Posts Tagged 'Takashi Tateishi'

“Mega Man II Medley” – Mega Man II (Otakuthon 2013)

Por Alexei Barros

Apesar de ter publicado ainda poucos vídeos deles, a orquestra de sopro canadense L’Orchestre de Jeux Vidéos vem surpreendendo bastante pelas seleções inusitadas. Dá para dizer sem medo que eles são um dos grupos pró-amadores ocidentais mais ousados, fugindo das seleções comuns.

Embora Mega Man II seja um jogo extremamente popular e sua trilha sonora idem, são raras as vezes em que as músicas foram orquestradas, possivelmente pela natureza das composições, com andamento bastante acelerado. O medley da LOJV apresentado no evento Otakuthon 2013 consegue captar toda essa velocidade, começando direto na “Title” – não aproveitar a “Opening” deu muito mais dinamismo.

Depois, a performance segue para três temas de fase, iniciando pela  “Metalman Stage”, que ganhou uma rendição fantástica nos clarinetes, flautas e especialmente nos metais. Com uma transição muito apropriada, a peça segue para a melodia incrível da “Crashman Stage” (meu tema preferido), com o baixo elétrico em destaque. Depois da passagem feita pela bateria, surge a “Flashman Stage”, que igualmente ficou espetacular. Fechando esse arco, a “Title” aparece mais uma vez, funcionando tão bem como uma música de encerramento quanto serviu de entrada. A miscelânea não conta com a popularíssima “Dr. Wily Stage 1″, mas consegui relevar diante da bela adaptação das faixas 8-bit selecionadas.

O vídeo não ajuda muito a mostrar os instrumentistas mais ao fundo da LOJV, mas, pelo menos, o som está bom.

“Mega Man II Medley”
Originais: “Title” ~ “Metalman Stage” ~ “Crashman Stage” ~ “Flashman Stage” ~ “Title”

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Press Start 2014: a celebração musical de Super Smash Bros. for Nintendo 3DS

Como na época do Super Smash Bros. Brawl, o Press Start foi no embalo de um lançamento da série. Neste ano, o primeiro ato inteiro e o bis tiveram relação com o novo jogo para o 3DS


Por Alexei Barros

Se você estava contando os dias para o lançamento de Super Smash Bros. for Nintendo 3DS eventualmente soube que o jogo saiu 13 de setembro no Japão. Aproveitando a ocasião, o Press Start 2014 aconteceu nesse dia, com duas apresentações no Tokyo Metropolitan Art Space e performance da Kanagawa Philharmonic Orchestra com programa idêntico em ambas as ocasiões. O primeiro ato foi todo dedicado às músicas relacionadas com o jogo portátil, ao passo que o segundo foi mais variado. Seguindo a tradição, confira o set list detalhado para depois saber minhas observações sobre o concerto baseado nas informações que consegui filtrar do report da Famitsu.

Ato I

01. Super Smash Bros. for Nintendo 3DS: “Main Theme”
02. Super Mario Bros.: Medley
03. Super Metroid: “Space Warrior – Samus Aran’s Theme”
04. Star Fox: “Planet Corneria”
05. Donkey Kong Country: “Jungle Level”
06. Animal Crossing: New Leaf: Kotobuki Land Medley
07. Kirby’s Dream Land: “Green Greens”
08. Kid Icarus Uprising: “Dark Pit’s Theme”
09. The Legend of Zelda: Ocarina of Time: “Gerudo Valley”
10. Mega Man 2: Medley
11. Fire Emblem: Shadow Dragon: “Fire Emblem”
12. Pokémon X & Y: Battle! (Trainer Battle)

Ato II

13. Persona 4: “Poem for the Souls of Everybody” ~ “Reach Out To The Truth” ~ “A Corner of Memory”
14. Castlevania: Symphony of the Night: “Dracula’s Castle” ~ “Wood Carving Partita” ~ “Lost Painting” ~ “Dance of Pales” ~ “Death’s Ballad”
15. Etrian Odyssey: “Labyrinth I – Emerald Woodlands [Dungeon 1F~5F]” ~ “Battle – Initial Strike [Normal Battle – First Part]” ~ “Battle – Destruction Begets Decay [Normal Battle – Last Part]” ~ “Labyrinth V – The Fallen Capital of Shinjuku [Dungeon 21F~25F]”
16. Suikoden: “Into a World of Illusions”
17. Toukiden: “The Time of Oni” ~ “Ephemeral” ~ “March of Heroes” (Toukiden: The Age of Demons) ~ “ウタカタ・秋艶” ~ “千年ヲ駆ケシモノ” (Toukiden Kiwami)
18. Pokémon X & Y: “Title Screen” ~ “Kalos Region Theme” ~ “Lumiose City” ~ “Snowbelle City” ~ “The Sun Shines Down”
19. Final Fantasy XIII: “Vanille’s Theme” ~ “Blinded By Light” ~ “Final Fantasy XIII – The Promise”

