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UOL Jogos entrevista Norihiko Hibino

Por Alexei Barros

Hoje se encerra em São Paulo a turnê brasileira de uma semana e quatro apresentações do Video Games Live, e a maior atração de 2009 indubitavelmente é Norihiko Hibino. Aproveitando a breve estadia no país do músico com participações em Metal Gear Solid 2, 3 e 4 (neste chamado às pressas), o sólido confrade hadoukeniano Claudio Prandoni fez uma entrevista em vídeo pelo UOL Jogos. Falando sobre as preferências e ambições, me chamou a atenção que Hibino diz que gostaria um dia de escrever uma trilha para um RPG. Não é exatamente um RPG, mas ele criou as músicas para o RPG estratégico Elvandia Story, que tem os temas de abertura e encerramento de Noriyuki Iwadare. Sem mais delongas, assista à entrevista com o compositor, saxofonista e por vezes regente Norihiko Hibino:

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Lembrete: a turnê brasileira do Video Games Live 2009 – e com o sólido advento de Norihiko Hibino


Por Alexei Barros

Depois das idas e vindas, encontros e desencontros, enfim começará a excursão do Video Games Live no Brasil em 2009, a maior já realizada no país em um total de quatro apresentações. Se Brasília (2007 e 2008) e Curitiba (2008) ficaram de fora, Belo Horizonte e Salvador estreiam. Rio de Janeiro, a única a ter o show desde 2006, e São Paulo, que retorna à cena após ausência em 2008, completam o quarteto. Cada apresentação terá a abertura realizada por uma banda de fãs diferente, exceto Salvador, a saber:

Belo Horizonte, no Palácio das Artes – 30/09 (quarta): Abreu Project
Salvador, no Teatro Castro Alves – 01/10 (quinta)
Rio de Janeiro, no Canecão – 04/10 (domingo): Game Boys
São Paulo, no HSBC Brasil – 07/10 (quarta): MegaDriver

Em todos os espetáculos, a performance será da Orquestra Simphonica Villa-Lobos, com os seus 43 integrantes sob a batuta do maestro Emmanuel Fratianni, que colaborou com a trilha de Advent Rising na companhia de Tommy Tallarico. Até onde eu sei, Jack Wall não virá. Nem Martin Leung. Tampouco Piano Squall. Não sei se haverá algum solo de piano dessa vez.

A jovem americana Laura Intravia, de 22 anos, conhecida pela alcunha Flute Link, fará um segmento cômico, vestida a caráter em que ela toca músicas da série Zelda na flauta com o playback de fundo. Pelo que vi no vídeo da performance de Chrono Trigger & Cross em Augusta, Intravia também participa com a flauta nos trechos de “Wind Scene” e “Scars of Time”. Não veja o vídeo caso queira preservar a surpresa.

Norihiko HibinoAlém desses, vai vir um japonês… um tal de Norihiko Hibino. Quem é afinal? Ele participou das trilhas de Metal Gear Solid 2, 3 e 4, por sinal jogos feitos por um designer obscuro… Hideo Kojima acho que é o nome dele. O Hibino também compôs para Zone of the Enders 1 e 2, Ninja Blade e Bayonetta, e até tocou com o Akira Yamaoka no Hyper Game Music Event 2007 e com um certo Yuzo Koshiro no Hyper Game Music Event 2008, nada muito digno de nota.

Falando sério, não compreendo como uma atração como esta – um compositor, ainda mais dessa envergadura, e não um fã – não é divulgada da maneira apropriada. Revoltantemente, no site brasileiro não há uma menção sequer, somente no release, isso que eu acho que a página deveria abrir com uma foto ou vídeo dele comunicando a boa-nova. Como nos shows em Cingapura e Tóquio, ele virá especialmente para tocar saxofone na versão instrumental de “Snake Eater” de Metal Gear Solid 3. Isso que quando o Hibino participou pela primeira vez do VGL eu disse: “Antes que você se anime, achando que a música vai ser tocada no Brasil…”.

