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Video Games Live: Level 2: seria ótimo se ainda estivéssemos em 2006


Por Alexei Barros

Mais de dois anos depois do Video Games Live: Volume One, lançado em julho de 2008, sai a sequência, sem os atrasos e aparentemente livre das controvérsias. Continuação? Sete números já tinham sido registrados no primeiro álbum, sendo que outros cinco estariam quando o CD era nomeado Video Games Live: Greatest Hits – Volume One, e acabaram ficando de fora por problemas de licenciamento, o que obrigou a remoção do “Greatest Hits” do título. Fica para mais do mesmo.

Gravado dia 1 de abril em Nova Orleans, EUA, no Pontchartrain Center com performance da The Louisiana Philharmonic Orchestra e de um coral sem nome de 34 vozes, o Video Games Live: Level 2 é o álbum que melhor sintetiza o repertório mainstream do show. Os principais hits estão presentes, com exceção, eu diria de Kingdom Hearts, que seria o ápice da redundância, pois segue a partitura original e já apareceu no VGL: Volume One, e do Metal Gear Solid, uma ausência compreensível pela acusação de plágio, pois a própria Konami abandonou a música. Mesmo assim, é uma track list que seria interessante para 2005 ou 2006. Hoje não tem a mesma graça.

Se o VGL: Volume One possuía somente três números de jogos japoneses e oito ocidentais, no Level 2 ficou mais equilibrado: nove nipônicos e sete americanos. Falta variedade, todavia. Desses sete, três são da Blizzard, e dois da mesma franquia, Warcraft. É de se elogiar a façanha de licenciar as músicas da Nintendo no CD, ainda que não faça tanta diferença assim no fim das contas, já que os dois arranjos orquestrados foram lançados anteriormente no Orchestral Game Concert. Diferentemente do que se supunha, não é tão complicado assim licenciar Final Fantasy em um álbum com faixas de outras produtoras, e o que facilitou neste caso é o fato de o arranjo da “One-Winged Angel” ser próprio do VGL, por mais parecido que possa ser com as outras versões. Isso não aconteceu no PLAY! A Video Game Symphony Live! porque a turnê concorrente usa as partituras dos concertos oficiais da série, que pertencem à Square Enix. Quanto ao Chrono Trigger, a inclusão agora se tornou possível porque a marca foi registrada por ocasião da transmissão em vídeo do Symphonic Fantasies. Tudo isso é para se empolgar não com o VGL, mas com as portas que se abrem para os CDs de outras produções.

Aquela crítica de o VGL: Volume One ter somente três das 11 faixas gravadas ao vivo, levando em consideração o “Live” do nome do espetáculo, e o restante em estúdio eu retiro. A tão proclamada “emoção de um show de rock” na descrição do Video Games Live pode ser sentida muito bem, até demais no VGL: Level 2. Como disse quando os samples foram liberados, os gritos não chegam ao nível da torcida brasileira (não consigo chamar de plateia espectadores que torcem para um personagem ganhar uma luta), mas aparecem em todos os números, exceção aos solos de piano. Antes, durante e depois das performances.

Eu disse show? Nos segmentos com guitarra, baixo elétrico e bateria – estes dois últimos são de verdade, não playback como na maioria das apresentações –, em especial Mega Man, Castlevania e Final Fantasy VII, a orquestra não pode ser ouvida em sua plenitude por conta do conflito de instrumentos de sonoridade forte e baixa. Não há uma homogeneidade como na Metropole Orchestra da série holandesa Games in Concert em que guitarra, baixo e bateria atuam como instrumentos da orquestra, não uma parte alheia ao restante. Falei do baixo. Tocado pelo próprio contrabaixista da orquestra, David Anderson, o baixo elétrico só aparece quando a guitarra toca, nos  arranjos com pendor para o rock. Ridículo! Como se o baixo só combinasse com o gênero. Não acabou aqui a minha indignação sobre esse tópico como você verá nos segmentos de Chrono e Sonic.

Mesmo quando não está acompanhada da banda, a mixagem não proporciona uma experiência sinfônica que torna as performances orquestradas tão especiais, que é de testemunhar dezenas de instrumentistas reproduzindo a música. Chega a ser irônico que nas declarações em vídeo Jack Wall e Tommy Tallarico salientam que muitos pais os agradeceram porque graças ao Video Games Live seus filhos viram uma orquestra pela primeira vez, e que isso normalmente não aconteceria se não fossem tocadas músicas de videogame. Como se o VGL fosse um baita concerto.