Bis

20. The Legend of Zelda: Ocarina of Time: “Zelda’s Lullaby” ~ “Song of Storms” ~ Epona’s Song ~ “Song of Time” ~ “Saria’s Song”
21. EarthBound: “Onett”
22. Super Smash Bros. for Nintendo 3DS: “Staff Roll (Super Smash Bros.) Ver. 2”

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A verdade sobre as trilhas de Mega Man e Mega Man 2

Por Alexei Barros

Outro mistério de composição elucidado pelo SEMO, prestando mais um grande serviço para a história da game music. Com ajuda de Ippo Yamada e Akari Kaida, o site entrevistou Takashi Tateishi, Manami Matsumae e Yoshihiro Sakaguchi, os principais responsáveis pelas músicas do Mega Man e Mega Man 2 serem veneradas até hoje.

Antes de chegar à revelação, situarei o que se sabia então. Os créditos do Mega Man listavam os nomes Chancacorin Manami e Yuukichan’s Papa no setor Sound Programmer, uma descrição genérica que não implica necessariamente na composição. Nos créditos do Mega Man 2, também no Sound Programmer, constavam os nomes Ogeretsu Kun, Manami Ietel e novamente Yuukichan’s Papa.

Era de conhecimento que tanto Chancacorin Manami como Manami Ietel são pseudônimos da compositora Manami Matsumae, ao passo que Yuukichan’s Papa mascarava a identidade de Yoshihiro Sakaguchi. Tempos depois foi oficializado que Ogeretsu Kun na verdade era o apelido de Takashi Tateishi. Certo. O álbum Capcom Music Generation Famicom Music Complete Works Rockman 1~6 foi lançado em 2002, mas o encarte não trazia a autoria das faixas.

Na entrevista foi revelado que Yoshihiro Sakaguchi foi o programador de ambas as trilhas. Manami Matsumae compôs as músicas e criou os efeitos de som de Mega Man. E quem saiu ganhando nessa história toda é Takashi Tateishi, que fez todas as faixas de Mega Man 2, além dos efeitos de som, sendo alguns deles aproveitados do primeiro. Por causa do Chiptuned Rockman se sabia que a “Bubbleman Stage” e a “Woodman Stage” eram dele. A novidade é que ele também concebeu todos aqueles temas nostalgicamente melódicos do MM2, como “Crashman Stage” e “Dr. Wily Stage 1”.

Mas não acabou ainda. Eles trocavam composições, mesmo que não fossem escalados para determinados projetos. Nessa brincadeira, Matsumae criou a melodia que se escuta por volta de 0:18 a 0:26 na “Airman Stage”, enquanto Tateishi assinou uma música para o arcade Area 88, cuja trilha estava sob os cuidados da compositora.

Mais um caso resolvido. Agora é torcer para que um dia o mesmo aconteça com Mega Man x, que tem cinco nomes listados nos créditos.

[via SEMO]

Video Games Live: Level 2: seria ótimo se ainda estivéssemos em 2006


Por Alexei Barros

Mais de dois anos depois do Video Games Live: Volume One, lançado em julho de 2008, sai a sequência, sem os atrasos e aparentemente livre das controvérsias. Continuação? Sete números já tinham sido registrados no primeiro álbum, sendo que outros cinco estariam quando o CD era nomeado Video Games Live: Greatest Hits – Volume One, e acabaram ficando de fora por problemas de licenciamento, o que obrigou a remoção do “Greatest Hits” do título. Fica para mais do mesmo.

