Textos categorizados 'Kousuke Yamashita'

“Great Fairy’s Fountain Theme” (The Legend of Zelda: A Link to the Past – The Legend of Zelda 25th Anniversary Symphony)

Por Alexei Barros

A Nintendo liberou mais um vídeo da gravação do CD The Legend of Zelda 25th Anniversary Symphony na Bastyr Chapel, em Kenmore, Washington. Assim como a “The Legend of Zelda Main Theme Medley”, o arranjo da “Great Fairy’s Fountain Theme” é do Kousuke Yamashita. E não é nenhuma surpresa a competência das releituras orquestradas dele para quem já ouviu alguma das composições geniais do talentoso japonês.

Eu queria entender por que a “Select Screen” (como é originalmente intitulada) do The Legend of Zelda: A Link to the Past pôde ficar tanto tempo sem um arranjo oficial. E não falo isso pela primeira vez, uma vez que a faixa foi adicionada para o bis do concerto na Suécia LEGENDS na versão que ficou conhecida como “Healing”, em mais um belo trabalho do finlandês Jonne Valtonen. Nem vou me arriscar a comparar como não há gravação oficial dessa.

Só sei que o arranjo do Yamashita ficou esplêndido, simplesmente arrepiante. Como o timbre da sintetizada sugere, a harpa reproduz a singela melodia. O detalhe é que são duas, criando um efeito mágico. A flauta pede licença, alternando com o oboé. Parece impossível, mas a música fica melhor na entrada do coral e das cordas. A dupla de harpas volta a se destacar, terminando com as cordas.

Não precisa de mais nada.

Skyward Sword inclui CD promocional baseado na turnê de Zelda; primeira apresentação de 2012 confirmada nos EUA


Por Alexei Barros

É tanto Zelda, tanta bruxa… bom, houve o tempo em que foi tanto Final Fantasy. Para você não se perder com a enxurrada de informações, separarei em tópicos:

- The Legend of Zelda: Skyward Sword, o jogo tido por muitos como o responsável pelas pessoas ainda não se desfazerem do Wii (não é o meu caso; tanta coisa para jogar de GameCube ainda… =(), será lançado nos EUA dia 20 de novembro. Alguns veículos brasileiros, como o UOL Jogos, já receberam o jogo, confirmando que o bundle da edição limitada inclui um Wii Remote Plus dourado e o disco promocional The Legend of Zelda 25th Anniversary Symphony – Orchestra Concert Special CD. Também existe uma versão normal que inclui o CD, mas não vem com o controller.

- O álbum é baseado no programa da turnê que já passeou por Tóquio, Los Angeles e Londres com oito das 16 faixas do set list – ou seja, apenas uma seleção de segmentos do repertório. A vantagem do disco, considerando os gritos que aconteciam durante a execução das músicas nos espetáculos ocidentais, é ter sido gravado em estúdio, ou melhor, na Bastyr Chapel, em Kenmore, Washington nos dias 23 e 24 de agosto (como comprova aquela foto).

- A Nintendo inclusive liberou um vídeo da gravação do “The Legend of Zelda Main Theme Medley”, que corresponde ao 14º número do set list da turnê, com “Title” e “Overworld” do primeiro Zelda e “Title” (estranhamente não mencionada no encarte) e “Overworld” do A Link to the Past. A regência é da maestrina Eímear Noone, a mesma das apresentações em Los Angeles e Londres. Se os créditos naquela foto não estiverem errados, o arranjo é do Kousuke Yamashita.

- Em 2012, a The Legend of Zelda 25th Anniversary Symphony continuará, mas rebatizada de The Legend of Zelda: Symphony of the Goddesses, excursão por enquanto restrita aos EUA. A primeira apresentação foi confirmada para 10 de janeiro, em Dallas, com a Dallas Symphony Orchestra sob a batuta da Eímear Noone. A maior novidade será a inclusão dos dois movimentos para se somarem às duas já mostradas, do The Wind Waker e do Twilight Princess. Só não precisava o site da Dallas Symphony Orchestra dizer que “The Legend of Zelda: Symphony of the Goddesses será o primeiro concerto de games a apresentar uma sinfonia completa de quatro movimentos”. E o Symphonic Fantasies?

