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Seiken Densetsu 25th Anniversary Orchestra Concert: o perigo real de um tema de combate contra chefes no concerto da série Mana

No Japão, sempre vai ter público em um concerto de games

Por Alexei Barros

Depois de décadas, alguém da Square Enix parece ter se tocado em 2017 que não é apenas Final Fantasy que merece concertos dedicados. A série Seiken Densetsu/Mana comemorou 25 anos de existência em 2016 com o lançamento de Final Fantasy Adventure para Game Boy em 1991, mas a apresentação de aniversário só aconteceu no dia 24 de março de 2017. O álbum Seiken Densetsu 25th Anniversary Orchestra Concert CD com a gravação do espetáculo demorou para sair e só foi lançado quase um ano mais tarde, no dia 24 de janeiro de 2018. O evento teve envolvimento na produção do site 4Gamer.net e, inclusive, foi chamado de Music 4Gamer #1, sugerindo que esse é o primeiro de uma série de concertos temáticos.

Antes da apresentação no Bunkamura Orchard Hall em Tóquio, aconteceu um bate-papo com os compositores Hiroki Kikuta (Secret of Mana e Seiken Densetsu 3) e Kenji Ito (Final Fantasy Adventure e Dawn of Mana), o dublador Nobuhiko Okamoto e o escritor Mafia Kajita, que costuma assinar artigos para o 4Gamer.Net. A Yoko Shimomura (Legend of Mana e Heroes of Mana) não pôde comparecer por conflitos na sua agenda de trabalhos. Em um dos intervalos, Kajita e Okamoto conversaram ainda com Masaru Oyamada, produtor de Rise of Mana; Hiromichi Tanaka, produtor de Secret of Mana e diretor de Seiken Densetsu 3; e Koichi Ishii, o criador da série.

Agora falando do que mais interessa, a performance foi da Tokyo Symphony Orchestra sob a regência do maestro Maiku Shibata. Não houve coral nem instrumentos elétricos, como guitarra e baixo. Os arranjos foram do quarteto formado pelos experientes Kousuke Yamashita, Sachiko Miyano e Natsumi Kameoka e pelo novato Naoya Iwaki.

Assim que vi o set list, eu simplesmente fiquei incrédulo com a presença da “Danger”, tema de batalha contra chefes do Secret of Mana que ganhou seu primeiro arranjo orquestral oficial. Há anos eu esperava por esse momento e cheguei a pensar que era um fã solitário da melodia alucinante – parece umas cinco músicas em uma só. O resultado me agradou sobremaneira, pois capta toda a montanha-russa de notas da original, explorando a multiplicidade de instrumentos da orquestra. A música é tocada inteira uma vez, repetindo apenas um trecho do início que serve como um desfecho. Com todo o respeito, é muito superior às versões de duas orquestras pró-amadoras/profissionais japonesas: a Game Band e a JAGMO (esta eu nem publiquei por aqui, especialmente pela qualidade de áudio não estar nada legal, apesar de ser a gravação de uma transmissão).

As músicas do primeiro jogo da série, Final Fantasy Adventure (Seiken Densetsu), nunca tinham sido tocadas antes. Secret of Mana, Seiken Densetsu 3 e Legend of Mana já apareceram em outros concertos

Embora achasse o talentoso Kousuke Yamashita o mais indicado para arranjar a “Danger”, a missão foi realizada com muita competência pela Sachiko Miyano, que tem um longo currículo de participações em concertos de Final Fantasy. Ela inclusive é a autora do arranjo da “Hightension Wire” (Seiken Densetsu 3), que soa Hiroki Kikuta mais do que nunca. Yamashita foi o responsável pelo excelente arranjo da “Meridian Dance” (Secret of Mana) – essa já tinha sido arranjada duas vezes anteriormente em medleys; primeiro pelo Jonne Valtonen no Symphonic Fantasies e depois pelo Roger Wanamo no Symphonic Fantasies Tokyo.

Passada a empolgação, me chamou a atenção a completa aleatoriedade com que as faixas foram organizadas, muitas vezes reunindo em um mesmo medley músicas de jogos diferentes, de estilos distintos e sem nenhum tema em comum. A própria “Danger” que eu rasguei elogios aparece em um medley com a “Mana’s Tale”, uma música tranquila do Kenji Ito para o Dawn of Mana… Não faz sentido. Nesse aspecto, me lembrou alguns segmentos do Press Start, com a diferença que a falecida série de concertos não era temática. Nessa ocasião, seria muito mais fácil organizar os medleys por jogos ou por temas de personagens ou de combate.

