Posts Tagged 'Hironobu Sakaguchi'

E saiu o jogo de surfe do cara do Final Fantasy

ImagemPor Claudio Prandoni

Desde que o bigodón Hironobu Sakaguchi saiu da Square Enix para fundar a Mistwalker tenho grandes expectativas pelos projetos do cara.

Tá certo que faz tempo que ele não lida diretamente com Final Fantasy, mas sendo o criador da série e tudo mais, é difícil dissociar ele da marca.

Os Blue Dragon foram ok, mas pareceram mais do mesmo naquela vibe Dragon Quest. Lost Odyssey foi na linha Final Fantasy X e desperdiçou grande potencial dos flashbacks de Kain colocando tudo em (ótimos) textos, em vez de CGs ou trechos jogáveis.

The Last Story é outro esquema, é um jogo que realmente repensa o JRPG e não fossem os fatos de sair apenas para o Wii e em um estágio tão terminal da vida do bichinho ganharia muito mais atenção.

Por isso mesmo fiquei com as anteninhas de vinil afinadas para checar o Party Wave, primeiro jogo de Sakaguchi-san para o iOS e ainda por cima de uma de suas grandes paixões: o surfe! Não à toa, há anos que ele vive no Havaí, pegando altas ondas e pá.

Party Wave saiu nesta semana para iPod, iPhone e iPad. E ainda não me decidi se curti tanto. Por um lado, é um jogo de carisma grande e contagiante, com figuras coloridos, trilha sonora relaxante e até um simpático alien invadindo as ondas. Nada de enredos mirabolantes, apenas sol e curtição ou coisa do tipo.

Por outro, é um jogo que parece mostrar que os produtores japoneses mais das antigas ainda não sacaram muito bem qualé dos jogos mobile. A mecânica simples e repetitiva de guiar surfistas para a onda e depois realizar manobras encontra fim nela mesma e na busca por pontuações mais altas.

Numa época em que títulos como Jetpack Joyride, Temple Run e dezenas de dezenas de outros mostram como revigorar mecânicas repetitivas com power ups e evoluções de nível e habilidades, fica a impressão de que Party Wave chega incompleto, simplório demais pela ingenuidade.

Ainda assim, é um título bonito e perfeito para partidas rápidas que não pesa muito no bolso – sai por 2 dólares. Quem sabe até, tio Sakaguchi não lança aí uns updates com novos modos de partida e outras coisas do tipo para renovar a brincadeira.

A seguir, a Mistwalker já está trabalhando em Blade Guardian e, pelo que entendi, mais quatro jogos para iOS. Quem sabe já não vejamos avanços nestes próximos.

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The Last Story Original Soundtrack: senta que lá vem a última história hollywoodiana


Por Alexei Barros

Pela rapidez com que The Last Story foi adicionado nos repertórios do Symphonic Odysseys e do Press Start 2011, precedendo a localização ocidental (que não foi anunciada), eu imaginava – já que enrolei para ouvir – que seria, no mínimo, a melhor das trilhas do Nobuo Uematsu para jogos da Mistwalker, superando Blue Dragon, Lost Odyssey e, não podemos esquecer, dos títulos para portáteis Blue Dragon Plus, Blue Dragon: Awakened Shadow e Away: Shuffle Dungeon.

Terminada a apreciação, a sensação foi inversa: achei a menos inspirada de todas da Mistwalker, prevalecendo estranhamento se o que ouvi era para um RPG e não para um Metal Gear Solid. A resposta de minha hesitação veio em uma declaração do Nobuo Uematsu ao site Eurogamer.de. “As primeiras três faixas que eu compus para o jogo foram: o tema principal, o tema de batalha e a música de fundo para a cidade. Todas as três foram rejeitadas”, afirma. “Então tentei pelo princípio de tentativa e erro muitas abordagens diferentes. Depois de hesitar, eu finalmente tentei me orientar com o som de uma trilha de Hollywood.”

