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Músicas que não podem faltar no VGL – Parte 15

Por Alexei Barros

Não agüentava mais os elogios de tantas pessoas na convivência diária e também do nosso fiel comentarista Geraldo Figueras. Fui intimado a concluir o primeiro ano de direito (já comecei o segundo inclusive) e condenado a virar fã da série Ace Attorney, que já se tornou uma das minhas favoritas da Capcom. Impossível não se encantar com Phoenix Wright transpirando de desespero ou batendo com os dedos no papel convicto de que aquela é a prova cabal; o detetive Dick Gumshoe e as caretas e tiradas impagáveis; Miles Edgeworth apoiando as mãos na mesa em estado de pânico, e Manfred Von Karma ao mostrar a sua petulância quando dá ordens para o juiz. Citei quatro personagens e daria para falar de todos.

Antes de terminar o Phoenix Wright: Ace Attorney, eu havia me interessado pelas músicas da série ao ver o envolvimento do nome de Noriyuki Iwadare no álbum Gyakuten Saiban Orchestra Album ~Gyakuten Meets Orchestra~. Gostei. Citei a “Naruhodou Ryuuichi ~ Objection!” na Parte 8. E gostei mais ainda do Gyakuten Saiban Jazz Album ~Gyakuten Meets Jazz Soul~. Depois ouvi mais uma vez as faixas orquestradas do primeiro capítulo. Parei. Infartei. É outra história conhecer as originais do Masakazu Sugimori (participou de Viewtiful Joe 1 e 2), vivenciando as peripécias dos julgamentos, e perceber como as sintetizadas foram magistralmente orquestradas. Por isso, extraí outras três, totalmente obrigatórias, por enquanto apenas do episódio inicial. Alguma delas pelo menos deveria tocar no VGL. Melhor, um medley. Um ato. Um concerto inteiro vai.

Volto a frisar, só para você se revolver de raiva por não estar no Japão, que acontecerá amanhã, no domingo, dia 20 de abril, a apresentação Gyakuten Meets Orchestra com as trilhas de Ace Attorney e a participação da Orquestra Filarmônica de Tóquio. Provavelmente no evento também deverá ser apregoado mais informações do spin-off Gyakuten Kenji.

Sem mais enrolações, as músicas:

“Gyakuten Saiban ~ Courtroom Suite”

O juiz bate o martelo. Advogado de defesa na esquerda. Promotor na direita. Testemunha depõe. Phoenix já percebeu as contradições e desbarata as mentiras no interrogatório. Aponta o dedo na cara do inescrupuloso. A temperatura começa a esquentar. Quem jogou se lembra muito bem de cada momento porque são as músicas que você ouve por mais tempo na corte. Nesta suíte Iwadare agregou três faixas, respectivamente, “Gyakuten Saiban ~ Trial” (início do julgamento) “Examination ~ Moderate 2001” (Cross-Examination) e “Investigation ~ Overtaked” (quando o caso está próximo do remate). Sabe como ninguém usar metais, como fica comprovado na primeira e na terceira, e as cordas, no pizzicato da segunda. Verdade seja dita, a “Inform the Truth 2001” (dos depoimentos), bem que poderia estar na peça.

“Investigation ~ Mistery Suite”

Quando você não está no tribunal, encontra-se investigando. “Keisuke Itonokogiri ~ Detective Itonoko” (escutada quando você conversa com o detetive), “Search ~ Opening 2001” (Fey and Co. Law Office) e “Search ~ Core 2001” (explanação do crime no julgamento) formam esta suíte, orquestrada não por Iwadare, mas por Naoto Takada, um dos compositores de Mega Man X5. A transição entre cada faixa é feita de maneira esplêndida, com a maior naturalidade, aproveitando majestosamente o clima de suspense das composições originais.

“Oo-edo Soldier Tonosaman”

O tema do super-herói Steel Samurai é tão pegajoso que até virou toque de celular. O principal responsável pela parada cardíaca respiratória é este arranjo de Kaori Komuro, que adapta de maneira genial a original “Oo-edo Soldier Tonosaman”. Um desperdício, no meu modo de entender, que a versão do álbum jazz, “Oo-edo Soldier Tonosaman”, sob a pena do Noriyuki Iwadare, tenha virado uma música suave e relaxante, com o ritmo muito mais retardado que a do jogo. Quando penso em composições / arranjos do Iwadare, imagino faixas animadas, com metais à la big band, como em Grandia e Radiata Stories. Ei, e o tema da Pink Princess? Vão fazer?