Além disso, me incomodaram algumas transições muito mal feitas ou simplesmente inexistentes, como a hora em que a “Endless Battlefield” vai para a “Into the Thick of It” e dessa para a “Swivel”. Só um parêntesis: é interessante a forte presença da marimba na “Into the Thick of It”. Embora não tão marcante na faixa original, o timbre desse instrumento é uma das principais marcas da trilha de Secret of Mana. Mas voltando a pegar no pé do Naoya Iwaki, que é o responsável por essa partitura, a transição da “The Fool’s Dance”para a “The Final Decisive Battle” também não foi satisfatória. Não há nenhuma conexão da “In Sorrow” para a “Let Your Thoughts Ride On Knowledge”, mas como as músicas são suaves não houve tanto problema. A única transição aceitável que o Iwaki fez foi no enésimo arranjo da “Angel’s Fear” – apesar de já ter sido tocada muitas vezes, não poderia faltar – para a “Meridian Child”, no qual realmente se nota que ele se esforçou em interligar as duas faixas.

Felizmente, os demais arranjadores foram muito melhores nas transições restantes. Eu até achei que os arranjos do Legend of Mana tivessem sido reaproveitados dos álbuns drammatica e memória!, mas as partituras são novas, misturando músicas já arranjadas com outras ainda não orquestradas. Até mesmo a faixa 11, que segue a mesma ordem de músicas do arranjo do drammatica e também é da Natsumi Kameoka não é exatamente igual.

Apesar de o concerto chegar a apenas 59 minutos do CD (confira no fim do post), duas músicas tocadas na apresentação foram cortadas do álbum: a “Angel’s Fear” em arranjo alternativo – como se não bastassem os cinco já existentes e mais a versão que apareceu no próprio espetáculo – e a “Rising Sun” em um solo de piano do Kenji Ito. Nem fizeram tanta falta assim.

Entre acertos e tropeços, a realização do sonho de ouvir a “Danger” orquestrada deixa o saldo positivo e me faz aumentar a expectativa pelo remake de Secret of Mana que será lançado neste mês de fevereiro de 2018 com um time de peso de arranjadores, que inclui, além de nomes como Tsuyoshi Sekito e a citada Sachiko Miyano, ninguém mais, ninguém menos do que Yuzo Koshiro!

Hiroki Kikuta e Kenji Ito dividem a autoria das composições da série Seiken Densetsu. Ainda tem a Yoko Shimomura, que infelizmente não pôde estar presente

Ato I
01. “Rising Sun” (Final Fantasy Adventure)
02. “Endless Battlefield” (Final Fantasy Adventure) ~ “Into the Thick of It” (Secret of Mana) ~ “Swivel” ~ (Seiken Densetsu 3)
03. “Legend of Mana ~Title Theme~” ~ “Earth Painting” (Legend of Mana)
04. “Mana’s Tale” (Dawn of Mana) ~ “Danger” (Secret of Mana)

Ato II
05. “Angel’s Fear” (Secret of Mana) ~ “Meridian Child” (Seiken Densetsu 3)
06. “City of Flickering Destruction” (Legend of Mana)
07. “In Sorrow” ~ “Let Your Thoughts Ride On Knowledge” (Final Fantasy Adventure)

Ato III
08. “Pain the Universe” (Legend of Mana) ~ “Black Soup” (Seiken Densetsu 3)
09. “The Fool’s Dance” (Dawn of Mana) ~ “Final Battle” (Final Fantasy Adventure)
10. “Meridian Dance” (Secret of Mana)

Bis
11. “Hometown of Domina” ~ “Where the Heart Resides” ~ “Hometown of Domina” (Legend of Mana)
12. “Hightension Wire” (Seiken Densetsu 3)

Composição: Kenji Ito (Final Fantasy Adventure e Dawn of Mana), Hiroki Kikuta (Secret of Mana e Seiken Densetsu 3) e Yoko Shimomura (Legend of Mana)
Arranjo:
Kousuke Yamashita (01, 09, 10), Naoya Iwaki (02, 05, 07), Natsumi Kameoka (03, 06, 11) e Sachiko Miyano (04, 08, 12)

[via 4Gamer.net, Square Enix]

O álbum de Legend of Mana que promete

53906-1442403333Por Alexei Barros

Já tentei mais de uma vez me aventurar pelas belas florestas de Legend of Mana no PlayStation, mas acabo me decepcionando ao não encontrar um jogo nas mesmas características do fantástico Secret of Mana. Mesmo assim, isso não me impediu de apreciar a trilha musical, um dos trabalhos mais icônicos da carreira da Yoko Shimomura. De uns tempos para cá, Legend of Mana passou a ser rememorado em diversos concertos – até na Europa, onde o RPG nunca foi lançado oficialmente (nem mesmo na PSN).

Aproveitando essa onda, no dia 30 de setembro (vulgo amanhã), sai no Japão o disco Seiken Densetsu Legend of Mana Arrangement Album -Promise- – simplesmente 16 anos após o lançamento original no Japão. Como o nome já diz, é um CD com faixas arranjadas: 12 para ser preciso.

A Square Enix teve a bondade de liberar samples de todas as músicas, embora o site funcione de uma maneira meio chata: o player para se você trocar de aba no seu navegador. Ou seja, para continuar ouvindo, você é obrigado a ficar com a página aberta.

