Textos categorizados 'Toru Minegishi'

Super Mario 3D World: uma nova trilha bigoduda de proporções galácticas


Por Alexei Barros

Super Mario 3D World, prestes a sair para o Wii U, ainda não tem cara de ser o “Mario de nova geração” que sempre marcava antigamente cada console da Nintendo se não na época do lançamento do videogame (como o Super Mario World no SNES e o Super Mario 64 no N64), alguns anos depois (como o Super Mario Sunshine no GameCube e o Super Mario Galaxy no Wii). Talvez porque tudo que a Nintendo faça hoje pareça ter um pé no passado. Como jogador nostálgico, não deveria ver problema nisso, mas… Ela bem que poderia ousar um pouco mais.

Porém, algo me fará ter uma expectativa maior no Super Mario 3D World, vamos ver se você adivinha: a trilha sonora, que comento com certo atraso. Retorna a consagrada dupla galáctica Mahito Yokota, como compositor principal, e o Koji Kondo, autor de duas músicas, agora acompanhada por Toru Minegishi, nome frequente em trilhas de jogos recentes da série Zelda, e ainda o novato Yasuaki Iwata, que desconheço por ora. A trilha sonora será lançada dia 21 de novembro, via Club Nintendo, e o álbum Super Mario 3D World Original Sound Track terá 77 faixas divididas em 2 CDs.

A exemplo do Super Mario Galaxy e do Super Mario Galaxy 2, as músicas foram gravadas por instrumentos reais. Em vez da Mario Galaxy Orchestra, nome dado para um grupo de instrumentistas freelancers, quem tocou a trilha nesta vez foi a chamada Mario 3D World Big Band. De acordo com a declaração de Yokota para o Destructoid, as músicas apresentam uma atmosfera mais dançante, com sonoridade de big band, fazendo proveito do naipe de metais recheado por trompetes e saxofones. Não foi feita a associação na entrevista, mas essa característica me remete à trilha do Super Mario 64, já que as músicas desse jogo foram adaptadas para big band com extrema naturalidade na apresentação Mario & Zelda Big Band Live. Como o Super Mario 3D World possui essa temática felina por conta do power-up de gato do Mario, o trombone e a guitarra vão imitar miados.

Apesar do nome do jogo remeter ao Super Mario World, Yokota garantiu de que não haverá releituras do título do SNES. Contudo, o Super Mario 3D World possui quatro personagens, com diferentes habilidades, e essa característica foi associada ao glorioso e fantástico Super Mario Bros. 2. Quer saber? Simplesmente sensacional. Já existem muitos arranjos do Super Mario World (embora outros seriam muito bem-vindos), mas o Mario 2 foi o jogo mais negligenciado do encanador. Dependendo da música, o risco de infarto é grande.

Muita gente já deve inclusive estar jogando o Super Mario 3D World e apreciando a trilha, mas não posso deixar de mencionar o vídeo que mostra a gravação das músicas. Muitos dos instrumentistas ali podem ser reconhecidos, entre eles o maestro Taizo Takemoto, que conduziu as gravações dos dois Super Mario Galaxy, e a dupla Hide-Hide no shakuhachi e shamisen. Ambos são frequentes no Press Start, então já podemos esperar algo do Super Mario 3D World no Press Start 2014.

[via Destructoid]

LEGENDS: as 100.000 notas lendárias de Zelda

Por Alexei Barros

Antes do Symphonic Fantasies, eram raros segmentos de dez minutos em concertos de games. As suítes de 18 minutos de duração pavimentaram o caminho para que o produtor Thomas Boecker e o arranjador Jonne Valtonen idealizassem algo ainda mais ambicioso, um poema sinfônico de Zelda que contava uma história por meio dos 36 minutos de música no Symphonic Legends. História esta que vai ser contada de novo no LEGENDS.

“O Poema Sinfônico conta a lenda de Zelda por uma sinfonia em cinco atos. É uma história de como Link, a jovem princesa cresce, eles se encontram e aceitam o destino para finalmente confrontar o pior inimigo”, diz Valtonen. “Com esta peça eu quis inspirar o ouvinte para encontrar a sua própria história. A melhor coisa sobre a música é quanto menos se explica mais pessoal e única é a experiência”.