À parte o Hibino, não consigo ficar empolgado com o todo, como é um show voltado para o público casual do casual com performances dúbias e amparadas por playback. De acordo com o release de imprensa, 30% do repertório será inédito no Brasil, o que deverá se traduzir nas novidades arroladas abaixo. Alerto que não é plenamente confirmado, são meros palpites meus. Do Halo 3: ODST a música tem pouco mais de um minuto, do Chrono eu já cansei de explicitar a minha abominação, do Mega Man é mediano, da “Snake Eater” gostei, apesar da ausência do vocal, e do Shadow of the Colossus ainda não encontrei nenhum vídeo da apresentação japonesa para saber como ficou. No mais, são os números manjados de Mario, Zelda, Halo, Warcraft, Kingdom Hearts, Sonic, Metroid, Castlevania Rock etc. Guitar Hero: Van Halen estará a livre disposição antes do show com as canções “Jump”, “Eruption” e “Ain’t talking about love”.

“Prepare to Drop” (Halo 3: ODST)
Chrono Trigger & Cross Medley
Mega Man 2 & 3 Medley
“Snake Eater” (Meta Gear Solid 3: Snake Eater)
– Shadow of the Colossus

[via release]

“Snake Eater” – Metal Gear Solid 3: Snake Eater (VGL 2009 em Cingapura)

Por Alexei Barros

Um dos fatores que sempre me queixei no Video Games Live é a ausência quase que completa de compositores japoneses nos eventos e nas performances. Que me desculpem os ocidentais, mas os nipônicos são, a meu ver, os mais talentosos. As aparições do Koji KondoJun Senoue no VGL 2007 em São Francisco foram milagrosas. Até por isso, pela falta de identificação do show com o Japão, causa tanta incerteza a realização do VGL em Tóquio.

O PLAY! A Video Game Symphony – não resisto à tentação de comparar as duas turnês mundiais –, em contrapartida, não só tem o costume de trazer diversos japoneses (o PLAY! de estreia, que aconteceu em Chicago em 2006, teve a proeza de reunir o dream team da game music oriental Nobuo Uematsu, Koji Kondo, Yasunori Mitsuda, Yuzo Koshiro, Akira Yamaoka e Takenobu Mitsuyoshi), como muitas vezes os próprios compositores participam da performance. Exemplo: Akira Yamaoka na guitarra de “Theme of Laura”.

As participações especiais do VGL se resumem a fãs que, com todo o respeito, são apenas fãs. Ocasionalmente, eles podem até tocar melhor (claro que o Martin Leung toca o tema do Mario mais rápido que o Koji Kondo), mas ter os compositores na execução confere singularidade ímpar. Então chegamos ao momento raro: compositor japonês em um palco do Video Games Live. Norihiko Hibino no saxofone de “Snake Eater”.

Minha hesitação quanto à instrumentação se confirma. No palco, não há guitarrista. Não há baixista. Não há baterista. Enfim, não há banda. Como de praxe. E o que causa maior espanto: não há sequer uma cantora. Além disso, como o VGL tem o reprovável hábito de usar playback, não dá para saber o que está sendo feito na hora (a bateria, o baixo e até os enfeites da introdução no piano em 1:00 e 1:11 são aparentemente sintetizados).

Mas eis que vejo Hibinão, o autor da música, entrando com o seu inebriante saxofone que faz a vez do vocal, e que só não é melhor ouvido por causa da gritaria do público no meio da performance, ainda que justificada. Dentro dos padrões do VGL, é surpreendentemente fantástico.

VGL em Cingapura terá Norihiko Hibino e… “Snake Eater”

Norihiko Hibino
Por Alexei Barros

Notícia para deixar os fanboys do Video Games Live (grupo o qual eu não me incluo) empolgados: na próxima apresentação do show, que acontecerá dia 19 de junho no Singapore Indoor Stadium em Cingapura, com participação da NUS Symphony Orchestra, o compositor e saxofonista Norihiko Hibino estará presente como convidado, e tocará a “Snake Eater” de Metal Gear Solid 3: Snake Eater, a jazzística canção à la James Bond que ele mesmo compôs.

Antes que você se anime, achando que a música vai ser tocada no Brasil (em 2009, por enquanto só no Rio de Janeiro), é muito provável que será uma performance exclusiva do local, como o Richard Jacques no VGL em Londres em 2007. Em meio ao básico do básico do básico do set list mainstream do espetáculo, não deixa de ser interessante, ainda que única, depois de tantas adições bizarras e puramente comerciais. Ficarei atento para eventuais vídeos no YouTube, embora mantenha os dois pés atrás quanto à instrumentação completa para a execução da música.