Eu realmente queria reconhecer algum dos arranjadores e dos instrumentistas, mas não achei ninguém que eu já tivesse ouvido falar. De qualquer forma, as amostras revelam uma agradabilíssima mistura de jazz (“Hometown of Domina” e bossa nova (“Legend of Mana”), apresentando instrumentos como bateria, baixo acústico, violão, violino e até flauta. A música que mais estou na expectativa é a “Song of Mana”, que sou simplesmente fascinado – tanto pelo tema original como pelos diversos arranjos. Dessa vez, o solo em sueco será da cantora Carina, que também desconhecia, mas, como todo o álbum, promete bastante.

A Square Enix liberou um vídeo mostrando os bastidores da gravação do Promise, incluindo alguns depoimentos em japonês da Yoko Shimomura, que sempre esbanja simpatia.

 

Entre no VGMdb para conferir a tracklist e vá ao site da Square Enix para apreciar os samples.

Agradecimentos ao Farley Santos pela dica do álbum.

Press Start 2015: o começo do fim

menu_logoPor Alexei Barros

Mais ou menos nesta época do ano começo a ficar na expectativa por novidades da edição anual do Press Start. Mas preciso me acostumar com a ideia de que isso acontecerá pela última vez. Sim, o Press Start vai acabar. De maneira impressionante, o espetáculo se manteve na ativa durante nove anos, mas a récita de 2015 será a décima e derradeira.

O Press Start 2015 acontecerá em duas apresentações no dia 8 de agosto, com a orquestra e o anfiteatros mais recorrentes durante todo esse tempo: a Kanagawa Philharmonic Orchestra, que tocou em 2008, 2010, 2011 e 2014 no Tokyo Metropolitan Art Space, que sediou o espetáculo em 2009, 2010, 2013 e 2014.

Com esse clima de despedida, os organizadores não parecem ter se esforçado muito para introduzir novidades bombásticas. O set list é baseado em grandes hits dos anos passados e, sem esconder o jogo, todos os segmentos aparentemente foram revelados.

– Super Mario Bros.

ps2015_marioCusto a acreditar que aquele mesmo segmento do Orchestral Game Concert já executado em 2009 e 2013 no próprio Press Start vai aparecer de novo. Apesar dessa repetição, devo ressaltar que a série de concertos foi a que se manteve mais atualizada em relação a novos jogos do Mario, com segmentos de New Super Mario Bros. Wii e Super Mario Galaxy 2, embora tenha faltado o Super Mario 3D Land.

– Ore no Shikabane o Koete Yuke

ps2015_oreshikaOre no Shikabane wo Koete Yuke é um RPG obscuríssimo lançado apenas no Japão para PlayStation em 1999 e para PSP em 2011. Esse jogo já teve seu segmento no Press Start 2009, com a participação da cantora Lioko Kihara. A reprise deve ter sido motivada pelo lançamento da continuação, Oreshika: Tainted Bloodlines, que saiu em 2015, inclusive também no Ocidente, apesar do predecessor não ter vindo para este lado do mundo.

– Xenoblade Chronicles

ps2015_xenobladeExecutado em 2011 e 2013, o segmento do RPG para Wii até teve uma excelente apresentação própria. Ainda fico me perguntando como vou jogar esse jogo dada a dificuldade para conseguir uma cópia. E lamento que nenhum concerto tocará tão cedo alguma música do sucessor Xenoblade Chronicles X para Wii U, com a trilha de Hiroyuki Sawano – inclusive ainda devo um post sobre isso.

– Mother

ps2015_motherO RPG para Famicom criado por Shigesato Itoi já apareceu no Press Start 2010 e 2013 em um medley com as belas músicas compostas por Keiichi Suzuki e Hirokazu Tanaka. Os japoneses realmente parecem gostar muito do jogo e da trilha, o que não parece ser motivação suficiente para Itoi cogitar fazer um novo título da série.

– The Legend of Zelda

ps2015_zeldaNão está muito claro exatamente qual segmento de Zelda será tocado neste ano, já que a série apareceu em diferentes números ao longo dos anos. A julgar pela imagem do jogo para NES no site, deve ser um arranjo dos mais mastigados com o icônico tema principal assinado por Koji Kondo. Uma pena que com o fim do Press Start, diminuem as chances de aparecer tão cedo um segmento do próximo e aguardadíssimo jogo para Wii U.

– Rhythm Heaven

ps2015_rhythmO público realmente parece gostar desse segmento interativo do jogo de ritmo para Nintendo DS à la Video Games Live já tocado em 2009, 2010 e 2013. Tanto que o jogo seguinte da série, Rhythm Heaven Fever (Wii, 2012) passou batido e o vindouro Rhythm Tengoku: The Best Plus (3DS, 2015) provavelmente teria o mesmo caminho.

