Posts Tagged 'Michael Salvatori'

“The Battle Begins” – Halo: Reach (VGL 2011 em Seattle)

Por Alexei Barros

Às vezes dá a impressão de que a coloração verde do logo do Video Games Live foi escolhida em deferência à cor da armadura do ser simpaticíssimo que é o Master Chief pela rapidez com que segmentos da série Halo são implementados no programa. Vamos relembrar.

Quando o VGL fez a estreia mundial em 2005, Halo: Combat Evolved (2001) e Halo 2 (2004) tinham sido lançados para Xbox, então de cara o segmento possuía músicas dos dois jogos. Halo 3 saiu em 2008 para X360. Pois bem, o VGL tocava a “Finish the Fight”, tema do trailer, desde 2006! Halo 3: ODST chegou em setembro de 2009 e, em janeiro daquele ano, a “Prepare to Drop” já aparecia no concerto-show. Halo: Reach sobreveio em setembro de 2010, e nada. Enfim, na segunda apresentação da turnê do ano, feita em 22 de janeiro em Seattle, debutou o número correspondente ao recente jogo da franquia que é o último com composição da dupla Martin O’Donnell e Michael Salvatori, uma vez que a Bungie não trabalha mais com a Microsoft.

Se não viajo, é uma reprodução literal do trecho “The Battle Begins” da faixa da Halo: Reach Original Soundtrack intitulada “Winter Contingency”. A trilha é organizada no CD de uma forma que não me agrada muito, agrupando diversas músicas em suítes que correspondem às missões do jogo, respeitando a ordem com que são escutadas. Preferiria que estivessem separadas.

Muita percussão, o coral vem, o coral vai… durante a jogatina tem tudo para cair bem. Separadamente me soou um tanto sem sal, sem vida, sem melodia. Além disso, olhando a gravação não consigo deixar de me chocar com a incrível pequenez da orquestra (nome não divulgado no site oficial), que deve ter pouco mais de 20 integrantes.

Grato ao Lucas Patrício por me alertar para a novidade.

Anúncios

Video Games Live: Level 2: seria ótimo se ainda estivéssemos em 2006


Por Alexei Barros

Mais de dois anos depois do Video Games Live: Volume One, lançado em julho de 2008, sai a sequência, sem os atrasos e aparentemente livre das controvérsias. Continuação? Sete números já tinham sido registrados no primeiro álbum, sendo que outros cinco estariam quando o CD era nomeado Video Games Live: Greatest Hits – Volume One, e acabaram ficando de fora por problemas de licenciamento, o que obrigou a remoção do “Greatest Hits” do título. Fica para mais do mesmo.

Gravado dia 1 de abril em Nova Orleans, EUA, no Pontchartrain Center com performance da The Louisiana Philharmonic Orchestra e de um coral sem nome de 34 vozes, o Video Games Live: Level 2 é o álbum que melhor sintetiza o repertório mainstream do show. Os principais hits estão presentes, com exceção, eu diria de Kingdom Hearts, que seria o ápice da redundância, pois segue a partitura original e já apareceu no VGL: Volume One, e do Metal Gear Solid, uma ausência compreensível pela acusação de plágio, pois a própria Konami abandonou a música. Mesmo assim, é uma track list que seria interessante para 2005 ou 2006. Hoje não tem a mesma graça.

Se o VGL: Volume One possuía somente três números de jogos japoneses e oito ocidentais, no Level 2 ficou mais equilibrado: nove nipônicos e sete americanos. Falta variedade, todavia. Desses sete, três são da Blizzard, e dois da mesma franquia, Warcraft. É de se elogiar a façanha de licenciar as músicas da Nintendo no CD, ainda que não faça tanta diferença assim no fim das contas, já que os dois arranjos orquestrados foram lançados anteriormente no Orchestral Game Concert. Diferentemente do que se supunha, não é tão complicado assim licenciar Final Fantasy em um álbum com faixas de outras produtoras, e o que facilitou neste caso é o fato de o arranjo da “One-Winged Angel” ser próprio do VGL, por mais parecido que possa ser com as outras versões. Isso não aconteceu no PLAY! A Video Game Symphony Live! porque a turnê concorrente usa as partituras dos concertos oficiais da série, que pertencem à Square Enix. Quanto ao Chrono Trigger, a inclusão agora se tornou possível porque a marca foi registrada por ocasião da transmissão em vídeo do Symphonic Fantasies. Tudo isso é para se empolgar não com o VGL, mas com as portas que se abrem para os CDs de outras produções.