Aproveito para fazer uma confissão: minha estima por game music não se estende, com algumas exceções, às trilhas de filmes. Em parte, é explicado pela preponderância em jogos de compositores japoneses, que focam suas obras na melodia. E quando um dos principais nomes do meio, reconhecido justamente pelo poder de criar melodias fantásticas se limita a imitar o estilo cinematográfico? É como se Hideo Kojima tivesse chamado Uematsu para um Metal Gear. E de fato um dos arranjadores do álbum colaborou para a série: direto do estúdio GEM Impact, Yoshitaka Suzuki, com participações em Metal Gear Solid Portable Ops e Metal Gear Solid 4 Guns of the Patriots. Mesmo assim, faixas do velho Uematsu sobreviveram e imagino que nessas os arranjos dos concertos. O que considero necessário: uma das maiores decepções é que a trilha faz uso reduzido de instrumentistas (entre no VGMdb se quiser ler mais detalhes), abusando de faixas sintetizadas que emulam timbres sinfônicos. Não há desculpa de limitação do espaço de mídia, muito menos de orçamento para a contratação de uma orquestra ou de musicistas avulsos, como foi o caso da Lost Odyssey Original Soundtrack.

Após o Hadouken, comento as músicas que mais gostei da The Last Story Original Soundtrack, formada por três discos com 15, 14 e 13 faixas que, dizem, não abarcam todas as músicas do jogo.
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Hironobu Sakaguchi mais perto do Distant Worlds


Por Alexei Barros

Costumo ressaltar a presença de compositores em apresentações, seja para tocar ou apenas para assistir. Importante destacar também o comparecimento dos designers de jogos, coisa que acontece com mais frequência se os espetáculos são fechados em determinadas franquias. E quando alguém concebe um jogo que salva a sua empresa da falência, sai da companhia após produzir um filme desastroso que causa imenso prejuízo, diz que a sua criação é passado e que vai esmagá-la em pedacinhos aparece em um concerto desta série?

Se você não captou: Hironobu Sakaguchi, Squaresoft, Final Fantasy, Final Fantasy: The Spirits Within, com declarações à EGM Brasil e Gamespot. Ele irà Cracóvia, Polônia na visita da turnê do Distant Worlds no dia 20 de maio no 4th Film Music Festival. Mesmo com as alfinetadas, deve ter prevalecido a amizade com Nobuo Uematsu para justificar a aparição, afinal os três reviveram os tempos de Final Fantasy em três títulos para consoles da Mistwalker – Blue Dragon, Lost Odyssey e The Last Story, sendo que os dois primeiros originaram o Orchestral Pieces, realizado em 2007, além dos portáteis Blue Dragon Plus, Blue Dragon: Awakened Shadow e Away: Shuffle Dungeon. Ironicamente, Uematsu não estará lá e sim Masashi Hamauzu, que teve recentemente no país para acompanhar as gravações das faixas executadas pela Warsaw Philharmonic Orchestra e Warsaw Philharmonic Choir no Final Fantasy XIII.

Como nos anos 1990 não houve espetáculos exclusivos de Final Fantasy, Sakaguchi esteve somente no primeiro concerto da série, Symphonic Suite Final Fantasy (1989), em que foi um dos coordenadores e cujo álbum é dedicado à sua mãe. A apresentação seguinte, 20020220, só veio a ocorrer justamente em 2002, um ano depois que saiu da Square. E os demais, pelo menos em convites oficiais, não há registros de presença bigoduda que não o compositor.

[via Facebook]

Suspeitei desde o princípio: Nobuo Uematsu é o compositor de The Last Story


Por Alexei Barros

Dia 27 de janeiro sai no Japão The Last Story, o primeiro jogo para Nintendo Wii da Mistwalker, o estúdio do Hironobu Sakaguchi. Como é comum nos lançamentos nipônicos, haverá uma edição limitada que inclui um livreto de artworks e a trilha sonora promocional chamada The Last Story: The Premium Soundtrack. Com isso, finalmente veio a público o nome do compositor, mantido em sigilo desde o anúncio do título. Quem? Quem? Nobuo Uematsu.

Nada surpreendente, claro, tendo em vista a amizade dos dois desde Final Fantasy, que foi lembrada em recente entrevista dos bigodudos ao Satoru Iwata. Espero que um dia seja confirmada a localização ocidental do RPG para que o bate-papo receba uma versão em inglês. Aquela época dos meados da década de 1980 e início de 1990 da Square sempre esconde informações curiosas.

Até o momento, são poucos os detalhes a respeito da abordagem das músicas, mas a trilha completa tem por volta de 40 faixas, e pelo que se ouve nas duas amostras liberadas no site oficial e nos trailers, o estilo épico, por vezes emocional e melancólico, me lembrou muito Lost Odyssey. Por último, a pergunta que não quer calar: será que dá tempo de incluir alguma música no Symphonic Odysseys, o concerto tributo ao Uematsu a acontecer em julho de 2011?


