Posts Tagged 'Shigeru Miyamoto'

Artworks da Nintendo mobile

Por Claudio Prandoni

Tempos doidos em que, já faz quase um ano, a Nintendo se lançou a experimentos no mundos dos tablets e smartphones.

Tanto Miitomo quanto Super Mario Run e o mais recente Fire Emblem Heroes (na minha opinião, o melhor da trinca) são produções caprichadas, que refletem tanto o esmero da Nintendo quanto o potencial que outros estúdios ainda podem explorar nas plataformas.

Ah, o empreendimento também abre espaço para iniciativas pouco convencionais de divulgação: Shigeru Miyamoto no palco de uma conferência da Apple para anunciar um jogo do Mario… e um vídeo mostrando ele desenhando o herói em um tablet (o trambolhudo iPad Pro) para divulgar o lançamento!

Acho sempre encantadoras as oportunidades de ver Miyamoto-san dando traços a um de seus filhos mais famosos. É daquelas raras ocasiões de ver o mestre encarando a própria obra e se aproximando da essência e ingenuidade que nortearam sua criação – ou algo do tipo, não só propaganda de algum investimento multi milionário nível 2.

Aproveito a deixa para colocar a seguir também um vídeo de Yusuke Kozaki desenhando a animada Sharena, de Fire Emblem Heroes. O cara é character design de FE desde o recente e excelente Awakening e também trabalhou em outra série que me é MUITO querida: No More Heroes.

Super Mario Bros. 30th Anniversary Live: o melhor espetáculo da galáxia

Mario 30th_01

O palco recriou os detalhes do cenário de Super Mario Bros., mas as cortinas lembram mais a abertura de Super Mario Bros. 3

Por Alexei Barros

Tenho para mim o Mario & Zelda Big Band Live CD como uma das apresentações mais importantes de game music de todos os tempos, mas ela foi facilmente superada pelo Super Mario Bros. 30th Anniversary Live. Realizado nos dias 20 de setembro em Osaka e 21 do mesmo mês em Tóquio, o espetáculo fez por merecer o legado musical de 30 anos da série e contou com as aparições de Koji Kondo, Shigeru Miyamoto e Takashi Tezuka.

Por que estou tão convicto disso? Normalmente, eu recorro aos sites japoneses para garimpar informações usando o tradutor do Google e dessa vez foi feito até um report em inglês do evento no US Gamer assinado pelo jornalista Jeremy Parish. Pois então, o post nesses moldes já estava praticamente redigido, quando descobri que uma alma caridosa publicou no YouTube uma gravação da plateia do espetáculo em Osaka. Lá fui eu ouvir sem muita expectativa… Resultado: por diversas vezes eu tive que parar o que estava fazendo porque fiquei extasiado com a performance simplesmente alucinante com um humilde registro de qualidade 160 kbps. Essa experiência me fez lembrar o já saudoso Press Start, finalizado neste ano, cujas primeiras edições eu me deliciava com meros bootlegs.

Na incerteza de um lançamento oficial – por favor, Nintendo, o CD de um show desse naipe é uma obrigação! –, eu me empolguei a ponto de querer falar individualmente dos segmentos. No caso de o álbum sair, eu me sinto no dever de revisitar o show e me aprofundar nos comentários.

O Super Mario Bros. 30th Anniversary Live contou com uma big band (banda e metais), formada por instrumentistas japoneses (além do trompetista cubano Luis Valle). Em relação àquela relação inicial de músicos, foi feita uma substituição no violino (Sayaka no lugar de Toshihiro Nakanishi). A banda ainda teve os reforços de Hironori Akiyama (guitarra e banjo) e Tomomi Oda (teclado), que chegou até a cantarolar algumas músicas como veremos adiante.

