Posts Tagged 'Keiki Kobayashi'

Press Start 2015: El Shaddai e Ace Combat Zero

Por Alexei Barros

Amanhã, dia 8 de agosto, acontecem as duas apresentações do Press Start 2015, a última edição dessa série de concertos iniciada em 2006. O programa não promete ser nada de mais: além dos 11 segmentos iniciais, o site oficial acrescentou dois números – ambos reprises, infelizmente. O negócio está em um clima tão melancólico que nem foi feita uma atualização com os artistas como era de costume.

Acho que é muito grande a chance de ser feita uma homenagem ao Satoru Iwata, visto que Masahiro Sakurai, um dos produtores do Press Start e criador de Super Smash Bros., era bem próximo do falecido presidente da Nintendo. Talvez um medley com jogos que ele participou, como Balloon Fight e EarthBound, por que não?

Abaixo, as duas reprises que mencionei no início do post.

– El Shaddai: Ascension of the Metatron

ps2015_elshaddaiTrata-se de um repeteco do Press Start 2011. Na ocasião, o concerto tocou um medley no mesmo ano de lançamento do jogo. Apesar de ser de quatro anos atrás, ainda é um título que me interesso jogar qualquer dia desses. A trilha é um grande incentivo: somente a “Tragic Scream” já é um banquete musical com esse violino primoroso. Uma pena que com o fim do Press Start eu duvido muito que jogos de orçamento médio com músicas incríveis como esse apareçam em outros concertos.

– Ace Combat Zero: The Belkan War

ps2015_ac_zeroOs produtores do Press Start realmente têm uma apreço especial pela “Zero”. Será a terceira performance da música – as ocasiões anteriores foram em 2007 e 2009. A composição de Keiki Kobayashi estilo flamenco não é simples de ser tocada, pois depende de dois violões e uma cantora. Embora eu goste bastante dela, queria ter visto mais performances de outros jogos da série, especialmente do Ace Combat 5, por músicas como a esplêndida “Razgriz”. O Ace Combat 4 e 6 também não ficam muito atrás não.

[PRESS START]

Trilha de Ace Combat: Assault Horizon virá em pacote promocional com três CDs; Keiki Kobayashi e Norihiko Hibino estão entre os compositores


Por Alexei Barros

Meu apreço pelas músicas da série Ace Combat vem desde mais ou menos de 2005, 2006 para cá, isto é, desde que o Hadouken se conhece por blogue, mas é a primeira vez que comento sobre o lançamento em CD de algum jogo da saga de combates aéreos da Namco. Verdade que eu poderia ter falado sobre a Ace Combat 6 Fires of Liberation Original Soundtrack em 2007 e confere também que escrevi acerca da Ace Combat 2 Original Soundtrack ano passado, mas creio que trilhas de jogos novos faz tempo que não sai, não é? Aliás, desde o Ace Combat 6 não havia um capítulo para console de mesa, portanto faz quatro anos.

Ace Combat: Assault Horizon aportará dia 13 de outubro no Japão para Xbox 360 e PlayStation 3 – dois dias depois dos EUA e um dia antes da Europa –, e quem comprar a edição de luxo receberá a Ace Combat: Assault Horizon Original Soundtrack, com três discos. Ainda não foi anunciada e duvido que seja a trilha sonora à parte do pacote especial. O mestre Keiki Kobayashi, que sempre garante músicas pomposas e melódicas de muita categoria, está confirmado, assim como Hiroshi Okubo (Ace Combat 2, 3, 4, 5 e 6) e Rio Hamamoto (Soulcalibur II e Tekken 6), os três do competente time interno da Namco. A mais surpreendente novidade é a presença de Norihiko Hibino, que andava um pouco sumido, depois de anos como os de 2008 e 2009 muito prolíficos, com participações em Ninja Blade, Bayonetta e Love Plus.

Já é possível conferir alguns samples e, em vez de clicar em links que muito frequentemente demoram a carregar em sites pesados, dependendo da sua conexão, os vídeos do YouTube meio que fazem isso por você, ao menos foi a sensação que eu tive pela forma com que foram editados, praticamente imitando a navegação de um site. Bacana é que as amostras confirmam a participação de alguns musicistas: o grupo de instrumentos étnicos Yuval Ron Ensemble na “Rebirth” from Sand Storm (teria a música um quê de Uncharted?), “Inferno”, “Town of Fiction” e “Blue On Blue”, esta também com George Nishigomi; Emi Evance na “Beyond the Canal” e, também com Ken Stacey, a “Gotta Stay Fly”; e Northwest Sinfonia and chorale na “Horizon” (promete ser tão emocionante quanto a “Razgriz”). Creio, porém, que deve haver um erro na informação da “Mrs. Krista Yoslav”, porque se ouve o solo de uma cantora e o crédito do intérprete se refere ao Keiki Kobayashi. Falando nele, a “Release” promete ser a equivalente da “The Unsung War” e da “Megalith ~ Agnus Dei” deste trabalho. Tomara!

