Textos categorizados 'Nintendo'

Meu jogo social preferido é da Nintendo

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Por Claudio Prandoni

Quero aqui falar de jogos sociais, mas não aqueles que a grande mídia por assim já convenciona chamar.

Os games presentes em redes online como o Facebook e outros que seguem os modelos vistos no serviço ainda seguem firmes e fortes, mas já passaram pelo inchaço e estouro de uma bolha de valores tão inflados quanto a rapidez com que encheu e murchou.

Porém, sinceramente, acho que o padrão estabelecido por jogos à la Farmville e demais, que incentivam – isso quando não exigem – chamar amigos para prolongar sua jogatina, se apropria de forma muito rasa do termo “jogo social”.

Prefiro aqui me ater a uma definição mais bruta do termo: games sociais são aqueles em que o combustível da brincadeira é a interação social. Veja bem, um combustível, algo que faz a roda girar e mantém o game rolando, mas não exatamente uma barreira na qual você bate.

Acho que não faço muito preciso, mas creio que o fluxo de jogo pode ajudar a entender melhor o que quero dizer: a interação social deve acontecer de forma natural, sem gerar ruído no espaço onde acontece e, assim, incentivando o jogo. Forçar você a atazanar amigos, inclusive gerando um ruído muitas vezes indesejado no mural do Facebook, por exemplo, é algo muito mais chato e invasivo.

Talvez eu pudesse me estender mais aqui, mas acho que já enrolei demais: nos últimos dois anos, meu jogo social preferido é a Praça Mii, aquele risonho software que já vem embutido em cada Nintendo 3DS.

Desde que comprei o videogame, peguei o hábito de levá-lo comigo para o trabalho, viagens, coberturas de eventos e afins, justamente pra ver ‘qualé’ a do Streetpass, a função que faz um 3DS interagir com o outro só de chegarem perto.

Claro, conto com os benefícios de morar em uma grande cidade e também trabalhar com games, o que ajuda a encontrar outros donos de 3DS e manter fila de Miis andando na praça virtual.

Ainda assim, em meio à simplicidade e ingenuidade dos joguinhos Troca-Puzzle e Mii Resgate, me peguei aficionado por eles, mesmo dois anos depois de vida do pequeno console.

Diligente, todo dia dou uma olhada para ver se a luzinha verde do 3DS brilha ao chegar no trabalho ou voltar para casa no fim do dia. Pego minhas pecinhas de quebra-cabeça, enfrento uns monstros e é isso aí, dois minutos depois está tudo feito e pronto para uma nova rodada.

Claro, não vou chegar aqui e dizer que “po, esse é o modelo perfeito de jogo social, galere”! É um jogo já na memória do aparelho, que parece mais interessado em fazer o usuário ter motivos para usar seu 3DS – e aí, quem sabe, comprar um jogo e gastar seu rico dinheirinho – do que ele mesmo ser monetizado e dar lucro.

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A Nintendo não vende chapéus e peças de puzzle por dinheiro de verdade. No máximo, você pode usar moedas de jogo para acelerar essas paradas, mas mesmo essa moeda de certa maneira incentiva você a encontrar outras pessoas, já que é obtida ao andar com o 3DS fechado.

Acho bem curioso que nenhuma outra empresa tenha feito algo parecido em seus jogos. Um game de RPG com elementos de Harvest Moon (ih, ó eu aí falando de fazendinha e jogo social!) ou construção de cidade e tal parecem perfeitos para o tipo de atenção constante que a Praça Mii consegue gerar.

Não tenho também a menor ideia de como funciona a tecnologia de Streetpass, mas acho que seria incrível ver algo do tipo sendo usado também em games para plataformas mobile, como iOS e Android – afinal, aqui no Brasil é muito mais provável encontrar pessoas com telefones celulares e tablets com esses sistemas operacionais do que com um 3DS, não é?

Espero que a própria Nintendo esteja trabalhando em alguma novidade nesse sentido. O fluxo constante de novos quadros de quebra-cabeça mostram que a produtora não esqueceu de seus joguinhos sociais, mas um título um pouquinho mais robusto – como tão bem foi o Mii Resgate II quando saiu – não fariam mal para ninguém.

