Posts Tagged 'Kinuyo Yamashita'

Próximo concerto da VGO terá quatro convidados japoneses; programa inclui suíte de 15 minutos de Grandia arranjada por Noriyuki Iwadare


Por Alexei Barros

Como faz tempo que não falo da Video Game Orchestra por aqui. Até queria comentar mais, acontece que não encontrava performances diferentes das que já publiquei anteriormente. Nesse meio tempo, a orquestra liderada por Shota Nakama ganhou bastante reconhecimento, chegando, inclusive, a participar do Distant Worlds em Boston em março de 2012, em um crossover outrora inconcebível entre as produções de concertos de games.

Mas em 7 de outubro, no Boston’s Symphony Hall, nos EUA, a VGO promete realizar uma apresentação ainda mais ambiciosa. Kinuyo Yamashita, Hitoshi Sakimoto, Yoko Shimomura e Noriyuki Iwadare estarão na plateia. Este último inclusive preparou um arranjo de 15 minutos de Grandia especialmente para o espetáculo… morri. Eu já estava feliz se fosse só a “Theme of Grandia”… Agora uma suíte? De 15 minutos? (E provavelmente com os temas de batalha?)

Além de Grandia, teremos no set list um número intitulado “Sakimoto Medley”. Sinceramente não sei o que pode vir aí, se as obras mais famosas dele (Final Fantasy XII) ou as mais cult, como Verytex, Gauntlet IV, Radiant Silvergun, Gradius V… Na torcida pela segunda opção. Porque a “Return” ainda ressoa na minha mente…

Completam o programa, entre os segmentos já anunciados: “Bombing Mission” (Final Fantasy VII), Street Fighter II, God of War, “Baba Yetu” (Civilization IV), “Vampire Killer” (Castlevania), Kingdom Hearts, “Snake Eater” (Metal Gear Solid 3), Chrono Trigger e Cross e Final Fantasy VII Suite.

Foi aberta uma campanha via Kickstarter para financiar a gravação parcial do concerto com o custo de 30.000 dólares, mas, faltando 13 dias para encerrar o prazo, o valor ainda não atingiu a metade do necessário. De qualquer jeito, eu já vou ficar mais do que satisfeito de ver um videozinho da suíte de Grandia.

[via Kickstarter]

“Castlevania Medley” – Castlevania, Castlevania II: Simon’s Quest, Castlevania: Bloodlines, Castlevania: Symphony of the Night e Castlevania: Lords of Shadow (Play! 2011 em Virginia)

Por Alexei Barros

Um dilema me consome. Na maioria das ocasiões, preparam-se arranjos novos para apresentações únicas, enquanto que nas turnês, em que os números são repetidos diversas vezes, costumam-se reciclar partituras conhecidas, a exemplo do “Castlevania Suite” do Play! A Video Game Symphony, já que um excerto do segmento é baseado no álbum Perfect Selection Dracula ~New Classic~.

Mas isso vem mudando. O Play! está se aperfeiçoando. Como prometido, e com número maior de composições que o anunciado, foi mostrado um arranjo inédito da série vampiresca no concerto em Dayton. Antes de embarcar no vídeo, adianto duas coisas: 1) Em nenhum instante do medley senti o mesmo deleite nostálgico da “Dracula’s Castle” do Castlevania the Concert; 2) Ainda gosto mais, falando de miscelâneas de toda a saga, do enxuto “Castlevania Medley” do Press Start 2007, apesar de que alguns possam achar que as faixas foram socadas pelo pouco tempo total. De jeito algum isso fere o trabalho de Chad Seiter, que sinaliza um novo passo no processo de maturação dos arranjos dos concertos de games, sem a obrigação de se prender à literalidade, percurso capitaneado pelos concertos Symphonic da Alemanha.

