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“The Legend of Zelda Suite” – Zelda, Zelda II, Zelda: A Link to the Past, Zelda: Link’s Awakening e Zelda: Ocarina of Time (PLAY! 2007 em Estocolmo)


Por Alexei Barros

Há eras estou para publicar esta suíte, e achei o momento muito apropriado, às vésperas da realização do Symphonic Legends, o concerto em homenagem à Nintendo cujo segundo ato será reservado a 35 minutos de Zelda. Como no aguardado poema sinfônico da iminente récita, o segmento do PLAY! A Video Game Symphony é arranjado pelo Jonne Valtonen. Evidentemente, é muito menos ambicioso, com seis minutos de duração.

Trata-se da mesma apresentação do PLAY! da “The Revenge of Shinobi Suite” realizada em Estocolmo em 2007 que possui uma atuação exemplar da Royal Stockholm Philharmonic Orchestra. Zelda esteve ausente do duvidoso CD da turnê, diferentemente do Video Games Live, que conseguiu a licença para colocá-lo no Video Games Live: Level 2. Todavia, enquanto que o arranjo do VGL nada mais é do que uma transcrição da partitura do Orchestral Game Concert, aquela que já cansou faz tempo, a suíte do PLAY! é exclusiva e abarca outros jogos.

Como é de praxe nos trabalhos do Valtonen, todas as transições são bem acabadas, não há uma ponta solta sequer. Já a seleção de faixas, bastante variada, chama a atenção pela fartura de temas de tela-título. A reflexiva “Title Theme” do Ocarina of Time logo me vem à mente as tardes de 1998 em que observava a introdução com Link cavalgando na Epona no Nintendo 64… não foi o meu caso.

De um tema sereno para a pompa da “Title” do Zelda original a peça ganha em tamanho com a lembrança do tema principal, emendando com a muito bem-vinda “Underworld”, alarmante tema das dungeons. O terceiro e último tema de tela-título vem justamente do controverso Zelda II: The Adventure of Link, que de tão avesso à série a trilha nem é do Koji Kondo, mas do Akito Nakatsuka – e esta “Title” é ótima, por sinal. “Hyrule Castle” e “Overworld” do A Link to the Past não impressionam tanto como já estavam no Orchestral Game Concert (o arranjo não difere muito das versões “Hyrule Castle” e “Legend of Zelda Theme” do Toshiyuki Watanabe), o que não é o caso da essencial “Dark World”. No desfecho surge uma escolha incomum, a “Ballad of the Wind Fish” do Link’s Awakening, que tem a trilha do trio Kazumi Totaka, Minako Hamano e Kozue Ishikawa. Não é a suíte dos meus sonhos, mas procurou fugir do básico e óbvio com esmero.

- “The Legend of Zelda Suite”
“Title Theme” (The Legend of Zelda: Ocarina of Time) ~ “Title” ~ “Underworld” (The Legend of Zelda) ~ “Title” (Zelda II: The Adventure of Link) ~ “Hyrule Castle” ~ “Overworld” ~ “Dark World” (The Legend of Zelda: A Link to the Past) ~ “Ballad of the Wind Fish” (The Legend of Zelda: Link’s Awakening).

“The Revenge of Shinobi Suite” – The Revenge of Shinobi (PLAY! 2007 em Estocolmo)


Por Alexei Barros

Milagrosamente encontrei uma gravação amadora do PLAY! A Video Game Symphony em Estocolmo, Suécia, 2007, e é uma pena constatar que o controverso CD oficial (se é que dá para chamar um CD-R de oficial) não originou desse concerto, mas da apresentação na República Tcheca em 2008. De maneira muito clara nota-se que a performance da Royal Stockholm Philharmonic Orchestra no Stockholm Concert Hall – mesma orquestra e anfiteatro do Sinfonia Drammatica – foi muito,  muito superior em relação à Czech Philharmonic Chamber Orchestra. As seleções fugiram do lugar-comum, com Lost Odyssey, Shadow of the Colossus, The Darkness, e a maior prova é o encerramento do espetáculo com “Dancing Mad” em vez de “One-Winged Angel”. Bons tempos do PLAY!.

Uma das jóias foi a execução da suíte de The Revenge of Shinobi. Volta e meia colocava nos posts o link da “The Revenge of Shinobi Suite” tocada no Fourth Symphonic Game Music Concert (2006), que marcou a estreia do segmento, mas a a qualidade da gravação está deprimente, sobretudo na primeira parte.

Agora sim é possível desfrutar da suíte arranjada pelo próprio Yuzo Koshiro e orquestrada por Adam Klemens – melhor que isso só com uma gravação profissional. Vai saber se haverá um volume dois. O solo de flauta evoca a “Opening”, e as cordas se juntam numa sinergia contagiante que cresce até explodir, preservando a emoção da composição. Depois, uma emenda sutil para a “The Shinobi”, com as cordas pontuadas pela percussão. Novamente aumenta a proporção da peça, encerrando de maneira bombástica com “China Town”, que perdeu as batidas e a atmosfera oriental da original. É magnífica, suntuosa, apesar de ausências como “Long Distance” e “Terrible Beat”, entre outras – isso que dá o Koshirão não ter feito um álbum Symphonic Suite como ActRaiser.

- “The Revenge of Shinobi Suite”
“Opening” ~ “The Shinobi” ~ “China Town”


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