Posts Tagged 'Manami Matsumae'

Diggin’ in the Carts: um fascinante documentário sobre game music japonesa


Por Alexei Barros

Documentários de game music em vídeo não aparecem todos os dias. Focados em game music japonesa então… Por conta da barreira de idioma, são quase inexistentes – uma exceção é o especial francês do Game One que publiquei anos atrás.

Por isso, uma superprodução como a Diggin’ in the Carts da Red Bull Music Academy deve ser aplaudida. Como muitos sabem e demorei séculos para comentar aqui, o documentário é dividido em seis episódios que falam sobre a evolução da game music nipônica, com declarações de compositores, artistas e produtores.

Hally, especialista de game music, e Rolling Uchizawa, ex-editor da Famitsu (que também aparecia no documentário da Game One), são os principais responsáveis pela excelente contextualização dos assuntos abordados, afinal eles viveram tudo aquilo de perto.

Fiquei pasmado com a quantidade de compositores expoentes que a reportagem conseguiu entrevistar: Nobuo Uematsu, Yuzo Koshiro, Hitoshi Sakimoto, Hiroshi Kawaguchi, Yoko Shimomura, Hirokazu Tanaka, Junko Ozawa…

O único problema é que quando isso acontece fica um gostinho de quero mais, já que não aparecem nomes importantes como Koji Kondo, Koichi Sugiyama, Yasunori Mitsuda, Motoi Sakuraba, Noriyuki Iwadare, Akira Yamaoka, Michiko Naruke, Takenobu Mitsuyoshi, Kenji Ito, Motoaki Furukawa, Hisayoshi Ogura, Masashi Hamauzu, Michiru Yamane, Miki Higashino, Hiroki Kikuta, Norihiko Hibino, Ayako Saso, Daisuke Ishiwatari, Shoji Meguro, Manabu Namiki… É meio impossível falar com todo mundo. Talvez com mais uns 34 episódios…

Ainda assim, fiquei bastante surpreso com as aparições de Akio Dobashi (Lagrange Point) e Masashi Kageyama (Gimmick!), que são extremamente obscuros no Ocidente e só os conhecia de nome. E nunca esperava ver o Hayato Matsuo em vídeo.

Fora isso, pode ser implicância minha, mas algumas falas dos artistas ocidentais não acrescentaram muita coisa e parecem meio deslocadas. Pelo menos alguns deles falaram algo útil e, no geral, foram influenciados pelo trabalho dos mestres japoneses. Não compromete, é claro. Outro ponto que deve ser elogiado é a direção de fotografia: simplesmente exuberante.

Para quem não viu ou já assistiu e quer rever, publico os seis episódios do Diggin’ in the Carts com breves comentários sobre cada parte, além dos episódios extras. Caso queira ver pelos links abaixo, não se esqueça de ativar as legendas do YouTube (tem em português), clicando no botão correspondente em cada janela.

[ATUALIZAÇÃO] Coincidentemente, a Folha de S. Paulo traz hoje (01/01/2015) uma ótima reportagem falando sobre o Diggin’ in the Carts. A parte mais interessante do artigo são as declarações do produtor do documentário, o neozelandês Nick Dwyer. Entre outras coisas, ele diz que o único compositor que queria incluir no vídeo e não conseguiu é o Koji Kondo, porém, por problemas de direitos autorais, a Nintendo não autorizou a participação do músico. Ou seja, ele não pode ser entrevistado em um vídeo jornalístico, mas tudo bem acompanhar no piano uma música do Imagine Dragons no The Game Awards 2014? Qual o sentido disso? E apenas uma chatice de minha parte: o único equívoco do texto foi falar que o NES foi lançado em 1983. Na verdade, o correspondente japonês do NES, o Famicom, é que saiu nesse ano. O NES chegou às lojas em 1985.

Episode 1: The rise of VGM

Primórdios da game music com Space Invaders e Rally X. Em uma raríssima entrevista, a compositora Junko Ozawa fala sobre seu trabalho em The Tower of Druaga e as limitações da época. Hiroshi Okubo, chefe da equipe de som da Bandai Namco, também ajuda a demonstrar como o áudio era rudimentar nos arcades antigos. Mais adiante, o mestre Hirokazu Tanaka relembra suas influências de reggae e como era trabalhar na Nintendo nos anos 80. Primoroso.

