Posts Tagged 'Prince of Persia'

De como passei a me aventurar pelos jogos indie

Por Gustavo Hitzschky

É preciso conhecer para criticar, e com “criticar” quero dizer tanto elogiar quanto depreciar. Não posso dizer que um hipotético filme novo do Charlie Kaufman é bom sem tê-lo visto apenas porque até aqui gostei de tudo o que vi e que foi feito por ele. Assim como não tenho condições de afirmar que todos os livros do Paulo Coelho são horríveis, o que parece ser uma prática bem difundida no Brasil quando se trata desse autor. Mas me pergunto: quantas pessoas leram ao menos um livro dele até o final para poder vociferar tão incisivamente contra ele?

Isso não é uma indireta para ninguém – ou talvez seja para mim mesmo. Infelizmente, o preconceito de alguma natureza acaba acometendo a todos em maior ou menor grau em dado ponto da vida. Tudo bem. Não penso que seja fundamental tentar evitá-lo a qualquer custo – o importante é saber se desvencilhar dele.

Pode ser que o termo “preconceito” não seja o mais acurado nesse meu caso específico. Quem sabe “negligência” não fosse melhor? Fato é que durante muito tempo nunca cheguei a dar o mínimo de atenção para os ditos jogos indie, mas fico bem feliz de constatar que isso mudou.

E por que os ignorei? Lembro-me de ter escrito sobre as nossas falhas de formação e a quantidade imensa de games importantes que ainda estava por jogar. Corriji certas lacunas, porém me restam inúmeras. A desculpa seria mais ou menos essa: como me interessar por outro filão do mercado de videogames se precisa me aventurar por tanta coisa do mainstream? E digamos que foi por acaso que acabei mergulhando no mar dos indie para, quem sabe, nunca mais sair dele.

Se tiver paciência, vá para o salto dimensional e leia a minha epopeia indígena.

 

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A Night in Fantasia 2009: eminente só no mundo da fantasia


Por Alexei Barros

Parece até um milagre hoje em dia: o lançamento da gravação de um concerto com arranjos inéditos e exclusivos em meio ao oceano de restrições de direitos autorais que aterrorizam as apresentações de game music, a maioria com versões recicladas. Mas minha empolgação é contida. Serei franco: ainda que o currículo da Eminence seja respeitável, eles ainda têm muito o que aprender com a produção, organização e divulgação, áreas que resistem em permanecer com um pé no amadorismo. Por exemplo, o que aconteceu com Valkyria Chronicles e Diablo III no set list e o Hitoshi Sakimoto na plateia, que chegaram a ser anunciados no site oficial?

Vou além. Mesmo a performance, sempre exaltada, não é tão exímia quanto deveria. Isso me leva a questionar as autopropagandas e o hype exagerado  no site oficial, Facebook e Twitter – na maioria das vezes dispensáveis, como aqui –, e os elogios exacerbados do grande séquito de fanboys espalhados pelo mundo. Eu me incluía no grupo de admiradores (ainda me mantenho, com ressalvas) mais extasiado pelas exclusividades do set list (Final Fantasy XII e The Legend of Zelda: Twilight Princess especialmente) do que pela primazia ou arrojo da execução, muito porque os registros são escassos.

O CD duplo do A Night in Fantasia 2009, que foi oficialmente anunciado para sair no dia 8 de janeiro de 2010, atrasou um pouco, nada digno de nota. Uns dois meses. Quem comprou por pré-venda no site da Eminence recebeu o álbum no final de março e início de abril. Considerando que a apresentação ocorreu dia 26 de setembro de 2009, seis meses é um tempo habitual que separa o concerto do lançamento do CD, então por que anunciar a data de maneira tão precoce? Além disso, em um primeiro momento a gravação seria feita em estúdio, não ao vivo – felizmente a qualidade de áudio é elogiável, com alguns aplausos mais efusivos no final de determinadas performances.

Como fiz na ocasião do concerto, quando comentei sobre as músicas de uma gravação amadora, falarei sobre cada faixa do disco 1 intitulado “Symphonic selection from Video Games” – seleção porque Command and Conquer: Red Alert 3, Darksiders, God of War II, Dragon Age: Origins e Metal Gear Solid 2 / 3 não entraram no CD. O disco 2 traz os segmentos de animes que tomei a liberdade de passar batido. É uma mistura interessante de quatro seleções de jogos japoneses e duas de ocidentais, sendo que estas nunca foram lembradas em outra oportunidade.

Pelo título do post, alguns podem pensar que o CD é um desastre. Claro que não é assim. Tem pontos positivos e negativos. É bom, mas não é tão eminente como comento depois do Hadouken.

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Novos velhos mundos em primeira pessoa

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Por Claudio Prandoni

Volta e meia o site GamesRadar faz listas das mais variadas. Desta vez eles compilaram uma curtinha, mas bem curiosa e de resultado interessante: jogos clássicos que ficariam fanásticos em primeira pessoa – na opinião deles, claro. Provavelmente indo muito na senda e hype gerado por Mirror’s Edge.

Mais bacanas do que os argumentos são as imagens criadas para representar as idéias explicadas. A lista de games selecionados segue logo abaixo assim como as imagens.

– Pro Evolution Soccer
– Resident Evil
– Street Fighter IV
– Sonic
– Shadow of the Colossus

De todos eles creio que o mais bacana seria o Shadow of the Colossus – só intensificaria ainda mais a imersão – seguido de perto pelo Sonic, se o game fosse feito direito, claro.

E você, amigo leitor penitente? Qual mais gostou? E que jogo gostaria de ver também em primeira pessoa? Em tempos muito longínqüos eu responderia essa pergunta com Metroid, mas graças à Retro Studios posso sorrir sorridente. Escolho então a série Prince of Persia, ainda mais depois do excelente resultado visto em Mirror’s Edge de transpor o parkour – hoje tão patente em PoP – para a perspectiva em primeira pessoa.

Prince of Assassins, the Persia Creed

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Por Claudio Prandoni

O velho, misterioso e sorrateiro Altair está virando estrelinha do pop – e digo isso numa tentativa de piada de duplo sentido.

Depois de se esgueirar marotamente em Metal Gear Solid 4: Guns of the Patriots e ganhar um bonequinho de toelho Raving Rabbid – sobre os quais ainda comento aqui – o rapaz da Idade Média mostrará seu manto branco no iminente Prince of Persia.

O mais bacana é que a skin de Altair será um extra gratuito: para adquirir basta se registrar no site da Ubisoft e depois associar a conta à sua Gamertag na Xbox Live ou perfil na PSN para poder efetuar de graça o download.

Além de Altair, já está garantida uma skin do príncipe clássico da trilogia Sands of Time, assim como o visual da princesa Farah para a mocinha mágica Elika.


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