De cara se nota isso: a “Vampire Killer” é homenageada brevemente, o suficiente para vir à mente a melodia. “Moonlight Nocturne” surge calmamente com as coristas femininas, as flautas, os coristas masculinos, no momento em que o Play! tem um momento Video Games Live no telão, com a aparição da impagável mensagem “What a terrible night to have a curse” do Castlevania II: Simon’s Quest, arrancando risadas do público. “Iron Blue Intention” surge de leve e, com as batidas da percussão, vira uma marcha e fica sublime nas cordas e melhor com o coral. “Message of Darkness” adiciona um clima de nervosismo, especialmente quando, de novo, o coro invade a performance, o que também acontece com a “Bloody Tears”, que ficou fantástica dividida entre os sussurros, os metais e os violinos. A “Vampire Killer”, em nova rendição, é emendada naturalmente, fechando com a “The Last Battle”, que não soou deslocada como temia por ser do Lords of Shadow, de um compositor de estilo diferente dos demais, Óscar Araujo.

Se na “Terra’s Theme” a orquestra é que mostrava excelência, agora o coral que causa admiração, especialmente porque, pelo alto custo de contratação, nem sempre são usados os melhores corais em apresentações de turnês. É, Play!, seja bem-vindo de volta.

– “Castlevania Medley”
“Vampire Killer” (Castlevania) ~ “Moonlight Nocturne” (Castlevania: Symphony of the Night) ~ “Iron Blue Intention” (Castlevania: Bloodlines) ~ “Message of Darkness” ~ “Bloody Tears” (Castlevania II: Simon’s Quest) ~ “Vampire Killer” (Castlevania) ~ “The Last Battle” (Castlevania: Lords of Shadow)

P.S.: Eventualmente, posso ter esquecido de alguma música ou me confundido de faixa do Lords of Shadow. Caso isso aconteça, não deixe de bradar nos comentários.

Video Games Live: Level 2: seria ótimo se ainda estivéssemos em 2006


Por Alexei Barros

Mais de dois anos depois do Video Games Live: Volume One, lançado em julho de 2008, sai a sequência, sem os atrasos e aparentemente livre das controvérsias. Continuação? Sete números já tinham sido registrados no primeiro álbum, sendo que outros cinco estariam quando o CD era nomeado Video Games Live: Greatest Hits – Volume One, e acabaram ficando de fora por problemas de licenciamento, o que obrigou a remoção do “Greatest Hits” do título. Fica para mais do mesmo.

Gravado dia 1 de abril em Nova Orleans, EUA, no Pontchartrain Center com performance da The Louisiana Philharmonic Orchestra e de um coral sem nome de 34 vozes, o Video Games Live: Level 2 é o álbum que melhor sintetiza o repertório mainstream do show. Os principais hits estão presentes, com exceção, eu diria de Kingdom Hearts, que seria o ápice da redundância, pois segue a partitura original e já apareceu no VGL: Volume One, e do Metal Gear Solid, uma ausência compreensível pela acusação de plágio, pois a própria Konami abandonou a música. Mesmo assim, é uma track list que seria interessante para 2005 ou 2006. Hoje não tem a mesma graça.

Se o VGL: Volume One possuía somente três números de jogos japoneses e oito ocidentais, no Level 2 ficou mais equilibrado: nove nipônicos e sete americanos. Falta variedade, todavia. Desses sete, três são da Blizzard, e dois da mesma franquia, Warcraft. É de se elogiar a façanha de licenciar as músicas da Nintendo no CD, ainda que não faça tanta diferença assim no fim das contas, já que os dois arranjos orquestrados foram lançados anteriormente no Orchestral Game Concert. Diferentemente do que se supunha, não é tão complicado assim licenciar Final Fantasy em um álbum com faixas de outras produtoras, e o que facilitou neste caso é o fato de o arranjo da “One-Winged Angel” ser próprio do VGL, por mais parecido que possa ser com as outras versões. Isso não aconteceu no PLAY! A Video Game Symphony Live! porque a turnê concorrente usa as partituras dos concertos oficiais da série, que pertencem à Square Enix. Quanto ao Chrono Trigger, a inclusão agora se tornou possível porque a marca foi registrada por ocasião da transmissão em vídeo do Symphonic Fantasies. Tudo isso é para se empolgar não com o VGL, mas com as portas que se abrem para os CDs de outras produções.

