“Twilight Over Thanalan ~ Behind Bloody Borders” – Final Fantasy XIV (Distant Worlds 2009 em Chicago)

Por Alexei Barros

Depois que falei sobre a trilha do Final Fantasy XIII me sinto mais confortável para publicar o último vídeo dos que planejava do Distant Worlds em Chicago – falando na turnê, ontem e hoje, dias 6 e 7 de fevereiro, a turnê fez uma visita à Coreia do Sul.

Enquanto FFXII e agora FFXIII entra a duras penas nos repertórios dos concertos, Final Fantasy XIV nem foi lançado, sequer teve a trilha sonora anunciada, e já estreou no dia 12 de dezembro de 2009. A explicação para tudo pode ser resumida em duas palavras: Nobuo Uematsu, que está envolvido na produção juntamente com o maestro Arnie Roth.

Apesar da revelação informar que seria executado um segmento nunca antes ouvido – ou eu entendi mal e o release dizia que a música nunca foi tocada ao vivo anteriormente –, trata-se dos dois temas do trailer da Tokyo Game Show 2009 que por algum motivo que ainda tento compreender acabou passando batido por mim e pelo Hadouken. Por isso, publico para a comparação com a performance ao vivo.

E comparar com FFXIII é o que não devia fazer, mas farei. Talvez seja cedo para falar isso. São duas músicas orquestradas de breve duração excelentes, do mesmo nível do Lost Odyssey, Blue Dragon e do anime Guin Saga, mas nada muito extraordinário ou impactante como, como… FFXIII. Fiquei muito mais impressionado quando vi o primeiro trailer do FFXIII.

Final Fantasy XIII Original Soundtrack: pompa, ecletismo e inspiração


Por Alexei Barros

Enfim no dia 27 de janeiro se encerrou a jornada de quatro anos de expectativa pela trilha sonora de Final Fantasy XIII. Lá vem o clichê: parece que foi ontem que me extasiava com as músicas de FFXII em 2006, como a Symphonic Poem “Hope”, quando já na E3 daquele ano o primeiro trailer do jogo veio a público com um tema que se sustentava em um solo de violino arrebatador. A notícia era de que Masashi Hamauzu, nome em ascensão à época por suas colaborações em FFX (o que dizer de “People of the North Pole” e “Decisive Battle”?) e por todo o trabalho em Unlimited SaGa e Dirge of Cerberus: Final Fantasy VII, seria o compositor principal, no momento em que, Nobuo Uematsu, à moda do que aconteceu com FFXII, faria o habitual tema J-pop.

Eventos vêm, mais trailers surgem, chega a demo. A primeira impressão é das melhores. Na E3 2009, o sucessor Final Fantasy XIV é revelado junto com a notícia de que Uematsu retomaria a incumbência da composição. Meses depois ficaria comprovado que isso o levou a abdicar da canção para deixar todas as faixas sob os cuidados de Hamauzu. Em setembro de 2009, na Final Fantasy XIII Premiere Party, um miniconcerto com a performance da jovem cantora Sayuri Sugawara, apresentou o tema principal e outras músicas orquestradas. Paulatinamente mais amostras eram liberadas no site oficial quando a Square Enix adotou uma iniciativa que pode ser classificada como repugnante: a canção-tema na versão ocidental seria substituída por uma música licenciada da cantora inglesa Leona Lewis, o hit “My Hands”. Mais detalhes como a orquestra utilizada e os arranjadores envolvidos vieram à baila e então a uma semana do lançamento da trilha sonora foi confirmada a saída de Masashi Hamauzu da Square Enix.

Na primeira escutada das 85 faixas que totalizam 4 horas e 3 minutos, o meu êxtase foi tal que ainda não tenho dúvidas se não é a melhor trilha musical da série desde Final Fantasy VI, que considero o ápice da inspiração de Nobuo Uematsu por conta do trio de ferro “The Dream Oath ‘Maria and Draco’”, “Dancing Mad” e “Ending Theme” (e aqui já conto todos os geniais temas de personagens). Vi muitos compartilharem da minha empolgação, e outros nem tanto. Normal, afinal todos têm diferentes percepções e preferências.