Gravado dia 1 de abril em Nova Orleans, EUA, no Pontchartrain Center com performance da The Louisiana Philharmonic Orchestra e de um coral sem nome de 34 vozes, o Video Games Live: Level 2 é o álbum que melhor sintetiza o repertório mainstream do show. Os principais hits estão presentes, com exceção, eu diria de Kingdom Hearts, que seria o ápice da redundância, pois segue a partitura original e já apareceu no VGL: Volume One, e do Metal Gear Solid, uma ausência compreensível pela acusação de plágio, pois a própria Konami abandonou a música. Mesmo assim, é uma track list que seria interessante para 2005 ou 2006. Hoje não tem a mesma graça.

Se o VGL: Volume One possuía somente três números de jogos japoneses e oito ocidentais, no Level 2 ficou mais equilibrado: nove nipônicos e sete americanos. Falta variedade, todavia. Desses sete, três são da Blizzard, e dois da mesma franquia, Warcraft. É de se elogiar a façanha de licenciar as músicas da Nintendo no CD, ainda que não faça tanta diferença assim no fim das contas, já que os dois arranjos orquestrados foram lançados anteriormente no Orchestral Game Concert. Diferentemente do que se supunha, não é tão complicado assim licenciar Final Fantasy em um álbum com faixas de outras produtoras, e o que facilitou neste caso é o fato de o arranjo da “One-Winged Angel” ser próprio do VGL, por mais parecido que possa ser com as outras versões. Isso não aconteceu no PLAY! A Video Game Symphony Live! porque a turnê concorrente usa as partituras dos concertos oficiais da série, que pertencem à Square Enix. Quanto ao Chrono Trigger, a inclusão agora se tornou possível porque a marca foi registrada por ocasião da transmissão em vídeo do Symphonic Fantasies. Tudo isso é para se empolgar não com o VGL, mas com as portas que se abrem para os CDs de outras produções.

Aquela crítica de o VGL: Volume One ter somente três das 11 faixas gravadas ao vivo, levando em consideração o “Live” do nome do espetáculo, e o restante em estúdio eu retiro. A tão proclamada “emoção de um show de rock” na descrição do Video Games Live pode ser sentida muito bem, até demais no VGL: Level 2. Como disse quando os samples foram liberados, os gritos não chegam ao nível da torcida brasileira (não consigo chamar de plateia espectadores que torcem para um personagem ganhar uma luta), mas aparecem em todos os números, exceção aos solos de piano. Antes, durante e depois das performances.

Eu disse show? Nos segmentos com guitarra, baixo elétrico e bateria – estes dois últimos são de verdade, não playback como na maioria das apresentações –, em especial Mega Man, Castlevania e Final Fantasy VII, a orquestra não pode ser ouvida em sua plenitude por conta do conflito de instrumentos de sonoridade forte e baixa. Não há uma homogeneidade como na Metropole Orchestra da série holandesa Games in Concert em que guitarra, baixo e bateria atuam como instrumentos da orquestra, não uma parte alheia ao restante. Falei do baixo. Tocado pelo próprio contrabaixista da orquestra, David Anderson, o baixo elétrico só aparece quando a guitarra toca, nos  arranjos com pendor para o rock. Ridículo! Como se o baixo só combinasse com o gênero. Não acabou aqui a minha indignação sobre esse tópico como você verá nos segmentos de Chrono e Sonic.

Mesmo quando não está acompanhada da banda, a mixagem não proporciona uma experiência sinfônica que torna as performances orquestradas tão especiais, que é de testemunhar dezenas de instrumentistas reproduzindo a música. Chega a ser irônico que nas declarações em vídeo Jack Wall e Tommy Tallarico salientam que muitos pais os agradeceram porque graças ao Video Games Live seus filhos viram uma orquestra pela primeira vez, e que isso normalmente não aconteceria se não fossem tocadas músicas de videogame. Como se o VGL fosse um baita concerto.

Após o Hadouken, comento cada uma das 16 faixas do Video Games Live: Level 2, e espero fazer isso pela última vez de determinados números. Agora não tem mais aquela desculpa de que as gravações amadoras são horrendas e o YouTube piora a qualidade.

