillia)
09. “The End of a Nightmare, But Still in the Middle of a Dream” ~ “This Advancement Will Not Be Stopped” (Tales of Innocence)

Ato II

10. “The Full Moon and the Morning Star ~ from “Ring a Bell” (Tales of Vesperia) – vocal: Bonnie Pink
11. “Richea’s Lullaby” (Tales of Hearts)
12. “Royal Capital ~Majestic Grandeur~” (Tales of Graces)
13. “A Firefly’s Light” (Tales of Legendia) – vocal: Mayumi Sudou
14. “Testing the Passionate Bonds” ~ “Competing with the Honor of the Land” ~ “The Melody of Water Will Lead the Way” ~ “Struggle Between the Wind and Twinkling Sky” (Tales of Zestiria)
15. “Journey’s End” (Tales of Zestiria)

Bis

16. mirrors ~ “meaning of birth” (Tales of the Abyss)
17. “White Light” (Tales of Zestiria)
18. “Like a Dream” (Tales of Destiny)

Tales of Orchestra Concert_04

O gigantesco telão do espetáculo alternava entre as imagens dos instrumentistas/solistas e as cenas em anime dos jogos da série Tales of

[via Tales of Orchestra, Famitsu, Gamer, Dengeki Online e 4Gamer.net]

Fire Emblem celebra 25 anos em concerto ígneo

Fire Emblem 25th Anniversary
Por Alexei Barros

Às vezes parece que Fire Emblem vive em um mundo alternativo da Nintendo. Diferentemente de outras franquias muito mais famosas da casa, as trilhas da série sempre são lançadas em CD. Bom, as trilhas de Path of Radiance (GameCube, 2005) e Radiant Dawn (Wii, 2007) tinham passado em branco, mas essa lacuna foi preenchida com a publicação tardia em março de 2015.

Outro acontecimento que mostra isso é o evento Fire Emblem 25th Anniversary, previsto para os dias 24 e 25 de julho no Tokyo Dome City Hall. Para comemorar a efeméride de 25 anos da série de RPG tático iniciada com Fire Emblem: Shadow Dragon and the Blade of Light (Famicom, 1990), será realizado um concerto com a performance da Tokyo Philharmonic Orchestra sob a regência de Ikuro Fujiwara. Esse nome pode ser desconhecido para muita gente, mas ele tem um longo histórico de arranjos em álbuns clássicos de game music, como All Over Xanadu, Sound Fantasy Romancia, Fantasic World of Super Mario Bros. 3 e Super Mario Land, para citar alguns.

Além do espetáculo musical, está prevista uma pequena encenação com os dubladores da série e um talk show com desenvolvedores da Intelligent Systems, estúdio responsável por Fire Emblem. O evento também promete contar com diversos convidados, entre eles Yuusuke Kozaki, designer de personagens de Awakening (3DS, 2012) e If (3DS, 3016), e Masahiro Sakurai, criador de Kirby e Smash Bros. que vai ser o apresentador do espetáculo.

Espero que tenham a bondade de chamar a compositora Yuka Tsujiyoko, a qual jamais vi em registro fotográfico e é a autora do icônico tema da série. Só não esperaria muito pela presença do criador de Fire Emblem, Shouzou Kaga, que saiu da Nintendo e fundou o estúdio Tirnanog, onde fez um jogo similar, Tear Ring Saga (PlayStation), que causou vários problemas legais com a Big N pelas semelhanças com sua antiga cria.

Em termos de repertório, não tenho muito do que opinar por não conhecer tão a fundo as trilhas de Fire Emblem. Porém, considerando as aparições da série em concertos como Orchestral Game Concert 3 e 5, Dairantou Smash Brothers DX Orchestra Concert e Press Start 2007, músicas boas e variedade de jogos é o que não falta. Estou bastante otimista com o lançamento da gravação do concerto, considerando as publicações das trilhas da série mencionadas no início do texto.

Grato ao MajoraMan28 por me notificar a respeito dessa novidade.

[via Fire Emblem 25th Anniversary e Nintendo Everything]

“Phantasy Star Medley for Sympathy 2013” – Phantasy Star I, II, III e IV (Phantasy Star Series 25th Anniversary Concert Sympathy 2013 Live Memorial Album)


Por Alexei Barros

Enfim chegamos ao lançamento de um dos álbuns de game music mais aguardados do segundo semestre: a gravação do concerto comemorativo de 25 anos da série Phantasy Star ocorrido em março deste ano.