– Classical Music Medley

ps2015_classicTrata-se de uma miscelânea com músicas eruditas utilizadas em jogos. Apareceu no Press Start 2011 e sua gravação em áudio chegou a ser disponibilizada para apreciação no site oficial. Mas negligentemente eu não ripei na ocasião e a tiraram do ar. Não era algo fora de série, levando em conta que essas músicas são executadas pelas melhores orquestras do mundo e as transições não eram elaboradas, mas é um registro que se perdeu.

– Final Fantasy VIII

ps2015_ff8Outra novidade… Ou perto disso. Desde a primeira edição, o Press Start sempre teve um segmento da série, mas sempre eram reprises, até que em 2011 o concerto tocou um medley inédito de FFIV. Em 2012, o segmento do FFXI também foi novo. FFVIII nunca tinha aparecido antes no Press Start, e o texto cita as músicas “Eyes On Me” e a “The Man With the Machine Gun”. Apesar de as duas faixas já terem sido arranjadas – a primeira inclusive ganhou uma versão orquestrada no Final Fantasy Orchestral Album -, não existe um único número que inclua as duas, o que me leva a acreditar que se trata de um arranjo novo.

– Legend of Mana

ps2015_seikenA aparição do RPG do PlayStation no Press Start 2012 me surpreendeu na ocasião porque é de uma série deixada de lado pela Square Enix. Resta saber se o medley terá a fantástica “Song of Mana” cantada como na estreia ou instrumental, como na reprise em 2013.

– Chrono Trigger e Cross

ps2015_chronoFalando em Square Enix e em séries escanteadas… Provavelmente, o concerto tocará o mesmo medley executado no Press Start 2010 e 2013. A série também apareceu no Press Start 2008, mas em uma seleção de faixas diferente. Bacana, mas depois do que foi feito no Symphonic Fantasies é difícil que outro arranjo consiga chamar a atenção. Precisa ser muito inusitado, como este medley da Brass Exceed Tokyo.

– Shadow of the Colossus

ps2015_wandaPor incrível que pareça, a trilha magnânima de Kow Otani teve uma aparição única na série, sendo lembrada apenas no Press Start 2007 em um medley bem simples com a  “Revived Power ~ Battle With the Colossus” e a “Grotesque Figures ~ Battle With the Colossus~”. Aproveito a ocasião para soltar um desabafo: ando cansado de ler e ouvi dizer que “jogo X foi inspirado por Shadow of the Colossus” ou “jogo Y tem influências de ICO”. Queria algo direto da fonte, do Fumito Ueda. Puxa vida, Shadow of the Colossus vai comemorar dez anos em 2015. Será que é muito sonhar com The Last Guardian para esta E3 2015 ou é mais fácil eu acreditar no anúncio de um novo console da Sega?

[via PRESS START]

“Song of Mana ~Ending Theme~” – Legend of Mana (Music in Motion)

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Por Alexei Barros

A parte de games do concerto Music in Motion realizado em 2014 pela WDR Radio Orchestra Cologne não teve apenas a surpreendente e magnífica “Final Fantasy XII Suite”. O espetáculo também contou com uma performance da maravilhosa “Song of Mana ~Ending Theme~”, tema de encerramento do Legend of Mana cantado em sueco.

O RPG do PlayStation não foi lançado na Europa, o que parecia diminuir a probabilidade de as músicas da Yoko Shimomura serem executadas por lá. Ainda assim, quatro faixas do jogo já tinham sido tocadas no concerto Sinfonia Drammatica, realizado na Suécia em 2009, com os arranjos da Shimomura e orquestração da Natsuki Kameoka usados no álbum drammatica. O mesmo quarteto de músicas selecionado para o espetáculo e mais a “Song of Mana ~Opening Theme~” deram origem a um medley tocado no Press Start 2012 que teve a performance da cantora sueca Sofi Persson.

Além disso tudo, a canção ganhou um arranjo orquestral da Natsumi Kameoka para o álbum memória, que comemorou 25 anos de carreira da Yoko Shimomura e vergonhosamente não citei por aqui. A “Song of Mana – Orchestral Version -“, como a faixa foi rebatizada, é belíssima e conta com a performance da mesma cantora do jogo, a sueca Annika Ljungberg. No lugar dos instrumentos de banda (bateria, guitarra e baixo) e da flauta de pã, as cordas e especialmente o piano apresentam maior proeminência do que na canção original.

A versão do Music in Motion, por sua vez, foi arranjada pelo sempre competente Jonne Valtonen, que já havia explorado as músicas da Shimomura na suíte de Kingdom Hearts no Symphonic Fantasies. Porém, esse arranjo segue uma linha mais tradicional do que a costumeira abordagem artística do finlândes, mantendo inclusive o vocal da música. No Music in Motion, o solo foi novamente da cantora alemã Viviane Essig, como no segmento de Final Fantasy XII.

Embora tenha uma leve preferência pelo arranjo do memória por conta do timbre mais suave da Annika e das intervenções no piano, essa performance ao vivo tem o seu valor pela forma com que a orquestra dialoga com Essig e como as cordas reproduzem os trechos da flauta de pã. Clicando no link abaixo é possível ouvir a gravação deste segmento.