Fora isso, o que falta para a Capcom lançar o Gyakuten Saiban Meets Piano?

Músicas que não podem faltar no VGL – Parte 14

Por Alexei Barros

Não sei você, mas as músicas de Warcraft, Starcraft, Myst, Tron (?) do VGL a mim não causam tanto impacto. Talvez por não conhecer tão bem os jogos. E com certeza porque há peças muito melhores que essas. Peças de compositores japoneses que exprimem sensibilidade em suas faixas. Kow Otani em Shadow of the Colossus é o caso mais emblemático. Falarei, entretanto, de Paulinho Keiki Kobayashi. Na verdade, já comentei antes acerca da sua genialidade, expressa sobretudo em “The Unsung War” (Parte 1), “Megalith ~ Agnus Dei” (Parte 2) e “Zero” (Parte 5), um dos mais subestimados de todos os tempos. E, como não poderia deixar de ser, não há apenas a trinca magnífica. Ouvindo as trilhas de ponta a ponta sempre aparecem outras obras de inspiração ímpar.

“Rex Tremendae” (Ace Combat 04 shattered skies)

Perdão. Quando falei da “Megalith ~ Agnus Dei” , inacreditavelmente inédita em grandes concertos de game music, não mencionei “Rex Tremendae”. Na verdade, ela é homônima a um dos movimentos da última obra de Wolfgang Amadeus Mozart, Requiem, até com a mesma letra em latim. Espécie de prelúdio, é cantado a cappella (sem acompanhamento instrumental) em apenas 30 segundos e é BELÍSSIMA!!! Se eu ainda não o convenci, basta ouvir para sofrer uma catarse. Que fique claro: só se justificaria ser tocada caso viesse na seqüência “Megalith ~ Agnus Dei”. Em tempo, “Agnus Dei” também é o nome de outro movimento da Requiem.

“Razgriz” (Ace Combat 5: The Unsung War)

Se eu conferisse notas para OSTs, certamente daria a pontuação máxima para a trilha de AC5. Peça majestosamente tocada pela Orquestra Filarmônica da Varsóvia, “Razgriz” evoca em muitos momentos a melodia da fabulosa “The Unsung War” – ouça antes a segunda para depois escutar a primeira. A percussão confere uma atmosfera militar e os metais tocam com perfeição até mesmo nas notas mais agudas. A marcha final, com os trompetes tocando de maneira intermitente, é simplesmente avassaladora.

“Ace Combat 6 Main Theme” (Ace Combat 6: Fires of Liberation)

Esperava que a OST de Ace Combat 6 trouxesse outra música pomposa como as da tríade que falei na introdução. Kobayashi preferiu algo menos suntuoso e mais singelo. Bom sinal, quer algo diferente, apesar do resultado ter ficado meio insípido com a “Chandelier”, cantada em latim pelo Trinity Boys Choir. Então escolho o tema principal, tocado pela Orquestra Sinfônica da Bulgária. Para você ver, Kobayashi viajou até lá para acompanhar a gravação destas duas e da “Ace Combat 6 Ending Theme ‘A Brand New Day’”. Exato, saiu do Japão para a Bulgária a fim de coordenar três músicas. Isso sim é empenho. “Ace Combat 6 Main Theme” me lembra muito Medal of Honor ou Call of Duty, mas talvez seja ainda melhor, com alternâncias de momentos sinistros e pomposos.

Olha só. Já são seis músicas. Vai me dizer que não dava para fazer um concerto só de Ace Combat? O que Keiki Kobayashi está esperando?

