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“Shadow of the Colossus Suite” – Shadow of the Colossus (Sagas – Orchestral Fantasy Music)

Por Alexei Barros

Passados mais de dez anos do lançamento de Shadow of the Colossus e apenas a algumas semanas da chegada do sucessor The Last Guardian, é impressionante o efeito que a trilha do jogo de 2005 ainda é capaz de provocar em nossos sentimentos. Essa sensação foi reforçada ao ver esta surpreendente e estonteante performance no concerto Sagas – Orchestral Fantasy Music, realizado em novembro, na Noruega, com músicas de filmes, seriados e games no programa.

Não que o jogo seja inédito em apresentações de game music. Acontece que, via de regra, os espetáculos costumam revisitar a “The Opened Way ~Battle With the Colossus~”, um dos mais populares temas de combate do jogo, ou então o tema do desfecho “Epilogue ~Those Who Remain~”. Em termos de escolhas de faixas, uma das poucas que fugiram do senso comum foi o concerto Score, com uma fantástica suíte apresentada em 2010.

A suíte do Sagas vai além emendando três faixas curiosamente incomuns nas performances que representam uma fração da experiência de Shadow of the Colossus, com a música misteriosa que dá o tom de suspense na busca pelo colosso, um tema de confronto com um dos gigantes, e a melodia melancólica que se escuta a cada triunfo no jogo. Como a peça segue essa ordem, não há uma necessidade tão urgente por transições mais elaboradas.

Sendo assim, a “Sign of the Colossus” é reproduzida com toda aura de mistério, mesmo que sem aproveitar a bela passagem pianística presente na faixa original. A impactante “Revived Power ~Battle With the Colossus~”, que só havia aparecido no Press Start 2007 e no A Night in Fantasia 2007 (não há registro dessa performance), surge de maneira majestosa e absoluta. Depois dos intensos arrepios, o batalhão de coristas ao fundo do palco entra em cena, entoando, suavemente, o coro angelical de “The End of the Battle”, que termina com toda a singeleza das cordas da Trondheim Symphony Orchestra, sob a regência do maestro Torodd Wigum. Simplesmente transcendental.

– “Shadow of the Colossus Suite”
“Sign of the Colossus” ~ “Revived Power ~Battle With the Colossus~” ~ “The End of the Battle”

Press Start 2015: o fim de uma era

press2015Por Alexei Barros

Pelo excesso de reprises, eu esperava uma despedida um tanto melancólica do Press Start. Mesmo assim, estava no aguardo do tradicional report do concerto no site da Famitsu, que produziu a série japonesa de espetáculos orquestrais. E eu fiquei esperando… esperando… esperando… E nada. Nada de fotos da apresentação também.

O jeito foi me basear nas análises dos blogues japoneses, que sempre se preocupam em detalhar o set list o máximo possível. O concerto foi realizado em duas apresentações no dia 8 de agosto (e eu extrapolando todos os limites da demora para fazer post), com performance da Kanagawa Philharmonic Orchestra no Tokyo Metropolitan Art Space. Pelo menos foi feita uma surpresa bacana no final. Set list e minhas considerações a seguir.

Ato I

01. Final Fantasy VIII: “Liberi Fatali”
02. “Classic Medley 2015 Ver.”
03. Super Mario Bros.: “Overworld” ~ “Underwater” ~ “Underworld” ~ “Overworld”
04. The Legend of Zelda: “Main Theme”
05. Shadow of the Colossus: “Revived Power ~ Battle With the Colossus” ~ “Grotesque Figures ~ Battle With the Colossus~”
06. Ace Combat Zero: The Belkan War: “Zero”
07. Legend of Mana: “Legend of Mana ~Title Theme~” ~ “Colored Earth” ~ “Hometown Domina” ~ “Ruined Sparkling City” ~ “Song of Mana ~Opening Theme~”

Ato II

08. Ore no Shikabane o Koete Yuke: “Flower”
09. Rhythm Heaven: “Ninja”
10. El Shaddai: Ascension of the Metatron: “Theme of El Shaddai” ~ “The Faraway Creation ~ Enoch’s Theme” ~ “Tragic Scream”
11. Xenoblade Chronicles: “Xenoblade” ~ “Gaur Plains” ~ “Mechanical Rhythm” ~ “Riki the Legendary Hero” ~ “Sator, Phosphorescent Land / Night” ~ “Those Who Bear Their Name” ~ “Confrontation with the Enemy”
12. Mother: “Pollyanna (I Believe In You)” ~ “Bein’ Friends” ~ “Eight Melodies”
13. Chrono Trigger/Cross: “A Premonition” ~ “Chrono Trigger” ~ “Wind Scene” ~ “Frog’s Theme” ~ “Decisive Battle with Magus” ~ “Epilogue ~ To Beloved Friends” (Chrono Trigger) ~ “Frozen Flame” ~ “Marbule: Home” ~ “Scars of Time” (Chrono Cross)
14. “Goodbye Medley”:
Press Start 2006
– ICO
– PopoloCrois Story
– Ys I & II
Press Start 2007
– Kingdom Hearts
– Space Invaders
– Super Smash Bros. Brawl
– Sakura Wars
Press Start 2008
– Wild Arms 2
– Spelunker
– Final Fantasy IX
Press Start 2009
– Persona 4
– Okami
– Final Fantasy X
– Kirby’s Dream Land
Press Start 2010
– New Super Mario Bros. Wii
– Muramasa: The Demon Blade
– Famicom Disk System Start-up
Press Start 2011
– 428 ~Fuusasareta Shibuya de~
– Pokémon Red & Blue
– NieR
– Xenogears
Press Start 2012
– Kid Icarus: Uprising
– Final Fantasy XI
– Ihatovo Monogatari
Press Start 2014
– Toukiden
– Final Fantasy XIII
– Super Smash Bros. for Wii U e 3DS

