Posts Tagged 'Royal Philharmonic Concert Orchestra'

“Light Eternal” – Lightning Returns: Final Fantasy XIII (Distant Worlds 2014 em Londres)

Por Alexei Barros

Mais um segmento novo (ou já seria velho?) que eu quase passei batido – o número nem foi incluso nos lançamentos mais recentes do Distant Worlds. E trata-se de uma adição bastante curiosa por ser de uma sequência direta. Todos sabemos da dificuldade que é a turnê tocar músicas de jogos derivados ou spin-offs. Por exemplo, Final Fantasy X-2 nunca foi executado no Distant Worlds – a “1000 Words Orchestra Version” do FFX-2 apareceu por um milagre no Beginning of Fantasy, concerto realizado na Indonésia. E outro fato curioso é a escolha ser do Lightning Returns, sem passar antes pelo antecessor Final Fantasy XIII-2.

A “Credits – Light Eternal -“ original tem mais de dez minutos de duração e é um medley que contém trechos de músicas assinadas não só pelo Masashi Hamauzu, como também pelo Mitsuto Suzuki e Naoshi Mizuta. Este último e Yohei Kobayashi fizeram o arranjo da peça para o jogo. Porém, a performance do Distant Worlds compreende apenas os quatro minutos finais do tema de encerramento. Essa parte corresponde a uma variação mais calma do acelerado tema de combate “Blinded by Light”, já presente no repertório da turnê, tendo estreado no DVD Returning Home e depois aparecido no álbum Distant Worlds III. Ou seja, um número um tanto redundante. E não curto muito a ideia de a música inteira não ter sido executada na íntegra, assim como tinha acontecido com a “Ending Theme” do Final Fantasy VI.

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“Hymn of the Fayth ~ The Sending” – Final Fantasy X (Distant Worlds 2014 em Londres)

Por Alexei Barros

Este post deveria ter sido publicado uns quatro anos atrás (!), mas somente com os lançamentos recentes do Distant Worlds foi possível concluir que este é (ou era na época) um arranjo novo do Final Fantasy X.

Já existia uma versão a cappella “Hymn of the Fayth” (também conhecida por “Song of Prayer”) que o Masashi Hamauzu fez para o Voices. Eu só não tinha certeza se essa versão do Distant Worlds reaproveitava alguma coisa dessa partitura, mas não é o caso. Registrado em estúdio no Distant Worlds III e ao vivo no Blu-ray Distant Worlds: music from Final Fantasy The Journey of 100, o novo segmento na verdade foi arranjado pelo próprio maestro do espetáculo Arnie Roth e pelo filho Eric Roth.

Enquanto o arranjo do Hamauzu começa com todos os homens do coral e depois continua também com as mulheres, essa nova versão explora mais os solos dos coristas. A performance tem início com um solo de tenor entoando os versos com sílabas em japonês que não fazem sentido, mas escondem um significado seguido pela soprano.

O coral entra na parte que corresponde à “The Sending” e não existia na versão do Hamauzu por ter o acompanhamento da percussão, conferindo a atmosfera tribal tão presente em Final Fantasy X. Pessoalmente, tenho outras preferências na trilha do RPG do PlayStation 2 (não vou me estender para os jogos da geração 16-bit porque seria covardia), mas não deixa de ser uma música com um tom diferente e ameno em relação às faixas pomposas e bombásticas com coral.

– “Hymn of the Fayth ~ The Sending”
Originais: “Hymn of the Fayth” ~ “The Sending”

“Rose of May” – Final Fantasy IX (Distant Worlds 2014 em Londres)

Por Alexei Barros

Além da “Hunter Chance”, a turnê Distant Worlds acrescentou no repertório mais uma música do Final Fantasy IX que também estará registrada no álbum Distant Worlds III: a “Rose of May”. Trata-se de uma adição muito interessante: por ser um solo de piano, a faixa pede muito mais criatividade para o arranjo e a orquestração, e esse tipo de trabalho, quando bem executado, costuma resultar em peças fabulosas – vide a “Zanarkand” original no piano e a “Zanarkand” orquestrada.