Músicas que não podem faltar no VGL – Parte 13

Por Alexei Barros

Não sei se você se deu conta. Ali nas categorias, à direita, uma específica para “Músicas que não podem faltar no VGL”. Não foi por acaso. E eu nem tinha me tocado, a despeito do grande intervalo de tempo entre os posts, que a esquálida série de posts já completou um ano de existência. Para você ver. Olha que nesse meio tempo algumas músicas até já foram inclusas no show, como a suíte do Metroid. Agora eu não vou me conformar se na apresentação de 2008 não houver uma sequer do Super Mario Galaxy. Será que terei que levar tomates esse ano?

O porquê da minha indignação:

1) Tommy Tallarico, evidentemente, gosta de músicas do Mario, haja vista o básico medley orquestrado do SMB, (por sinal, é o mesmo arranjo da “Super Mario Bros.” do Nobuo Kurita feito para o Orchestral Game Concert, o primeiro, que aconteceu em…1991), e as performances virtuosísticas do Martin Leung no piano, como o tema principal e a “Athletic” do Super Mario World.

2) Eu não entendo porque o segmento não é atualizado. No mesmo OGC1 foi executado, também com orquestração do Kurita, a “Super Mario World”, uma releitura sinfônica da “Overworld” do jogo do SNES. Sei lá, podiam tocar para dar uma variada. E como se todos os outros não tivessem músicas boas… Enquanto isso, no Fifth Game Music Concert foi apresentado a “End Credits” do New Super Mario Bros. relida pelo Yuzo Koshiro… Fico até com a impressão de que a função de orquestrador deve estar em extinção atualmente.

3) Aí chegamos ao Super Mario Galaxy. Graças ao Mahito Yokota, as músicas já são naturalmente orquestradas, prontas para serem apresentadas ao vivo. Vinte oito faixas no total. Fora isso, são do Super Mario Galaxy. Super Mario Galaxy!!!

“Egg Planet” (Good Egg Galaxy)

A primeira galáxia a gente nunca esquece. Se você tiver jogado e for ouvi-la sem souber o nome da música, certamente associará ao Super Mario Galaxy. Por quê? Porque sempre a faixa da fase inicial de qualquer jogo do Mario jamais foge de nossas lembranças. Ainda mais quando ela é composta por Koji Kondo (na trilha do SMG, de inéditas, apenas essa e as três versões da valsa do observatório). Cresce aos poucos, com os violinos, vai para a harpa e flauta e nos envolve a cada nota. Kondo sabe o que faz.

“Wind Garden” (Gusty Garden Galaxy)

Mahito Yokota também. Confesso que, quando Kondo disse na série “Iwata Asks” que havia escrito quatro faixas novas e apenas a “Egg Planet” era sabida, achei que a “Wind Garden” fosse dele, quando, na verdade, é do Yokota. Com o tilintar dos metais a peça abre e segue com a ternura dos clarinetes e a participação incisiva dos trompetes. O que colaborou para eu ter suposto que Kondo havia assinado a “Wind Garden”: o vídeo da Orquestra Mario Galaxy da música. Kondo aparece. Yokota não. Curioso.

“Floater Land” (Buoy Base Galaxy)

Como comentei certa vez com Phoenix Prandoni 51, você percebe que a música é boa quando passeia pelos cenários sem destino apenas para escutá-la. É isso que acontecia comigo. Depois de ter coletado todas as estrelas da Buoy Base Galaxy, voltava para lá para apreciá-la. Foge um pouco do Mario habitual, declinando para o pomposo. A batida militar da bateria, os metais, as cordas e os sons eletrônicos dão espaço para o sintetizador brevemente remeter à voz de uma soprano – bem que o trecho poderia ser interpretado por uma cantora mesmo.

“Super Mario Galaxy” (créditos)

Lógico que, se for para incluir Super Mario Galaxy, não vão entrar tantas músicas assim de apenas um jogo – só se for do Halo 3, é claro. A melhor opção para abarcar um bom número de faixas sem tantos segmentos é incluir o tema dos créditos, que nada mais é, assim como aconteceu com o New Super Mario Bros., um medley com várias peças do game. Entram nessa mistura, o tema da tela-título, “Good Egg Galaxy” e outras. Talvez seja a melhor escolha.

Músicas que não podem faltar no VGL – Parte 12

Por Alexei Barros

Em termos de game music, eu acho que os compositores japoneses são muito, mas muito superiores aos ocidentais. Grosso modo, só um Richard Jacques, um Michael Giacchino e mais um ou outro podem cogitar a alcançar o patamar do magnânimo panteão de músicos nipônicos.

