Posts Tagged 'Kow Otani'



“A Violent Encounter ~Battle With the Colossus~” – Shadow of the Colossus (Rigor Mortis)

Por Alexei Barros

Na última vez que coloquei uma performance do Shadow of the Colossus no piano, Gustavo Hitzman prometeu: “A próxima música do Shadow que você postar aqui executada ao piano eu ligo para o conservatório e começo as aulas amanhã mesmo…”. Para reforçar o compromisso, ainda fez questão de reiterar. Então, gran maestro,  comece a esquentar os dedos.

Rigor Mortis nos oferece uma interpretação no piano de “A Violent Encounter ~Battle With the Colossus~”. Novamente, compreendo a complexidade da composição e a dificuldade de reproduzi-la em um instrumento, o que explica a falta de fidelidade em certas passagens. Mas não deixou de ficar maravilhosa.

“Revived Power ~Battle With the Colossus~” – Shadow of the Colossus (Rigor Mortis)

Por Alexei Barros

Ainda não consegui eleger uma música predileta da trilha de Shadow of the Colossus dentre a quantidade colossal de músicas maravilhosas, mas cheguei à conclusão que “Revived Power ~Battle With the Colossus~” é a minha favorita dos temas de batalha. A introdução imponente, as cordas pungentes, os metais faustosos… É praticamente impossível reproduzir tudo no piano, mas Rigor Mortis fez a sua versão. Apesar de não ser 100% fiel (nos comentários ele diz que precisaria de 30 dedos para deixá-la perfeita), ficou ótima:

“Grotesque Figures ~Battle With the Colossus~” – Shadow of the Colossus (Rigor Mortis)

Por Alexei Barros

Reproduzir obras suntuosas compostas para uma orquestra em um instrumento costumam resultar em meros arremedos. Mas o Rigor Mortis conseguiu um feito inacreditável: traduzir “Grotesque Figures ~Battle With the Colossus~” majestosamente no piano. Depois dessa vou fazer uma petição para o Shadow of the Colossus Piano Arrange. E, mais incrível, ele não é japonês (como costumam ser os virtuoses do Nico Nico Douga). É do Canadá.

Echoes of War: a eminência da Blizzard

Por Alexei Barros

Sempre quando tocava Warcraft no Video Games Live queria Shadow of Colossus no lugar. Em vez de StarCraft II, Ace Combat. E, o que pode causar espanto, quando apareceu Diablo III eu almejava Soul Calibur. Ainda não sei direito a razão – cogitei o fato de não conhecer as séries, o que, aliás, gerou uma interessante discussão sobre os diferentes efeitos da música gamística –, mas, em geral, as peças orquestradas dos jogos da Blizzard não me apetecem como as desses três títulos. Fiz a comparação porque são temas sinfônicos semelhantes: suntuosos, grandiosos e, quando tem coral, com letras em latim.

Subjetividades à parte, um dos grandes (e poucos) méritos do VGL, além das colaborações do Richard Jacques, é o de adicionar temas da Blizzard no set list com rapidez impressionante, antes mesmo do lançamento dos games. O VGL é um constante nos eventos da produtora, como no Blizzard Worldwide Invitational, em que foi apresentado pela primeira vez ao mundo o tema do Diablo III. Só que quem gravou a versão do trailer, lançada no Diablo III Overture – Single, foi a australiana Orquestra Sinfônica Eminence… Que, por sua vez, havia debutado o tema de World of Warcraft: Burning Crusade no concerto A Night in Fantasia 2007: Symphonic Games Edition.

Para selar a parceria da Eminence e Blizzard – e aumentar as vantagens em relação ao VGL –, acontece o anúncio do álbum duplo Echoes of War: The Music of Blizzard Entertainment, formado por músicas com arranjos inéditos das franquias Warcraft, StarCraft e Diablo. Escutaria por curiosidade, pois tenho acompanhado com atenção os trabalhos da Eminence. Entre os recentes, as trilhas de Valkyrie Chronicles e Soulcalibur IV – e que música mais fantástica é “Entwined Destiny”

Mas minha expectativa aumentou quando soube que a Eminence convidou dois compositores japoneses que admiro sobremaneira: Kow Otani, o mago por trás das tocantes músicas de Shadow of the Colossus, e o criativo Masaru Shiina, da Namco, autor das espetaculares trilhas de Mr. Driller Drill Land e Tales of Legendia. Não conhece? Escute apenas “Enemy Attack” do RPG. Otani escreveu uma faixa nova intitulada “Children of the Worldstone”, inspirada vagamente no universo de Diablo, e Shiina arranjou “Eradicate and Evolve” (StarCraft).

