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Super Mario Bros. 30th Anniversary Live: o melhor espetáculo da galáxia

Mario 30th_01

O palco recriou os detalhes do cenário de Super Mario Bros., mas as cortinas lembram mais a abertura de Super Mario Bros. 3

Por Alexei Barros

Tenho para mim o Mario & Zelda Big Band Live CD como uma das apresentações mais importantes de game music de todos os tempos, mas ela foi facilmente superada pelo Super Mario Bros. 30th Anniversary Live. Realizado nos dias 20 de setembro em Osaka e 21 do mesmo mês em Tóquio, o espetáculo fez por merecer o legado musical de 30 anos da série e contou com as aparições de Koji Kondo, Shigeru Miyamoto e Takashi Tezuka.

Por que estou tão convicto disso? Normalmente, eu recorro aos sites japoneses para garimpar informações usando o tradutor do Google e dessa vez foi feito até um report em inglês do evento no US Gamer assinado pelo jornalista Jeremy Parish. Pois então, o post nesses moldes já estava praticamente redigido, quando descobri que uma alma caridosa publicou no YouTube uma gravação da plateia do espetáculo em Osaka. Lá fui eu ouvir sem muita expectativa… Resultado: por diversas vezes eu tive que parar o que estava fazendo porque fiquei extasiado com a performance simplesmente alucinante com um humilde registro de qualidade 160 kbps. Essa experiência me fez lembrar o já saudoso Press Start, finalizado neste ano, cujas primeiras edições eu me deliciava com meros bootlegs.

Na incerteza de um lançamento oficial – por favor, Nintendo, o CD de um show desse naipe é uma obrigação! –, eu me empolguei a ponto de querer falar individualmente dos segmentos. No caso de o álbum sair, eu me sinto no dever de revisitar o show e me aprofundar nos comentários.

O Super Mario Bros. 30th Anniversary Live contou com uma big band (banda e metais), formada por instrumentistas japoneses (além do trompetista cubano Luis Valle). Em relação àquela relação inicial de músicos, foi feita uma substituição no violino (Sayaka no lugar de Toshihiro Nakanishi). A banda ainda teve os reforços de Hironori Akiyama (guitarra e banjo) e Tomomi Oda (teclado), que chegou até a cantarolar algumas músicas como veremos adiante.

Super Mario Special Band
Direção musical e teclado: Masanori Sasaji
Baixo: Shingo Tanaka
Bateria: Senri Kawaguchi
Guitarra: Kenji Kitajima
Guitarra e banjo: Hironori Akiyama
Percussão: Asa-Chang
Trompete: Koji Nishimura e Luis Valle
Trombone: Eijiro Nakagawa
Trombone baixo: Katsuhisa Asari
Saxofone: Osamu Yoshida, Takuo Yamamoto e Ryoji Ihara
Violino: Sayaka
Teclado e vocal: Tomomi Oda

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A big band parece pequena, mas com instrumentistas dessa qualidade nem precisou ser maior. A performance foi fenomenal

Sobre o programa, agora enfim justifico minha afirmação no parágrafo inicial de que o Super Mario Bros. 30th Anniversary Live supera fácil o Mario & Zelda Big Band Live CD. Embora evidentemente esse espetáculo de agora não tenha Zelda, naquela época (2003) não existia as vertentes Super Mario Galaxy, New Super Mario Bros. e Super Mario 3D Land/World. Além disso, os números referentes a jogos antigos, como Super Mario Bros. 3 e World, são muito melhores e, sim, eles tocaram músicas que anos eu esperava por versões arranjadas. A maior surpresa nesse sentido é, enfim, um medley de Mario Kart que ficou simplesmente fantástico. Talvez eu não sobrevivesse se visse esse segmento ao vivo.

Sem mais enrolações, abaixo as considerações sobre cada número. Subi faixa por faixa no Goear, mas, se você preferir, pode escutar o show continuamente no link do YouTube, que também possui o falatório entre um segmento e outro – se você não entender japonês, não tem muito o que ouvir mesmo.
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“The Legend of Zelda 25th Anniversary Medley” – Zelda, Zelda: A Link to the Past, Zelda: Ocarina of Time, Zelda: The Wind Waker, Zelda: Spirit Tracks (Play! 2011 em Virginia)

Por Alexei Barros

Demorei tanto tempo para postar este vídeo que o Play! A Video Game Symphony nem existe mais: a turnê foi reformulada e rebatizada para rePLAY Symphony of Heroes, que algum dia comento melhor. É mais para tapar uma lacuna.

Não consegui encontrar uma informação precisa, mas, a julgar pelo site do maestro Andy Brick, o concerto em Virginia realizado em julho de 2011 foi o último do Play!. Naquela época, o arranjador Chad Seiter ficou encarregado das novas releituras de Mario, Zelda, Castlevania e Metroid. Falei de todos esses, menos do Zelda.

Como o nome diz, o medley foi feito por ocasião dos 25 anos de Zelda e depois herdado pela turnê The Legend of Zelda: Symphony of the Goddesses, a qual eu mal comentei por aqui. É sempre um desafio pegar algumas músicas dentro de um universo de composições geniais e fazer um medley de 8 minutos capaz de representar essa série em um programa com diversos outros jogos. Mesmo sabendo disso, o segmento tem uma seleção de faixas meio aleatória, deixando um gosto amargo pela falta de inspiração com que as músicas foram arranjadas.

“Triforce Chamber” é uma escolha inusitada para o medley, mas funcionou bem como faixa introdutória em seus poucos segundos. Mais curiosa é a seleção seguinte: a “Steam Train Field 2” do Spirit Tracks, que, apesar de toda a sua simpatia, nem de longe considero uma das músicas mais representativas da série e, aparece, claro, com o realce da flauta.

Após uma transição terrível, surge a “Dragon Root Island” do The Wind Waker, no momento em que as trompas se destacam. O medley parece acabar, mas o tema da série é evocado em um tocante solo de violino. A orquestra regressa e mais uma vez a peça quer chegar ao fim, como se quisesse realizar o desejo do ouvinte – sinceramente, não entendi a razão de existir desse trecho. Meio que do nada, a icônica “Dark World” chega crescendo e é lembrada com certa pompa, mas a mim foi incapaz de transmitir a empolgação da original. Temos mais uma vez o tema principal seguido por uma boa e breve rendição da “Zelda’s Theme”, em uma imponência inesperada para uma música tão singela. Para não ser totalmente injusto, o final grandioso com a alternância entre o trompete e a flauta ficou bom.

A miscelânea foi gravada em estúdio no disco promocional The Legend of Zelda 25th Anniversary Special Orchestra CD, o qual disponibilizo o link abaixo, e só confirma como o medley é insosso e não honra as tradições musicais de Zelda.

“The Legend of Zelda 25th Anniversary Medley”

Originais: “Triforce Chamber” (The Legend of Zelda: A Link to the Past) ~ “Steam Train Field 2” (The Legend of Zelda: Spirit Tracks) ~ “Dragon Root Island” (The Legend of Zelda: The Wind Waker) ~ “Overworld” (The Legend of Zelda) ~ “Dark World” (The Legend of Zelda: A Link to the Past) ~ “Overworld” (The Legend of Zelda) ~ “Zelda’s Theme” (The Legend of Zelda: Ocarina of Time) ~ “Overworld” (The Legend of Zelda)

Symphonic Legends em Londres: as músicas de Zelda em um concerto superlativo

O Symphonic Legends em Londres foi um dos maiores concertos de games da história, com cerca de 220 pessoas no palco


Por Alexei Barros

Ainda que tardiamente, não posso deixar de mencionar por aqui a realização do concerto Symphonic Legends – Featuring music from The Legend of Zelda series em 13 de julho. Sim, no mesmo dia em que a Alemanha se sagrou tetracampeã mundial no Maracanã, o  Barbican Centre London no Reino Unido sediou uma apresentação com músicas da série Zelda com a presença de cerca de 2000 pessoas.

Em termos de números de participantes, a performance foi uma das maiores (se não a maior) que se tem notícia entre os concertos de games, com a conceituada London Symphony Orchestra e o London Symphony Chorus somando cerca de 220 pessoas conduzidas pelo maestro Rasmus Baumann. Foi o segundo espetáculo com músicas de games da LSO, sendo que o Final Symphony, apresentado no ano passado, foi o primeiro. Não bastasse tudo isso, ainda teve o grupo Spark, formado por dois flautistas, um violinista, um violoncelista e um pianista.

O set list foi basicamente um mix dos números de Zelda já executados nos concertos Symphonic na Alemanha produzidos por Thomas Boecker:  a fanfarra assinada por Jonne Valtonen “Fanfare for the Common 8-bit Hero” e o “The Legend of Zelda: Symphonic Poem”, que foram originalmente apresentados no Symphonic Legends (o segundo também foi executado no LEGENDS); além do “The Legend of Zelda: The Wind Waker — Concerto for Spark and Orchestra” e “Gerudo Valley”, que apareceram pela primeira vez no Symphonic Selections e novamente contaram com a participação do Spark. Esse segundo segmento, da música com pegada flamenco do The Legend of Zelda: Ocarina of Time, não estava anunciado no encarte e foi uma surpresa, inclusive. A única estreia de fato foi o “The Legend of Zelda: Skyward Sword — Overture”, um segmento arranjado por Roger Wanamo que tem cerca de 20 minutos de duração com músicas do jogo mais recente da série principal.

A London Symphony Orchestra estava com duas harpas – geralmente uma orquestra tem apenas uma

Porém, mesmo para quem conhecia esses arranjos dos concertos passados, houve novidades interessantes. O The Legend of Zelda: The Wind Waker — Concerto for Spark and Orchestra” contou com algumas alterações mínimas na partitura, assim como as suítes do Symphonic Fantasies foram aprimoradas para o Symphonic Fantasies Tokyo.

Mas a maior mudança aconteceu no “The Legend of Zelda: Symphonic Poem”, que, por sinal, já havia sido modificado para o LEGENDS, no qual o arranjo havia recebido 4 minutos adicionais. Segundo o report que linkei no fim do post, o tempo total da peça é de 44 minutos, ou seja 8 minutos a mais de quando o poema sinfônico debutou no Symphonic Legends (ele tinha 36 minutos originalmente). A primeira parte foi quase que re-escrita, o movimento “Battlefield” também foi alterado e a seção da “Light Spirit” passou a ser da versão cantada no Soundtrack Cologne: East meets West, com solo da soprano Lucy Feldman. O arranjador Jonne Valtonen levou pelo menos 3 meses para concluir essa revisão.

Infelizmente, o Symphonic Legends – Featuring music from The Legend of Zelda series foi um privilégio restrito aos presentes na casa de espetáculos em Londres, já que, por conta da atual filosofia restritiva da Nintendo, dificilmente o concerto será lançado em CD. Para piorar, um usuário chegou a publicar gravações (em uma qualidade terrível) no YouTube, mas elas foram retiradas a pedido da London Symphony Orchestra. Portanto, dificilmente vai dar para ouvir alguma coisa dos segmentos em um registro apreciável. Até o momento, não há planos de apresentações em outros locais, porque essa grandiloquência de instrumentistas e coristas só foi possível, por ora, para esse espetáculo em Londres. Contudo, o encarte do Symphonic Legends confirmou que em 2015 haverá um novo concerto de games com a London Symphony Orchestra. Tomara que ao menos o futuro espetáculo também não fique só na memória dos espectadores.

Set list:

Ato I

01. “Fanfare for the Common 8-bit Hero”
02. “The Legend of Zelda: Skyward Sword — Overture”
03. “The Legend of Zelda: The Wind Waker — Concerto for Spark and Orchestra”
04. “Gerudo Valley” (The Legend of Zelda: Ocarina of Time)

Ato II

05. “The Legend of Zelda: Symphonic Poem”

Composição: Jonne Valtonen (01), Nintendo (02~05)
Arranjo: Jonne Valtonen (01, 04, 05), Roger Wanamo (02, 03)

05-SLL_Spark_02

O grupo Spark garantiu uma performance virtuosística no arranjo com influência folk de The Legend of Zelda: The Wind Waker

 

[via Blipico, Zelda Informer, LSO, spielemusikkonzerte.de]

The Greatest Video Game Music 2: desfalcado, mas, ainda assim, um pouco aproveitável


Por Alexei Barros

Quando os concertos e álbuns orquestrados de game music começaram a se popularizar no Ocidente na década passada, eram poucos os nomes que se aventuravam nesse nicho. Hoje, entre tantas iniciativas amadoras e profissionais, a quantidade de produções deve ter triplicado. Dessa nova safra, destacam-se os álbuns The Greatest Video Game Music, cujo segundo volume foi lançado em novembro de 2012.