Aquela crítica de o VGL: Volume One ter somente três das 11 faixas gravadas ao vivo, levando em consideração o “Live” do nome do espetáculo, e o restante em estúdio eu retiro. A tão proclamada “emoção de um show de rock” na descrição do Video Games Live pode ser sentida muito bem, até demais no VGL: Level 2. Como disse quando os samples foram liberados, os gritos não chegam ao nível da torcida brasileira (não consigo chamar de plateia espectadores que torcem para um personagem ganhar uma luta), mas aparecem em todos os números, exceção aos solos de piano. Antes, durante e depois das performances.

Eu disse show? Nos segmentos com guitarra, baixo elétrico e bateria – estes dois últimos são de verdade, não playback como na maioria das apresentações –, em especial Mega Man, Castlevania e Final Fantasy VII, a orquestra não pode ser ouvida em sua plenitude por conta do conflito de instrumentos de sonoridade forte e baixa. Não há uma homogeneidade como na Metropole Orchestra da série holandesa Games in Concert em que guitarra, baixo e bateria atuam como instrumentos da orquestra, não uma parte alheia ao restante. Falei do baixo. Tocado pelo próprio contrabaixista da orquestra, David Anderson, o baixo elétrico só aparece quando a guitarra toca, nos  arranjos com pendor para o rock. Ridículo! Como se o baixo só combinasse com o gênero. Não acabou aqui a minha indignação sobre esse tópico como você verá nos segmentos de Chrono e Sonic.

Mesmo quando não está acompanhada da banda, a mixagem não proporciona uma experiência sinfônica que torna as performances orquestradas tão especiais, que é de testemunhar dezenas de instrumentistas reproduzindo a música. Chega a ser irônico que nas declarações em vídeo Jack Wall e Tommy Tallarico salientam que muitos pais os agradeceram porque graças ao Video Games Live seus filhos viram uma orquestra pela primeira vez, e que isso normalmente não aconteceria se não fossem tocadas músicas de videogame. Como se o VGL fosse um baita concerto.

Após o Hadouken, comento cada uma das 16 faixas do Video Games Live: Level 2, e espero fazer isso pela última vez de determinados números. Agora não tem mais aquela desculpa de que as gravações amadoras são horrendas e o YouTube piora a qualidade.

Vale lembrar que a versão digital possui ainda Mass Effect e Myst, e o DVD e Blu-ray contam com os dois além do “Classic Arcade Medley” (em versão depenada, somente com Pong, “Cavalgada das Valquírias”, Dragon’s Lair e Tetris), “Sweet Emotion” (Guitar Hero: Aerosmith) e “Tetris Solo Piano Medley”. Em compensação, em vídeo não tem nada da Nintendo e nem da Square Enix, menos Chrono Cross.
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“Old-School Medley” – Castlevania, Castlevania II: Simon’s Quest, Castlevania III: Dracula’s Curse (Castlevania the Concert)

Por Alexei Barros

Os três vídeos que publiquei do Castlevania the Concert representavam parte da fase mais recente da série, todos do Symphony of the Night. Ou não tão recente assim, já que tem quase 13 anos de vida. Mas definitivamente a tradição vampiresca no que tange às músicas foi construída logo nos primeiros jogos do NES, graças a nomes como Kinuyo Yamashita, Kenichi Matsubara, Hidenori Maezawa e ilustres obscuros – quando vamos saber quem é S. Terashima?

Por isso, os chiptunes primordiais não poderiam faltar no concerto da série, e foram compilados em um único segmento intitulado “Old-School Medley”. Reúne os temas da primeira fase de cada capítulo da trilogia 8-bits, menos do Simon’s Quest: em vez da “The Silence of Daylight” – às vezes acho que sou o único que gosta dela –, a “Bloody Tears”, o que de forma alguma é ruim. Também é uma música fantástica, evidente.

Se os outros posts foram praticamente só elogios, aqui algumas coisas não me agradaram, em parte porque estava com outras referências na cabeça. Fazia tempo que não falava delas, sempre elas, as transições. A passagem da “Vampire Killer” para a “Bloody Tears” (2:35) não ficou muito boa, com um buraco no tempo destacado. Em contrapartida, a mudança da segunda para a “Beginning” (5:17) ficou adequada.