“Liberi Fatali” é uma das reprises mais batidas em concertos da série Final Fantasy, mas nunca tinha sido tocada no Press Start. Aliás, a escolha dessa música do FFVIII foi uma surpresa para mim, porque o Press Start não vinha usando corais em suas apresentações. Acredito que foi usado um coro não muito grande.

– Em relação aos convidados, a soprano Oriko Takahashi mais uma vez cantou a “Zero” de Ace Combat Zero. Mesmo sem ter participado da gravação da trilha original, ela foi a intérprete mais recorrente dessa música fabulosa com toques de flamenco no Press Start.

– A “Song of Mana” teve a voz da australiana Louise Bylund, que morou por diversos anos de sua vida na Suécia e atualmente reside no Japão. Essa mistura garantiu que ela fosse a escolhida para a performance dessa maravilhosa canção, que tem versos em sueco.

– A Lioko Kihara foi outra convidada do espetáculo e, diferentemente das outras duas cantoras, ela também tocou piano ao melhor estilo Angela Aki no segmento de Ore no Shikabane o Koete Yuke.

– Como de praxe, o duo ACE formado por Tomori Kudo (guitarra) e CHiCO (vocal) participou da performance de Xenoblade Chronicles, além da cantora Manami Kiyota.

– O segmento de Mother é o mesmo tocado no Press Start 2010, inclusive com os versos do álbum vocal Mother (1989) escritos pela letrista Linda Henrick (provavelmente um pseudônimo). Na ocasião, a performance contou com a voz da cantora Melody Chubak, que na época tinha 13 anos. Agora com 18, a moça voltou as palcos para cantar no mesmo segmento.

– Além do quinteto que produz o concerto (Taizo Takemoto, Kazushige Nojima, Shogo Sakai, Nobuo Uematsu e Masahiro Sakurai), também estiveram presentes os compositores Keiki Kobayashi e Masato Kouda. A Yoko Shimomura deixou uma mensagem em vídeo.

– Não foi feita nenhuma homenagem musical a Satoru Iwata, mas o desfecho do concerto foi bastante especial. Embora muito provavelmente não seja um segmento com transições elaboradas, o medley final resgata seleções icônicas de todas as edições anteriores do Press Start, com exceção de 2013, ano que foi tomado por reprises. Fantástica a ideia!

– Foi uma satisfação ter acompanhado e feito os posts sobre o Press Start durante esses nove anos, mesmo com tão raros registros oficiais das performances. Mal custo a acreditar que o primeiro post que fiz no Hadouken, lá em 2006, era justamente sobre a primeira edição do concerto a qual fiquei extasiado com uma mera gravação da plateia.

Não existiu outra série de apresentações com um repertório tão diversificado, cheio de seleções únicas e surpreendentes. Claro que tamanha variedade me fez querer mais e é uma pena saber que o Press Start acabou sem tocar músicas de jogos que dificilmente veremos nos demais concertos, como Bayonetta, Eternal Sonata, Panzer Dragoon, Valkyria Chronicles, Front Mission, Dark Souls e tantos outros.

Eu torço fortemente para que se não o próprio Press Start, outra série de concertos japonesa apareça algum dia sem demorar muito – houve um hiato de nove anos entre o Orchestral Game Concert 5 de 1995 e o Press Start 2006, considerando apresentações sinfônicas no Japão que abrangem diversas franquias.

Press Start: vou sentir saudades.

Grato ao Fabão pelos links e também pelas diversas informações e traduções nos posts do Press Start.

Foto tirada no Press Start 2008, com alguns dos maiores nomes japoneses de game music (além de outros desenvolvedores): Noriyuki Iwadare, Nobuo Uematsu, Motoi Sakuraba, Yasunori Mitsuda, Mahito Yokota, Kazushige Nojima, Michiko Naruke, Shogo Sakai, Koichi Sugiyama, Masahiro Sakurai e Koji Kondo

[via sarian198919, mugendai, comdoc5964nijiiroleina 1, 2 e 3]

Press Start 2015: o começo do fim

menu_logoPor Alexei Barros

Mais ou menos nesta época do ano começo a ficar na expectativa por novidades da edição anual do Press Start. Mas preciso me acostumar com a ideia de que isso acontecerá pela última vez. Sim, o Press Start vai acabar. De maneira impressionante, o espetáculo se manteve na ativa durante nove anos, mas a récita de 2015 será a décima e derradeira.