Mas o que queria destacar são dois pontos: a ousadia e a versatilidade, e para tanto é inevitável fazer as comparações. Com ele mesmo, Nobuo Uematsu. Primeiro as trilhas mais recentes do Blue Dragon e Lost Odyssey. Não sei se por imposição do amigo bigode Hironobu Sakaguchi, nesses dois jogos Uematsu teceu belas músicas, mas não se arriscou a escapar dos padrões consagrados. Baladas pop, músicas orquestradas de energia parecida e, o que já vem até cansando, temas finais de combate que combinam rock e coral em latim. Saindo do terreno dos RPGs, em Anata wo Yurusanai ensaiou muito timidamente um flerte com bossa nova e no Lord of Vermilion apresentou um hard rock que a mim soou sem vida, sem inspiração (comparar com BlazBlue é pecado). Não entendo como a trilha foi tão elogiada, falando francamente. Mencionar do Uematsu me parece apropriado porque ele voltará no FFXIV. O que quero dizer com tudo isso: estou para ver se o Uematsu fará uma trilha melhor do que a do FFXIII.

Além das músicas eletrônicas, orquestradas e das faixas enfatizando piano e violino que estamos acostumados com os trabalhos do Masashi Hamauzu, o compositor alemão enveredou por vias que realmente não esperava. Blues. Jazz fusion. Bossa nova. Mais impressionante, Hamauzu mostrou uma desenvoltura como criasse composições há anos no estilo. Uma diversidade digna de Yuzo Koshiro ou Yoko Kanno. Mais arrojada ainda foi a decisão de ignorar, não sei se por indicação dos produtores, as tradicionais “Prelude”, “Final Fantasy” e “Fanfare”, que foram usadas até pelo Hitoshi Sakimoto no FFXII, jogo da série que mais derrubou convenções. Só sobrou o “Chocobo!”, que foi reinventada completamente.

O processo de composição levou cerca de um ano, e parte da trilha foi gravada no Japão, parte na Polônia. Nas primeiras não foi usada uma orquestra completa e já consolidada. Foram contratados grupos de instrumentistas, como não é raro acontecer. Dentre os musicistas é preciso ressaltar o baterista, Tappy Iwase. Tappy, como ficou conhecido, trabalhou na Konami durante quase toda a década de 1990 e nesse meio tempo se consagrou ao compor o “Metal Gear Solid Main Theme”, uma das mais conhecidas músicas de games. Se ele plagiou ou não aí é outra história. Jogos importantes como Contra III: Alien Wars e Suikoden também constam no seu currículo. Nessa época Tappy já tocava bateria na banda Kukeiha Club liderada por Motoaki Furukawa, e depois que deixou a produtora virou um dos mais requisitados bateristas de jazz e jazz fusion no Japão.

Falando brevemente das vocalistas – a Sayuri Sugawara não foi a única –, ainda há as cantoras Mina, a esposa e filha do próprio compositor, Matsue Hamauzu e Aya Hamauzu, e Frances Maya, outra ligada à Konami, com uma participação na trilha do  GuitarFreaksV6 & DrumManiaV6 BLAZING!!!! e no show THE GITADO LIVE, só com músicas de GuitarFreaks e Drummania. Em relação à outra parte, esta sim usou uma orquestra inteira, como disse antes, a Warsaw Philharmonic Orchestra, que possui cerca de 100 integrantes, com a gravação feita na própria Polônia. Por quê? Em entrevista concedida a uma revista chinesa (infelizmente, não descobri o nome da publicação) e gentilmente traduzida pelo Ovelia no fórum do SEMO, o próprio Hamauzu considerou as suas composições fortes nas harmonias e ricas em mudanças sutis, características que combinam com o estilo predominante da região, além da integração entre piano e orquestra em uma mesma música que a orquestra está habituada.

Agora não há mais nomes fictícios para as faixas, tampouco diversas traduções porque a Square Enix forneceu a lista oficial. Apesar de já ter mencionado algumas, me senti no dever de revisitá-las. Não falarei de todas, somente as que mais me agradaram (que não são poucas) ou as que julguei que possuem algo interessante para comentar. Espero não ter esquecido nenhuma crucial. Caso isso aconteça me prontifico a adicionar se necessário.

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Mega Man 10: time de compositores nota 10

Por Alexei Barros

Mega Man 10. Não achei que chegaria este dia. Na minha ingenuidade das numerações, a primeira vez que vi o Mega Man X na vitrine de uma loja imaginava que era o décimo capítulo. Sim, já faz tempo que anunciaram, mas ainda não estou acreditando. Como sempre, vou me abster de comentar a decisão da Capcom de desenvolver outro jogo à moda antiga, muito porque mal joguei o Mega Man 9 para se concentrar na trilha sonora, sempre um dos chamarizes da série. Minha queixa ao episódio anterior se baseava na ausência dos compositores da era clássica, já que havia somente reprises do Mega Man 2 e novas músicas da unidade de som da Inti Creates, III, especificamente Ippo Yamada, Ryo Kawakami, Yu Shimoda e Hiroki Isogai. Mesmo sem eles, a trilha pode sim ser ombreada com as de outros tempos pelas linhas melódicas criativas.