Embora não seja tão alardeada pelo site oficial, também há o envolvimento em nove músicas de Natsumi Kameoka, principal arranjadora do drammatica -The Very Best of Yoko Shimomura-, responsável pela releitura das duas faixas no Chrono Trigger Orchestra Extra Soundtrack, e ainda co-arranjadora do segmento de Wild Arms com Michiko Naruke no Press Start 2008 ~Symphony of Games~. Um projeto similar, que coloque mentes nipônicas em sintonia com ocidentais, só me recordo no momento do recente (e fabuloso) Symphonic Shades, em que o Yuzo Koshiro e Takenobu Mitsuyoshi releram composições do alemão Chris Huelsbeck.

Dia 1º de novembro sai por US$ 49,95 o Echoes of War: The Music of Blizzard Entertainment Legendary Edition, que além dos dois CDs inclui um DVD bônus, com cenas da gravação das músicas e entrevistas, um livreto de 32 páginas e 9 cards. Em 22 do mesmo mês chega o Echoes of War: The Music of Blizzard Entertainment Standard Edition, com os dois discos por US$ 29,95.

Não deixe de ver o trailer do projeto no site, além de ouvir os samples.

O set list, com as faixas originais que inspiraram as arranjadas:

CD 1

01 “Journey to Kalimdor” (Warcraft III): “Blackrock & Roll” ~ “Doomhammer’s Legacy”
02 “Eternity’s End” (Warcraft III): “Lordaeron Fall”
03 “A Tenuous Pact” (World of Warcraft): “The Shaping of the World” ~ “A Call to Arms” ~ “Intro Movie: Seasons of War” ~ “Legacy” ~ “Echoes of the Past” ~ “War”
04 “Anar’alah Belore” (World of Warcraft: The Burning Crusade): “The Sin’Dorei” ~ “Silvermoon City”
05 “The Betrayer and The Sun King” (World of Warcraft: The Burning Crusade): “Gates_9” ~ “Storm_2” ~ “Arrival_2” ~ “The Sundering” ~ “Flyby” ~ “Sunwell Bombing Run v2”
06 “The Visions of the Lich King Overture” (World of Warcraft: Wrath of the Lich King): “Wrath of the Lich King – Main Title” ~ “Northrend Trailer Music 2”

CD 2

01 “No Matter the Cost” (StarCraft):
“Main Theme” ~ “First Contact” ~ “Terrran 1” ~ “Terran 2” ~ “Terran 3” ~ “Terran Ready Room” ~ “Terran Defeat” ~ “Terran Victory” ~ “The Death of Overmind” ~ “Funeral for a Hero” ~ “Dearest Helena”
02 “En Taro Adun” (StarCraft): “Protoss 1” ~ “Protoss 2” ~ “Protoss 3” ~ “Protoss Ready Room” ~ “Protoss Defeat” ~ “Protoss Victory” ~ “The Ascension”
03 “Eradicate and Evolve” (StarCraft): “Zerg 1” ~ “Zerg 2” ~ “Zerg 3” ~ “Zerg Ready Room” ~ “Zerg Defeat” ~ “Zerg Victory”
04 “Victorious but not unscarred” (StarCraft & StarCraft: Ghost): “Brood War Aria”~ “Ghost Intro MX Stem LoRo”
05 “The Hyperion Overture” (StarCraft II): “SC2 Overture v1” ~ “SC2 Teaser Music”
06 “The Eternal Conflict” (Diablo II, Diablo II: Lord of Destruction): “Tristam” ~ “Rogue” ~ “Baal” ~ “Haals” ~ “Ancients” ~ “Siege” ~ “Ice” ~ “Fortress”
07 “Legacy of Terror” (Diablo III): “Diablo III Overture”
08 “Children of the Worldstone” (Diablo II, Diablo II: Lord of Destruction, Diablo III): “Diablo III Overture” ~ “Tristam”
09 “Last Angel” (faixa bônus)