O Press Start 2015 acontecerá em duas apresentações no dia 8 de agosto, com a orquestra e o anfiteatros mais recorrentes durante todo esse tempo: a Kanagawa Philharmonic Orchestra, que tocou em 2008, 2010, 2011 e 2014 no Tokyo Metropolitan Art Space, que sediou o espetáculo em 2009, 2010, 2013 e 2014.

Com esse clima de despedida, os organizadores não parecem ter se esforçado muito para introduzir novidades bombásticas. O set list é baseado em grandes hits dos anos passados e, sem esconder o jogo, todos os segmentos aparentemente foram revelados.

– Super Mario Bros.

ps2015_marioCusto a acreditar que aquele mesmo segmento do Orchestral Game Concert já executado em 2009 e 2013 no próprio Press Start vai aparecer de novo. Apesar dessa repetição, devo ressaltar que a série de concertos foi a que se manteve mais atualizada em relação a novos jogos do Mario, com segmentos de New Super Mario Bros. Wii e Super Mario Galaxy 2, embora tenha faltado o Super Mario 3D Land.

– Ore no Shikabane o Koete Yuke

ps2015_oreshikaOre no Shikabane wo Koete Yuke é um RPG obscuríssimo lançado apenas no Japão para PlayStation em 1999 e para PSP em 2011. Esse jogo já teve seu segmento no Press Start 2009, com a participação da cantora Lioko Kihara. A reprise deve ter sido motivada pelo lançamento da continuação, Oreshika: Tainted Bloodlines, que saiu em 2015, inclusive também no Ocidente, apesar do predecessor não ter vindo para este lado do mundo.

– Xenoblade Chronicles

ps2015_xenobladeExecutado em 2011 e 2013, o segmento do RPG para Wii até teve uma excelente apresentação própria. Ainda fico me perguntando como vou jogar esse jogo dada a dificuldade para conseguir uma cópia. E lamento que nenhum concerto tocará tão cedo alguma música do sucessor Xenoblade Chronicles X para Wii U, com a trilha de Hiroyuki Sawano – inclusive ainda devo um post sobre isso.

– Mother

ps2015_motherO RPG para Famicom criado por Shigesato Itoi já apareceu no Press Start 2010 e 2013 em um medley com as belas músicas compostas por Keiichi Suzuki e Hirokazu Tanaka. Os japoneses realmente parecem gostar muito do jogo e da trilha, o que não parece ser motivação suficiente para Itoi cogitar fazer um novo título da série.

– The Legend of Zelda

ps2015_zeldaNão está muito claro exatamente qual segmento de Zelda será tocado neste ano, já que a série apareceu em diferentes números ao longo dos anos. A julgar pela imagem do jogo para NES no site, deve ser um arranjo dos mais mastigados com o icônico tema principal assinado por Koji Kondo. Uma pena que com o fim do Press Start, diminuem as chances de aparecer tão cedo um segmento do próximo e aguardadíssimo jogo para Wii U.

– Rhythm Heaven

ps2015_rhythmO público realmente parece gostar desse segmento interativo do jogo de ritmo para Nintendo DS à la Video Games Live já tocado em 2009, 2010 e 2013. Tanto que o jogo seguinte da série, Rhythm Heaven Fever (Wii, 2012) passou batido e o vindouro Rhythm Tengoku: The Best Plus (3DS, 2015) provavelmente teria o mesmo caminho.

– Classical Music Medley

ps2015_classicTrata-se de uma miscelânea com músicas eruditas utilizadas em jogos. Apareceu no Press Start 2011 e sua gravação em áudio chegou a ser disponibilizada para apreciação no site oficial. Mas negligentemente eu não ripei na ocasião e a tiraram do ar. Não era algo fora de série, levando em conta que essas músicas são executadas pelas melhores orquestras do mundo e as transições não eram elaboradas, mas é um registro que se perdeu.

– Final Fantasy VIII

ps2015_ff8Outra novidade… Ou perto disso. Desde a primeira edição, o Press Start sempre teve um segmento da série, mas sempre eram reprises, até que em 2011 o concerto tocou um medley inédito de FFIV. Em 2012, o segmento do FFXI também foi novo. FFVIII nunca tinha aparecido antes no Press Start, e o texto cita as músicas “Eyes On Me” e a “The Man With the Machine Gun”. Apesar de as duas faixas já terem sido arranjadas – a primeira inclusive ganhou uma versão orquestrada no Final Fantasy Orchestral Album -, não existe um único número que inclua as duas, o que me leva a acreditar que se trata de um arranjo novo.

– Legend of Mana

ps2015_seikenA aparição do RPG do PlayStation no Press Start 2012 me surpreendeu na ocasião porque é de uma série deixada de lado pela Square Enix. Resta saber se o medley terá a fantástica “Song of Mana” cantada como na estreia ou instrumental, como na reprise em 2013.

