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“Great Fairy’s Fountain Theme” (The Legend of Zelda: A Link to the Past – The Legend of Zelda 25th Anniversary Symphony)

Por Alexei Barros

A Nintendo liberou mais um vídeo da gravação do CD The Legend of Zelda 25th Anniversary Symphony na Bastyr Chapel, em Kenmore, Washington. Assim como a “The Legend of Zelda Main Theme Medley”, o arranjo da “Great Fairy’s Fountain Theme” é do Kousuke Yamashita. E não é nenhuma surpresa a competência das releituras orquestradas dele para quem já ouviu alguma das composições geniais do talentoso japonês.

Eu queria entender por que a “Select Screen” (como é originalmente intitulada) do The Legend of Zelda: A Link to the Past pôde ficar tanto tempo sem um arranjo oficial. E não falo isso pela primeira vez, uma vez que a faixa foi adicionada para o bis do concerto na Suécia LEGENDS na versão que ficou conhecida como “Healing”, em mais um belo trabalho do finlandês Jonne Valtonen. Nem vou me arriscar a comparar como não há gravação oficial dessa.

Só sei que o arranjo do Yamashita ficou esplêndido, simplesmente arrepiante. Como o timbre da sintetizada sugere, a harpa reproduz a singela melodia. O detalhe é que são duas, criando um efeito mágico. A flauta pede licença, alternando com o oboé. Parece impossível, mas a música fica melhor na entrada do coral e das cordas. A dupla de harpas volta a se destacar, terminando com as cordas.

Não precisa de mais nada.

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The Legend of Zelda 25th Anniversary Symphony: entre gritos e aplausos, uma efeméride exemplar


Por Alexei Barros

Enfim foi completada a primeira rodada de récitas comemorativas da The Legend of Zelda 25th Anniversary Symphony em Tóquio (10/10), Los Angeles (21/10) e Londres (25/10). Para adiantar a resposta da minha maior dúvida, o set list foi o mesmo nas quatro apresentações (duas no Japão), com 16 segmentos em um total de 80 minutos de música. Antes dos detalhes, vale ressaltar como surgiu a concepção do espetáculo. As informações vieram à tona na entrevista do produtor Jeron Moore à revista Official Nintendo Magazine.

Ele, o arranjador e orquestrador Chad Seiter e o produtor executivo Jason Michael Paul – os três principais nomes da turnê Play! A Video Game Symphony –, estavam trabalhando secretamente na ideia de levar as músicas de Zelda para uma sala de concerto. O conceito foi apresentado à Nintendo, que, por sua vez, pensava em algo similar na comemoração dos 25 anos da série. Então os projetos foram combinados, e o projeto foi levado adiante com o envolvimento dos criadores da franquia, sendo que o próprio Koji Kondo supervisionou o trabalho. Os arranjos seguiram com fidelidade as contrapartes originais, mas em versões maiores, mais grandiosas e mais imersivas.

Para você não se perder com tantas informações, detalho abaixo as particularidades de cada apresentação. Em todas houve um coral, mas, estranhamente, não estão creditados no encarte, somente a orquestra. Por um acaso, descobri que o Capital Voices foi quem cantou em Londres.

Tóquio, Japão (10/10):
Orquestra: Tokyo Philharmonic Orchestra
Regência: Taizo Takemoto
Local: Sumida Triphony Hall
Apresentação: Ryuji Miyamoto e Shoko Nakagawa
Convidados: Shigeru Miyamoto, Eiji Aonuma e Koji Kondo
Produção: Nintendo

Los Angeles, EUA (21/10):
Orquestra: Orchestra Nova
Regência: Eímear Noone
Local: Pantages Theater
Convidados: Eiji Aonuma e Koji Kondo
Produção: Nintendo e Jason Michael Paul Productions

Londres, Inglaterra (25/10):
Orquestra: Royal Philharmonic Orchestra
Regência: Eímear Noone
Local: HMV Hammersmith Apollo
Convidados: Eiji Aonuma, Koji Kondo e Zelda Williams
Produção: Nintendo e Jason Michael Paul Productions

Atente que, apesar do envolvimento do Chad Seiter nos arranjos, a produção do espetáculo japonês foi feita somente pela Nintendo como comprova o programa (主催: 任天堂株式会社). Como os espetáculos em Los Angeles e Londres foram produzidos pela JMP, ambos tiveram telão, o que não aconteceu no Japão. Muitas pessoas lamentaram nos relatos pela ausência de Shigeru Miyamoto nas apresentações ocidentais, mas já foi fantástico ter o produtor Eiji Aonuma e o compositor Koji Kondo. Nos EUA, o intérprete foi o mesmo da E3 2011, Bill Trinen. Fiquei com o receio que ele atropelasse a pessoa quem está falando como em junho. Felizmente, apenas um microfone era passado de mão em mão para cada fala. Ah, bom, então assim, sim!

