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Interview with Thomas Boecker, game concert producer in Germany (part 1 of 2)

By Alexei Barros

At the end of last year, the London Symphony Orchestra recorded Final Fantasy Symphony, an album with arrangements from Final Fantasy VI, VII and X. The album release, which for now will happen only in digital format with X5 Music Group distribution, was promised for the beginning of 2015. But the release date was already revealed: February 23rd, a week from today.

Taking advantage of the occasion, I bring an interview with the producer of this concert and responsible for Merregnon Studios, Thomas Boecker, that produces game concerts since 2003. He is known for various pioneering events in that area, like First Symphonic Game Music Concert (2003), the first game concert released outside Japan; Symphonic Shades (2008), the first game concert with live radio broadcasting; and, more notoriously, Symphonic Fantasies (2009), the first game concert with live video transmission. Just to name a few.

Besides the production of Symphonic Game Music Concert series in Leipzig (2003-2007) and the tetralogy Symphonic Shades, Fantasies, Legends and Odysseys in Cologne (2008-2011), Boecker was the coordinator of the albums Vielen Dank (2007) and drammatica (2008) and consultant of the world tours Play! A Video Game Symphony (2006 to 2007) and Distant Worlds: music from Final Fantasy (2007 to 2011).

Since 2008 I have exchanged e-mails with Boecker. And it surprised me that, back then, he told me he reads Hadouken – after all, the blog posts are written in Portuguese. I feel that I should have done this interview previously, but the moment has come.

In the interview, I preferred to focus on specific curiosities about the concerts, which helps to show how it is laborious to create concerts with new arrangements, but it is very rewarding. This is just the first part of the interview – the second part will be published next week. To help possible foreign readers, this interview will also be published in English.
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Entrevista com Thomas Boecker, produtor de concertos de games na Alemanha (parte 1 de 2)

Por Alexei Barros

No final do ano passado, a London Symphony Orchestra gravou no Abbey Road Studios o Final Fantasy Symphony, álbum com arranjos de Final Fantasy VI, VII e X. O lançamento do álbum, que, a princípio será feito no formato digital com distribuição da X5 Music Group, estava prometido para o começo de 2015. Mas já foi revelada a data: 23 de fevereiro, daqui a uma semana.

Aproveitando a ocasião, trago uma entrevista com o produtor desse espetáculo e responsável pela Merregnon Studios, Thomas Boecker, que produz concertos de games desde 2003. Ele é conhecido por diversos pioneirismos nessa área, como o First Symphonic Game Music Concert (2003), primeiro concerto de games realizado fora do Japão; Symphonic Shades (2008), primeiro concerto de games transmitido ao vivo pelo rádio; e, mais notoriamente, o Symphonic Fantasies (2009), primeiro concerto de games com transmissão ao vivo em vídeo. Apenas para citar alguns.

Além de produzir a série Symphonic Game Music Concert em Leipzig (2003-2007) e da tetralogia Symphonic Shades, Fantasies, Legends e Odysseys em Colônia (2008-2011), Boecker foi o coordenador dos álbuns Vielen Dank (2007) e drammatica (2008) e consultor das turnês mundiais Play! A Video Game Symphony (2006 a 2007) e Distant Worlds: music from Final Fantasy (2007 a 2011).

Desde 2008 tenho trocado e-mails com Boecker, que me surpreendeu na ocasião quando ele me disse que acompanhava o Hadouken – afinal, os posts do blog são escritos em português. Sinto que deveria ter feito essa entrevista anteriormente, mas enfim chegou o momento.

Na entrevista, preferi me focar em curiosidades específicas sobre os concertos, o que ajuda a mostrar o quanto é trabalhoso criar espetáculos com arranjos novos, mas é muito recompensador. Esta é apenas a primeira parte da entrevista – a outra será publicada daqui a uma semana. Para facilitar a vida de possíveis leitores estrangeiros, a entrevista também está sendo publicada em inglês.

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Symphonic Shades: o CD do melhor concerto que o Yuzo Koshiro já viu


Por Alexei Barros

O primeiro concerto de game music transmitido ao vivo via rádio. O primeiro concerto de game music de tributo a um compositor*. Symphonic Shades – Huelsbeck in Concert, integralmente devotado ao alemão Chris Huelsbeck, rompeu paradigmas no dia 23 de agosto de 2008. Sucesso de público e de crítica. E o que pensar quando um músico como Yuzo Koshiro disse o que disse? Quando solicitado para falar ao site oficial em uma palavra o que havia achado da apresentação, respondeu “Fantástico!”. Não se deu por feliz e emendou: “E se pudesse falar mais de uma palavra, eu adicionaria: foi o melhor concerto sinfônico que já vi!”.