Troca-Cartas é de graça e mais legal que muito jogo do 3DS

Por Claudio Prandoni

Finalmente, já beirando um ano de vida, o Nintendo 3DS começa a engrenar. Em especial, a lojinha online eShop tem despontado como celeiro de grandes talentos exclusivos, a exemplo de Mighty Switch Force.

Dentre essas estrelas há um diamante bruto lá, que poucos ainda deram chance: o Troca-Cartas.

Basicamente, é um aplicativo para troca de mensagens com amigos via internet ou StreetPass (aquela funcionalidade em que os 3DS trocam informações ao passar perto um do outro). O bacana é que quanto mais você usa mais funções ele habilita, como anexar fotos em 3D, gravações de áudio e até um pincel para desenhar em 3D.

É besta? É. Mas também é engraçadinho e, no mínimo, serve para finalmente compartilhar as fotos tridimensionais que o portátil permite capturar. Além do mais, também é algo que explora de maneira a combinação única de características do 3DS, forçando a galera a desenhar, escrever com a mão e coisa e tal.

Ah, e o melhor de tudo: como o título do post diz, é um software gratuito para o portátil! De brinde, ainda tem uma mascote simpática e serelepe, a tal da Nikki – que já até ganhou Mii oficial da Nintendo lá no Japão. Caso queira, é só escanear o código QR aí abaixo – que, infelizmente, vem só com o nome dela em japonês e não dá para mudar.


Enfim, já tenho trocado algumas caricaturas, fotos e coisas do tipo com alguns colegas de 3DS.

Caso queira participar da parada e também mostrar o seu talento, pode me adicionar lá no Nintendo 3DS: meu Friend Code 0430-8310-7459.

LEGENDS: Symphonic Legends revisado e estendido


Por Alexei Barros

Entre os concertos de games, é raro um arranjo ser aperfeiçoado depois de executado. Reciclagens de partituras velhas têm aos montes, mas me refiro a alterações para melhores efeitos de quando foi executada originalmente. Exceção são as releituras de Jonne Valtonen nas recentes récitas realizadas na Alemanha.

Por exemplo, o “Commodore 64 Medley”, registrado no CD Play! A Video Game Symphony Live, havia estreado na turnê na Suécia, e foi repaginado no Fifth Symphonic Game Music Concert, sendo que o “Commodore 64 Medley” revisitado recebeu o reforço da “Shades”. O mesmo aconteceu com o “Turrican II – The Final Fight (Renderings: Main Theme)” do Symphonic Shades, que foi revisado para a performance no Sinfonia Drammatica. O que dizer então de um concerto inteiro relido? E o que dizer que o concerto em questão é o ilustre Symphonic Legends?

Do espetáculo em tributo à Nintendo realizado em setembro de 2010 nascerá o LEGENDS, a ser mostrado dia 1º de junho de 2011 em Estocolmo, Suécia. Arnie Roth estará à frente da Royal Stockholm Philharmonic Orchestra (dos dois CDs em estúdio do Distant Worlds), representada por cerca de 90 instrumentistas e mais um coral profissional no Stockholm Concert Hall. Benyamin Nuss, que tocara no piano a “Donkey Kong Country (Aquatic Ambience)”, novamente participará. A grande novidade é que muitos dos arranjos apresentados serão totalmente novos e/ou revisados por Jonne Valtonen e Roger Wanamo, os talentosos finlandeses do Merregnon Studios do produtor Thomas Boecker, além de Masashi Hamauzu. Não bastasse isso, haverá um segmento inédito do Kirby! Já não tem por onde melhorar…

Como não é um concerto da WDR, não haverá transmissão ao vivo, mas os espetáculos suecos costumam ser fartos no YouTube.

Por enquanto o set list fica assim:

- Star Fox (Suite)
- Super Mario Bros. (Suite)
- Kirby (Suite)
- Metroid (Suite)
- Pikmin (Suite)
- F-Zero (Suite)
- Donkey Kong Country (Aquatic Ambiance)
- Super Mario Galaxy (Suite)
- The Legend of Zelda (Symphonic Poem)

[via Konserthuset; imagem do Symphonic Legends via Flickr]

UOL Jogos: visita à Nintendo World Store em Nova York

Por Alexei Barros

Em janeiro, Claudio Prandoni esteve nos Estados Unidos, mais precisamente em Nova York, aquele povoado do tamanho de Tangamandápio, para cobrir a conferência de imprensa do Nintendo 3DS pelo UOL Jogos. O comparsa aproveitou a estadia na Big Apple (3 AM?) para invadir a Nintendo World Store, um parque-diversões para os admiradores da produtora e suas adoráveis franquias.