No Japão, o concerto teve como anfitriões o ator e apresentador Ryuji Miyamoto (sem parentesco com o Shigeru) e a dubladora e cantora Shoko Nakagawa, que entre milhares de coisas (ela cantou vários temas do anime de Pokémon), é fã de Zelda. Na Inglaterra, a Zelda esteve em pessoa: a Zelda Williams, filha do ator Robin Williams que foi batizada assim porque o pai era aficionado pela série.


Agora me sinto mais confortável para discorrer sobre o set list, levando em conta que não sou um profundo conhecedor de Zelda (vergonha!). O encarte em inglês foi abençoadamente escaneado em alta resolução no The Bit Beacon, e é possível ver que o negócio é caprichado (essa foto do pessoal da Nintendo formando a Triforce ficou sensacional), com detalhamento das faixas dos segmentos, o que é bastante incomum em concertos ocidentais. Porém, eu achei o texto meio pobre – poderia ser um estilo mais poético, inspirado nas fábulas do jogo. E fraco em informações em alguns casos. Por exemplo: “O concerto abre com o tema de Hyrule do jogo de Super NES A Link to the Past. Aprecie a atmosfera desse arranjo maravilhoso”. Além de a primeira frase ser extremamente redundante, considerando que a música e o jogo já estão especificados logo acima deste textículo, por que não dizer que a mesma faixa (não o mesmo arranjo) foi tocado no Orchestral Game Concert 1 no dia 15 de setembro de 1991, antes do lançamento do A Link to the Past (que ocorreria em 21 de novembro daquele ano)? Seria uma justa referência ao primeiro concerto que teve Zelda no repertório.

Repare que no programa há dois movimentos sinfônicos: “The Wind Waker Symphonic Movement”“Twilight Princess Symphonic Movement”, correspondentes aos dois últimos episódios lançados da série para consoles de mesa. Segundo Moore, a turnê que efetivamente começará em 2012 terá uma sinfonia de quatro movimentos. Fica a dúvida: faltou tempo ou já é uma vontade de renovar o repertório? Será meio chato que o álbum prometido pelo Shigeru Miyamoto na E3 2011 não inclua os dois movimentos que faltam (do Ocarina of Time e Majora’s Mask, talvez? Ou do Skyward Sword?). Em oposição aos movimentos que denotam uma densidade maior, a suíte com as melodias tocadas na ocarina e especialmente a suíte de temas curtos não tem muito pé nem cabeça. Só vale pela nostalgia.


De maneira geral, o concerto cobre bem a série, não se limitando aos temas do Koji Kondo. Kenta Nagata, Hajime Wakai, Toru Minegishi e Asuka Ota também estão creditados. Em termos de jogos, dá para dizer o mesmo. Além dos óbvios – o primeiro, A Link to the Past, Ocarina of Time, The Wind Waker e Twilight Princess –, foram lembrados o sempre pedido Majora’s Mask e o único dentre os diversos capítulos portáteis, Spirit Tracks. Sei que vou querer achar pelo em ovo nesse aspecto, mas se tem alguma coisa que é boa no Zelda II: Adventure of Link é a trilha sonora. Uma que fosse não faria mal. E depois desse concerto chego à conclusão que deve ser um dos poucos que gosta da “Dark Mountain Forest” do A Link to the Past.

Os links do set list abaixo são para uma milagrosa gravação da plateia do concerto nos Estados Unidos, oferecendo uma primeira impressão, que, para mim, foi positiva da qualidade dos arranjos. No YouTube tem alguns vídeos, só que a Nintendo já mandou retirar muitas gravações pelo que acompanhei.