[via VGM Lounge]

A Night in Fantasia 2009: eminente só no mundo da fantasia


Por Alexei Barros

Parece até um milagre hoje em dia: o lançamento da gravação de um concerto com arranjos inéditos e exclusivos em meio ao oceano de restrições de direitos autorais que aterrorizam as apresentações de game music, a maioria com versões recicladas. Mas minha empolgação é contida. Serei franco: ainda que o currículo da Eminence seja respeitável, eles ainda têm muito o que aprender com a produção, organização e divulgação, áreas que resistem em permanecer com um pé no amadorismo. Por exemplo, o que aconteceu com Valkyria Chronicles e Diablo III no set list e o Hitoshi Sakimoto na plateia, que chegaram a ser anunciados no site oficial?

Vou além. Mesmo a performance, sempre exaltada, não é tão exímia quanto deveria. Isso me leva a questionar as autopropagandas e o hype exagerado  no site oficial, Facebook e Twitter – na maioria das vezes dispensáveis, como aqui –, e os elogios exacerbados do grande séquito de fanboys espalhados pelo mundo. Eu me incluía no grupo de admiradores (ainda me mantenho, com ressalvas) mais extasiado pelas exclusividades do set list (Final Fantasy XII e The Legend of Zelda: Twilight Princess especialmente) do que pela primazia ou arrojo da execução, muito porque os registros são escassos.

O CD duplo do A Night in Fantasia 2009, que foi oficialmente anunciado para sair no dia 8 de janeiro de 2010, atrasou um pouco, nada digno de nota. Uns dois meses. Quem comprou por pré-venda no site da Eminence recebeu o álbum no final de março e início de abril. Considerando que a apresentação ocorreu dia 26 de setembro de 2009, seis meses é um tempo habitual que separa o concerto do lançamento do CD, então por que anunciar a data de maneira tão precoce? Além disso, em um primeiro momento a gravação seria feita em estúdio, não ao vivo – felizmente a qualidade de áudio é elogiável, com alguns aplausos mais efusivos no final de determinadas performances.

Como fiz na ocasião do concerto, quando comentei sobre as músicas de uma gravação amadora, falarei sobre cada faixa do disco 1 intitulado “Symphonic selection from Video Games” – seleção porque Command and Conquer: Red Alert 3, Darksiders, God of War II, Dragon Age: Origins e Metal Gear Solid 2 / 3 não entraram no CD. O disco 2 traz os segmentos de animes que tomei a liberdade de passar batido. É uma mistura interessante de quatro seleções de jogos japoneses e duas de ocidentais, sendo que estas nunca foram lembradas em outra oportunidade.

Pelo título do post, alguns podem pensar que o CD é um desastre. Claro que não é assim. Tem pontos positivos e negativos. É bom, mas não é tão eminente como comento depois do Hadouken.

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Press Start 2009: Ace Combat Zero: The Belkan War e Fantasy Zone

Por Alexei Barros

Antes do esperado (na verdade eu que demorei para fazer o post de revelação do concerto), o site do Press Start 2009 ~Symphony of Games~ trouxe dois novos segmentos do set list. Um regresso e uma surpresa. Decepção e empolgação.

– Ace Combat Zero: The Belkan War: “Zero”

Ace Combat Zero Belkan WarNão entendo o motivo para repetir a “Zero” tocada anteriormente  no Press Start 2007, quando há tantas músicas belíssimas da série Ace Combat: “Rex Tremendae”, “Megalith ~ Agnus Dei” (AC4), “The Unsung War”, “Razgriz” (AC5), “Ace Combat 6 Main Theme”, Ace Combat 6 Ending Theme “A Brand New Day” (AC6)… No post, Shogo Sakai elogiou a qualidade da composição do Keiki Kobayashi e comentou que há dois anos ouviu ao vivo a canção oito vezes, somando os ensaios e as apresentações em Osaka e Yokohama, e em todas ficou arrepiado. Para 2009, Sakai disse que o arranjo será refeito e, para deixá-la mais próxima da original, Takanori Goto, o instrumentista que tocou na trilha do jogo, participará da performance no violão flamenco. A soprano será a mesma de 2007, Oriko Takahashi.