– Chrono Trigger e Cross

ps2015_chronoFalando em Square Enix e em séries escanteadas… Provavelmente, o concerto tocará o mesmo medley executado no Press Start 2010 e 2013. A série também apareceu no Press Start 2008, mas em uma seleção de faixas diferente. Bacana, mas depois do que foi feito no Symphonic Fantasies é difícil que outro arranjo consiga chamar a atenção. Precisa ser muito inusitado, como este medley da Brass Exceed Tokyo.

– Shadow of the Colossus

ps2015_wandaPor incrível que pareça, a trilha magnânima de Kow Otani teve uma aparição única na série, sendo lembrada apenas no Press Start 2007 em um medley bem simples com a  “Revived Power ~ Battle With the Colossus” e a “Grotesque Figures ~ Battle With the Colossus~”. Aproveito a ocasião para soltar um desabafo: ando cansado de ler e ouvi dizer que “jogo X foi inspirado por Shadow of the Colossus” ou “jogo Y tem influências de ICO”. Queria algo direto da fonte, do Fumito Ueda. Puxa vida, Shadow of the Colossus vai comemorar dez anos em 2015. Será que é muito sonhar com The Last Guardian para esta E3 2015 ou é mais fácil eu acreditar no anúncio de um novo console da Sega?

[via PRESS START]

Lembrete: transmissão em vídeo do Symphonic Selections, sexta-feira, dia 22/11, às 16h, no horário de Brasília


Por Alexei Barros

Até que enfim! Amanhã, dia 22 de novembro, acontecerá na Alemanha o concerto Symphonic Selections, com transmissão ao vivo em vídeo para o resto do mundo, como aconteceu com o Symphonic Fantasies e Symphonic Odysseys. Conduzida pelo maestro Wayne Marshall, a apresentação será tocada pela competente WDR Radio Orchestra Cologne, com a participação especial do grupo Spark no número do The Legend of Zelda: The Wind Waker. O espetáculo está marcado para as 19h locais, o que equivale aqui às 16h, no horário de Brasília. Para quem já se esqueceu, o cardápio musical promete ser formado por reprises e segmentos inéditos bastante promissores (estou bastante ansioso pelo Shadow of the Colossus):

– Shenmue – Sedge Tree
– Super Metroid – Into Red, Into Dark*
– Blue Dragon – Waterside
– Final Fantasy XIV – On Windy Meadows
– Super Mario Galaxy – Galactic Suite*
– Monster Hunter – Proof of a Hero**
– Shadow of the Colossus – Epilogue (Those Who Remain)***
– The Legend of Zelda: The Wind Waker – Concerto for Spark and Orchestra*

* Courtesy of Nintendo.
** © Capcom Co., Ltd.
*** © 2006 Sony Computer Entertainment Inc.

O link da transmissão você confere aqui.

Symphonic Selections: segmento de Zelda: The Wind Waker terá 20 minutos; novidades de Super Metroid e Shadow of the Colossus


Por Alexei Barros

Dia 22 de novembro acontece um novo concerto de games na Alemanha, o Symphonic Selections, que inclusive será transmitido ao vívo em vídeo, como aconteceu em outras oportunidades. Regida por Wayne Marshall, a récita será tocada pela competente WDR Radio Orchestra Cologne e contará com a apresentação de Isabel Hecker e Nicolas Tribes. O espetáculo promete trazer belas partituras, entre reprises, atualizações e novidades completas. De acordo com o produtor Thomas Boecker, a maioria dos arranjos inéditos já está pronta.

Como era sabido, The Legend of Zelda: The Wind Waker ganharia um arranjo de “pelo menos 15 minutos”. Na verdade, o número referente ao jogo que voltou à baila pela recente remasterização em alta definição para Wii U terá cerca de 20 minutos. Dividido em três movimentos, o segmento preparado por Roger Wanamo contará com a participação do grupo instrumental Spark e promete enfim fazer jus à trilha original, que tem uma pegada bem diferente do restante da série.

Ainda falando sobre a Nintendo, temos o Super Metroid. O arranjo será uma nova partitura de Jonne Valtonen, que já havia feito uma suíte modernista do jogo para o concerto LEGENDS. Como não haverá coral no Symphonic Selections, Valtonen preferiu fazer um arranjo do zero em vez de adaptar a partitura para uma performance apenas da orquestra. Essa promete ser a versão menos controversa do Super Metroid, já que, no concerto Symphonic Legends, o primeiro arranjo foi feito pelo alemão Torsten Rasch e causou muitas discussões justamente por adotar o estilo modernista. Vamos ver como será essa terceira versão do Super Metroid que vai somar cerca de 8 minutos de duração – promete ser uma viagem extensa por diferentes áreas do Planeta Zebes.

Eu disse que não vai ter coral. Por isso também a “Galactic Suite” do Super Mario Galaxy, que usava coro, foi adaptada para uma versão instrumental. Então mesmo quem já conhece o número do Symphonic Legends, pode ficar na curiosidade para saber como ficou essa adaptação.