Você vai reparar que há intensos gritos durante a execução das faixas. Incomoda ter peças tão belas atrapalhadas por manifestações fora de hora, coisa importada do VGL para o Play! e do Play! para a The Legend of Zelda 25th Anniversary Symphony. É simplesmente deplorável em um concerto com orquestra, algo que foi muito criticado nos relatos que li. Mais lamentável foi a declaração do produtor Jeron Moore sobre isso: “Quanto aos gritos, estou contando com isso! Se você não está gritando, poderíamos ter que medir a sua pulsação!” Que tivesse uma ambulância para os Zeldistas, não um incentivo para esse comportamento incompatível com a sonoridade de uma orquestra.

Por isso, torço para que o álbum, se não em estúdio, tenha sido gravado na apresentação japonesa (até porque o coral no Japão me pareceu o maior), porque tradicionalmente o público nipônico é mais tímido e acanhado, mesmo que esteja adorando a performance.

Peço desculpas por não trazer o detalhamento das faixas dos segmentos – um misto de preguiça e falta de tempo e paciência em decorrência das diferenças de tradução dos nomes, somada à inexistência dos álbuns oficiais de outras trilhas, como do Twilight Princess e Spirit Tracks. Ainda assim, espero destrinchá-los quando comentar o CD. Apesar de o programa não especificar os créditos dos arranjos, aquela foto compartilhada no Twitter revela que os números 12, 14 e 16 foram arranjados pelo genial (repito: genial) Kousuke Yamashita. Como já dito, o restante das partituras é do Chad Seiter. O primeiro bis foi um solo de piano do Koji Kondo, que se mostrou muito mais desenvolto do que no VGL 2009 no Japão.

Pela quantidade de relatos e comentários, a turnê de Zelda mostra que a Nintendo perdeu muito tempo. Só no aniversário de 25 anos aniversário promoveu um concerto dedicado à série, coisa que os contemporâneos Final Fantasy e Dragon Quest possuem há mais de duas décadas.

Parte I

01 – “Hyrule Castle Theme”
02 – “Princess Zelda’s Theme”
03 – “The Wind Waker Symphonic Movement”
04 – “Ocarina Melody Suite”
05 – “Boss Battle Medley”
06 – “Kakariko Village”
07 – “The Legend of Zelda 25th Anniversary Medley”

Parte II

08 – “Ganondorf’s Theme”
09 – “The Legend of Zelda: Selected Shorts Suite”
10 – “Gerudo Valley”
11 – “Hyrule Field”
12 – “Great Fairy’s Fountain Theme”
13 – “Twilight Princess Symphonic Movement”
14 – “The Legend of Zelda Main Theme Medley”

Bis

15 – “Grandma’s Theme”
16 – “Skyward Sword Main Theme”

[via Official Nintendo Magazine, Zelda Informer, Destructoid, Nintendo World Report, Gamemusic Garden, smame.jugem.jp, Nintendo Universe, OSV, The Bit Beacon]

The Legend of Zelda 25th Anniversary Symphony: Kousuke Yamashita está envolvido nos arranjos

Por Alexei Barros

Como a divulgação do The Legend of Zelda 25th Anniversary Symphony está fragmentada, demorei um tanto para comentar todas as novidades confirmadas até o momento. O problema é que eu esperei demais para fazer o post…

Mas, enfim, digo o que foi dito de novo em relação à nota anterior:

– Além das apresentações em Tóquio (10/10) e Los Angeles (21/10), foi apregoado um concerto em Londres para o dia 25 de outubro no HMV Hammersmith Apollo. Ao que tudo indica, o programa inglês será similar ao americano. Interessante que, de uma hora para a outra, a Inglaterra passou de um país morto para espetáculos de games a muito ativo: 5 de novembro o Distant Worlds fará uma visita à mesma cidade.

– No site japonês, Mahito Yokota confirmou a presença de dois segmentos. A memorável “Gerudo Valley” de The Legend of Zelda: Ocarina of Time é uma boa escolha, porque, por incrível que pareça, a faixa jamais foi tocada em um concerto, e representa um desafio para orquestração satisfatória. Só chegou a ser arranjada por Ryuichi Katsumata para cordas no álbum The Legend of Zelda: Ocarina of Time Hyrule Symphony. O outro é um medley de temas de batalhas contra chefe, sendo que as faixas selecionadas foram mantidas em segredo. A única iniciativa similar é o ato IV. Battlefield do “The Legend of Zelda (Symphonic Poem)” do Symphonic Legends, o qual foi estendido em quatro minutos para o LEGENDS.