Parte do desgosto se esvaiu com a AST, que recuperou muitas das antigas figuras lendárias. Mas agora com Mega Man 10, já na versão original, Ippo Yamada praticamente formou um dream team dos compositores do Mega Man que talvez só Takashi Tateishi / Ogeretsu Kun e Yoshihiro Sakaguchi / Yuukichan’s Papa sejam as ausências mais sentidas. Como não se sabe exatamente até hoje quem fez o que – graças ao álbum Chiptuned Rockman, entretanto, é de conhecimento que “Woodman Stage” e “Bubbleman Stage” são assinadas por Tateishi –, talvez não façam tanta falta. Além do time III,  teremos então composições de:

- Manami Matsumae (Mega Man 1 e 2)
- Yasuaki Fujita (Mega Man 3 e 4)
- Minae Fujii (Mega Man 4)
- Mari Yamaguchi (Mega Man 5)
- Yuko Takehara  (Mega Man 6 e 7)
- Makoto Tomozawa (Mega Man 7)
- Shusaku Uchiyama (Mega Man 8)
- Akari Kaida (Mega Man & Bass)

Rockman 10: Uchu Kara no Kyoui!! Original Soundtrack sairá ao preço de 2500 ienes (hoje equivaleria a quase 52 reais sem impostos) dia 23 de março com 46 faixas. O encarte, com 12 páginas, trará comentários do produtor de som Ippo Yamada, do produtor Hironobu Takeshita, do diretor Hayato Tsuru e do cartunista Shigeto Ikehara. Quem comprar pelo sistema de pré-venda receberá o disco Inti Bonus Disc Vol.1 com um arranjo nonstop emendando 13 músicas, a saber, os oito temas de estágio e quatro de chefe do Mega Man 9 e o tema da fase da autoestrada do Mega Man 10 em versão chiptune.

Para completar, a Capcom lançará umas bugigangas interessantes. Previsto para o começo de outubro, o tanque de energia, tem 30 centímetros de altura e 30 de diâmetro, custa 2625 ienes (54 reais) e é feito de poliéster. Se você quiser tomar o tanque de energia também pode. Desde o 17 de janeiro já é possível comprar a latinha com o líquido vital – isso só no Japão, se você ainda não reparou. Ainda planejado para outubro, mas mais para novembro, tem as figuras de ação do Mega Man e do Proto Man, cada uma de 7 centímetros de altura ao preço de 2940 ienes (61 reais).

Grato ao Fabão pela confirmação das informações.

[via Adriana Sang, Capcom, Dengeki Online]

Nobuooo: entrevista com a banda takrockers!!

Por Alexei Barros

Por questões de distância, barreira linguística e outros contratempos, de maneira geral as ilustres bandas amadoras japonesas são pouco conhecidas no ocidente. Por isso, qualquer revelação é motivo de alegria.

Dentre tantas, uma das minhas prediletas é a takrockers!!, que conheci por meio do álbum Journey Through the Brilliant days ~Chrono Trigger Arrange Album~. Logo de cara fiquei estupefato pelo timbre de guitarra e pelas performances impolutas em arranjos de outro mundo como a “Trip! ~Losing Oneself in the Distortion of Time~” (“Chrono Trigger”) e a “The End of the Dream ~New Century~” (“Last Battle”). Sensação que se repetiu com a obra-prima “Start to Playing” (“Title” do Mega Man 3), melhor do que as versões oficiais da Capcom. O que me desagrada, entretanto, são algumas performances vocais que nem de longe têm a mesma qualidade das instrumentais. Ultimamente a banda está se concentrando em CDs com composições próprias.

Apesar do takrockers!! ter site oficial e tudo mais, nunca havia visto um vídeo dos autores, seja entrevista ou performance ao vivo. Eis que finalmente o mestre Jeriaska publica um breve bate-papo da vocalista Miyu com dois integrantes da banda: o vocalista chichi e o guitarrista BB.