Episode 2: The outer reaches of 8-bit

A importância da Konami para a game music por jogos como Castlevania e Contra e pelo uso dos chips de canais adicionais de som, como o VRC6. Uma pena que os compositores que trabalharam na empresa ficaram no anonimato. Em compensação, o músico Akio Dobashi, que não é originário dos games, aparece  para dizer como foi diferente para ele compor a trilha do RPG Lagrange Point. Depois, o produtor Nobuhiro Yoshikawa, que lança trilhas de game music retrô pelo selo Clarice Disc (até onde eu sei, ele não é compositor, como diz o vídeo), lembra a importância musical da Sunsoft durante a era Famicom. Masashi Kageyama, autor da trilha de Gimmick!, faz uma inacreditável participação para rememorar os seus tempos de compositor – atualmente ele não trabalha mais com música.

Episode 3: The dawn of a new era

O advento da era 16-bit, com a surpreendente aparição de Hayaso Matsuo, que, embora hoje seja mais conhecido como um arranjador e orquestrador, relembra sua história como compositor de jogos antigos. Ele mesmo dá o gancho para o documentário abordar a carreira do Hitoshi Sakimoto. Para fechar de maneira magistral, a Yoko Shimomura é escalada para falar sobre a histórica trilha sonora de Street Fighter II. A explicação para a inspiração do tema do Blanka é sensacional.

Episode 4: The cool kid

A importância do Mega Drive na história da game music. O genial Hiroshi Kawaguchi faz uma essencial participação, comentando como foi criar as trilhas de Hang-On e OutRun. Ainda falando da Sega, os artistas se derretem pela nostalgia das trilhas do Sonic. Pena que não há declarações do compositor Masato Nakamura. No final, o mago do som Yuzo Koshiro fala sobre as restrições da época e as trilhas de The Revenge of Shinobi e especialmente Streets of Rage.

Episode 5: The Role of Role Play

Episódio dedicado totalmente ao Nobuo Uematsu e sua participação na série Final Fantasy. A parte de concertos de game music foi muito bem representada. O maestro e produtor da turnê Distant Worlds, Arnie Roth, revela a curiosa inspiração da “One-Winged Angel” em “Purple Haze” do Jimi Hendrix. Depois, o documentário viaja para a Suécia, no Stockholm Concert Hall, por ocasião do concerto Final Symphony. Ao som do piano tocado pela Katharina Treutler, o produtor Thomas Boecker fala sobre o First Symphonic Game Music Concert, primeiro concerto de games realizado fora do Japão que teve o Nobuo Uematsu como convidado. Mais adiante, ele comenta como os compositores não esperavam ser tão reconhecidos e viraram celebridades, com fãs pedindo autógrafos. Os arranjadores finlandeses Jonne Valtonen e Roger Wanamo também aparecem, embora só o segundo fale sobre o Final Symphony. Enquanto isso, trechos do poema do sinfônico de Final Fantasy VI podem ser apreciados.

Episode 6: The end of an era

O advento dos CDs, mostrando mais uma vez a importância da Namco nesse segmento. Aparece o produtor de Tekken, Katsuhiro Harada, e uma série de compositores que trabalham na empresa ou já estiveram lá: Kanako Kakino, Yoshie Takayanagi, Nobuyoshi Sano, Akitaka Tohyama, Taku Inoue, Rio Hamamoto, Keiichi Okabe e Yuu Miyake. Após esse bloco da Namco, Hideo Kojima fala sobre o áudio e as músicas cinematográficas de Metal Gear. O editor principal de áudio, Akihiro Teruda, também conta como é  produzir o design de som dos jogos da série. Nesse trecho, o único compositor entrevistado é o Ludvig Forssell, da Kojima Productions. A meu ver, este episódio não está no mesmo nível dos demais e fugiu um pouco do tema principal do documentário, embora não deixe de ser interessante.

Hidden Levels: Yoko Shimomura & Manami Matsumae

As compositoras relembram como era trabalhar na Capcom. A Manami Matsumae não chegou a aparecer no documentário principal.

Hidden Levels: Shinji Hosoe

Por algum motivo, Shinji Hosoe não é visto nos seis episódios, mas aqui ele discorre sobre a trilha de Ridge Racer. Pela quantidade de jogos na carreira, Hosoe merecia maior destaque.

Hidden Levels: Nobuo Uematsu

Nobuo Uematsu fala sobre as bandas e artistas que o influenciaram, especialmente Elton John.