“Song of Mana ~Ending Theme~”

Press Start 2013: do início ao fim, só no vale a pena ouvir de novo


Por Alexei Barros

Apenas para deixar registrado e não se fala mais nisso: dia 30 de agosto o Tokyo Metropolitan Art Space sediou a realização do Press Start 2013, oitava edição da série japonesa de concertos. Como já adiantado nos posts anteriores, neste ano a equipe organizadora decidiu fazer algo não muito empolgante: dedicar o set list todo às reprises. Para quem não esteve lá ao vivo, realmente não é nada animador. Sob a batuta de Taizo Takemoto, a Tokyo Philharmonic Orchestra tocou as dez faixas mais votadas do público em ordem crescente e mais quatro segmentos adicionais. Tinha a expectativa de que pelo menos os dois números do bis fossem inéditos, mas também foram desanimadores repetecos.

Para não ficar muito repetitivo, o post vai ser menor do que o dos anos anteriores. Apenas algumas poucas observações após o set list.

Ato I

01. Super Mario Bros.: “Overworld” ~ “Underwater” ~ “Underworld” ~ “Overworld” (2009)
02. [10º] Kirby’s Dream Land: “Title” ~ “Green Greens” ~ “Float Islands” ~ “Sweet Potato Shooting” ~ “King Dedede’s Theme” ~ “Ending” (2009)
03. [9º] Xenogears: “Knight of Fire” ~ “In a Prison of Peace and Regret” ~ “Flight” (2011)
04. [8º] Okami: “The Beginning” ~ “Ryoshima Plains II” ~ “Reset” ~”Thank You” Version~ (2009 e 2011)
05. [7º] Legend of Mana: “Legend of Mana ~Title Theme~” ~ “Colored Earth” ~ “Hometown Domina” ~ “Ruined Sparkling City” ~ “Song of Mana ~Opening Theme~” (2012)
06. [6º] Baten Kaitos: “To the End of the Journey of Glittering Stars” (2008)
07. [5º] Mother Medley: “Eight Melodies” (Mother) ~ “Eight Melodies” (EarthBound) ~ “Snowman” (Mother) ~ “LOG-O-TYPE” ~ “Porky’s Theme” ~ “MOTHER 3 ‘Love Theme” (Mother 3) (2006)

Ato II

08. [4º] Wild Arms: “Wild Arms 2nd Ignition” Medley (Intro) ~ “Battle vs Lord Blazer” (Wild Arms 2) ~ “Into the Wilderness” (Wild Arms) ~ “First Ignition” (Wild Arms 2) (2008 e 2010)
09. Rhythm Heaven: “Ninja” (2009 e 2010)
10. [3º] NieR: “Shadowlord” ~ “Emil” ~ “Kainé” ~ “Song of the Ancients” (2011)
11. [2º] Chrono Trigger e Chrono Cross: “A Premonition” ~ “Chrono Trigger” ~ “Wind Scene” ~ “Frog’s Theme” ~ “Decisive Battle with Magus” ~ “Epilogue ~ To Beloved Friends” (Chrono Trigger) ~ “Frozen Flame” ~ “Marbule: Home” ~ “Scars of Time” (Chrono Cross) (2010)
12. [1º] Xenoblade Chronicles: “Xenoblade” ~ “Gaur Plains” ~ “Mechanical Rhythm” ~ “Riki the Legendary Hero” ~ “Sator, Phosphorescent Land / Night” ~ “Those Who Bear Their Name” ~ “Confrontation with the Enemy” (2011)

Bis

13. Final Fantasy X: “At Zanarkand” (2009 e 2010)
14. Monster Hunter: “Proof of a Hero” (2006 e 2008)

– Tirando o Super Mario Bros., que abriu o concerto, o segmento interativo do Rhythm Heaven, “At Zanarkand” e “Proof of a Hero”, o programa segue a ordem dos números favoritos do público japonês como detalhei acima. Fiquei um pouco surpreso por Xenoblade Chronicles na liderança, porque o jogo é recente e os japoneses costumam ser nostálgicos nessas votações. Fora isso, o Yasunori Mitsuda aparece duas vezes na lista, com Chrono em segundo e Xenogears em nono, assim como a Yoko Shimomura com Legend of Mana e Xenoblade Chronicles (este com outros compositores).

– De última hora, a sueca Sofi Persson não pôde comparecer para cantar a “Song of Mana ~Opening Theme~” do Legend of Mana, como ela fez no Press Start 2012. Em vez de improvisar com outra artista, a performance foi instrumental, só com a orquestra.

– De resto, foram todas aquelas participações especiais já previstas: Hide-Hide (Okami), Emi Evans (NieR), Manami Kiyota e ACE (Xenoblade Chronicles), Akihiro Hayakawa (Wild Arms), além do Haruo Kubota (violão) e Vagabond Suzuki (contrabaixo).

