Posts Tagged 'Star Fox 64'

“Toward the Celestial Sphere” – Star Fox e Star Fox 64 (Soundtrack Cologne – East meets West)


Por Alexei Barros

Sempre dedico longos posts aos concertos realizados na Alemanha, mas acabei não falando ainda do Soundtrack Cologne – East meets West, realizado em novembro de 2012. Como alguns números são reprises que eu comentei em outras oportunidades, preferi pinçar os segmentos mais interessantes da transmissão do rádio para comentá-los em posts avulsos, assim ninguém precisará ler quilômetros de texto de uma só vez.

E eu começo… pelo começo, com a música de abertura, “Toward the Celestial Sphere”, arranjada por Jonne Valtonen. A partitura havia sido originalmente preparada para o concerto LEGENDS, apresentado na Suécia em 2011, que não teve transmissão ao vivo e contou com poucas gravações amadoras em vídeo. No caso, o espetáculo foi uma revisão do Symphonic Legends com a substituição de alguns segmentos. Um dos números alterados foi justamente o do Star Fox.

No Symphonic Legends, o arranjo “Star Fox (Space Suite)” do Shiro Hamaguchi foi um dos destaques do concerto, com a participação celestial do coral State Choir Latvija, cantando em latim – o trecho da “BGM (Corneria)” é especialmente arrepiante. Por isso, chama a atenção que esse medley tão magnifíco tenha sido trocado pela “Toward the Celestial Sphere” no LEGENDS. De qualquer forma, a versão do Jonne Valtonen ganhou uma nova abordagem, porque o número serviu também como fanfarra de abertura – tanto no LEGENDS como no East Meets West.

Em diversas oportunidades, Valtonen pegou inspiração em John Williams e mais do que nunca essa influência pode ser percebida nesse segmento do Star “Wars” Fox. O uso dos metais na abertura na “Opening” do Star Fox 64 é um belo exemplo disso, impressão reforçada pela entrada majestosa das cordas. Em seguida, o trecho da “BGM (Corneria)” é uma bela viagem espacial que alterna entre momentos de ação e um pouco de observação dos arredores, e você de fato se sente no comando da Starwing em um confronto estelar – provavelmente com uma Estrela da Morte ali perto, se é que você me entende. Fechando o arco, há uma nova interpretação da “Opening”, passando a sensação de dever cumprido. É um arranjo belíssimo, épico, mas ainda prefiro o coral imbatível da versão do Hamaguchi. Sorte a nossa de poder apreciar dois arranjos tão bons em pouco tempo, ainda que com a seleção similar de faixas.

“Toward the Celestial Sphere”
Originais: “Opening” (Star Fox 64) ~ “BGM (Corneria)” (Star Fox) ~ “Opening” (Star Fox 64)

P.S.: Falando em Star Fox, é uma pena que provavelmente nunca haverá um arranjo orquestral com as músicas do Star Fox 2, jogo que seria lançado para SNES, mas a Nintendo cancelou para privilegiar o advento do Star Fox 64. Há músicas inspiradíssimas, como da tela-título e dos créditos que tem timbres orquestrais e combinariam muito com esse tipo de arranjo.

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LEGENDS: rumo à esfera celeste da série Star Fox


Por Alexei Barros

A partir de hoje serão revelados diariamente, com exceção dos finais de semana, comentários acerca dos arranjos revisitados do LEGENDS, apresentação marcada para o dia 1º de junho na Suécia que é uma espécie de versão 2.0 do Symphonic Legends mostrado na Alemanha em 2010.

Se no antepassado germânico a abertura foi a “Fanfare for the Common 8-Bit Hero”, seguida pela épica “Star Fox (Space Suite)” de Shiro Hamaguchi, desta vez o arranjo intitulado “Toward the Celestial Sphere” de Star Fox e Star Fox 64 (Starwing e Lylat Wars na Europa) ficou sob responsabilidade de Jonne Valtonen e abrirá o espetáculo.