O que mais me deixou atiçado é que os dois manifestaram interesse em produzir CDs do Mega Man X e Street Fighter II, e só fico imaginando como ficariam as músicas desses jogos com tal qualidade das releituras – espero que sem vocais, por favor.

[via Nobuooo]

“Suteki Da Ne” – Final Fantasy X (Distant Worlds 2009 em Chicago)

Por Alexei Barros

Normalmente não publicaria este vídeo porque, você sabe, não sou chegado nas performances mais manjadas. E a “Suteki Da Ne”, canção principal do Final Fantasy X, é relativamente difundida porque estreou no 20020220, e desde então vem sendo reprisada nos concertos subsequentes.

Mas o motivo para a existência desse post é que no Distant Worlds em Chicago a música foi cantada pela primeira vez em inglês, já que em todas as outras foi em japonês – a faixa não foi traduzida na localização como de costume. Costume que durou até o FFXII, porque no FFXIII teve a fatídica substituição. Ah, claro que ainda dedicarei uma nota sobre a recém-lançada e avassaladora trilha.

Muito provavelmente esta versão em inglês também estará no Distant Worlds II, cujas gravações se encerraram recentemente na Suécia – a “J-E-N-O-V-A” está confirmada como comprova a foto da partitura.

Que me desculpem os entusiastas do FFX,  a “Suteki Da Ne” é a minha menos favorita dos temas J-pop do Nobuo Uematsu. Não sei, parece que falta alguma coisa. Mais emoção, talvez? A performance, em contrapartida, me agradou um bocado mais. Em parte pela voz calorosa da Susan Calloway. Vai ver que o problema era Rikki. Achei interessante que o título da canção foi preservado em japonês – ao pé da letra, “Suteki Da Ne” seria algo como “Não é maravilhoso?”.

Mais Alex Kidd em Sega All-Stars Racing

Por Claudio Prandoni

E não é que a Sega está dando um pouquinho mais de atenção a Alex, o Kidd, príncipe supremo eterno de Radactian, maestro-mor da fina arte do Shellcore? Digo, ao menos Sonic & Sega All-Stars Racing.

Nos últimos dias aí a produtora soltou artes de divulgação oficiais do guri orelhudo no game de corrida, empinando na dança da motinho e tudo mais.

Aliás, me parece que o design de Alex está um pouco melhor nesse jogo, diferente da versão quase totalmente símia e meio distorcida que vimos em Sega Superstars Tennis.

Aliás de novo, com toda essa onda retrô 2,5D predominando por aí, demorou pra Sega soltar um remake/jogo novo do herói. Quem sabe um eventual sucesso do Project Needlemouse não ajude para isso acontecer.

Aliás ainda mais uma vez, se rolar, bem que poderia ter como tema aquela música do Alex Kidd cantada pelo Takenobu Mitsuyoshi.

Para completar e deixar o post um pouco mais fortinho, abaixo o trailer mais recente do Sonic & Sega All-Stars Racing, estrelado pelo NX Zero por garotos emos propaganda da Sega.

“Fire Emblem: Genealogy of Holy War Medley” – Fire Emblem: Genealogy of Holy War (Ensemble Game Classica)

Por Alexei Barros

Se não fosse pelos personagens ígneos em Super Smash Bros., talvez Fire Emblem nunca apareceria no ocidente. O problema é que quando todo mundo se deu conta da excelência da série já se passaram os episódios para NES e Super Nintendo (e o primeiro de GBA). E junto uma enxurrada de músicas de primeiro nível da compositora Yuka Tsujioko.

O medley da Ensemble Game Classica comprova isso, enfocando o segundo episódio 16-bits intitulado Seisen no Keifu. Curiosamente, a capa da trilha sonora do jogo (bons tempos em que a Nintendo não era indolente neste aspecto) traz o título em inglês, que é Genealogy of Holy War. Então pode ser considerado o título oficial, diferentemente do que diz ao duvidoso Wikipedia em inglês (em japonês é outra história), que se refere ao nome como uma tradução informal.

A miscelânea foi formulada de modo a seguir, não muito à risca, o tema de cada capítulo. Não todos – não há, por exemplo, do 6 ao 10 e o derradeiro. Incomodou-me um bocado que a partir mais ou menos da metade, quando o ritmo é acelerado, a alusão a cada tema é feita muito rapidamente, como se houvesse a necessidade de entupir o máximo possível de faixas em um tempo restrito, coisa que não acontece no início. Talvez o medley até pudesse ser maior de duração sem que ficasse arrastado.

