Posts Tagged 'Quartet'

A hora [H.]

Por Alexei Barros

Chegou a hora de falar sobre a melhor banda de game music da atualidade (The Black Mages fica em um patamar inferior para ser sincero) e, quiçá, de todos os tempos (será que supera as da velha guarda, como S.S.T. Band, Kukeiha Club, Alph Lyla, Shinsekai Gakkyoku Zatsugidan?): a H. Nem um nome, nem uma sigla, apenas uma letra. Ponto.

Basta uma música combinar baixo acentuado (slap de preferência), metais de qualquer natureza (principalmente trompete e saxofone) e guitarra mais limpa – enfim, elementos que aparecem com fartura no jazz fusion nipônico –, que me torno uma presa fácil. Tudo isso é freqüente nas preciosas releituras da H., grupo formado por talentosos multiinstrumentistas da SEGA.

Hiroshi Miyauchi, o lendário Hiro da S.S.T. e das trilhas de Out Run, After Burner e outros Arcades do Yu Suzuki domina o teclado e, quando necessário, violão. Takenobu Mitsuyoshi (Daytona USA), era tecladista na S.S.T., mas agora fica no baixo e solta a voz de vez em quando. Mitsuharu Fukuyama é perito no trompete e também toca saxofone, trombone e ainda teclado. Hidenori Shoji, de F-Zero GX e da série Yakuza / Ryu ga Gotoku é apenas guitarrista. Somam-se Chiho Kobayashi, Keitaro Hanada e Takahiro Kai (os três na guitarra), entre outros.

Se você prestou atenção, perceberá que falta a bateria (atente na imagem ao lado). Não há baterista. Era uma suspeita que eu tinha quando olhava para as fotos e foi confirmada no único vídeo, pelo que é de meu conhecimento, da banda até agora. Todas as batidas são sintetizadas pelo teclado, nas gravações em estúdio ou mesmo nas apresentações ao vivo. No mínimo curioso. A bateria costuma ficar muito artificial quando simulada, como na série de álbuns Battle Perfect Selection da Konami ou no primeiro CD do The Black Mages. Na H. eu nunca descobriria a ausência somente ouvindo as músicas. Não sei qual milagre eles fazem para suprir a carência de um instrumento tão importante apenas na imitação.

Diferentemente das extintas S.S.T. Band e Kukeiha Club, que lançaram álbuns e mais álbuns, alguns com composições originais não-gamísticas – Blind Spot e Hope, respectivamente – a H. somente enxerta uma ou duas faixas por vez em cada OST ou caixa comemorativa. Os arranjos estão dispersos por vários CDs, o que dificulta a apreciação e mesmo o conhecimento da existência da banda – que raios representa essa letra você se perguntaria. Por isso, decidi agrupar as dez melhores da H. (por falar em Top 10, não deixe de passar no Gamer Lifestyle para ouvir o Game Music Podcast do mestre Fabão Santana) e os respectivos jogos e discos de onde provêm os arranjos. As imagens são aleatórias e não representam necessariamente as performances das músicas.

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Press Start 2007: o novo Orchestral Game Concert?


Por Alexei Barros

Em 1986, principiava com Dragon Quest Suite os concertos com músicas de jogos no Japão sob a batuta de Koichi Sugiyama. Três anos depois veio Final Fantasy Symphonic Suite, o primeiro de muitos da grife FF. A despeito do pioneirismo dos dois, foi a série Orchestral Game Concert que criou um novo paradigma em apresentações de game music.

Em vez de uma franquia, diversas, incluindo Dragon Quest e Final Fantasy, com ênfase em títulos do Super Nintendo. Pela primeira oportunidade se ouvia o tema do Super Mario Bros. tocado por uma orquestra. Melodias de jogos importantes daquela época também receberam arranjos sinfônicos, tais como The Legend of Zelda, Super Mario World, Yoshi’s Island, Donkey Kong Country, Chrono Trigger, Secret of Mana, Star Fox e Super Metroid. Lá que a ópera “The Dream Oath ‘Maria and Draco” do FFVI foi reproduzida na íntegra, com 23 minutos de duração. No total, cinco apresentações – de 1991 a 1995 –, que inspiraram a criação de outros concertos.

O legado foi herdado por Video Games Live (EUA), PLAY! A Video Game Symphony (EUA), que  organizam espetáculos em vários lugares do mundo, e Symphonic Game Music Concert (Alemanha) e o A Night in Fantasia (Austrália), que realizam uma apresentação por ano. Mas não havia proveniente do Japão de trilhas de empresas diferentes como o Orchestral Game Concert.

Não havia até o ano passado – onze anos depois do último OGC. Eis que surgiu o Press Start ~Symphony of Games~. O repertório estava longe de fazer frente ao OGC em termos de significância, apesar de  ICO, Zone of the Enders 2, Metal Gear Solid 2, OutRun e Zelda.

Pensei que seria uma apresentação única. Estava enganado. Nos dias 17 e 22 de setembro aconteceu em Osaka e Yokohama a edição 2007 do concerto organizado por Nobuo Uematsu, Masahiro Sakurai, Shogo Sakai, Kazushige Nojima e Taizo Takemoto. Os convidados? Yuzo Koshiro e Keiki Kobayashi. E como em 2006, tive a oportunidade de ouvir um bootleg. A qualidade é razoável para ruim, mas o suficiente para ter uma idéia da grandiosidade.

pressstart.jpg

O set list mudou completamente: apenas duas faixas foram reprisadas. Isso sim é renovação. Houve um avanço substancial em relação aos musicistas. No ano passado era apenas a Tokyo City Philharmonic Orchestra e eventuais solistas. Novamente sob a regência de Taizo Takemoto, desta vez formou-se a Press Start Gadget Orchestra, que combina instrumentos de uma orquestra erudita (cordas, metais, madeiras etc.) com a de uma banda (baixo, guitarra, bateria e teclado) – algo que é feito no Brasil pela Orquestra Jazz Sinfônica. Essa combinação permite executar músicas com muito mais impacto e também amplia a gama de melodias que podem ser interpretadas com fidelidade e perfeição. Também estreou um coral.

Minha empolgação foi tanta que preferi comentar cada uma das faixas da apresentação de Yokohama  (e uma exclusiva de Osaka) baseando-se no bootleg.
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