Por fim, o arranjo de Shadow of the Colossus também ficará sob os auspícios de Jonne Valtonen. Quem se lembra do tema de encerramento do jogo, “Epiloque (Those Who Remain)”, a música tem uma pequena participação do coral, e por isso deduzo que o arranjo suprirá também essa ausência. Ainda na época do Symphonic Fantasies, ficava imaginando o que o Valtonen não faria com trilhas de jogos fora a Square Enix e a Nintendo que foram já homenageadas, e Shadow of the Colossus não saía da minha cabeça.

Confira a relação de jogos do set list, que contará com outros títulos ainda, caso não tenha acompanhado os posts passados:

– Shenmue – Sedge Tree
– Blue Dragon – Waterside
– Final Fantasy XIV – On Windy Meadows
– Monster Hunter – Proof of a Hero*
– Shadow of the Colossus – Epilogue (Those Who Remain)**
– Super Mario Galaxy – Galactic Suite***
– The Legend of Zelda: The Wind Waker – Concerto for Spark and Orchestra***
– Super Metroid – Into Red, Into Dark***

* © Capcom Co., Ltd.
** © 2006 Sony Computer Entertainment Inc.
*** Courtesy of Nintendo.

Symphonic Selections: confirmada transmissão online em vídeo


Por Alexei Barros

As vendas dos ingressos do Symphonic Selections acabaram em uma hora, dado o prestígio que esses concertos de game music possuem na Alemanha. Má notícia para quem pretendia assistir ao vivo e não pôde comprar um ingresso. Mas a boa novidade é que, como o Symphonic Fantasies e o Symphonic Odysseys, o Symphonic Selections será transmitido ao vivo via internet! O espetáculo está marcado para o dia 22 de novembro (cai em uma sexta), portanto reserve essa data caso queira ser agraciado com belas performances sinfônicas de jogos variados em um concerto de verdade.

Penso que vai ser uma oportunidade bastante interessante, porque, por mais que a Square Enix e o Nobuo Uematsu tenham seus milhares de fãs, eu sei que não é todo mundo que gosta de Final Fantasy, Chrono e afins. Mesmo que o concerto vá ter Blue Dragon e Final Fantasy XIV, haverá muitos outros segmentos interessantes como comentei no outro post. A Nintendo estará representada com  a trinca Super Metroid, Super Mario Galaxy e The Legend of Zelda: The Wind Waker; a Capcom com Monster Hunter; e até a Sega, com Shenmue. Mas definitivamente o segmento que mais estou na expectativa é o “Epilogue (Those Who Remain)”, tema de encerramento do Shadow of the Colossus, que vai ser apresentado em um arranjo novo, diferente da ouvida no final do jogo. Já vislumbro um segmento épico. E o melhor é que apenas oito números foram confirmados, ainda pode ter muito coisa boa vindo aí.

A princípio, este será o link da transmissão, mas, evidentemente, eu soltarei um lembrete próximo da data do concerto.

Symphonic Selections: seleções magistrais em um novo concerto na Alemanha


Por Alexei Barros

Após o fim da tetralogia “Symphonic” de concertos alemães – Shades, Fantasies, Legends e Odysseys – com a WDR Radio Orchestra, a equipe de Thomas Boecker se dedicou à produção do concerto Final Symphony, realizado em maio de 2013 com outras orquestras em três apresentações. Quem pensou que neste ano pararia por aqui se enganou, porque haverá outro espetáculo com a WDR Radio Orchestra: o Symphonic Selections, no dia 22 de novembro de 2013, no Koelner Philharmonie, sob a regência de Wayne Marshall. A transmissão ao vivo não está confirmada, mas torço para que possamos apreciar os promissores segmentos sinfônicos.

Assim como o Soundtrack Meets Cologne, que ocorreu em 2012, a récita mistura arranjos novos e reprises de concertos passados, o que inclui não só os concertos tributo de 2008 a 2011, mas também a saudosa série Symphonic Game Music Concert, realizada de 2003 a 2007 antes da Games Convention, a qual foi só pôde ser escutada por gravações da plateia. Para quem acompanha o Facebook do Spielemusikkonzerte, sabe da confirmação de alguns números. O set list nem foi totalmente revelado, mas até agora me agradou bastante (especialmente, porque reinam músicas japonesas):

– Shenmue: “Sedge Tree”
– Blue Dragon: “Waterside”
– Final Fantasy XIV: “On Windy Meadows”
– Monster Hunter: “Proof of a Hero”
– Shadow of the Colossus: “Epilogue (Those Who Remain)”*
– Super Mario Galaxy: ” Galactic Suite”
– The Legend of Zelda: The Wind Waker: “Concerto for Spark and Orchestra”*
– Super Metroid: “Into Red, Into Dark”*

*Arranjos inéditos.