[via VGL]

“Metal Gear Solid 3” – Metal Gear Solid 3: Snake Eater (VGO @ Berklee Performance Center)

Por Alexei Barros

Havia postado antes a performance do mesmo medley do Metal Gear Solid 3 tocado pela Video Game Orchestra, mas o vídeo a seguir é melhor em todos os aspectos, principalmente pela gravação decente.

Continuo achando a segunda transição áspera demais, só que a performance da “Snake Eater” é o que mais sobressai. Aliás, melhor seria se tocassem apenas a canção à la James Bond em vez de enfiá-la no meio da “Metal Gear Solid” Main Theme (Metal Gear Solid 3 version).

Guitarra e bateria sensacionais. Conforme escutava, fiquei impressionado com a performance vocal, afinal estava muito boa para ser de uma amadora. Que amadora que nada. Quem interpreta a “Snake Eater” neste vídeo é a harario, cantora japonesa que tem acompanhado o compositor Norihiko Hibino em muitos dos trabalhos, como no álbum solo AKASHI.

– “Metal Gear Solid 3”
“Metal Gear Solid” Main Theme (Metal Gear Solid 3 version) ~ “Snake Eater” ~ “Metal Gear Solid” Main Theme (Metal Gear Solid 3 version)

“Metal Gear Solid 3” – Metal Gear Solid 3: Snake Eater (VGO Concert Fall 2008)

Por Alexei Barros

Mais uma amostra de ousadia da Video Game Orchestra: enquanto a maioria dos concertos profissionais se sente satisfeita com “Metal Gear Solid Main Theme” do MGS2, a orquestra amadora partiu para MGS3. Não só tocaram “Metal Gear Solid” Main Theme (Metal Gear Solid 3 version), como em seu entremeio enxertaram “Snake Eater”. Aí beira o problema: a primeira transição está até aceitável, mas a segunda é extremamente súbita. Faltou polimento. Em compensação, os metais seguraram bem as notas mais agudas do tema à la James Bond, e a cantora me convenceu pela segurança e desenvoltura.

“Metal Gear Solid 3”
“Metal Gear Solid” Main Theme (Metal Gear Solid 3 version) ~ “Snake Eater” ~ “Metal Gear Solid” Main Theme (Metal Gear Solid 3 version)

Yuzo Koshiro, Norihiko Hibino, Motoi Sakuraba, Koji Hayama e quatro compositores da SNK em Yuusha 30

Yuusha 30
Por Alexei Barros

Fiquei sabendo do Yuusha 30 pelo Continue. Apesar de curiosa, a proposta não me cativou pela efemeridade. São quatro jogos em um: RPG, shmup, ação e estratégia, sendo que cada game você testa (dá para falar que joga?) em sessões de 30 segundos. Até aí me passaria batido.

Mas ouvir nesses meio minutos composições dos mestres supracitados muda tudo. O time de músicos do projeto da Marvelous para PSP é um dos mais inusitados dos últimos anos. Não porque terá Yuzo Koshiro (Streets of Rage), Norihiko Hibino (MGS2 e 3), Motoi Sakuraba (Star Ocean) e Koji Hayama (Cho Aniki). Mas porque trará o quarteto na companhia de mais quatro talentosos e misteriosos compositores da SNK: Yasuo Yamate, vulgo Tate-Norio (The King of Fighters e Sengoku Denshou); Yasumasa Yamada, o Yamapy-1 (Samurai Shodown e Art of Fighting); Hideki Asanaka, também conhecido como SHA-V (The King of Fighters e Fatal Fury) e Takushi Hiyamuta, o Hiya (Metal Slug, Cosmic Cop). Para completar, The Engines. Não me pergunte o que é.

Conforme vou apreciando as músicas, como é o caso dos jogos com a assinatura da Shinsekai Gakkyoku Zatsugidan, sempre procuro pesquisar sobre os compositores para descobrir mais informações do universo musical-gamístico. Agora o pessoal da SNK é quase impossível. Além de se esconderem por trás desses pseudônimos malditos, o que dificulta saber o nome verdadeiro deles, não há nem fotos. Será que eles existem mesmo? Quem sabe se vier a OST do Yuusha 30 a situação não melhora. Torço para um encarte recheado de biografias em japonês.

Como cada vez mais fã do Koshirão, meu palpite é que ele vai sobressair dentre todos os envolvidos, porque nos primórdios da sua carreira se destacava justamente por fazer melodias memoráveis com músicas de looping diminuto, como atestam “The Syonin” (Ys) e “Long Distance” (The Revenge of Shinobi).

[via SEMO]


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