– Diferentemente dos anos anteriores, parece que não houve bate-papos com os compositores originais. Pelas fotos, não vi ninguém de diferente.

– Espero que a apresentação tenha servido para gravarem um CD, já que o último, Press Start the 5th Anniversary,  foi lançado lá em 2010. E, por favor, que no próximo ano compensem essa avalanche de repetecos só com novidades.

[via Famitsu]

Press Start 2013 confirmado; por enquanto apenas cinco reprises no set list

Por Alexei Barros

Passa ano, vem ano, mais Press Start. Desde 2006 tem sido assim, com pelo menos uma apresentação anual no Japão. Em 2013, o concerto acontecerá dia 30 de agosto no Tokyo Metropolitan Art Space, com capacidade para 2000 assentos, e performance da Tokyo Philharmonic Orchestra sob a condução de Taizo Takemoto. Nesta oitava edição confesso não ter nada de muito novo para falar: “espero pelo segundo CD”, “aguardo novidades japonesas”, “quando vocês vão tocar Donkey Kong e Metroid?” etc. O de sempre. Ou seja, nada de novo.

Se eu não tenho grandes novidades para compartilhar sobre o Press Start 2013, o set list parece incorporar esse espírito da mesmice, com, até o momento, decepcionantes cinco reprises. Espero, pelo menos, que daqui em diante sejam somente novidades, com aquelas seleções marotas que só o Press Start possui. Por enquanto, só me resta comentar os números requentados e, para não ficar mais monótono do que já está, coloquei sugestões de números inéditos para cada uma.

– Okami: “The Beginning” ~ “Ryoshima Plains II” ~ “Reset” ~”Thank You” Version~

Já executado no Press Start 2009 e 2011, considero um repeteco altamente dispensável porque é um dos poucos que já tivemos a oportunidade de ouvir e ver também, com um vídeo oficial mostrando a primeira vez em que o Okami foi tocado. Se pudesse trocar por outro jogo da Clover Studio/Platinum Games, optaria sem pestanejar pelo Bayonetta, que inclusive compartilha alguns compositores com o Okami, como o Hiroshi Yamaguchi, autor da “One Of A Kind”.

– Chrono Trigger e Chrono Cross: “A Premonition” ~ “Chrono Trigger” ~ “Wind Scene” ~ “Frog’s Theme” ~ “Decisive Battle with Magus” ~ “Epilogue ~ To Beloved Friends” ~ “Frozen Flame” ~ “Marbule: Home” ~ “Scars of Time”

Acho que só se justificaria um medley da série se fosse novo – como, por exemplo, fez muito bem a Cosmosky Orchestra, com músicas pouco usuais do Chrono Cross. Já teve Chrono em 2008 e 2010 com duas seleções de faixas diferentes, mas o site do concerto afirma que a reprise será idêntica à segunda vez que o jogo foi apresentado. No lugar, podiam fazer algo com o… Radical Dreamers.

– Legend of Mana: “Legend of Mana ~Title Theme~” ~ “Colored Earth” ~ “Hometown Domina” ~ “Ruined Sparkling City” ~ “Song of Mana ~Opening Theme~”

Pela escolha feliz de composições, deve ter sido um dos melhores números do Press Start 2012. Com certeza isso os levou a quererem repetir sem muita demora já neste ano. Resta saber se haverá de novo a cantora sueca radicada no Japão Sofi Persson como em 2012. Mas, Shimomura por Shimomura, talvez pudessem tocar um medley do Kingdom Hearts mais caprichado que o de 2007.

– Xenogears: “Knight of Fire” ~ “In a Prison of Peace and Regret” ~ “Flight”

Yasunori Mitsuda mais uma vez representado com um medley executado no Press Start 2011. Muito provavelmente a escolha se deu por Xenogears ter ficado na berlinda após o lançamento do Myth: The Xenogears Orchestral Album no mesmo ano. Inclusive o medley tem faixas não arranjadas nesse CD. Se pudesse trocar, ficaria evidentemente com Xenosaga, o qual o concerto Score já fez uma belíssima apresentação.

– NieR: “Shadowlord” ~ “Emil” ~ “Kainé” ~ “Song of the Ancients”

Outra repetição do Press Start 2011. Lembro na época como a trilha original polarizou opiniões em fóruns de discussão na internet. Ironicamente, eu fico no meio desses polos, porque há boas músicas, mas chega uma hora que a repetição começa a imperar. Como há dois anos, não teremos a “Grandma”, que, por uma nova ironia, considero a melhor da trilha. Para continuar com um jogo desenvolvido pela Cavia, que, aliás, fechou as portas após o lançamento do NieR, eu voltaria para a geração PlayStation 2 para se lembrar da transcendental trilha de Drakengard 2 por músicas como a “Fate”.