Após discutir com Boecker os objetivos e discutirem a seleção de faixas, Valtonen levou mais de seis meses para concluir o trabalho, alcançando uma marca incrível. “Um total de 100.000 notas foram escritas na partitura, e eu trabalhei cuidadosamente em cada uma delas. Todos conhecemos a música original e, com o meu arranjo, eu tento expandir o universo de The Legend of Zelda. Eu quis criar novos lugares e situações que não existiam  antes.  E acima de tudo eu quis descobrir lugares onde eu nunca estive antes – talvez lugares que você já tenha visitado”, comenta.

Pensa que acabou aí?  O Poema Sinfônico foi totalmente revisado para o LEGENDS e, como se não bastasse tamanho perfeccionismo, o quarto ato, “IV. Battlefield”, ganhou em torno de dois a quatro minutos adicionais em relação ao que foi apresentado em Colônia. Outra diferença é que desta vez Rony Barrak não participará da performance.

Não deixe de ler a entrevista do SEMO feita em outubro de 2010 com Thomas Boecker e Jonne Valtonen sobre o processo de confecção do Poema Sinfônico. Depois do Hadouken, publico de novo a gravação do número.

[via Facebook]

Twilight Symphony: a trilha de Twilight Princess como todo mundo sempre quis


Por Alexei Barros

Se é para imitar uma orquestra, que seja uma reprodução convincente. Caso contrário, prefiro me contentar com a original, mesmo que fique eternamente no desejo por um arranjo sinfônico. É o que penso ao ouvir o álbum de fãs Ocarina of Time Reorchestrated, que repaginou (ou tentou pelo menos) as músicas sintetizadas do The Legend of Zelda: Ocarina of Time para uma roupagem pseudo-orquestrada, ou seja, sem qualquer utilização de instrumentos reais. Meu desânimo com a sonoridade pobre foi o bastante para nem sequer redigir uma menção sobre o projeto do grupo ZREO (sigla de Zelda Reorchestrated). Pior ainda é saber que levou seis anos para ser concluído. Se quiser tirar as suas conclusões e confrontar com a minha pútrida opinião, baixe aqui.

A ZREO então deu continuidade à ideia e seguirá para o The Legend of Zelda: Twilight Princess, com o projeto batizado Twilight Symphony, que terá quase 40 faixas em um total de duas horas e meia de música. A novidade é que, além de usar samples orquestrados, os arranjos serão mais naturais e orgânicos porque vão ser encorpados com as gravações de alguns musicistas. Aubrey Ashburn, cantora americana da avassaladora “Out of Darkness (Prologue)” (Devil May Cry 4) e da trinca “Dragon Age: Origins”, “I Am The One (High Fantasy Version)” e “I Am The One (Dark Fantasy Version)” do Dragon Age: Origins, participará do projeto. Seria perfeito se não fosse por um detalhe: eles querem utilizar um coral, acontece que a contratação dos coristas será financiada pelas doações dos fãs por meio do serviço Kickstarter – a meta é de 18 mil dólares até o dia 20 de março. Nos tempos em que as barreiras entre amadores e profissionais foram derrubadas, ainda acontecem coisas como essa duras de engolir. Coisas que abomino.

Como arranjador principal, temos Wayne Strange, amparado pelo time Tim Stoney, Eric Buchholz, Leonard Cheung, Nick Perrin e Alex Bornstein. Surpreendentemente, o arranjo da faixa de abertura do álbum “Overture” baseada no tema da tela-título foi utilizado como base para a orquestração de Chad Seiter (orquestrador do Medal of Honor: Airborne e que trabalha frequentemente com Michael Giacchino) que será executada no Play! A Video Game Symphony – acredite, a turnê ainda existe. Com sete minutos de duração, a peça enfim é um adendo interessante ao repertório do Play!, que não tinha nada desse nível desde que… Super Mario Galaxy foi adicionado, isso em 2008. Mais detalhes serão revelados acerca da estreia do segmento, mas é de conhecimento que a partitura foi escrita para uma orquestra de 90 instrumentistas.

O Original Sound Version, aquele blogue que sempre lança perguntas no final de cada post, liberou com exclusividade quatro minutos de amostras para nosso deleite. Como se não bastasse, o Destructoid também fez o mesmo, só que com outras músicas. Soa promissor. Muito promissor.

