Posts Tagged 'Kentaro Haneda'

“Opening Theme” – Wizardry (Score)

Por Alexei Barros

Eis a prova definitiva de que a organização do Score andou ouvindo os CDs da série Orchestral Game Concert (1991-1995) – bom, o “Nintendo Medley” já demonstrava isso. Uma escolha incomum desprovida atualmente de apelo comercial que nem sequer aparece hoje nos concertos japoneses: Wizardry, cuja origem se confunde com a história do gênero RPG (me limito a dizer isso, dada a minha profunda ignorância para com a franquia).

A adaptação de Wizardry: Proving Grounds of the Mad Overlord para NES e um carregamento de computadores nipônicos (FM-Towns, MSX2, PC-8801 e por aí vai) foi agraciada com a trilha musical de Kentaro Haneda, mencionado profusas vezes no blog. Falecido de câncer de fígado em 2007, o compositor e maestro desfilou uma carreira prolífica em diversas áreas, atuando também em animes e seriados (como na fantástica “Wonderful Guys” do Seibu Keisatsu Part-II elogiada aqui).

Pois foi o próprio Haneken, como era apelidado, que regeu e conduziu a “Opening Theme” do Wizardry, logo a primeira faixa do OGC1. É um tema de abertura soberbo quem nem dá para imaginar que originalmente era de um jogo 8-bits (primeiro conheci a versão orquestrada antes de ouvir a “Opening Theme” sintetizada).

Por isso, bate um saudosismo ver a Gothenburg Symphony Orchestra, mesmo com toda a precariedade da gravação, dar vida a uma música que havia apenas ouvido do longínquo concerto realizado em 1991.

Pouco depois da performance, Orvar Säfström, produtor do concerto, faz a apresentação. Pode ignorar, a não ser que você entenda sueco.

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Quase game music: seleção de cinco músicas orquestradas com guitarra

Por Alexei Barros

Orquestra e guitarra. Unir os dois elementos é um desafio e tanto em espetáculos, sobretudo em salas de concerto, onde o som dos instrumentos da orquestra é reproduzido sem auxílio de microfones, enquanto que da guitarra é amplificado evidentemente. Quando bem executada, a mistura tem um resultado esplendoroso, pois abundam músicas de games com a junção.

Exemplos não faltam. Nem sonhando dá para dizer que no Video Games Live a mescla é um sucesso, já que, pelo menos nos shows que vi no Brasil, a pequenez da orquestra é eclipsada pelo guitarra – veremos se no Video Games Live: Level 2 a coisa toda funcionou pelo menos. Nos demais concertos, foram convocadas bandas de rock, como a -123min no Third Symphonic Game Music Concert, Machinae Supremacy no PLAY! em Estocolmo em 2007, After Forever no Games in Concert 3, além de todas as vezes que o The Black Mages tocou a “Advent One-Winged Angel”. No Press Start, desde a primeira edição, o guitarrista Haruo Kubota participou de diversos segmentos. Para completar as exemplificações, no próprio Games in Concert a Metropole Orchestra possui um guitarrista que talvez seja o responsável pelos melhores resultados da mistura em concertos de games, a exemplo da versão suprema da “Moon Over the Castle” (Gran Turismo 4). Todas têm em comum o fato de as gravações oficiais inexistirem ou serem amadoras. Mesmo no Games in Concert, em que há registro profissional, mal se consegue ver onde está o guitarrista.

Mas você sabe como é. Aquela coluna lateral de vídeos relacionados do YouTube é uma bênção, e por meio dela em deparei com performances orquestradas sensacionais com guitarra, só que não de game music. Antes que alguém diga “esse de games virou blog de musica”, todos os vídeos tem relação indireta com compositores que eventualmente fizeram músicas para jogos ou pela orquestra que tocou em determinada trilha. Por certo, quem acompanha o blog há algum tempo não se surpreenderá ao constatar que quatro são de compositores nipônicos, e o que não é foi tocado no Japão.

A ideia do post é justamente mostrar como a guitarra poderia ser aproveitada de várias formas diferentes na companhia da orquestra, e de como os espetáculos de games, em especial os japoneses, estão atrás do que se faz em outros nichos, tanto em performance, como em disponibilidade de gravação. Claro que isso depende do estilo. Não estou dizendo que a guitarra é obrigatória. Por fim, você sabe que quase não gosto de comparar e dar indiretas. Então, em todos os casos não vi o guitarrista saltitar ou fazer estripulias exibicionistas.

Os bons achados depois do Hadouken que provavelmente você discordará da ordem.
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Beatles e game music: tudo a ver

Beatles
Por Alexei Barros

Talvez eu seja o único jogador que não estava contando os dias para o lançamento de The Beatles: Rock Band neste cabalístico 09/09/2009. Não só porque sou indiferente para a maioria desses jogos de ritmo ocidentais (japas é outra história), e também porque enfoca uma banda que não sou admirador – revelação que quase me fez ser apedrejado certa vez, como se fosse obrigação gostar, como se fosse a última maravilha musical do mundo.

Desabafos à parte, é evidente que reconheço a popularidade do quarteto e toda a importância na cultura pop que ainda se perpetua na entrada dos anos 2010. Mais incrível, essa influência dos Beatles pode ser percebida nos compositores de jogos, incluindo os que moram bem longe da Grã-Bretanha, no Japão. Não chega a ser uma Yellow Magic Orchestra em termos de preponderância, mas há muitas relações. Diretas e indiretas. Coincidentemente ou não, todos da lista são alguns dos meus favoritos, o que me leva a crer que seja um fã enrustido dos Beatles.

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