Aquela crítica de o VGL: Volume One ter somente três das 11 faixas gravadas ao vivo, levando em consideração o “Live” do nome do espetáculo, e o restante em estúdio eu retiro. A tão proclamada “emoção de um show de rock” na descrição do Video Games Live pode ser sentida muito bem, até demais no VGL: Level 2. Como disse quando os samples foram liberados, os gritos não chegam ao nível da torcida brasileira (não consigo chamar de plateia espectadores que torcem para um personagem ganhar uma luta), mas aparecem em todos os números, exceção aos solos de piano. Antes, durante e depois das performances.

Eu disse show? Nos segmentos com guitarra, baixo elétrico e bateria – estes dois últimos são de verdade, não playback como na maioria das apresentações –, em especial Mega Man, Castlevania e Final Fantasy VII, a orquestra não pode ser ouvida em sua plenitude por conta do conflito de instrumentos de sonoridade forte e baixa. Não há uma homogeneidade como na Metropole Orchestra da série holandesa Games in Concert em que guitarra, baixo e bateria atuam como instrumentos da orquestra, não uma parte alheia ao restante. Falei do baixo. Tocado pelo próprio contrabaixista da orquestra, David Anderson, o baixo elétrico só aparece quando a guitarra toca, nos  arranjos com pendor para o rock. Ridículo! Como se o baixo só combinasse com o gênero. Não acabou aqui a minha indignação sobre esse tópico como você verá nos segmentos de Chrono e Sonic.

Mesmo quando não está acompanhada da banda, a mixagem não proporciona uma experiência sinfônica que torna as performances orquestradas tão especiais, que é de testemunhar dezenas de instrumentistas reproduzindo a música. Chega a ser irônico que nas declarações em vídeo Jack Wall e Tommy Tallarico salientam que muitos pais os agradeceram porque graças ao Video Games Live seus filhos viram uma orquestra pela primeira vez, e que isso normalmente não aconteceria se não fossem tocadas músicas de videogame. Como se o VGL fosse um baita concerto.

Após o Hadouken, comento cada uma das 16 faixas do Video Games Live: Level 2, e espero fazer isso pela última vez de determinados números. Agora não tem mais aquela desculpa de que as gravações amadoras são horrendas e o YouTube piora a qualidade.

Vale lembrar que a versão digital possui ainda Mass Effect e Myst, e o DVD e Blu-ray contam com os dois além do “Classic Arcade Medley” (em versão depenada, somente com Pong, “Cavalgada das Valquírias”, Dragon’s Lair e Tetris), “Sweet Emotion” (Guitar Hero: Aerosmith) e “Tetris Solo Piano Medley”. Em compensação, em vídeo não tem nada da Nintendo e nem da Square Enix, menos Chrono Cross.
Continue lendo ‘Video Games Live: Level 2: seria ótimo se ainda estivéssemos em 2006’

“Prepare To Drop” – Halo 3: ODST (VGL 2009 em Seattle)

Por Alexei Barros

Não sei nem se deveria postar isso aqui dada a empáfia. Halo 3: ODST, como qualquer adição no repertório do VGL, foi anunciado como uma novidade de outro mundo, algo épico, transcendental, fenomenal… Acontece que por mais que a música do trailer “Prepare To Drop” seja excelente, me chamou a atenção a duração: pouco mais de um minuto. É algo tão cru que nem deveria ser levado em consideração por um concerto. Fico com a impressão de que se a Bungie fizer um teaser do Halo 4 de 15 segundos o VGL tocará a faixa no dia seguinte.

O trailer:

A performance:


RSS

Procura-se

Categorias

Arquivos

Parceiros

bannerlateral_sfwebsite bannerlateral_gamehall bannerlateral_cej
Anúncios

%d blogueiros gostam disto: