Arquivo para junho \28\-03:00 2013

O espantoso regresso do Game Music Festival


Por Alexei Barros

Nem em meus mais ensandecidos sonhos poderia imaginar que viveria para ouvir isto: o retorno do Game Music Festival, que vai acontecer nos dias 29 e 30 de junho, vulgo este final de semana… Mas o que é, afinal, o Game Music Festival?

Quem se aprofundou um pouco mais na história da game music deve ter esbarrado por essa série de shows realizada de 1990 a 1995 no Japão que reuniu bandas de diversas produtoras, como Capcom, Sega, Konami e Taito. Nem tudo foi gravado, mas quem ouviu o material lançado de grupos como S.S.T. Band, Kukeiha Club, Zuntata, Gamadelic e outros sabe que é coisa fina. E aqui faço uma ressalva importantíssima. As bandas eram formadas por compositores mesmo, os caras que faziam as músicas nessas empresas e saíam dos estúdios para mostrar que também eram grandes instrumentistas no palco. Isso representa muito mais do que um grupo de fãs que surge do nada para homenagear suas músicas preferidas. Claro que nem todos compositores tocavam e também nas bandas havia instrumentistas que não trabalhavam nas produtoras. De qualquer forma, não tem nem como comparar.

Não que nesse meio tempo não tenha acontecido nada parecido. A primeira lembrança que vem à mente é o Hyper Game Music Event 2007. O primeiro volume, com gravações parciais dos shows foi lançado, mas o segundo, embora tenha sido anunciado, nem saiu, assim como um prometido DVD. o evento repetiu a dose em 2008 (inclusive assistido in loco por um tal de Fabio Santana) e nem sinal do álbum das apresentações desse ano. Nos anos seguintes, os shows foram substituídos por apresentações de seiyuus, que dão muito mais ibope que bandas de videogame. Fora isso, tivemos, felizmente, inúmeros shows desses estimados grupos, mas, pelo que me recordo, poucos que reunissem nomes tão diversos como o Japan Game Music Festival 2013.

Quando vejo que um mesmo evento vai reunir Zuntata (ainda que não seja tão boa quanto a antiga), jdk Band (que é infinitamente superior à velha) e a [H.], as lembranças são as melhores possíveis do GMF. Mesmo que não seja fã número 1 da Crush 40, acho muito legal eles participarem. A maior surpresa talvez seja a dupla Yumi Kawamura x Lotus Juice, repetindo a dobradinha dos shows de Persona.

Permita-me agora apresentar os nomes desconhecidos. A banda TEKARU é liderada pelo Hideki Sakamoto, do estúdio noisycroak. Eles já lançaram dois álbuns muito bons chamados TEKARU TECHNICAL e TEKARU MECHANICAL, com músicas de jogos como Echochrome e Time Travelers. LivestRow Basiscape Band representa evidentemente o estúdio Basiscape, tocando faixas de jogos como o Muramasa: The Demon Blade.

Da dupla Mitsuto Suzuki x Tomoyuki Sugimoto eu espero alguma coisa eletrônica, mas não faço ideia do que seja exatamente. The Musicolors é uma banda liderada pelo Kenji Ito; a Nanaa Mihgo’s tocará músicas de Final Fantasy XI e a The Death March do The World Ends With You. A Square Enix está representada em peso, apesar da ausência da Earthbound Papas do Nobuo Uematsu.

Falando em faltas, a maior de todas é mesmo a Blind Spot, novo nome da recém-renascida S.S.T. Band. Mesmo que o timbre da guitarra venha me decepcionando, o Motoaki Furukawa com a Voyager também é outra ausência, ele que era da Kukeiha Club da Konami.

Veja a programação de cada dia logo abaixo. Se você entender japonês, no canal do evento no YouTube há recados dos integrantes das bandas, que estão devidamente listadas no site oficial. Como sempre, torço para que o Japan Game Music Festival 2013 seja mais bem registrado e lançado do que suas antigas e saudosas encarnações.

29/06/2013

1 – Zuntata
2 – Falcom jdk BAND
3 – Yumi Kawamura x Lotus Juice
4 – TEKARU
5 – Mitsuto Suzuki (SQUARE ENIX) x Tomoyuki Sugimoto (VJ)
6 – Crush 40
7 – The Music Colors

30/06/2013

1 – SEGA sound Unit [H.]
2 – LivestRow Basiscape Band
3 – Yumi Kawamura x Lotus Juice
4 – Nanaa Mihgo’s (SQUARE ENIX)
5 – Crush 40
6 – The Death March (SQUARE ENIX)
7 – The Music Colors

A S.S.T. Band voltou, o Casiopea voltou e agora o Game Music Festival voltou. Posso começar a sonhar com o retorno do Orchestral Game Concert?