A track list a mim muito chamou a atenção. Castlevania, Street Fighter II, Sonic e Super Metroid são nomes que de cara me fazem arregalar os olhos. Mas… nem tudo saiu como esperado. Eu sempre disse aqui que a Nintendo e a Square Enix são as empresas mais chatas para liberar as licenças das músicas em coletâneas com jogos de outras produtoras, certo? Pois, se agora as duas não causaram nenhum problema – o álbum inclui faixas de The Legend of Zelda: The Windwaker, Luigi’s Mansion e Super Metroid da primeira e Final Fantasy VII, Chrono Trigger e Kingdom Hearts II Final Mix +  da outra –, desta vez foram as donas Capcom e Konami que deram para trás, conforme noticiado pelo IGN. Resultado: diferentemente do divulgado, nada de Castlevania, Street Fighter II e também Metal Gear Solid 3 no álbum. Muito estranho se considerarmos que o Video Games Live Level 2, lançado em 2010, tem músicas de Mega Man e Castlevania.

Elucidada essa questão (ou não, já que o motivo não ficou claro), a track list conta com um generoso número de faixas: 17, garantindo uma boa variedade de estilos, jogos e produtoras. Quanto às seleções de músicas, ao mesmo tempo em que o álbum foge de temas mais manjados, também tromba com as músicas mais mastigadas do universo. Por exemplo: a seleção mais óbvia do Skyrim seria a “Dragonborn”, não seria? Em vez disso, tem a “Far Horizons”. Kingdom Hearts: “Hikari” seria o mais lugar-comum. No lugar, há a “Fate of the Unknown”. Enquanto isso, o álbum traz novos arranjos da “One-Winged Angel” e a “Main Theme” do Chrono Trigger como se eles fossem necessários (até porque não superaram arranjos mais consagrados).

Outro problema recorrente, esse presente no primeiro álbum, é a inclusão de faixas já orquestradas em suas trilhas originais, como é o caso da citada “Fate of the Unknown”. Para quê? Por isso, vou me dar o direito de abordar apenas os números que julguei mais interessantes para serem comentados, infelizmente apenas 4 das 17 faixas: dois medleys inéditos e dois arranjos de faixas sintetizadas. Ah, pode parecer que dei preferência para os jogos japoneses, mas não parece não: dei preferência mesmo.

03 – “Legend of Zelda – The Wind Waker: Dragon Root Island”
Original: “Dragon Root Island”

Esta aí uma escolha totalmente fora dos padrões, tanto o jogo como a música, mas que faz sentido, como a faixa original era sintetizada. Começa no violão, depois vai para as cordas em toda a sua majestade. Mais para frente, o piano dá uma quebrada na música, quando parece entrar, creio, o som de um bandolim e, logo em seguida, um saxofone. As cordas retornam num crescendo até confluir no apoteótico retorno de todos os instrumentos. Se não é a mais estrondosa performance de Zelda, ao menos fugiu do básico – básico que já constava no álbum anterior, a batida “Legend of Zelda: Suite”.

07 – “Sonic the Hedgehog A Symphonic Suite”
Originais: “Title” ~ “Super Sonic” ~ “Casino Night Zone” ~ “Sky Chase Zone” ~ “Aquatic Ruin Zone” ~ “Hill Top Zone” ~ “Title” (Sonic the Hedgehog 2)

Considerando que o arranjo “Sonic the Hedgehog: Staff Credits” feito pelo Richard Jacques para o Video Games Live é, não tem jeito, insuperável, não precisaria nem tentar fazer algo melhor: bastava seguir para o Sonic 2. Mesmo que o nome da faixa não diga isso, a suíte abrange sim faixas da sequência. Só que quem fez o arranjo devia estar morrendo de sono: a peça é de uma monotonia ímpar, parada demais, nada a ver com a velocidade sugerida por qualquer coisa relacionada ao Sonic.

Vamos ver música por música. Depois da “Title” em uma rendição toda pomposa, surge não a “Emerald Hill Zone”, que seria a melhor escolha, mas a “Super Sonic” nos xilofones, nos clarinetes e nas flautas sem a metade da empolgação da original. Abruptamente (ruim a transição), nasce a “Casino Night Zone” muito suavemente, com acompanhamento da bateria e melodia tocada pelo clarinete e depois pelo trombone. Para dormir de vez, a “Sky Chase Zone” é tocada, quase parando. O solo de violino tristonho transita a suíte para a “Aquatic Ruin Zone”, quando você imagina já o Sonic chorando de tristeza. Inesperadamente, a percussão dá uma animada em um raro trecho com cara de Sonic, com direito a solo de saxofone e um baixo elétrico mais incisivo. Piano e xilofone alternam rapidamente na breve alusão à “Hill Top Zone” e, em um crescendo, a “Title” termina essa agonia. Além de sonífero, o arranjo ignora completamente a “Emerald Hill Zone” e a “Chemical Plant Zone”, que para mim são as mais icônicas do Sonic 2. Uma lástima.