De acordo com o finlandês, o segmento deve se sustentar por si mesmo, mas também introduzir e convidar o público para a magnífica jornada através das décadas de história dos jogos lendários da Nintendo. Com fanfarras triunfantes e tons solenes, alerta dos perigos do chefe final. Será que Valtonen foi capaz de superar Hamaguchi? Porque aquele arranjo, com versos em latim entoados pelo State Choir Latvija, foi um dos mais estupendos que já apreciei.

[via Facebook]

Symphonic Legends: o melhor presente de aniversário para uma produtora lendária


Por Alexei Barros

A Nintendo é paradoxal. Ao mesmo tempo em que a abrangência se manifesta ao atingir novos horizontes nesta geração com o Nintendo Wii, a restrição com as músicas é imensa. Por conta da baixa vendagem dos álbuns nos últimos anos, os lançamentos das trilhas originais são escassos e das arranjadas inexistentes. Quando ocorrem, visam a promover o jogo, não as composições, como os CDs promocionais da Club Nintendo. Se um concerto obtém a licença para executar faixas de direitos autorais da produtora e cria novos arranjos, a performance não pode acontecer sem prévia aprovação das partituras. Tal cuidado se justifica pela supremacia das franquias da Nintendo, é claro, e pelo que as trilhas representam no imaginário gamer, com melodias incrustadas na memória graças ao vasto repertório musical criado por muitos compositores geniais em quase 30 anos.

A Nintendo foi introduzida aos concertos na série Orchestral Game Concert (1991-1995), citada tantas vezes por aqui não por acaso, porque exerce influência até hoje. Os tempos eram outros, e as cinco apresentações foram publicadas em CD. Depois disso, arranjos inéditos surgiram com maior visibilidade nas séries Symphonic Game Music Concert (2003-2007) e Press Start (de 2006 em diante), a primeira sem álbuns oficias e a outra sem nada da Nintendo no primeiro disco, Press Start The 5th Anniversary. Fora esses, alguns casos raros no Games in Concert e PLAY! A Video Game Symphony. A única iniciativa recente que gerou um álbum foi o Dairantou Smash Brothers DX Orchestra Concert (2002), concerto com músicas orquestradas do Super Smash Bros. Melee, ou seja, com muitas franquias da produtora.

Toda esta introdução para dizer que: sendo a Nintendo tão restrita e as músicas tão raras em apresentações, parece uma lenda que uma récita caprichada como o Symphonic Legends – music from Nintendo tenha ficado à livre apreciação no dia 23 de setembro de 2010, data em que a produtora completou 121 anos de fundação. E que presente de aniversário!

Ainda sem nome e nem temática, o concerto foi anunciado previamente em 24 de setembro de 2009 para exatamente um ano depois, graças à excelente recepção do Symphonic Fantasies. A data foi antecipada para o dia 23 de setembro, e o nome revelado: Symphonic Legends. Em março deste ano ocorreu a confirmação de que a Nintendo seria a homenageada. Detalhe: antes que as pessoas soubessem disso, 90% dos ingressos estavam esgotados. Posteriormente, foi comunicado que o formato seria uma mescla das inovações implementadas pelos concertos antecessores, trazendo arranjadores convidados de primeiríssimo nível, para mais tarde sabermos que jogo cada um foi incumbido.

Dois japoneses, dois alemães, dois finlandeses. Compositor de trilhas de animes como One Piece e Ah! My Goddess, Shiro Hamaguchi é conhecido nos videogames pelos principais arranjos de Final Fantasy nos concertos recentes da série. Hayato Matsuo, um dos discípulos de Koichi Sugiyama e compositor de Ogre Battle, orquestrou os temas de abertura e encerramento de Final Fantasy XII, entre outros arranjos, como do Shenmue Orchestra Version. Ambos do estúdio Imagine, recentemente participaram do Monster Hunter 5th Anniversary Orchestra Concert e do A Night in Fantasia 2009.

Nascido em Munique, Masashi Hamauzu, compositor de jogos como Unlimited SaGa, Sigma Harmonics e Final Fantasy XIII, foi a maior surpresa entre os convidados, já que é raro vê-lo arranjar músicas que não são de autoria dele, e quando aconteceram foram para solos de piano, não orquestrados. Também da Alemanha, mas da cidade de Dresden, Torsten Rasch é um compositor de música erudita contemporânea que morou 15 anos no Japão criando trilhas de filmes. No mundo dos games, fez um arranjo para o obscuro álbum Psychic Detective Series – The Best (1991) e mais recentemente a releitura para piano da “A Place to Call Home” do Benyamin Nuss Plays Uematsu.