Primeiro, sobre os números já conhecidos. Composição do Takenobu Mitsuyoshi, a “Sedge Tree” foi tocada pela primeira vez em concertos lá no First SGMC de 2003 e, curiosamente, nunca apareceu em uma apresentação japonesa. Os números de Blue Dragon e Final Fantasy XIV são reprises muito bem-vindos do Symphonic Odysseys e chamam a atenção por ser de dois jogos que não estão muito em voga. A “Waterside” ficou belíssima no arranjo de cordas e a “On Windy Meadows” é bem exótica. Uma escolha que achei muito interessante é a “Proof of a Hero”. Ela já foi tocada em muitas outras oportunidades: no Press Start 2006 e 2008 e também no três concertos de Monster Hunter (o terceiro, realizado em 2012, eu acabei não mencionando por aqui inclusive). Porém, ainda é inédita em concertos ocidentais. Proveniente do Symphonic Legends, a “Galactic Suite” é soberba, simplesmente e o melhor arranjo já feito do Super Mario Galaxy e nunca é demais um repeteco desse segmento.

Quanto às novidades, haverá um novo arranjo da obra-prima “Epilogue (Those Who Remain)”. O tema de encerramento do Shadow of the Colossus já foi tocado no Fourth SGMC, mas era uma versão similar à ouvida no jogo. Como será possível melhorar algo já estupendo? Curioso desde já. O Zelda: The Wind Waker é outro jogo que será agraciado com um arranjo inédito: a “Concerto for Spark and Orchestra” terá pelo menos 15 minutos de duração e contará com a participação do grupo instrumental sinfônico Spark, formado por piano, violino, violoncelo e duas flautas doces. E para terminar, “Into Red, Into Dark” do Super Metroid. Apesar de manter o nome do arranjo preparado pelo Jonne Valtonen para o LEGENDS, na verdade será uma nova partitura. Quem sabe não se torne a releitura sinfônica definitiva do jogo que vai comemorar 20 anos de vida em 2014.

Caso você esteja na Alemanha em novembro e esteja interessado, os ingressos estão à venda aqui.

[via symphonicselections.com]

“Shadow of the Colossus Suite” – Shadow of the Colossus (Score)

Por Alexei Barros

Mais uma das produções do jornalista de games e crítico de cinema Orvar Säfström, a récita Score aconteceu nos dias 11 e 12 de novembro em Gotemburgo e, infelizmente, como em outras oportunidades, o conhecimento de tal espetáculo está longe de transcender as fronteiras da Suécia. Tanto que não vi nenhuma menção sequer nos fóruns que costumo bisbilhotar. Soube por acaso, em decorrência do tema do post anterior. Não tem jeito, a popularidade é inversamente proporcional à qualidade dos concertos de games, com algumas exceções, é claro.

Você poderá comprovar com este post e outros (muitos, diga-se, pois acho que este foi o espetáculo do Säfström mais bem registrado no YouTube). De cara, mostro uma arrojada suíte do Shadow of the Colossus, aquela trilha capaz de arrepiar a espinha até mesmo dos mais insensíveis.

Bem, não é exatamente uma suíte, como são apenas duas faixas executadas com uma pausa no intermédio, sem nenhuma transição (melhor isso do que dilacerar uma música igual certa turnê que eu conheço). Mas  os dois temas de batalha, meu amigo, se não estiver enganado, jamais foram lembrados por outro concerto.

A complexa “In Awe of the Power ~Battle With the Colossus~” impressiona pela plena sincronia dos violinistas da Gothenburg Symphony Orchestra sob a regência do maestro Charles Hazlewood. Quem também mostra semelhante excelência é a Gothenburg Symphony Chorus na “Demise of the Ritual ~Battle With the Colossus~”, que se ouve no combate do último colosso e em parte do encerramento, e exprime uma mistura de decadência e heroísmo do protagonista Wander. Por sinal, fantasticamente apresentada. Mesmo com a câmera a quilômetros de distância, é possível testificar a qualidade suprema porque o áudio está muito bom para uma gravação amadora.

“Shadow of the Colossus Suite”
“In Awe of the Power ~Battle With the Colossus~” ~ “Demise of the Ritual ~Battle With the Colossus~”

A Night in Fantasia 2009: eminente só no mundo da fantasia


Por Alexei Barros

Parece até um milagre hoje em dia: o lançamento da gravação de um concerto com arranjos inéditos e exclusivos em meio ao oceano de restrições de direitos autorais que aterrorizam as apresentações de game music, a maioria com versões recicladas. Mas minha empolgação é contida. Serei franco: ainda que o currículo da Eminence seja respeitável, eles ainda têm muito o que aprender com a produção, organização e divulgação, áreas que resistem em permanecer com um pé no amadorismo. Por exemplo, o que aconteceu com Valkyria Chronicles e Diablo III no set list e o Hitoshi Sakimoto na plateia, que chegaram a ser anunciados no site oficial?

Vou além. Mesmo a performance, sempre exaltada, não é tão exímia quanto deveria. Isso me leva a questionar as autopropagandas e o hype exagerado  no site oficial, Facebook e Twitter – na maioria das vezes dispensáveis, como aqui –, e os elogios exacerbados do grande séquito de fanboys espalhados pelo mundo. Eu me incluía no grupo de admiradores (ainda me mantenho, com ressalvas) mais extasiado pelas exclusividades do set list (Final Fantasy XII e The Legend of Zelda: Twilight Princess especialmente) do que pela primazia ou arrojo da execução, muito porque os registros são escassos.