Sample do OSV:

Sample do Destructoid:

Grato ao Fabão por comunicar a novidade.

[via OSV, Destructoid]

Nintendo Game Music Live: os incríveis shows com uma talentosa banda nintendista

Por Alexei Barros

O evento Nintendo World 2011 aconteceu nos dias 8, 9 e 10 de janeiro e só falo dele agora. Por que a demora? Porque custei a acreditar que, por um milagre da natureza, acontecessem apresentações de game music da Nintendo e, mais inacreditável, que fossem gravada oficialmente por diversas câmeras para futuras apreciações no site sabe se lá até quando. A desculpa é esfarrapadíssima, eu sei. Enfim o post.

Enquanto Sega, Taito, Capcom, Konami e outras produtoras foram representadas na saudosa série Game Music Festival com bandas que marcaram época, a Nintendo jamais possuiu um grupo similar. A trinca de álbuns Nintendo Sound Selection e Touch! Generations Sound Track trazem a performance de alguns compositores da casa em versões arranjadas, mas, até onde é de meu conhecimento, nunca saiu do estúdio.

Para surpresa total, uma banda no Nintendo Game Music Live tocou nos três dias. Afora as participações especiais dos compositores, todos os instrumentistas são convidados. Músicos profissionais que participaram de diversas gravações de trilhas de jogos e animes como o VGMdb me deixou saber.  Nesse sentido, me vem à mente instantaneamente a Shinsekai Gakkyoku Zatsugidan Special Band que se apresentou no Game Music Festival ’94 e teve uma seleção de faixas registrada no Neo•Geo Super Live! 1994. Sem compositores da SNK, todos convidados.

Os escolhidos para a banda não são tão conhecidos, mas a performance mostra uma intimidade com os instrumentos que, imagino, talvez os músicos da Nintendo não teriam.

São esses:

Teclado: Yasutaka Mizushima
Guitarra: Kazuya Takayama
Bateria: Atsuo Okubo
Baixo: Tooru Hebiishi
Sax & Flauta: Yoshinari Takegami
Trombone: Eijiro Nakagawa

O que mais me agradou foi a levada jazz fusion que permeia todos os arranjos preparados especialmente para o show pelo Yasutaka Mizushima, o tecladista, trazendo boas memórias de álbuns antigos da discografia da Nintendo, como o esplendoroso F-Zero ou o emblemático Super Mario World. A maioria deverá sentir falta de guitarronas pesadas e batidas aceleradas. Por isso, vale o aviso: nada de chifrinhos metaleiros aqui.

Foram quatro apresentações apresentadas pela Yumi Takanashi nos três dias, variando na ordem das músicas e participações especiais. Mahito Yokota, o principal compositor de Super Mario Galaxy e Super Mario Galaxy 2 fez o segundo teclado no medley de Zelda no dia 8 de janeiro; Kazumi Totaka, dublador do Yoshi e autor de trilhas como Wave Race 64 e Wii Sports, tocou vibrafone no medley de Animal Crossing nos dois shows do dia 9; e, finalmente, Koji Kondo, você sabe muito bem quem, acompanhou a banda no teclado durante o medley do Mario e ainda apresentou, como número exclusivo do dia 10, um solo de piano com seleções da série (diferentes do medley do VGL 2009 em Tóquio).

Dá gosto de ver Donkey Kong voltar à ativa de outros tempos, graças ao Donkey Kong Country Returns. Ainda mais com a música “DK Island Swing”, herança da Rare e do David Wise, com forte participação do trombone e intervenções de guitarra e sax. Mario teve uma seleção bem básica, presa aos hits do jogo original. Pelo menos foram apresentados de uma forma diferente da que estamos acostumados. Claro que a “Overworld” é tocada com ênfase de música latina, mas a “Underworld” ganhou um novo sentido por conta dos solos alternados de sax à la Shinsekai e trombone. O saxofone mais uma vez brilha na “Overworld” do Zelda, o que mostra como a composição é incrivelmente versátil: nunca havia escutado uma rendição convincente do tema nesse estilo. “Gerudo Valley” ficou meio Rainha da Sucata no início, porém logo vêm solos de guitarra e trombone alucinantes. Mas o meu preferido de todos é o Animal Crossing, talvez pela surpresa (não conhecia nenhuma das faixas), talvez porque as composições do Totaka já pendem para o fusion. Depois da “Title” (Animal Crossing: Wild World) ser magnificamente entoada pelo sax, a banda emenda três músicas do cachorro cantor K.K. Slider (personagem baseado no Totaka): “K.K. Funk” com geniais metais jazzísticos, “K.K. Bossa”, com a flauta de Yoshinari Takegami fazendo a vez do assobio da original, e a “K.K. Samba”, com o trombone como estrela principal.