[via JAPAN GAME MUSIC FESTIVAL 2013]

“Persona 4 Medley” – Persona 4 (Game Addict’s Music Ensemble 4th Concert)

Por Alexei Barros

Persona 4 foi uma imensa surpresa no PlayStation 2 em 2008, quando a atual geração já estava em voga. Seu impacto ecoa até hoje. Afinal, foi por causa desse clamor que o PS Vita teve a versão Golden no final do ano passado. Infelizmente, mais uma vez, não estive preparado para uma jornada de 100 horas e me limitei a ouvir a trilha sonora. Até já perdi a conta de quantos shows da série foram feitos enfocados nesse jogo (alguns inclusive eu creio ter passado batido), mas sempre com os vocalistas acompanhados por uma banda muito competente. A única tentativa de levar o jogo para uma sala de concerto foi, claro, no Press Start 2009. O segmento “Persona 4”, que, por sorte, está registrado no Press Start 5th Anniversary, é ótimo, enfocando o lado sinfônico/erudito da trilha. Mas para que existem as orquestras japonesas pró-amadoras senão para misturar as duas coisas em performances imprevisíveis?

Novamente temos a excelente orquestra de sopro Game Band, acompanhada pelo coral Chor Crystal Mana. Antes do medley principal, há uma minimiscelânea com três músicas, simulando a troca de canal de um televisor. Eu imagino que isso deve ser uma referência ao jogo que só quem conhece vai compreender, então peço desculpas pela ignorância. A “Jika Net Tanaka”, aliás, é do Persona 3. Mas já lamento pela referência à “specialist” ser tão breve – nem deu para sentir o gostinho.

Chegado o medley, temos a impactante “Pursuing My True Self” reproduzida maravilhosamente no piano e na bateria. A Game Band já mostra a que veio com o naipe de metais no trecho da abertura que, na original é sintetizado, e nos shows com banda é reproduzido por um mero saxofone. Com todos os metais, fica outra coisa. Mas aí vem a parte cantada que definitivamente tira o brilho da performance. É muito interessante a ideia de colocar o coral todo para cantar a parte que é entoada apenas pela Shihoko Hirata na original, mas o sotaque japonês muito forte (a letra é em inglês), deixa um clima de karaokê na performance.

Sem nenhuma transição (a Game Band não se importa muito com elas), temos na sequência a erudita “Poem for the Souls of Everybody”, que também tem toda a participação do coral e não só de uma soprano. Como o coro não articula nenhuma palavra, o resultado é muito melhor do que na “Pursuing My True Self”.

Mudando da água para o vinho, o medley volta a ficar animado com a jazzística “Like a dream come true”, com o sax fazendo a vez do teclado da original. De novo alterando o clima, a misteriosa “Who Is There?” aparece, seguido pela obrigatória “Reach Out To The Truth”. O guitarrista está de parabéns por escolher um timbre muito semelhante à original, e os metais mais uma vez roubam a cena por desbancar aquele solitário saxofone dos shows oficiais. Só a parte cantada não é tão boa quanto, até porque as apresentações tem os cantores originais, mas mais uma vez é válida a ideia de colocar o coral para encorpar a parte cantada. Aqui, o sotaque não comprometeu muito.

Finalmente o medley tem uma cadência melhor com a inserção da “The Genesis”, que, na trilha original, é uma versão instrumental da “Reach Out To The Truth”. Até já poderia ter acabado aí, mas vem a empolgante “Period”. Para finalizar, tem a “Never More” com o coral arrematando a performance que você nunca vai ver igual em um concerto ocidental.