09 – “Luigi’s Mansion: Main Theme”
Original: “Luigi’s Mansion”

Talvez para embarcar no anúncio do Luigi’s Mansion: Dark Moon e na representação do jogo no Wii U, o álbum resgata a música desse jogo que nunca foi orquestrada e provavelmente nunca apareceria em um concerto – se já é muito sonhar com Mario Kart, que é bastante popular, imagine Luigi’s Mansion. O arranjo me faz lembrar muito algum tema de desenho animado (da Disney?), deixando um clima de suspense e terror, mas, no fundo, fundo, tudo aquilo não passa de uma brincadeira, mesmo que sem o Luigi murmurando a música como na versão do jogo. Mas a coisa fica (um pouco) mais séria com o coral, que chega rasgando e depois volta em um momento grandioso da performance.

11 – “Super Metroid: A Symphonic Poem”
Originais: “Theme of Super Metroid” ~ “Opening (Destroyed Science Academy Research Station)” ~ “Brinstar – Red Soil Wetland Area” ~ “Maridia – Rocky Underground Water Area”“Theme of Super Metroid” ~ “Opening (Destroyed Science Academy Research Station)” ~ “Samus Aran Appearance Fanfare” ~ “Theme of Super Metroid”

Se antes só existia o medley do OGC4, de uma hora para outra, todo mundo quis apresentar um arranjo do Super Metroid, o que é curioso, pois poderiam também dar mais espaço para o primeiro Metroid e a trilogia Metroid Prime. Além do Symphonic Legends e LEGENDS (em arranjos diferentes, o primeiro do Torsten Rasch e o outro do Jonne Valtonen), recentemente a turnê Play! A Video Game Symphony também apresentou uma (boa) versão. Mesmo com essa fartura, ainda não dá para nem começar a falar de alguma saturação de Metroid, pois o jogo sempre ficou atrás de Mario e Zelda nos concertos (e ainda falta o Press Start mostrar o seu arranjo).

“Theme of Super Metroid” foi usada para abrir o poema sinfônico e não causa o mesmo impacto para quem já conhecia a versão do OGC4. Mas o trecho correspondente à “Opening (Destroyed Science Academy Research Station)”, na tela-título, é brilhante, com todos os ruídos fielmente reproduzidos e o clima de ficção científica estabelecido no ar. Muito sutilmente, em uma transição perfeita, essa faixa vai para a “Brinstar – Red Soil Wetland Area”, que cresce de uma maneira contagiante. Para dar aquela acalmada, nada melhor do que um tema de um ambiente aquático, e, nesse caso, o clarinete mergulha na “Maridia – Rocky Underground Water Area”. A harpa lembra a “Theme of Super Metroid”, o piano a “Opening (Destroyed Science Academy Research Station)” e a “Samus Aran Appearance Fanfare” anuncia a chegada da Samus, primeiro com as mulheres, depois os homens em uma rápida participação do coral e mais uma vez com as madeiras. Fechando o arco, tem a “Theme of Super Metroid” vindo com tudo. No fim das contas, é uma peça admirável, a que mais me agradou do álbum, conseguindo transmitir por meio da orquestra a alma sonora de Super Metroid. (É capaz que eu tenha me perdido ou me esquecido de alguma faixa e, caso você tenha reparado em um erro, por favor grite nos comentários.)

Super Mario Bros. 25th Anniversary Special Sound Track Press Start Edition: 25 anos em três faixas


Por Alexei Barros

Quando soube da existência do Press Start 2006 o programa chamou a atenção pela ausência de um segmento do Mario, o que muitos poderiam considerar fundamental no set list de um concerto com diversas franquias. Encarava isso como uma virtude, uma prova de desplante, já que tal obrigação muitas vezes fez com que se apelasse para uma performance frívola, como são tão comuns os solos de piano do Mario 1, para jogar seguro e agradar o público.