Super Mario Special Band
Direção musical e teclado: Masanori Sasaji
Baixo: Shingo Tanaka
Bateria: Senri Kawaguchi
Guitarra: Kenji Kitajima
Guitarra e banjo: Hironori Akiyama
Percussão: Asa-Chang
Trompete: Koji Nishimura e Luis Valle
Trombone: Eijiro Nakagawa
Trombone baixo: Katsuhisa Asari
Saxofone: Osamu Yoshida, Takuo Yamamoto e Ryoji Ihara
Violino: Sayaka
Teclado e vocal: Tomomi Oda

Mario 30th_02

A big band parece pequena, mas com instrumentistas dessa qualidade nem precisou ser maior. A performance foi fenomenal

Sobre o programa, agora enfim justifico minha afirmação no parágrafo inicial de que o Super Mario Bros. 30th Anniversary Live supera fácil o Mario & Zelda Big Band Live CD. Embora evidentemente esse espetáculo de agora não tenha Zelda, naquela época (2003) não existia as vertentes Super Mario Galaxy, New Super Mario Bros. e Super Mario 3D Land/World. Além disso, os números referentes a jogos antigos, como Super Mario Bros. 3 e World, são muito melhores e, sim, eles tocaram músicas que anos eu esperava por versões arranjadas. A maior surpresa nesse sentido é, enfim, um medley de Mario Kart que ficou simplesmente fantástico. Talvez eu não sobrevivesse se visse esse segmento ao vivo.

Sem mais enrolações, abaixo as considerações sobre cada número. Subi faixa por faixa no Goear, mas, se você preferir, pode escutar o show continuamente no link do YouTube, que também possui o falatório entre um segmento e outro – se você não entender japonês, não tem muito o que ouvir mesmo.
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Zelda: 25 anos, dois discos, uma turnê e muitos jogos


Por Alexei Barros

Quem sentia falta de pompa e circunstância para a efeméride dos 25 anos de Zelda não teve o que reclamar com os anúncios reservados aos minutos iniciais da conferência da Nintendo na E3 2011. Surpreendente a revelação de uma turnê de concertos e álbuns das trilhas sonoras no palco de um evento em que normalmente são divulgadas novidades de jogos e consoles somente. Seria um indício da retomada da produtora à fartura de lançamentos de game music na década de 1990? Não sei e faço algumas ressalvas.

Aniversário de 25 anos de Zelda na E3 2011

Para abrir, orquestra e coral de nomes desconhecidos tocaram um medley de músicas da série contendo as faixas “Overworld”, “Ganondorf’s Theme”, “Zelda’s Theme”, “Hyrule Field Main Theme” e o tema do trailer do Skyward Sword. De cara, não achei nada demais a performance com uma qualidade aquém da perfeição de que se espera da Nintendo. Nem era grande pela limitação de espaço, e a própria técnica dos instrumentistas não é das melhores, com deficiências no violino e coro sem potência. Confirmando um rumor espalhado dias antes da conferência, tratava-se de um coral de estudantes. Você pode pensar que sou muito exigente e ter achado o máximo. Eu não me empolguei tanto assim.

Shigeru Miyamoto entrou no palco com o indefectível sorriso acompanhado por uma fanfarra da orquestra. Pouco depois, chamou o intérprete Bill Trinen, que tinha a irritante mania de não esperar o designer acabar de falar para começar a traduzir. Em um vídeo, não haveria o problema, porque o áudio do Miyamoto seria deixado em segundo plano. Duas vozes estavam no mesmo volume de altura, criando uma confusão mental digna da Torre de Babel. O criador da série ressaltou a importância das músicas para a experiência de Zelda e solicitou que a orquestra reproduzisse as breves melodias instantaneamente reconhecíveis. Foi tocada a vinheta da resolução de puzzles, da coleta de item especial e o tema da Fairy Fountain. Daí o Miyamoto solicitou que tocassem novamente a da coleta de artefato… para quê? O pedido aparentemente fugiu do combinado e pegou de surpresa a maestrina, que perguntou qual era a música. Para piorar, a flautista começou a tocar a Fairy Fountain até a orquestra entrar em sintonia.