Por isso, de todas as faixas que mencionei anteriormente, com exceção de Donkey Kong Country, nenhuma era de um jogo feito no ocidente e, apesar de o repertório do VGL estar cada vez mais arraigado neste lado do globo, ainda há algumas omissões:

“Main Theme” (Medal of Honor: Allied Assault)

mohalliedassault.jpgComo já disse anteriormente, a “Operation Market Garden”, tema do Medal of Honor: Frontline que tocaram na apresentação desse ano do VGL é arrepiante. Só que a belíssima música da tela-título do Allied Assault, também do Michael Giacchino, é muito melhor. Consegue ser ainda mais dramática e pungente, com a introdução das tubas, seguindo pelos trombones até culminar nos trompetes e causar a primeira parada cardíaca. Cordas e flautas se revezam e os metais intervêm durante a peça. Para sepultar de vez, o trompete faz referência à melodia de “Operation Market Garden” (a partir de 3:33), que, por sua vez, é a mesma do tema “Medal of Honor” do primeiro da série. E que sentido faria tocar uma faixa de um jogo lançado há cinco anos? Primeiro que o Frontline também é de 2002 e segundo que o tema do capítulo mais recente, Airborne, não supera o de Allied Assault. Pelo menos não sou o único que acha essa música arrebatadora.

“Taking Out the Railgun”~“Returning to Paris” (MoH & MoH: Underground)

mohunderground.jpgOutra opção seria um medley com duas músicas do Giacchino que ilustram as cenas de ação. As mais indicadas são essas dos dois primeiros jogos da série para PlayStation que até se parecem pelo clima de tensão que transmitem. Principalmente, “Returning to Paris”, que devo ter ouvido mais de cem vezes – e ainda não me cansei dela – quando tentava passar da penúltima e vigésima sexta fase, a quase inexpugnável Rotten to the Corps.

“Call of Duty (Call of Duty)

callofduty.jpgMais uma do Michael Giacchino, desta vez da série concorrente. Uma música que comprova o seu talento, pois a trilha de Call of Duty segue a mesma vereda épica, pomposa e militar das músicas orquestradas de Medal of Honor, mas ainda assim tem uma identidade própria. “Call of Duty” começa agitada e aos poucos fica cada vez mais nervosa e alterna com momentos mais serenos. Para uma série que faz tanto sucesso e já terá o quarto episódio deveriam tocar alguma da franquia – digo isso também em relação ao PLAY!.

“Fable Theme (Fable)

fable.jpgEmbora a fama em torno de Fable e Peter Molyneux (aquele que acha que a maioria dos RPGs são uma m.) seja imensa, nunca se lembram do tema do jogo. Aliás, é composto por Danny Elfman, que entre tantas trilhas de filmes (Batman, Missão Impossível, Homens de Preto etc) ainda fez a música de abertura de Os Simpsons. A peça orquestrada transmite uma aura de grandiosidade, a despeito da curta duração da aventura.

“Windy (Conker Live & Reloaded)

conker.jpgComposição de Robin Beanland, é animada, grudenta e parece de um desenho animado. “Windy”, que toca no overworld do jogo, já era boa na versão do Nintendo 64 e ficou ainda melhor revigorada no remake picareta para Xbox, apesar de não ter o assobio das abelhas:p. Por que não essa? Fica também o protesto: Conker, uma das figuras mais carismáticas de todos os tempos, merecia uma seqüência de verdade para X360.

Músicas que não podem faltar no VGL – Parte 11

Por Alexei Barros

Nesta rodada, músicas de RPGs diversos:

“Sanctuary” (Kingdom Hearts II)

Fico na dúvida se acho “Simple and Clean” melhor do que o tema da continuação, “Sanctuary” – as duas de Hikaru Utada. Ambas são belas ao seu modo: a primeira tem uma melodia mais alegre e a segunda, sombria. Uma é sempre lembrada e a outra, esquecida.