– “Persona 4 Medley”
“Jika Net Tanaka” ~ “Theme of Junes” ~ “specialist”

“Pursuing My True Self” ~ “Poem for the Souls of Everybody” ~ “Like a dream come true” ~ “Who Is There?” ~ “Reach Out To The Truth” ~ “The Genesis” ~ “Period” ~ “Never More”

Press Start 2013 confirmado; por enquanto apenas cinco reprises no set list

Por Alexei Barros

Passa ano, vem ano, mais Press Start. Desde 2006 tem sido assim, com pelo menos uma apresentação anual no Japão. Em 2013, o concerto acontecerá dia 30 de agosto no Tokyo Metropolitan Art Space, com capacidade para 2000 assentos, e performance da Tokyo Philharmonic Orchestra sob a condução de Taizo Takemoto. Nesta oitava edição confesso não ter nada de muito novo para falar: “espero pelo segundo CD”, “aguardo novidades japonesas”, “quando vocês vão tocar Donkey Kong e Metroid?” etc. O de sempre. Ou seja, nada de novo.

Se eu não tenho grandes novidades para compartilhar sobre o Press Start 2013, o set list parece incorporar esse espírito da mesmice, com, até o momento, decepcionantes cinco reprises. Espero, pelo menos, que daqui em diante sejam somente novidades, com aquelas seleções marotas que só o Press Start possui. Por enquanto, só me resta comentar os números requentados e, para não ficar mais monótono do que já está, coloquei sugestões de números inéditos para cada uma.

– Okami: “The Beginning” ~ “Ryoshima Plains II” ~ “Reset” ~”Thank You” Version~

Já executado no Press Start 2009 e 2011, considero um repeteco altamente dispensável porque é um dos poucos que já tivemos a oportunidade de ouvir e ver também, com um vídeo oficial mostrando a primeira vez em que o Okami foi tocado. Se pudesse trocar por outro jogo da Clover Studio/Platinum Games, optaria sem pestanejar pelo Bayonetta, que inclusive compartilha alguns compositores com o Okami, como o Hiroshi Yamaguchi, autor da “One Of A Kind”.

– Chrono Trigger e Chrono Cross: “A Premonition” ~ “Chrono Trigger” ~ “Wind Scene” ~ “Frog’s Theme” ~ “Decisive Battle with Magus” ~ “Epilogue ~ To Beloved Friends” ~ “Frozen Flame” ~ “Marbule: Home” ~ “Scars of Time”

Acho que só se justificaria um medley da série se fosse novo – como, por exemplo, fez muito bem a Cosmosky Orchestra, com músicas pouco usuais do Chrono Cross. Já teve Chrono em 2008 e 2010 com duas seleções de faixas diferentes, mas o site do concerto afirma que a reprise será idêntica à segunda vez que o jogo foi apresentado. No lugar, podiam fazer algo com o… Radical Dreamers.

– Legend of Mana: “Legend of Mana ~Title Theme~” ~ “Colored Earth” ~ “Hometown Domina” ~ “Ruined Sparkling City” ~ “Song of Mana ~Opening Theme~”

Pela escolha feliz de composições, deve ter sido um dos melhores números do Press Start 2012. Com certeza isso os levou a quererem repetir sem muita demora já neste ano. Resta saber se haverá de novo a cantora sueca radicada no Japão Sofi Persson como em 2012. Mas, Shimomura por Shimomura, talvez pudessem tocar um medley do Kingdom Hearts mais caprichado que o de 2007.

– Xenogears: “Knight of Fire” ~ “In a Prison of Peace and Regret” ~ “Flight”

Yasunori Mitsuda mais uma vez representado com um medley executado no Press Start 2011. Muito provavelmente a escolha se deu por Xenogears ter ficado na berlinda após o lançamento do Myth: The Xenogears Orchestral Album no mesmo ano. Inclusive o medley tem faixas não arranjadas nesse CD. Se pudesse trocar, ficaria evidentemente com Xenosaga, o qual o concerto Score já fez uma belíssima apresentação.

– NieR: “Shadowlord” ~ “Emil” ~ “Kainé” ~ “Song of the Ancients”

Outra repetição do Press Start 2011. Lembro na época como a trilha original polarizou opiniões em fóruns de discussão na internet. Ironicamente, eu fico no meio desses polos, porque há boas músicas, mas chega uma hora que a repetição começa a imperar. Como há dois anos, não teremos a “Grandma”, que, por uma nova ironia, considero a melhor da trilha. Para continuar com um jogo desenvolvido pela Cavia, que, aliás, fechou as portas após o lançamento do NieR, eu voltaria para a geração PlayStation 2 para se lembrar da transcendental trilha de Drakengard 2 por músicas como a “Fate”.