Pularei as novidades referentes aos jogos – entre no Andria Sang (em inglês) se quiser se aprofundar –, para enfocar nos anúncios musicais. O mais inusitado: a turnê comemorativa The Legend of Zelda 25th Anniversary Orchestra Concert, que imaginava ser produzida por uma companhia japonesa, como a Company AZA, do Press Start e do Dairantou Smash Brothers DX Orchestra Concert. Conforme divulgado pelo OSV, a excursão é produzida pela JMP Productions, do Dear Friends: music from Final Fantasy, More Friends: music from Final Fantasy e Play! A Video Game Symphony – e aqui a minha expectativa caiu um bocado por causa do controverso CD, ainda que tenha apreciado os últimos arranjos da turnê. Terá passagens nos Estados Unidos, Europa e Japão, e a visita ao arquipélago nipônico já foi marcada para o dia 10 de outubro no Sumida Triphony Hall, com a Tokyo Philharmonic Orchestra sob a batuta de Taizo Takemoto. Ingressos de 1.500 a 3.000 ienes que estarão disponíveis para quem adquirir The Legend of Zelda Ocarina of Time 3D. Com isso, acredito que a JMP Productions será responsável somente pelas apresentações nos EUA.

Em seguida, foi a vez da divulgação de dois álbuns de game music, o que não me lembro de acontecer antes na E3. Um deles é baseado justamente na récita, com lançamento em conjunto com o The Legend of Zelda: Skyward Sword, que sai no final de 2011. O outro é o The Legend of Zelda Ocarina of Time 3D Official Soundtrack, disco promocional que pode ser conseguido via Club Nintendo.

[ATUALIZAÇÃO] O álbum terá 50 faixas no total, sendo que muitas jamais foram lançadas antes. O medley orquestrado que cito na sequência está incluso, assim como o encarte com ilustrações especiais para a releitura do 3DS e comentários do Miyamoto e do Kondo. Quem adquirir o Ocarina of Time 3D e ser filiado ao Club Nintendo pode seguir os passos no site e receber o disco gratuitamente.

The Legend of Zelda: Ocarina of Time 3D

Acabada a parte da E3, aproveito o ensejo para comentar o bate-papo do Iwata Asks com Koji Kondo e Mahito Yokota sobre o vindouro remake agendado para 19 de junho. Inicialmente, a trilha do Ocarina of Time 3D ficaria sob a responsabilidade de compositores novatos, e Kondo falou para Yokota os supervisionar, mas ele não conseguia só ficar olhando porque sempre foi fã de Ocarina of Time, então pediu que cuidasse de tudo. A intenção inicial era arranjar as músicas para modernizar os timbres. Com cerca de metade do trabalho pronto, Kondo disse subitamente para deixar fiel ao som do Nintendo 64…

Parece fácil pelo fato de as faixas soarem hoje passadas, porém foi realmente difícil recriar o áudio do N64 para um portátil como o Nintendo 3DS. A qualidade pode ser um pouco melhor no remake de acordo com Kondo, que deu os seus pitacos como autor da obra. Para ele, a ocarina da “Title Theme” estava muito alta, sem reverberação. Kondo queria passar a ideia que o instrumento fosse tocado de bem longe, no meio da floresta. Comentou-se que o jogo exigiu bastante capacidade do 3DS pelo dinamismo e interatividade das músicas, uma das grandes inovações do original, levando em consideração que os efeitos de som e outros ruídos precisaram ser readequados para a taxa de quadros por segundo, que passou de 20 para 30.

Yokota colocou uma faixa orquestrada no jogo e manteve o segredo para que os jogadores descobrissem… nem saiu e encontraram. Toca nos créditos e é um medley com a “Zelda’s Theme”, “Hyrule Field Main Theme” e “Overworld”. E já riparam. Se quiser ouvir por sua conta e risco, basta clicar no link para o Goear abaixo. Coloquei o trailer abaixo também.

