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A inesperada ressurreição sonora de Panzer Dragoon Saga 20 anos depois

Por Alexei Barros

Se hoje qualquer jogo de segunda linha tem trilha sonora orquestrada, na geração 32-bit a situação era bem diferente. Falando especificamente dos J-RPGs que apareciam aos montes na época, apenas alguns projetos tinham, quando muito, os temas de abertura e de encerramento com músicas de instrumentos reais, como Suikoden II, Final Fantasy VIII e Chrono Cross.

Graças ao lançamentos de álbuns e realizações de concertos, essas trilhas sonoras sintetizadas finalmente estão recebendo o tratamento que mereciam. Para comemorar os 20 anos do lançamento japonês do Panzer Dragoon Saga (no Japão o jogo se chama Azel: Panzer Dragoon RPG) neste 29 de janeiro, a compositora principal do RPG do Saturn, Saori Kobayashi, lançou o álbum Resurrection: Panzer Dragoon Saga 20th Anniversary Arrangement Soundtrack. O CD pode ser ouvido todo no Bandcamp (e comprado por 12 dólares). Uma versão em vinil está prevista para o dia 2 de abril. De acordo com Kobayashi, essa é a sonoridade que ela queria atingir 20 anos atrás, mas as limitações do Saturn e sua inexperiência não permitiram atingir na época.

Apesar da empolgação de ver um jogo tão de nicho sendo lembrado dessa forma, lamento o álbum não ser exatamente como eu gostaria. A primeira queixa é o fato de os arranjos não serem do Hayato Matsuo. A própria Saori Kobayashi foi quem arranjou as composições dela e da Mariko Nanba, a outra autora da trilha.

Além de Matsuo ser um orquestrador de mais alto gabarito, ele já participou da própria trilha original com o arranjo da canção “Ecce valde generous ale (Behold The Precious Wings)”. É dele também o arranjo da “Anu Orta Veniya” do Panzer Dragoon Orta do Xbox. E a outra reclamação é a performance não ser de uma orquestra completa, apenas de um quarteto de cordas, o Triforce Quartet, além de uma flauta e da vocalista Eri Itoh, a intérprete da “Sona mi areru ec sancitu (Art Thou the Holy One)”.

Apesar disso, não dá para negar que as 20 faixas da trilha escolhidas para o CD ficaram muito interessantes e talvez nem fosse vontade dela querer que as músicas soassem muito orgânicas, já que muitos elementos sintetizados ainda estão presentes. A própria disse na entrevista ao The Verge que a intenção era que os arranjos não fugissem da proposta das originais.

Grato ao Gagá pela dica e ao Vinicius por me chamar a atenção do álbum.

[via The Verge]

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