Agradecido ao Felipe Carettoni pelas informações do CD e ao Thales Nunes Moreira pela dica do vídeo.

The Legend of Zelda 25th Anniversary Symphony: Kousuke Yamashita está envolvido nos arranjos

Por Alexei Barros

Como a divulgação do The Legend of Zelda 25th Anniversary Symphony está fragmentada, demorei um tanto para comentar todas as novidades confirmadas até o momento. O problema é que eu esperei demais para fazer o post…

Mas, enfim, digo o que foi dito de novo em relação à nota anterior:

- Além das apresentações em Tóquio (10/10) e Los Angeles (21/10), foi apregoado um concerto em Londres para o dia 25 de outubro no HMV Hammersmith Apollo. Ao que tudo indica, o programa inglês será similar ao americano. Interessante que, de uma hora para a outra, a Inglaterra passou de um país morto para espetáculos de games a muito ativo: 5 de novembro o Distant Worlds fará uma visita à mesma cidade.

- No site japonês, Mahito Yokota confirmou a presença de dois segmentos. A memorável “Gerudo Valley” de The Legend of Zelda: Ocarina of Time é uma boa escolha, porque, por incrível que pareça, a faixa jamais foi tocada em um concerto, e representa um desafio para orquestração satisfatória. Só chegou a ser arranjada por Ryuichi Katsumata para cordas no álbum The Legend of Zelda: Ocarina of Time Hyrule Symphony. O outro é um medley de temas de batalhas contra chefe, sendo que as faixas selecionadas foram mantidas em segredo. A única iniciativa similar é o ato IV. Battlefield do “The Legend of Zelda (Symphonic Poem)” do Symphonic Legends, o qual foi estendido em quatro minutos para o LEGENDS.

- De acordo com Yokota, a performance em Tóquio terá uma orquestra de 100 instrumentistas e um coral de 50 vozes, marca que, se não me falha a memória, não tem precedentes em concertos de games japoneses.

- E a novidade que mais me deixou empolgado é a informação da capa da partitura da sessão de gravações dos dias 23 e 24 de agosto em Seattle (imagino que para o prometido álbum) compartilhada pelo produtor Jason Michael Paul no Twitter: a participação de Kousuke Yamashita em três arranjos, complementando o trabalho de Chad Seiter. Para o Press Start, Yamashita fez a orquestração da “Metal Gear Solid 2 Main Theme” (2006) e os arranjos “Ys – Ys II” (2006 e 2008) e “Suikoden” (2009), este baseado na partitura da “Into a World of Illusions” do álbum Genso Suikoden Music Collection Produced by Kentaro Haneda. Isso entre os arranjos creditados, porque ainda não consegui descobrir todos. Ultimamente, pude comprovar a genialidade dele como compositor em diferentes mídias, como a assombrosa “The Awakening of Time” do Nobunaga’s Ambition Tendou (PC, Xbox 360 e PlayStation 3), a fantástica “Battle in Digital World” do anime Digimon Xros Wars ou a memorável “Embracing Hope” do filme Kurosagi. Não sei como a JMP Productions chegou ao nome dele, tampouco se os três arranjos farão parte da apresentação japonesa.

- Os mais atentos vão reparar também que a capa da partitura da foto credita apenas a composição ao Koji Kondo. Eu não desistiria tão cedo de ouvir músicas de outros compositores, como o Toru Minegishi, já que acontece com frequência em concertos de apenas o Kondo estar creditado, mesmo que outros tenham se envolvido na composição. Como, por exemplo, o “Encore (Currendo, Saltando, Ludendo)” no site do LEGENDS que resume faixas de diferentes autorais ao Koji Kondo.

