Posts Tagged 'Okami'



Press Start The 5th Anniversary: desfalcado, reverberado e abrupto


Por Alexei Barros

Arranjos exclusivos, fartura de jogos nipônicos, seleções obscuras… são alguns motivos para mostrar tanta admiração pela série de concertos Press Start, que conta com apresentações desde 2006 no Japão. A cada ano lamentava pela inexistência de CDs e DVDs, o que significava que as performances se perderiam no tempo e no espaço, exceto pelas gravações da plateia que surgiram em 2006 e 2007, sendo que de 2008 em diante não passou do terreno da imaginação.

Então o impossível aconteceu: em agosto foi anunciada a compilação comemorativa de aniversário Press Start The 5th Anniversary, à venda em 11 de setembro, dia da realização do Press Start 2010. Apesar de celebrar o quinto aniversário, o álbum mescla seleções de somente duas apresentações: do Press Start 2008, com a Kanagawa Philharmonic Orchestra no Bunkamura Orchard Hall, e do Press Start 2009, com a Tokyo City Philharmonic Orchestra no Tokyo Metropolitan Art Space. Sempre que um produto muito aguardado finalmente é lançado, vem a inevitável pergunta: a espera valeu a pena? Respondo de cara: não. O que leva a outro questionamento: “você ficava elogiando toda hora e agora vem dizer que não é tão bom assim?”. Calma.

À primeira vista chateia a pouca quantidade de faixas para uma coletânea: nove, em um total de 50 minutos – para efeitos de comparação, o Video Games Live: Level 2 e o Play! A Video Game Symphony Live estão entupidos até a boca, com 74 minutos. Ou seja, sobraram 24 minutos de CD. Se fossem segmentos de seis minutos, caberiam mais quatro faixas. Imagino a substância que trariam Out Run, Castlevania, Mega Man 2 e Wild Arms. Isso até daria para relevar.

O principal problema do álbum é a equalização equivocada, que conta com muita reverberação (valeu, 00Agent!), prejudicando a nitidez dos instrumentos, a ponto de parecer que a orquestra está muito mais longe do que verdadeiramente está. Fora isso, não existe a profundidade sonora que torna as performances orquestradas tão especiais. Ainda que gravado ao vivo, é inaceitável para um CD como ambas as apresentações aconteceram em salas de concerto, onde a arquitetura privilegia a acústica. Seria covardia comparar com o Symphonic Fantasies, um exemplo de perfeição entre os concertos de games. Para pegar um caso mais próximo, japonês, cotejo com o Monster Hunter 5th Anniversary Orchestra Concert ~Hunting Music Festival~, que, inclusive, aconteceu no Tokyo Metropolitan Art Space, o mesmo local do Press Start 2009, e viceja uma qualidade invejável de produção. Mais desanimador é que a reverberação exagerada persiste no Super Mario Bros. 25th Anniversary Special Sound Track Press Start Edition, que ainda farei um post específico.

Segundo, os arranjos não são tão bons quanto deveriam. As transições que reclamo tanto são irregulares em vários números do álbum. Não que sejam ruins, é que o Kazuhiko Toyama e o Nobuyuki Nakamura definitivamente não estão entre os melhores arranjadores do mundo. Falta polimento em muitas passagens e percepção de como encadear as músicas em um medley. Às vezes parece que as faixas e a sequência são pré-definidas por alguém e eles têm que se virar com isso, no momento em que mudanças e cortes poderiam ser feitos para o bem dos arranjos.

Mesmo assim, a track list foge do padrão do que se costuma ouvir nos concertos ocidentais. Importante ressaltar que o disco não representa a totalidade da experiência, como não há nada da Square Enix e da Nintendo. Depois do Hadouken minhas pútridas impressões do álbum que, mesmo com os já mencionados contratempos, tem os seus momentos.

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Press Start 2009: Portal e Okami

Por Alexei Barros

Cada vez mais soberbo, cada vez mais estupendo, cada vez melhor está o set list do Press Start 2009 ~Symphony of Games~. Dois novos reforços: pela segunda vez uma faixa de título americano (a primeira foi The Elder Scrolls IV: Oblivion em 2007) e a encantadora adição de um jogo-arte que não vendeu bem no Japão. Ou seja, as escolhas não são feitas considerando a popularidade dos jogos, mas a qualidade das músicas.

– Portal: “Still Alive”

PortalNão, nunca fui grande do tema de encerramento do Portal, mas no momento em que um concerto japonês seleciona uma faixa de um jogo ocidental, devo dar o braço torcer e reconhecer o talento do compositor Jonathan Coulton e a genialidade da canção. Nunca é demais lembrar que a música foi tocada na fantástica apresentação holandesa Games in Concert 3 (veja um trecho da performance, o único que encontrei, a partir de 2:23 aqui) em 2008.