No mais, que esses shows não sejam acontecimentos isolados e venham muitos outros nos próximos anos.

Depois do Hadouken, os set lists detalhados de cada dia, com os tempos em que as músicas são tocadas. Clicando no fake player você será redirecionado para o player do site da Nintendo.

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Symphonic Legends: o melhor presente de aniversário para uma produtora lendária


Por Alexei Barros

A Nintendo é paradoxal. Ao mesmo tempo em que a abrangência se manifesta ao atingir novos horizontes nesta geração com o Nintendo Wii, a restrição com as músicas é imensa. Por conta da baixa vendagem dos álbuns nos últimos anos, os lançamentos das trilhas originais são escassos e das arranjadas inexistentes. Quando ocorrem, visam a promover o jogo, não as composições, como os CDs promocionais da Club Nintendo. Se um concerto obtém a licença para executar faixas de direitos autorais da produtora e cria novos arranjos, a performance não pode acontecer sem prévia aprovação das partituras. Tal cuidado se justifica pela supremacia das franquias da Nintendo, é claro, e pelo que as trilhas representam no imaginário gamer, com melodias incrustadas na memória graças ao vasto repertório musical criado por muitos compositores geniais em quase 30 anos.

A Nintendo foi introduzida aos concertos na série Orchestral Game Concert (1991-1995), citada tantas vezes por aqui não por acaso, porque exerce influência até hoje. Os tempos eram outros, e as cinco apresentações foram publicadas em CD. Depois disso, arranjos inéditos surgiram com maior visibilidade nas séries Symphonic Game Music Concert (2003-2007) e Press Start (de 2006 em diante), a primeira sem álbuns oficias e a outra sem nada da Nintendo no primeiro disco, Press Start The 5th Anniversary. Fora esses, alguns casos raros no Games in Concert e PLAY! A Video Game Symphony. A única iniciativa recente que gerou um álbum foi o Dairantou Smash Brothers DX Orchestra Concert (2002), concerto com músicas orquestradas do Super Smash Bros. Melee, ou seja, com muitas franquias da produtora.

Toda esta introdução para dizer que: sendo a Nintendo tão restrita e as músicas tão raras em apresentações, parece uma lenda que uma récita caprichada como o Symphonic Legends – music from Nintendo tenha ficado à livre apreciação no dia 23 de setembro de 2010, data em que a produtora completou 121 anos de fundação. E que presente de aniversário!

Ainda sem nome e nem temática, o concerto foi anunciado previamente em 24 de setembro de 2009 para exatamente um ano depois, graças à excelente recepção do Symphonic Fantasies. A data foi antecipada para o dia 23 de setembro, e o nome revelado: Symphonic Legends. Em março deste ano ocorreu a confirmação de que a Nintendo seria a homenageada. Detalhe: antes que as pessoas soubessem disso, 90% dos ingressos estavam esgotados. Posteriormente, foi comunicado que o formato seria uma mescla das inovações implementadas pelos concertos antecessores, trazendo arranjadores convidados de primeiríssimo nível, para mais tarde sabermos que jogo cada um foi incumbido.

Dois japoneses, dois alemães, dois finlandeses. Compositor de trilhas de animes como One Piece e Ah! My Goddess, Shiro Hamaguchi é conhecido nos videogames pelos principais arranjos de Final Fantasy nos concertos recentes da série. Hayato Matsuo, um dos discípulos de Koichi Sugiyama e compositor de Ogre Battle, orquestrou os temas de abertura e encerramento de Final Fantasy XII, entre outros arranjos, como do Shenmue Orchestra Version. Ambos do estúdio Imagine, recentemente participaram do Monster Hunter 5th Anniversary Orchestra Concert e do A Night in Fantasia 2009.