[via GoNintendo]

Press Start The 5th Anniversary: desfalcado, reverberado e abrupto


Por Alexei Barros

Arranjos exclusivos, fartura de jogos nipônicos, seleções obscuras… são alguns motivos para mostrar tanta admiração pela série de concertos Press Start, que conta com apresentações desde 2006 no Japão. A cada ano lamentava pela inexistência de CDs e DVDs, o que significava que as performances se perderiam no tempo e no espaço, exceto pelas gravações da plateia que surgiram em 2006 e 2007, sendo que de 2008 em diante não passou do terreno da imaginação.

Então o impossível aconteceu: em agosto foi anunciada a compilação comemorativa de aniversário Press Start The 5th Anniversary, à venda em 11 de setembro, dia da realização do Press Start 2010. Apesar de celebrar o quinto aniversário, o álbum mescla seleções de somente duas apresentações: do Press Start 2008, com a Kanagawa Philharmonic Orchestra no Bunkamura Orchard Hall, e do Press Start 2009, com a Tokyo City Philharmonic Orchestra no Tokyo Metropolitan Art Space. Sempre que um produto muito aguardado finalmente é lançado, vem a inevitável pergunta: a espera valeu a pena? Respondo de cara: não. O que leva a outro questionamento: “você ficava elogiando toda hora e agora vem dizer que não é tão bom assim?”. Calma.

À primeira vista chateia a pouca quantidade de faixas para uma coletânea: nove, em um total de 50 minutos – para efeitos de comparação, o Video Games Live: Level 2 e o Play! A Video Game Symphony Live estão entupidos até a boca, com 74 minutos. Ou seja, sobraram 24 minutos de CD. Se fossem segmentos de seis minutos, caberiam mais quatro faixas. Imagino a substância que trariam Out Run, Castlevania, Mega Man 2 e Wild Arms. Isso até daria para relevar.

O principal problema do álbum é a equalização equivocada, que conta com muita reverberação (valeu, 00Agent!), prejudicando a nitidez dos instrumentos, a ponto de parecer que a orquestra está muito mais longe do que verdadeiramente está. Fora isso, não existe a profundidade sonora que torna as performances orquestradas tão especiais. Ainda que gravado ao vivo, é inaceitável para um CD como ambas as apresentações aconteceram em salas de concerto, onde a arquitetura privilegia a acústica. Seria covardia comparar com o Symphonic Fantasies, um exemplo de perfeição entre os concertos de games. Para pegar um caso mais próximo, japonês, cotejo com o Monster Hunter 5th Anniversary Orchestra Concert ~Hunting Music Festival~, que, inclusive, aconteceu no Tokyo Metropolitan Art Space, o mesmo local do Press Start 2009, e viceja uma qualidade invejável de produção. Mais desanimador é que a reverberação exagerada persiste no Super Mario Bros. 25th Anniversary Special Sound Track Press Start Edition, que ainda farei um post específico.

Segundo, os arranjos não são tão bons quanto deveriam. As transições que reclamo tanto são irregulares em vários números do álbum. Não que sejam ruins, é que o Kazuhiko Toyama e o Nobuyuki Nakamura definitivamente não estão entre os melhores arranjadores do mundo. Falta polimento em muitas passagens e percepção de como encadear as músicas em um medley. Às vezes parece que as faixas e a sequência são pré-definidas por alguém e eles têm que se virar com isso, no momento em que mudanças e cortes poderiam ser feitos para o bem dos arranjos.

Mesmo assim, a track list foge do padrão do que se costuma ouvir nos concertos ocidentais. Importante ressaltar que o disco não representa a totalidade da experiência, como não há nada da Square Enix e da Nintendo. Depois do Hadouken minhas pútridas impressões do álbum que, mesmo com os já mencionados contratempos, tem os seus momentos.

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