Por isso, eu suponho que quem faz o arranjo da “Rose of May”, que estreou em novembro de 2014 na visita a Londres do Distant Worlds, não foi o maestro e produtor da turnê, Arnie Roth. Como disse dezenas de vezes, ele costuma ser o mais literal possível e um arranjo orquestral de um solo de piano exige alguém mais inventivo.

A peça não começa da maneira óbvia que seria apenas com o piano, mas, sim, com uma bela participação das cordas, da flauta e do oboé. Só depois o piano ganha mais destaque, com a bela melodia da “Rose of May”. Sem muita demora, as cordas divinas voltam, com o piano cintilante. Após um trecho de muita pompa, o piano retorna e a flauta fica encarregada de terminar a performance. Um belo arranjo, sem dúvidas.

“Hunter Chance” – Final Fantasy IX (Distant Worlds 2014 em Londres)

Por Alexei Barros

Já cansei de falar sobre minha preferência pelas eras 8 e 16-bit da série Final Fantasy e o quanto elas são negligenciadas nos arranjos para orquestra (nos últimos tempos, nem tanto, é verdade), mas isso não exclui o fato de que ainda há muitas músicas para serem exploradas da trinca de jogos para o PlayStation.

É o caso da “Hunter Chance” (também conhecida por “Festival of the Hunt”) do FFIX, que inacreditavelmente ainda não tinha sido orquestrada e enfim estreou na apresentação em Londres da turnê Distant Worlds em novembro de 2014. Só por causa daquela explosiva versão “Hunter’s Chance”, arranjada pelo Tsuyoshi Sekito para o segundo álbum dos The Black Mages, fico na expectativa por qualquer outro tipo de arranjo dessa composição.

A maior parte das últimas partituras têm sido preparada pelo próprio maestro e produtor da turnê, Arnie Roth, que costuma fazer um bom trabalho, mas nada no nível de um Shiro Hamaguchi, o principal arranjador de Final Fantasy nos espetáculos da série. Por conta desse solo de trompete no início eu arrisco dizer que não é o Arnie Roth, visto que não há esse elemento na música original e ele costuma fazer arranjos literais. Traduzida para orquestra, a faixa consegue manter a empolgação da original, com alternâncias entre as cordas, as madeiras e os metais – os trombones são os que mais se destacam. O áudio só ficou um pouco prejudicado por causa da percussão, mas o iminente álbum Distant Worlds III vai permitir saber melhor se o arranjo é bom mesmo, seja lá quem tenha feito.

“Balance is Restored” – Final Fantasy VI (Distant Worlds 2014 em Londres)

Por Alexei Barros

Além do “Character Medley”, o outro segmento do Final Fantasy VI que estreou na apresentação de agosto em Chicago da turnê Distant Worlds para comemorar o aniversário de 20 anos do jogo foi o “Balance is Restored”. “Balance is Restored”? Não há uma música com esse nome na Final Fantasy VI Original Soundtrack

No post anterior eu não havia dito que era a oportunidade perfeita para enfim orquestrarem a “Ending Theme” em seus 21 minutos de duração? Por ora, a “Balance is Restored” é o que chega mais perto disso, pois é o trecho original do tema de encerramento que começa por volta de 11 minutos – depois disso toca o tema principal da série. Está longe do que considero o ideal, que evidentemente é a música em sua totalidade, mas ao menos dá um gostinho. O arranjo me pareceu muito decente pelas ótimas participações da flauta e não feito no improviso como outros segmentos da turnê. Se não me equivoco, o desfecho dessa versão orquestrada não é similar ao da faixa sintetizada. Curioso para saber quem foi o arranjador.

Como no outro vídeo, a gravação foi feita na apresentação em Londres e está em boa qualidade.