De acordo com Yokota, a performance em Tóquio terá uma orquestra de 100 instrumentistas e um coral de 50 vozes, marca que, se não me falha a memória, não tem precedentes em concertos de games japoneses.

– E a novidade que mais me deixou empolgado é a informação da capa da partitura da sessão de gravações dos dias 23 e 24 de agosto em Seattle (imagino que para o prometido álbum) compartilhada pelo produtor Jason Michael Paul no Twitter: a participação de Kousuke Yamashita em três arranjos, complementando o trabalho de Chad Seiter. Para o Press Start, Yamashita fez a orquestração da “Metal Gear Solid 2 Main Theme” (2006) e os arranjos “Ys – Ys II” (2006 e 2008) e “Suikoden” (2009), este baseado na partitura da “Into a World of Illusions” do álbum Genso Suikoden Music Collection Produced by Kentaro Haneda. Isso entre os arranjos creditados, porque ainda não consegui descobrir todos. Ultimamente, pude comprovar a genialidade dele como compositor em diferentes mídias, como a assombrosa “The Awakening of Time” do Nobunaga’s Ambition Tendou (PC, Xbox 360 e PlayStation 3), a fantástica “Battle in Digital World” do anime Digimon Xros Wars ou a memorável “Embracing Hope” do filme Kurosagi. Não sei como a JMP Productions chegou ao nome dele, tampouco se os três arranjos farão parte da apresentação japonesa.

– Os mais atentos vão reparar também que a capa da partitura da foto credita apenas a composição ao Koji Kondo. Eu não desistiria tão cedo de ouvir músicas de outros compositores, como o Toru Minegishi, já que acontece com frequência em concertos de apenas o Kondo estar creditado, mesmo que outros tenham se envolvido na composição. Como, por exemplo, o “Encore (Currendo, Saltando, Ludendo)” no site do LEGENDS que resume faixas de diferentes autorais ao Koji Kondo.

[via GoNintendo]

The Legend of Zelda 25th Anniversary Symphony: turnê terá número de 18 minutos de Twilight Princess


Por Alexei Barros

Desde a E3 2011 não falei mais sobre a The Legend of Zelda 25th Anniversary Symphony, a turnê comemorativa da série que excursionará por Japão, Europa e EUA, mas provavelmente você foi mais atento que eu e não perdeu os detalhes. Relembro apenas o que já havia dito: a primeira apresentação acontecerá dia 10 de outubro, no Sumida Triphony Hall em Tóquio, com performance da Tokyo Philharmonic Orchestra e regência de Taizo Takemoto. Os ingressos só poderão ser adquiridos se antes você comprar o The Legend of Zelda Ocarina of Time 3D. Que coisa, não?

Agora as novidades apregoadas nesse meio tempo:

– Dia 21 de outubro ocorrerá uma apresentação em Los Angeles, EUA, no Pantages Theatre. Sem informações sobre orquestra e maestro.

– Embora o site nipônico da turnê seja diferente do americano, tudo leva a crer que a excursão inteira, em âmbito mundial (ou melhor, do hemisfério norte) e não somente as apresentações no ocidente como eu achava, é produzida pela Jason Michael Paul Productions. Sinceridade? Não sei por que a Nintendo o procurou, tendo em vista as inconstâncias do Play! A Video Game Symphony.

– Concluo assim, porque neste tuíte, Chad Seiter disse que ele e Koji Kondo são os arranjadores. Para quem não se recorda, Seiter é o responsável pelos novos números de Mario, Zelda, Metroid e Castlevania, entre outros, do Play! Apesar da boa impressão inicial da releitura vampiresca, achei as versões da Nintendo em um nível inferior. E outra: estranha a informação que o Kondo também vai arranjar, a não ser que ele, Seiter, faça a orquestração – não me lembro de arranjos para orquestra do Kondo. De toda forma, fico surpreso por Mahito Yokota não estar envolvido de alguma maneira como é o orquestrador número 1 da Nintendo. Talvez revelem depois.