O passeio mostra o quanto estamos anos-luz de tudo, se é que precisava comentar isso. O momento de maior destaque é quando o mestre trajou a espinhosa mochila do Bowser. Reza a lenda que nas próximas férias Gustavo Hitzschky viajará para lá só para comprar o famigerado item. Reza a lenda também que tentará arranjar uma forma de morar dentro da loja.

Symphonic Legends: o melhor presente de aniversário para uma produtora lendária


Por Alexei Barros

A Nintendo é paradoxal. Ao mesmo tempo em que a abrangência se manifesta ao atingir novos horizontes nesta geração com o Nintendo Wii, a restrição com as músicas é imensa. Por conta da baixa vendagem dos álbuns nos últimos anos, os lançamentos das trilhas originais são escassos e das arranjadas inexistentes. Quando ocorrem, visam a promover o jogo, não as composições, como os CDs promocionais da Club Nintendo. Se um concerto obtém a licença para executar faixas de direitos autorais da produtora e cria novos arranjos, a performance não pode acontecer sem prévia aprovação das partituras. Tal cuidado se justifica pela supremacia das franquias da Nintendo, é claro, e pelo que as trilhas representam no imaginário gamer, com melodias incrustadas na memória graças ao vasto repertório musical criado por muitos compositores geniais em quase 30 anos.

A Nintendo foi introduzida aos concertos na série Orchestral Game Concert (1991-1995), citada tantas vezes por aqui não por acaso, porque exerce influência até hoje. Os tempos eram outros, e as cinco apresentações foram publicadas em CD. Depois disso, arranjos inéditos surgiram com maior visibilidade nas séries Symphonic Game Music Concert (2003-2007) e Press Start (de 2006 em diante), a primeira sem álbuns oficias e a outra sem nada da Nintendo no primeiro disco, Press Start The 5th Anniversary. Fora esses, alguns casos raros no Games in Concert e PLAY! A Video Game Symphony. A única iniciativa recente que gerou um álbum foi o Dairantou Smash Brothers DX Orchestra Concert (2002), concerto com músicas orquestradas do Super Smash Bros. Melee, ou seja, com muitas franquias da produtora.

Toda esta introdução para dizer que: sendo a Nintendo tão restrita e as músicas tão raras em apresentações, parece uma lenda que uma récita caprichada como o Symphonic Legends – music from Nintendo tenha ficado à livre apreciação no dia 23 de setembro de 2010, data em que a produtora completou 121 anos de fundação. E que presente de aniversário!

Ainda sem nome e nem temática, o concerto foi anunciado previamente em 24 de setembro de 2009 para exatamente um ano depois, graças à excelente recepção do Symphonic Fantasies. A data foi antecipada para o dia 23 de setembro, e o nome revelado: Symphonic Legends. Em março deste ano ocorreu a confirmação de que a Nintendo seria a homenageada. Detalhe: antes que as pessoas soubessem disso, 90% dos ingressos estavam esgotados. Posteriormente, foi comunicado que o formato seria uma mescla das inovações implementadas pelos concertos antecessores, trazendo arranjadores convidados de primeiríssimo nível, para mais tarde sabermos que jogo cada um foi incumbido.

Dois japoneses, dois alemães, dois finlandeses. Compositor de trilhas de animes como One Piece e Ah! My Goddess, Shiro Hamaguchi é conhecido nos videogames pelos principais arranjos de Final Fantasy nos concertos recentes da série. Hayato Matsuo, um dos discípulos de Koichi Sugiyama e compositor de Ogre Battle, orquestrou os temas de abertura e encerramento de Final Fantasy XII, entre outros arranjos, como do Shenmue Orchestra Version. Ambos do estúdio Imagine, recentemente participaram do Monster Hunter 5th Anniversary Orchestra Concert e do A Night in Fantasia 2009.