Após o Hadouken, comento cada uma das 16 faixas do Video Games Live: Level 2, e espero fazer isso pela última vez de determinados números. Agora não tem mais aquela desculpa de que as gravações amadoras são horrendas e o YouTube piora a qualidade.

Vale lembrar que a versão digital possui ainda Mass Effect e Myst, e o DVD e Blu-ray contam com os dois além do “Classic Arcade Medley” (em versão depenada, somente com Pong, “Cavalgada das Valquírias”, Dragon’s Lair e Tetris), “Sweet Emotion” (Guitar Hero: Aerosmith) e “Tetris Solo Piano Medley”. Em compensação, em vídeo não tem nada da Nintendo e nem da Square Enix, menos Chrono Cross.
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Os samples e o trailer do Video Games Live: Level 2

Por Alexei Barros

Hoje, dia 19 de outubro, é lançado oficialmente o CD, o DVD e o Blu-ray do Video Games Live: Level 2. Aparentemente, a produção do show aprendeu a lição com o Video Games Live: Volume One, que atrasou meses e meses e ainda por cima teve anunciada uma track list que acabou não se confirmando, entre outras controvérsias. Prova da melhoria é que os três produtos foram colocados antecipadamente na turnê brasileira, ainda que a matemática dos preços não faça o menor sentido, comparando com as quantias oficiais no site da Shout! Factory. Tire as suas próprias conclusões:

CD: 14,98 dólares – 25 reais
DVD: 19,93 dólares – 40 reais
Blu-ray: 29,93 dólares – 100 reais

Se você não adquiriu, pode conferir samples de 30 segundos de todas as 16 faixas do CD no site da Amazon. De cara me incomodou a reação do público que, se não chega ao nível da insanidade das apresentações brasileiras a ponto de tornar a performance inaudível, é um ruído chato – muito evidente em Zelda. Conforme informado pelo Vinicius, fiel comentarista dos posts do VGL, os segmentos de Mega Man e Castlevania têm baixo elétrico, coisa rara nos shows. Mais promissor é o Sonic, desta vez acompanhado por uma bateria de verdade, não pré-gravada. Parece que finalmente haverá o registro definitivo da obra-prima do Richard Jacques.

Como bônus, o trailer de anúncio que ainda não havia publicado por aqui. Destaque para o compositor que aparece em 0:38, um cara que tem pelo menos umas dez músicas no repertório do VGL.

Com Nintendo e Square Enix, a track list do Video Games Live: Level 2

Por Alexei Barros

Desde que o Video Games Live existe, isso em 2005 (não em 2002 como tentam às vezes enganar nos releases), o DVD do show tem sido um dos produtos mais requisitados pelo público – ainda tento compreender o porquê de tamanha fascinação por números musicais que já foram interessantes em… 2006.

Enfim, em 19 de outubro, nove dias depois do fim da turnê brasileira deste ano, acontecerá a trinca de lançamentos ansiada por muitos, o CD, o DVD e o Blu-ray gravados ao vivo (melhor, “ao vivo”, dados os instrumentos invisíveis) no Pontchartrain Center em Nova Orleans no dia 1º de abril. O mesmo show que originou o especial exibido na PBS no final de agosto. Todos levam o nome Video Games Live: Level 2 – bizarro, sabendo que o anterior se chamava Video Games Live: Volume One.

A track list do CD e do DVD / Blu-ray são diferentes, então vamos por partes. Primeiro, o CD trará o portentoso número de 16 faixas em um total de 74 minutos e 39 segundos (não caberia nem mais uma pulga). O que me causou espanto foi a presença de Zelda, Mario, Final Fantasy e Chrono Trigger, sabendo das restrições da Nintendo e a Square Enix. Há de se ressalvar que o Video Games Live: Volume One também foi anunciado com os mesmos jogos proibidos (menos Trigger, que ainda não integrava o repertório), e acabaram substituídos de última hora. Porém, acredito que não repetiriam erro, e se os jogos foram divulgados assim, é porque vão estar mesmo. Só me pergunto como conseguiram tal façanha, que nem mesmo o Press Start 5th Anniversary realizou com ex-funcionários de ambas produtoras na organização.