O arranjo é ousado porque mistura em uma mesma performance orquestra, banda e órgão de tubo. E para elementos aparentemente tão díspares funcionarem juntos requer muitos ensaios. Emulando os chiptunes, o sintetizador dialoga com a orquestra na icônica “Vampire Killer”, mas é a guitarra quem estrela. Depois da supracitada transição áspera, o órgão de tubo toca a introdução da “Bloody Tears” como nenhum outro instrumento poderia fazer. Na primeira vez a banda acompanha a orquestra – especialmente impressionante de 3:27 a 3:34 (exceção à leve engasgada dos metais no final deste trecho) com a percussão –, e na segunda a guitarra mais uma vez fica em primeiro plano tocando a melodia.

Depois do solo de órgão, surge a “Beginning” como deveria entrar, e não como faz o Video Games Live no “Castlevania Rock”. Complicado eu sempre acabar esbarrando no VGL, mas esta adaptação ficou bem mais fiel à velocidade da original. Não me agradou o timbre do sintetizador no excerto, que não foi dos mais bem escolhidos e confere um aspecto amador à performance. Para compensar, a guitarra faz a melhor participação do medley, e o arranjo consegue captar bem a empolgação, mas uma pena que de novo os metais não sejam tão afiados assim no trecho de 5:42 a 5:49. Não gostei do final também, é um tanto quanto clichê e tenta conferir uma grandiosidade forçada que não combina com a “Beginning”.

O principal ponto para não ter achado grande coisa é que o “Castlevania Medley” do Press Start 2007 tem as mesmas músicas e outras mais (a “Prologue” era uma imposição) em menos tempo – alguns poderiam considerar isso ruim, mas não vejo dessa forma, desde que as transições sejam naturais –, seguindo uma cadência muito coerente.

Com alguns ajustes o medley ficaria excepcional. Do jeito que está ficou longe de repetir o resultado da “Dracula’s Castle”.

“Old-School Medley”

“Vampire Killer” (Castlevania) ~ “Bloody Tears” (Castlevania II: Simon’s Quest) ~ “Beginning” (Castlevania III: Dracula’s Curse)

A verdade sobre a trilha do Mega Man X3 do Super Nintendo

Por Alexei Barros

Com o início da vertente Mega Man X em 1994, uma nova safra de compositores foi escalada em relação àquela da série clássica. Resistia a praga dos pseudônimos, e em alguns casos, como do Mega Man X3, nem créditos havia. O lançamento das OSTs dos seis primeiros capítulos ocorreu de uma só vez em 2003 no Capcom Music Generation Rockman X1~6, cujo encarte creditava os compositores do MMX3 como Minakuchi Engineering Staff, Toshihiko Horiyama, Syusaku Uchiyama, Yoshino Aoki e Makoto Tomozawa.

Sempre houve uma discrepância da autoria das músicas, visto que além desses nomes, Kinuyo Yamashita, a simpática compositora do primeiro Castlevania que assistiu ao VGL no Japão, também listava o jogo entre seus trabalhos no site oficial.

A questão foi parcialmente elucidada em entrevista ao SEMO. Na verdade,  a Capcom contratou a hoje extinta Minakuchi Engineering para fazer a trilha musical sabe se lá o motivo. Esta empresa, por sua vez, utilizou os serviços da Kinuyo Yamashita, à época freelancer e sem nenhuma relação empregatícia com a companhia. Simplesmente todas as músicas do Mega Man X3 do Super Nintendo foram feitas por ela. Entre tantas, devo destacar “Opening Stage” (especialmente), “Gravity Betbood Stage”, “Electro Nazamuros Stage”, “Doppler Stage 1” e “Cast Roll”.

E os outros nomes? Como o álbum traz as músicas de todas as versões, a original do SNES e do relançamento para PlayStation e Saturno que aconteceu somente no Japão e Europa, logo se conclui que os quatro restantes estão relacionados com a versão 32-bits, que traz arranjos e faixas novas. Não são claros os cargos do quarteto, a não ser pela Yoshino Aoki, que disse em outra entrevista ao SEMO que sua participação se limitou ao arranjo.

