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Distant Worlds: music from Final Fantasy The Journey of 100: quase sem novidades

Por Alexei Barros

Se eu já estava atrasado comentando sobre concertos que aconteceram há meses, o que dizer deste que foi organizado quase três anos atrás? Mesmo sem empolgar muito, me sinto na obrigação de falar dos lançamentos do Distant Worlds e notei que tinha faltado comentar este e o próximo que pelo menos é mais recente.

Distant Worlds: music from Final Fantasy The Journey of 100, como o nome sugere, foi a centésima apresentação da turnê que aconteceu em janeiro de 2015 e foi lançada em Blu-ray em agosto do mesmo ano.  É o terceiro concerto registrado em vídeo do Distant Worlds, sucedendo o DVD Returning Home (2011) e o Blu-ray The Celebration (2013).

O espetáculo se deu em Tóquio, com a Tokyo Philharmonic Orchestra e o DWFF Tokyo Choir sob a regência de Arnie Roth. A cantora americana Susan Calloway, que costuma cantar todos os temas vocais da série, esteve presente, mas a “Melodies of Life” foi cantada pela artista original do Final Fantasy IX, a Emiko Shiratori.

Os álbuns em estúdio da turnê, como o Distant Worlds III que saiu antes deste Blu-ray, não creditam individualmente os arranjadores. Porém, os lançamentos em vídeo têm esse cuidado, o que permite confirmar algumas suspeitas. Quando fiz posts dos segmentos “Balance is Restored” e “Character Theme Medley” do Final Fantasy VI, eu não sabia quem eram os arranjadores. Pois bem, a “Balance is Restored”, que é basicamente a parte final da “Ending Theme”, foi arranjada pelo Hiroyuki Nakayama (aquele mesmo pianista que veio duas vezes para o Brasil) e era a que eu tinha gostado mais, apesar de estar longe do ideal, que é ter o tema completo. Já a “Character Theme Medley”, que apresenta uma transição muito ruim, foi feita pelo próprio Arnie Roth e o seu filho Eric Roth. A “Rose of May” do Final Fantasy IX eu imaginei algo semelhante. Parecia elaborada demais para ser feito pelo Arnie Roth, que é bastante literal em suas partituras. Não é que o arranjo também é do Hiroyuki Nakayama?

Posto isso, comento os dois segmentos novos que estrearam especificamente na apresentação desse Blu-ray The Journey of 100. Por ora, não há os registros completos dos números em questão no YouTube, então tive de apelar para os vídeos incompletos do canal da Square Enix. Em compensação, clicando nos nomes das músicas, é possível ouvir os arranjos gravados em estúdio para o álbum Distant Worlds IV, que ainda vou abordar melhor em um post futuro.

14. “Torn from the Heavens” (Final Fantasy XIV)
Original: “Torn from the Heavens”

Composição: Masayoshi Soken
Arranjo: Yoshitaka Suzuki e Shota Nakama

Liberada na versão orquestrada como bônus para download do álbum Heavensward: Final Fantasy XIV Original Soundtrack, esta peça imponente e magnífica chama a atenção por dois pontos. O primeiro deles é não ser uma composição de Nobuo Uematsu, mas sim do mexicano Masayoshi Soken, um dos nomes mais importantes da safra de compositores mais novos da Square Enix. O outro é o arranjo ser de uma dupla inusitada formada por Yoshitaka Suzuki, que tem um currículo impressionante por jogos como Metal Gear Solid 4, Bayonetta e Final Fantasy XIII-2; e Shota Nakama, o líder da Video Game Orchestra que vem conquistando cada vez mais espaço nas gravações das trilhas das séries Final Fantasy e Kingdom Hearts. Não sei mensurar qual a porcentagem de participação de cada um no arranjo, mas a performance incisiva do coral chama a atenção. Esta e outras adições recentes mostram que enfim a turnê está mais aberta a músicas que não são compostas pelo Nobuo Uematsu.

19. “Jenova Complete” (Final Fantasy VII)
Original: “Jenova Complete”

Composição Nobuo Uematsu
Arranjo: Hiroyuki Nakayama

Também conhecida por “Jenova Absolute” ou “Perfect Jenova”, dependendo da tradução, esta faixa eu confesso que estava fora dos meus radares quando só depois me lembrei que ela aparece em um arranjo supremo no terceiro movimento “The Planet’s Crisis” da sinfonia de Jonne Valtonen para o concerto/álbum Final Symphony. Mesmo assim, acho que há espaço para esta releitura por ser um número avulso e, diferentemente da versão do finlandês, ela usa coral. Mais um arranjo competente de Hiroyuki Nakayama, que conseguiu captar bem o caos da música sintetizada. Por que não acionam mais ele?

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The Last Story Original Soundtrack: senta que lá vem a última história hollywoodiana


Por Alexei Barros

Pela rapidez com que The Last Story foi adicionado nos repertórios do Symphonic Odysseys e do Press Start 2011, precedendo a localização ocidental (que não foi anunciada), eu imaginava – já que enrolei para ouvir – que seria, no mínimo, a melhor das trilhas do Nobuo Uematsu para jogos da Mistwalker, superando Blue Dragon, Lost Odyssey e, não podemos esquecer, dos títulos para portáteis Blue Dragon Plus, Blue Dragon: Awakened Shadow e Away: Shuffle Dungeon.

Terminada a apreciação, a sensação foi inversa: achei a menos inspirada de todas da Mistwalker, prevalecendo estranhamento se o que ouvi era para um RPG e não para um Metal Gear Solid. A resposta de minha hesitação veio em uma declaração do Nobuo Uematsu ao site Eurogamer.de. “As primeiras três faixas que eu compus para o jogo foram: o tema principal, o tema de batalha e a música de fundo para a cidade. Todas as três foram rejeitadas”, afirma. “Então tentei pelo princípio de tentativa e erro muitas abordagens diferentes. Depois de hesitar, eu finalmente tentei me orientar com o som de uma trilha de Hollywood.”

Aproveito para fazer uma confissão: minha estima por game music não se estende, com algumas exceções, às trilhas de filmes. Em parte, é explicado pela preponderância em jogos de compositores japoneses, que focam suas obras na melodia. E quando um dos principais nomes do meio, reconhecido justamente pelo poder de criar melodias fantásticas se limita a imitar o estilo cinematográfico? É como se Hideo Kojima tivesse chamado Uematsu para um Metal Gear. E de fato um dos arranjadores do álbum colaborou para a série: direto do estúdio GEM Impact, Yoshitaka Suzuki, com participações em Metal Gear Solid Portable Ops e Metal Gear Solid 4 Guns of the Patriots. Mesmo assim, faixas do velho Uematsu sobreviveram e imagino que nessas os arranjos dos concertos. O que considero necessário: uma das maiores decepções é que a trilha faz uso reduzido de instrumentistas (entre no VGMdb se quiser ler mais detalhes), abusando de faixas sintetizadas que emulam timbres sinfônicos. Não há desculpa de limitação do espaço de mídia, muito menos de orçamento para a contratação de uma orquestra ou de musicistas avulsos, como foi o caso da Lost Odyssey Original Soundtrack.

Após o Hadouken, comento as músicas que mais gostei da The Last Story Original Soundtrack, formada por três discos com 15, 14 e 13 faixas que, dizem, não abarcam todas as músicas do jogo.
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