Nascido em Munique, Masashi Hamauzu, compositor de jogos como Unlimited SaGa, Sigma Harmonics e Final Fantasy XIII, foi a maior surpresa entre os convidados, já que é raro vê-lo arranjar músicas que não são de autoria dele, e quando aconteceram foram para solos de piano, não orquestrados. Também da Alemanha, mas da cidade de Dresden, Torsten Rasch é um compositor de música erudita contemporânea que morou 15 anos no Japão criando trilhas de filmes. No mundo dos games, fez um arranjo para o obscuro álbum Psychic Detective Series – The Best (1991) e mais recentemente a releitura para piano da “A Place to Call Home” do Benyamin Nuss Plays Uematsu.

Da Finlândia, Jonne Valtonen, o principal arranjador do Symphonic Shades e Symphonic Fantasies, desta vez dedicou-se exclusivamente ao poema sinfônico de Zelda. Por último, o conterrâneo Roger Wanamo, o mais jovem dos seis, tendo nascido em 1981, que foi quem mais me impressionou. Sua inventividade pôde ser mostrada já na “Fantasy III: Chrono Trigger/Chrono Cross”, em que foi coarranjador, com o uso constante de polifonias, transições fluidas e minúcias que exigem muita atenção para serem percebidas. Desta vez, Wanamo se superou com os dois segmentos de Mario, o que não é pouca coisa pelas composições serem do Koji Kondo, e pelo Encore, que é um emaranhado de faixas de diversos jogos da Nintendo.

Arranjadores de grande envergadura pedem por intérpretes igualmente competentes. O maestro sueco Niklas Willén conduziu mais de 125 pessoas: cerca de 80 integrantes da WDR Radio Orchestra, e mais 45 do coral State Choir Latvija. Como de praxe, Benyamin Nuss no piano e Rony Barrak na percussão foram os instrumentistas-solo. Diferentemente dos anos anteriores, não houve convidados japoneses para autógrafos, não que isso faça muita diferença para quem não esteve no Cologne Philharmonic Hall.

A ideia do produtor Thomas Boecker era apresentar as músicas da Nintendo com arranjos criativos. Para tal, foi dada total liberdade aos arranjadores. “É interessante ver como eles usaram essa liberdade. Porque há um momento em que é melhor trabalhar de maneira fiel à música original, e há um momento em que você pode introduzir diversas ideias próprias”, afirmou ao SEMO. Sou favorável à iniciativa de arranjos orquestrados que tragam uma nova ideia, desde que as músicas ainda possam ser reconhecidas. E isso aconteceu? É o que veremos adiante.

Antes de comentar individualmente segmento, vale destacar a escolha de jogos do repertório. Levando em conta que o Press Start é o único na atualidade a tocar arranjos novos da Nintendo, o programa do Symphonic Legends é uma benção pelas novidades, visto que Star Fox, F-Zero, Pikmin, Donkey Kong e Metroid jamais foram executados na série japonesa (Star Fox não em um segmento exclusivo). Há quem tenha sentido falta de outras franquias, como Fire Emblem, Mother, Kirby e Pokémon. Além de serem necessárias mais algumas horas de apresentação para poder incluir tudo, nem todas são populares na Europa, leve isso em conta. Dentre as ausências, só lamentei que Hirokazu Tanaka não fora representado pela importância que tem na história musical da Nintendo, ainda que a maioria dos jogos 8-bits seja difícil de imaginar com um número próprio.

Infelizmente, o streaming de vídeo não funcionou na hora do concerto conforme prometido anteriormente, e acabou restrito aos residentes na Alemanha. Mas todo o espetáculo pôde ser conferido de qualquer parte do mundo pelo rádio ao vivo, o que me trouxe boas lembranças do Symphonic Shades em 2008. Poucas horas depois sete dos dez segmentos podiam (e ainda podem) ser vistos no YouTube.

Depois do Hadouken muito mais sobre o Symphonic Legends, com links para os vídeos do YouTube e do Goear (a referência para quando mencionar a numeração de trechos específicos). Sobre o poema sinfônico do Zelda, ficarei devendo as faixas originais detalhadas (algumas foram citadas no texto), já que há muitos temas sobrepostos e variações, o que dificultou a listagem precisa.
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