Vale lembrar que a versão digital possui ainda Mass Effect e Myst, e o DVD e Blu-ray contam com os dois além do “Classic Arcade Medley” (em versão depenada, somente com Pong, “Cavalgada das Valquírias”, Dragon’s Lair e Tetris), “Sweet Emotion” (Guitar Hero: Aerosmith) e “Tetris Solo Piano Medley”. Em compensação, em vídeo não tem nada da Nintendo e nem da Square Enix, menos Chrono Cross.
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Press Start 2010: ICO, Mega Man 2 e Rhythm Heaven

Por Alexei Barros

A mais nova trinca de atualizações do set list do Press Start 2010 tem tudo para ser a última, pois totaliza 13 números, a menos que por comemorar os cinco anos da série seja feito um programa maior, o que duvido muito. Acredito que é a mais decepcionante de todas, porque os três jogos são reprises de concertos passados. Com um desânimo que normalmente não encararia o Press Start, vamos às novidades:

– ICO: “ICO -You were there-”

Em 2006, já existia Shadow of the Colossus. Mesmo assim, no concerto de estreia, o time de organizadores preferiu ir contra o hype e tocar o tema de encerramento do cult ICO, lançado em 2001 e, pelo que me consta, não vendeu lá muito bem no Japão. Escolhas como estas fizeram crescer o respeito para o concerto. No texto de anúncio, Kazushige Nojima salienta que ICO está prestes a completar dez anos (dá para acreditar?), e que ocasionalmente o joga, porque fica fascinado pelo conceito minimalista. Também relembrou o nome da compositora Michiru Oshima, que fez o arranjo especialmente para o concerto. Aliás, muito talentosa e que merecia ter performances de músicas de outros trabalhos mais obscuros (Genghis Khan e Taikou Risshiden, por exemplo, ambos da Koei). Como curiosidade, vale lembrar que a canção, na trilha original, era cantada pelo jovem britânico Steven Geraghty, nascido em 1987. Ao vivo, o garoto foi substituído pela Maki Kimura. Acredito que ela volte em 2010.

– Mega Man 2

De novo vou bater na mesma tecla das outras atualizações: por que Mega Man 2 mais uma vez e não Mega Man 3 ou Mega Man X? Pelo menos, o arranjo do Kazuhiko Toyama executado no Press Start 2008 era bem interessante (ouvi só o da versão chinesa), e valeu pelo pioneirismo – as energéticas músicas, uma das mais memoráveis de todos os tempos, jamais tinham sido orquestradas. Masahiro Sakurai, como em 2008, comunicou a novidade, falando a respeito do quanto ele gosta do jogo desde 1988.

– Rhythm Heaven: “Ninja”

Como que nunca teve Metroid e Donkey Kong, mas sim Rhythm Heaven não me pergunte, porque não faço ideia. O jogo de ritmo para DS conhecido no Japão como Rhythm Tengoku Gold originou no Press Start 2009 um segmento interativo à moda do Video Games Live, em que uma pessoa da plateia era convidada para subir ao palco e acompanhar o ritmo da música com tamborins. Pelo jeito, deve ter feito o maior sucesso, como Nobuo Uematsu comentou no texto.

Set list até o momento:

01 – Chrono Trigger & Cross
02 – NES Medley
03 – Muramasa: The Demon Blade
04 – Mother
05 – New Super Mario Bros. Wii
06 – The Legend of Zelda
07 – Metal Gear Solid: Peace Walker
08 – Wild Arms
09 – Namco Arcade Medley 2010
10 – Final Fantasy X

[via PRESS START]

Hikarisyuyo e os melhores arranjos hard rock do Mega Man 2


Por Alexei Barros

O post é rancoroso, então peço paciência. Não é raro ver bandas de covers, especialmente Minibosses e NESkimos, por serem algumas das mais antigas desta linha, posicionadas em um pedestal que não lhe diz respeito. Já vi serem colocadas, por exemplo, ao lado do The Black Mages, que é formado pelos compositores e arranjadores. Há uma distinção entre amadores e profissionais que não parece ser tão clara assim pela constante confusão. Uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa.

Porém, o que mais me revolta é que as duas (e outra tantas) adquiriram uma fama equiparável ou até superável dos compositores e de bandas oficiais. Pior, sequer são as melhores pelo menos nos arranjos do Mega Man 2, um dos trabalhos mais notórios de ambos. Para mim, é uma popularidade desproporcional à qualidade – claro que você não é obrigado a concordar.

Porque estou falando isso: nos recônditos do site do guitarrista doujin Hikarisyuyo residem as melhores versões rock dos temas do jogo. Muito, mas muito superiores também ao 20th Anniversary Rockman 1~6 Rock Arrange Ver., um álbum da Capcom que, apesar de ter gostado a princípio, vem caindo bastante no meu conceito porque soa sem inspiração sem cotejado com as obras-primas guitarrísticas do Naoto Shibata nos CDs da Konami na década de 1990 que estão em um nível ainda maior.