“Staff Credits Theme” (The Legend of Zelda: Ocarina of Time 3D)

The Legend of Zelda: Skyward Sword

Na mesma entrevista, Yokota afirmou que trabalhou em dois Zeldas simultaneamente, sendo Skyward Sword o outro, logo depois do Super Mario Galaxy 2. Para o trailer da E3 2010, evento que revelou o jogo, ele discutiu com Miyamoto sobre a utilização de uma música orquestrada, mas Miyamoto-san não achou que seria necessário. Refresque sua memória:

No intervalo do verão japonês, finalmente decidiram colocar músicas orquestradas no Skyward Sword, e Yokota se juntou ao time, usando a técnica de carregar as faixas em streaming do Super Mario Galaxy. O toque mágico do Yokota na orquestração pôde enfim ser contemplado no trailer da E3 2011. Quanta diferença:

Agradecimentos ao DGC pelas dicas via e-mail.

[via Andria Sang, OSV, The Legend of Zelda 25th Anniversary Orchestra Concert, Iwata Asks; crédito da foto: AVS Forum]

Artwork do dia: 25 anos de Super Mario no traço de Miyamoto

Por Claudio Prandoni

Não é nenhum segredo: outro dia aí o Super Mario Bros., aquele primeirão mais clássico do Nintendinho e tal, fez 25 anos de vida com toda a pompa e circunstância.

Um dos muitos eventos para celebrar a ocasião foi uma festinha de aniversário super VIP na Nintendo World Store em Nova Iorque – aquela loja bacanuda oficial da Big N. Teve bolo, guaraná, muito doce e até o tio Shigeru Miyamoto, cortando bolo, assoprando velinhas e… fazendo esse sensacional desenho aí acima!

Adoro ver o traço original do Miyamoto-san, como ele dá uma personalidade toda única e divertida ao próprio filhote e coisa e tal. Por mim, poderia ser capa daquele pacotão especial de 25 anos do Super Mario, que sai aqui no Brasil em dezembro.

Cartões de Ano Novo gamers 2010: Shigeru Miyamoto

Por Claudio Prandoni

Que melhor maneira de fechar o ano do que com as artes dos mestres? Depois de Alexei destilar, digo, desfiar mais comentários em relação ao VGL, vamos agora com outro gênio à altura: um cartão de Ano Novo desenhado por ninguém menos que o guru Shigeru Miyamoto.

Uma rara chance de ver os irmãos Mario no traço do próprio pai – e um oportunismo muito oportuno do game designer de promover o título mais recente para Wii.

Artwork do dia: Super Mario World

Por Alexei Barros

Vixe, de novo eu subtraí a série prandonística… E de novo tem a ver com Mario, mas, por misericórdia, é uma antítese daquela aberração bigoduda empunhando um martelo. A simpática arte conceitual acima está escondida em um encarte de Super Mario World, álbum histórico de 1991, período em que a Nintendo ainda nos agraciava com excelentes versões arranjadas – hoje em dia ela mal lança os discos com as músicas originais.

No primeiro CD, onze releituras jazzísticas do tecladista Soichi Noriki de faixas de Super Mario World e também de Super Mario Bros. e Super Mario Bros. 3, interpretadas por talentosíssimos instrumentistas. Destacam-se o guitarrista Jun Kajiwara, o Mr. Shinsekai, de tantas participações em álbuns da SNK, e o experiente saxofonista Sadao Watanabe, atualmente com 75 anos, que ainda foi o produtor de som. Na produção geral, o big boss da game music, Koichi Sugiyama, de Dragon Quest, creditado como “Kohichi Sugiyama”. No outro CD, as originais de SMB, SMB2, SMB3 e SMW, todas criadas por Koji Kondo.

A ilustração de Mario tocando saxofone permaneceria escusa 17 anos depois se não fosse por Shigeru Miyamoto, que apresentou o Wii Music na conferência da Nintendo no lixo do mundo da E3 2008 vestindo uma camiseta com o mesmo desenho. Não que tenha aparecido muito durante o evento, já que a estampa está parcialmente encimada pela camisa aberta.


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