A verdade sobre as trilhas de Mega Man e Mega Man 2

Por Alexei Barros

Outro mistério de composição elucidado pelo SEMO, prestando mais um grande serviço para a história da game music. Com ajuda de Ippo Yamada e Akari Kaida, o site entrevistou Takashi Tateishi, Manami Matsumae e Yoshihiro Sakaguchi, os principais responsáveis pelas músicas do Mega Man e Mega Man 2 serem veneradas até hoje.

Antes de chegar à revelação, situarei o que se sabia então. Os créditos do Mega Man listavam os nomes Chancacorin Manami e Yuukichan’s Papa no setor Sound Programmer, uma descrição genérica que não implica necessariamente na composição. Nos créditos do Mega Man 2, também no Sound Programmer, constavam os nomes Ogeretsu Kun, Manami Ietel e novamente Yuukichan’s Papa.

Era de conhecimento que tanto Chancacorin Manami como Manami Ietel são pseudônimos da compositora Manami Matsumae, ao passo que Yuukichan’s Papa mascarava a identidade de Yoshihiro Sakaguchi. Tempos depois foi oficializado que Ogeretsu Kun na verdade era o apelido de Takashi Tateishi. Certo. O álbum Capcom Music Generation Famicom Music Complete Works Rockman 1~6 foi lançado em 2002, mas o encarte não trazia a autoria das faixas.

Na entrevista foi revelado que Yoshihiro Sakaguchi foi o programador de ambas as trilhas. Manami Matsumae compôs as músicas e criou os efeitos de som de Mega Man. E quem saiu ganhando nessa história toda é Takashi Tateishi, que fez todas as faixas de Mega Man 2, além dos efeitos de som, sendo alguns deles aproveitados do primeiro. Por causa do Chiptuned Rockman se sabia que a “Bubbleman Stage” e a “Woodman Stage” eram dele. A novidade é que ele também concebeu todos aqueles temas nostalgicamente melódicos do MM2, como “Crashman Stage” e “Dr. Wily Stage 1”.

Mas não acabou ainda. Eles trocavam composições, mesmo que não fossem escalados para determinados projetos. Nessa brincadeira, Matsumae criou a melodia que se escuta por volta de 0:18 a 0:26 na “Airman Stage”, enquanto Tateishi assinou uma música para o arcade Area 88, cuja trilha estava sob os cuidados da compositora.

Mais um caso resolvido. Agora é torcer para que um dia o mesmo aconteça com Mega Man x, que tem cinco nomes listados nos créditos.

[via SEMO]

Hikarisyuyo e os melhores arranjos hard rock do Mega Man 2


Por Alexei Barros

O post é rancoroso, então peço paciência. Não é raro ver bandas de covers, especialmente Minibosses e NESkimos, por serem algumas das mais antigas desta linha, posicionadas em um pedestal que não lhe diz respeito. Já vi serem colocadas, por exemplo, ao lado do The Black Mages, que é formado pelos compositores e arranjadores. Há uma distinção entre amadores e profissionais que não parece ser tão clara assim pela constante confusão. Uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa.

Porém, o que mais me revolta é que as duas (e outra tantas) adquiriram uma fama equiparável ou até superável dos compositores e de bandas oficiais. Pior, sequer são as melhores pelo menos nos arranjos do Mega Man 2, um dos trabalhos mais notórios de ambos. Para mim, é uma popularidade desproporcional à qualidade – claro que você não é obrigado a concordar.

Porque estou falando isso: nos recônditos do site do guitarrista doujin Hikarisyuyo residem as melhores versões rock dos temas do jogo. Muito, mas muito superiores também ao 20th Anniversary Rockman 1~6 Rock Arrange Ver., um álbum da Capcom que, apesar de ter gostado a princípio, vem caindo bastante no meu conceito porque soa sem inspiração sem cotejado com as obras-primas guitarrísticas do Naoto Shibata nos CDs da Konami na década de 1990 que estão em um nível ainda maior.

Não direi que as músicas foram recriadas por completo. Nada mais são do que interpretações literais das melodias executadas de maneira espantosa: as guitarras são afiadíssimas. Tanto, tanto que quase fazem esquecer que a bateria é sintetizada.