[via PRESS START]

Konami Medley Second Moviment – (FCB 10th Anniversary Live)

Por Alexei Barros

Nesta segunda parte desse passeio pela história musical da Konami promovido pela Famicom Band, temos mais um exemplo da diversidade de jogos que a produtora tinha na era 8-bit.

Depois de uma rápida passagem pela fanfarra do eterno Road Fighter, a maior parte do medley se concentra no The Goonies e The Goonies II, jogos que, muito antes do GoldenEye 007, mostravam que era possível, sim, ter boas adaptações de filmes. O tema “The Goonies ‘R’ Good Enough” da Cyndi Lauper que recebeu uma inacreditável versão sintetizada nos jogos, ganhou uma nova cara nos instrumentos de sopro da FCB. E, como sempre digo, é sensacional quando canções pop são orquestradas. Para completar, temos também Ganbare Goemon! Karakuri Douchuu, segundo jogo da série Mystical Ninja que não saiu no Ocidente, e não podia faltar também um pouco de Castlevania, o primeiro.


0:10 – Road Fighter (ロードファイター)

0:13 – The Goonies (グーニーズ)

1:59 – The Goonies II (グーニーズ2)

3:11 – Ganbare Goemon! Karakuri Douchuu (がんばれゴエモン!からくり道中)

4:10 – Castlevania (悪魔城ドラキュラ)

“Konami Medley Second Movement”

“Super Mario Kart Medley” – Super Mario Kart (Meine Meinung)

Por Alexei Barros

O grupo acústico Meine Meinung já havia conquistado meu respeito com um ótimo medley de temas de combate de Chrono Trigger. Como eu disse na ocasião, não é muito minha praia arranjos acústicos assim, então para eu, cabeça-dura que sou, ter gostado é porque os caras são bons mesmo.

Mas, agora, este medley do Super Mario Kart… é coisa de gênio. É incrível como as músicas originais da Soyo Oka parecem ter sido feitas para tocar no violão, o que me dei conta disso nesse vídeo. Exemplo: “Donut Plains”. Com dois violões e um contrabaixo, eles passaram por esse e outros temas das pistas do jogo do Super Nintendo, com direito à reprodução do som do semáforo e dos karts nesses instrumentos! E também devo fazer uma menção especial à “Ghost Valley”, que ficou simplesmente absurda!

Salvo uns errinhos que tive a impressão de serem cometidos na “Main Theme”, o medley é digno de aplausos efusivos, e já prevejo fortes emoções para o pessoal acústico do Violão de 8 bits.

– “Super Mario Kart Medley”

“Main Theme” ~ “Choose Your Driver” ~ “Race Fanfare” ~ “Donut Plains” ~ “New Record” ~ “Toad’s Ranks” ~ “Race Fanfare” ~ “Ghost Valley”“New Record” ~ “Yoshi’s Ranks” ~ “Race Fanfare” ~ “Koopa Beach” ~ “New Record” ~ “Koopa Troopa’s Ranks” ~ “Race Fanfare” ~ “Bowser’s Castle”“New Record” ~ “Donkey Kong Jr.’s Ranks” ~ “Race Fanfare” ~ “Rainbow Road”“New Record” ~ “Mario’s Ranks” ~ “Tournament Win”

Konami Medley First Movement – (FCB 10th Anniversary Live)

Konami_logoPor Alexei Barros

Desde a primeira vez que vi a Famicom Band há inacreditáveis quatro anos, virei um admirador da orquestra pró-amadora pela devoção aos jogos antigos, qualidade musical e criatividade, com performances cênicas que são deliciosamente trash e arrancam gargalhadas. O último vídeo aqui publicado da FCB data de 2010 – quase três anos sem Famicom Band não dá. De tempos em tempos, eu entrava na página deles no Nico Nico Douga e nada de atualizações. Até que dia desses dei uma procurada de rotina e me deparo com nada menos do que… um medley colossal de jogos da Konami para Famicom dividido em seis movimentos. Boa parte desses títulos fez parte da minha infância (primeiro no MSX e depois no NES), e foi um deleite reconhecer músicas marcantes. Também apareceu muita coisa que desconheço (muita mesmo; vergonhoso de minha parte) e ainda vou averiguar melhor. Publicarei os movimentos em posts avulsos.