[via Nobuooo, SEMO]

O segundo trailer de The Last Story

Por Alexei Barros

Depois de alguns meses sumido, The Last Story, RPG da bigoduda Mistwalker para Nintendo Wii, teve um o novo trailer divulgado. À época  do primeiro, havia a dúvida acerca do compositor. E ainda hoje persiste em segredo a identidade do autor da trilha. Tem tudo para ser Nobuo Uematsu. Já li Yoko Shimomura. Não faço a menor ideia pelo que se escuta da música orquestrada.

Desta vez o vídeo enfoca mais na história e nos personagens. O visual me lembrou Kingdom Hearts e os cavaleiros em 0:55 tem todo o jeitão Final Fantasy XII.

[via Andria Sang]

The Last Story: a última chance?


Por Alexei Barros

Nem sou daqueles que acham que todo jogo deve necessariamente revolucionar ou trazer uma novidade, o que acaba se tornando uma coisa sem critério diante de tantos lançamentos, mas Hironobu Sakaguchi dá margem para aqueles que dizem que ele está arraigado ao seu passado, apoiando-se em fórmulas e conceitos ultrapassados.

Tudo porque no final de janeiro a Mistwalker havia revelado a existência do RPG The Last Story para Wii. Chamo a atenção para duas coisas. Primeiro, a tremenda falta de criatividade para criar o nome de um jogo – se Lost Odyssey e Final Fantasy já eram parecidos no que se refere a uma jornada grandiosa, agora então a semelhança chega a ser vergonhosa. Seja última, final ou derradeira, me causa completo espanto que uma obra da Mistwalker, criada em 2004 com auxílio financeiro da Microsoft,  tenha como destino o Wii e não o Xbox 360. Se já ficava meio estranho os lançamentos de DS Blue Dragon Plus, Blue Dragon: Awakened Shadow, Away Shuffle Dungeon e ASH: Archaic Sealed Heat (que não deve sair nos EUA), para Wii é muito estranho. Há um concorrente direto, afinal de contas.

Assim que ocorreu a divulgação, também foi aberto o site oficial, que contém o sample de uma música emotiva tocada por um violino. Neste blog dentro da própria página ouve-se outro tema, mais de ambiente, com algumas flautas ocasionais. Ainda não se sabe quem é o compositor. Mas é de conhecimento que é apenas um o autor da trilha. Cogita-se o nome de Nobuo Uematsu, por conta da proximidade desde Final Fantasy e da parceria bigoduda que já vinha na Mistwalker do Blue Dragon e Lost Odyssey. As duas foram ripadas e publicadas no YouTube. Compartilho aqui para o seu conforto.

– “First Theme”

– “Second Theme”

Como de praxe, não me aprofundarei nos detalhes da história e do sistema de combate, mas se você quiser saber mais, em inglês, entre no Andria Sang.com. Os detalhes estão sendo comentados paulatinamente pelo diretor e produtor (ainda anônimos) no blog do jogo.  Ainda não consigo me cativar muito pelo trailer recentemente divulgado (a única coisa que não cheira a mofo no post, pois de resto são notícias de meses atrás).

P.S.: Lembra daquela artwork mostrada pouco depois do cancelamento do Cry On? Não sei se é do The Last Story…

Cartões de Ano Novo gamers 2010: Mistwalker

Por Claudio Prandoni

O cartão de Ano Novo da temporada anterior da Mistwalker já foi dos mais esquisitos. Numa parte o cãozinho maroto Skip super sossegado, na outra o tonto do Sakaguchi fazendo ainda mais papel de bobo.

Para 2010, o ex-Mr. Final Fantasy arrebenta a boca do balão e opta por uma abordagem tosca de brinquedo. Novamente o companheiro canino se faz presente, mas Sakaguchi-san Ctrl+C, Ctrl+V copia e cola o próprio rosto e um matreiro bonequinho de LEGO surfando numa toalha azul da cor do mar.

Orakio Rob e outros retronautas do Gagá Games que me desculpe, mas atualmente Hironobu Sakaguchi é o verdadeiro gagá do mundo dos joguinhos eletrônicos.

Não bastasse o pouco ortodoxo cartão de Ano Novo, ainda temos estas fotos do game designer celebrando a virada de ano – todas elas publicadas no site oficial do estúdio.


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