– Fantasy Zone
Medley 1: “Start ~ Opa-Opa! [RD. 1]” ~ “Keep on the Beat [RD.2]” ~ “Saari [RD. 3]” ~ “Boss [RD.1~7 Boss]” ~ “Miss ~ Game Over”

Medley 2: “Hot Snow [RD. 5]” ~ “Shop [Shop A]” ~ “Boss [RD.1~7 Boss]” ~ “Miss ~ Game Over”

Fantasy ZoneO breve excerto de Fantasy Zone no “Shooting Medley” (2:36 a 3:10) do Press Start 2007 é o apogeu do segmento como já comentei por tantas vezes. Um verdadeiro chofre. Imagine então um medley só do Fantasy Zone. Melhor, dois medleys! Bem como o NES medley, haverá seleções distintas para as duas apresentações do concerto. A primeira me pareceu mais interessante. Masahiro Sakurai relembrou do impacto que o jogo causou em 1986, com estágios coloridos e sistema de compra. Também comentou que as músicas era inusitadas, adotando o samba. Como há dois anos, metais jazzísticos e principalmente baixo elétrico são essenciais na adaptação orquestrada das criativas músicas de Hiroshi Miyauchi.

[via PRESS START]

Set list até o momento:

01 – Super Mario Bros.
02 – Persona 4
03 – Tales of Legendia
04 – Rhythm Heaven
05 – Ore no Shikabane o Koete Yuke
06 – NES Medley

Press Start 2007: o novo Orchestral Game Concert?


Por Alexei Barros

Em 1986, principiava com Dragon Quest Suite os concertos com músicas de jogos no Japão sob a batuta de Koichi Sugiyama. Três anos depois veio Final Fantasy Symphonic Suite, o primeiro de muitos da grife FF. A despeito do pioneirismo dos dois, foi a série Orchestral Game Concert que criou um novo paradigma em apresentações de game music.

Em vez de uma franquia, diversas, incluindo Dragon Quest e Final Fantasy, com ênfase em títulos do Super Nintendo. Pela primeira oportunidade se ouvia o tema do Super Mario Bros. tocado por uma orquestra. Melodias de jogos importantes daquela época também receberam arranjos sinfônicos, tais como The Legend of Zelda, Super Mario World, Yoshi’s Island, Donkey Kong Country, Chrono Trigger, Secret of Mana, Star Fox e Super Metroid. Lá que a ópera “The Dream Oath ‘Maria and Draco” do FFVI foi reproduzida na íntegra, com 23 minutos de duração. No total, cinco apresentações – de 1991 a 1995 –, que inspiraram a criação de outros concertos.

O legado foi herdado por Video Games Live (EUA), PLAY! A Video Game Symphony (EUA), que  organizam espetáculos em vários lugares do mundo, e Symphonic Game Music Concert (Alemanha) e o A Night in Fantasia (Austrália), que realizam uma apresentação por ano. Mas não havia proveniente do Japão de trilhas de empresas diferentes como o Orchestral Game Concert.

Não havia até o ano passado – onze anos depois do último OGC. Eis que surgiu o Press Start ~Symphony of Games~. O repertório estava longe de fazer frente ao OGC em termos de significância, apesar de  ICO, Zone of the Enders 2, Metal Gear Solid 2, OutRun e Zelda.

Pensei que seria uma apresentação única. Estava enganado. Nos dias 17 e 22 de setembro aconteceu em Osaka e Yokohama a edição 2007 do concerto organizado por Nobuo Uematsu, Masahiro Sakurai, Shogo Sakai, Kazushige Nojima e Taizo Takemoto. Os convidados? Yuzo Koshiro e Keiki Kobayashi. E como em 2006, tive a oportunidade de ouvir um bootleg. A qualidade é razoável para ruim, mas o suficiente para ter uma idéia da grandiosidade.

pressstart.jpg

O set list mudou completamente: apenas duas faixas foram reprisadas. Isso sim é renovação. Houve um avanço substancial em relação aos musicistas. No ano passado era apenas a Tokyo City Philharmonic Orchestra e eventuais solistas. Novamente sob a regência de Taizo Takemoto, desta vez formou-se a Press Start Gadget Orchestra, que combina instrumentos de uma orquestra erudita (cordas, metais, madeiras etc.) com a de uma banda (baixo, guitarra, bateria e teclado) – algo que é feito no Brasil pela Orquestra Jazz Sinfônica. Essa combinação permite executar músicas com muito mais impacto e também amplia a gama de melodias que podem ser interpretadas com fidelidade e perfeição. Também estreou um coral.

Minha empolgação foi tanta que preferi comentar cada uma das faixas da apresentação de Yokohama  (e uma exclusiva de Osaka) baseando-se no bootleg.
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