Neste primeiro, temos cinco jogos – três eu joguei nos tempos idos do 8-bit e os demais conheci depois, então o saldo de nostalgia foi além da conta. Já que nas performances da Famicom Band conta mais as representações lúdicas dos jogos do que a experiência musical, não tentarei esmiuçar cada detalhe do medley, até porque é muito mais gratificante ser surpreendido pelo vídeo do que ler o texto. De qualquer forma, caso você não seja familiar com os títulos, eu listei os jogos com os vídeos de gameplay, assim como os momentos em que eles aparecem ao longo da miscelânea.

0:17 – Gradius (グラディウス)

2:34 – Yie Ar Kung-Fu (イー・アル・カンフー)

3:22 – Antarctic Adventure (けっきょく南極大冒険)

4:06 – Track & Field (ハイパーオリンピック)

5:07 – TwinBee (ツインビー)

– “Konami Medley First Movement”

A revelação de Donkey Kong Country: Tropical Freeze e o retorno de David Wise à composição

Por Alexei Barros

Eu me lembro do choque que foi o anúncio do regresso de Donkey Kong Country na E3 2010… Por mais que houvesse outros jogos do gorila de gravata vermelha nos anos 2000, eu era órfão da trilogia DKC que abrilhantou o SNES de 1994 a 1996. DKC Returns veio para Wii em 2010 e pude constatar (mesmo com algum tempo de atraso) o talento da Retro Studios em manter a essência da trinca de jogos criados pela Rare.

Três anos depois, sem aquela tradicional apresentação gigante realizada pelas fabricantes de consoles, a Nintendo revelou a nova sequência em sua conferência online Nintendo Direct comandada pelo presidente da empresa, Satoru Iwata. Eu disse nova? Não sei se era porque estava meio por fora ou se a edição do vídeo não fez por merecer as novidades, quando o jogo foi apresentado, eu imaginei que, por qualquer motivo, eles ainda estavam falando do Donkey Kong Country Returns 3D, versão do supracitado jogo para 3DS lançada em maio de 2013.

Só fui me ligar que era um jogo novo quando o Donkey Kong entrou na água, uma vez que não havia seções subaquáticas no DKC Returns, diferentemente da trilogia original 16-bit. Sei que é toperice minha, mas eu achei os dois jogos, o DKC Returns e o recém-anunciado Donkey Kong Country: Tropical Freeze, também desenvolvido pela Retro Studios, muito parecidos visualmente. A mim, à primeira vista, não pareceu haver aquele frescor de continuações como Super Mario Galaxy 2 e o próprio Donkey Kong Country 2. Isso que eu não tenho nada contra continuações (desde que elas respeitem o bom senso). Outra novidade foi a inclusão de Dixie Kong como personagem auxiliar de Donkey Kong, além do Diddy. Tudo leva a crer que o jogo manterá a ideia de deixar um símio ajudante nas costas, da mesma maneira que no primeiro DKC Returns.

Mas a melhor novidade foi revelada depois da Nintendo Direct, no estande da produtora na E3, com a confirmação de David Wise como compositor do jogo. Na época de sua revelação, o DKC Returns teve o nome de Kenji Yamamoto anunciado para esse cargo, mas os créditos também deram os nomes de Minako Hamano, Masaru Tajima, Shinji Ushiroda e Daisuke Matsuoka, sem especificações de funções. Nem mesmo o encarte do álbum da trilha sonora Donkey Kong Returns Original Sound Track permite saber quem são os compositores e os arranjadores. Seja como for, nem de longe, nem mesmo utilizando músicas antigas arranjadas, a trilha do Returns causou o impacto das trilhas do DKC 16-bit. Eles já deveriam tê-lo chamado na ocasião, já que Wise saiu da Rare e nada impediria que ele voltasse de onde nunca deveria ter saído. DKC sem David Wise é Mario sem Koji Kondo ou Chrono sem Yasunori Mitsuda. Agora, com o regresso de Wise a um jogo que lembra os seus bons tempos da Rare, a história é totalmente diferente e já sonho com composições novas do nível de “Aquatic Ambiance” e “Stickerbush Symphony”.

[ATUALIZAÇÃO] A Nintendo também liberou um vídeo com declarações do produtor Kensuke Tanabe, falando mais sobre as novidades do jogo. Além da Dixie e do Diddy, haverá um terceiro personagem secundário ainda não revelado.