O CD duplo do A Night in Fantasia 2009, que foi oficialmente anunciado para sair no dia 8 de janeiro de 2010, atrasou um pouco, nada digno de nota. Uns dois meses. Quem comprou por pré-venda no site da Eminence recebeu o álbum no final de março e início de abril. Considerando que a apresentação ocorreu dia 26 de setembro de 2009, seis meses é um tempo habitual que separa o concerto do lançamento do CD, então por que anunciar a data de maneira tão precoce? Além disso, em um primeiro momento a gravação seria feita em estúdio, não ao vivo – felizmente a qualidade de áudio é elogiável, com alguns aplausos mais efusivos no final de determinadas performances.

Como fiz na ocasião do concerto, quando comentei sobre as músicas de uma gravação amadora, falarei sobre cada faixa do disco 1 intitulado “Symphonic selection from Video Games” – seleção porque Command and Conquer: Red Alert 3, Darksiders, God of War II, Dragon Age: Origins e Metal Gear Solid 2 / 3 não entraram no CD. O disco 2 traz os segmentos de animes que tomei a liberdade de passar batido. É uma mistura interessante de quatro seleções de jogos japoneses e duas de ocidentais, sendo que estas nunca foram lembradas em outra oportunidade.

Pelo título do post, alguns podem pensar que o CD é um desastre. Claro que não é assim. Tem pontos positivos e negativos. É bom, mas não é tão eminente como comento depois do Hadouken.

Continue lendo ‘A Night in Fantasia 2009: eminente só no mundo da fantasia’

A Night in Fantasia 2009: o regresso eminente

Por Alexei Barros

Depois da ausência em 2008, ano ocupado pela gravação das trilhas de Diablo III, Soulcalibur IV, Valkyria Chronicles e do álbum Echoes of War, a série de concertos australiana A Night in Fantasia retornou neste ano em Sidnei, no Sydney Entertainment Centre no sábado passado, dia 26 de setembro. A despeito de algumas informações desencontradas (Diablo III, Valkyria Chronicles, o anime de The Tower of Druga e a presença de Hitoshi Sakimoto nem se confirmaram como anunciado de início), aparentemente a récita foi caprichada, mesmo porque foi realizada em um único espetáculo.

Do total de 20 executadas, 13 serão lançadas no CD A Night in Fantasia 2009 no dia 12 de dezembro. Muito melhor do que fazer várias apresentações na Austrália e restringir a eminência sinfônica para o público local. Como disse antes, o set list possui mais jogos ocidentais e, muito possivelmente para evitar problemas de direitos autorais, não há músicas de títulos da Nintendo e Square Enix – os direitos autorais da trilha de Chrono Cross são do próprio Yasunori Mitsuda.

Em relação àquela lista de convidados comentada no post anterior do A Night in Fantasia 2009, nada muito sério a acrescentar, senão pela ausência de Steve Jablonsky (Gears of War 2), que não pode comparecer e deixou uma mensagem em vídeo. De resto, Yasunori Mitsuda (Chrono Cross), Masaru Shiina (THE iDOLM@STER), Inon Zur (Dragon Age: Origins e Prince of Persia), Cris Velasco (God of War II), Wataru Hokoyama (Afrika) e Kow Otani (Shadow of the Colossus) estavam lá.

Como os relatos australianos costumam ter o péssimo hábito de não citar nominalmente as faixas tocadas, diferentemente dos blogs e sites japoneses, poderia encerrar por aqui se não fosse por uma gravação da plateia que encontrei de quatro músicas, algumas das que estava mais curioso para ouvir – faltou God of War II, Ace Combat V e Soulcalibur. Não é perfeito, mas audível e permite ter uma ideia dos arranjos – alguns que poderão ser futuramente apreciados no CD em todo o esplendor.

“Radical Dreamers” (Chrono Cross)
Original: “Radical Dreamers”

Chrono CrossParece até que foi combinado. A faixa selecionada é exatamente uma que não apareceu no antológico “Fantasy III (Chrono Trigger & Cross)” do Symphonic Fantasies, o que demonstra a fartura de músicas de Chrono Cross. Isso que ainda há tantas outras não aproveitadas. A singela canção dos créditos, originalmente apenas voz (da cantora Noriko Mitose) e violão, já havia sido traduzida para violino, violoncelo e piano no evento Destiny Reunion da própria Eminence, e adquiriu maiores proporções no opulento arranjo de Hayato Matsuo. Mais interessante, ele usou o mesmo recurso do Jonne Valtonen ao verter as partes do violão para a harpa. Aos poucos, o tema é repetido e variado, com forte utilização de metais graves e flautas, explodindo até o apogeu, e encerrando de maneira comedida na harpa. Meu veredicto definitivo só poderá ser dado na versão do CD.