[via PRESS START]

Press Start 2012: variado como nunca, competente como sempre

Por Alexei Barros

No dia 23 de setembro, aconteceu em Tóquio a sétima edição do concerto Press Start em duas apresentações, ambas com a performance da Tokyo Philharmonic Orchestra sob a batuta do maestro Taizo Takemoto. Até aqui, nada de muito surpreendente, mas, confirmando a expectativa causada pelas excelentes seleções de jogos, o espetáculo neste ano aparentou ser dos mais inspirados.

Minhas impressões baseadas nas fotos do concerto e nas poucas informações compreensíveis pelo tradutor do Google foram publicadas depois do Hadouken.
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Press Start 2012: um pouco de tudo na segunda meia-dúzia de segmentos

Por Alexei Barros

Se nas primeiras seis atualizações do Press Start 2012 havia especialmente títulos portáteis, nesta segunda atualização, que trouxe mais meia-dúzia de novidades, há uma boa diversidade de jogos antigos e novos para diversos sistemas diferentes. Vamos a elas:

– Muramasa: The Demon Blade: “Introduction” ~ “Impermanence”

Eu normalmente não gosto quando o Press Start reprisa segmentos, mas, quando não existe um registro oficial do número, aumentam as chances de a performance sair em algum CD. O problema é que isso já aconteceu com o Muramasa no álbum Oboromuramasa Ongakushuu Hensou no Maku. Inclusive comentei em detalhes a  “Muramasa: The Demon Blade”, executada anteriormente no Press Start 2010 aqui. O maestro Taizo Takemoto relembrou a ocasião com saudade no texto de revelação, exaltando a mistura de orquestra com guitarra e instrumentos japoneses (tsugaru shamisen e shakuhachi). A escolha mostra como a organização nem sempre se importa com o hype, visto que o Wii já está em vias de se despedir.

– Phoenix Wright: Ace Attorney: “Great Revival ~ Reiji Mitsurugi” (Phoenix Wright: Ace Attorney – Justice for All) ~ “Ryuuichi Naruhodou ~ Objection!” ~ “Investigation ~ Overtaked“ (Phoenix Wright: Ace Attorney)

Eu normalmente não gosto quando o Press Start… não preciso repetir a primeira frase do segmento anterior, né? Mais uma reprise, desta vez do Press Start 2008. A diferença é que o número arranjado pelo Noriyuki Iwadare não chegou a ser registrado oficialmente. Não que faça uma falta absurda, de outro mundo. As três faixas que formam o medley, talvez as mais icônicas da série, foram orquestradas separadamente nos concertos da saga de advocacia virtual realizados naquele mesmo ano de 2008. Milagre: consegui entender alguma coisa aproveitável no Google Translator; Kazushige Nojima lembrou que o primeiro Gyakuten Saiban (como o jogo é conhecido originalmente) saiu em 2001 (para Game Boy Advance) e que parece que foi outro dia que isso aconteceu. Inclusive ele soube do jogo pela Famitsu e ficou bastante impressionado pelo conceito na ocasião – “Objection!”, “Hold It” e todos aqueles impropérios. Mas será que não valeria mais a pena se fosse tocada alguma do Gyakuten Kenji 2 (aquele que a Capcom se recusa a localizar para o Ocidente)?

– Ihatovo Monogatari

O adventure da desconhecida Hect com toques de RPG do Super Famicom está um passo mais fundo da obscuridade dos jogos nunca lançados nos EUA, porque nem tradução de fãs o título recebeu. Nobuo Uematsu disse que a trilha tem o seu lugar na história da game music, com músicas ternas que simulam as cordas (eu achei relativamente convincentes, como mostra a “Ihatovo Praise (from Opening)”, levando em conta que é o SNES). Além disso, ele lembrou que o compositor do Ihatovo Monogatary, Tsukasa Tawada, participou do álbum colaborativo Ten Plants, que possui músicas originais de compositores de games. Apesar de essa lembrança parecer única, o jogo foi homenageado no Orchestral Game Concert 5, o último da série de concertos, com a faixa “Ihatovo Hymn”, em arranjo do próprio Tsukasa Tawada.

– Darius


Uma atualização do tipo “só tem no Press Start”. O mais legal é que isso mostra como eles gostam de volta e meia pegar um shump para colocar no repertório como teve Fantasy Zone em 2009 e Gradius em 2011; isso sem contar, o “Shooting Medley” de 2007, que, inclusive, tocava a “Captain Neo” do Darius. Pelo que dá a entender no texto do Masahiro Sakurai, o arranjo do jogo da Taito de três telas no arcade terá essa e a “Main Theme – Chaos”. Que venham outros shmups!