Da Finlândia, Jonne Valtonen, o principal arranjador do Symphonic Shades e Symphonic Fantasies, desta vez dedicou-se exclusivamente ao poema sinfônico de Zelda. Por último, o conterrâneo Roger Wanamo, o mais jovem dos seis, tendo nascido em 1981, que foi quem mais me impressionou. Sua inventividade pôde ser mostrada já na “Fantasy III: Chrono Trigger/Chrono Cross”, em que foi coarranjador, com o uso constante de polifonias, transições fluidas e minúcias que exigem muita atenção para serem percebidas. Desta vez, Wanamo se superou com os dois segmentos de Mario, o que não é pouca coisa pelas composições serem do Koji Kondo, e pelo Encore, que é um emaranhado de faixas de diversos jogos da Nintendo.

Arranjadores de grande envergadura pedem por intérpretes igualmente competentes. O maestro sueco Niklas Willén conduziu mais de 125 pessoas: cerca de 80 integrantes da WDR Radio Orchestra, e mais 45 do coral State Choir Latvija. Como de praxe, Benyamin Nuss no piano e Rony Barrak na percussão foram os instrumentistas-solo. Diferentemente dos anos anteriores, não houve convidados japoneses para autógrafos, não que isso faça muita diferença para quem não esteve no Cologne Philharmonic Hall.

A ideia do produtor Thomas Boecker era apresentar as músicas da Nintendo com arranjos criativos. Para tal, foi dada total liberdade aos arranjadores. “É interessante ver como eles usaram essa liberdade. Porque há um momento em que é melhor trabalhar de maneira fiel à música original, e há um momento em que você pode introduzir diversas ideias próprias”, afirmou ao SEMO. Sou favorável à iniciativa de arranjos orquestrados que tragam uma nova ideia, desde que as músicas ainda possam ser reconhecidas. E isso aconteceu? É o que veremos adiante.

Antes de comentar individualmente segmento, vale destacar a escolha de jogos do repertório. Levando em conta que o Press Start é o único na atualidade a tocar arranjos novos da Nintendo, o programa do Symphonic Legends é uma benção pelas novidades, visto que Star Fox, F-Zero, Pikmin, Donkey Kong e Metroid jamais foram executados na série japonesa (Star Fox não em um segmento exclusivo). Há quem tenha sentido falta de outras franquias, como Fire Emblem, Mother, Kirby e Pokémon. Além de serem necessárias mais algumas horas de apresentação para poder incluir tudo, nem todas são populares na Europa, leve isso em conta. Dentre as ausências, só lamentei que Hirokazu Tanaka não fora representado pela importância que tem na história musical da Nintendo, ainda que a maioria dos jogos 8-bits seja difícil de imaginar com um número próprio.

Infelizmente, o streaming de vídeo não funcionou na hora do concerto conforme prometido anteriormente, e acabou restrito aos residentes na Alemanha. Mas todo o espetáculo pôde ser conferido de qualquer parte do mundo pelo rádio ao vivo, o que me trouxe boas lembranças do Symphonic Shades em 2008. Poucas horas depois sete dos dez segmentos podiam (e ainda podem) ser vistos no YouTube.

Depois do Hadouken muito mais sobre o Symphonic Legends, com links para os vídeos do YouTube e do Goear (a referência para quando mencionar a numeração de trechos específicos). Sobre o poema sinfônico do Zelda, ficarei devendo as faixas originais detalhadas (algumas foram citadas no texto), já que há muitos temas sobrepostos e variações, o que dificultou a listagem precisa.
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Brinquedo aleatório #06: Carrinho do Star Fox 64

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Por Claudio Prandoni

Peraí, não entendi…

Um carrinho do Star Fox 64? Bem que poderia ser uma navezinha, mas quero do mesmo jeito!

Não consegui achar informações sobre data de lançamento, motivo de lançamento e tal, mas um cara no eBay está vendendo vários desse.


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