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Press Start 2010: Chrono Trigger & Cross, NES Medley, Muramasa: The Demon Blade e Mother

Por Alexei Barros

Desde que o site oficial do Press Start 2010 foi inaugurado para a revelação do concerto tudo estava inerte, às moscas, mesmo tendo passado muito tempo após o fim da eleição da reprise que findou dia 30 de abril. Até que hoje a página foi atualizada não com um, nem dois, mas já adiantando quatro segmentos do programa, infelizmente sem detalhar quais as faixas de cada número como em 2009. E os ingressos estão à venda. Não fiquei muito empolgado com as novidades (ou seriam meias-novidades?), com exceção de uma deveras interessante que constava na minha wishlist. Além dos comentários dos organizadores foram publicadas mensagens dos fãs. Vamos ver o pouco que entendi:

– Chrono Trigger & Cross

De novo? Será a terceira vez que o Press Start toca algo da série. Em 2007 foi um segmento arroz com feijão do Trigger, adaptado do Orchestral Game Concert 5, e em 2008 um medley abarcando músicas também do Cross que foi executado no bis. Trata-se de uma das reprises escolhidas pelo público, e me refiro evidentemente ao medley que há dois anos foi presenciado por Yasunori Mitsuda. De acordo com o maestro Taizo Takemoto, a performance foi bem recebida na ocasião e ainda impressiona. A título de curiosidade, eis a seleção:

“Epilogue ~ To Beloved Friends” (Chrono Trigger)
“Chrono Trigger” (Chrono Trigger)
“Frog’s Theme” (Chrono Trigger)
“Decisive Battle with Magus” (Chrono Trigger)
“Radical Dreamers” (Chrono Cross)
“To Far Away Times” (Chrono Trigger)
“The Scars of Time” (Chrono Cross)

Não apenas pelas faixas, principalmente pelo arranjo, se é que dá para considerar muito o que escutei pela apresentação chinesa do Press Start, não tem nem comparação com a “Fantasy III (Chrono Trigger & Cross)” do Symphonic Fantasies. Justo por isso que não consigo ficar animado, ainda mais sendo uma reprise.

– NES Medley

Em 2009, o Press Start estreou um segmento que mais se aproxima do Video Games Live pela interação com o público. Era um medley de jogos do NES, não só da Nintendo como de outras produtoras. Conforme se ouvia a música, o espectador era instigado a acompanhar a melodia com as palmas caso a reconhecesse até que o telão mostrava o nome do jogo para conferir se estava correto. Foram duas configurações diferentes para cada apresentação, tarde e noite, com seleções interessantes, como Kid Icarus, Ghosts ‘n Goblins, Mappy e Yie Ar Kung-Fu. A fórmula deu certo de acordo com o roteirista Kazushige Nojima. E se entendi corretamente, os títulos deste ano serão diferentes. Ainda bem!

– Muramasa: The Demon Blade

Opa, aqui começou o Press Start 2010. Antes de mais nada, é preciso frisar este momento raro da natureza porque enfim um concerto japonês profissional vai tocar Hitoshi Sakimoto! Ogre Battle, Final Fantasy Tactics, Valkyria Chronicles e, claro, Final Fantasy XII seriam algumas das escolhas que se imaginaria em um primeiro momento, mas o que importa no caso não é o compositor, e sim um estilo preponderante da trilha do jogo de plataforma do Wii conhecido no Japão como Oboromuramasa, que foi recomendada a mim pelo Farley. Seguindo a tradição iniciada por Samurai Shodown (2008) e Okami (2009), o segmento de Muramasa: The Demon Blade trará na companhia da orquestra, instrumentos nipônicos tradicionais, como o shamisen.  Se compreendi bem o texto do Masahiro Sakurai, será um medley com duas faixas, “Introduction” e “Impermanence”, ambas de autoria do Sakimoto – outros instrumentistas do estúdio Basiscape o auxiliaram neste trabalho.

– Mother

Dos retornos foi o que mais gostei, afinal aquele sensacional “Mother Medley” é do hoje longínquo Press Start 2006. E detalhe muito importante: o arranjo será totalmente inédito, é intitulado “Mother 2010”, e possui músicas do primeiro Mother e não do Earthbound e Mother 3 como há quatro anos. Shogo Sakai, que muito provavelmente é o arranjador, lembrou que a “Eight Melodies” é utilizada no aprendizado de música no Japão e recordou do álbum Mother de 1989, ressaltando a vocalista e o coral de crianças. Será que o segmento deste ano terá os mesmos elementos?

[via PRESS START]

Press Start 2009: a nostalgia em forma de concerto


Por Alexei Barros

Enfim foi revelado em mais detalhes o concerto de games que tenho mais expectativa em 2009. Concerto que não verei e muito provavelmente nem ouvirei. E se escutar deve ser com qualidade inferior. Então por que se empolgar com algo tão distante?

Press Start ~Symphony of Games~ é o pináculo da nostalgia auditiva. Não se restringe somente em reproduzir músicas gravadas em estúdio ao vivo. A maioria dos segmentos é formada por arranjos exclusivos que entrelaçam faixas já orquestradas, como o medley do Super Mario Galaxy em 2008 que envolveu quatro temas, ou que reúnem orquestrações de composições antigas, a exemplo de obras-primas como “Shooting Medley” em 2007, ainda que inegavelmente as transições abruptas venham se tornando uma marca negativa.