O Phantasy Star Series 25th Anniversary Concert Sympathy 2013 Live Memorial Album é bastante generoso, cobrindo todos os segmentos do espetáculo. Até mesmo músicas sem relação com a série estão presentes, como a Burning Hearts ~Burning Angel~” do Burning Rangers. Aliás, a performance ficou muito aquém do que poderia: em vez da parte dos metais ser feita pela Tokyo Philharmonic Orchestra, esses instrumentos foram pré-gravados, apenas com a banda tocando ao vivo. Para completar, o Takenobu Mitsuyoshi não estava em um dos seus melhores dias.

Não vou falar de todos os números do álbum e me concentrar somente em comentar o aguardado “Phantasy Star Medley for Sympathy 2013”, miscelânea dos quatro primeiros episódios da série (o jogo inicial para Master System e os demais para Mega Drive). Afinal de contas, não é surpresa alguma ouvir uma orquestra tocando Phantasy Star Online; o ineditismo está em ouvir as músicas do Tokuhiko Uwabo (PSI e II), Izuho Numata (PSIII e IV) e Masaki Nakagaki (PSIV) em versões orquestradas. Embora seja um mal da Sega essa baixa representação em concertos e álbuns sinfônicos, por algum motivo Phantasy Star ficou atrás até de outros RPGs do Mega Drive, como Shining Force, com o Symphonic Suite the Another Story of Shining Force e Symphonic Suite Shining Force II ~Ancient Sealing~ e o obscuro Tougi Ou: King Colossus, com o álbum supremo Image from King Colossus -Warrior King Fantasy Suite-. Vinte e cinco anos de espera depois…

Já ouvia escutado as trilhas antigas, mas na tentativa de identificar cada parte do medley voltei a visitar as músicas e havia me esquecido o quão boas elas são. Dava tranquilamente para cada um dos quatro episódios de Phantasy Star receber um medley próprio. Porém, eles decidiram colocar tudo em um segmento só de pouco mais de oito minutos que segue a ordem de lançamento dos jogos. Por conta desse formato, as melodias algumas vezes são abordadas muito rapidamente, sem nenhum grande desenvolvimento sinfônico – nada como uma suíte, por exemplo. Mas é o suficiente para as faixas serem reconhecidas e apreciadas, ainda mais que não havia nada antes disso para comparar em termos de qualidade. Felizmente, as transições são competentes e a partitura do Masamichi Amano tem um começo, meio e fim; não é uma mera colagem de faixas sem lógica.

O senso comum dos medleys de jogos geralmente costuma indicar que o tema da faixa-título costuma ser o mais apropriado para abrir o segmento. No entanto, aqui no caso, a animada música de “Palma” faz esse papel – e muito bem. Pouco depois a “Title” surge um pouco mais rica, com um belo trabalho das madeiras e depois das cordas. Não se acostume muito, porque da tela inicial a peça já mergulha de cabeça em uma dungeon, com a fantástica “Dungeon 2”, em uma empolgante participação dos instrumentos de sopro. O mistério e a tristeza latente de “Sky City” se manifestam em seguida nas cordas.

Pouco mais de dois minutos de medley depois já prosseguimos para o Phantasy Star II, com a “Rise or Fall”, que se manifesta de maneira vigorosa por toda a orquestra. Dando uma acalmada, surge a introspectiva “Power” em uma sequência do oboé, fagote e flauta. Ela prepara o terreno para o Phantasy Star III, com a obrigatória “Main Theme”. Embora o tema seja perfeito para orquestra, os arranjos oficiais da música até então tinham sido tocados por bandas, como na “A New Journey” da S.S.T. Band. Nessa versão do concerto, após um breve pizzicato, as cordas fazem uma bela participação.

Como uma marcha, aparece depois a “The Ground(Quintet)”. Aos poucos a tensão aumenta até a caótica “Wings of Evil”. Nesse clima de urgência, o Phantasy Star IV irrompe com o tímpano avassalador que traz a “The end of millennium”. Suavemente o xilofone relembra as primeiras notas da esperançosa  “The Promising Future 2”, logo interrompida pela aparição da sensacional “Land master AXV-25”. A faixa animada ganhou uma releitura mais pomposa e triunfal, avisando que estamos próximos do final dessa jornada. A “The Promising Future 2” cintila mais uma vez até o desfecho apoteótico.