“Character Medley” – Final Fantasy VI (Distant Worlds 2014 em Londres)

Por Alexei Barros

Em 2014, Final Fantasy VI comemora 20 anos de existência, e felizmente a turnê Distant Worlds não deixou essa data passar em branco implementando novos segmentos do jogo no programa. O número que mais me chamou a atenção foi o “Character Medley”. Parecia promissor: o RPG do SNES é conhecido até hoje pelo maior elenco de personagens jogáveis da série, alcançando um total de 14 heróis. Mas… O problema é que o medley faz referência a apenas três deles e mais o vilão Kefka. Com só isso, fica fácil reclamar de qualquer um dos temas que faltaram, mas às vezes sinto que sou um fã solitário da “Edgar and Sabin”

A decepção aumenta ainda mais porque essa era a ocasião apropriada para enfim orquestrar oficialmente a “Ending Theme” na glória dos seus 21 minutos de duração, com alusões a todos os temas dos personagens e transições já prontas na faixa original. Tudo bem que um colosso desse tamanho complicaria a montagem do programa e é difícil de arranjar tanto tempo para ensaiar em uma turnê, mas acho que valeria a pena o sacrifício.

Ainda se os temas dos personagens escolhidos para o “Character Medley” fossem inesperados… A composição “Terra” já aparecia em um segmento próprio desde o 20020220 e “Celes” é uma variação da “Aria Di Mezzo Carattere”, que abre a ópera exaustivamente reproduzida em concertos da série. E não vejo muito sentido em colocar “Kefka” aí no meio. Evidentemente ele é um personagem do jogo, mas se supõe que um medley assim faça alusão aos heróis, não ao vilão… Fora que o mesmo tema já apareceu em versões mais refinadas no “Encore: Final Boss Suite” do Symphonic Fantasies Tokyo e no “Final Fantasy VI Symphonic Poem (Born with the Gift of Magic)” do Final Symphony.

A única surpresa é “Locke”, cuja orquestração exaltou o heroísmo e coragem do personagem. Se a transição da “Terra” e da “Kefka” ficou ok, dessa segunda para a “Celes” há um vazio. A única passagem realmente competente é da “Celes” para a “Locke”, o que não é coincidência: essa é a ordem na qual os temas dos dois personagens aparecem na “Ending Theme”.

O arranjo foi tocado pela primeira vez em agosto de 2014, na apresentação do Distant Worlds em Chicago, mas esse vídeo gravado em Londres em novembro está em qualidade superior em relação aos registros que encontrei da estreia. A performance é da Royal Philharmonic Concert Orchestra.

“Character Medley”
“Terra” ~ “Kefka” ~ “Celes” ~ “Locke”

“The Mystic Forest” – Final Fantasy VI (Distant Worlds 2012 em Londres)

Por Alexei Barros

Completando o trio de adições inesperadas e bombásticas da turnê Distant Worlds em Londres, a Royal Philharmonic Concert Orchestra tocou também a fantasmagórica “The Mystic Forest” do Final Fantasy VI. A mesma faixa esteve presente na suíte da série no Symphonic Fantasies no arranjo de Jonne Valtonen que também contou com a participação assombrosa do coral – por isso, muitos consideraram essa abordagem uma reminiscência da suíte de Secret of Mana apresentada no mesmo concerto que trazia essa característica peculiar, considerando que a original não sugere vozes.

Desta vez, o arranjo instrumental, sem participação do coral, é obra de Hiroyuki Nakayama, que entre tantas releituras e performances para coletâneas de piano, já orquestrou músicas do Nobuo Uematsu nas trilhas originais do Blue Dragon e Lost Odyssey. A flauta faz a vez do timbre dominante da sintetizada com maestria, enquanto as cordas ajudam a sustentar o ambiente atmosférico. Sutis intervenções das madeiras também deixam o clima mais assustador neste competente arranjo.


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