O repertório é simplesmente imbatível. E também o mais abrangente de que se tem notícia, com músicas de diversificadas produtoras: Konami (Metal Gear Solid 2, Zone of the Enders: 2nd Runner, Castlevania), Capcom (Ace Attorney, Monster Hunter, Mega Man 2), SEGA (OutRun e Sonic), Namco (Ace Combat Zero), Falcom (Ys), SNK (Samurai Shodown), Sony (LocoRoco, ICO, Shadow of the Colossus), Nintendo (Mario, Zelda, Mother, Fire Emblem, Super Smash Bros. Brawl), Square Enix (Final Fantasy, Chrono, Kingdom Hearts, Romancing SaGa)…

Dito isso, não tenho mais dúvidas de que a série Press Start já superou, pelo menos em variedade, a antológica saga Orchestral Game Concert (1991-1995) pioneira ao reunir jogos de diversas empresas, mas limitado, em sua maioria, a Nintendo (Mario, Zelda, Super Metroid, Donkey Kong Country, Star Fox, Earthbound, Kirby, Stunt Race FX, Sim City), Squaresoft (Final Fantasy, Seiken Densetsu, Chrono Trigger), Enix (Dragon Quest, Paladin’s Quest, Lennus II, EVO: Search for Eden), Koei (Romance of the Tree Kingdoms, Nobunaga’s Ambition, Uncharted Waters) e ASCII (Wizardry). Comparo as duas porque não houve um concerto japonês de várias franquias no interregno entre 1996 e 2005.

Diferentemente do OGC, as apresentações do Press Start não foram publicadas em CD. O motivo mais provável para a inexistência da gravação oficial é o entrave de direitos autorais encabeçado por Square Enix e Nintendo, que não permitem o lançamento de discos com músicas de outras empresas.

O que resta? Os bootlegs. Como já disse, não é apenas ouvir a reprodução de faixas originais com reverberação, mas testemunhar jóias exclusivas que se perderiam no tempo. Exemplo: “Splash Wave” do OutRun orquestrada em 2006. Aliás, o fato de ficar estupefato – ao menos falo por mim – somente ouvindo uma gravação amadora, com toda a limitação de captação de áudio, mostra a genialidade do concerto. Se em 2006 e 2007 (e das duas apresentações, realizadas em Osaka e Yokohama) pudemos conhecer os arranjos por clemência de uma alma caridosa, em 2008 não tivemos a mesma sorte, pelo menos até agora, uma vez que os ingressos acabaram em questão de horas, impossibilitando a presença do bootlegger dos anos passados. Parte da frustração foi minorada pela versão chinesa, que mostrou não só set list diferente, como esteve longe de repetir a primazia nipônica.

Após o extenso introito, vamos finalmente para as informações da quarta edição da série produzida por Nobuo Uematsu, Shogo Sakai, Kazushige Nojima, Masahiro Sakurai e Taizo Takemoto. O Press Start 2009 ~Symphony of Games~ acontecerá no dia 2 de agosto, um domingo, com performance da Tokyo City Philharmonic Orchestra, a mesma do Press Start 2006, no Tokyo Metropolitan Art Space, local onde ocorreu recentemente o Monster Hunter Orchestral – 5th Anniversary Concert. Para evitar que o esgotamento instantâneo de ingressos se repita, serão realizadas duas apresentações nesse mesmo dia, a primeira às 14 horas locais e a outra às 18:30. Há entradas de 5.500 ienes (em torno de 118 reais) e 7.500 ienes (161 reais).

Em vez de revelar segmento por segmento tal qual em 2008, modelo que em muito me agradou, em 2009 já foi anunciada meia-dúzia, permanecendo a dúvida de como serão apregoados os restantes: um por um ou em grupos de seis. Em alguns casos, até mesmo as faixas foram detalhadas. Três estão relacionados com a Nintendo, então suponho que nada mais da produtora deve aparecer, ou seja, não será esse ano que haverá Metroid ou Donkey Kong. Eis as seleções após o Hadouken:

Agradecimentos ao Fabão pela descoberta transmitida pessoalmente e pelos detalhes na tradução.

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Mouse para o NES

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Por Claudio Prandoni

O acessório é só uma arte conceitual em 3D, mas é tão bem feito e simpático que poderia muito bem ser de verdade. Ou quem sabe a Nintendo não faz algo assim para o Wii e vende via Club Nintendo e tal.

Eu compraria. Ou tentaria. Ou ao menos ficaria muito na vontade.

Trata-se de um trabalho feito por um cara que se auto proclama mousevomit – não consegui descobrir o nome real dele.

Já a excelente dica e nossos muito agradecimentos vão para o leitor Fernando Cesar. Valeu!

Comerciais gamers: Crystalis

Por Alexei Barros

Pode parecer inacreditável. A SNK fez um RPG. Na verdade, um RPG de ação. O nome é Crystalis, saiu para NES em 1990, e mais incrível: é um jogo bom pelo pouco que testei. Tanto é que a Nintendo comprou a licença e fez uma adaptação em 2000 para Game Boy Color. Depois nunca mais se viu. O comercial é da época do lançamento original, então não espere grande coisa: efeitos especiais de quinta categoria, monstros grotescamente animados e um herói trajando uma fantasia comprada na seção infantil de um supermercado.

Comerciais gamers: rap nerd de The Legend of Zelda

Por Alexei Barros

Depois de longa espera, finalmente colocaremos aqui o insólito rap de The Legend of Zelda: A Link to the Past que o fezones lembrou há tempos. Mas você ainda terá de esperar um pouco – Link Prandoni colocará na sequência se tudo der certo –, porque achei melhor antecedê-lo com um dos comerciais mais grotescos de todos os tempos.

É do The Legend of Zelda original. Uma figura loira altamente torpe, de óculos e calça pula-brejo, entoa um rap dantesco. Faltaram as erupções cutâneas pipocando na face, já que o intento parecia ser recriar o estereótipo. Precisava de uma vergonha dessas, Nintendo?


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