Mesmo sendo um fã nominal da série, devo confessar que senti falta de algumas músicas, embora seja incapaz de mensurar com certeza a importância delas na experiência de jogo. Da parte do primeiro Phantasy Star, por exemplo, lamentei a ausência da  “Motavia” (e imagino que o comparsa Eric “New Motavia” Fraga Cosmonal esteja lamentando mais ainda). De tanto que eu gosto da  “Field Medley” do Phantasy Star Collection: Sound Collection I também acho que a simpática melodia da “Restration” (Phantasy Star II) cairia muito bem no medley. Mas, por ora, só nos resta agradecer ao Masamichi Amano pelo grande trabalho e realização de um sonho.

“Phantasy Star Medley for Sympathy 2013”

“Palma” ~ “Title” ~ “Dungeon 2” ~ “Sky City” (Phantasy Star) ~ “Rise or Fall” ~ “Power” (Phantasy Star II) ~ “Main Theme” ~ “The Ground(Quintet)” ~ “Wings of Evil” (Phantasy Star III: Generations of Doom) ~ “The end of millennium” ~ “The Promising Future 2” ~ “Land master AXV-25” ~ “The Promising Future 2” (Phantasy Star IV: The End of the Millennium)

Fantasiosamente agradecido ao fã enrustido de RPGs Rafael Fernandes pelo auxílio na identificação das faixas.

Press Start 2013: do início ao fim, só no vale a pena ouvir de novo


Por Alexei Barros

Apenas para deixar registrado e não se fala mais nisso: dia 30 de agosto o Tokyo Metropolitan Art Space sediou a realização do Press Start 2013, oitava edição da série japonesa de concertos. Como já adiantado nos posts anteriores, neste ano a equipe organizadora decidiu fazer algo não muito empolgante: dedicar o set list todo às reprises. Para quem não esteve lá ao vivo, realmente não é nada animador. Sob a batuta de Taizo Takemoto, a Tokyo Philharmonic Orchestra tocou as dez faixas mais votadas do público em ordem crescente e mais quatro segmentos adicionais. Tinha a expectativa de que pelo menos os dois números do bis fossem inéditos, mas também foram desanimadores repetecos.

Para não ficar muito repetitivo, o post vai ser menor do que o dos anos anteriores. Apenas algumas poucas observações após o set list.

Ato I

01. Super Mario Bros.: “Overworld” ~ “Underwater” ~ “Underworld” ~ “Overworld” (2009)
02. [10º] Kirby’s Dream Land: “Title” ~ “Green Greens” ~ “Float Islands” ~ “Sweet Potato Shooting” ~ “King Dedede’s Theme” ~ “Ending” (2009)
03. [9º] Xenogears: “Knight of Fire” ~ “In a Prison of Peace and Regret” ~ “Flight” (2011)
04. [8º] Okami: “The Beginning” ~ “Ryoshima Plains II” ~ “Reset” ~”Thank You” Version~ (2009 e 2011)
05. [7º] Legend of Mana: “Legend of Mana ~Title Theme~” ~ “Colored Earth” ~ “Hometown Domina” ~ “Ruined Sparkling City” ~ “Song of Mana ~Opening Theme~” (2012)
06. [6º] Baten Kaitos: “To the End of the Journey of Glittering Stars” (2008)
07. [5º] Mother Medley: “Eight Melodies” (Mother) ~ “Eight Melodies” (EarthBound) ~ “Snowman” (Mother) ~ “LOG-O-TYPE” ~ “Porky’s Theme” ~ “MOTHER 3 ‘Love Theme” (Mother 3) (2006)

Ato II

08. [4º] Wild Arms: “Wild Arms 2nd Ignition” Medley (Intro) ~ “Battle vs Lord Blazer” (Wild Arms 2) ~ “Into the Wilderness” (Wild Arms) ~ “First Ignition” (Wild Arms 2) (2008 e 2010)
09. Rhythm Heaven: “Ninja” (2009 e 2010)
10. [3º] NieR: “Shadowlord” ~ “Emil” ~ “Kainé” ~ “Song of the Ancients” (2011)
11. [2º] Chrono Trigger e Chrono Cross: “A Premonition” ~ “Chrono Trigger” ~ “Wind Scene” ~ “Frog’s Theme” ~ “Decisive Battle with Magus” ~ “Epilogue ~ To Beloved Friends” (Chrono Trigger) ~ “Frozen Flame” ~ “Marbule: Home” ~ “Scars of Time” (Chrono Cross) (2010)
12. [1º] Xenoblade Chronicles: “Xenoblade” ~ “Gaur Plains” ~ “Mechanical Rhythm” ~ “Riki the Legendary Hero” ~ “Sator, Phosphorescent Land / Night” ~ “Those Who Bear Their Name” ~ “Confrontation with the Enemy” (2011)