É muito provável que a tal atualização do segmento de Kingdom Hearts que mencionei no post “Renovação Tardia” seja referente à “Sanctuary” (“Passion” na versão japonesa). Só resta saber se vai substituir totalmente a “Simple and Clean” ou virá em um medley.

Por enquanto, boa mesmo é a suíte do KH no PLAY! A Video Game Symphony. Enceta com “Simple and Clean”, passeia pelo tema final do KH II de Yoko Shimomura, “Fantasia alla marcia for piano, chorus and orchestra” e emenda no “Sanctuary”.

Scrap and build ourselves ~from Revolution~” (Eternal Sonata)

eternalsonata.jpgEssa, veja só, é inspirada em uma composição de Frédérik Chopin. No recém-lançado do X360 ela aparece em um solo de piano e em uma versão com orquestra e coral, arranjada por Motoi Sakuraba (Star Ocean, Tales, Valkyrie Profile etc). Faustosa, por sinal.

Durante esses anos, Sakuraba engajou uma legião de fãs, o que não motivou, infelizmente, a inclusão de suas obras em concertos de game music – no máximo, há os shows em que ele toca teclado ladeado por um baixista e um baterista músicas em estilo rock progressivo.

“Warrior of the Reviving Light (Shining Force II Main Theme)”~ “Welcome to Our Town” (Shining Force II)

sf2.jpgEssa é uma jóia perdida – e reluzente – que teve a força de seu brilho eclipsada por trilhas de games mais populares (a.k.a. Final Fantasy). Se você, diferentemente de mim, jogou esse clássico dos RPGs estratégicos no Mega Drive (se um dia sair para DS prometo que vou jogá-lo na íntegra) e ainda não ouviu Symphonic Suite Shining Force II ~ The Ancient Sealing, não fez valer os meses (anos?) que levou para terminá-lo. Arranjadas pelo próprio compositor, Motoaki Takenouchi, as músicas receberam uma roupagem orquestrada primorosa. O tema principal, que contém os sons sintetizados atualizados por flautas, cordas e trompetes, ombreia com as algumas músicas de Zelda. Sem exagero. Igualmente memorável é “Welcome to Our Town” – de novo, uma melodia que fica fresca na memória pela quantidade de vezes que você a ouviu jogando e não se cansou dela. Um medley com essas duas cairia bem. Tudo bem que hoje em dia a série Shining Force virou uma várzea dos RPGs de ação, mas nostalgia e boas trilhas não fazem mal a ninguém.

Músicas que não podem faltar no VGL – Parte 10

Por Alexei Barros

Considero a música da abertura do VGL, “Classic Arcade Medley” uma das melhores do show. É perfeita. Ou quase. Ainda faltam melodias de alguns jogos decisivos do fliperama, sem contar, claro, títulos recentes ou que mereceriam uma peça orquestrada exclusiva, como Gradius ou Street Fighter II.

Pac-Man

Onde está o símbolo mais clássico dos videogames? Soube que o Tommy Tallarico sempre quis ter a nostálgica melodia do come-come no medley, mas um aparente imbróglio com a Namco impediu que Pac-Man e outros jogos da produtora, como Soulcalibur, tivessem suas músicas interpretadas no concerto. Agora que Martin Leung adicionou um medley no piano de títulos da Namco, é provável que o entrave tenha se findado. Tomara que um dia a miscelânea seja atualizada com Pac-Man: é totalmente obrigatório incluí-lo.

Rally-X

E se a Namco liberar mesmo, também tem que ter Rally-X, o antológico jogo de corrida / labirinto de 1980. A música é realmente grudenta, pegajosa. Não estranhe se você passar a assobiá-la. No concerto Press Start ~ Symphony of Games~ 2006, chegou a ser tocado o “Namco Arcade Medley”, mas inexplicavelmente este não inclui músicas de Pac-Man e Rally-X.

“Jungle” (Contra)

Enxertar alguma música da série Contra também é uma imposição. Principalmente a clássica faixa da primeira fase do jogo inicial da franquia, que foi apresentada apenas na guitarra pelo instrumentista vertexguy em uma apresentação do VGL em São Francisco. Bem que podia ter uma versão orquestrada também.