A história do Symphonic Shades começa em 2007, quando o administrador da WDR Radio Orchestra Cologne, Winfried Fechner, foi convidado para assistir e ficou extasiado com a atmosfera do Fifth Symphonic Game Music Concert, quinta e derradeira edição da série produzida por Thomas Boecker, que foi produtor executivo da turnê promocional de 2006 e consultor em algumas performances de 2007, como em Sydney, Austrália, do PLAY! A Video Game Symphony, mas atualmente não está mais envolvido no projeto. Aficionado pelas músicas de Chris Huelsbeck desde o Commodore 64, a ponto de gravá-las em fitas cassete para ouvi-las a qualquer momento, Boecker exprimiu sua admiração pelo compositor ao incluir em todos os anos pelo menos uma faixa de Huelsbeck em meio aos jogos japoneses e norte-americanos, e assim foi com “Apidya Suite” (First), “Turrican Medley” (Second), “The Great Giana Sisters Suite” (Third), “Turrican 3 Piano Suite” (Fourth), “Turrican II: The Final Fight Suite”, “Commodore 64 Medley” – inclui Shades e The Great Giana Sisters – e “Amiga Medley” – finaliza com Turrican II: The Final Fight – (Fifth).

A ideia de organizar um concerto inteiro com músicas do alemão existia há um bom tempo. “Chris Huelsbeck e eu faríamos esse concerto um dia, só não sabíamos a data exata”, disse Boecker ao SEMO. O produtor sugeriu o conceito a Fechner, que logo gostou do modelo. O Symphonic Shades foi divulgado em 4 de dezembro de 2007 e teve o envolvimento de pessoas de extrema confiança, seja do PLAY!, do SGMC ou do projeto original Merregnon: o maestro Arnie Roth na batuta da WDR Radio Orchestra Cologne e do FILMharmonic Choir Prague, o percussionista libanês Rony Barrak e os arranjadores Jonne Valtonen, Adam Klemens, Takenobu Mitsuyoshi e Yuzo Koshiro para interpretações totalmente inéditas, com exceção de “Turrican 3 – Payment Day (Piano Suite)”, tocada no Fourth SGMC e presente no álbum Number Nine, que foi retrabalhada. Não é todo dia que japoneses e ocidentais, de estilos tão díspares, atuam em harmonia. As melhores músicas de Chris Huelsbeck então foram selecionadas para o repertório. Todas as composições estavam à disposição, e a única limitação era a duração do concerto.

Quando foram colocados à venda os ingressos para a apresentação às 20 horas locais no luxuoso Funkhaus Wallrafplatz – onde foi gravado o álbum drammatica -The Very Best of Yoko Shimomura- – em Colônia, Alemanha, esgotaram-se em uma semana. Devido à grande procura, uma reprise foi confirmada para as 23 horas no mesmo dia, e as vagas acabaram em pouco tempo. Diferentemente da série SGMC, que não pôde ser lançada por problemas de direitos autorais, o CD do Symphonic Shades foi anunciado e, para completar, foi apregoada a histórica transmissão ao vivo via rádio da estação WDR4, que acompanhei pela Internet. Mesmo sem entender alemão, deu para perceber o momento em que o público enviou uma saudação para todos os ouvintes espalhados pelo mundo, e quando Takenobu Mitsuyoshi e Yuzo Koshiro levantaram na plateia.

Depois de longa espera, a data de lançamento do CD foi precisada para 11 de dezembro, sofrendo um pequeno adiamento: saiu dia 17. Somente 1000 unidades foram publicadas, com demanda similar às apresentações. Não por menos. Chris Hülsbeck é celebridade em seu país, onde a cena de games foi completamente diferente da norte-americana e da brasileira, o que explica porque é relativamente pouco conhecido por essas bandas. Enquanto aqui, MSX, os clones de NES e principalmente o Master System foram populares, na Alemanha dominaram o mercado os computadores Commodore 64 e Amiga, plataformas as quais Huelsbeck se destacou. Eventualmente, as adaptações de Turrican e Jim Power para Mega Drive e Super Nintendo permitiram que escutássemos as suas composições. Porém, nem é preciso conhecer os títulos para se encantar com as músicas.

Por isso, falarei separadamente de cada uma das 15 faixas do CD (excluindo o solo de percussão de Barrak, 10 são de jogos e 4 de projetos não-gamísticos), situando os games, uma vez que muitos são obscuros para nós, com links para as músicas originais, as versões orquestradas da transmissão do rádio e vídeos do YouTube da récita – só não ligue para a câmera estática da gravação tal como no cinema primitivo – para reparar como os arranjos são magistrais. Confirmando a impressão que tive ao ouvir os samples, a qualidade que já era excepcional pelo rádio, ficou ainda mais apurada no CD, que mescla o melhor das duas apresentações, dos ensaios e do ensaio final. Além de pequenas mudanças na performance, é possível escutar os graves com maior vivacidade – os contrabaixos reverberando nos ouvidos é uma sensação inigualável. A bem da verdade, não me recordo de outro disco de game music em que pude escutar especificamente esses instrumentos de forma tão nítida. O álbum também vem com uma entrevista em alemão com Chris Huelsbeck, e é adornado por uma simpática ilustração de um maestro Turrican com batuta desenhada por Hitoshi Ariga.

Leia, ouça e veja depois do Hadouken sobre o CD do Symphonic Shades.

* Tecnicamente, o italiano Nobuo Uematsu Show (2007) precedeu o Symphonic Shades, só que, além de todos os arranjos serem reaproveitados de outros concertos, não cobriu a carreira de Uematsu na totalidade, apenas Final Fantasy, Blue Dragon e Lost Odyssey. As diversas récitas de Final Fantasy e Dragon Quest, apesar de terem músicas de um compositor, Nobuo Uematsu e Koichi Sugiyama, respectivamente, representam as séries, não os músicos.

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