– A única informação verdadeiramente empolgante e relevante é a revelação neste tuíte de que o segundo movimento do concerto será de um segmento enfocado no The Legend of Zelda: Twilight  Princess com 18 minutos. Essa extensão lembra alguma coisa? Symphonic Fantasies, Symphonic Odysseys? Aliás, o tempo é metade dos 36 minutos do Symphonic Poem de Zelda do Symphonic Legends, estendidos para 40 no LEGENDS. Vamos ver como será um número extenso que não é produzido na série germânica Symphonic. Não é só enfileirar várias músicas aleatórias como acontece nos medleys de orquestras amadoras que publico; para ser uma suíte é necessário que o segmento conte uma história, com começo, meio e fim, que seja cativante durante todo esse tempo e que mantenha um equilíbrio entre estilos de músicas.  Sabendo o quanto os concertos alemães demandam de ensaios, em apresentações únicas, realizadas no máximo no mesmo dia ou final de semana, fico com o receio por não haver tempo hábil para treinos, como se trata de uma turnê, ainda que poucas visitas tenham sido marcadas. Não contente em soltar a informação, o tuíte também linkou para uma imagem de uma janela de um software utilizado para o arranjo, corroborando a presença da “Midna’s Theme”.

Fico atiçado para mais novidades, só espero que a divulgação seja um pouco mais organizada com notas no site em vez de novidades no Twitter.

[via My Nintendo News]

Zelda: 25 anos, dois discos, uma turnê e muitos jogos


Por Alexei Barros

Quem sentia falta de pompa e circunstância para a efeméride dos 25 anos de Zelda não teve o que reclamar com os anúncios reservados aos minutos iniciais da conferência da Nintendo na E3 2011. Surpreendente a revelação de uma turnê de concertos e álbuns das trilhas sonoras no palco de um evento em que normalmente são divulgadas novidades de jogos e consoles somente. Seria um indício da retomada da produtora à fartura de lançamentos de game music na década de 1990? Não sei e faço algumas ressalvas.

Aniversário de 25 anos de Zelda na E3 2011

Para abrir, orquestra e coral de nomes desconhecidos tocaram um medley de músicas da série contendo as faixas “Overworld”, “Ganondorf’s Theme”, “Zelda’s Theme”, “Hyrule Field Main Theme” e o tema do trailer do Skyward Sword. De cara, não achei nada demais a performance com uma qualidade aquém da perfeição de que se espera da Nintendo. Nem era grande pela limitação de espaço, e a própria técnica dos instrumentistas não é das melhores, com deficiências no violino e coro sem potência. Confirmando um rumor espalhado dias antes da conferência, tratava-se de um coral de estudantes. Você pode pensar que sou muito exigente e ter achado o máximo. Eu não me empolguei tanto assim.

Shigeru Miyamoto entrou no palco com o indefectível sorriso acompanhado por uma fanfarra da orquestra. Pouco depois, chamou o intérprete Bill Trinen, que tinha a irritante mania de não esperar o designer acabar de falar para começar a traduzir. Em um vídeo, não haveria o problema, porque o áudio do Miyamoto seria deixado em segundo plano. Duas vozes estavam no mesmo volume de altura, criando uma confusão mental digna da Torre de Babel. O criador da série ressaltou a importância das músicas para a experiência de Zelda e solicitou que a orquestra reproduzisse as breves melodias instantaneamente reconhecíveis. Foi tocada a vinheta da resolução de puzzles, da coleta de item especial e o tema da Fairy Fountain. Daí o Miyamoto solicitou que tocassem novamente a da coleta de artefato… para quê? O pedido aparentemente fugiu do combinado e pegou de surpresa a maestrina, que perguntou qual era a música. Para piorar, a flautista começou a tocar a Fairy Fountain até a orquestra entrar em sintonia.

Pularei as novidades referentes aos jogos – entre no Andria Sang (em inglês) se quiser se aprofundar –, para enfocar nos anúncios musicais. O mais inusitado: a turnê comemorativa The Legend of Zelda 25th Anniversary Orchestra Concert, que imaginava ser produzida por uma companhia japonesa, como a Company AZA, do Press Start e do Dairantou Smash Brothers DX Orchestra Concert. Conforme divulgado pelo OSV, a excursão é produzida pela JMP Productions, do Dear Friends: music from Final Fantasy, More Friends: music from Final Fantasy e Play! A Video Game Symphony – e aqui a minha expectativa caiu um bocado por causa do controverso CD, ainda que tenha apreciado os últimos arranjos da turnê. Terá passagens nos Estados Unidos, Europa e Japão, e a visita ao arquipélago nipônico já foi marcada para o dia 10 de outubro no Sumida Triphony Hall, com a Tokyo Philharmonic Orchestra sob a batuta de Taizo Takemoto. Ingressos de 1.500 a 3.000 ienes que estarão disponíveis para quem adquirir The Legend of Zelda Ocarina of Time 3D. Com isso, acredito que a JMP Productions será responsável somente pelas apresentações nos EUA.