Mais interessante, a Kinuyo Yamashita não gostou nem um pouco do resultado pelos que se pode comprovar pelos comentários no Facebook – não é muito comum ver críticas assim tão contundentes de maneira pública. Ao menos com a “Opening Stage (Arrange Version)” eu concordo que perdeu toda a empolgação a ponto de parecer uma outra música. Seja como for, enfim temos a certeza de quem compôs a trilha sonora do Mega Man X3.

[via SEMO e com grande ajuda do VGMdb]

Violin de Hiitemita ep2 ~ Maou no Gyakushuu: a benção do violino de The Screamer

Violin de Hiitemita ep2 ~ Maou no Gyakushuu
Por Alexei Barros

Há certo tempo faço questão de enaltecer a excelência das performances do Nico Nico Douga, e ainda não comentei um lançamento interessante que descobri esses dias pelo VGMdb: no dia 1 de julho de 2009 foi publicada no Japão a Nico Nico Douga Selection ~A Waste of Talent~, coletânea que reúne arranjos de diversos jogos pouco conhecidos no ocidente (sempre com mil e uma versões do portentoso shmup doujin Touhou) dos artistas do site.

Todavia, nenhum dos pró-amadores do YouTube japonês adquiriu o mesmo status de popularidade do violinista mascarado The Screamer. Depois do CD de debute Violin de Hiitemita Makai no Shirabe com músicas de animes, ele retorna no Violin de Hiitemita ep2 ~ Maou no Gyakushuu (“Uma nova maldição”) com temas de games para derrubar de vez a barreira entre amadores e profissionais, pois se trata de um álbum licenciado e publicado pela SuperSweep, não feito no quintal de casa.

Se a lista inicial de quatro faixas era promissora, foi reforçada com duas músicas da Konami em um comunicado posterior e, como se não fosse o bastante, ainda há uma secreta. Poderia largar as faixas com os links do Goear aí e resumir tudo ao habitual “fantástico”, mas me senti na obrigação de comentar cada uma separadamente:

01 – “Morning Music” (Bubble System Warm-up Music)
Original: “Morning Music”

Composição: Miki Higashino
Arranjo: Ayako Saso
Segundo violino: Usako

A “Morning Music” é uma música de espera dos Arcades Bubble System da Konami que precisavam esquentar até poder funcionar. Apesar de também ser ouvida em máquinas do TwinBee e Galactic Warriors, está mais relacionada com Gradius, a exemplo da  “Morning Music ~Largo mix~” do Gradius Tribute. Lembra as composições do período barroco, e por isso combina perfeitamente com violino. Amparado pelo segundo violino da Usako (aquela vestida com máscara de coelho), The Screamer é sublime na interpretação. Serve como um contraponto erudito com o que virá na sequência.

02 – “Vampire Killer” (Castlevania)
Original: “Vampire Killer”

Composição: Kinuyo Yamashita
Arranjo: Takayuki Aihara

O The Screamer já havia gravado um vídeo da “Vampire Killer”, mas essa versão do Takayuki Aihara é menos acelerada e mais sombria – por que não, combina melhor com Castlevania. O violino é até entremeado por samples orquestrados e corais assombrosos. De início. Mais adiante, bateria e baixo conferem a base do tema. Uma demonstração virtuosística no desfecho mostra a habilidade sobrenatural do instrumentista oculto.

03 – “Daddy Mulk” (The Ninja Warriors)
Original: “Daddy Mulk”

Composição: Hisayoshi Ogura
Arranjo: Norihiro Furukawa
Segundo violino: Usako
Violão: Comoesta Takahashi

Nada melhor do que ter um ex-integrante da Zuntata para arranjar uma música que é um dos maiores hits da recém-ressurgida banda da Taito. Dialogando com as vozes bizarras do tema, o violino de The Screamer atinge o paroxismo quando reproduz o solo que costumava ser feito pelo shamisen (3:15 a 3:56), como o Takemi Hirohara no Press Start 2008. Nessa entrevista com o compositor Hisayoshi Ogura, ele afirmou que ninguém mais no mundo além de Norihiro Furukawa, coincidentemente o arranjador, seria capaz de reproduzir esse solo no teclado. Pois então nenhum outro é capaz de fazê-lo no violino que não o The Screamer.