“Maximum Power” (After Burner)

Se uma parte do medley já tem OutRun, por que não adicionar também alguma do After Burner, que é de autoria do mesmo compositor, Hiroshi Yamauchi? Escolho a citada acima, mas qualquer uma do jogo de nave ficaria bem orquestrada.

“Burning Building”~“Freeway” (Teenage Mutant Ninja Turtles)

tmntjpg.jpgSe há um título que deveria constar no “Classic Arcade Medley”, mesmo sendo baseado em um desenho animado, é o saudoso Teenage Mutant Ninja Turtles, que tantas fichas (e depois créditos dos cartões) nos fez gastar. Existe um bom motivo para não ter nenhuma música desse beat’ em up da Konami: caso ela fosse tocada, a maioria do público passaria mal com tamanha overdose de nostalgia. Trilha sonora poucas vezes lembrada, infelizmente, mas é inspiradíssima. Se só pudesse escolher uma, ficaria com duas: a da primeira fase, a do prédio incendiado, e a quinta, na autoestrada. Se bem que a música do estágio do esgoto, “Sewers”, também é memorável…

Músicas que não podem faltar no VGL – Parte 9

martinleung.jpgPor Alexei Barros

Realmente não espero grandes novidades para o VGL 2007. De inédito no Brasil soube que vai ter Medal of Honor e Tron, duas faixas que faziam parte do set list do show, mas que foram excluídas da versão nacional do ano passado. Fora isso, o extraterrestre do Martin Leung tocará Chrono Cross (alguém duvida que não haverá o tema de abertura, “Scars of Time”?). Promissor. Bastante promissor.

Porém, além disso, das músicas do ano passado (Mario, Tetris, Final Fantasy etc) e das peças no repertório mostradas em outras apresentações pelo mundo afora, como um medley de jogos clássicos da Namco e outro da série Castlevania em um órgão de tubo, há uma infinidade de canções perfeitas para serem interpretadas pelo virtuose. Como na teoria qualquer uma combina com piano, escolhi algumas que são menos comentadas:

“Castle” (Super Mario World)

smw.jpgMartin Leung toca o tema do Super Mario Bros.1. Depois “Athletic” de Super Mario World. E inexplicavelmente passa despercebido pela sombria e maravilhosa faixa dos castelos de SMW, uma das melhores do Koji Kondo. O motivo pela minha revolta é que no próprio site do pianista há um arranjo dessa música! Vá até a página, ouça a faixa dois e compartilhe a minha indignação.

“Ethude for a Ghost (Mother 3)

mother3.jpgEssa eu sei que NUNCA vai ser tocada, já que é de um jogo lançado apenas para o Game Boy Advance, que saiu apenas no Japão e não dá a menor pinta que chegará ao ocidente. É o vigésimo segundo tema de combate (!) do RPG Mother 3. Aparentemente ela já havia sido composta por Shogo Sakai para a versão do 64 que foi cancelada, mas voltou na versão GBA. Melodia fascinante, música sublime e totalmente rápida: perfeita para Leung e sua habilidade descomunal. “Ethude for a Ghost” também aparece no CD arranjado Mother 3i na faixa “The Castle of OSOHE”.

“Reset” (Okami)

okamipianoarrange.jpgO tema J-Pop assinado por JUN da comercialmente injustiçada obra de arte do extinto Clover Studio ficou soberbo no álbum lançado abril desse ano com dez faixas, Okami Piano Arrange. Em vez da voz da jovem cantora Ayaka Hirahara há apenas o singelo solo no piano de Mika Matsuura. Qualquer lembrança sonora do jogo do PlayStation 2 no concerto seria salutar. E caso existisse uma versão orquestrada dessa então…

“Start of Stage” (Gradius)

gradius.jpgO soberbo arranjo no piano “Hope & Joy Peace & Love” do começo da fase do primeiro jogo da série da Konami aparece perdido no meio do álbum Gradius Arcade Soundtrack. A adaptação perfeita se explica pelo fato de ela ser feita pela compositora original, Miki Higashino (por vezes alcunhada de MIKI-CHANG). É apenas uma música, mas poderia virar um medley com melodias de Gradius II, Gradius III, Salamander, Xexex, Twinbee, Axelay e outros clássicos da produtora.


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