Em seguida, foi a vez da divulgação de dois álbuns de game music, o que não me lembro de acontecer antes na E3. Um deles é baseado justamente na récita, com lançamento em conjunto com o The Legend of Zelda: Skyward Sword, que sai no final de 2011. O outro é o The Legend of Zelda Ocarina of Time 3D Official Soundtrack, disco promocional que pode ser conseguido via Club Nintendo.

[ATUALIZAÇÃO] O álbum terá 50 faixas no total, sendo que muitas jamais foram lançadas antes. O medley orquestrado que cito na sequência está incluso, assim como o encarte com ilustrações especiais para a releitura do 3DS e comentários do Miyamoto e do Kondo. Quem adquirir o Ocarina of Time 3D e ser filiado ao Club Nintendo pode seguir os passos no site e receber o disco gratuitamente.

The Legend of Zelda: Ocarina of Time 3D

Acabada a parte da E3, aproveito o ensejo para comentar o bate-papo do Iwata Asks com Koji Kondo e Mahito Yokota sobre o vindouro remake agendado para 19 de junho. Inicialmente, a trilha do Ocarina of Time 3D ficaria sob a responsabilidade de compositores novatos, e Kondo falou para Yokota os supervisionar, mas ele não conseguia só ficar olhando porque sempre foi fã de Ocarina of Time, então pediu que cuidasse de tudo. A intenção inicial era arranjar as músicas para modernizar os timbres. Com cerca de metade do trabalho pronto, Kondo disse subitamente para deixar fiel ao som do Nintendo 64…

Parece fácil pelo fato de as faixas soarem hoje passadas, porém foi realmente difícil recriar o áudio do N64 para um portátil como o Nintendo 3DS. A qualidade pode ser um pouco melhor no remake de acordo com Kondo, que deu os seus pitacos como autor da obra. Para ele, a ocarina da “Title Theme” estava muito alta, sem reverberação. Kondo queria passar a ideia que o instrumento fosse tocado de bem longe, no meio da floresta. Comentou-se que o jogo exigiu bastante capacidade do 3DS pelo dinamismo e interatividade das músicas, uma das grandes inovações do original, levando em consideração que os efeitos de som e outros ruídos precisaram ser readequados para a taxa de quadros por segundo, que passou de 20 para 30.

Yokota colocou uma faixa orquestrada no jogo e manteve o segredo para que os jogadores descobrissem… nem saiu e encontraram. Toca nos créditos e é um medley com a “Zelda’s Theme”, “Hyrule Field Main Theme” e “Overworld”. E já riparam. Se quiser ouvir por sua conta e risco, basta clicar no link para o Goear abaixo. Coloquei o trailer abaixo também.

“Staff Credits Theme” (The Legend of Zelda: Ocarina of Time 3D)

The Legend of Zelda: Skyward Sword

Na mesma entrevista, Yokota afirmou que trabalhou em dois Zeldas simultaneamente, sendo Skyward Sword o outro, logo depois do Super Mario Galaxy 2. Para o trailer da E3 2010, evento que revelou o jogo, ele discutiu com Miyamoto sobre a utilização de uma música orquestrada, mas Miyamoto-san não achou que seria necessário. Refresque sua memória:

No intervalo do verão japonês, finalmente decidiram colocar músicas orquestradas no Skyward Sword, e Yokota se juntou ao time, usando a técnica de carregar as faixas em streaming do Super Mario Galaxy. O toque mágico do Yokota na orquestração pôde enfim ser contemplado no trailer da E3 2011. Quanta diferença:

Agradecimentos ao DGC pelas dicas via e-mail.

[via Andria Sang, OSV, The Legend of Zelda 25th Anniversary Orchestra Concert, Iwata Asks; crédito da foto: AVS Forum]


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