Bis

13. Final Fantasy X: “At Zanarkand” (2009 e 2010)
14. Monster Hunter: “Proof of a Hero” (2006 e 2008)

– Tirando o Super Mario Bros., que abriu o concerto, o segmento interativo do Rhythm Heaven, “At Zanarkand” e “Proof of a Hero”, o programa segue a ordem dos números favoritos do público japonês como detalhei acima. Fiquei um pouco surpreso por Xenoblade Chronicles na liderança, porque o jogo é recente e os japoneses costumam ser nostálgicos nessas votações. Fora isso, o Yasunori Mitsuda aparece duas vezes na lista, com Chrono em segundo e Xenogears em nono, assim como a Yoko Shimomura com Legend of Mana e Xenoblade Chronicles (este com outros compositores).

– De última hora, a sueca Sofi Persson não pôde comparecer para cantar a “Song of Mana ~Opening Theme~” do Legend of Mana, como ela fez no Press Start 2012. Em vez de improvisar com outra artista, a performance foi instrumental, só com a orquestra.

– De resto, foram todas aquelas participações especiais já previstas: Hide-Hide (Okami), Emi Evans (NieR), Manami Kiyota e ACE (Xenoblade Chronicles), Akihiro Hayakawa (Wild Arms), além do Haruo Kubota (violão) e Vagabond Suzuki (contrabaixo).

– Diferentemente dos anos anteriores, parece que não houve bate-papos com os compositores originais. Pelas fotos, não vi ninguém de diferente.

– Espero que a apresentação tenha servido para gravarem um CD, já que o último, Press Start the 5th Anniversary,  foi lançado lá em 2010. E, por favor, que no próximo ano compensem essa avalanche de repetecos só com novidades.

[via Famitsu]

Press Start 2013: os artistas do espetáculo (quase os mesmos de sempre)

Por Alexei Barros

O que pode ser mais tedioso do que duas rodadas inteiras de segmentos repetidos do Press Start? É a atualização do site oficial revelando os artistas do concerto, o que significa que o set list só vai ficar naquilo mesmo, salvo uma possível surpresa ou outra para o bis. Apesar de as atrações serem conhecidas, alguns nomes são novos. Veja a seguir:

Tokyo Philharmonic Orchestra

Os organizadores do Press Start costumam promover um rodízio de orquestras nas apresentações, e a escolhida da vez é a mesma de 2012, a Tokyo Philharmonic Orchestra (não confunda com a Tokyo City Philharmonic Orchestra, que tocou no Press Start 2006 e 2009). Fundada em 1911, coleciona diversas participações em trilhas sonoras e concertos de game music, entre os quais o Symphonic Fantasies Tokyo, os três espetáculos de Monster Hunter e ainda a sonhada récita de Phantasy Star realizada em 2013.

Emi Evans

Embora tenha sutis olhos puxados, a cantora Emi Evans, que tem mãe japonesa e pai britânico, nasceu na Inglaterra e também participou de diversas trilhas, como Dark Souls, Ace Combat: Assault Horizon, Wangan Midnight Maximum Tune 4 (trilha eletrônica do Koshirão) e até o Fantasy Life (músicas do Nobuo Uematsu). Como no Press Start 2011, a moça participará do medley do RPG NieR, que, vergonhosamente, repito, exclui a “Grandma”. Além de cantar, Emi Evans também toca violoncelo, como já fez na trilha do Time Hollow: Ubawareta kako wo motomete (DS) e na música “The Forest of Thousand Years” do disco Octave Theory da banda Earthbound Papas do Nobuo Uematsu. Bem que algum dia o Press Start poderia aproveitar a polivalência dela.