Nascido em Munique, Masashi Hamauzu, compositor de jogos como Unlimited SaGa, Sigma Harmonics e Final Fantasy XIII, foi a maior surpresa entre os convidados, já que é raro vê-lo arranjar músicas que não são de autoria dele, e quando aconteceram foram para solos de piano, não orquestrados. Também da Alemanha, mas da cidade de Dresden, Torsten Rasch é um compositor de música erudita contemporânea que morou 15 anos no Japão criando trilhas de filmes. No mundo dos games, fez um arranjo para o obscuro álbum Psychic Detective Series – The Best (1991) e mais recentemente a releitura para piano da “A Place to Call Home” do Benyamin Nuss Plays Uematsu.

Da Finlândia, Jonne Valtonen, o principal arranjador do Symphonic Shades e Symphonic Fantasies, desta vez dedicou-se exclusivamente ao poema sinfônico de Zelda. Por último, o conterrâneo Roger Wanamo, o mais jovem dos seis, tendo nascido em 1981, que foi quem mais me impressionou. Sua inventividade pôde ser mostrada já na “Fantasy III: Chrono Trigger/Chrono Cross”, em que foi coarranjador, com o uso constante de polifonias, transições fluidas e minúcias que exigem muita atenção para serem percebidas. Desta vez, Wanamo se superou com os dois segmentos de Mario, o que não é pouca coisa pelas composições serem do Koji Kondo, e pelo Encore, que é um emaranhado de faixas de diversos jogos da Nintendo.

Arranjadores de grande envergadura pedem por intérpretes igualmente competentes. O maestro sueco Niklas Willén conduziu mais de 125 pessoas: cerca de 80 integrantes da WDR Radio Orchestra, e mais 45 do coral State Choir Latvija. Como de praxe, Benyamin Nuss no piano e Rony Barrak na percussão foram os instrumentistas-solo. Diferentemente dos anos anteriores, não houve convidados japoneses para autógrafos, não que isso faça muita diferença para quem não esteve no Cologne Philharmonic Hall.

A ideia do produtor Thomas Boecker era apresentar as músicas da Nintendo com arranjos criativos. Para tal, foi dada total liberdade aos arranjadores. “É interessante ver como eles usaram essa liberdade. Porque há um momento em que é melhor trabalhar de maneira fiel à música original, e há um momento em que você pode introduzir diversas ideias próprias”, afirmou ao SEMO. Sou favorável à iniciativa de arranjos orquestrados que tragam uma nova ideia, desde que as músicas ainda possam ser reconhecidas. E isso aconteceu? É o que veremos adiante.

Antes de comentar individualmente segmento, vale destacar a escolha de jogos do repertório. Levando em conta que o Press Start é o único na atualidade a tocar arranjos novos da Nintendo, o programa do Symphonic Legends é uma benção pelas novidades, visto que Star Fox, F-Zero, Pikmin, Donkey Kong e Metroid jamais foram executados na série japonesa (Star Fox não em um segmento exclusivo). Há quem tenha sentido falta de outras franquias, como Fire Emblem, Mother, Kirby e Pokémon. Além de serem necessárias mais algumas horas de apresentação para poder incluir tudo, nem todas são populares na Europa, leve isso em conta. Dentre as ausências, só lamentei que Hirokazu Tanaka não fora representado pela importância que tem na história musical da Nintendo, ainda que a maioria dos jogos 8-bits seja difícil de imaginar com um número próprio.

Infelizmente, o streaming de vídeo não funcionou na hora do concerto conforme prometido anteriormente, e acabou restrito aos residentes na Alemanha. Mas todo o espetáculo pôde ser conferido de qualquer parte do mundo pelo rádio ao vivo, o que me trouxe boas lembranças do Symphonic Shades em 2008. Poucas horas depois sete dos dez segmentos podiam (e ainda podem) ser vistos no YouTube.