[via GoNintendo, WiiClube]

Omega Catastrophe: o melhor álbum de fãs com músicas da Sega já lançado

Omega Catastrophe
Por Alexei Barros

Você sabe, há tempos bato na tecla de que as bandas de fãs japonesas são melhores que as ocidentais. Com o passar dos tempos, essa tecla ficou amarelada, empoeirada e engordurada. Mesmo completamente imunda, volto a repetir: as bandas de fãs japonesas são melhores que as ocidentais. Agora há mais um álbum para mostrar essa discrepância. Omega Catastrophe, que traz algo incomum no meio doujin: músicas da Sega.

Japonês que é japonês costuma ser nintendista. Sem se delongar muito com explicações, como já falei no post anterior sobre o concerto de Phantasy Star, o Sega Mark III (como o Master System ficou lá conhecido) perdeu feio para o Famicom e, na geração seguinte, o Mega Drive acabou ficando atrás até do PC Engine. Ironicamente, o Saturn se deu bem no Japão, mas talvez já fosse tarde demais. Isso sem contar os arcades da Sega sob a liderança magistral do Yu Suzuki, é claro, máquinas de grande sucesso no arquipélago japonês. Não quero dizer que o Japão não gosta da Sega, não é isso, só que, em linhas gerais, a maioria dos álbuns doujin pega músicas da Squaresoft e jogos da Nintendo, ficando atrás somente do fenômeno Touhou Project.

Fora desses padrões temos o Omega Catastrophe, mais um álbum do selo doujin Dangerous Mezashi Cat. Eu já os conhecia desde o CD Megalomania (com músicas do Mega Man), imaginando que fosse uma obra única. Quando fui ver eles já tinham lançado mais de uma dezena de discos. Dos que ouvi, todos são recomendadíssimos pelos arranjos focados na guitarra (com um timbre afiado) que se fazem passar por profissionais, coisa que raramente ou quase nunca acontece com bandas ocidentais. Na minha torpe opinião, evidentemente. Apesar de o trabalho doujin ser quase inexistente nas homenagens à Sega, há boas referências profissionais: S.S.T. Band e [H.]. O que é mais incrível: falando como fã das duas, afirmo sem medo que em alguns momentos os arranjos conseguem suplantar versões que considerava imbatíveis. Sério, seriíssimo. Os arranjos, aliás, são feitos por diferentes nomes desconhecidos neste lado do mundo, e há somente um guitarrista que atende pela alcunha Namihei.

O foco do Omega Catastrophe é de jogos de Mega Drive e não apenas títulos da Sega como veremos a seguir. Só não encare isso como uma obra que procura arranjar os maiores medalhões do 16-bit da Sega porque há algumas ausências fortes, como as séries Sonic, Golden Axe, Streets of Rage, Shining Force e por aí vai.

Depois do Hadouken, minha visita por todas as faixas, algumas de maneira mais sucinta que o normal.
Continue lendo ‘Omega Catastrophe: o melhor álbum de fãs com músicas da Sega já lançado’

Phantasy Star Series 25th Anniversary: o dia em que a fantasia foi escrita com “ph”


Por Alexei Barros

Em dezembro de 2012, Final Fantasy completou 25 anos de existência. De 2002 para cá, houve pelo menos um concerto a cada dois anos dedicado à série. Também em dezembro de 2012, Phantasy Star celebrou o aniversário de 25 anos. Apresentações musicais até então? Nenhuma. Se colocarmos as duas séries em uma balança, fica difícil de comparar por pesos-pesados como Square e Nobuo Uematsu, mas enfim a Sega se mexeu e encerrou a espera no dia 30 de março, dois dias depois muitos fãs não acreditariam e achariam uma mentira – como eu demorei para fazer o post. Nesse dia, aconteceu o Phantasy Star Series 25th Anniversary.

Foram duas apresentações no Hibiya Kokaido em Tóquio, Japão, com a performance da Tokyo Philharmonic Orchestra regida por Masamichi Amano. Pelas fotos, achei a arquitetura do Hibiya Kokaido, que possui 2000 assentos, extremamente humilde e simples. Em contrapartida, um gigantesco telão com as imagens dos jogos da série tratou de melhorar a aparência no quesito show.

Agora, vamos ao que interessa: o set list. O que vinha causando mais apreensão nos fãs da série é o quanto da tetralogia inicial tomaria do programa. Fazendo uma rápida observação, a estima que os brasileiros têm hoje pelo Master System não equivale no Japão, onde o console equivalente Sega Mark III foi pulverizado pela liderança avassaladora do Famicom (o NES por aqui). Sendo assim, já considero uma vitória saber que melodias do primeiro Phantasy Star apareceram no “Phantasy Star Medley for Sympathy 2013”. De resto, foi um festival de músicas da vertente Phantasy Star Online que guarda sim boas composições, mas sem o mesmo impacto nostálgico evidentemente.