Manami Kiyota

Compositora, letrista e cantora, Kiyota já trabalhou diversas vezes com Nobuo Uematsu, por exemplo, cantando vocal solo no álbum com versões arranjadas Final Fantasy Song Book: mahoroba e no coral de The Black Mages III Darkness and Starlight. Repetindo a dose do Press Start 2011, ela vai emprestar a voz para o número do Xenoblade Chronicles, RPG de Wii que ela também assinou diversas músicas, entre as quais a “Sator, Phosphorescent Land / Night”, que faz parte do medley.

Sofi Persson

Nascida na Suécia e radicada no Japão, a cantora não tem nenhuma participação em trilhas originais de games, mas foi convidada no Press Start 2012 para cantar a maravilhosa “Song of Mana ~Opening Theme~”, tema de abertura do Legend of Mana. A música assinada pela Yoko Shimomura tem na trilha original a performance da também sueca Annika Ljungberg. Ao que tudo indica, a Sofi Persson a substituiu à altura. Até quando vamos ficar sem ouvir esse medley?

ACE

Como no segmento do Xenoblade Chronicles no Press Start 2011, a dupla CHiCO (cantora) e Tomori Kudo (guitarra) se juntará à Manami Kiyota e à orquestra. O duo também tem participações em jogos como: Emil Chronicle Online (PC), Code of Princess (3DS) e Fantasy Life (3DS), todos jogos não muito populares nos Estados Unidos.

HIDE-HIDE

Dupla consagrada que já tocou o segmento de “Okami” no Press Start 2009 e 2011, além de participarem do Monster Hunter Hunting Music Festival 2011 e do Monster Hunter Orchestra Concert ~Shuryou Ongakusai 2012~. Eles já têm cinco álbuns na discografia, o que mostra que o povo japonês gosta de ouvir os sons folclóricos do shamisen e do shakuhachi em diferentes estilos.

Akihiro Hayakawa

Wild Arms 2 foi tocado no Press Start 2008 e 2010, mas só na segunda vez o RPG ganhou o verdadeiro som do velho oeste, com a participação de Akihiro Hayakawa, assobiador profissional (o Japão tem de tudo mesmo) na “Into the Wilderness”, obra-prima da compositora Michiko Naruke. O rapaz está de volta para provar que assobiar afinadadamente não é para qualquer um (até porque algumas pessoas nem sequer sabem assobiar).

Haruo Kubota

Se minhas anotações estiverem corretas, o violonista e guitarrista Haruo Kubota esteve em todos os Press Start anteriores, com exceção dos dois últimos anos, 2011 e 2012. Também compositor e orquestrador, Kubota já trabalhou com vários artistas japoneses, incluindo nomes como Ryuichi Sakamoto (da YMO) e o extinto grupo Pizzicato Five. Considerando os diversos segmentos que ele já participou, Kubota deverá tocar violão no Chrono Trigger & Cross e Wild Arms.

Vagabond Suzuki

Enfim um nome novo. Masayuki “Vagabond” Suzuki integra o trio Pearl Kyoudai com o Haruo Kubota, ligação que deve explicar a sua participação neste ano. Seu instrumento é o baixo – não dá para saber se acústico ou elétrico, pois ele já tocou ambos em dezenas de trilhas de games e animes. Fica a dúvida. Eu acho que se fosse baixo acústico, mesmo para uma música mais jazzística que dispensasse o arco (nenhuma das seleções se encaixa nesse estilo), o baixista da própria orquestra geralmente consegue se virar muito bem. Por isso, eu acredito que ele vai tocar baixo elétrico, instrumento que só teve, como disse tantas vezes, no Press Start 2007 e trouxe alguns problemas na equalização pelos relatos que li. Embora aparentemente em nenhum dos segmentos o baixo elétrico seja indispensável, o instrumento pode dar um bom peso para medleys como o do Chrono Trigger e Cross.

Big-A

Do pouquíssimo que entendi (sem fotos e links fica difícil), será um coral de proporções reduzidas (aparentemente uma voz para cada naipe) para complementar as performances. O texto parece citar inclusive os integrantes do coro, os quais acredito ser bastante obscuros, pois a maioria não consegui confirmar a romanização dos nomes. O que faz menos sentido ainda é o texto citar Nobunaga’s Ambition, Crisis Core: Final Fantasy VII e Super Smash Bros. Brawl (não encontrei nada com esse nome nos créditos) e supostamente falar que esse coral vai participar do Press Start pela terceira vez… Quando foram as outras duas que eu não fiquei sabendo?

[via PRESS START]


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