Como comentei em outros vídeos desta apresentação, a qualidade dos instrumentistas é louvável, mas a pianista brilha com passagens encantadoras de “Chapter 1 (Girl of the Spirit Forest)” (no trecho de 4:23) e “The Final Challenge” (começa em 7:29). Suplico que ouças as sintetizadas para comprovar a qualidade da adaptação, embora, muito provavelmente, assim como eu, você jamais tenha ouvido antes a trilha original.

- “Fire Emblem: Genealogy of Holy War Medley”

“Beginning” ~ “Theme from Fire Emblem”“Opening Chapter (Awakening of the Holy)” ~ “Chapter 1 (Girl of the Spirit Forest)” ~ “Time of Grief 1” ~ “Chapter 2 (Disturbance of Agustria)” ~ “Chapter 3 (Lion King Eltoshan)” ~ “The Final Challenge” ~ “Chapter 4 (Aerial Dance)” ~ “Chapter 5 (Door to Destiny)” / “Conversation 1” ~ “Nearby Victory” ~ “Victory 1” ~ “Theme from Fire Emblem”

Agradecimentos aos envolvidos em No More Heroes 2

Por Claudio Prandoni

Nota rápida: agradeço à Ubisoft, Marvelous, Yasuhiro Wada, Suda51 e todos os envolvidos por permitirem que um jogo como No More Heroes 2 se torne realidade.

Joguei o comecinho do game e em pouco mais de 15 minutos já trouxe de volta tudo aquilo – e ouso até, um pouco mais – do que eu queria e esperava de um novo título da série. Violência exagerada, humor nonsense, diálogos dramáticos e prolixos, paródias descaradas, Sylvia “Johansson” Christel e lutas invocadas super iradas e tal.

Em tempo, acho curioso como o primeiro NMH veio como uma surpresa, um sleeper hit, por assim dizer, e agora NMH2 já é recebido com ares de superprodução. Quase como um jogador de futebol que vai para a Europa e depois volta ao clube que o revelou. Coisa assim.

Outra reflexão: até o primeiro NMH Suda51 era um game designer pouquíssimo conhecido, passando de leve pela beirada do status cult. Agora, não apenas por causa, mas especialmente por conta de NMH, fico com a impressão que ele já virou um cara pop cult (como ele tanto parece gostar): estrela trailers, faz projetos com Hideo Kojima e todos os projetos nos quais ele se envolve já são cercados de expectativa positiva.

É issae.

Artwork do dia: New Super Mario Bros. Wii retro-style

Por Claudio Prandoni

Lembra da era pré-Super Mario 64 no universo dos jogos do bigodudo? Pois bem, até então os manuais vinham recheados de ilustrações das diversas ações dos personagens. Todas bem coloridas, expressivas e bem feitas.

Com o advento da era 64-bits tudo mudou e os mesmos manuais passaram a apresentar as artes tridimensionais do herói e trupe. No começo até eram variadas, depois escassearam, focando mais em reaproveitar artes já feitas. Uma pena. Aliás, aumento o escopo da crítica: em termos visuais, acho todos os manuais ocidentais de hoje em dia uma porcaria de tão sem graças que são.

Enfim, e se o New Super Mario Bros. Wii tivesse arte promocional aos moldes antigos da era 16-bits?

É exatamente isso o que fez o desenhista norte-americano Michael Julius, com essa ilustração lindona em preto-e-branco aí acima.

O cara ainda tem outras artes gamers mais na galeria digital dele no deviantART.

Abertura ocidental de Tatsunoko vs. Capcom é boa, mas nem tanto

Por Claudio Prandoni

Triste, mas verdade e até meio que já esperado: apesar de a versão ocidental de Tatsunoko vs. Capcom trazer personagens novos fantásticos, incluir partidas online e ainda tirar aquele gênio bobo da parada (e, claro, simplesmente existir) a abertura foge bastante da qualidade de excelente abertura japonesa.

Sai de cena o anime de alta qualidade e a grudenta e simpática trilha J-Pop, entram em cena montagens de artworks com textos e cenas de jogo, ao fundo uma versão meio remix da trilha original pontuada por um rap – que passa beeeeeeeem longe do empolgante rap de Street Fighter III 3rd Strike.

Uma nobre alma colocou os dois vídeos lado a lado para efeito de comparação – é esse aí acima. Após o pulo interdimensional, apenas a abertura americana e aqui neste post o vídeo japonês.

Fica o registro, mas de maneira alguma abala a empolgação.

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