Para comparar, relembre antes o medley “Mega Man 2” do Minibosses. A guitarra é áspera e o baixo tem um timbre sem graça, formando um conjunto de sons que cheira a banda amadora, que é o que eles são mesmo e não uma referência no meio musical como muitos costumam pintar.  Passando para as interpretações do NESkimos encontro os mesmos problemas somados a um arrasto enfadonho na performance. Por fim, a “Dr.Wily 1 (Rockman2) mix” do Tohru Iwao é burocrática demais. Conclusões que tirei depois de conhecer o Hikari Syuyo.

Agora escute as versões dele do Mega Man 2 para ver se não está em um outro patamar, respeitando a energia das originais com uma pegada que nenhum dos outros arranjos mencionados têm. Como bônus o tema do Snakeman e da tela-título do Mega Man 3 (quase tão bom quanto a “Start to Playing” da takrockers!!).

À esquerda as originais e à direita as versões do Hikarisyuyo.

Mega Man 2

“Pass Word”“Password”
“Game Start”
“Game Start”
“Metalman Stage”“Metalman”
“Airman Stage”“Airman”
“Bubbleman Stage”“Bubbleman”
“Quickman Stage”“Quickman”
“Crashman Stage”“Crashman”
“Flashman Stage”“Flashman”
“Heatman Stage”“Heatman”
“Woodman Stage”“Woodman”
“Dr. Wily Stage 1”“Wily Stage 1”

Bônus Mega Man 3

“Title”“Title”
“Snakeman Stage”“Snakeman”

P.S.: Entendeu por que sou muito mais as bandas e artistas japas?

Revival megalomaníaco

Por Alexei Barros

Após protestos do assíduo comentarista Platy para com o esquecimento aqui no Hadouken da trilha sonora de Mega Man 9, cá estou para recuperar o tempo perdido, não sem motivo, afinal hoje sai a AST (Arranged Sound Track), a qual já falei antes aqui.

De início, repudiei a idéia do jogo feito à moda antiga, por esperar algo da excelência do Bionic Commando Rearmed, embora a proposta não tivesse me desmotivado a ponto de sequer jogá-lo. Já perdi a conta de quantas vezes já comentei isso.

Enfim, no momento em que Mega Man 9 foi anunciado nesse estilo retrô, instantaneamente questionei quem faria a trilha, afinal, para mim, da mesma forma que os capítulos recentes padecem de inspiração, as músicas já não eram tão incríveis como antigamente. Compare, por exemplo, X7 com o X. Então.
Continue lendo ‘Revival megalomaníaco’

O time imbatível de arranjadores de Rockman 9 AST

Por Alexei Barros

Mega Man completará 21 anos de vida, e acredito que somente há pouco tempo, questão de um biênio, as músicas de melodias pegajosas recebem o tratamento que merecem.  Os CDs 20th Anniversary Rockman 1~6 Rock Arrange Ver. e 20th Anniversary Rockman 1~6 Techno Arrange Ver., lançados em 2007, pareciam casos específicos, isolados. Bastou anunciarem Mega Man 9 para ensejar o debute orquestrado da série no Press Start 2008 ~Symphony of Games~, a novidade que aguardo com maior ansiedade, e o promissor Rockman 9 Arranged Soundtrack, que será lançado em 10 de outubro, para acompanhar o Rockman 9: The Ambition’s Revival!! Original Soundtrack, que chega em 12 de setembro.

A AST trará nada menos do que 23 faixas – um número generoso; álbuns do gênero costumam trazer dez, 15 músicas no máximo – arranjadas por nomes que têm intimidade com Mega Man: Akari Kaida, vulgo Akari Grooves (Mega Man & Bass e Battle Network 5), Shusaku Uchiyama (Mega Man 8 e X3), Makoto Tomozawa (Mega Man X, X3, 7, Legends e Legends 2), Manami Matsumae, a.k.a. Chanchacorin Manami (Mega Man 1 e 2), e Yasuaki Fujita, também conhecido por Bunbun (!?) (Mega Man 3 e 4). Na produção, Ippo Yamada, e na direção, Yu Shimoda.

Destaco o regresso de Fujita, compositor que também participou de Breath of Fire e Pulstar, e chegou a fazer parte da banda da Capcom, Alph Lyla, no Game Music Festival ’92 na companhia de Yoko Shimomura e outros músicos da produtora, e era tido como alguém que havia abandonado a indústria dos games! Um cara que cria uma música como a “Title” do Mega Man 3 com todas as restrições do NES merece respeito, mesmo assumindo a esdrúxula alcunha nadegal supracitada. Não será a Alph Lyla que tocará, mas o álbum terá a performance de um grupo musical, formado por Tsutomu Kurihara (guitarra), Luna Umegaki (teclado), Toshiki Horisawa (guitarra) e Masuhiro Goto (bateria).