Pelo que dizem (lamentavelmente ainda não joguei Portal por falta de tempo, apesar de ser possuidor da caixa alaranjada), o que há de mais criativo na “Still Alive” é a letra criativa entoada pela Inteligência Artificial GLaDOS, interpretada pela voz de Ellen McLain. Sendo assim, cantá-la em inglês perderia grande parte da graça. Mas não é o que vai acontecer. Kazushige Nojima, letrista de “Liberi Fatali” (Final Fantasy VIII), entre outras, traduzirá a canção para japonês. Quando jogou Portal na versão para PC, Nojima não só gostou do jogo, como ficou encantado com o tema dos créditos, o que certamente motivou a inusitada seleção.

– Okami: “The Beginning” ~ “Ryoshima Plains II” ~ “Reset” ~”Thank You” Version~

OkamiA obra de arte da Clover Studio que estreou no PlayStation 2 em 2006 e foi adaptada pela Ready at Dawn para Wii dois anos depois possui uma trilha sonora gigantesca, com 218 faixas espalhadas em cinco CDs. A baixa vendagem no Japão não impediu a realização do álbum Okami Piano Arrange e da inserção do jogo em um concerto oriental.

Nobuo Uematsu, agora teclando de Taiwan, enalteceu o charme do mundo virtual Nippon, em contraste com o uso exaustivo da Europa medieval como ambiente. Também elogiou a originalidade de Okami e o trabalho da Capcom, e espera que façam mais jogos únicos assim no futuro. E disse que também comprou e apreciou a Okami Original Soundtrack. Com tantas músicas para escolher, fiquei satisfeito com a lembrança da “Reset” ~”Thank You” Version~, que é uma versão instrumental da “Reset” da Ayaka Hirahara. Não tem como errar com a orquestração de uma canção J-Pop. Aliás, já havia postado a performance ao vivo da “Reset” em um show da cantora.

[via PRESS START]

Set list até o momento:

01 – Super Mario Bros.
02 – Persona 4
03 – Tales of Legendia
04 – Rhythm Heaven
05 – Ore no Shikabane o Koete Yuke
06 – NES Medley
07 – Ace Combat Zero: The Belkan War
08 – Fantasy Zone
09 – Otogirisou e Kamaitachi no Yoru
10 – Suikoden

Artwork do dia: Okami by ~fightingfailure

okami_v_1_3_final_by_fightingfailure

Por Claudio Prandoni

Para animar os ânimos animados: uma linda, vibrante e colorida arte da loba divina Amaterasu, de Okami. Obra do norte-americano Benji, que na galeria digital deviantART usa o nome de ~fightingfailure.

Tatsunoko vs. Capcom Opening + spoiler do chefe final

Por Claudio Prandoni

Dois dias. Dois. Dias. Nada mais.

Logo menos finalmente poderemos colocar as mãos no já fantástico Tatsunoko vs. Capcom (ou ao menos tentar, né).

Não tenho palavras para descrever minha ansiedade. Assim, deixo o vídeo acima falar por mim – nada menos do que a abertura do game (dica valiosa dada, para variar, pelo mestre Fabão).

Porém, logo depois do salto dimensional tenho algo para falar – mas contém SPOILERS MEGA MASTER MALVADOS, cuidado!

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“Reset” – Okami (Ayaka Hirahara Live Tour 2006 “Yottsu no L” at Nippon Budokan)

Por Alexei Barros

Okami ainda está na lista de jogos que preciso terminar. A desculpa era de que esperava pela versão do Wii – e agora não tenho mais o que perder tempo. Em compensação, dei a devida atenção à trilha sonora, em especial ao tema J-Pop, apesar de o gênero não constar nas minhas especialidades (como se eu tivesse uma).

Além de presente no jogo, “Reset”, é a quarta faixa do CD Yottsu no L da cantora Ayaka Hirahara. Incorporando sons de instrumentos tradicionais japoneses, a canção é afável, realmente bela.  “Reset” também está presente em um compassivo solo de piano da Mika Matsuura no álbum Okami Piano Arrange.  A versão que mais aprecio é a “Reset”~”Thank You Version”, releitura instrumental de Hiroshi Yamaguchi também inclusa  no game, e que ficaria muito agradecida em receber orquestação. Pior é que o fracasso comercial de Okami no Japão diminuiria as chances de ouvi-la em um concerto nipônico. Quem sabe em algum ocidental…

Em outros posts eu pincelei (rá) algumas músicas de jogos que surgiram em meio a shows não-gamísticos. De fato, isso é bem raro no ocidente e um um pouco menos no Japão, mas em se tratando de J-Pop, nem tanto, como é o caso dessa apresentação da Ayaka Hirahara:

 


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