– Legend of Mana

Até que enfim! Legend of Mana é um desses casos (Shenmue é outro) de um jogo japonês já executado em concertos ocidentais que não apareceram em um espetáculo nipônico. Na verdade, isso só aconteceu uma vez: no Sinfonia Drammatica, realizado na Suécia em 2009, concerto que teve os quatro arranjos do Legend of Mana do álbum drammatica tocados ao vivo. Kazushige Nojima falou sobre a revelação e, pelo que li, será um medley com cinco faixas selecionadas pela compositora Yoko Shimomura. Acredito que “Legend of Mana ~Title Theme~”“Hometown Domina” estejam entre essas como foram citadas. Com essa recordação da série, desde já fica a torcida para o Secret of Mana (com “Danger”) nos próximos anos.

– Final Fantasy XI

Em todas as edições do Press Start, sempre teve um segmento de Final Fantasy. Até 2010, foi meio desanimador: reprises, reprises, reprises. E de segmentos bastante conhecidos. O cenário mudou em 2011, quando foi feito um arranjo novo e exclusivo do Final Fantasy IV. E, de acordo com o que diz o site, mais uma vez será feito um arranjo inédito, desta vez do MMORPG Final Fantasy XI, que completou dez anos de vida em 2012 (considerando o lançamento original para PlayStation 2 no Japão), como lembrou o Nobuo Uematsu. O número será um medley com três faixas, sendo que “Vana’diel March” e “The Republic of Bastok” foram citadas. Como a primeira é do Naoshi Mizuta e a outra da Kumi Tanioka, aparentemente há a intenção de ter uma música de cada compositor. Sabendo que a terceira é do Nobuo Uematsu, deve ser a Final Fantasy XI Opening Theme”. A despeito de eu somente ter citado brevemente o concerto de FFXI no anúncio da apresentação, o espetáculo gerou o DVD Final Fantasy XI Vana♪Con Anniversary 11.11.11 e é sensacional – espero comentar as melhores faixas sem muita demora.

Set list até o momento:

01 – “Save the Princess Famicom Medley”
02 – Kid Icarus: Uprising
03 – Gravity Rush
04 – God Eater
05 – The Legend of Zelda: Skyward Sword
06 – Nora to Toki no Koubou: Kiri no Mori no Majo

[via PRESS START]

A árvore genealógica da série Mana em 20 discos

Por Alexei Barros

A mania de lançar caixas e mais caixas da Sega caiu nas graças da Square Enix. Em 2009, foi lançado o SaGa Series 20th Anniversary Original Soundtrack -Premium Box- com 20 CDs e, desta vez, será a série Seiken Densetsu/Mana que vai comemorar 20 anos de existência com um produto similar. Sei que a coletânea foi anunciada alguns meses atrás, mas só há pouco foram divulgadas as imagens. Atento para o detalhe das fotos da antologia, que não pode ser chamada de box, visto que é uma espécie de estojão que guarda os discos.

Com número de catálogo SQEX-10249~68, o Seiken Densetsu Music Complete Works contará com 19 CDs e um DVD ao preço de 21000 ienes (o que hoje equivaleria a 418 reais, ignorando impostos e outras taxas). Todas as trilhas sonoras originais estão inclusas: Seiken Densetsu, Secret of Mana, Seiken Densetsu 3, Legend of Mana, Sword of Mana, Children of Mana, Dawn of Mana e Heroes of Mana. A maior novidade é que, diferentemente da caixa de SaGa, a compilação incluirá os álbuns com arranjos: Final Fantasy Gaiden: Seiken Densetsu put your thoughts to music, disco com versões arranjadas por Takayuki Hattori, e o experimental secret of mana+, CD que possui uma faixa de 49 minutos entrelaçando releituras de diversas faixas do jogo. Não há nada relativo ao que foi orquestrado em concertos e tampouco do drammatica. O DVD terá, em vídeo, um medley com a performance sinfônica – e eu espero que seja inédita –, além de entrevistas com Kenji Ito, Hiroki Kikuta e Yoko Shimomura. Não são todos, mas definitivamente os principais da série.

[via Nonsense Zone, Square Enix]

“Seiken Densetsu: Legend of Mana Piano Quartet” – Legend of Mana (Ensemble Game Classica)

Por Alexei Barros

Vou poupá-lo de qualquer outro comentário sobre o meu desinteresse com Legend of Mana (quem sabe um dia me animo) para me limitar às observações sobre a trilha, a sempre exaltada trilha de Yoko Shimomura que recebeu uma merecida homenagem na mais recente apresentação da Ensemble Game Classica, que nesta performance recebeu o reforço do piano.

É o instrumento quem dita os passos da renomada “Legend of Mana ~Title Theme~”, ora solando, ora com o acompanhamento do trio de cordas. Uma passagem tênue para a emotiva “Nostalgic Song” com o solo de viola – o arranjo lembra a versão “Nostalgic Song ~Ending Theme for Mana’s Story~” e, depois, há uma transição menos refinada para a “Sparkling City Of Ruin”, novamente com ênfase no piano, fechando o afável medley de seis minutos que poderia ser 12, 20…

“Seiken Densetsu: Legend of Mana Piano Quartet”
“Legend of Mana ~Title Theme~”
~ “Nostalgic Song” ~ “Sparkling City Of Ruin”


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