[via Music4Games]

“Epilogue ~ Those Who Remain~” – Shadow of the Colossus (PLAY! 2007 em Estocolmo)

Por Alexei Barros

Demorou para o PLAY! A Video Game Symphony vir para o Brasil. O concerto tem um repertório muito rico e variado. Dentre tantas músicas da trilha do Shadow of the Colossus, foi escolhida a lacrimejante canção daquele final absurdamente genial e inesquecível, “Epilogue ~ Those Who Remain”, com sete minutos de pura emoção. Soube que o PLAY! tem uma suíte musical do Lair (aquele jogo que dizem ser uma fraude; ainda preciso – não que eu queira – comprovar) de 14 minutos… Proporcionalmente o concerto deveria tocar a OST inteira do Shadow, não? Eis a perfomance em uma apresentação em Estocolmo, na Suécia no dia 2 de junho de 2007 de mais uma obra-prima do mago Kow Otani:

Press Start 2007: o novo Orchestral Game Concert?


Por Alexei Barros

Em 1986, principiava com Dragon Quest Suite os concertos com músicas de jogos no Japão sob a batuta de Koichi Sugiyama. Três anos depois veio Final Fantasy Symphonic Suite, o primeiro de muitos da grife FF. A despeito do pioneirismo dos dois, foi a série Orchestral Game Concert que criou um novo paradigma em apresentações de game music.

Em vez de uma franquia, diversas, incluindo Dragon Quest e Final Fantasy, com ênfase em títulos do Super Nintendo. Pela primeira oportunidade se ouvia o tema do Super Mario Bros. tocado por uma orquestra. Melodias de jogos importantes daquela época também receberam arranjos sinfônicos, tais como The Legend of Zelda, Super Mario World, Yoshi’s Island, Donkey Kong Country, Chrono Trigger, Secret of Mana, Star Fox e Super Metroid. Lá que a ópera “The Dream Oath ‘Maria and Draco” do FFVI foi reproduzida na íntegra, com 23 minutos de duração. No total, cinco apresentações – de 1991 a 1995 –, que inspiraram a criação de outros concertos.

O legado foi herdado por Video Games Live (EUA), PLAY! A Video Game Symphony (EUA), que  organizam espetáculos em vários lugares do mundo, e Symphonic Game Music Concert (Alemanha) e o A Night in Fantasia (Austrália), que realizam uma apresentação por ano. Mas não havia proveniente do Japão de trilhas de empresas diferentes como o Orchestral Game Concert.

Não havia até o ano passado – onze anos depois do último OGC. Eis que surgiu o Press Start ~Symphony of Games~. O repertório estava longe de fazer frente ao OGC em termos de significância, apesar de  ICO, Zone of the Enders 2, Metal Gear Solid 2, OutRun e Zelda.

Pensei que seria uma apresentação única. Estava enganado. Nos dias 17 e 22 de setembro aconteceu em Osaka e Yokohama a edição 2007 do concerto organizado por Nobuo Uematsu, Masahiro Sakurai, Shogo Sakai, Kazushige Nojima e Taizo Takemoto. Os convidados? Yuzo Koshiro e Keiki Kobayashi. E como em 2006, tive a oportunidade de ouvir um bootleg. A qualidade é razoável para ruim, mas o suficiente para ter uma idéia da grandiosidade.

pressstart.jpg

O set list mudou completamente: apenas duas faixas foram reprisadas. Isso sim é renovação. Houve um avanço substancial em relação aos musicistas. No ano passado era apenas a Tokyo City Philharmonic Orchestra e eventuais solistas. Novamente sob a regência de Taizo Takemoto, desta vez formou-se a Press Start Gadget Orchestra, que combina instrumentos de uma orquestra erudita (cordas, metais, madeiras etc.) com a de uma banda (baixo, guitarra, bateria e teclado) – algo que é feito no Brasil pela Orquestra Jazz Sinfônica. Essa combinação permite executar músicas com muito mais impacto e também amplia a gama de melodias que podem ser interpretadas com fidelidade e perfeição. Também estreou um coral.

Minha empolgação foi tanta que preferi comentar cada uma das faixas da apresentação de Yokohama  (e uma exclusiva de Osaka) baseando-se no bootleg.
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