Posts Tagged 'Team ICO'

The Last Guardian: o trailer fascinante da TGS 2010 e as lembranças chifrudas e colossais em alta definição

Por Alexei Barros

Quando The Last Guardian sequer foi mencionado na E3 2010, imaginei que estavam guardando para revelar tudo na TGS 2010, incluindo a data de lançamento. Apareceu no final do trailer, mas pela imagem borrada na transmissão ao vivo, que sucedeu por aqui cerca de 2:30 da matina, não tive certeza quando vi 2011. Pior foi quando ocorreu a confirmação: final de 2011. Qual é a tua, Fumito Ueda? Estamos no meio da TGS! (piada interna)

Cada vez mais o Team ICO vem se notabilizando por criar um jogo para cada geração. Você vai replicar dizendo que ICO e Shadow of the Colossus são do PlayStation 2. Confirmo, mas faço a ressalva que originalmente ICO seria lançado para PlayStation.

Para justificar a alcunha de “time olímpico”, The Last Guardian deveria ser entregue em 2009, visto que os predecessores saíram em 2001 e 2005. Daí quando o ciclo de desenvolvimento aumenta de quatro para seis anos eu começo a querer que a atual geração dure mais uns dez anos para que dê tempo de outra obra-prima do Fumito Ueda no PlayStation 3.

Falando do trailer propriamente dito, mais uma vez se destaca a capacidade do Team ICO sensibilizar – a não ser pelos jogadores imediatistas com coração de pedra alheios às obras de arte digitais –, seja pela relação amistosa entre protagonista e animal para superar obstáculos, seja pela música tocante e singela, acredito que original, não reciclada do filme Ajuste Final (Miller’s Crossing) como aconteceu anteriormente. Eu queria acreditar que o Kow Otani é o compositor, mas não sei se a faixa tem muito a cara dele.

Quase como um pedido de desculpas aos fãs que imaginavam poder jogá-lo no final de 2010, foi finalmente confirmada oficialmente a coletânea com os remakes de ICO e Shadow of the Colossus em alta definição para PlayStation 3, com suporte para 3D estereoscópico. Data de lançamento: terceiro trimestre de 2011. Não me empolguei tanto como o supracitado, uma vez que terminei ambos, e não tenho lá muita vontade de encerrá-los de novo mesmo com o visual repaginado – acredito que ICO é o que mais precisava, porque a resolução gráfica, não qualidade artística, era bem baixa mesmo para os padrões de 2001. Todavia, será de grande serventia especialmente para quem não comprou uma cópia de ICO de PlayStation 2, mesmo sendo recomendado por este que vos escreve a adquiri-lo ao módico preço de 100 reais em 2003, numa época em que os jogos costumavam custar 250.

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The Last Guardian: diário do desenvolvedor e trailer da TGS 2009

Por Alexei Barros

Algo de estranho aconteceu no Hadouken: esse vídeo do The Last Guardian foi revelado há quase um mês na Tokyo Game Show 2009 e mesmo sendo desde sempre um dos jogos mais aguardados por cinco entre cada quatro topeiras ninguém se lembrou de publicar.

Pois então, faço agora. A primeira parte faz uma retrospectiva da breve (em termos de quantidade de jogos) trajetória do Team ICO, e logo em seguida há declarações do gênio subestimado Fumito Ueda sobre o indecifrável animal que acompanha o garoto protagonista. Também se vê alguns esboços e um pouco da rotina do estúdio, que tem a regalia de trabalhar sem prazos. Levando em conta que ICO saiu em 2001 (o vídeo diz que foi em 2002, mas essa é a data de lançamento europeia, não a japonesa e a americana) e Shadow of the Colossus em 2005, supostamente deveríamos ter The Last Guardian neste ano… não é o que irá acontecer. O Team ICO já não é mais um time olímpico.

A outra parte traz o trailer. Não entrarei em detalhes sobre as imagens, mas chamarei a atenção para o que quase não costumo falar: a música. Aquele primeiro vídeo que vazou (quando o jogo ainda era conhecido como Project Trico) e foi melhorado para a E3 2009, utilizava como tema de fundo a “Opening Titles” do filme Ajuste Final (Miller’s Crossing). Novamente se ouve a composição, só que em um arranjo diferente, o que leva a crer que não se tratava de uma medida provisória, e que a faixa do filme estará de fato na versão final do jogo.

A origem da singeleza auditiva do vídeo do Project Trico

Project Trico

Por Alexei Barros

Acho uma tremenda picaretagem o fato de um jogo reciclar uma faixa já pronta, como a “Here’s To You”, composta por Ennio Morricone para o filme Sacco e Vanzetti, que foi reaproveitada para o Metal Gear Solid 4: Guns of the Patriots. Perde-se toda a distinção usar algo não criado especialmente para o game. Mas abrirei uma exceção.