04 – “Urban Trail” (Night Striker)
Original: “Urban Trail”

Composição: Masahiko Takaki
Arranjo: Takayuki Aihara

Quem disse que música techno não pode ser tocada no violino? Mais um sucesso da Zuntata é homenageado no arranjo psicodélico de Takayuki Aihara. Em meio às batidas eletrônicas, sussurros e piano cintilante, o violino de The Screamer brilha como nunca.

05 – “After Burner” (After Burner)
Original: “After Burner”

Composição: Hiro
Arranjo: Yousuke Yasui
Guitarra: Masayuki Ozaki

The Screamer também registrou um vídeo da “After Burner”, aliás, o primeiro que publiquei dele. A guitarra base de Masayuki Ozaki remete aos melhores tempos de Koichi Namiki na S.S.T. Band. E a parte do sintetizador, que fazia a melodia na versão da “After Burner” da antiga banda da Sega, é cumprido muito bem pelo violino.

06 – “Like the Wind” (Power Drift)
Original: “Like the Wind”

Composição: Hiro
Arranjo: Shinji Hosoe
Guitarra: Masayuki Ozaki

A música que mais esperava do álbum é uma prova de genialidade do Hiro ao compor uma melodia maravilhosamente memorável. Ficou um espetáculo no arranjo de Shinji Hosoe e performance do The Screamer, de novo com a guitarra base de Masayuki Ozaki. A releitura mais inspirada até hoje. Melhor que isso só se fosse integralmente orquestrada.

07 – “Last Wave” (OutRun)
Original: “Last Wave”

Composição: Hiro
Arranjo e piano: Taihei Sato

Se tem Hiro, OutRun é obrigatório. “Splash Wave”, “Magical Sound Shower” ou “Passing Breeze” ou ainda todas as três seriam as escolhas mais previsíveis, mas a faixa secreta é a “Last Wave”, em arranjo de Taihei Sato, ex-Gamadelic e compositor com participações em jogos como Derby Owners Club e Sonic the Hedgehog (2006). No solo de piano ficava triste, no dueto com violino então infunde a melancolia. Que essa não seja a última onda do The Screamer.

“Castlevania Suite” – PLAY! A Video Game Symphony

Por Alexei Barros

Por mais que Castlevania seja uma das mais populares entre os apreciadores de game music, foi injustamente negligenciada na série japonesa Orchestral Game Concert (1991-1995), apesar da existência do álbum Perfect Selection Dracula ~New Classic~ (1992), que trazia arranjos orquestrados. A saga vampiresca veio estrear em concertos no Video Games Live em 2005, recebendo posteriormente a roupagem guitarrística “Castlevania Rock” que está registrada no CD. A primeira aparição em uma apresentação nipônica ocorreu no Press Start 2007 ~ Symphony of Games~, em que foi tocada a melhor representação sonora da franquia, “Castlevania Medley”.

O PLAY! Video Game Symphony também tem o seu medley – a mim, melhor que o do VGL, mas não tão espetacular quanto o Press Start. Melhor porque abrange uma música sombria embalada pela batida da bateria do nefasto Curse of Darkness composta pela ilustríssima Michiru Yamane. E fica o protesto: deveriam incluir as faixas de autoria do Yuzo Koshiro para o Portrait of Ruin – “Invitation of a Crazed Moon”, “DESTROYER”“The Gears Go Awry”, “Dance of Sadness” e “Banquet of Madness”. Uma suíte com as cinco ficaria fabulosa.

Segue a performance, aproveitando o embalo do advento do Order of Ecclesia:

– “Castlevania Suite”
“Vampire Killer” ~ “Wicked Child” (Castlevania) ~ “A Toccata into Blood Soaked Darkness” (Castlevania: Curse of Darkness)


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