Pode me chamar de ranheta, mas, apesar da proeza, não tem como ficar empolgado com os segmentos de Mario e Zelda cujos arranjos são os mesmos do Orchestral Game Concert 1, que foi feito em…1991. Aliás, quer uma performance exemplar de Zelda? Então aqui está. E o mesmo vale para a parte Square Enix, manjada ou então requentada toda vida, um pouco menos o “Final Fantasy Solo Piano Medley”, que tem lá os seus momentos e é exclusivo. Outra coisa que me incomodou é que seis dos 16 números já estavam no Video Games Live: Volume One (estranho os nomes diferentes de certas faixas, trocando Suite por Montage no caso do Warcraft), e alguns que nem precisavam aparecer de novo, como Advent Rising.

World of Warcraft: Lament of the Highbourne e StarCraft II: Wings of Liberty Theme pecam pela redundância, pois são os mesmos arranjos das respectivas trilhas originais. O que sobrou mesmo de interessante é Sonic (não me pergunte por que o segmento é chamado de Staff Credits). Mega Man, que, aliás, está grafado erroneamente como “Megaman” no release, nem me sobe, nem me desce e Beyond Good & Evil, que chegou a ser prometido por Tallarico, acabou não se confirmando. E quem comprar digitalmente o álbum receberá dois bônus: “Myst Suite”, que também tinha no Volume One, e “Mass Effect Suite”.

01 – The Legend of Zelda Suite
02 – Civilization IV: Baba Yetu (Duet Version)
03 – God of War: Revenge and Redemption
04 – Chrono Trigger & Chrono Cross Medley
05 – World of Warcraft: Lament of the Highbourne
06 – Mario Solo Piano Medley
07 – Super Mario Bros. Medley
08 – Warcraft Montage
09 – Sonic the Hedgehog: Staff Credits
10 – Advent Rising Overture
11 – Megaman Montage
12 – StarCraft II: Wings of Liberty Theme
13 – Final Fantasy Solo Piano Medley
14 – Halo Montage
15 – Castlevania Rock Overture
16 – Final Fantasy VII: One Winged Angel (Rock Edition)

Em relação à track list do DVD e Blu-ray, temos o reforço de três números que os elementos visuais são de certa forma necessários, o “Classic Arcade Medley” (finalmente!), pela sincronia com o telão, Interactive Guitar Hero: Aerosmith – “Sweet Emotion”, por mostrar a interação com o público e o “Tetris Solo Piano Medley”, para exibir a rapidez das mãos de Martin Leung? Fora o tributo ao Ralph Baer (possivelmente nada mais do que o bate-papo via Skype com o pai dos videogames). Todavia, ainda que a Nintendo esteja presente, há de se perceber a ausência da Square Enix. Em relação à “Final Fantasy Solo Piano Medley” e “One-Winged Angel”, o corte deve ter sido motivado pela proibição em exibir as imagens dos jogos no telão, visto que a turnê Distant Worlds detém tal exclusividade. Chrono Trigger também ficou de fora, e apenas a “Scars of Time” sobreviveu, uma vez que os direitos autorais da trilha do Chrono Cross são do próprio Yasunori Mitsuda. No total, serão 1:40 de show, além de diversos extras.

O meu nível de empolgação diante da novidade seria level 2 em uma escala de 0 a 10, e só não é zero por causa do Sonic.

01 – Classic Arcade Medley
02 – Halo Montage
03 – Civilization IV: Baba Yetu (Duet Version)
04 – StarCraft II: Wings of Liberty Theme
05 – Sonic the Hedgehog: Staff Credits
06 – Advent Rising Overture
07 – Interactive Guitar Hero: Aerosmith – “Sweet Emotion”
08 – Warcraft Montage
09 – Chrono Cross: Scars of Time
10 – Mass Effect Suite
11 – Megaman Montage
12 – Tribute To Ralph Baer
13 – Myst Suite
14 – The Legend of Zelda Suite
15 – Super Mario Bros. Medley
16 – God of War: Revenge and Redemption
17 – Martin Leung – Mario Solo Piano Medley
18 – Martin Leung – Tetris Solo Piano Medley
19 – World of Warcraft: Lament of the Highborne
20 – Castlevania Rock Overture

[via VGL]


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