O suposto vídeo do Project Trico encantou não somente pela sensibilidade das imagens, como pela música altamente encantadora que até acreditei ser obra do mestre Kow Otani (Shadow of the Colossus). Nem se sabe se o trailer é mesmo do jogo do Team Ico e evidentemente se for o tema não entrará na versão final. Aparenta ser provisório. Mas a faixa casou de maneira tocante com as cenas exibidas. O momento em que o garoto sobe em cima do grifo-ratazana e a câmera se volta para a deslumbrante paisagem é arrepiante. Isso que sequer conhecemos os personagens ou a história.

Como o Eric Ietsugu bem apontou, a música provém do filme Miller’s Crossing (1990), localizado por aqui como Ajuste Final. Escrita pelo norte-americano Carter Burwell, é inspirada na música tradicional irlandesa “Lament for Limerick”.

Seja como for, segue o link do Goear para apreciação da referida obra-prima:

“Opening Titles” (Miller’s Crossing)

Pelo bem do universo, não pode ser fake

Por Gustavo Hitzschky

Mestre Pranda acaba de mandar a mim e ao maestro um e-mail com um vídeo do suposto próximo game do Team ICO, intitulado até então Project Trico. Fake? De repente até é. Mas pensar que pode se tratar de fato do novo jogo dos caras é algo que extrapola os limites da emoção.

Sequências: quando saber a hora de parar

Por Gustavo Hitzschkyresident-evil-5-1_1

Semanas atrás, estava comentando com maestro Barros sobre o lance das sequências de jogos, tão abundantes hoje em dia, numa época em que arriscar com franquias novas pode não ser um bom negócio em meio à crise generalizada. A conversa começou depois que li uma nota a respeito de um suposto (e altamente provável) Resident Evil 6, que, segundo o produtor Jun Takeuchi, deverá marcar um reinício da série.

Foi então que passei a refletir sobre a seguinte questão: será que não há um determinado momento em que uma franquia necessita ser enterrada? O maestro defendeu o lançamento de spin-offs, e ele tem razão. Porém, quando analisamos a trama central de uma série e não seus subprodutos e ramificações, até que ponto vale a pena continuar contando uma história aparentemente já exaurida e encerrada?

Cito aqui o exemplo de Metar Gear Solid. Sinceramente, duvido que o glorioso Kojima-san não fará mais títulos Metal Gear. Entretanto, ele parece estar seguro de uma coisa: a franquia “Solid” terminou. E de maneira inteiramente digna, pelo menos no meu ponto de vista. O ir e vir da cronologia, as pontas amarradas ao longo de quatro jogos, a resolução dos mistérios que habitaram nosso imaginário enquanto esperávamos pelas sequências, enfim, o enredo foi todo finalizado e construído de forma a não deixar nenhuma aresta. Não há por que lançar um Metal Gear Solid 5, apesar de os rumores sinalizarem o contrário – ao que me consta, a quinta aventura seria ambientada antes dos acontecimentos de Guns of the Patriots. Particularmente, preferia que o 4 fosse o derradeiro.

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Literatura Gamer: Castelo na Neblina Edition

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Por Claudio Prandoni

Certas obras nos tocam sobremaneira. Tanto que nos incitam a dar vazão a tamanho encantamento por meio de outras obras, diretamente relacionadas ou não ao que nos fascinou.

Hitz exprime esse lirismo por meio de poesias assinadas por personagens secretos e Barros compõe melodias tão escondidas que nem ele mesmo as conhece ainda. Sira, por sua vez, elabora ARGs tão complexos e fantásticos que às vezes até ele mesmo perde a noção de realidade e jogo.

Já eu encontrei hoje um eco distante desse fascínio: um livretinho com a história do Sub-Zero que escrevi à mão há mais de uma década – maio de 1998 para ser preciso. Mas isso é papo para outro post…

Hoje falo aqui de ICO: Castle in the Mist, obra concebida pela escritora japonesa Miyabe Miyuki. Notória por obras de ficção científica e terror, a moça ficou tão perplexa pela obra de Fumito Ueda e Kenji Kaido que decidiu elaborar um lapidado epítome, vulgo um livrão desse tamanho de 537 páginas todo em japonês.

Não é obra oficial, mas tem a aprovação do Team ICO. Narra a aventura de Yorda e Ico pelo castelo, adicionando alguns personagens extras na narrativa e explicações criadas pela própria autora. Curiosamente, muitas se encaixam com Shadow of the Colossus, veja só, talvez atestando assim a personalidade marcante do minimalismo típico do Team ICO.

Hora da mancada: a única tradução existente da obra é para o idioma tailandês…

416px-castleinthemistEnquanto Dr. Mucioli e maestro Santana tem a oportunidade de apreciar a obra no idioma original, podemos nos contentar com o esforçado e devoto resumo detalhado em inglês feito pela usuária Anithin, do
 fórum The Cursed Lands
.

Logo acima, ilustrando a abertura do post, a capa nova criada para o relançamento da publicação no ano passado. Ao lado, a capa original, que por acaso é a mesma das versões européia e japonesa do game de PlayStation 2.

Tipo de artigo que se lançassem por aqui no Brasil – ou até mesmo nos EUA – eu acredito que sequer venderia metade do necessário para justificar o investimento. Mas que eu compraria uns dois, três fácil (sabe como é, alguns para preservar para a posteridade), ah, eu compraria sim.


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