Para quebrar um pouco dessa erudição sinfônica, alguns números foram tocados sem orquestra, apenas por uma banda (pelas fotos, não me pareceram ser os integrantes da [H.]) formada por baixo, guitarra e keytar tocada pelo Hideaki Kobayashi, o compositor do Phantasy Star Online. Nos vocais, a cantora Annette Marie Cotrill, que participou de episódios recentes, e o carismático e imbatível Takenobu Mitsuyoshi. Ele ainda se deu ao direito de interpretar a “Burning Hearts ~Angel~” com essa formação de instrumentos – poxa vida, todo tema estilo tokusatsu que se preze deveria ter um naipe de metais acompanhando.

Aliás, o que Burning Rangers tem a ver com Phantasy Star? Nad… opa, ambos têm a participação de Yuji Naka. Mesmo há anos não trabalhando mais na Sega, o YU2 subiu ao palco. No sentido de homenagear figuras históricas, o concerto foi muito especial. Eu tenho a impressão que por algum motivo, a criadora Rieko Kodama não esteve por lá, mas a apresentação contou com as milagrosas e raríssimas aparições dos compositores veteranos Tokuhiko “Bo” Uwabo (Phantasy Star I e II) e Izuho “Ippo” Numata (Phantasy Star III) – foto acima. Depois de muito tempo longe dos holofotes, o Bo deu as caras no Facebook, ajudando a minimizar o mistério que havia em torno dele. Mas o caso da Ippo foi mais sério. Por muito tempo, houve quem acreditasse que esse era apenas um pseudônimo do Ippo Yamada, compositor de jogos recentes do Mega Man. Isso mesmo: nem se sabia se era “ele” ou “ela” ou se a pessoa existia mesmo. É a primeira foto que vejo dela.

Quando chego nesse trecho do texto, geralmente digo “agora é hora de aguardar pelo CD”, “não espere pelo CD”… A boa notícia é que a gravação do concerto já foi anunciada em CD, com lançamento marcado para setembro de 2013. Não chegou a ser anunciado um DVD, mas o Jorge, amigo do Orakio “O Gagá” Rob que mora no Japão e afortunadamente assistiu ao concerto, disse que viu câmeras e avisos de que o público poderia aparecer no vídeo. Então ainda há uma esperança.


Abaixo, o set list. Ficarei devendo os links para as faixas originais. Por desconhecer as trilhas, ficou difícil identificar as músicas.
01 – Fanfare
02 – Phantasy Star Medley for Sympathy 2013
03 – Phantasy Star Online OPENING THEME ~The whole new world~
04 – Can still see the light ~Phantasy Star Online ENDING THEME~
05 – “IDOLA” have the immortal feather & the divine blade Medley
06 – World with me ~Phantasy Star Online EPISODE2 ENDING THEME~
07 – “LET THE WINDS BLOW” – Theme of Phantasy Star Online Episode III-
08 – Underworld -equilibrium-
09 – Phantasy Star Zero
10 – たいせつなもの
11 – Save This World – Orchestra Version –
12 – Save This World – νMIX – (Hideaki Kobayashi com
Annette Marie Cotrill)
13 – Living Universe (Hideaki Kobayashi com
Annette Marie Cotrill)
14 – Go Infinity (Hideaki Kobayashi com
Takenobu Mitsuyoshi)
15 – Burning Hearts (Hideaki Kobayashi com
Takenobu Mitsuyoshi)
16 – Ignite Infinity (Hideaki Kobayashi com
Annette Marie Cotrill)
17 – Title – PSO2 –
18 – Stage Medley – PSO2 –
19 – Dark Ragne
20 – Big Varder & Quartz Dragon Medley
21 – Falz Arm & Dark Falz Elder Medley
22 – For Brighter Day – Orchestra Version –

Números 1 a 11, 17 a 22 tiveram a performance da Tokyo Philharmonic Orchestra com regência do Masamichi Amano.

Peço desculpas pela incrível demora não só ao Gagá, que me passou algumas informações aqui compartilhadas, como outros fãs desta série muito estimada que conheço, infelizmente, só de nome.

[via Game Watch, 4Gamer.net e Famitsu]


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