Ironicamente, todas as edições seguintes incluíram números do Mario, e o primeiro deles, o arranjo de Keiichi Oku “Super Mario Bros.” no Press Start 2007, chega a ser uma piada de tão limitado, com menos de dois minutos de duração, em um exemplo de nostalgia fugaz. Depois a situação melhorou especialmente pela rapidez com que jogos recentes foram adicionados ao repertório. É o que torna especial o Super Mario Bros. 25th Anniversary Special Sound Track Press Start Edition, o terceiro lançamento relacionado à série japonesa de concertos. Os anteriores foram o single Professor Layton Series Soundtrack Premium CD e o álbum Press Start The 5th Anniversary.

Brinde do Super Mario Collection Capture Book e Super Mario Bros. 25th Anniversary Book lançados em um pacote dia 9 de dezembro de 2010, é um CD com três faixas do Mario, com performance da Kanagawa Philharmonic Orchestra no Bunkamura Orchard Hall no Press Start 2008 e no Tokyo Metropolitan Art Space no Press Start 2010, e da Tokyo City Philharmonic Orchestra neste segundo local no Press Start 2009.

Infelizmente, a minha principal reclamação do Press Start The 5th Anniversary persiste: a reverberação exagerada. Isso é muito desanimador, porque se foram lançados dois CDs com mixagem parecida, é o que a produção acha o ideal. Não há perspectiva que possíveis futuros lançamentos do Press Start tratem de corrigir isso. Em compensação, não tenho do que contestar da qualidade dos arranjos.

Quando ao repertório, há de se lamentar mais uma vez que do primeiro Super Mario Bros. há um pulo, ou melhor, um voo de capa até o Super Mario Galaxy, com uma aterrissagem no New Super Mario Bros. Wii. Quanta coisa boa não tem do Super Mario Bros. 2, Super Mario Bros. 3, Super Mario World, Super Mario 64 e Super Mario Sunshine… Da lista dos principais sobra Super Mario Galaxy 2. Se for mantida a tradição de um Mario por Press Start deve ser o candidato com mais potencial a figurar na provável edição 2011.

Mas chega de devaneios. Depois do Hadouken as minhas impressões da trinca de faixas bigodudas.

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“Super Mario Piano Medley” – Super Mario Bros., Super Mario 64, Super Mario Galaxy e Mario Kart 64 (Games in Concert 3)

Por Alexei Barros

Como comentei aqui, dia 4 de abril passou na TV holandesa um especial sobre a série Games in Concert, que teve apresentações de 2006 a 2008 – espero que retorne em 2010. Falei sobre a possibilidade de o vídeo pintar no YouTube. O próprio site oficial traz a reportagem na íntegra, mas me decepcionou um bocado porque todas as performances exibidas de ponta a ponta – Haze, Red Alert 3, BioShock, Donkey Kong Country, Overlord II e Final Fantasy VI –, já tinham sido publicadas na página do concerto. De novo apenas uns flashes do Leisure Suit Larry e grande parte da performance do pianista holandês Wibi Soerjadi. Eu me contentaria em publicar o vídeo todo apenas por isto, só que notei que já havia uma gravação amadora de boa qualidade que pega de ponta a ponta. Daí me pergunto: como não publiquei antes?

A performance tinha tudo para ser a mais manjada e básica possível, com a combinação mais elementar de game music, Mario e piano, mas, amigo, estamos falando do Games in Concert. Não é uma interpretação literal e robótica, e sim um Arranjo com “A” maiúsculo, que recria os temas imortais do Koji Kondo. A melhor parte, sem dúvidas, é a do início, que passeia pelo Super Mario 64, em especial depois do começo grandioso da “Koopa’s Road”, quando entra a singeleza da “Dire, Dire Docks”, que parece ter sido criada para solo de piano. Justamente no intermédio desta faixa, Soerjadi sentiu a fisgada no tornozelo machucado (ele precisou usar muletas na ocasião) provavelmente quando pressionou o pedal, e foi obrigado a interromper a performance e abandonar o palco. Após ter sido ovacionado, decidiu retornar para tocar a “Inside the Castle Walls” e também a “Wind Garden” do Super Mario Galaxy. Depois vem a quase desconhecida “Overworld”. No encerramento, inesperadamente surge a “Prize #1 (1st~3rd)” do Mario Kart 64!

– “Super Mario Piano Medley”

“Koopa’s Road” ~ “Dire, Dire Docks” ~ “Inside the Castle Walls”(Super Mario 64) ~ “Wind Garden” (Super Mario Galaxy) ~ “Overworld” (Super Mario Bros.) ~ “Prize #1 (1st~3rd)” (Mario Kart 64)


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