Depois do Hadouken muito mais sobre o Symphonic Legends, com links para os vídeos do YouTube e do Goear (a referência para quando mencionar a numeração de trechos específicos). Sobre o poema sinfônico do Zelda, ficarei devendo as faixas originais detalhadas (algumas foram citadas no texto), já que há muitos temas sobrepostos e variações, o que dificultou a listagem precisa.
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Lembrete: Symphonic Legends na quinta-feira, ao vivo, às 15 horas

Por Alexei Barros

Publico cedo antes que seja tarde demais, porque promete: diretamente do Cologne Philharmonic Hall, o concerto Symphonic Legends, que celebrará músicas da Nintendo, será transmitido pela internet em vídeo, ao vivo, às 15 horas no horário de Brasília no próximo dia 23 de setembro. Além das três qualidades 56K/ISDN, DSL e Broadband, é possível conferir somente o áudio do espetáculo, sendo que a qualidade de som é surround 5.1.

Para quem acompanhou o Symphonic Fantasies ano passado deve estar riscando os dias que faltam no calendário, afinal trata-se do sucessor espiritual no que se refere ao conceito de suítes extensas, mas com um pé na récita anterior, o Symphonic Shades, por conta dos números de duração média. A WDR Radio Orchestra Cologne, que participou dos dois concertos e também tocou no álbum drammatica, será regida pelo maestro sueco Niklas Willén. O pianista Benyamin Nuss e o percussionista Rony Barrak igualmente vão colaborar na performance que terá a participação do coral State Choir Latvija.

A seleção de arranjadores oferece uma mescla interessante de ocidente e oriente. De um lado, o alemão Torsten Rasch e os finlandeses Jonne Valtonen e Roger Wanamo, e do outro os japoneses Shiro Hamaguchi, Hayato Matsuo e Masashi Hamauzu (nascido na Alemanha, é verdade, mas de espírito nipônico). Com isso, fico com a sensação que o Symphonic Legends atenderá a diversos paladares do erudito, enfocando em arranjos experimentais, mas também com releituras mais literais, como já adiantado que serão os segmentos de Star Fox, F-Zero (do Hamaguchi) e Pikmin (do Matsuo). As três, além de Super Mario Bros. (a série), Super Mario Galaxy, Super Metroid e Donkey Kong Country prometem exibir a criatividade dos arranjadores no primeiro ato, enquanto que o segundo tem tudo para causar espasmos nos fãs de Zelda com o poema sinfônico de 35 minutos dedicados à série.

O set list completo. Clique no link da faixa de abertura para ver o vídeo.

Primeiro ato

01 – “Fanfare for the Common 8-Bit Hero”
Composição: Jonne Valtonen

02 – Star Fox: “Space Suite”
Composição: Koji Kondo e Hajime Hirasawa
Arranjo: Shiro Hamaguchi

03 – Super Mario Bros.: “Retro Suite”
Composição: Koji Kondo
Arranjo: Roger Wanamo

04 – F-Zero: “Race Suite”
Composição: Yumiko Kanki e Naoto Ishida
Arranjo: Shiro Hamaguchi

05 – Super Metroid: “Samus Aran – Galactic Warrior Suite”
Composição: Kenji Yamamoto e Minako Hamano
Arranjo: Torsten Rasch

06 – Donkey Kong Country: “Aquatic Ambience”
Composição: David Wise
Arranjo: Masashi Hamauzu

07 – Pikmin: “Variation on a World Map Theme”
Composição: Hajime Wakai
Arranjo: Hayato Matsuo

08 – Super Mario Galaxy: “Galactic Suite”
Composição: Koji Kondo e Mahito Yokota
Arranjo: Roger Wanamo

Segundo ato

09 – The Legend of Zelda: “Symphonic Poem”

I. Hyrulian Child
II. Dark Lord
III. Princess of Destiny
IV. Battlefield
V. Hero of Time

Composição: Koji Kondo e Toru Minegishi
Arranjo: Jonne Valtonen

O programa do concerto em PDF está disponível aqui, ao passo que o link da transmissão, no qual você encontra os endereços em streaming disponíveis pode ser conferido aqui.