Não direi que as músicas foram recriadas por completo. Nada mais são do que interpretações literais das melodias executadas de maneira espantosa: as guitarras são afiadíssimas. Tanto, tanto que quase fazem esquecer que a bateria é sintetizada.

Para comparar, relembre antes o medley “Mega Man 2” do Minibosses. A guitarra é áspera e o baixo tem um timbre sem graça, formando um conjunto de sons que cheira a banda amadora, que é o que eles são mesmo e não uma referência no meio musical como muitos costumam pintar.  Passando para as interpretações do NESkimos encontro os mesmos problemas somados a um arrasto enfadonho na performance. Por fim, a “Dr.Wily 1 (Rockman2) mix” do Tohru Iwao é burocrática demais. Conclusões que tirei depois de conhecer o Hikari Syuyo.

Agora escute as versões dele do Mega Man 2 para ver se não está em um outro patamar, respeitando a energia das originais com uma pegada que nenhum dos outros arranjos mencionados têm. Como bônus o tema do Snakeman e da tela-título do Mega Man 3 (quase tão bom quanto a “Start to Playing” da takrockers!!).

À esquerda as originais e à direita as versões do Hikarisyuyo.

Mega Man 2

“Pass Word”“Password”
“Game Start”
“Game Start”
“Metalman Stage”“Metalman”
“Airman Stage”“Airman”
“Bubbleman Stage”“Bubbleman”
“Quickman Stage”“Quickman”
“Crashman Stage”“Crashman”
“Flashman Stage”“Flashman”
“Heatman Stage”“Heatman”
“Woodman Stage”“Woodman”
“Dr. Wily Stage 1”“Wily Stage 1”

Bônus Mega Man 3

“Title”“Title”
“Snakeman Stage”“Snakeman”

P.S.: Entendeu por que sou muito mais as bandas e artistas japas?

Revelada a identidade do compositor Ogeretsu Kun

Créditos do Mega Man 2Por Alexei Barros

Essa é uma nota absurdamente hardcore, portanto se você não se interessa por quem faz as músicas, o texto a seguir não é muito recomendado. Aclamada como uma das melhores de todos os tempos, a trilha sonora de Mega Man 2 é creditada ao trio de compositores Ogeretsu Kun, Manami Ietel e Yuukichan’s Papa, como comprova a foto.

Como se poderia imaginar, os nomes são pseudônimos – estapafúrdios demais para serem os verdadeiros. Com o passar do tempo, seja por meio de entrevistas ou pelos créditos dos álbuns lançados, foi descoberto que Manami Ietel e Yuukichan’s Papa são, respectivamente, Manami Matsumae e Yoshihiro Sakaguchi. Contudo, pairava a dúvida acerca da identidade de Ogeretsu Kun. Uma incerteza que durou décadas e finalmente foi revelada graças ao GeOnDan Video Game Creator’s Alliance, uma espécie de sindicato dos compositores games japoneses liderado pelo ex-Konami Yuji Takenouchi. A coalizão já inclui um número generoso de associados, incluindo Yasunori Mitsuda, Noriyuki Iwadare, Michiru Yamane, Michiko Naruke, Kenichiro Fukui, Kenji Ito, Ayako Saso, Shinji Hosoe, Takenobu Mitsuyoshi, Akira Yamaoka, Hiroki Kikuta, Motoaki Furukawa…

O nome real de Ogeretsu Kun é Takashi Tateishi, conforme suspeitava o mestre da investigação CHz no fórum do VGMdb. Não só isso, como foi revelada outra alcunha: Takashi Sasugano. São escassas mais informações, haja vista a foto de um cachorro no perfil dele, e ainda restam dúvidas sobre a autoria de cada faixa da trilha do Mega Man 2, mas é um avanço e tanto, levando em conta que até mesmo o GMCL, banco de dados supremo de compositores, considerava a real identidade do Ogeretsu Kun como desconhecida. Além disso, foram confirmadas outras participações de Tateishi, como os arcades Side Arms Hyper Dyne, shmup de Yoshiki Okamoto, e Willow, baseado no filme Willow – Na terra da magia, talvez um dos melhores jogos licenciados já feitos.


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