“Shadow of the Colossus”

Shadow of the ColossusVerdade seja dita: o A Night in Fantasia é o concerto que mais rende homenagem à trilha do Shadow of the Colossus, não por menos o spalla Hiroaki Yura é amigo pessoal do compositor Kow Otani. Em todos as apresentações feitas pelo mundo, os segmentos reproduziam uma original ou emendavam várias músicas. Esse é o primeiro arranjo de fato, ou seja, uma interpretação alternativa, não literal, do Shadow. Uma ambiciosa suíte com dez minutos de duração, com Otani ao piano.

De início, me causou aflição por saber da participação da cantora Aika Tsuneoka, a mesma do Echoes of War, por não existir nenhum solo de vocal na trilha inteira. O pessimismo me acometeu quando a primeira intervenção dela me lembrou a “Children of the Worldstone”, mas felizmente aqui não parece que ela está cantando direto da garganta como no Echoes of War. O coral também atua, conferindo um clima sagrado.

Contudo, meu reconhecimento de faixas falhou, e só consegui identificar lembranças de “The Sunlith Earth” (3:00), “Prologue to the Ancient Land” (6:30), e acredito até que existam trechos originais, por isso também nem me arrisquei a detalhar por completo. Outra que precisa ser conferida no CD.

“Tonari ni…” (THE iDOLM@STER)
Original: “Tonari ni…”

Chiaki TakahashiTocar uma canção J-pop de um jogo de karaokê lançado apenas no Japão e para Xbox 360 é o que chamo de uma escolha audaciosa. Como a maioria das composições do Masaru Shiina, a “Tonari ni…”, que está registrada no álbum THE iDOLM@STER Master Artist 07 Azusa Miura, é pontuada por metais jazzísticos e baixo elétrico – que desapareceram na versão de Kazuhiko Sawaguchi. As palmas, o contracanto e outros elementos também foram suprimidos. Apesar da participação da cantora original Chiaki Takahashi e do coral, parece até outra canção. Ficou menos pop e mais erudito. Prefiro a original.

“Metal Gear Solid 2 / 3 Theme” (Metal Gear Solid 2 e 3)
Originais: “Metal Gear Solid Main Theme MGS 3 Version” ~ “Metal Gear Solid Main Theme” ~ “Metal Gear Solid Main Theme MGS 3 Version”

Metal Gear Solid 3: Snake EaterEsse arranjo não é novo, é o mesmo apresentado no A Night in Fantasia 2007: Symphonic Games Edition que alterna entre os temas principais do Metal Gear Solid 2 e 3. Inclusive havia publicado antes. Só não sabia que era da Natsumi Kameoka. Foi executado no encerramento, com Hiroaki Yura de bandana e tudo. A participação da bateria, reproduzindo as batidas sintetizadas das originais, é a melhor parte, sem esquecer do emocionante solo de violão no final.

Set list, agora com a ordem da apresentação:

Ato I

01 – Command and Conquer: Red Alert 3*
Composição: James Hannigan
Arranjo: Kazuhiko Sawaguchi

02 – Laputa, Castle in the Sky
Composição: Joe Hisaishi
Arranjo: Wataru Hokoyama

03 – My Neighbour Totoro
Composição: Joe Hisaishi
Arranjo: Wataru Hokoyama

04 – Princess Mononoke
Composição: Joe Hisaishi
Arranjo: Wataru Hokoyama

05 – Darksiders*
Composição e arranjo: Cris Velasco

06 – God of War II*
Composição e arranjo: Cris Velasco

07 – Soulcalibur
Composição: Junichi Nakatsuru
Arranjo: Shiro Hamaguchi

08 – Astro Boy
Composição: Tatsuo Takai
Arranjo: Shiro Hamaguchi

09 – Melancholy of Haruhi Suzumiya*
Composição: Satoru Kousaki
Arranjo: Shiro Hamaguchi

10 – Tsubasa Chronicles
Composição: Yuki Kajiura
Arranjo: Kazuhiko Sawaguchi

11 – Ace Combat V: The Unsung War
Composição: Keiki Kobayashi
Arranjo: Wataru Hokoyama

Ato II

12 – Death Note
Composição: Yuki Kajiura
Arranjo: Kazuhiko Sawaguchi

13 – Afrika
Composição, arranjo e regência: Wataru Hokoyama

14 – Chrono Cross
Composição: Yasunori Mitsuda
Arranjo: Hayato Matsuo

15 – Dragon Age: Origins*
Composição e arranjo: Inon Zur
Vocal: Aubrey Ashburn

16 – Prince of Persia
Composição e arranjo: Inon Zur

17 – Shadow of the Colossus
Composição, arranjo e piano: Kow Otani
Vocal: Aika Tsuneoka

18 – THE iDOLM@STER*
Composição: Masaru Shiina
Arranjo: Kazuhiko Sawaguchi
Vocal: Chiaki Takahashi

19 – Gears of War 2
Composição: Steve Jablonsky
Arranjo: Wataru Hokoyama

Bis

20 – Metal Gear Solid 2 / Metal Gear Solid 3*
Composição: Tappy Iwase e Harry Gregson-Williams
Arranjo: Natsumi Kameoka

* Não estarão registrados no CD.

A Night in Fantasia 2009

[via PALGN]


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