O programa do Symphonic Legends


Por Alexei Barros

Quem acompanhou as doses cavalares de revelações do Symphonic Fantasies ano passado há de estranhar que pouco foi dito sobre o set list do Symphonic Legends, o concerto alemão com músicas da Nintendo a acontecer dia 23 de setembro que passará ao vivo em vídeo na internet, e com qualidade de som surround 5.1! (este é o primeiro de muitos pontos de exclamação do post, fica o aviso). Aliás, o link da transmissão você entra aqui, mas fique tranquilo que nas vésperas publicarei um lembrete. Chegou a hora de saber o que cada arranjador fez, ainda que na maioria fico na expectativa quais faixas compreendem as suítes. Como foram divulgados os créditos da composição é possível constatar também que músicas não vão comparecer. E com as informações que o produtor Thomas Boecker concedeu em entrevista ao SEMO é possível vislumbrar as abordagens de cada segmento.

Serão nove números no total: oito na primeira parte e somente um na outra – explico o porquê mais adiante (quero deixar o melhor para o final). O único que é de conhecimento, além da composição original de abertura “Fanfare for the Common 8-Bit Hero”, é uma das maiores obras-primas da história, daquelas que faz você parar de jogar para ouvi-la, a “Aquatic Ambience” do Donkey Kong Country que foi arranjada por ninguém menos do que Masashi Hamauzu! O autor da trilha de Final Fantasy XIII adotou o estilo impressionista, que é a sua direção musical favorita, na peça que terá a participação do pianista Benyamin Nuss. Tem tudo para superar o medley “Water Music” do Orchestral Game Concert 5. Com isso, sabe-se que não haverá Donkey Kong Country 2, por exemplo, e não será desta vez que a “Stickerbrush Symphony (Bramble Blast)” aparecerá em um concerto profissional.

Outro caso similar de parentesco com o OGC, no caso do Orchestral Game Concert 4, será a “Samus Aran – Galactic Warrior Suite”, que possui potencial para suplantar o medley de oito minutos “Super Metroid – Theme ~ Space Warrior Samus Aran’s Theme ~ Big Boss BGM ~ Ending”. O arranjo do alemão Torsten Rasch é experimental, em estilo contemporâneo, bastante sombrio e assustador – o que vai ao encontro do que se encontra no universo de Metroid. Como Kenji Yamamoto e Minako Hamano estão creditados, conclui-se que teremos somente Super Metroid. Devo ser um dos poucos que pensa assim, mas para mim a trilha do Metroid original é muito mais icônica, em decorrência da genialidade de Hirokazu Tanaka. Resultado: a “Depth of Brinstar” do Dairantou Smash Brothers DX Orchestra Concert prevalecerá como o único arranjo para orquestra do Metroid de 1986. E alguma coisa mais recente, da trilogia Prime, só mesmo a “Title” do MP2: Echoes, num arroubo de ousadia do Games in Concert.

Vamos então falar de Mario, o único representado em dois números, ambos arranjados pelo finlandês Roger Wanamo. O primeiro, chamado “Retro Suite”, traz músicas não apenas do Super Mario Bros. original, embora desconheça quais outros Marios – SMB 2 e 3 são os mais injustiçados pelos concertos, não sei bem por quê. Óbvio que a “Overworld” foi usada, e de maneira perspicaz e diferente da que estamos acostumados. O outro, “Galactic Suite”, é enfocado somente no Super Mario Galaxy, em uma jornada galáctica auditiva de oito minutos, com direito a uma surpreendente batalha do Mario e do Bowser em latim entoada pelo coral.

Para completar a primeira parte temos três segmentos dos arranjadores do estúdio Imagine. Fiquei especialmente feliz que Shiro Hamaguchi, que produz obras impolutas, foi escalado para a “Race Suite” de F-Zero, a suíte que aguardo com maior expectativa desde sempre. Como é o quarto item do programa, espero sobreviver para acompanhar o resto do espetáculo. Melhor ainda, Hamaguchi criou também a “Space Suite” de Star Fox, e arrisco dizer que o estilo das músicas e do arranjador foram feitos um para o outro. Sobrou Hayato Matsuo, pela primeira vez em um concerto do Thomas Boecker, que é o autor da “Variation on a World Map Theme” do Pikmin, jogo que corresponde à escolha mais inusitada do programa.