Como se tudo não fosse o suficiente, o disco trará um encarte de 24 páginas ilustradas por Hitoshi Ariga (o artista responsável pela capa do CD do Symphonic Shades, para você ver como o mundo é minúsculo), que também fará nesse livreto o mangá Rockman Megamix de 16 páginas com uma história secreta, sob a supervisão da Inti Creates. Não pergunte por que, mas ele tem um blog hospedado no servidor da Ancient, a produtora onde trabalha Yuzo Koshiro (o que dizia sobre o tamanho do planeta?).

A Rockman 9 AST já pode ser reservada na loja da Capcom, e quem encomendar receberá de brinde um adesivo para colar na sobrecapa do CD, para ter uma capa alternativa.

Agradecimentos pela avalanche de informações repassadas e traduzidas pelo Fabão.

[via Gpara]

Press Start 2008: a megalomania de Mega Man 2

Por Alexei Barros

O livro R20 Rockman & Rockman X Official Complete Works é sensacional pelo que dizem. O álbum 20th Anniversary Rockman 1~6 Rock Arrange Ver. é bom. O 20th Anniversary Rockman 1~6 Techno Arrange Ver. melhor ainda. A festa de aniversário Mega Man 20th Party pareceu fenomenal. O próprio Mega Man 9 é uma celebração do passado 8-bits – não escondo que preferiria que fosse à la Bionic Commando Rearmed. Mas de todos os presentes de aniversário de 20 anos que contemplaram Mega Man, nada supera o regozijo de apreciar as músicas traduzidas por uma orquestra. Algo nunca realizado anteriormente e que será feito, próximo da comemoração da maioridade, no Press Start 2008 ~Symphony of Games~. Onde mais?

Representa a realização de um anseio dos fãs persistentes, que, transtornados e perplexos, buscavam justificativas cabeludas nos fóruns pela Internet afora para o fato de nenhuma apresentação e, sobretudo, a Capcom jamais lançar um CD orquestrado.

Na revelação do Press Start 2008, questionei: “Quando teremos o “Mega Man Medley” (…)?”. O Fabão, evidentemente, citou “Rockman Medley” na sua wishlist. Porém, no oitavo segmento pensei que o devaneio seria adiado para outro ano: “…pelo fato de Ace Attorney ser da Capcom, somam-se dois segmentos da produtora (Monster Hunter é o outro), o que de certa forma diminui a chance de aparecer Mega Man (…)”. Mas ponderei: “Enfim, nunca se sabe…”. Nunca se sabe o que esperar do concerto de game music que mais atende às súplicas dos fãs.

Masahiro Sakurai, o autor do post, menciona que muitos jogadores pediram pela inclusão de Mega Man, e pergunta: como escolher um dentre mais de 50 títulos lançados? De todas as séries, X, Legends, Battle Network, Zero, ZX e Star Force, a original, que ruma para o nono capítulo, ainda é sua predileta. E dos nove, Mega Man 2 possui os temas mais populares e conhecidos. De pleno acordo, afinal a trilha sonora, composta por Ogeretsu Kun, Manami Matsumae e Yoshihiro Sakaguchi, é uma das melhores de todos os tempos. No término, Sakurai diz que o ritmo acelerado foi um desafio para a orquestração do medley. Como as músicas combinam com techno, questionou até onde seria possível adequá-las para uma orquestra, e é possível que seja necessário fazer arranjos drásticos.

Minha vontade é que o medley abrace todos os temas de fase, mas ficaria imensamente feliz com “Opening” (abertura), “Title” (tela-título), “Game Start” (fanfarra da aparição do inimigo), “Bubbleman Stage”, “Woodman Stage”, “Crashman Stage” e “Dr. Wily Stage 1”. Nem vou reclamar que não haverá a “Title” do Mega Man 3, e nem Mega Man X, que deve estar reservado para o Press Start 2009.

Grandemente agradecido pela tradução do Fabão.

[via PRESS START]

Set list até o momento:

01 – Wild Arms
02 – Super Mario Galaxy
03 – Monster Hunter
04 – Spelunker
05 – Touch! Generations Medley
06 – Samurai Shodown
07 – Uematsu’s Early Years Medley
08 – Ace Attorney
09 – Baten Kaitos


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