Disse que deixaria o melhor para o fim, e então lá vai. Jonne Valtonen esteve ocupado somente com Zelda. Por quê? Você achava muito os 18 minutos das suítes do Symphonic Fantasies? Pois segure-se na cadeira porque será um poema sinfônico de inacreditáveis 35 minutos! Dividido em cinco movimentos (descritos abaixo), narrará a transformação do infante Link em adulto, passando pelas agruras e sofrimentos do herói. Espere por reminiscências da era romântica à moda de Richard Strauss e Piotr Ilitch Tchaikovsky e elementos contemporâneos nos momentos de agonia. Além de Koji Kondo, Toru Minegishi está creditado, ele que participou das trilhas de Majora’s Mask, The Wind Waker, Twilight Princess e Phantom Hourglass. Lembro de duas ocasiões em que foi usado o conceito de poema sinfônico, ou seja, de uma obra musical baseada em um poema, ideia ou texto literário em game music: a Symphonic Poem ”Forbidden Prelude” (Drakengard 2) e, claro, a Symphonic Poem “Hope” (Final Fantasy XII). Nem de longe chegam a tamanha duração. Especialmente este número mostra que o Symphonic Legends privilegiará muito mais a liberdade artística, algo que, nem de longe, outros concertos de games sonharam em fazer.

Expectativas nas alturas para o dia 23 de setembro, às 15 horas, pela performance da WDR Radio Orchestra Cologne e do State Choir Latvija, que estarão sob a batuta do Niklas Willén no Cologne Philharmonic Hall. Nem dá para imaginar que será possível ver tudo isso ao vivo.

O tão falado set list:

Primeiro ato

01 – “Fanfare for the Common 8-Bit Hero”
Composição: Jonne Valtonen

02 – Star Fox: “Space Suite”
Composição: Koji Kondo e Hajime Hirasawa
Arranjo: Shiro Hamaguchi

03 – Super Mario Bros.: “Retro Suite”
Composição: Koji Kondo
Arranjo: Roger Wanamo

04 – F-Zero: “Race Suite”
Composição: Yumiko Kanki e Naoto Ishida
Arranjo: Shiro Hamaguchi

05 – Super Metroid: “Samus Aran – Galactic Warrior Suite”
Composição: Kenji Yamamoto e Minako Hamano
Arranjo: Torsten Rasch

06 – Donkey Kong Country: “Aquatic Ambience”
Composição: David Wise
Arranjo: Masashi Hamauzu

07 – Pikmin: “Variation on a World Map Theme”
Composição: Hajime Wakai
Arranjo: Hayato Matsuo

08 – Super Mario Galaxy: “Galactic Suite”
Composição: Koji Kondo e Mahito Yokota
Arranjo: Roger Wanamo

Segundo ato

09 – The Legend of Zelda: “Symphonic Poem”

I. Hyrulian Child
II. Dark Lord
III. Princess of Destiny
IV. Battlefield
V. Hero of Time

Composição: Koji Kondo e Toru Minegishi
Arranjo: Jonne Valtonen

Aos interessados, o PDF do programa pode ser baixado aqui.

[via SEMO]

Artwork do dia: Samus por iwaisan

Por Claudio Prandoni

Ah, Samus.

Sempre loira. Sempre misteriosa. Sempre solitária. Sempre uma das figuras femininas mais marcantes da Nintendo. A Zelda até é bacana – principalmente como Sheik em Ocarina of Time e partindo pra briga no Twilight Princess – mas a loira-mor da Big N é mesmo Samus, acima até da princesinha Peach.

Em breve matamos saudades de novo da guria espacial no muito promissor Metroid: Other M, lá no dia 31 de agosto. Enquanto a contagem regressiva não acaba, uma arte lindona aí do nipônico artista iwaisan, lá do deviantART – que tem muitas outras bonitas artes baseadas em games lá na galeria dele.

Abaixo, o trailer mais recente do game de Wii para nos deixar com água na boca.

Symphonic Legends será transmitido ao vivo em vídeo!


Por Alexei Barros

Quase um ano depois de ter acompanhado pela Internet o Symphonic Fantasies no momento em que tudo acontecia, na Alemanha, e de ver determinados shows, você sabe quais, ao vivo, no Brasil, digo sem medo que é uma experiência muito mais recompensadora assistir a um concerto transcendental na tela do computador do que uma apresentação mambembe in loco.

Foi uma situação tão singular que pensei que jamais se repetiria. Sensação que aumentou ao saber que o sucessor,Symphonic Legends, seria voltado às músicas da Nintendo, uma produtora que o que possui de trilhas sensacionais tem de draconiana, mais até do que a Square Enix no que tange aos direitos autorais das composições. “Por isso, não vou esperar pelo lançamento do CD e não sei se haverá a tradicional transmissão pelo rádio ou em vídeo como nos anos anteriores. Vamos aguardar”, eu disse.

Apesar do meu imenso ceticismo, que beirava o desânimo, faço o pedido para que reserve o dia 23 de setembro, quinta-feira, porque nessa data o Symphonic Legends também será transmitido em vídeo! Sei que o horário não é exatamente perfeito, dados os infindáveis compromissos que nos ocupam durante a semana e além, mas o concerto acontecerá por aqui às 15 horas, já que na Alemanha se dará às 20 horas. Confira pelo 24 Time Zones.

Como faz tempo que não falo do Symphonic Legends, permita-me relembrar alguns detalhes. Performance da WDR Radio Orchestra Cologne e do State Choir Latvija sob regência do sueco Niklas Willén, e as participações especiais do pianista Benyamin Nuss e do percussionista Rony Barrak no Cologne Philharmonic Hall, o mesmo palco do Symphonic Fantasies. O formato foi definido como uma mistura do Symphonic Shades e do Symphonic Fantasies, ou seja, espere tanto por músicas avulsas como suítes. Como de praxe, Jonne Valtonen é o arranjador principal, aliás, ele também compôs a fanfarra de abertura “Fanfare for the Common 8-bit Hero”, e há uma trinca de arranjadores convidados japoneses do mais elevado gabarito: Shiro Hamaguchi, Hayato Matsuo e Masashi Hamauzu. Para não se esquecer de Roger Wanamo e Torsten Rasch.

Quanto ao repertório, se sabia que o quinteto Mario, Zelda, Donkey Kong, Metroid e F-Zero seriam os representantes nintendistas. Há o reforço de mais duas séries: Star Fox e Pikmin, que considero uma imensa surpresa. Primeiro, porque é uma série que começou no GameCube, ou seja é mais nova das homenageadas, e parou por aí, considerando que no Wii foi apenas o relançamento do primeiro como parte da linha New Play Control!. Parece uma escolha do Press Start, que sempre integra no repertório títulos recentes da Nintendo, acontece que Pikmin é um completo ineditismo até para os concertos japoneses. Star Fox, por sua vez, é mais recorrente nos espetáculos, tendo a “Theme of Star Fox” figurado no Orchestral Game Concert 3, e “Planet Corneria” ePlanet Venom” (esta do Star Fox 64) no Dairantou Smash Brothers DX Orchestra Concert. Além disso, sendo mais específico, é certeza que haverá Donkey Kong Country e Super Mario Galaxy, conforme informado pelo produtor Thomas Boecker. Porém, por mais que aprecie as trilhas de todas séries, acredito que é F-Zero que vai alterar grandemente os meus batimentos cardíacos naquela promissora tarde.

Nintendo Super Stars!, por Sergio Borges

 

Por Claudio Prandoni

Quando me perguntam as coisas que mais gosto em fazer um blog, costumo dizer que uma das melhores é o contato direto com os leitores.

É incrível a capacidade de fazer bons amigos e gerar boas conversas e discussões que um blog propicia. Dentre as muitas amizades descobertas e colecionadas por aqui no Hadouken está o leitor-artista-multimídia Sergio Borges, que começou lá atrás com uma saraivada de desenhos e já nos presenteou com artes de Street Fighter, incluindo uma bem festiva.

O cara agora se aventura por outras praias, dando vez à meninada esperta da Nintendo. Não feliz em criar uma arte sensacional com os principais heróis da Big N, Sergião fez até um vídeo lindo, destacando cada um deles. Isso, esse aí acima.

Além disso tudo, ele ainda fez algumas artes alternativas e wallpapers em vários tamanhos, a saber: 1024×768, 1280×1024, 1600×1200 e 1680×1050. Alta definição e widescreen FTW total!

Parabéns ao Sergião pela competência e bom pra gente, que ganha essas ilustrações bacanas para apreciar.


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